quarta-feira, 30 de agosto de 2023

 





 

IDENTIFICAÇÃO DE PRODUTOS PERIGOSOS

 

A identificação de produtos perigosos para o transporte rodoviário é realizada por meio da simbologia de risco, composta por um painel de segurança, de cor alaranjada, e um rótulo de risco. Estas informações obedecem aos padrões técnicos definidos na legislação do transporte de produtos perigosos.

As informações inseridas no painel de segurança e no rótulo de risco, conforme determina a legislação, abrangem o Número de Risco e o Número da ONU, no Painel de Segurança, e o Símbolo de Risco e a Classe/Subclasse de Risco no Rótulo de Risco, conforme pode ser observado na Figura 2.2-1.

 



NÚMERO DE RISCO

Conforme pode ser observado na Figura 2.2.1, o número de risco é fixado na parte superior do Painel de Segurança e pode ser constituído por até três algarismos (mínimo de dois), que indicam a natureza e a intensidade dos riscos, conforme estabelecido na Resolução n° 420, de 12/02/2004, da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) /Ministério dos Transportes Quadro 2.2.1-1.

 



DENUNCIAR ESTE ANÚNCIO

 Observações:

1. O risco de violenta reação espontânea, representado pelo algarismo 9, inclui a possibilidade, decorrente da natureza da substância, de um risco de explosão, desintegração ou reação de polimerização, seguindo-se o desprendimento de quantidade considerável de calor ou de gases inflamáveis e/ou tóxicos;

2. Quando o número de risco for precedido pela letra X, isto significa que não deve ser utilizada água no produto, exceto com aprovação de um especialista.

3. A repetição de um número indica, em geral, um aumento da intensidade daquele risco específico;

4. Quando o risco associado a uma substância puder ser adequadamente indicado
por um único algarismo, este será seguido por zero.

 

O número de risco permite determinar imediatamente o risco principal (primeiro algarismo) e os riscos subsidiários do produto (segundo e terceiro algarismos); as diferentes combinações, que formam os diferentes números de risco, estão apresentadas na Quadro 2.2.1-2.

 

 











 

DENUNCIAR ESTE ANÚNCIO

 




PFg = Ponto de Fulgor;
(*) Não usar água, exceto com aprovação de um especialista.

 

Nas Figuras 2.2.1-1 a 2.2.1-5 são apresentados exemplos da aplicação da metodologia de identificação dos números de risco.

 



DENUNCIAR ESTE ANÚNCIO

 



Conforme mencionado anteriormente, a repetição de um número indica, em geral, o aumento da intensidade daquele risco específico, como mostra a Figura 2.2.1-3.

 



Também, conforme já mencionado, na ausência de risco subsidiário, deve ser colocado como segundo algarismo o zero, conforme pode ser observado na Figura 2.2.1-4.

 



NÚMERO DE IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO OU NÚMERO DA ONU

Trata-se de um número composto por quatro algarismos, que deve ser fixado na parte inferior do Painel de Segurança, servindo para a identificação de uma determinada substância ou artigo classificado como perigoso.

 

DENUNCIAR ESTE ANÚNCIO

Nas Figuras 2.2.2-1 e 2.2.2-2 são apresentados exemplos da aplicação do No ONU no Painel de Segurança, a ser utilizado em veículo transportador de produtos perigosos.

 



RÓTULO DE RISCO

Toda embalagem confiada ao transporte rodoviário deve portar o rótulo de risco, cujas dimensões devem ser estabelecidas de acordo com a legislação/ normalização vigente.

O rótulo de risco utilizado no transporte deve ser correspondente à classe ou subclasse de risco do produto. Os números das classes e subclasses são fixados na parte inferior dos rótulos de risco e ou discriminados em campo especifico constante nos documentos fiscais portados pelo condutor do veículo.

Os rótulos de risco têm a forma de um quadrado, colocado num ângulo de 45° (forma de losango), podendo conter símbolos, figuras e/ou expressões emolduradas, referentes à classe/subclasse do produto perigoso.

 

Os rótulos de risco são divididos em duas metades:

A metade superior destina-se a exibir o pictograma, símbolo de identificação do risco. Exceto para as subclasses 1.4, 1.5 e 1.6;

A metade inferior destina-se para exibir o número da classe ou subclasse de risco e grupo de compatibilidade, conforme apropriado, e quando aplicável o texto indicativo da natureza do risco.

