segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

 



 

QUASE ACIDENTE –

O QUE É E COMO REGISTRAR?

 

 


 

O principal objetivo da SST é evitar que acidentes de trabalho aconteçam, para isso diversas regras devem ser seguidas e medidas de proteção devem ser adotadas, além disso, acidentes devem ser investigados e os quase acidentes devem ser registrados e analisados sempre.

A melhor maneira de evitar acidentes é agindo em suas causas, evitando elas, você evita que elas acabem em fatalidade, e logicamente as causas de um acidente são as mesmas de um quase acidente, por isso devemos nos atentar a isso.

Todas as ações que evitam que ocorram acidentes com os trabalhadores são de extrema importância no ambiente de trabalho. E, quando ocorrem eventos de quase acidentes é necessário redobrar os esforços de prevenção. Para discutir e conhecer mais sobre esse tema preparamos esse artigo explicando sobre os quase acidentes.

 

O que é um Quase Acidente?

Como o próprio nome diz, um quase acidente é um evento que poderia ter sido um acidente de trabalho mas por pouco acabou não sendo. 

Por exemplo: Uma ferramenta pesada cai bem ao lado de um trabalhador que estava passando por um corredor. Este evento poderia ter provocado um acidente grave, caso essa ferramenta atingisse qualquer parte do corpo do trabalhador.

Ao analisar os registros da CAT no período de 10 anos é possível afirmar que provavelmente nas empresas também estão ocorrendo quase acidentes com diferentes grupos de agentes causadores de acidentes de trabalho como, por exemplo, com máquinas e equipamentos, agentes químicos e biológicos, queda do mesmo nível, com veículos de transporte, ferramentas manuais, entre outros.

A definição do que é um quase acidente pode ser apresentada de diferentes pontos de vista. Isto é, o quase acidente são situações de perigo, eventos ou atos inseguros, nas quais a sequência dos fatos, caso não seja interrompida, provavelmente causará acidentes de trabalho.

Um quase acidente também pode ser considerado um sinal iminente que existe uma probabilidade de registrar um acidente de trabalho e, consequentemente, gerar uma lesão grave no trabalhador ou danos materiais. Desta forma, podemos considerar que um quase acidente é um sinal de alerta no ambiente de trabalho.

 

Por que analisar quase acidentes?

Para a análise do quase acidente fique atento aos relatos dos trabalhadores e implante ações preventivas que permitam identificar o quase acidente. A identificação é uma ação que deve ser introduzida no ambiente de trabalho como, por exemplo, com inspeções de segurança e saúde.

No exemplo que demos acima, nenhum trabalhador sofreu lesão, no entanto, por pouco esta situação não se tornou um acidente, a causa neste caso é o que importa, logo, se agirmos nela, um acidente de trabalho pode ser evitado, certo?

Vejam só, em uma situação que se registrou um quase acidente, a causa dele deve ser mitigada. Ou seja, se a mesma ferramenta pesada que caiu e não atingiu ninguém tenha caído por estar guardada sem a devida proteção, ela pode cair novamente e nessa próxima vez ela pode atingir e ferir alguém.

Por este motivo é extremamente importante registrar e analisar toda situação que gera perigo aos trabalhadores, inclusive esses quase acidentes que muitas vezes são ignorados por não terem machucado nenhum trabalhador.

 

A diferença entre um quase acidente e um incidente

O quase acidente possui uma situação semelhante a ele, que seria o incidente, porém apesar de serem situações parecidas pois não acabam sendo acidentes, ou seja, nenhum trabalhador é envolvido e ferido, elas são diferentes.

Trazendo o nosso exemplo da ferramenta pesada novamente, vamos supor que um trabalhador a guardou em um local inadequado e sem proteção e saiu do ambiente, logo após ele sair, essa ferramenta caiu no momento em que o ambiente estava vazio, isto é um incidente.

O incidente só não é um quase acidente pois ocorre sem a presença de um trabalhador, porém, tem a mesma causa e também deve ser investigado.

 

Como registrar um quase acidente?

A melhor maneira de registrar estas situações é tratá-las como acidentes de trabalho e realizar a investigação de acidentes. O registro de um quase acidente pode ser realizado de diversas formas como, por exemplo, usando diversas funcionalidades, durante os Diálogos Diários de Segurança (DDS) ou treinamentos.

O primeiro passo é identificar o agente causador do evento, no nosso exemplo foi a queda de um objeto em um local de tráfego de trabalhadores (a ferramenta pesada).

Após isso, você pode realizar uma pré-análise, para isso você pode usar os checklists das auditorias de segurança (Inspeções Digitais de SST) e conferir se a situação que evitaria a queda do objeto estava conforme ou não.

Você pode registrar imagens dos fatores de riscos, do objeto, de onde ele estava guardado, etc., para incrementar mais sua investigação. Além de imagens, você pode conversar com os trabalhadores que usaram a ferramenta, com o trabalhador que estava envolvido no caso e montar uma sequência de fatos.

Por exemplo:

·       08:00 – Trabalhador João chegou ao ambiente e usou a ferramenta;

·       09:17 – O trabalhador João guardou a ferramenta no local, porém não fechou a proteção corretamente. 

Neste caso já podemos identificar onde ocorreu o problema, o trabalhador João errou em uma parte do processo. 

Ao fim pode ser realizado uma análise da causa-raíz, onde identificamos o porquê essa situação ocorreu, neste exemplo pode ser porque o João não recebeu o treinamento sobre guarda e conservação de ferramentas. 

Nessa investigação conseguimos chegar a causa do quase acidente e através dela é possível definir soluções para que não se repita e acidentes sejam evitados, neste caso a solução seria dar o treinamento para o João e demais trabalhadores. Além disso, é possível implantar ações corretivas que podem ser priorizadas a partir de matrizes de avaliação do plano de ação como, por exemplo, FMEA e Matriz GUT.

