sexta-feira, 21 de novembro de 2025

 



 

NFPA

 

A simbologia proposta pela NFPA (NFPA 704-11) tem sido adotada para representar clara e diretamente os riscos envolvidos na manipulação de insumos químicos. Sugere-se usá-la para identificação dos recipientes (rotulagem) também nos laboratórios.

O diamante colorido representa os riscos em termos de inflamabilidade, (vermelho), riscos à saúde (azul), reatividade (amarelo) e informações especiais em branco. Às vezes a classificação numérica pode variar dependendo da fonte consultada e os números podem também aparecer na seqüência: saúde (azul) – inflamabilidade (vermelho) – reatividade (amarelo) após o nome da substância. Exemplo: acetileno (1 4 3).

Os riscos são classificados de 0 (risco mínimo) a 4 (risco máximo), segundo os critérios abaixo descritos.

 

Diagrama de Hommel ou Diamante do Perigo

 



Risco à Saúde ou Toxicidade (Azul):

4. Substâncias que são capazes de produzir a morte ou danos sérios ou sequelas sérias em exposição muito curta.
Exemplos:
acrilonitrila, cianogênio, dimetil sulfato, cianeto de hidrogênio, etc.

3. Substâncias que são capazes de produzir danos físicos sérios temporários ou sequelas.
Exemplos:
ácido acrílico, amônia (gás), azidas, cianetos, sódio e amálgama de sódio, ácido sulfúrico, fósforo branco, etc.

2. Substâncias que em exposição intensa ou contínua mas não crônica, podem causar incapacidade temporária ou possível sequela.
Exemplos: anidrido acético, benzeno, tetracloreto de carbono, éter dietílico, clorofórmio, etc.

1. Substâncias que podem causar irritação mas sequelas menores.
Exemplos:
acetileno, nitrato de amônio, dimetilformamida, fósforo vermelho, etc.

0. Substâncias que em incêndios não oferecem risco maior além do representado pelo material combustível comum.

 

Risco de Inflamabilidade (Vermelho):

4. Substâncias que podem vaporizar rápida ou completamente à pressão e temperatura ambientes, ou que são rapidamente dispersas no ar e queimam com facilidade.
Exemplos: acetileno, peróxido de benzoíla, tert-butil hidroperóxido, cianogênio, éter dietílico, formaldeído (gás), cianeto de hidrogênio, sulfeto de hidrogênio, triclorosilano, cloreto de vinila, ácido pícrico, fósforo branco, etc.

3. Líquidos e sólidos que podem sofrer ignição na maioria das condições de temperatura ambiental.
Exemplos: acrilonitrila, acroleína, benzeno, éter dibutílico, éter diisopropílico, dioxano, metanol, metil-hidrazina, potássio, piridina, tetraidrofurano, xilol (xileno), sódio e amálgama de sódio, etc.

2. Substâncias que devem ser aquecidas com moderação ou expostas a temperaturas relativamente altas para sofrerem ignição.
Exemplos: anidrido acético, ácido acético glacial, anilina, azidas, dimetil sulfato, solução de formaldeído, solução de hidrazina, nitrobenzeno, fenol, azida sódica, nitrito de sódio, etc.

1. Substâncias que devem ser pré-aquecidas antes de ocorrer a ignição.
Exemplos: dicromato de amônio, solução ou gás de amônia, cádmio, diclorometano, dietil sulfato, anidrido maléico, 1-naftilamina e sais, fenantreno, resorcinol, fósforo vermelho, etc.

0. Materiais não combustíveis.

 

Risco de Reatividade (Amarelo):

4. Substâncias que são intrinsecamente capazes de detonação ou decomposição explosiva ou reação em condições normais de temperatura e pressão.
Exemplos: peróxido de benzoila, tert-butil hidroperóxido, ácido peracético, ácido pícrico, etc.

3. Substâncias que são intrinsecamente capazes de sofrer detonação ou decomposição explosiva ou reação, mas requerem uma fonte para essa reação acontecer, ou que devem ser aquecidas em confinamento antes da reação, ou que reagem explosivamente com a água.
Exemplos: acetileno, acroleina, nitrato de amônio, diborano, peróxido de hidrogênio (>52%), 2-nitropropano, silano, ácido sulfâmico, etc.

