quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

 



 

APRENDA AS MELHORES TÉCNICAS DE RESGATE EM ESPAÇO CONFINADO

 

 


 

Algumas práticas laborais exigem treinamento específico, perícia e prudência extras na hora de executar as atividades, sob pena de colocarem em risco a saúde e a vida do funcionário. Esse é o caso do resgate em espaços confinados. Tal ambiente não foi planejado para o trabalho permanente e contínuo, por isso requer condições e orientações especiais.

A Norma Regulamentadora, NR 33 e a NBR 16.577/2017 trazem maiores detalhes sobre o assunto. Os perigos das atividades nessas condições são alarmantes, motivam atenção às melhores técnicas de resgate em espaço confinado, a fim de evitar acidentes e fatalidades. Neste post, vamos trazer mais informações sobre como funcionam os treinamentos e a sua importância deles.

Quer saber mais sobre técnicas e equipamentos utilizados nesses ambientes? Continue a leitura e entenda melhor o assunto!

 

O que é a norma regulamentadora 33?

Trata- se de uma norma que trata especificamente da segurança dos trabalhadores em espaço confinado. O mapeamento de riscos desse tipo de ambiente em específico deve avaliar, por exemplo, se a atmosfera local é explosiva ou não, a possível existência de contaminantes e a probabilidade de asfixia dos colaboradores. Notou a seriedade do tema? Confira outras diretrizes normativas!

 

Medidas técnicas de prevenção

A NR 33 elenca, além do mapeamento de riscos químicos, físicos, ergonômicos, biológicos e mecânicos, uma série de outras providências a serem tomadas, como: “implantação de travas, bloqueios, alívio, lacre e etiquetagem” e o monitoramento contínuo da atmosfera, evitando acidentes laborais.

 

Medidas administrativas

Dizem respeito à sinalização do espaço confinado, controle e arquivamento da permissão de entrada (válida apenas para uma mesma atividade) e trabalho, designação dos funcionários e descrição de suas responsabilidades. 

 

Medidas pessoais

Trata de questões relativas à emissão de Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) do colaborador, sendo necessária a submissão a exames clínicos específicos para manter a saúde conforme a função que vai desempenhar na empresa.

Assim, é verificada tanto a aptidão física e mental do colaborador que irá trabalhar como também de profissionais que executam, por exemplo, um possível resgate. Ainda, a seção descreve as atribuições do supervisor de entrada e do vigia, cargos essenciais ao desempenho seguro das atividades em espaços confinados.

 

Outras normas

Se a NR 33 apresenta diretrizes gerais, a NBR 16.557/2017 é mais específica. Ela determina, por exemplo, o uso de detectores multigases ( no mínimo 04 tipos de gases diferentes) em todos os ambientes e atesta: a ventilação mecânica é a forma mais eficiente para o controle atmosférico em um espaço confinado.

Embora essa norma também não ensine propriamente a elaborar um plano de resgate, até porque cada local tem suas peculiaridades, ela oferece um checklist com os equipamentos e tarefas mínimas necessárias. Assim, orienta o planejamento e serve como fonte de consulta oficial para evitar acidentes laborais.

 

Quais as responsabilidades do empregador no trabalho em espaço confinado?

Imagine que, durante a limpeza de um tanque, o seu colaborador sofra um mal súbito e precise ser resgatado. Além disso, ele pode tropeçar, machucar-se ou utilizar um produto químico que reaja de forma inesperada dentro do ambiente confinado e que vai requerer socorro imediato.

 

Avaliação de riscos

Cabe ao empregador não apenas avaliar os riscos, como também prever e realizar o resgate do colaborador. Ele deve identificar os espaços confinados no estabelecimento e ” também acompanhar a implementação das medidas de segurança e saúde dos trabalhadores das empresas contratadas”.

 

Elaborar plano de resgate

Ainda, é de sua alçada garantir a existência de um plano de resgate em espaço confinado atrelado à permissão de entrada e trabalho. Segundo a NR 33, o documento precisa conter: os perigos, a quantidade de funcionários envolvidos na atividade, o tempo previsto para a realização das tarefas, equipamentos de proteção individual (EPI) necessários e também disponíveis.

 

Desenvolver métodos laborais seguros

Tais diretrizes são gerais, cabendo ao empregador desenvolver ou terceirizar o desenvolvimento de técnicas e metodologias laborais eficientes, caso alguém precise ser resgatado. Falaremos sobre os materiais e recursos utilizados mais adiante. 

 

Como fazer o resgate em espaços confinados?

A realização de resgates em espaços confinados é complexa e perigosa, exige preparação minuciosa, treinamento e o equipamento certo para garantir um resultado seguro e bem-sucedido. Essa tarefa exige planejamento cuidadoso e a execução de treinamentos periódicos que promovam a segurança do socorrista e da pessoa que está sendo resgatada. Confira algumas dicas!

 

Faça a avaliação inicial do espaço

É necessário avaliar a situação, a natureza da emergência, a condição do trabalhador e os perigos presentes. Utilize as informações contidas no plano de resgate, que descreve as etapas do procedimento, inclui as funções e responsabilidades da equipe, protocolos de comunicação e equipamentos necessários.

Os socorristas devem usar EPI apropriado, como capacetes, luvas, respiradores e arneses. Não esqueça de monitorar continuamente a qualidade do ar dentro do espaço confinado em busca de gases tóxicos, deficiência de oxigênio ou atmosferas explosivas com o auxílio detectores de gás. Garanta ventilação adequada para remover gases perigosos e fornecer ar fresco.