 

Qual a importância?

Apesar de ser um evento imprevisto, o quase acidente já gera a necessidade de priorizar as situações de risco. É fundamental analisar os fatores de risco, registrar as ocorrências e promover ações preventivas que eliminam acidentes de trabalho. 

Os eventos, se tratados da maneira correta, podem tornar toda a equipe mais cautelosa, o que acaba incentivando práticas de segurança, como uso de EPI’s e atenção nas rotinas e regras de segurança.

Evitar acidentes, antes de mais nada, é importante justamente pela segurança do ambiente de trabalho e, além disso, evita situações como ações trabalhistas e a degradação da imagem da empresa.

 

 



 

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CORRETOR DE POSTURA: CONHEÇA OS TIPOS E QUAL A SUA REAL EFICÁCIA

 

 


 

Muitas pessoas que desejam melhorar a postura a fim de aliviar dores e desconfortos têm dúvidas sobre a verdadeira eficácia do corretor de postura.

É importante saber logo no início que o corretor de postura não trata efetivamente os problemas posturais. Este tipo de produto auxilia na compensação do problema, sendo necessário procurar orientação profissional especializada.

O corretor de postura foi projetado para agir na reeducação postural, com intuito de evitar surgimentos ou agravamentos de lesões na região da coluna. 

Existem diversos tipos de corretor de postura, sejam rígidos ou elásticos, e, com a sua evolução, hoje é possível utilizá-los dentro da sua rotina, seja ao caminhar, trabalhar e/ou se exercitar, já que são discretos e confortáveis.

Neste artigo você conhecerá quais os tipos de corretor postural, qual a sua eficácia, e muitas outras dúvidas.

 

O que é o corretor postural?

Assim como o próprio nome já diz, o corretor postural trata-se de um produto desenhado para corrigir a chamada má postura durante a rotina do dia a dia.

Alguns tratamentos de doenças da coluna podem ser realizados ou complementados com o uso de órteses (coletes ortopédicos). Nestes casos, é o médico quem avalia e indica qual é o modelo mais adequado para cada situação. 

Os coletes não podem ser confundidos com corretores posturais, pois são dispositivos rígidos que possuem eficácia e evidência comprovada especialmente no tratamento de Escoliose e fraturas.

 

Saiba mais sobre:

Tudo sobre Escoliose: O que é, sintomas e tipos e tratamento

Exercícios para escoliose: 9 técnicas para você fazer em casa!

Colete para escoliose: respondemos as principais dúvidas

Escoliose idiopática juvenil: Conheça tudo sobre a escoliose na adolescência

 

De forma geral, o corretor postural é um traje utilizado por baixo da roupa, que funciona “puxando” os ombros para trás e deixando as costas com a postura ereta.

 

Para que serve o corretor postural?

O corretor postural é um produto que serve para dar sustentação na parte inferior das costas, ombros e pescoço. Como já falamos anteriormente, ele funciona colocando os ombros para trás e deixando as costas mais eretas. 

Dessa forma, o corpo tende a ficar alinhado, evitando a cifose postural, isto é, que façamos aquela corcunda decorrente da fadiga muscular ocasionada pela força da gravidade.

 

Quais os benefícios do corretor de postura?

Os fabricantes e defensores do uso de corretores advogam que eles proporcionam:

·       alívio e diminuição das dores na coluna ou na lombar;

·       alongamento do corpo;

·       prevenção de danos à coluna vertebral;

·       complementação de tratamentos de desvio de postura e de lesões na coluna;

·       conforto e discrição na correção postural a baixo custo (energético e financeiro); 

 

Quais os tipos de corretor postural?

Existem diversos tipos de corretor postural no mercado. Por exemplo, alguns modelos de corretores posturais femininos têm modelagem própria para o corpo da mulher, pois contam com funções como “elevar os seios”. 

Além dessas diferenças básicas entre os modelos de corretor de postura feminino e unissex, eles podem ser “magnéticos” e até mesmo “inteligentes”. 

Corretor de postura simples: como o próprio nome já diz, é um tipo de corretor prático e fácil de colocar, alinhando os ombros e corrigindo a postura

Colete corretor postural: envolve as costas e região lombar, cobrindo também o peitoral;

Modelos femininos: em geral, são espartilhos elásticos, sutiãs ou alças com apoio do abdômen; a principal diferença funcional é que eles levantam os seios e, ao mesmo tempo, reduzem a cintura.

Roupa de compressão: tem o seu formato como uma camisa, regata ou colete; o modelo é confortável e discreto, mas pode ser um pouco desagradável nos dias quentes;

Corretor espaldeira: composto por elásticos que se cruzam nas costas e, assim como a cinta para postura, pode ter fechamento de velcro na frente do abdome;

Corretor postural magnético: possui um design que lembra uma mochila e o modelo apresenta ímãs na parte traseira;

Inteligente: conta com um sensor que vibra para avisar quando sua postura está errada;

Em Oito: modelos presos pelo ombro, que não possuem cinta, lembrando o formato de um 8;

Ergonômico: cobre toda a extensão das costas e possui cinta abdominal na parte da frente.

Alguns fabricantes possuem modelos próprios como o corretor postural Boost e Lean – modelos estes que contam com cortes específicos, parecidos com tops de academia com parte da frente recortada.

 

Quais os tipos de material do corretor de postura?

Com relação aos tipos de material disponíveis dos corretores de postura, é importante saber que os modelos acolchoados possuem uma durabilidade maior, além de oferecer mais conforto. Os que são acolchoados nas alças, por exemplo, evitam atrito na pele.