Na Figura 2.2.3-1 é mostrada a forma de aplicação do símbolo, texto e número da classe/subclasse no rótulo de risco.

 

DENUNCIAR ESTE ANÚNCIO

 



Nas Figuras 2.2.3-2 a 2.2.3-10 são apresentados os rótulos de risco aplicados nas classes/ subclasses de risco de 1 a 9, respectivamente.

 





DENUNCIAR ESTE ANÚNCIO

 





Observação:

DENUNCIAR ESTE ANÚNCIO

O veículo que transporta produtos perigosos, conforme a legislação vigente deve fixar a sua sinalização na frente (painel de segurança, do lado esquerdo do motorista), na traseira (painel de segurança, do lado esquerdo do motorista) e nas laterais (painel de segurança e o rótulo indicativo da classe ou subclasse de risco) colocados do centro para a traseira, em local visível.

Quando a unidade de transporte a granel trafegar vazia, sem ter sido descontaminada, está sujeita às mesmas prescrições que a unidade de transporte carregada devendo, portanto, estar identificada com os rótulos de risco e os painéis de segurança conforme pode ser observado na Figura 2.2.3-11.

 






DENUNCIAR ESTE ANÚNCIO

 





 



 

DENUNCIAR ESTE ANÚNCIO

 







DENUNCIAR ESTE ANÚNCIO

 








DENUNCIAR ESTE ANÚNCIO





 

DENUNCIAR ESTE ANÚNCIO

 


Fonte: Manual de Produtos Perigosos (DER Departamento de Estradas de Rodagem) – Secretaria dos Transportes – Governo do Estado de São Paulo/SP

 

 



Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais. 

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 

 

 

 

 


terça-feira, 29 de agosto de 2023

 





 

AUTOESTIMA NO TRABALHO:

EXISTE RELAÇÃO COM A PREVENÇÃO DE ACIDENTE?

 



É comprovado que fatores externos e internos influenciam completamente a qualidade e produtividade de um funcionário, incluindo o ambiente, relação entre os colegas e a autoestima no trabalho, tudo isso pode culminar em um acidente de trabalho.

Afinal, a mente comanda o corpo, portanto, um corpo controlado por uma mente cansada, insegura ou insatisfeita possui seu funcionamento prejudicado.

Por isso é primordial que os funcionários estejam bem consigo, mas como é possível contribuir para esse resultado?

 

O que é autoestima?

Para solucionar um problema, é necessário entender todas as partes que o compõe, no caso da autoestima no trabalho, é preciso compreender o que é autoestima e como ela se comporta em um ambiente profissional.

Em conceito, a autoestima é uma avaliação ou percepção que um indivíduo possui de si próprio, que pode ser positiva ou negativa.

Desenvolver uma boa autoestima é um processo gradual, que exige comprometimento, afinal, é um processo individual.

No ambiente de trabalho, a autoestima pode ser considerada uma das necessidades que os trabalhadores possuem, sendo essencial para a produtividade e saúde mental dos trabalhadores.

É completamente comum que hajam pequenas variações na autoestima, afinal, não é todo dia que o indivíduo estará bem consigo, mas, o ideal é que essas sejam exceções, e não a maioria, tornando a autoestima uma característica permanente da personalidade.

 

A relação da autoestima com o trabalho:

A autoestima elevada garante mais confiança no serviço prestado, segurança para a tomada de iniciativas, aumenta perceptivelmente a produtividade do funcionário, enquanto contribui para a saúde mental do trabalhador.

O tornando mais tranquilo ao assumir responsabilidades, aumenta sua satisfação com seu trabalho, devido à redução da insegurança intelectual, além de motivar o desemprenho das respectivas funções e estimular o cuidado pessoal, com seu trabalho e sua saúde.

É importante observar o nível de autoestima dos indivíduos, devido à possibilidade da sua baixa desencadear outros problemas relacionados a saúde mental, como a depressão, ansiedade e outros que interferem diretamente na qualidade do serviço prestado.

Alguns dos fatores que estão presentes na baixa autoestima são a timidez em excesso, o medo da rejeição, a procrastinação, preguiça, hábito de comparação com os outros componentes da equipe, pessimismo, dificuldade de reconhecer as conquistas e a necessidade de ser reconhecido.