 

Tenha uma comunicação contínua

Utilize sistemas de comunicação confiáveis, por exemplo, rádios ou intercomunicadores para manter contato entre a equipe de resgate e o trabalhador que será resgatado. Prenda um arnês de resgate e uma linha de vida ao socorrista e, se possível, à vítima.

É recomendado o uso de tripés, guinchos e outros sistemas mecânicos de recuperação para abaixar e levantar com segurança os socorristas e as vítimas. Além disso, tenha à disposição um aparelho respiratório autônomo ou respiradores com fornecimento de ar se a atmosfera for perigosa.

 

Faça simulações no dia a dia de trabalho

Treine regularmente os membros da equipe de resgate em técnicas de resgate em espaços confinados. Tenha equipes de reserva prontas para entrar caso o primeiro socorrista encontre dificuldades dentro do ambiente de alto risco. Coordene com os serviços de emergência locais para oferecer suporte adicional, sempre que for necessário.

 

Realize uma avaliação minuciosa do local

Documente os incidentes, as ações tomadas e as lições aprendidas para melhorar futuras operações de resgate. Conduza análises com a sua equipe para revisar cada operação realizada para salvar colaboradores, discuta o que deu certo e identifique quaisquer áreas que possam ser melhoradas. Verifique a possibilidade de aplicação de novas técnicas.

 

Prepare as pessoas a serem resgatadas

Os socorristas precisam entrar no espaço confinado seguindo o plano de resgate, mantendo comunicação constante com a equipe externa. Forneça as orientações necessárias para realizar o procedimento de forma segura se o trabalhador estiver consciente. Se for preciso, forneça os primeiros socorros para estabilizar a condição da vítima.

Proteja cuidadosamente o colaborador usando um arnês de resgate e uma corda salva-vidas e, em seguida, use sistemas de recuperação mecânica para retirá-lo do espaço confinado. Ofereça atendimento médico imediato à vítima assim que ela estiver fora do espaço confinado. Providencie transporte para uma instalação médica para avaliação e tratamento adicionais.

 

Chame o vigia

No momento em que o fato ocorrer, o vigia que sempre deve estar no local da atividade é acionado. Ele pode ser chamado visualmente, por sinal luminoso de lanterna, rádio comunicador ou, por voz. Na sequência imediata, o supervisor de entrada é avisado e coloca o plano em ação. 

 

Siga as normas

O resgate em espaço confinado ocorre conforme determinação prévia, seguindo as orientações especificamente adotadas para aquele trabalho, pautadas sempre nas normas. Talvez a instrução seja aguardar um grupo de médicos, enfermeiros e profissionais de acesso por corda, para a retirada do funcionário. 

 

Use um sistema adequado

Pode constar a previsão de que o vigia deva proceder ao socorro imediato, manipulando um sistema de resgate como o guincho acoplado a Monopé Braço Davit ou tripé. Os equipamentos vão ajudar a retirar o colaborador de dentro do espaço confinado. 

O resgate é facilitado pelo cabo com gancho conectado no cinto de segurança do colaborador. Em todos os casos, uma equipe de profissionais de saúde deve estar de prontidão para fazer a sua parte assim que o trabalhador for resgatado do espaço confinado.  

 

Quais as técnicas e equipamentos para resgate em espaço confinado?

De acordo com o item 11 da NBR 16.577/2017, os resgatistas podem usar sistemas de polias com cordas, movimentadores individuais como guinchos e outros sistemas de resgate. Cabe ao plano de resgate em espaço confinado dizer quais e como os equipamentos serão usados. Ele também determina se os profissionais responsáveis pelo salvamento precisarão entrar na estrutura ou ambiente do trabalho.

Ressalta-se que esse planejamento constará sempre na Permissão de Entrada e Trabalho (PET). É necessário eleger o sistema de ancoragem, de entrada horizontal e vertical, detectores de gases, tripés entre outros detalhes. Afinal, fundações na construção civil, fornos, dutos, tubulações, incineradores e tanques de avião são estruturas distintas. Até poços e silos são diferentes entre si.

A viabilidade e o uso de maca, por exemplo, o tipo envelope que é o mais utilizado por permitir resgates horizontais e verticais, precisa ser previamente estudada. O resgate pode ser feito por conexão direta ao cinto de segurança, guincho ou cordas. Existem muitas possibilidades, várias técnicas e equipamentos à disposição do público para fazer resgates em espaços confinados.

 

Como é o treinamento para resgate em espaço confinado?

O treinamento para resgate em espaço confinado, conforme a NR 33 é um processo detalhado e rigoroso para garantir a segurança dos trabalhadores envolvidos em atividades nesses ambientes. Os colaboradores precisam desenvolver habilidades e conhecimentos necessários para identificar, avaliar e controlar os riscos associados. Veja a seguir como isso ocorre!

 

Carga horária

Segundo a NR 33, a capacitação inicial de vigias e demais funcionários ou resgatistas requisitados para o trabalho em espaços confinados deve ter, no mínimo, 16 horas. Além de contemplar teoria, prática e abranger o conteúdo programático obrigatório previsto na norma, como orientações para o uso de EPIs.

O treinamento específico do supervisor de entrada precisa durar, pelo menos, 40 horas. Ele é o responsável pelo monitoramento e planejamento das tarefas desempenhadas ali dentro, o que evidencia a importância de que ele seja um bom comunicador. 