 

Os tipos de material são:

·       Poliamida: possui boa absorção de suor, sendo uma fibra leve e elástica;

·       Poliéster: possui pouca elasticidade, sendo uma fibra mais resistente;

·       Nylon: possui alta elasticidade e  resistência;

·       Elastano: também possui alta elasticidade e  resistência;

·       Polipropileno: possui leveza e boa resistência à umidade;

·       Elastodieno: possui alta elasticidade, podendo esticar até 3x o seu tamanho;

·       Clorofibra: fibra sintética feita de PVC proveniente de produtos naturais.

 

Quais os tamanhos disponíveis dos corretores de postura?

A medida do corretor de postura é dada pelo tórax, altura e até mesmo pela circunferência abdominal. Atualmente os fabricantes disponibilizam os produtos nos tamanhos PP, P, M, G, GG e até XGG, sendo essas as medidas:

·       P: 76 a 86 cm de tórax 

·       M: 86 a 96 cm de tórax

·       G: 97 a 106 cm de tórax

·       GG: 107 a 116 cm de tórax

 

Veja neste link os diferentes modelos de órteses posturais.

Qual o melhor colete para correção de postura?

Em todos os casos, é importante realizar uma avaliação médica para averiguar o diagnóstico do seu problema, se é que ele existe,  e analisar o melhor tipo de intervenção ou orientação a cada indivíduo. 

Faz mal usar corretor postural?

Para saber se o corretor postural é um produto benéfico ou maléfico para a postura, é importante acima de tudo procurar um ortopedista especialista, pois cada problema tem um tratamento específico.

De modo geral, é um produto frequentemente indicado para a prevenção de lesões por sobrecarga na prática de exercícios ou trabalho pesado e para manter a coluna ereta em situações de posição sustentada. 

O malefício que se coloca nestas situações é de dar uma falsa expectativa de que se está protegendo a coluna, quando o que realmente protege é a prática regular de exercícios físicos, sono regular e bons hábitos alimentares, sem contar uma genética favorável.

Corretor postural funciona?

O corretor postural pode auxiliar dependendo de cada caso. As órteses ortopédicas para correção postural podem funcionar apenas como uma parte do tratamento, não resolvendo o problema sozinho. 

Os melhores estudos comparativos entre os vários tipos de corretores mostram que ele não melhorou nem prevenir dor nas costas, não preveniu lesões em trabalhadores braçais, muito menos corrigiu deformidades, e que está mais associado a conforto pessoal, individual, logo não deve ser prescrito de forma generalizada. 

Na grande maioria dos casos, o tratamento de patologias da coluna depende de outras especialidades, necessitando de múltiplas intervenções clínicas e/ou cirúrgicas. É importante sempre consultar um médico especialista em coluna para analisar, diagnosticar e acompanhar o seu tratamento.

Corretor postural funciona em caso de escoliose?

Não! Corretor postural não é tratamento para escoliose. Para escoliose usamos coletes ortopédicos ou cirurgia!

É importante buscar por um ortopedista especialista em coluna para uma avaliação, pois só ele conseguirá examinar com mais precisão a sua escoliose e indicar o melhor tipo de tratamento.

Quando e como usar o corretor de postura?

Devido ao avanço da idade, ou pela falta de exercícios físicos, aumento de peso, muito tempo sentado e fatores genéticos, entre outros motivos, a postura incorreta com inclinações para frente ou laterais tendem a agravar com o tempo. 

Desta forma, é intuitivo querer usar um corretor de postura para amenizar o impacto visual da cifose postural. Porém, utilizá-lo não previne o aparecimento de dor ou deformidades (cifose e escoliose), apesar de algumas pessoas referirem conforto em usá-los. 

O corretor postural pode ser indicado como uma forma auxiliar em tratamentos de doenças da coluna, porém jamais substitui os exercícios físicos, controle de doenças ósseas (osteoporose, cifose, escoliose, artrose) ou sistêmicas (diabetes, obesidade, tabagismo) no tratamento de doenças da coluna. 

Quando há casos de lesões por acidentes (torções ou pancadas) ou após uma operação da coluna, pode ser indicado usar o corretor postural durante a recuperação caso o paciente se sinta mais confortável e confiante ao utilizá-lo, ou caso o médico prescreva. Porém, não há estudos que comprovem sua real eficácia para acelerar a recuperação nestes casos. 

Sabemos hoje que a chamada “postura correta” não existe, e que, sim, a modificação frequente da postura deve ser estimulada. Por exemplo, pessoas que passam horas seguidas na mesma posição tendem a ter dor nas costas independente se estão com uma postura ereta ou não. A degeneração da coluna vertebral é algo muito mais complexo do que simplesmente associar a postura correta. Logo, usar corretor não previne dor, artrose, escoliose e cifose, nem é tratamento para tais doenças.

Em todos os casos, é importante realizar uma avaliação médica para averiguar o diagnóstico do seu problema e analisar o melhor tipo de tratamento.

Fique atento, não negligencie as dores na coluna, assim como assimetrias nos ombros, costelas e bacia…

E em caso de dor na coluna, glúteos e nos ombros, sempre procure um especialista para que possa receber um diagnóstico mais preciso, de forma a direcionar seu tratamento.

Previna-se e complemente o seu conhecimento com esses próximos artigos:

Coluna travada: Saiba o porquê acontece e o que fazer  

Alongamento para coluna: Aprenda a prevenir a dor nas costas 

Saiba como a obesidade pode gerar problemas na coluna 

 Os malefícios causados pela má postura corporal – Dr Henrique Noronha

Vale ressaltar a importância de um médico especializado para realizar o diagnóstico correto. Pensando em proporcionar a melhor solução para sanar os problemas dos pacientes, o Dr. Henrique Noronha é médico ortopedista, especialista em cirurgia de coluna e intervenção de dor, usando técnicas minimamente invasivas, se colocando sempre à disposição para trazer mais qualidade de vida às pessoas que sofrem com problemas na coluna – Agende já a sua consulta.