 

Como elevar a autoestima de um trabalhador?

Após identificados os sintomas da baixa autoestima, existem algumas ações que podem contribuir para o seu progresso.

O fator mais essencial para isso é o ambiente de trabalho, que influencia diretamente como o trabalhador enxerga o seu serviço e a si mesmo, afinal, não há como se manter produtivo em um ambiente desestimulante.

Envolvendo desde a qualidade estrutural do ambiente de trabalho, como o conforto das cadeiras, a praticidade da configuração dos móveis, a adequação dos dispositivos tecnológicos.

Até as questões de segurança, como possuir uma jornada de trabalho adequada, utilizar todos os equipamentos de segurança exigidos e ser exposto ao mínimo de risco necessário.

Além disso, o isolamento é extremamente prejudicial para a saúde mental dos indivíduos, portanto, o ideal é que hajam áreas de convivência para que os funcionários da empresa socializem e possam ter um momento de descontração e descanso.

É igualmente importante propagar o respeito entre os colegas e não a competitividade, afinal, a competição ou comparação entre os profissionais pode tornar o ambiente de trabalho desagradável.

Outra alternativa é estimular a prática de exercícios entre os funcionários, trazendo benefícios para diversas áreas da vida pessoal dos colaboradores, devido a sua ação na saúde mental e física dos indivíduos.

A maioria dos trabalhadores precisa estar sentados durante o período do serviço, o que a longo prazo pode prejudicar a saúde e mobilidade, caso não seja praticado nenhum exercício físico nos momentos vagos.

Esse momento de atividade física pode se tornar um momento de lazer, relaxamento e autocuidado, contribuindo expressivamente para o aumento da autoestima.

Por fim, é interessante manter um bom diálogo entre os colaboradores, composto por compreender o momento de ouvir o outro e de falar também.

Discussões saudáveis, também são interessantes para o aprimoramento do trabalho e desempenho dos funcionários, que compartilhem suas experiências, contribuindo para o aprimoramento de ambos.

A boa comunicação é a chave para o entendimento geral da equipe, que precisa receber as informações claramente, evitando possíveis desmotivações causadas pela falta de informação.

 

 

 

Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais. 

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 

 

 


 





 

MELHORES MANEIRAS DE EVITAR ACIDENTES DE TRABALHO

 



Saúde e Segurança do trabalho

Segundo o Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho do Ministério Público, no ano de 2017 foram registrados 574 mil acidentes de trabalho dos quais, aproximadamente, 2 mil resultaram em mortes acidentárias. O pior é que este número pode não refletir a realidade.
Como muitos casos não são notificados, ele tende a ser ainda maior!

 



Os riscos ocupacionais, incluindo acidentes e doenças ocupacionais, marcam um dos grandes problemas encontrados na SST – Saúde e Segurança do Trabalhador. Seja por negligência, por pouco investimento no setor, por más condições estruturais ou pelo não cumprimento de protocolos importantes, todas acabam gerando graves danos à saúde ou à integridade física do profissional.
Entretanto, engana-se quem acha que é apenas o trabalhador quem sofre com os prejuízos gerados pelos acidentes. Estes acidentes afetam diretamente a economia da empresa gerando custos com absenteísmo, queda na produtividade, impacto direto no lucro mensal, aumento no FAP, entre outros diversos impactos negativos para o negócio. Portanto, manter um ambiente livre de riscos ocupacionais é de interesse mútuo, tanto do empregador, quanto do empregado.

 

Então, qual a melhor forma de prever os riscos acidentários ocupacionais?

A melhor maneira de combater esses riscos é elaborar ações preventivas de segurança através da identificação dos riscos em que cada empresa está exposta. Mesmo com as peculiaridades operacionais de cada setor, é possível mapear tais riscos ocupacionais a partir da atividade fim exercida pela empresa.
O pontapé inicial para este mapeamento é analisar cada área da empresa através das seguintes perspectivas: exposição à riscos químicos, físicos, biológicos, ergonômicos ou acidentais. A partir destas análises, cria-se uma subdivisão das áreas da empresa em: áreas com riscos operacional, comportamental ou ambiental. E, com isto em mãos, cabe ao RH ou ao time de SST criar políticas estratégicas de combate aos riscos laborais.