 

Conteúdo programático

Noções sobre esse procedimento e de primeiros socorros são disciplinas obrigatórias nos cursos. A simulação de resgate em espaço confinado também, sendo responsabilidade do empregador promovê-la. Os estudantes precisam adquirir conhecimento das normas e regulamentações aplicáveis, com foco na NR 33.

Outros aprendizados envolvem a definição e identificação de espaços confinados por meio de exemplos práticos, bem como a identificação dos principais riscos presentes, os quais podem ser atmosféricos, físicos, biológicos, químicos, ergonômicos, entre outros. Os colaboradores aprendem sobre medidas de controle e procedimentos para eliminação ou controle dos perigos identificados.

As aulas abrangem os tipos, uso adequado, inspeção e manutenção dos equipamentos de proteção individual e coletiva (EPC). A utilização correta dos sistemas de resgate, ventilação, medidores de gases e comunicação fazem parte do conteúdo, juntamente com o estudo de planos e procedimentos para entrada e saída segura de espaços confinados.

 

Simulações práticas

Os aprendizes devem aprender as técnicas, métodos e procedimentos de resgate para realizar a remoção segura de vítimas. Eles são submetidos a exercícios práticos e simulações de resgate em situações reais ou próximas da realidade. As reciclagens são realizadas realizado periodicamente, com intervalos máximos de 12 meses ou sempre que houver mudança nos procedimentos, nos equipamentos ou na equipe.

 

Avaliação e certificação

Os treinamentos podem ser ministrados por instrutores qualificados e profissionais que tenham conhecimentos técnicos e experiência em segurança do trabalho e resgate em espaços confinados. Os participantes devem ser avaliados por meio de provas teóricas e práticas para verificar a assimilação dos conteúdos. No final do treinamento, os aprovados recebem um certificado de conclusão.

 

Quais as vantagens de contratar uma empresa terceirizada?

Que tal focar no core business de seu negócio, enquanto profissionais com alto conhecimento técnico e experiência no mercado conferem a segurança necessária à sua equipe? Esse é apenas um dos benefícios de uma terceirizada. Confira outras vantagens a seguir!

 

Equipamentos otimizados

Os profissionais especializados da parceira contratada podem oferecer mais do que equipamentos de proteção como ancoragens fixas e móveis, guinchos, cordas, ventilação mecânica e detecção de gases. Eles compartilham seus conhecimentos sobre resgate em espaços confinados.

 

Customização do plano de resgate

Empresas especializadas no trabalho em espaços confinados, como a CONECT, sabem avaliar os contaminantes, atmosfera e ventilação da estrutura ou ambiente, orienta e customiza o plano de resgate, que não é encontrado pronto por aí. Ela se dedica exclusivamente para fornecer excelência no atendimento dos seus parceiros.

 

Capacitação prática

Os profissionais terceirizados com expertise neste assunto podem treinar a sua equipe para que a sua empresa atenda a todos os requisitos legais. Inclusive, fornecem capacitação prática, capaz de otimizar o salvamento e prevenir graves consequências para os colaboradores que atuam em área de risco. 

 

 

 

 

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CONHEÇA OS DIFERENTES TIPOS DE RESGATE EM ESPAÇO CONFINADO

 

 


 

Você sabe o que é e como funciona o resgate em espaço confinado? Sua empresa precisa estar familiarizada com as características deste ambiente e entender quais medidas tomar para proteger a vida dos funcionários e cumprir as normas vigentes. Continue lendo para aprender mais sobre esse tema importantíssimo.

 

O que é um espaço confinado?

É um local de difícil acesso, que oferece riscos de obstruções, contaminações ou explosões. Sem o devido cuidado, podem ocorrer afogamentos, queimaduras, sufocamentos ou soterramentos, colocando assim os usuários em grave risco de enfermidade ou até morte.

Considerando o potencial perigo, o resgate nesse cenário precisa seguir normas específicas que garantam a proteção de todos envolvidos. Assim é importante providenciar os equipamentos de segurança, treinamentos adequados, supervisores treinados e sinalização do local.

 

Quais são os tipos de espaço confinado?

Segundo a NR 33, criada pelo Ministério do Trabalho, para ser considerado um espaço confinado, é preciso que o local siga alguns requisitos específicos como não permitir a ocupação humana e ter entrada ou saída restritas.

Além disso, também deve ter uma atmosfera perigosa, que é caracterizada por um ambiente que sofre com grandes oscilações do nível de oxigênio, presença de contaminantes ou tem potencial de explosão. Considerando estas três regras, os exemplos mais comuns deste tipo de espaço são:

·       Tanques

·       Dutos

·       Silos

·       Moinhos Industriais

·       Elevadores

·       Galeria Subterrâneas

·       Fornos

·       Chaminés

·       Cisternas

·       Contêineres

·       Reatores 

 

É importante compreender que esses não são os únicos tipos de espaços confinados. É preciso avaliar cada local segundo as características mencionadas acima para tomar as devidas precauções, levando em consideração a atividade exercida pela sua empresa ou a tarefa executada pelos colaboradores.

 

Quais são os tipos de resgate em espaços confinados?

Como você pode notar, os resgates em espaços confinados são diversos e apresentam riscos variados dependendo da atividade exercida. Assim, cada cenário requer um tipo específico de resgate. Abaixo estão as formas mais frequentes nas empresas.

 

Resgate sem entrada

Esse tipo de resgate em espaço confinado acontece quando um funcionário fica preso no espaço e precisa de ajuda de um socorrista do lado de fora em caso de emergência. Neste cenário, devem ser tomadas ações para tentar retirar a pessoa do local com cuidados e seguindo as instruções da NBR 16.577/2014.