 

 

 

 

 

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

 



 

INDENIZAÇÃO POR ACIDENTE DE TRABALHO: QUANDO DEVE SER PAGA?

 

 


 

As obrigações de uma empresa em caso de acidente de trabalho são diversas. Elas vão desde a comunicação imediata do ocorrido até a garantia de segurança e saúde no ambiente de trabalho. Além disso, o empregador deve oferecer a assistência necessária ao trabalhador acidentado e garantir seu retorno seguro ao trabalho.

Essas medidas visam reparar os danos causados pelos incidentes e prevenir que novas situações semelhantes ocorram. A indenização por acidente de trabalho geralmente é paga após a determinação da responsabilidade do empregador e pode envolver múltiplas formas de reparação. Os prazos dependem do processo judicial ou do acordo entre as partes.

Neste conteúdo, vamos explicar quando a indenização por acidente de trabalho acontece e quais são as obrigações da empresa nesse sentido. Confira! 

 

Leis e regulamentações

A indenização por acidente de trabalho é regida por uma combinação de leis e regulamentações, que visam proteger os direitos dos trabalhadores em caso de acidentes durante o exercício de suas funções.

Veja a seguir as principais legislações vigentes e aplicáveis para a proteção dos empregadores e dos seus colaboradores!

 

Constituição Federal

A Constituição Federal Brasileira garante em seu Artigo 7º, inciso XXVIII, o direito à indenização em caso de acidente de trabalho. Ela estabelece que o empregador é responsável pelos danos causados em caso de dolo ou culpa, além do direito do trabalhador ao seguro contra acidentes de trabalho, financiado pela empresa.

 

Decreto-Lei nº 5.452/1943

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) regulamenta a proteção ao trabalhador, especificando direitos e deveres das partes envolvidas no contrato de trabalho.

No caso de acidentes de trajeto ou de trabalho, a CLT estabelece normas sobre a Comunicação do Acidente de Trabalho (CAT), a estabilidade do empregado e outros aspectos do vínculo empregatício relacionados aos incidentes.

 

Lei nº 8.213/1991

Esta lei dispõe sobre o Plano de Benefícios da Previdência Social, por exemplo, auxílio-doença, aposentadoria por invalidez e pensão por morte decorrente de acidente de trabalho.

O Artigo 19 define o acidente de trabalho e suas consequências, enquanto o seu Artigo 118 garante estabilidade de 12 meses após o retorno do empregado afastado.

 

Lei nº 10.406/2002

O Código Civil de 2002 também é aplicável em casos de indenização por acidente de trabalho quando há comprovação de culpa ou dolo do empregador. Ele regulamenta as obrigações de reparação por danos materiais, morais e estéticos que incidem nas mais diversas áreas, inclusive nas questões trabalhistas.

 

Normas Regulamentadoras (NR’s)

As NRs, estabelecidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), são normas técnicas que determinam condições de segurança do trabalho. A NR-7 aborda o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e a NR-9 trata do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA). Essas normas são fundamentais para prevenir acidentes de trabalho.

 

Indenização por acidente de trabalho: quando deve ser paga?

A indenização por acidente de trabalho deve ser paga quando há a comprovação de que o acidente ocorreu em razão de uma falha ou negligência do empregador. Outra situação que enseja o pagamento de danos é a ocorrência ser decorrente de condições inseguras no ambiente de trabalho.

 

Obrigação do empregador

Quando o empregador tem responsabilidade comprovada no acidente, seja por negligência, imprudência ou imperícia, a indenização pode englobar danos materiais. Isso inclui despesas médicas, perda de capacidade laboral, entre outros custos comprovados.

Os danos morais, por sua vez, deverão ser pagos sempre que o acidente gerar sofrimento emocional, psicológico ou dano à dignidade do trabalhador. Já os danos estéticos são considerados quando o empregado sofre alterações na aparência física como resultado do acidente de trabalho.

 

Prazos de pagamento

O prazo para pagamento da indenização vai depender do trânsito em julgado de uma decisão judicial. Em caso de acordo extrajudicial, o prazo será aquele acordado entre as partes. Caso não haja acordo e o trabalhador mova uma ação judicial, a quitação só ocorre após a decisão final do Tribunal Regional do Trabalho, que pode levar meses ou anos.

 

Benefícios do INSS

O INSS oferece uma série de benefícios ao trabalhador, como auxílio-doença, aposentadoria por invalidez ou pensão por morte, conforme cada caso específico.

O colaborador recebe o auxílio a partir do 16º dia de afastamento, sendo que os primeiros 15 dias são pagos pela empresa. Esses pagamentos, no entanto, não são considerados indenização, mas sim uma compensação previdenciária. 

 

Obrigações da empresa

A empresa é obrigada a emitir a CAT imediatamente após o acidente, independentemente de o empregado ter se afastado ou não. Caso o empregador não faça a comunicação, o trabalhador ou seus dependentes podem registrar a CAT. A omissão do envio da CAT pode gerar multas para a empresa. Confira adiante outras obrigações relevantes!

 

Garantir assistência médica

O empregador deve assegurar que o trabalhador receba assistência médica imediata. Isso inclui o encaminhamento a um hospital ou outro estabelecimento de saúde, bem como a realização dos exames e tratamentos necessários para a sua recuperação.

A empresa também deve garantir que o trabalhador tenha todos os documentos necessários para requerer benefícios previdenciários.

 

Prevenção de acidentes

A empresa deve adotar medidas de prevenção de acidentes, conforme as Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego (TEM).

