quinta-feira, 5 de março de 2026

 



 

08 DICAS DE SEGURANÇA NOS TRABALHOS EM ALTURAS

 

 

Trabalhos em alturas podem ser qualquer trabalho em que uma pessoa possa cair e se ferir.

 

Os trabalhos em altura são regulamentados pela NR-35 a qual estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção para esse tipo de atividade, envolvendo planejamento, organização e execução, garantindo a segurança e a saúde dos trabalhadores.

A NR-35 considera trabalhos em alturas todas as atividades executadas acima de 2 metros do nível inferior, onde haja risco de queda do trabalhador.

Abaixo estão as dicas de segurança nos trabalhos em altura, conforme mencionado no título do artigo.

1ª Dica – instale guarda corpo

O guarda corpo é uma forma de proteção passiva, que além de sua instalação ser obrigatória é uma maneira fácil e recomendada de manter seus trabalhadores seguros e, ao mesmo tempo, cumprir a conformidade.

2ª Dica – selecione o EPI adequado

Se você for usar sistemas pessoais de detenção de quedas, é necessário garantir que está escolhendo o Equipamento de Proteção Individual – EPI adequado.

Há muitos cintos de segurança que atendem as necessidades e garantem a segurança do trabalhador, apesar de terem custo diferenciado.

No entanto, esse diferencial de preço pode render algo a mais.

Claro, às vezes é apenas um nome, mas outras vezes é a funcionalidade que você está ganhando ou sacrificando, como anéis em D extras, material à prova de fogo ou design à prova de arco voltaico.

Às vezes, um equipamento mais caro custa mais simplesmente porque foi feito para ser mais confortável.

Faça sua pesquisa e determine o que você realmente precisa.

O conforto é importante, mas a principal preocupação deve ser a capacidade de ajuste do Equipamento de Proteção Individual ao usuário de forma adequada, garantindo que funcione conforme projetado.

Os cintos de segurança têm tamanho, portanto, escolha o tamanho do cinto de acordo com a estrutura corporal do trabalhador que irá fazer uso do equipamento.

Os talabartes também precisam ser selecionados corretamente. Dependendo da altura em que você está trabalhando, um talabarte com absorvedor de energia pode não proteger o trabalhador.

Em vez disso, pode ser necessário um talabarte retrátil.

Cada situação é diferente, por isso você precisa avaliar suas condições de trabalho e a tarefa a ser realizada para dar aos seus funcionários algo que realmente os proteja.

3ª Dica –  inspecione seu EPI

Ter equipamentos de segurança adequados para garantir um ambiente de trabalho protegido ou a execução de atividade segura é importante e necessário, mas a inspeção desses equipamentos tem papel importante na prevenção dos acidentes do trabalho.

Os EPI devem ser inspecionados pelo usuário antes do uso.

É importante que qualquer pessoa que possa estar usando os dispositivos entenda o que está procurando, o que é aceitável ou não e as etapas a serem seguidas, caso haja um problema.

Uma verificação prévia ao uso não precisa levar muito tempo, mas precisa ser completa.

Essa etapa pode ser a diferença entre a vida e a morte.

Devem ser inspecionados detalhes como:

·       Presença de cortes ou desgastes nas fitas;

·       Inspecione as fitas e cordas nos pontos de conexão com os conectores;

·       Verifique se os conectores estão em bom estado;

·       Verifique as costuras de segurança cuidadosamente;

·       Nos talabartes de posicionamento, inspecione as proteções de fita tubular ou emborrachada se protegem o talabarte na área de atrito;

·       Inspecione e teste a funcionalidade do trava queda;

·       Observe se há presença de fissuras nos componentes metálicos;

Fique atento quanto às deformações e presença de corrosão nos componentes metálicos, etc.

Há dois tipos de corrosão:

·       Branca e;

·       Vermelha.

A corrosão branca é a primeira que aparece, é superficial e não compromete a função do equipamento, porém, ela é uma alerta para melhorar os cuidados na manutenção do equipamento.

A corrosão vermelha sinaliza deterioração da estrutura do metal, e com o tempo, ocasiona a diminuição da resistência do equipamento e a contaminação das fitas em contato com a peça.

Devemos ter em mente que a corrosão parte de um ponto específico e acaba se alastrando para a peça inteira.

4ª Certifique-se de compreender a distância da queda

Essa distância é chamada de ZLQ – Zona Livre de Queda.

Você pode usar todos os equipamentos de proteção contra quedas do mundo, mas se ele não engatar/travar antes de você atingir algo, não faz sentido.

Isso significa dizer que o sistema contra queda não deve ser igual ou maior que a distância da queda.

É necessário calcular o cumprimento do talabarte, tamanho do absorvedor de energia aberto, a altura do ponto de ancoragem até a ponta do pé do trabalhador, e mais um metro de segurança.

O resultado desse cálculo não pode ser o mesmo ou maior que a distância da queda.

Por exemplo, se você está trabalhando à 5 metros de altura, o sistema aberto deve ter no máximo 4 metros, mantendo um metro como margem de segurança.