É importante garantir que ninguém se coloque em perigo durante operações de salvamento. Então, se o cenário oferecer maiores riscos aos envolvidos, o resgate deve ser realizado exclusivamente por profissionais especializados. Apenas corpo de bombeiros ou equipes treinadas, possuem o conhecimento e os equipamentos específicos para lidar com situações de altíssimo risco.

 

Resgate de entrada

É um cenário comum, onde um profissional da equipe entra no local para auxiliar o colaborador em risco. Neste momento, o responsável pelo salvamento precisa avaliar as condições do ambiente de maneira que também não se coloque em perigo. Lembre-se de que um socorrista sem o treinamento ou imprudente pode colocar em risco tanto a pessoa resgatada quanto a si. 

Dessa forma, é importante se certificar de que o socorrista esteja devidamente capacitado para agir, equipado com os equipamentos corretos e saber utilizar os EPI’s de maneira adequada durante o resgate. Não permita que ninguém aja sem capacidade para tal e explique que situações extremas exigem profissionais especialistas.

 

Autorresgate

Como o nome já sugere, é quando o próprio empregado toma medidas para se proteger. Ao perceber o risco, ele utiliza os equipamentos fornecidos e age conforme a capacitação oferecida pela empresa. Por isso, considerando esse cenário, sua empresa jamais deverá permitir que alguém faça um resgate em espaço confinado sem se certificar de que o colaborador saiba como se proteger.

 

Equipamentos Utilizados em Resgates em Espaços Confinados

Os equipamentos abaixo são os mais utilizados em salvamentos em espaços confinados e podem ser os diferenciais para manter a saúde e a vida dos seus funcionários. Saiba quais são e como funcionam:

Tripés de resgate: são aqueles suportes que permitem o acesso rápido e seguro em ambientes verticais, como descensor, por exemplo.

Detector de gás: que serve para monitorar os níveis de gases em ambientes com potencial de explosão.

Instrumentos de ventilação: que garantem o fluxo de ar mesmo no ambiente tão restrito, impedindo asfixia do funcionário, como exaustores, por exemplo.

EPI’s: são equipamentos de proteção individual usados também em resgate, como cintos de segurança, talabarte, luvas, capacetes, óculos e mosquetões.

Equipamentos de iluminação: que garantem a visibilidade necessária para um resgate eficiente. Lembre-se de garantir modelos seguros que não soltem faíscas. 

Equipamentos de comunicação eficientes: para garantir a comunicação com a equipe fora do ambiente, facilitando o salvamento e alertando sobre as situações de risco. 

 

Dicas para resgate em espaço confinado

Apesar do risco existente nestes locais, existem providências que sua empresa pode adotar para reduzir a chance de acidentes e mortes no ambiente de trabalho. Confira a seguir algumas ideias para tomar medidas rápidas. 

Tenha um planejamento: assim, ninguém será surpreendido em caso de incidentes e saberão como agir em segundos.

Treinamento adequado: eles garantem o correto uso dos equipamentos em momentos de urgência e a segurança de toda a equipe.

Equipamentos de Segurança: tenha sempre EPI’s completos e em boas condições. Além disso, certifique-se que eles estão sempre à mão.  

Procedimentos de Entrada e Saída: checando as condições das entradas, evitando obstruções sempre que possível. 

Resposta a Emergências: crie mecanismos para que todos possam agir rapidamente quando necessário.

 

Após se certificar destes itens, lembre-se de explicar ao colaborador os riscos existentes, para que ele entenda a seriedade da segurança no trabalho. Questione suas dúvidas sobre o tema e explique que ele também precisa zelar por si e pelos outros da equipe. 

 

Conclusão

Neste artigo, você descobriu os diferentes tipos de resgate em espaço confinado, os principais equipamentos de segurança para essa atividade além de dicas para executar essa atividade em segurança.

Entenda que, com os equipamentos corretos, um treinamento adequado e uma comunicação eficiente, seu funcionário estará seguro para trabalhar em todos os tipos de ambiente com segurança. Basta respeitar as normas e regulamentos.

 

 

 

 

 

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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

 



 

QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS EPI’s PARA ATIVIDADES COM PRODUTOS INFLAMÁVEIS?

 

 


 

Conhecer os principais EPI’s para atividades com produtos inflamáveis é fundamental para paramentar a equipe corretamente. De modo que, seja possível garantir que os profissionais tenham um ambiente de trabalho seguro.

Para te auxiliar a compreender os riscos de atividades com produtos inflamáveis e quais cuidados precisam ser adotados, nós trouxemos todos os detalhes sobre o tema.

Entenda a seguir quais são as atividades com produtos inflamáveis, principais riscos promovidos por esse tipo de ambiente e medidas que precisam ser adotadas para resguardar sua equipe.

 

O que são atividades com produtos inflamáveis?

Atividades com produtos inflamáveis são aquelas desempenhadas por profissionais que atuam diariamente com substâncias como gasolina, álcool, solventes, diesel, querosene e gases como GLP.

Profissionais como frentistas, por exemplo, lidam não só com os produtos inflamáveis como também com os seus vapores. O que faz com que estejam ainda mais expostos à riscos.

Afinal, quando há vapores inflamáveis, faísca e oxigênio, é possível que o profissional vivencie um incêndio ou até mesmo explosão que pode vir a ser fatal.