Empresas com mais de 20 funcionários devem instituir a CIPA, que tem a função de prevenir acidentes e doenças decorrentes do trabalho. Por outro lado, dependendo do grau de risco da atividade, precisa ter equipes de segurança no trabalho.

 

Fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s)

As organizações empresariais são responsáveis por fornecer os EPI’s adequados, de acordo com a NR-6, e fiscalizar seu uso correto. Se um acidente resultar em incapacidade parcial ou total para o trabalho, a empresa deve colaborar com a reabilitação profissional do empregado, promovendo sua readaptação.

 

Processo de indenização por acidente de trabalho

A ação de indenização por acidente de trabalho envolve algumas etapas essenciais, que podem ocorrer tanto na esfera administrativa quanto na judicial. Esse processo judicial segue as etapas comuns de uma ação civil, incluindo a coleta de provas, audiências, e, em caso de condenação, a execução até o devido pagamento da indenização.

No processo de indenização, o trabalhador deve demonstrar que o empregador teve culpa no acidente. Isso pode incluir condições de trabalho inseguras, não cumprimento de normas de segurança e falta de EPI’s, por exemplo. Se o trabalhador conseguir provar a responsabilidade do empregador, o juiz poderá condenar a empresa ao pagamento de indenizações.

Depois do trânsito em julgado da decisão definitiva, a empresa é obrigada a pagar a indenização. Caso não pague espontaneamente, o trabalhador pode entrar com um processo de execução para garantir o cumprimento da sentença. Entretanto, o empregador e o colaborador podem optar por um acordo extrajudicial que precisará ser homologado pela Justiça do Trabalho para ter validade jurídica.

 

Estratégias de mitigação de riscos

As principais estratégias de mitigação incluem identificação e avaliação de riscos. É importante realizar inspeções regulares para identificar áreas de perigo e entender os riscos associados a diferentes tarefas.

A avaliação antecipada das atividades permite a implementação de medidas preventivas, bem como a realização de simulações para preparar os trabalhadores para situações de emergência.

Entendeu quando a indenização por acidente de trabalho deve ser paga? Garanta que a alta gestão promova ativamente a segurança no trabalho, invista em medidas preventivas e construa uma cultura de segurança apropriada. Estabeleça canais de comunicação para que os colaboradores possam reportar riscos e sugerir melhorias de segurança.

Ainda tem dúvidas sobre o tema ou quer deixar uma sugestão? Registre aqui o seu comentário!

 

 

 

 

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COMO PLANEJAR UMA ENGENHARIA CONTRA INCÊNDIO NA EMPRESA?

 

 


 

Planejar a engenharia contra incêndio na empresa não se resume a seguir exigências legais, pois é preciso criar um ambiente mais seguro e preparado para imprevistos. Esse tipo de planejamento envolve diversas etapas, como a análise de riscos e a escolha das melhores soluções técnicas, sempre levando em conta as características de cada espaço.

Com tudo isso, é possível garantir que as medidas de prevenção e combate a incêndios reduzam os riscos de danos e perdas e estejam sempre atualizadas. Mas a pergunta é: como fazer um bom planejamento de todas essas fases na sua empresa? Continue lendo para descobrir as melhores práticas e inovações no campo da engenharia contra incêndio!

 

O que é engenharia contra incêndio?

A engenharia contra incêndio é o campo responsável pelo desenvolvimento de métodos e sistemas de prevenção, detecção e combate a incêndios. Para isso, ela estuda as características dos materiais, o comportamento do fogo e os mecanismos de controle, sempre com base em normas técnicas e científicas.

Desse modo, essa área envolve o planejamento cuidadoso de edificações e processos, levando em consideração desde a arquitetura até a escolha dos equipamentos de proteção. Tudo é pensado para evitar a propagação do fogo e minimizar danos, com foco em eficiência e segurança.

 

Qual o papel da engenharia contra incêndio?

Proteger ambientes contraexplosões exige mais do que a instalação de equipamentos. O papel da engenharia contra incêndio é justamente criar um conjunto de soluções para prevenir o surgimento de focos de fogo e, caso ocorram, contê-los rapidamente.

Nesse sentido, ela planeja cada detalhe para garantir que sistemas como alarmes, sprinklers e rotas de evacuação estejam integrados e prontos para funcionar sem falhas. Assim, a segurança do espaço e das pessoas é priorizada, com redução de danos e aumento da chance de resposta rápida em qualquer situação.

 

Como planejar a engenharia contra incêndio?

Como comentamos no início, o planejamento envolve uma série de etapas para que as soluções adotadas sejam adequadas às necessidades do ambiente. A seguir, entenda melhor cada uma.

 

Análise de risco

O primeiro passo é entender os perigos específicos de cada ambiente. A avaliação de riscos identifica os pontos mais vulneráveis da empresa, considerando fatores como materiais inflamáveis, sistemas elétricos e circulação de pessoas. Esse estudo aponta quais áreas precisam de mais atenção e quais medidas preventivas devem ser adotadas.

Inclusive, essa etapa permite prever possíveis cenários de emergência, orientando as decisões sobre os equipamentos e os sistemas de proteção mais adequados para minimizar os riscos e aumentar a segurança do local.

 

Verificação das soluções técnicas

Identificados os riscos, a próxima etapa é analisar quais tecnologias e equipamentos são mais adequados para o tipo de ambiente e o nível de perigo encontrado. Sistemas de alarme, sprinklers automáticos, extintores e rotas de fuga devem ser revisados, sempre considerando as normas de segurança aplicáveis.

Também é preciso se certificar de que todos os dispositivos estejam em perfeito funcionamento, integrados e prontos para uso imediato em caso de emergência. Esse processo ajuda a assegurar que cada solução funcione de forma eficaz e atenda às necessidades específicas do local.