5ª Dica – selecione pontos de ancoragem seguro

A essa altura você deve estar percebendo que há muitos fatores envolvidos quando se trata de segurança contra quedas, certo?

Mas, a verdade é que de nada adianta usar um cinto, talabarte, trava-quedas ou outro dispositivo de prevenção ou proteção contra quedas de boa qualidade e em boas condições de uso, se o ponto de ancoragem não aguenta a carga, a qual será submetido em caso de queda do trabalhador.

O que constitui um ponto de ancoragem aceitável?

Pode ter certeza de que não é um tubo de PVC ou uma peça decorativa de aço no telhado.

Um ponto de ancoragem só é aceitável se for projetado e aprovado, conforme regulamenta a NR 35, no Anexo II – Sistemas de Ancoragem.

O sistema de ancoragem permanente deve possuir projeto e a instalação deve estar sob responsabilidade de profissional legalmente habilitado.

6ª Dica – escolha o equipamento adequado para executar trabalhos em alturas

Em algumas situações, um andaime será sua melhor solução para trabalhar em altura.

Isso pode ser para pintar uma casa, lavar janelas, fachadas, etc.

Em caso afirmativo, você provavelmente poderá equipar o andaime com corrimão, facilitando muito a proteção contra quedas.

Outras vezes, os andaimes serão inviáveis ​​e você terá que usar uma plataforma.

Mesmo que esteja executando trabalho em altura em uma plataforma, você precisará fazer uso do cinto de segurança com talabarte ou trava quedas.

O uso de plataforma para trabalhos em altura exige que o trabalhador tem participado de curso de capacitação operacional do equipamento.

Outras vezes, você usará uma escada e, nesse ponto, os requisitos para proteção contra quedas se tornarão mais complicados.

Falaremos sobre escadas na próxima dica.

7ª Dica – use escadas corretamente

Não presuma que, por ter uma escada em casa, você sabe o que está fazendo.

As escadas estão na origem de muitos acidentes de trabalho simplesmente porque consideramos seu uso algo natural.

As escadas são familiares. Você as usa para pendurar suas luzes de Natal, pintar a sala de estar, mudar aquela lâmpada chata de difícil alcance e limpar suas calhas.

Nós as usamos com tanta frequência que achamos que sabemos o que estamos fazendo porque nunca nos machucamos antes, certo?

Antes de usar uma escada, considere se ela é ou não a melhor solução para a tarefa.

Em seguida, certifique-se de que seus funcionários sejam treinados para usar adequadamente uma escada.

Para uso seguro da escada, recomenda-se que a mesma seja posicionada em um ângulo entre 68º e 75º com o solo.

As extremidades da escada devem estar bem apoiadas e fixadas durante a execução da tarefa.

A extremidade superior da escada deve ficar aproximadamente um metro acima do ponto onde você quer chegar.

Assim como todo equipamento, as escadas também devem ser inspecionadas antes do uso.

8ª Dica – proporcione treinamentos de capacitação

Se você deseja que seus funcionários trabalhem em altura com segurança, eles devem ser devidamente treinados quanto aos riscos, acidentes típicos, uso de equipamentos, medidas preventivas, etc.

O treinamento não é apenas exigido por lei, mas também há muito espaço para erros e confusão quando se trata de uma pessoa que tenta se proteger em altura sem o conhecimento adequado.

As quedas são as principais causas de morte na construção, ano após ano.

Mas, não é apenas na construção. Muitas pessoas em vários outros setores também morrem de acidentes provocados por quedas.

Dê aos seus funcionários o conhecimento de que precisam para se manterem seguros.

Trabalhar com segurança em altura requer treinamento adequado, foco e as precauções de segurança corretas a serem tomadas.

 

 

 

 

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MATURIDADE DA CULTURA DE SEGURANÇA E O GRO/PGR

 

 


 

A maturidade da cultura de segurança no trabalho da empresa será um diferencial na implementação do GRO/PGR, conforme exige o novo texto da NR-01

Em agosto, exatamente no dia 2 de agosto de 2021 entrará em vigor o novo texto da NR-01, e a partir de então, o PPRA deixará de existir, sendo substituído pelo GRO/PGR, documentos que serão obrigatórios às empresas.

O texto da “nova” NR-01 define que o GRO/PGR, terá as diretrizes e requisitos para que as empresas façam a identificação dos perigos e riscos, avaliação, análise e controle dos riscos.

Durante a implementação do GRO – Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, um ponto importante e que fará toda a diferença no sucesso do programa e rapidez de implantação, é a maturidade da cultura de segurança da empresa.

Continue lendo esse artigo e conheça detalhes que evidenciam se a empresa tem maturidade de segurança ou não.

Cultura de Segurança na Implementação do GRO/PGR

SESMT – Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho terá a missão de implantar o GRO/PGR na sua empresa e a facilidade na implantação desses documentos dependerá e muito da maturidade da cultura de segurança da própria empresa.