 

De responsabilidade da CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – esse mapeamento é feito da seguinte maneira:

Riscos Físicos: mapeamento de risco para os funcionários expostos à ruído, calor, frio, pressões, umidade, radiações (ionizantes ou não) e vibrações.

Riscos Químicos: mapeamento de risco para os funcionários expostos a poeiras, fumo, gases, vapores, névoas, neblinas, substâncias compostas ou produtos químicos em geral.

Riscos Biológicos: mapeamento de risco para os funcionários expostos à fungos, vírus, parasitas, bactérias, protozoários e bacilos.

Riscos Ergonômicos: mapeamento de risco para os funcionários expostos à esforço físico intenso, levantamento e transporte manual de peso, exigência de postura inadequada, controle rígido de produtividade, imposição de ritmos excessivos, trabalho em turno e noturno, jornadas de trabalho prolongadas, monotonia e repetitividade e outras situações causadoras de stress físico e/ou psíquico.

Riscos de Acidentes: mapeamento de risco para os funcionários expostos à arranjo físico inadequado, iluminação inadequada, probabilidade de incêndio e explosão, eletricidade, máquinas e equipamentos sem proteção, armazenamento inadequado, quedas e animais peçonhentos.

 

Além do mapeamento, outros modos de prevenção de acidentes são:

·       Participar efetivamente das Semanas Internas de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT);

·       Realizar todos os treinamentos de segurança ofertados pela empresa; ou cobrar, caso eles não ocorram;

·       Utilizar sempre os EPI’s conforme determinação da Norma Regulamentadora nº 6;

·       Prezar pela manutenção dos EPIS e sinalizar caso eles não estejam em boas condições;

·       Se atentar às sinalizações do mapeamento de risco;

·       Fiscalizar equipamentos e instrumentos de trabalho sempre antes de utilizá-los;

·       Manter ambiente de trabalho limpo e organizado;

·       Sugerir melhorias ou necessidades de reparações, quando necessárias.;

·       Ficar atento aos erros dos colegas de trabalho e sinalizar quando eles estiverem expostos à possíveis riscos;

·       Reporte acidentes no imediato momento;

·       Informou-se sobre a CIPA e sua atuação;

·       Não trabalhe sob efeito de álcool e outras drogas;

·       Se possível, não exceda a carga horária da sua jornada de trabalho.

 

A melhor forma de evitar acidentes e doenças de trabalho é elaborando e seguindo campanhas de prevenção!
Fique atento às possíveis situações de risco.

 

 

 

Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais. 

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 

 


segunda-feira, 28 de agosto de 2023

 





QUAIS EMPRESAS DEVEM CONSTITUIR A CIPA?

 



A sigla CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador.

A CIPA é regulamentada pelos artigos 162 a 165 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT e pela NR 05, contida na portaria 3.214 de 08/06/78, do Ministério do Trabalho e Emprego.

Conforme, estabelece o item 5.2, da NR 05 (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) deve constituir a CIPA, por estabelecimento, e mantê-la em regular funcionamento as empresas privadas, públicas, sociedades de economia mista, órgãos da administração direta e indireta, instituições beneficentes, associações recreativas, cooperativas, bem como outras instituições que admitam trabalhadores como empregados.

 

Saiba quais empresas devem constituir a CIPA

Empresas com até 19 funcionários:

Ao verificar o Quadro I da NR 05 (Dimensionamento de CIPA), observamos que na coluna referente as empresas com até 19 funcionários, independente do grupo de risco, encontra-se vazia, ou seja, sem a determinação do nº de membros da CIPA.

Porém, devemos ficar atentos para não cometermos o equívoco de considerar essas empresas, totalmente desobrigadas de constituir a CIPA, pois conforme determina o item 5.6.4 da NR 05, quando o estabelecimento não se enquadrar no Quadro I da NR 05, a empresa deve designar um responsável para o cumprimento dos objetivos da norma regulamentadora nº 05, podendo ser adotados mecanismos de participação dos empregados, através de negociação coletiva.

 

Empresas com mais de 19 funcionários:

Nesse caso, conforme o item 5.6, da NR 05 (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA será composta de representantes do empregador e dos empregados, de acordo com o dimensionamento previsto no Quadro I da NR 05 (Dimensionamento de CIPA), ressalvadas as alterações disciplinadas em atos normativos para setores econômicos específicos.