 

Integração de sistemas de proteção

A integração dos sistemas de proteção garante que todos os dispositivos ajam em sincronia. Ou seja, alarmes, sprinklers e extintores precisam estar conectados para responder rapidamente a qualquer foco de incêndio. Quando um alarme é ativado, os outros equipamentos devem entrar em ação sem atraso para evitar que o fogo se espalhe.

Essa comunicação entre as tecnologias viabiliza uma resposta mais rápida e eficiente, além de aumentar a proteção do ambiente e das pessoas. Assim, todos os mecanismos são acionados na hora certa, reduzindo os danos e trazendo mais segurança em situações de emergência.

 

Instalação de sistemas contra incêndio

A instalação dos sistemas contra incêndio é a fase que coloca em prática todo o planejamento feito até aqui. Nessa etapa, é preciso posicionar alarmes, sprinklers, extintores e detectores de fumaça nos locais mais estratégicos da empresa, para que cubram todas as áreas de risco.

Lembrando que a instalação deve seguir as normas técnicas, a fim de assegurar que cada equipamento funcione corretamente e esteja pronto para ser acionado em situações de emergência.

 

Treinamentos de colaboradores

É preciso preparar a equipe para responder com rapidez e segurança diante de episódios emergenciais. Durante os treinamentos, os funcionários aprendem a usar corretamente os equipamentos de combate a incêndio, além de conhecerem as rotas de evacuação e os procedimentos a serem seguidos em caso de alerta.

Realizar simulações frequentes ajuda a reforçar esse conhecimento, garantindo que todos saibam exatamente o que fazer. Com uma equipe bem treinada, o controle do incêndio acontece de forma mais ágil, com menos riscos e maior proteção das pessoas e das instalações.

 

Quais as tecnologias em engenharia contra incêndio?

As tecnologias aplicadas à engenharia contra incêndio estão cada vez mais eficientes na prevenção e no combate ao fogo. Essas inovações permitem que as empresas monitorem riscos em tempo real e acionem sistemas de proteção com rapidez. Ainda, a integração entre diferentes dispositivos garante que tudo funcione de maneira coordenada.

 

Algumas das principais soluções são:

·       sistemas de alarme inteligentes — detectam fumaça, calor ou gases perigosos com alta precisão, evitando falsos alarmes;

·       sprinklers automáticos avançados — ativados automaticamente quando a temperatura ambiente atinge um nível crítico, liberando água para conter as chamas;

·       sensores de fumaça e gás — identificam riscos antes que o incêndio comece e, assim, possibilitam ações preventivas;

·       câmeras térmicas — capazes de identificar pontos de calor invisíveis a olho nu, prevenindo a propagação;

·       sistemas de controle remoto — permitem o monitoramento e a ativação dos equipamentos à distância para uma ação rápida;

·       software de monitoramento — integra todos os sistemas e envia alertas em tempo real, o que facilita a gestão e a segurança do local.

Investir no planejamento de engenharia contra incêndio é uma das decisões mais importantes para a segurança da sua empresa. As tecnologias avançadas e o treinamento adequado da equipe tornam o ambiente muito mais seguro e preparado para emergências. Basta seguir cada etapa desse processo com atenção.

 

 

 

 

 

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

 



 

APRENDA AS MELHORES TÉCNICAS DE RESGATE EM ESPAÇO CONFINADO

 

 


 

Algumas práticas laborais exigem treinamento específico, perícia e prudência extras na hora de executar as atividades, sob pena de colocarem em risco a saúde e a vida do funcionário. Esse é o caso do resgate em espaços confinados. Tal ambiente não foi planejado para o trabalho permanente e contínuo, por isso requer condições e orientações especiais.

A Norma Regulamentadora, NR 33 e a NBR 16.577/2017 trazem maiores detalhes sobre o assunto. Os perigos das atividades nessas condições são alarmantes, motivam atenção às melhores técnicas de resgate em espaço confinado, a fim de evitar acidentes e fatalidades. Neste post, vamos trazer mais informações sobre como funcionam os treinamentos e a sua importância deles.

Quer saber mais sobre técnicas e equipamentos utilizados nesses ambientes? Continue a leitura e entenda melhor o assunto!

 

O que é a norma regulamentadora 33?

Trata- se de uma norma que trata especificamente da segurança dos trabalhadores em espaço confinado. O mapeamento de riscos desse tipo de ambiente em específico deve avaliar, por exemplo, se a atmosfera local é explosiva ou não, a possível existência de contaminantes e a probabilidade de asfixia dos colaboradores. Notou a seriedade do tema? Confira outras diretrizes normativas!

 

Medidas técnicas de prevenção

A NR 33 elenca, além do mapeamento de riscos químicos, físicos, ergonômicos, biológicos e mecânicos, uma série de outras providências a serem tomadas, como: “implantação de travas, bloqueios, alívio, lacre e etiquetagem” e o monitoramento contínuo da atmosfera, evitando acidentes laborais.

 

Medidas administrativas

Dizem respeito à sinalização do espaço confinado, controle e arquivamento da permissão de entrada (válida apenas para uma mesma atividade) e trabalho, designação dos funcionários e descrição de suas responsabilidades. 

 

Medidas pessoais

Trata de questões relativas à emissão de Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) do colaborador, sendo necessária a submissão a exames clínicos específicos para manter a saúde conforme a função que vai desempenhar na empresa.

Assim, é verificada tanto a aptidão física e mental do colaborador que irá trabalhar como também de profissionais que executam, por exemplo, um possível resgate. Ainda, a seção descreve as atribuições do supervisor de entrada e do vigia, cargos essenciais ao desempenho seguro das atividades em espaços confinados.