A implementação desses documentos demandará várias ações e se a cultura de segurança na empresa não for madura, o profissional de SST irá encontrar muitas dificuldades na implementação do programa, o que poderá levar muito tempo.

Não somente a velocidade, mas a profundidade da implementação do GRO – Gerenciamento de Riscos Ocupacionais na empresa, estará diretamente ligada à cultura de segurança da empresa.

 

Por mais que o SESMT tenha experiência, conhecimento técnico e vontade de implementar as ações de segurança, se não tiver o respaldo do empregador, nada poderá fazer, pois muitas ações dependem de investimentos.

Nessa hora, se o profissional de SST não souber fazer cálculos para mostrar ao empregador a viabilidade financeira do investimento em saúde e segurança, ficará ainda mais difícil.

Avaliando a Maturidade da Cultura de Segurança da Empresa

A cultura de segurança em uma empresa pode ser avaliada através dos quatro itens básicos, listados abaixo:

·       Linguagem;

·       Rituais;

·       Artefatos e;

·       Crenças.

Você pode avaliar o nível de maturidade de segurança na sua empresa ou da empresa que você presta assessoria, por meio das questões abaixo, relacionadas à linguagem, rituais, artefatos e crenças.

Linguagem – qual a linguagem adotada pela empresa no que se refere a saúde e segurança no trabalho?

Apenas placas de segurança penduradas na parede no local de trabalho?

A liderança se envolve com a segurança, como por exemplo, participa do DDS, da reunião da CIPA?

Faz uso dos EPI – Equipamentos de Proteção Individual, orienta e exige que seus subordinados usem?

Organiza e cobra organização no local de trabalho.

Todos na empresa falam e praticam segurança no trabalho ou apenas o técnico faz isso?

A liderança tem papel importante no desenvolvimento de uma cultura de segurança madura, afinal, uma coisa é o técnico falar, outra coisa é o líder.

Quanto menos envolvimento da liderança nas questões de segurança, mais imatura é a cultura de segurança na empresa.

 

Rituais – quais os rituais de trabalho na empresa?

Os trabalhadores chegam no início do turno de trabalho e adotam algum procedimento de segurança antes de iniciar as atividades ou simplesmente começam a trabalhar?

Fazem inspeção de segurança em máquinas e equipamentos antes de iniciar?

análise de riscos é realizada por todos os envolvidos com a atividade?

Se preparam e colocam os EPI’s antes de começar ou começam e quando percebem a presença do técnico, lembram dos equipamentos de segurança?

O trabalhador se preocupa e cuida de própria segurança?

Há algum ritual por parte da liderança quanto as questões de segurança?

Por exemplo, em algum momento da jornada de trabalho o líder reúne sua equipe para falar sobre prevenção ou chama atenção quando um trabalhador descumpre procedimentos?

A gerencia aborda saúde e segurança no trabalho em reuniões com a liderança e exige que estes deem a devida importância ao assunto ou nas reuniões só é tratado de produtividade e qualidade?

Artefatos – os artefatos estão relacionados com as condições da estrutura da edificação, do ambiente de trabalho e ferramental utilizado na cadeia produtiva da empresa.

Por exemplo, em dias de chuva chove mais dentro da empresa do que na rua?

O piso do parque fabril está em boas condições ou todo esburacado?

·       O local de trabalho é limpo e organizado;

·       As áreas de circulação estão desobstruídas;

Há ferramentas adequadas para execução das atividades ou o trabalhador faz gambiarras?

As máquinas dispõem de proteção em partes móveis ou aquecidas?

Os equipamentos estão em boas condições de uso?

 

Crenças – está relacionada sobre o que a empresa ou empregados pensam a respeito das questões de segurança do trabalho.

Quando há crenças imaturas a respeito da segurança do trabalho na empresa, demonstra imaturidade da cultura de segurança.

O que seriam essas crenças?

Quando a liderança acredita que não tem responsabilidade com as questões de segurança, por exemplo.

Acredita que segurança é responsabilidade apenas do setor de segurança, o SESMT no caso, quando na verdade, segurança é responsabilidade de todos e em todos os níveis hierárquicos.

·       Trabalhadores acreditam que determinado risco é aceitável, como levantar sozinho, peso acima de sua capacidade;

·       É aceitável trabalhar sem EPI;

·       Não é necessário fazer check list;

·       Fazer ou não inspeção de segurança não faz diferença na prevenção;

·       Gastos com segurança são despesas e não investimentos;

·       Os exames de saúde do trabalhador não muda nada;

 

O técnico de segurança é desnecessário, etc.

Vale aqui ressaltar que as atitudes de imaturidade a respeito das questões de segurança por parte do trabalhador, normalmente não é culpa do trabalhador.

O trabalhador se comporta de acordo com o ambiente de trabalho, ou seja, o ambiente de trabalho molda o comportamento do trabalhador.

Por meio desses quatro itens básicos você poderá avaliar a cultura de maturidade de segurança do trabalho em sua empresa.

 

 

 

 

 

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