 

Principais riscos ao trabalhar com inflamáveis

Antes de adquirir EPI's para sua equipe, é preciso conhecer os principais riscos envolvidos nas atividades laborais, entenda mais detalhes a seguir:

 

Risco de incêndio e explosões

Os vapores inflamáveis podem entrar em ignição por faíscas elétricas, atrito ou fontes de calor, causando incêndios ou explosões. Essa situação é bastante comum em postos de combustíveis, por isso, é proibido fumar no local ou acender qualquer faísca no local.

 

Queimaduras térmicas e químicas

O contato direto com inflamáveis ou o calor extremo no ambiente de trabalho podem ser responsáveis por causar queimaduras graves na pele e nos olhos, desencadeando riscos de cegueira, por exemplo.

 

Inalação de vapores tóxicos

Os inflamáveis liberam vapores que são prejudiciais para a saúde e podem causar intoxicação e problemas respiratórios.

Por isso, frentistas deveriam usar respirador com filtro durante todo o expediente, mesmo que sejam resistentes à adoção do EPI.

 

Descarga eletrostática

Em áreas onde há presença de vapores inflamáveis, a eletricidade estática pode ser a responsável por gerar faíscas, iniciando incêndios.

 

Quais são os principais EPI’s para atividades com inflamáveis?

Conhecendo os principais riscos da atividade, é importante que o profissional utilize EPI’s visando protegê-lo de riscos térmicos, químicos e respiratórios, tais quais:

 

Luvas de proteção química

As luvas nitrílicas, butílicas ou de Neoprene são as mais indicadas para o uso em ambientes inflamáveis, por serem resistentes aos solventes e combustíveis que são frequentes nesses ambientes.

 

Óculos de proteção ou viseira facial

Os vapores são prejudiciais para a visão do colaborador. É fundamental usar óculos de proteção ou viseira facial para ter uma barreira contra respingos de produtos e vapores.

 

Respirador com filtro químico

A utilização de respirador com filtro químico evitará que o profissional inale vapores orgânicos. É possível adotar o uso de máscaras semifaciais ou faciais com filtros de acordo com a atividade desempenhada.

 

Roupas antiestáticas e antichama

O tecido utilizado na roupa dos colaboradores deve ser capaz de evitar faíscas por eletricidade estática. Dessa forma, é possível reduzir o risco de ignição de um incêndio por causa da vestimenta.

 

Calçado de segurança antiderrapante

Ao recorrer ao calçado de segurança, é possível prevenir que chamas se iniciem por causa do atrito. Além disso, o calçado dá mais estabilidade em áreas de atuação em que há risco de derramamento de produtos químicos.

 

Avental de PVC

O avental de PVC protege o tronco e as pernas de respingos químicos e inflamáveis, evitando que os produtos entrem em contato com a pele.

 

O que a NR 6 e a NR 20 dizem sobre inflamáveis?

Em termos gerais, toda empresa que lida com inflamáveis precisa respeitar a NR 6 que exige o fornecimento e uso adequado de EPI’s. Cada empresa deve fornecer de acordo com a função executada pelo colaborador.

Enquanto a NR 20 exige o controle de riscos com inflamáveis e a capacitação dos colaboradores, com o intuito de promover um ambiente seguro, no qual o profissional pode desenvolver suas atividades com os riscos minimizados.

De acordo com as normas regulamentares, os profissionais que atuam em ambiente inflamável precisam usar EPI’s com CA, para que possam ser adequados ao risco químico ao qual o colaborador está exposto diariamente.

 

Como escolher os EPI’s corretos para inflamáveis?

Não basta saber quais riscos e quais EPI’s são capazes de proteger seu colaborador. É preciso escolher o modelo correto de EPI considerando o tipo de inflamável ao qual está exposto e o risco ambiental, entenda:

 

Verifique a compatibilidade química

É importante analisar o risco ambiental e verificar se o EPI resiste aos produtos químicos presentes nesse ambiente. Somente quando há compatibilidade o cenário será de proteção. Se o colaborador usar uma máscara facial com filtro inadequado, por exemplo, continuará exposto ao risco de inalar a substância.

 

Escolha EPI’s com proteção térmica ou antiestática

É importante escolher EPI’s com proteção que evita faíscas ou ignição do material, justamente para que o equipamento não desencadeie uma faísca que pode causar incêndio ou explosão.

 

Verifique a validade do CA

Todo equipamento de proteção individual usado no contexto de inflamáveis precisa de Certificado de Aprovação (CA) válido para que sua eficácia na proteção seja comprovada. Além disso, o EPI precisa estar na validade, visando que promova sua máxima proteção.

 

Busque conforto e mobilidade

Para auxiliar na adesão em relação ao uso do equipamento de proteção, sempre busque favorecer o conforto e a mobilidade do profissional. Dessa forma, é possível minimizar a resistência em relação ao uso.

 

Cuidados essenciais no uso de EPI’s com inflamáveis

Não basta comprar o EPI e orientar o uso, é preciso que cada colaborador utilize corretamente, visando que os riscos sejam minimizados pela postura coletiva, compreenda:

 

Armazenar EPI’s em local adequado

Após o uso, todo EPI precisa ser armazenado corretamente, evitando a exposição a chamas, óleo e produtos químicos que são comuns em ambientes com inflamáveis.

 

Substituir EPI’s danificados

É necessário inspecionar regularmente os EPI’s, visando substituir todos aqueles que estão danificados. Uma vez que, o EPI saturado deixa de proteger o colaborador conforme o esperado.

 

Treinamento obrigatório

Conforme a exigência da NR 20, é preciso fazer capacitação periódica dos colaboradores por meio de treinamento. De modo que, o profissional tenha clareza sobre os motivos pelos quais precisa usar corretamente cada EPI que é disponibilizado pela empresa.