 

Outras normas

Se a NR 33 apresenta diretrizes gerais, a NBR 16.557/2017 é mais específica. Ela determina, por exemplo, o uso de detectores multigases ( no mínimo 04 tipos de gases diferentes) em todos os ambientes e atesta: a ventilação mecânica é a forma mais eficiente para o controle atmosférico em um espaço confinado.

Embora essa norma também não ensine propriamente a elaborar um plano de resgate, até porque cada local tem suas peculiaridades, ela oferece um checklist com os equipamentos e tarefas mínimas necessárias. Assim, orienta o planejamento e serve como fonte de consulta oficial para evitar acidentes laborais.

 

Quais as responsabilidades do empregador no trabalho em espaço confinado?

Imagine que, durante a limpeza de um tanque, o seu colaborador sofra um mal súbito e precise ser resgatado. Além disso, ele pode tropeçar, machucar-se ou utilizar um produto químico que reaja de forma inesperada dentro do ambiente confinado e que vai requerer socorro imediato.

 

Avaliação de riscos

Cabe ao empregador não apenas avaliar os riscos, como também prever e realizar o resgate do colaborador. Ele deve identificar os espaços confinados no estabelecimento e ” também acompanhar a implementação das medidas de segurança e saúde dos trabalhadores das empresas contratadas”.

 

Elaborar plano de resgate

Ainda, é de sua alçada garantir a existência de um plano de resgate em espaço confinado atrelado à permissão de entrada e trabalho. Segundo a NR 33, o documento precisa conter: os perigos, a quantidade de funcionários envolvidos na atividade, o tempo previsto para a realização das tarefas, equipamentos de proteção individual (EPI) necessários e também disponíveis.

 

Desenvolver métodos laborais seguros

Tais diretrizes são gerais, cabendo ao empregador desenvolver ou terceirizar o desenvolvimento de técnicas e metodologias laborais eficientes, caso alguém precise ser resgatado. Falaremos sobre os materiais e recursos utilizados mais adiante. 

 

Como fazer o resgate em espaços confinados?

A realização de resgates em espaços confinados é complexa e perigosa, exige preparação minuciosa, treinamento e o equipamento certo para garantir um resultado seguro e bem-sucedido. Essa tarefa exige planejamento cuidadoso e a execução de treinamentos periódicos que promovam a segurança do socorrista e da pessoa que está sendo resgatada. Confira algumas dicas!

 

Faça a avaliação inicial do espaço

É necessário avaliar a situação, a natureza da emergência, a condição do trabalhador e os perigos presentes. Utilize as informações contidas no plano de resgate, que descreve as etapas do procedimento, inclui as funções e responsabilidades da equipe, protocolos de comunicação e equipamentos necessários.

Os socorristas devem usar EPI apropriado, como capacetes, luvas, respiradores e arneses. Não esqueça de monitorar continuamente a qualidade do ar dentro do espaço confinado em busca de gases tóxicos, deficiência de oxigênio ou atmosferas explosivas com o auxílio detectores de gás. Garanta ventilação adequada para remover gases perigosos e fornecer ar fresco.

 

Tenha uma comunicação contínua

Utilize sistemas de comunicação confiáveis, por exemplo, rádios ou intercomunicadores para manter contato entre a equipe de resgate e o trabalhador que será resgatado. Prenda um arnês de resgate e uma linha de vida ao socorrista e, se possível, à vítima.

É recomendado o uso de tripés, guinchos e outros sistemas mecânicos de recuperação para abaixar e levantar com segurança os socorristas e as vítimas. Além disso, tenha à disposição um aparelho respiratório autônomo ou respiradores com fornecimento de ar se a atmosfera for perigosa.

 

Faça simulações no dia a dia de trabalho

Treine regularmente os membros da equipe de resgate em técnicas de resgate em espaços confinados. Tenha equipes de reserva prontas para entrar caso o primeiro socorrista encontre dificuldades dentro do ambiente de alto risco. Coordene com os serviços de emergência locais para oferecer suporte adicional, sempre que for necessário.

 

Realize uma avaliação minuciosa do local

Documente os incidentes, as ações tomadas e as lições aprendidas para melhorar futuras operações de resgate. Conduza análises com a sua equipe para revisar cada operação realizada para salvar colaboradores, discuta o que deu certo e identifique quaisquer áreas que possam ser melhoradas. Verifique a possibilidade de aplicação de novas técnicas.

 

Prepare as pessoas a serem resgatadas

Os socorristas precisam entrar no espaço confinado seguindo o plano de resgate, mantendo comunicação constante com a equipe externa. Forneça as orientações necessárias para realizar o procedimento de forma segura se o trabalhador estiver consciente. Se for preciso, forneça os primeiros socorros para estabilizar a condição da vítima.

Proteja cuidadosamente o colaborador usando um arnês de resgate e uma corda salva-vidas e, em seguida, use sistemas de recuperação mecânica para retirá-lo do espaço confinado. Ofereça atendimento médico imediato à vítima assim que ela estiver fora do espaço confinado. Providencie transporte para uma instalação médica para avaliação e tratamento adicionais.

 

Chame o vigia

No momento em que o fato ocorrer, o vigia que sempre deve estar no local da atividade é acionado. Ele pode ser chamado visualmente, por sinal luminoso de lanterna, rádio comunicador ou, por voz. Na sequência imediata, o supervisor de entrada é avisado e coloca o plano em ação. 

 

Siga as normas

O resgate em espaço confinado ocorre conforme determinação prévia, seguindo as orientações especificamente adotadas para aquele trabalho, pautadas sempre nas normas. Talvez a instrução seja aguardar um grupo de médicos, enfermeiros e profissionais de acesso por corda, para a retirada do funcionário. 