2. Substâncias que sofrem mudanças químicas violentas em temperaturas e pressões elevadas ou que reagem violentamente com a água, ou que podem formar misturas explosivas com a água.
Exemplos: brometo ou cloreto de acetila, ácido acrílico, acrilonitrila, azidas, ácido clorosulfônico, cianogênio, lítio, metil-hidrazina, percloratos, fosfina, potássio, sódio e amálgama de sódio, hidrosulfito de sódio, ácido sulfúrico, cloreto de vinila, etc.

1. Substâncias que são normalmente estáveis, mas podem se tornar instáveis quando submetidas a temperaturas e pressões elevadas.
Exemplos: anidrido acético, dicromato de amônio, brometo de cianogênio, éter dibutílico, éter dietílico, éter diisopropílico, 1,1-dimetil-hidrazina, dioxano, perclorato de Mg, magnésio, anidrido maleico, fósforo vermelho, hidróxidos de Na e de K, tetrahidrofurano, etc.

0. Substâncias estáveis ainda em condições de incêndio, e que não são reativas com a água.

 

 



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CINCO ATUALIZAÇÕES DA NFPA 70E PARA O PLANEJAMENTO DO PROGRAMA DE EPI

 


Em sua mais recente edição, a norma NFPA® 70E® 2021 apresenta com destaque a hierarquia de controles de risco, introduzida pela primeira vez na sua edição de 2018.

Reafirmando e enfatizando a importância da hierarquia de controles de risco, sua introdução, e a norma como um todo, chama a atenção para essa ferramenta, que ajuda o setor elétrico a identificar métodos de prevenção e redução de riscos para aqueles que trabalham em sistemas energizados. Muitas das atualizações e mudanças existentes na edição de 2021 trazem um foco mais nítido para a hierarquia dos controles de risco.

 

Mas, o que isso significa em relação ao uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI)?

Como última linha de defesa, os EPI’s e, especialmente, as vestimentas FR/AR1, fornecem proteção, limitando os danos na ocorrência do arco elétrico. O EPI pode ajudar a reduzir a gravidade das queimaduras, fazendo muita diferença quando sofremos uma lesão, que poderia alterar nossas vidas, caso o pior acontecesse.

Embora grande parte das orientações da edição de 2021 sobre EPI, permaneçam as mesmas da edição 2018, existem cinco (5) mudanças nas quais os gestores da segurança devem observar. Algumas alterações estão diretamente relacionadas aos EPI’s, enquanto outras têm consequências indiretas no uso dos EPI’s, mas ainda assim, todas as cinco alterações são fundamentais ao se implantar ou avaliar seu programa de EPI, como parte da hierarquia de controles de risco.

 

Consolidando as orientações sobre a camada externa

Seção 130.7 (9) (b) – Aspectos na Seleção da Vestimenta de Proteção (Pág. 31)2

Esta seção ajuda a esclarecer como vestimentas externas adicionais, devem estar em conformidade com a NFPA 70E®. Caso você opte por usar jaqueta, camada mais externa, para a proteção ao frio ou para se tornar mais visível por razões de segurança como coletes de alta visibilidade por exemplo, as vestimentas externas não necessariamente precisam exceder o grau de exposição à energia incidente estimado para uma determinada tarefa, se elas não forem parte de um sistema de proteção contra arcos elétricos em camadas. Contando com que, a vestimenta para a proteção térmica aos riscos de arco elétrico em contato com o corpo e dimensionada para a proteção ao risco térmico seja classificada e ensaiada para proporcionar um nível de proteção contra a energia incidente igual ou superior ao necessário, a vestimenta mais externa pode ser simplesmente de categoria inferior.

 

Acrescentando rigor em trabalhos com capacitor

Artigo 360 – Requisitos Relacionados à Segurança (Pág. 53) e Anexo informativo R – Trabalhando com Capacitores (Pág. 97)

Uma das novidades mais importantes na NFPA 70E® 2021 é a inclusão de uma orientação nova, para o trabalho com capacitores. Ao avaliar os riscos existentes em trabalhos relacionados a capacitores, que armazenam energia excedendo valores limite de risco já definidos, os trabalhadores devem seguir o procedimento geral de avaliação de risco descrito no Capítulo 1. Essencialmente, quando um sistema se mantém energizado após a remoção da sua fonte de energia, ainda permanece um risco de acidentes e, portanto, ele deve ser tratado como um sistema energizado.