 

Conclusão

Saber quais são os EPI’s que reduzem o risco do ambiente com inflamáveis é fundamental, para que os profissionais tenham um local de trabalho seguro, com todos os EPI’s necessários disponíveis para a proteção.

Os EPI’s reduzem os riscos de incêndio, explosão e danos à saúde do colaborador, viabilizando que o profissional possa ser produtivo sem se expor à problemas de saúde.

Todos os EPI’s devem ser usados em conjunto com procedimentos de treinamento que precisam ser treinados periodicamente para que os colaboradores possam se resguardar.

 

 

 

 

 

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RISCOS COM MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS - COMO PREVENIR ACIDENTES NA INDÚSTRIA

 

 


 

Quando se fala em riscos com máquinas e equipamentos, é importante entender como prevenir acidentes na indústria, visando que o cotidiano de trabalho seja seguro.

Indústrias de todos os setores utilizam maquinários sofisticados para melhorar a produtividade. Contudo, é preciso seguir normas de segurança e adotar cuidados que possam minimizar os riscos para os operadores de maquinário.

O objetivo é que os profissionais sejam preservados, acidentes possam ser minimizados e a equipe tenha um cotidiano de trabalho saudável.

 

Quais são os principais riscos com máquinas e equipamentos?

Em linhas gerais, existem diversos riscos com máquinas e equipamentos sendo operados por pessoas, como o de esmagamento de membros, descarga elétrica e outros. Entenda detalhes a seguir

 

Prensamento ou esmagamento de membros

Dependendo da máquina, é possível que uma de suas partes móveis prense ou esmague os membros do operador. Dependendo do grau de pensamento ou esmagamento, o profissional poderá não recuperar os movimentos do membro afetado.

 

Choques elétricos

A dinâmica de operação de um equipamento que está conectado à energia elétrica sempre pode desencadear como risco o choque. De acordo com a intensidade do choque, o profissional poderá perder a vida ou sofrer lesões mais leves.

 

Queda

Dependendo da máquina, é comum que graxa e outros fluídos possam contaminar o piso, o que desencadeia maiores riscos de queda. Além disso, alguns maquinários são operados em altura, o que também expõe o profissional ao risco de queda.

 

Aprisionamento

Alguns maquinários requerem que o profissional entre no equipamento para efetuar manutenções e garantir o pleno funcionamento. Nesse caso, é preciso ter cuidado para evitar o aprisionamento, que pode ser fatal por falta de oxigênio no local.

 

Queimaduras

A maior parte dos maquinários industriais aquecem durante o funcionamento, o que expõe o profissional ao risco de queimadura.

 

Falhas mecânicas e explosões

No caso de falhas mecânicas, o profissional poderá se machucar durante a operação do equipamento, o que faz com que possa ter amputações, queimaduras e outros danos.

 

O que estabelece a NR 12 sobre segurança em máquinas

A NR 12 estabelece requisitos mínimos para a prevenção de acidentes e doenças do trabalho, abrangendo todo o ciclo de vida das máquinas.

De acordo com a normativa, as máquinas precisam contar com dispositivos de proteção que evitem o contato acidental com partes móveis perigosos, que devem ser projetadas e instaladas para eliminar ou reduzir os riscos.

Além disso, a norma preconiza o uso de grades, barreiras e botões de emergência que ajudam a interromper o funcionamento do equipamento em caso de falhas.

Também é preciso sinalizar áreas de risco, tipo de operação e exigir o uso de EPI’s para que os profissionais possam se resguardar.

Outra exigência da normativa é que todos os operadores sejam capazes de atuar de forma segura e eficiente.

 

Como reduzir os riscos com máquinas e equipamentos?

Existem diferentes cuidados que devem ser adotados para reduzir os riscos no ambiente de trabalho, como:

 

Conhecer as principais normas de maquinários

Todos os operadores devem ser instruídos e dominar as principais normas de maquinário, visando que adotem as medidas compatíveis com a própria segurança.

 

Mapeamento de máquinas e equipamentos

Conhecendo as máquinas e equipamentos na empresa, é possível identificar quais são os riscos que cada uma delas oferece ao colaborador. O que contribui para que seja possível garantir que o profissional possa se resguardar de cada risco.

 

Elaboração de um plano de controle de riscos

É preciso que a empresa tenha consciência sobre os riscos existentes na operação de máquinas e equipamentos da organização. Para tal, vale a pena elaborar um plano de controle de riscos, que visa a adoção de medidas de controle dos riscos, como a divisão de turnos, visando evitar que o colaborador trabalhe cansado, visando evitar que o cansaço comprometa a operação eficaz do maquinário.

 

Implementação de barreiras físicas e dispositivos de segurança

É preciso implementar barreiras físicas e dispositivos de segurança que possam minimizar os riscos da operação de maquinário. Afinal, botões que interrompem o funcionamento em caso de emergência podem salvar o profissional de acidentes como esmagamentos, visando evitar a perda de membros e acidentes fatais.

 

Uso obrigatório de EPC e EPI

A empresa precisa estar ciente da relevância de fornecer EPC e EPI para a equipe. O EPC são os equipamentos coletivos como botoeiras, grades e outros equipamentos presentes no ambiente. Enquanto os EPI’s são usados individualmente para evitar riscos da rotina de trabalho.

 

Rotina de Inspeção e Manutenção preventiva

É necessário que todos os equipamentos estejam em pleno funcionamento, contando com a manutenção preventiva para que seja possível evitar acidentes graves por falhas no funcionamento do equipamento.