 

Use um sistema adequado

Pode constar a previsão de que o vigia deva proceder ao socorro imediato, manipulando um sistema de resgate como o guincho acoplado a Monopé Braço Davit ou tripé. Os equipamentos vão ajudar a retirar o colaborador de dentro do espaço confinado. 

O resgate é facilitado pelo cabo com gancho conectado no cinto de segurança do colaborador. Em todos os casos, uma equipe de profissionais de saúde deve estar de prontidão para fazer a sua parte assim que o trabalhador for resgatado do espaço confinado.  

 

Quais as técnicas e equipamentos para resgate em espaço confinado?

De acordo com o item 11 da NBR 16.577/2017, os resgatistas podem usar sistemas de polias com cordas, movimentadores individuais como guinchos e outros sistemas de resgate. Cabe ao plano de resgate em espaço confinado dizer quais e como os equipamentos serão usados. Ele também determina se os profissionais responsáveis pelo salvamento precisarão entrar na estrutura ou ambiente do trabalho.

Ressalta-se que esse planejamento constará sempre na Permissão de Entrada e Trabalho (PET). É necessário eleger o sistema de ancoragem, de entrada horizontal e vertical, detectores de gases, tripés entre outros detalhes. Afinal, fundações na construção civil, fornos, dutos, tubulações, incineradores e tanques de avião são estruturas distintas. Até poços e silos são diferentes entre si.

A viabilidade e o uso de maca, por exemplo, o tipo envelope que é o mais utilizado por permitir resgates horizontais e verticais, precisa ser previamente estudada. O resgate pode ser feito por conexão direta ao cinto de segurança, guincho ou cordas. Existem muitas possibilidades, várias técnicas e equipamentos à disposição do público para fazer resgates em espaços confinados.

 

Como é o treinamento para resgate em espaço confinado?

O treinamento para resgate em espaço confinado, conforme a NR 33 é um processo detalhado e rigoroso para garantir a segurança dos trabalhadores envolvidos em atividades nesses ambientes. Os colaboradores precisam desenvolver habilidades e conhecimentos necessários para identificar, avaliar e controlar os riscos associados. Veja a seguir como isso ocorre!

 

Carga horária

Segundo a NR 33, a capacitação inicial de vigias e demais funcionários ou resgatistas requisitados para o trabalho em espaços confinados deve ter, no mínimo, 16 horas. Além de contemplar teoria, prática e abranger o conteúdo programático obrigatório previsto na norma, como orientações para o uso de EPIs.

O treinamento específico do supervisor de entrada precisa durar, pelo menos, 40 horas. Ele é o responsável pelo monitoramento e planejamento das tarefas desempenhadas ali dentro, o que evidencia a importância de que ele seja um bom comunicador. 

 

Conteúdo programático

Noções sobre esse procedimento e de primeiros socorros são disciplinas obrigatórias nos cursos. A simulação de resgate em espaço confinado também, sendo responsabilidade do empregador promovê-la. Os estudantes precisam adquirir conhecimento das normas e regulamentações aplicáveis, com foco na NR 33.

Outros aprendizados envolvem a definição e identificação de espaços confinados por meio de exemplos práticos, bem como a identificação dos principais riscos presentes, os quais podem ser atmosféricos, físicos, biológicos, químicos, ergonômicos, entre outros. Os colaboradores aprendem sobre medidas de controle e procedimentos para eliminação ou controle dos perigos identificados.

As aulas abrangem os tipos, uso adequado, inspeção e manutenção dos equipamentos de proteção individual e coletiva (EPC). A utilização correta dos sistemas de resgate, ventilação, medidores de gases e comunicação fazem parte do conteúdo, juntamente com o estudo de planos e procedimentos para entrada e saída segura de espaços confinados.

 

Simulações práticas

Os aprendizes devem aprender as técnicas, métodos e procedimentos de resgate para realizar a remoção segura de vítimas. Eles são submetidos a exercícios práticos e simulações de resgate em situações reais ou próximas da realidade. As reciclagens são realizadas realizado periodicamente, com intervalos máximos de 12 meses ou sempre que houver mudança nos procedimentos, nos equipamentos ou na equipe.

 

Avaliação e certificação

Os treinamentos podem ser ministrados por instrutores qualificados e profissionais que tenham conhecimentos técnicos e experiência em segurança do trabalho e resgate em espaços confinados. Os participantes devem ser avaliados por meio de provas teóricas e práticas para verificar a assimilação dos conteúdos. No final do treinamento, os aprovados recebem um certificado de conclusão.

 

Quais as vantagens de contratar uma empresa terceirizada?

Que tal focar no core business de seu negócio, enquanto profissionais com alto conhecimento técnico e experiência no mercado conferem a segurança necessária à sua equipe? Esse é apenas um dos benefícios de uma terceirizada. Confira outras vantagens a seguir!

 

Equipamentos otimizados

Os profissionais especializados da parceira contratada podem oferecer mais do que equipamentos de proteção como ancoragens fixas e móveis, guinchos, cordas, ventilação mecânica e detecção de gases. Eles compartilham seus conhecimentos sobre resgate em espaços confinados.

 

Customização do plano de resgate

Empresas especializadas no trabalho em espaços confinados, como a CONECT, sabem avaliar os contaminantes, atmosfera e ventilação da estrutura ou ambiente, orienta e customiza o plano de resgate, que não é encontrado pronto por aí. Ela se dedica exclusivamente para fornecer excelência no atendimento dos seus parceiros.

 

Capacitação prática

Os profissionais terceirizados com expertise neste assunto podem treinar a sua equipe para que a sua empresa atenda a todos os requisitos legais. Inclusive, fornecem capacitação prática, capaz de otimizar o salvamento e prevenir graves consequências para os colaboradores que atuam em área de risco. 

 

 

 

 

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