 

Como dimensionar a CIPA – Passo a Passo:

·       Verificar no CNPJ - Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica da empresa, qual sua atividade econômica e o sua Classificação Nacional de Atividade Econômica – CNAE;

·       Buscar no Quadro II e III da norma regulamentadora nº 05, o CNAE e qual o grupo de risco referente a empresa;

·       Conferir na empresa a Quantidade de Empregados registrados na data de constituição da CIPA;

 

Verificado o Grupo de Risco e a Quantidade de Empregados da empresa, localizar no Quadro I da NR 05 (Dimensionamento da CIPA), no campo “Grupos” e no campo “Nº de Empregados no Estabelecimento”, o número de membros da CIPA, Efetivos e Suplentes, que deverão constituir a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA.

 

 



Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais. 

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 

 


 





 

SAÚDE PREVENTIVA: SAIBA COMO REDUZIR OS CUSTOS COM ASSISTÊNCIA MÉDICA

 

 



Saúde preventiva é o conjunto de ações e medidas voltadas para a prevenção de doenças, traumas ou seu agravamento. Ela tem como objetivo melhorar a qualidade de vida das pessoas.

O diagnóstico precoce da enfermidade proporciona agilidade no tratamento e, por isso, cada vez mais empresas têm buscado investir na saúde preventiva de seus trabalhadores.

Organizações de sucesso compreenderam que assegurar o bem-estar de seus trabalhadores vai muito além de cumprir obrigações trabalhistas, e que promover a saúde preventiva é, na verdade, um investimento que proporciona retorno positivo para o negócio. 

 

Qual o impacto da saúde preventiva na vida dos trabalhadores?

Programas de promoção da saúde mostram comprometimento da empresa em relação ao seu capital humano. Ao sentir-se cuidado e acolhido, ele se torna mais engajado e motivado. Além disso, o monitoramento periódico da saúde possibilita à organização realizar diagnósticos precoces evitando, assim, doenças graves e o possível afastamento do trabalhador.

 

Como a saúde preventiva ajuda na redução de custos com assistência médica?

A saúde preventiva determina uma mudança no modelo de assistência médica focado no tratamento de doenças para uma abordagem que dá prioridade à prevenção. O objetivo é ajudar o trabalhador a se manter saudável e incentivar o doente a participar de programas que contribuam para manter a sua qualidade de vida. Isso auxilia a empresa na redução de custos com assistência médica.

 

Como implementar ações de prevenção na empresa?

O processo de implementação de ações de saúde preventiva deve ser cuidadosamente planejado e incluir uma definição inicial dos objetivos do programa e do seu público-alvo, além das áreas da saúde que se pretende atingir. A seguir, veja as ações a serem implementadas e os resultados desejados.

 

MONITORAMENTO DO ESTADO DE SAÚDE

Os programas de saúde preventiva devem ser planejados para que seja possível levantar todas as questões que dizem respeito à qualidade de vida dos trabalhadores, tais como histórico familiar e hábitos de vida.

Por isso, é necessário que a empresa monitore frequentemente o quadro geral de saúde dos funcionários, para que, assim, adeque as ações dos programas às reais necessidades de cada trabalhador.

 

PROGRAMA NUTRICIONAL

A inclusão de programas nutricionais e de reeducação alimentar voltados à saúde preventiva é outra ação que pode ser implantada nas empresas. Nessa ação, é importante, especialmente, conscientizar os participantes sobre a dieta balanceada. Ela proporciona benefícios como a redução de índices de colesterol, pressão alta, diabetes, entre outras.

 

INCENTIVO à ATIVIDADE FÍSICA

Para atingir as metas de saúde, é imprescindível incentivar a prática de atividades físicas entre os trabalhadores, pois os exercícios contribuem muito para a melhora da saúde e o bem-estar de todos.

Implementar programas de ginástica laboral também é uma alternativa a ser levada em consideração.

Dessa maneira, com a saúde em dia, os trabalhadores estarão mais motivados, aumentarão a produtividade, se sentirão mais seguros para realizar as atividades cotidianas, e terão orgulho de pertencer à organização

 

 

 

 

Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais. 