 

Treinamento e Capacitação dos Operadores

Todos os profissionais precisam ser capacitados para operar os maquinários. Dessa forma, todos saberão como adotar medidas preventivas, visando evitar acidentes e promover a produtividade responsável na organização.

 

Cultura de segurança e incentivo à denúncia de irregularidades

Deve ser parte da cultura organizacional a exigência de uma boa conduta de prevenção, através do uso de EPIs e comportamentos adequados para resguardar os profissionais de acidentes fatais. Além disso, a empresa deve ter canais anônimos para que os colaboradores possam denunciar irregularidades.

 

Qual a importância de reduzir os riscos com máquinas e equipamentos?

Toda indústria precisa adotar medidas para reduzir os riscos com máquinas e equipamentos, visando evitar acidentes. Empresas que possuem a reputação de não cuidar de seus colaboradores e promover acidentes frequentes acabam com a imagem manchada no mercado.

Afinal, fornecedores e clientes não desejam se associar a indústrias que não são responsáveis com seus próprios colaboradores.

Além disso, é importante resguardar a equipe para que possa manter a produtividade sustentável. Aspecto que faz toda a diferença para que a empresa possa evitar custos com afastamento de colaboradores.

Em resumo, reduzir riscos com máquinas e equipamentos preserva vidas, promove um ambiente seguro e garante que os profissionais se sintam confortáveis no ambiente de trabalho.

 

Conclusão

Os riscos com máquinas e equipamentos precisam ser mitigados, visando promover um ambiente seguro e produtivo.

Além de respeitar o que a NR 12 orienta, é importante construir uma cultura preventiva na organização.

Ofereça equipamentos de proteção coletiva, EPI’s e soluções que possam promover segurança para a rotina de sua indústria. Precisa de um orçamento de EPI’s? 

 

 

 

 

 

 

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

 



 

NR-36 E O TRABALHO EM FRIGORÍFICOS: CONHEÇA AS PRINCIPAIS EXIGÊNCIAS DA NORMA

 

 


 

A NR-36 aborda o trabalho em frigoríficos e determina condições que visam minimizar os riscos físicos, químicos e ergonômicos do ambiente.

Dessa forma, a normativa precisa ser respeitada durante o processo de abate ao processamento de carnes e derivados. Justamente com o intuito de garantir que os profissionais possam ter riscos minimizados e possam atuar com segurança no ambiente frigorífico.

Para te auxiliar a promover um ambiente seguro, nós trouxemos mais detalhes sobre o que é a NR-36 e como ela impacta a rotina de seus colaboradores.

 

O que é a NR-36?

A NR-36 é uma normativa que visa estabelecer requisitos mínimos para que os profissionais tenham boas condições de trabalho. Afinal, o frigorífico é um ambiente que apresenta altos riscos físicos, ergonômicos e psicossociais.

Por isso mesmo, a norma determina o uso de ferramentas adequadas que minimizem esforços repetitivos, orienta pausas obrigatórias, controle de temperatura e de outras condições de trabalho.

Justamente para que o ambiente laboral não seja responsável pelo adoecimento da equipe. Afinal, quando as condições são ajustadas conforme a norma 36, é possível garantir segurança para o cotidiano do trabalhador.

E isso faz toda a diferença também para que seja possível garantir a minimização do risco de acidentes de trabalho no frigorífico. Seguir a norma também evitará que a empresa seja multada por descumprimento da legislação.

 

Qual é a importância da NR-36 para o setor frigorífico?

A Nr-36 é fundamental para proteger não só a integridade física, como também a integridade mental dos profissionais que lidam com atividades repetitivas, agentes biológicos e exposição ao frio como parte do cotidiano de trabalho.

Ao adotar a normativa, a empresa consegue diminuir os riscos de adoecimento ocupacional, aumentar a produtividade e cumprir a sua obrigação legal em termos de segurança no trabalho.

Portanto, uma empresa que cumpre a norma se resguarda juridicamente e também se beneficia do aumento da produtividade, evitando o afastamento constante dos colaboradores.

 

Principais riscos que a NR-36 busca prevenir nos frigoríficos

Um ambiente de frigorífico reserva uma série de riscos para a rotina dos profissionais que atuam no local, como:

Riscos Ergonômicos

Os ambientes de trabalho oferecem riscos ergonômicos por causa das posturas inadequadas adotadas no abate e transporte, por exemplo. Além de ser um cotidiano com ritmo de trabalho intenso e movimentos repetitivos.

Por isso mesmo, a NR-36 determina que o profissional faça ajustes de altura nas bancadas, pausas regulares e revezamento de atividades para reduzir o risco de sofrer lesões musculoesqueléticas.

Ruído Excessivo

O ruído excessivo proveniente de máquinas e equipamentos pode desencadear perda auditiva e fadiga.

Diante disso, a norma 36 determina que sejam feitas avaliações periódicas de ruído no estabelecimento. Além da obrigatoriedade de fornecimento de protetores articulares adequados ao nível de exposição do colaborador.

Agentes Biológicos e Químicos

É comum que o trabalhador tenha contato com sangue, secreções, produtos de limpeza e desinfecção presentes no frigorífico.

Para resguardar os profissionais, a NR-36 exige o uso de EPI’s específicos, visando promover um controle de higiene rigoroso. Além disso, devem ser adotados procedimentos padronizados de limpeza e desinfecção do espaço. De modo que, o ambiente não ofereça riscos de contaminação para o colaborador.

