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DICAS DE SEGURANÇA NOS TRABALHOS EM ALTURAS
Trabalhos
em alturas podem ser qualquer trabalho em que uma pessoa possa cair e se ferir.
Os trabalhos em altura são
regulamentados pela NR-35 a qual estabelece os requisitos mínimos e
as medidas de proteção para esse tipo de atividade, envolvendo planejamento,
organização e execução, garantindo a segurança e a saúde dos trabalhadores.
A NR-35 considera
trabalhos em alturas todas as atividades executadas acima de 2 metros do nível
inferior, onde haja risco de queda do trabalhador.
Abaixo estão as dicas de
segurança nos trabalhos em altura, conforme mencionado no título do artigo.
1ª Dica –
instale guarda corpo
O guarda corpo é uma forma
de proteção passiva, que além de sua instalação ser obrigatória é uma maneira
fácil e recomendada de manter seus trabalhadores seguros e, ao mesmo tempo,
cumprir a conformidade.
2ª Dica –
selecione o EPI adequado
Se você for usar sistemas
pessoais de detenção de quedas, é necessário garantir que está escolhendo
o Equipamento de Proteção Individual – EPI adequado.
Há muitos cintos de
segurança que atendem as necessidades e garantem a segurança do trabalhador,
apesar de terem custo diferenciado.
No entanto, esse
diferencial de preço pode render algo a mais.
Claro, às vezes é apenas um
nome, mas outras vezes é a funcionalidade que você está ganhando ou
sacrificando, como anéis em D extras, material à prova de fogo ou design à
prova de arco voltaico.
Às vezes, um equipamento
mais caro custa mais simplesmente porque foi feito para ser mais confortável.
Faça sua pesquisa e
determine o que você realmente precisa.
O conforto é importante,
mas a principal preocupação deve ser a capacidade de ajuste do Equipamento de Proteção Individual ao usuário de forma adequada, garantindo que
funcione conforme projetado.
Os cintos de segurança têm
tamanho, portanto, escolha o tamanho do cinto de acordo com a estrutura
corporal do trabalhador que irá fazer uso do equipamento.
Os talabartes também
precisam ser selecionados corretamente. Dependendo da altura em que você está
trabalhando, um talabarte com absorvedor de energia pode não proteger o
trabalhador.
Em vez disso,
pode ser necessário um talabarte retrátil.
Cada situação é diferente,
por isso você precisa avaliar suas condições de trabalho e a tarefa a ser
realizada para dar aos seus funcionários algo que realmente os proteja.
3ª Dica –
inspecione seu EPI
Ter equipamentos de
segurança adequados para garantir um ambiente de trabalho protegido ou a
execução de atividade segura é importante e necessário, mas a inspeção desses
equipamentos tem papel importante na prevenção dos acidentes
do trabalho.
Os EPI devem
ser inspecionados pelo usuário antes do uso.
É importante que qualquer
pessoa que possa estar usando os dispositivos entenda o que está procurando, o
que é aceitável ou não e as etapas a serem seguidas, caso haja um problema.
Uma verificação prévia ao
uso não precisa levar muito tempo, mas precisa ser completa.
Essa etapa pode
ser a diferença entre a vida e a morte.
Devem ser
inspecionados detalhes como:
·
Presença de
cortes ou desgastes nas fitas;
·
Inspecione as
fitas e cordas nos pontos de conexão com os conectores;
·
Verifique se os
conectores estão em bom estado;
·
Verifique as
costuras de segurança cuidadosamente;
·
Nos talabartes
de posicionamento, inspecione as proteções de fita tubular ou emborrachada se protegem
o talabarte na área de atrito;
·
Inspecione e
teste a funcionalidade do trava queda;
·
Observe se há
presença de fissuras nos componentes metálicos;
Fique atento quanto às
deformações e presença de corrosão nos componentes metálicos, etc.
Há dois tipos
de corrosão:
·
Branca e;
·
Vermelha.
A corrosão branca é a
primeira que aparece, é superficial e não compromete a função do equipamento,
porém, ela é uma alerta para melhorar os cuidados na manutenção do equipamento.
A corrosão vermelha
sinaliza deterioração da estrutura do metal, e com o tempo, ocasiona a
diminuição da resistência do equipamento e a contaminação das fitas em contato
com a peça.
Devemos ter em mente que a
corrosão parte de um ponto específico e acaba se alastrando para a peça
inteira.
4ª Certifique-se
de compreender a distância da queda
Essa distância é chamada de
ZLQ – Zona Livre de Queda.