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 

 


sexta-feira, 25 de agosto de 2023

 






 SAIBA COMO FAZER UMA INVESTIGAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO




A cada 48 segundos um trabalhador sofre acidente de trabalho no Brasil. Ainda de acordo com o Ministério Público do Trabalho - MPT, em apenas 5 anos – entre 2012 e 2017 – mais de 14 mil trabalhadores morreram no exercício de sua profissão.

Identificar a real causa das ocorrências de acidente de trabalho, infelizmente, não é uma tarefa tão simples na grande maioria dos casos.

Além de ser um processo que exige esforço e cooperação do maior número possível de pessoas envolvidas nos processos, chegar a conclusões erradas sobre as causas dos acidentes significa desperdício de tempo e de dinheiro no combate aos acidentes.

Além dos prejuízos para as empresas e da dor provocada para os trabalhadores, uma única contribuição positiva pode ser encontrada a partir de uma ocorrência, contanto que se faça um trabalho de investigação efetivo: o aprendizado.

Conforme Fabrício Varejão, engenheiro e professor do Instituto Federal de Pernambuco, especialista em segurança do trabalho, investigar corretamente as causas é um processo de muito valor pois permite que as organizações aprendam com seus erros e se tornem, em um futuro próximo, mais eficientes em seus processos e, logo, mais seguras e competitivas. Ainda de acordo com o especialista, e tendo em vista os benefícios de investir em segurança do trabalho, não é possível corrigir ou prevenir se não se é conhecido o motivo real da ocorrência sendo a investigação, portanto, a base para construção de um sistema de prevenção em segurança do trabalho efetivo.

 

O que você vai aprender neste post:

·       Os 5 porquês

·       O diagrama dos 6M’s

·       Árvore de causas

·       Principais causas

 

OS 5 PORQUÊS

Ferramenta mais simples e com maior agilidade no momento de se iniciar a investigação de um acidente, a metodologia dos 5 Porquês consiste em, por meio das entrevistas com os envolvidos diretos, buscar a causa raiz do problema – geralmente encontrada na quinta pergunta.

Adotada inicialmente pelos japoneses no período pós-guerra em ambientes industriais, a metodologia permite identificar o que aconteceu, por que aconteceu e descobrir o que fazer para reduzir a probabilidade de uma nova ocorrência.

Perguntando “Por que? ” 5 vezes, espera-se que se encontre na seguinte ordem: um sintoma, uma desculpa, um culpado, uma causa e, finalmente, a causa raiz.

Sem necessitar de análises estatísticas, é uma ótima e ágil metodologia para investigar um acidente com proporções e impactos menores, não sendo recomendada, evidentemente, para situações mais complexas e que envolvam muitas variáveis.

 

O DIAGRAMA DOS 6M’s (OU ESPINHA DE PEIXE)

Também conhecido como diagrama de Ishikawa, em virtude do seu criador que se popularizou juntamente com a técnica a partir da década de 1960, é uma ferramenta de investigação também ágil e eficiente que possibilita a análise de causas-raízes sob a ótica de 6 elementos que começam com a letra M:

Métodos: causas relacionadas a procedimentos padrão (ou a falta deles). 

Matéria-Prima: causas que envolvem material usado no trabalho, seja pela falta de qualidade ou reputação do fornecedor.

Mão de obra: imprudência, pressa, falta de qualificação ou outras causas relacionadas a pessoas dentro do processo.

Máquinas: falhas decorrentes de falta de manutenção ou outras causas em equipamentos e maquinário presentes no trabalho.

Medição: causas que tem a ver com a calibração e efetividade dos indicadores presentes no ambiente de trabalho.

Meio Ambiente: calor, layout, poluição, excesso de poeira e outras causas relacionadas ao ambiente de trabalho.

 

Assim, se definindo o problema na “cabeça do peixe” a ser analisado, as causas em cada um dos M’s podem ser levantadas. Após esse processo de listar as possíveis causas, chega-se às causas mais importantes – ou a causa, em caso de uma causa presente em um dos M ser a principal para a ocorrência do acidente.

 

ÁRVORE DE CAUSAS

Ideal para casos mais complexos, onde o acidente de trabalho pode admitir diversas causas, sua aplicação demanda a reconstrução com o maior número de detalhes possível da história do acidente, onde são registrados apenas os fatos. Nessa perspectiva, se busca identificar o problema ou variação que originou o acidente de trabalho.