Conforto Térmico

O frio intenso é um dos principais desafios de quem trabalha em frigoríficos. Por isso, é importante respeitar a norma que estabelece limite de exposição à baixa temperatura. Além disso, é preciso efetuar o uso de roupas térmicas adequadas e fazer pausas para aquecimento.

A empresa é obrigada a ter áreas de descanso climatizadas, onde o profissional poderá descansar e se aquecer ao longo do expediente.

Segurança em Máquinas e Equipamentos

Outro ponto abordado pela norma são os cuidados com máquinas cortantes, serras e esteiras. Afinal, são equipamentos usados em linhas de produção e que podem causar acidentes graves.

Inclusive, no frigorífico que utiliza esses equipamentos é preciso implementar também a NR-12, que trata especificamente da segurança de máquinas e equipamentos. O objetivo é evitar acidentes como a amputação de membros dos colaboradores durante o expediente, por exemplo.

Máquinas Regulamentadas

É importante destacar que a norma de segurança em questão abrange diferentes tipos de equipamentos que são usados desde o abate até o processamento de carnes, como:

·       Máquinas automáticas para descourear;

·       Máquinas abertas para retirada de pele;

·       Máquinas de repasse de moela;

·       Máquinas serra fita;

·       Máquinas para corte de carcaças.

 

Por isso mesmo, todo o maquinário da empresa deve contar com proteções fixas ou móveis que sejam intertravada, dispositivos de parada de emergência e sistemas de segurança com categoria mínima 3, garantindo que o operador não seja exposto a partes móveis perigosas.

No mais, é obrigatório que o trabalhador seja capacitado para operar o equipamento, que precisa estar em boas condições de manutenção.

Justamente para que os acidentes de trabalho sejam evitados e a equipe possa ter uma rotina produtiva e segura.

 

Manutenção e Higienização

Todo o maquinário deve ter a manutenção e limpeza realizados por profissionais treinados e quando estão desligados. Dessa forma, é possível garantir segurança durante a manutenção.

A higienização frequente evita contaminações e possibilita um bom desempenho do maquinário, evitando riscos de falha de funcionamento por acúmulo de sujeira.

 

Requisitos da NR-36 sobre o ambiente físico e a rotina de trabalho

A NR-36 define parâmetros específicos para o ambiente de trabalho, determinando condições desde a temperatura, iluminação e até as pausas obrigatórias que organizam a jornada de trabalho. Entenda mais detalhes:

 

Transporte e manuseio de cargas

O transporte de produtos como caixas e carcaças deve ser feito com a técnica correta para evitar lesões. Além de respeitar os limites de peso que o profissional suporta sem se expor a risco.

O uso de equipamentos auxiliares como carrinhos e esteiras é indicado pela NR-36, visando que o corpo do colaborador seja resguardado sempre que possível do esforço.

 

Postos de trabalho

Todos os ambientes devem ser projetados ergonomicamente, com altura regulável e espaço suficiente para a movimentação. Segundo a norma, é preciso adaptar o ambiente às necessidades físicas do trabalhador, e não o contrário.

 

Rodízio de Atividades e Pausas

O rodízio de atividades e pausas são medidas preventivas obrigatórias que precisam ser respeitadas pela empresa. O intuito é que seja possível reduzir o cansaço físico e mental.

É por isso que a NR-36 determina intervalos de descanso distribuídos ao longo da jornada e pausas adicionais para trabalhadores que atuam em ambiente frio.

 

Como garantir o cumprimento da NR-36?

Para garantir o cumprimento da norma a empresa precisa implementar um Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), treinamentos periódicos e auditorias internas.

Além disso, é fundamental manter os registros atualizados, fiscalizar o uso de EPI’s e promover uma cultura de segurança contínua. Dessa forma, os próprios colaboradores passam a reconhecer a relevância de adotar todas as medidas cabíveis e se precaver.

Por meio dos treinamentos contínuos a empresa minimiza o número de acidentes e promove um ambiente de respeito, conduta adequada e valorização da vida.

 

Quais são os principais EPI’s para frigoríficos?

É necessário utilizar EPI’s adequados para promover a proteção contra frio, cortes, ruído e agentes químicos. O que envolve alguns itens como botas, luvas e outros, entenda:

Vestimenta térmica: indispensável para manter a temperatura corporal adequada durante todo o expediente, a vestimenta protege de hipotermia;

Luvas térmicas: as luvas evitam o congelamento dos dedos e contribuem para isolar as mãos de contato direto com eventuais agentes contaminantes;

Botas térmicas: as extremidades do corpo são a principal preocupação em ambientes frios, as botas evitam o congelamento dos dedos dos pés;

Aventais térmicos ou impermeáveis: são essenciais para isolar o corpo do contato com fluidos como o sangue de animais abatidos;

Protetores faciais e oculares: promovem a proteção do rosto e olhos evitando o contato com respingos e fluidos contaminantes presentes no ambiente de trabalho;

Protetores auriculares: evitam a perda auditiva provocada pelo ruído do maquinário usado para trabalho em frigorífico.

 

Conclusão

A NR 36 é essencial para o trabalho em frigoríficos, evitando que os riscos ambientais prejudiquem a saúde dos colaboradores. É importante respeitar a normativa e aplicar as exigências sobre ergonomia, seguindo as orientações em relação ao uso de maquinário e de EPI’s.

Preservando a saúde dos colaboradores a empresa atua dentro da legalidade e evita problemas jurídicos. Além disso, consegue promover um ambiente produtivo e seguro. Precisa de um orçamento de EPI’s para frigorífico? 

 





 

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