Você pode usar todos os
equipamentos de proteção contra quedas do mundo, mas se ele não engatar/travar
antes de você atingir algo, não faz sentido.
Isso significa dizer que o
sistema contra queda não deve ser igual ou maior que a distância da queda.
É necessário calcular o
cumprimento do talabarte, tamanho do absorvedor de energia aberto, a altura do
ponto de ancoragem até a ponta do pé do trabalhador, e mais um metro de
segurança.
O resultado
desse cálculo não pode ser o mesmo ou maior que a distância da queda.
Por exemplo, se você está
trabalhando à 5 metros de altura, o sistema aberto deve ter no máximo 4 metros,
mantendo um metro como margem de segurança.
5ª Dica –
selecione pontos de ancoragem seguro
A essa altura você deve
estar percebendo que há muitos fatores envolvidos quando se trata de segurança
contra quedas, certo?
Mas, a verdade é que de
nada adianta usar um cinto, talabarte, trava-quedas ou outro dispositivo de
prevenção ou proteção contra quedas de boa qualidade e em boas condições de
uso, se o ponto de ancoragem não aguenta a carga, a qual será submetido em caso
de queda do trabalhador.
O que constitui
um ponto de ancoragem aceitável?
Pode ter certeza de que não
é um tubo de PVC ou uma peça decorativa de aço no telhado.
Um ponto de ancoragem só é
aceitável se for projetado e aprovado, conforme regulamenta a NR 35, no Anexo II – Sistemas de Ancoragem.
O sistema de ancoragem
permanente deve possuir projeto e a instalação deve estar sob responsabilidade
de profissional legalmente habilitado.
6ª Dica –
escolha o equipamento adequado para executar trabalhos em alturas
Em algumas situações, um
andaime será sua melhor solução para trabalhar em altura.
Isso pode ser para pintar
uma casa, lavar janelas, fachadas, etc.
Em caso afirmativo, você
provavelmente poderá equipar o andaime com corrimão, facilitando muito a
proteção contra quedas.
Outras vezes, os andaimes
serão inviáveis e você terá que usar uma plataforma.
Mesmo que esteja executando
trabalho em altura em uma plataforma, você precisará fazer uso do cinto de
segurança com talabarte ou trava quedas.
O uso de plataforma para
trabalhos em altura exige que o trabalhador tem participado de curso de
capacitação operacional do equipamento.
Outras vezes, você usará
uma escada e, nesse ponto, os requisitos para proteção contra quedas se
tornarão mais complicados.
Falaremos sobre
escadas na próxima dica.
7ª Dica – use
escadas corretamente
Não presuma que, por ter
uma escada em casa, você sabe o que está fazendo.
As escadas estão na origem
de muitos acidentes de trabalho simplesmente porque consideramos seu uso algo
natural.
As escadas são familiares.
Você as usa para pendurar suas luzes de Natal, pintar a sala de estar, mudar
aquela lâmpada chata de difícil alcance e limpar suas calhas.
Nós as usamos com tanta
frequência que achamos que sabemos o que estamos fazendo porque nunca nos
machucamos antes, certo?
Antes de usar uma escada,
considere se ela é ou não a melhor solução para a tarefa.
Em seguida, certifique-se
de que seus funcionários sejam treinados para usar adequadamente uma escada.
Para uso seguro da escada,
recomenda-se que a mesma seja posicionada em um ângulo entre 68º e 75º com o
solo.
As extremidades da escada
devem estar bem apoiadas e fixadas durante a execução da tarefa.
A extremidade superior da
escada deve ficar aproximadamente um metro acima do ponto onde você quer
chegar.
Assim como todo
equipamento, as escadas também devem ser inspecionadas antes do uso.
8ª Dica –
proporcione treinamentos de capacitação
Se você deseja que seus
funcionários trabalhem em altura com segurança, eles devem ser devidamente
treinados quanto aos riscos, acidentes típicos, uso de equipamentos, medidas
preventivas, etc.
O treinamento não é apenas exigido por lei, mas também há muito espaço para
erros e confusão quando se trata de uma pessoa que tenta se proteger em altura
sem o conhecimento adequado.
As quedas são as principais
causas de morte na construção, ano após ano.
Mas, não é apenas na
construção. Muitas pessoas em vários outros setores também morrem de acidentes
provocados por quedas.
Dê aos seus funcionários o
conhecimento de que precisam para se manterem seguros.
Trabalhar com segurança em
altura requer treinamento adequado, foco e as precauções de segurança corretas
a serem tomadas.
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