 

O método da árvore de causas é dividido em 4 etapas:

1) Coleta de dados: busca de informações in loco registrando não só os fatos, mas também as opiniões dos indivíduos e fotos do local.

2) Análise dos dados: entendimento do problema classificando cada fator com possível influência no acidente em 6 elementos, que são indivíduos, tarefa, matéria-prima, equipamento, local de trabalho e gerenciamento. Após essa classificação, deve-se classificar as condições com um quadrado para antecedentes-estado, ou seja, condições permanentes na situação, e com um círculo para antecedentes-variações, as quais são condições não habituais no trabalho, como a troca de um colaborador, por exemplo.

3) Análise das causas: construção propriamente dita da árvore, ligando cada ponto estabelecido na etapa anterior com uma linha normal para ligação que contribuiu para a ocorrência do fato seguinte, e com uma linha pontilhada para ligação que aumenta a probabilidade de ocorrência do fato seguinte. 

4) Adoção de medidas de controle: elaboração de um plano de ação para prevenir novas ocorrências do mesmo acidente com base na identificação da causa raiz.

 

PRINCIPAIS CAUSAS

De acordo com a vivência de engenheiros de segurança e especialistas no assunto, as principais causas dos acidentes de trabalho podem ser classificadas em 4 categorias:

Falhas mecânicas: reforçando ainda mais o cuidado a se ter com a manutenção preventiva das máquinas e equipamentos;

Falhas humanas: decorrente da imprudência e/ou falta de conhecimento e treinamento do operário com relação aos riscos existentes;

Não uso de EPI’s: tanto pela ausência de investimento das empresas quanto pela negligência dos trabalhadores;

Improvisação de mão-de-obra: muito comum na construção civil e em setores da indústria que exigem menos especialização, é muito perigosa pois coloca trabalhadores inexperientes e sem as capacidades técnicas necessárias para lidar com determinadas atividades.

 

Ficou claro como proceder na investigação do próximo eventual acidente de trabalho na sua empresa? Caso ainda tenha qualquer dúvida, temos consultores disponíveis para ouvir e responder seus questionamentos. 

 

 



Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais. 

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 

 


 





 

 

PIRÂMIDE DE BIRD – CAUSAS DOS ACIDENTES DE TRABALHO

 



Você sabia que no Brasil R$ 1 a cada 7 minutos é gasto com despesas de acidentes de trabalho? De acordo com estudo do Banco Mundial e da OIT Organização Internacional do Trabalho, 4% do PIB mundial é perdido com acidentes laborais.  Apesar de estes serem números atuais e que geram bastante discussão tanto ao setor privado quanto ao público, estudos sobre os acidentes de trabalho e suas causas datam desde a década de 1920.

Nessa perspectiva, modelos matemáticos e ferramentas estatísticas vêm sendo investigadas e testadas a fim de ajudar empresas e o próprio Governo a lidar de modo mais científico com as ocorrências e, assim, reduzirem os gastos decorrentes desses acidentes. Assim, apresento neste artigo o conceito da Pirâmide de Bird e sua relevância para a forma como lidamos com acidentes de trabalho no nosso cotidiano.

O que diz essa pirâmide? De onde ela surgiu? Ainda vale para as empresas dos dias atuais? Vamos nos aprofundar um pouco mais no cenário histórico no qual essa ferramenta surgiu e responder as perguntas acima a fim de que você possa contar com mais uma ferramenta de muita relevância para o combate aos acidentes de trabalho na sua organização.

 

O que você aprenderá nesse post:

·       O legado de Heinrich

·       O trabalho de Frank Bird

·       Aplicações práticas

 

O LEGADO DE HEINRICH 

Antes de saber o que é a Pirâmide de Bird, preciso apresentar um outro conceito muito importante para o entendimento dela e com significativa contribuição para o seu surgimento: a lei de Heinrich.

Ainda em 1931, Herbert William Heinrich publicou um livro, que para muitos é a base do desenvolvimento da segurança do trabalho, com o título de Industrial Accident Prevention a scientific approach (“Prevenção de Acidentes Industriais, uma abordagem científica”, em tradução livre). 

Nesta obra, Heinrich estabelece empiricamente, com base em análise de 75 mil acidentes de trabalho na Travelers Insurance Company, que para cada 1 acidente com ferimento grave, existem 29 acidentes com ferimentos menores e 300 acidentes sem lesões para o trabalhador.