A tensão e a energia armazenada no capacitor devem ser determinadas e um profissional qualificado, trabalhando no equipamento, deve ser treinado para conhecer os riscos existentes, como choque, arco elétrico/explosão, e os controles de risco necessários para reduzir a probabilidade de acidentes e a gravidade de possíveis ferimentos.

Até que o trabalho preliminar seja concluído, e o sistema totalmente desenergizado, estabelecendo uma condição de trabalho eletricamente segura (Electrically Safe Work Condition (ESWC), o EPI estará em ação.

 

Lembre-se, até que a ausência de tensão seja comprovada, o EPI adequado deve ser utilizado!

Expandindo o escopo do procedimento de avaliação de risco

Artigo 110.5 (H) (1) – Elementos de um procedimento de avaliação de risco (Pág. 16)

A NFPA 70E® agora inclui uma nota informativa indicando que é aceitável especificar um profissional qualificado adicional como requisito para um determinado trabalho.

A nota detalha o treinamento necessário e o EPI que uma pessoa de apoio deve possuir. Embora não seja exigida para fins de conformidade, a nota informativa incentiva o uso de outras ferramentas de segurança que podem ajudar a salvar vidas, especialmente em situações em que uma tarefa apresenta alto risco de ocorrência de choque ou arco elétrico.

 

Esclarecendo as atuais orientações

Tabela 130.5 (C) – Estimativa da probabilidade da ocorrência de um Arco Elétrico para Sistemas CA e CC e Artigo 130.7 (C) (1) – Equipamento de Proteção Individual, Geral (Págs. 27 e 30)

Alguns aspectos estão mais claros de serem compreendidos na NFPA 70E® 2021, particularmente na Tabela 130.5 (C).

A nota da tabela agora fornece detalhes adicionais sobre o que significa um “sim”, no contexto da coluna “Probabilidade de Ocorrência”.

Quando um “sim” aparece nessa coluna, significa que um incidente por arco elétrico deve ser considerado como provável de ocorrer. Os gestores da segurança devem utilizar essa entrada, junto com o potencial de gravidade do incidente com arco elétrico, para obter as medidas apropriadas, preventivas e de mitigação, entre as quais o uso de EPI é um elemento fundamental, especialmente quando se busca reduzir a gravidade dos ferimentos.

Além disso, uma nota informativa no Artigo 130.7 (C) EPI (1) Geral, fornece métodos alternativos de redução de risco quando nos confrontamos com uma tarefa que possui uma energia incidente estimada, maior do que a dos valores de energia incidente da classificação dos EPIs disponíveis comercialmente.

A nota apresenta opções como, o uso de instrumentos de teste por aproximação ou sem contato, alterações no projeto do sistema e aumento das distâncias de trabalho que podem ser empregadas para reduzir o nível de energia incidente. Isso não elimina a necessidade de EPI, pelo contrário, permite que os trabalhadores utilizem os EPIs disponíveis, sem enfrentar riscos maiores do que o necessário.

 

Revisão do cálculo de energia incidente

Anexo D – Métodos de Cálculo de Energia Incidente e Fronteira de Proteção do Arco Elétrico (Pág. 62)

Este anexo foi revisado e atualmente considera como referência a IEEE 1584-2018 – Guia para realizar cálculos de risco de arco elétrico, como o novo método preferido de cálculo.

O IEEE 1584: 2018 é uma revisão do IEEE 1584: 2002, e nesta versão mais recente é considerada um método de cálculo de risco de arco elétrico mais preciso. Utilizando esse método de cálculo mais acurado, os gestores de segurança podem se sentir mais confiantes e confortáveis ​​ao selecionar os seus EPI’s.

A NFPA 70E® é uma das principais normas para o setor elétrico, mas pode ser considerada complexa pela sua própria natureza. A equipe da Westex®: Uma marca Milliken está aqui para ajudá-los a entender essa norma e o que ela pode significar para a segurança do seu local de trabalho. Entre em contato conosco hoje para discutir o seu programa de segurança, incluindo o uso de EPI, em maiores detalhes.

 

 

 

 

 

Notas:

1 O que as siglas FR e AR significam quando se trata de tecido de proteção térmica

2 respectiva página na norma NFPA70E

Traduzido e adaptado de: https://www.westex.com/blog/five-nfpa-70e-updates-to-note-for-your-ppe-program/

 

 

 

 

 

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