Apesar de todas as limitações de sua época e questionamentos quanto ao método de sua pesquisa, é de se reverenciar o despertamento de uma nova era com vistas ao controle dos riscos em ambiente de trabalho e identificação das causas de acidentes causadores de acidentes graves.

 

O TRABALHO DE FRANK BIRD

Somente em 1965, após analisar cerca de 90 mil acidentes de trabalho em uma empresa de aços independentes com cerca de 5.000 funcionários por meio de um estudo que durou 7 anos, é que então surge Frank Bird no cenário da segurança do trabalho mundial. Diferente de Heinrich, embora tomando como base todo o seu trabalho, Bird leva em conta também acidentes que envolvem perda de patrimônio e meio ambiente, além das ocorrências que envolvem pessoas.

Assim, com o sucesso da implementação do conceito de controle de danos na empresa de aços Lukens, popularizado em 1966 com a publicação de Damage Control pela American Management Association (AMA), em 1968 Frank Bird sobe de patamar ao ser convidado para diretor de engenharia da Insurance Co. of North American. Nesta empresa de seguros, Bird liderou um outro estudo de acidentes de trabalho, desta vez envolvendo mais de 297 empresas de 21 grupos industriais diferentes.

 

Como fruto deste estudo, incluindo a análise de 1.753.498 acidentes, Bird conclui sua pirâmide com a seguinte proporção:

1 – 10 – 30 – 600. 

Isto é, para cada 1 lesão grave haveria 10 acidentes com lesões menores, 30 acidentes sem ferimentos e 600 incidentes (ou quase acidentes).

 

APLICAÇÕES PRÁTICAS

O que se pode então aproveitar de uma pesquisa realizada há 50 anos? Muito mais importante do que os números e suas proporções – os quais evidentemente podem variar de acordo com cada empresa – a filosofia por trás da pirâmide de Bird é o grande legado deste pioneiro da segurança do trabalho.

Entender que os programas e cuidados quanto aos eventos mais suaves e comuns (a base da pirâmide) devem receber atenção dobrada, dado o volume de sua ocorrência e seus impactos, é fundamental. Em outras palavras, quanto mais rigorosa for uma empresa com falhas e acidentes aparentemente irrelevantes, como um pequeno vazamento de água ou pequenos choques em uma máquina, mais segura essa empresa estará contra desastres e acidentes de gravidade maior.

 

Para traduzir esse conceito no dia a dia da sua empresa, separei algumas dicas práticas:

1.   registre tudo e incentive a fluidez da informação, assim cada pequeno desajuste será mais facilmente notificado e resolvido.

2.   invista na conscientização e empoderamento do trabalhador por meio de palestras e conversas informais, de modo que ele se sinta parte e responsável por cada pequeno detalhe e notifique ao sinalizar eventuais inconformidades.

3.   produza documentos de procedimento operacional padrão e invista na sua visualização por meio de folders, cartazes e mapas.

4.   construa sua própria pirâmide de Bird! 

 

Melhor do que saber os números exatos da proporção da pirâmide para a sua empresa, a cultura de prudência e o senso de responsabilidade que esta ferramenta pode viabilizar para seus colaboradores é o principal ponto positivo para sua organização, uma vez que permitirá uma prevenção mais bem-feita e, portanto, a redução de custos e aumento de produtividade, como destacamos no em nosso artigo sobre os benefícios de investir em segurança do trabalho.

Entendeu por que você precisa redobrar a atenção para os acidentes simples? Assim como em quase tudo na vida, se não resolvermos os problemas enquanto estão pequenos eles podem se tornar uma grande bola de neve – até o ponto de causarem graves acidentes e prejuízos para sua empresa.

Não permita que isso aconteça! Você e seus colaboradores merecem uma empresa mais eficiente, segura e com uma produtividade ainda maior.

Para isso, a Prevenção pode te ajudar compartilhando toda sua experiência de pioneira em segurança e medicina do trabalho.

 

 

 

Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais. 

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 

 

 


    CONHEÇA AS DIFERENÇAS ENTRE MATRIZ DE RISCO E INVENTÁRIO DE RISCO       A matriz de risco e o inventário de risco causam muita...