quinta-feira, 12 de março de 2026

 



 

DORT: O QUE SÃO, PRINCIPAIS SINTOMAS E MEDIDAS DE PREVENÇÃO

 

 


 

DORT é a sigla para Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho, um conjunto de lesões ou inflamações que afetam músculos, tendões, ligamentos, nervos e articulações. Essas alterações geralmente se desenvolvem de forma gradual, em consequência de atividades laborais realizadas de forma repetitiva ou com sobrecarga física.

Os sintomas de DORT podem surgir de forma lenta e muitas vezes são ignorados nas fases iniciais. Com o tempo, tendem a se intensificar e interferir nas atividades profissionais e nas tarefas do dia a dia. Os mais comuns incluem dor localizada ou difusa em músculos e articulações, sensação de formigamento ou dormência, rigidez muscular, e inchaço em determinadas regiões do corpo.

A prevenção desse distúrbio envolve uma combinação de medidas organizacionais, ergonômicas e educativas dentro das empresas. Quando aplicadas corretamente, essas ações ajudam a reduzir riscos ocupacionais e promovem melhores condições de trabalho. Entre as principais práticas preventivas estão pausas durante a jornada, revezamento de tarefas, treinamento em segurança do trabalho, e monitoramento da saúde ocupacional.

A ginástica laboral, por sua vez, é uma prática aplicada dentro do ambiente de trabalho com o objetivo de preparar o corpo para as atividades diárias e aliviar tensões acumuladas ao longo da jornada. Esses exercícios costumam ser rápidos, com duração média de 5 a 15 minutos, e podem incluir alongamentos musculares, exercícios de mobilidade articular, movimentos de relaxamento, e atividades leves de ativação muscular.

No artigo de hoje falaremos sobre o que é DORT, principais sintomas, diferenças entre LER e DORT, medidas de prevenção no ambiente de trabalho, e importância da ginástica laboral. Continue a leitura!

O que é DORT?

Trata-se de um conjunto de problemas que afetam músculos, tendões, nervos, ligamentos e articulações, geralmente provocados ou agravados pelas condições e pela forma como o trabalho é realizado.

Esses distúrbios costumam surgir quando o trabalhador permanece exposto por longos períodos a fatores como movimentos repetitivos, postura inadequada, esforço físico excessivo ou falta de pausas durante a jornada.

Ao longo do tempo, essas situações podem gerar sobrecarga nas estruturas do corpo, levando ao aparecimento de dores, inflamações e limitações de movimento. Entre as regiões mais afetadas estão pescoço, ombros, coluna, cotovelos, punhos, e mãos.

Os sintomas mais comuns incluem dor, formigamento, sensação de peso, rigidez muscular e diminuição da força, podendo evoluir gradualmente se não houver identificação e tratamento adequados.

Para a segurança do trabalho o DORT é considerado um problema de saúde ocupacional relevante, pois pode causar afastamentos, redução da capacidade de trabalho e impacto na qualidade de vida do trabalhador. Por isso, ações de ergonomia, pausas regulares, orientação postural e ginástica laboral são medidas frequentemente utilizadas para reduzir os riscos no ambiente profissional.

Quais os principais sintomas

Os sintomas de DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho) geralmente aparecem de forma gradual e podem se intensificar com a continuidade das atividades laborais. Muitas vezes os primeiros sinais são leves, mas, quando ignorados, podem evoluir e gerar limitações nas atividades diárias.

A seguir estão os sintomas mais comuns:

Dor muscular ou nas articulações - a dor é um dos sinais mais frequentes de DORT. Ela pode surgir em regiões como pescoço, ombros, punhos, mãos, cotovelos e coluna, especialmente após longos períodos de trabalho. No início, costuma aparecer apenas durante ou após a jornada, mas pode se tornar constante com o tempo.

Formigamento ou dormência - sensações de formigamento, dormência ou “agulhadas” nos braços, mãos ou dedos também são sintomas recorrentes. Esses sinais podem indicar compressão ou irritação de nervos causada por movimentos repetitivos ou posturas inadequadas.

Rigidez muscular - a rigidez ou sensação de músculos “travados” pode dificultar a realização de movimentos simples. Esse sintoma costuma ser percebido principalmente ao iniciar as atividades ou após permanecer muito tempo na mesma posição.

Inchaço ou inflamação - algumas regiões do corpo podem apresentar inchaço, sensibilidade ou calor local, indicando processos inflamatórios em tendões ou articulações.

Fraqueza muscular - a diminuição da força em braços ou mãos pode dificultar tarefas rotineiras, como segurar objetos, digitar ou realizar movimentos repetitivos no trabalho.

Sensação de peso ou fadiga nos membros - outro sintoma comum é a sensação de peso ou cansaço excessivo nos braços e ombros, mesmo após atividades que antes eram realizadas sem dificuldade.

Atenção aos sinais iniciais

Identificar esses sintomas no início é importante para evitar a evolução do problema. Quando percebidos precocemente, é possível adotar medidas como ajustes ergonômicos, pausas durante a jornada e exercícios de ginástica laboral, reduzindo o risco de agravamento dos distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho.

Diferenças entre LER e DORT

Embora os termos LER e DORT sejam frequentemente utilizados como sinônimos no ambiente corporativo, eles possuem diferenças conceituais dentro da área de segurança e saúde do trabalho. Entender essa distinção ajuda a compreender melhor a origem dos problemas musculoesqueléticos relacionados às atividades profissionais.

A Lesão por Esforço Repetitivo (LER) refere-se a um grupo de lesões causadas principalmente pela repetição contínua de movimentos durante a realização de determinadas tarefas. Esse termo começou a ser amplamente utilizado para descrever problemas de saúde que surgiam em trabalhadores expostos a atividades repetitivas, como:

·       Digitação constante

·       Montagem de peças em linhas de produção

·       Operação contínua de ferramentas

·       Movimentos repetitivos com mãos e punhos

O foco da LER está diretamente relacionado ao esforço repetitivo que provoca sobrecarga em músculos, tendões e articulações ao longo do tempo.

O que é DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho)

O termo DORT possui um significado mais amplo. Ele engloba diversos distúrbios musculoesqueléticos associados às condições de trabalho, não se limitando apenas à repetição de movimentos. Além da repetitividade, o DORT também pode estar ligado a fatores como:

·       Postura inadequada durante a jornada

·       Permanência prolongada na mesma posição

·       Uso excessivo de força

·       Falta de pausas para descanso

·       Mobiliário ou equipamentos sem adequação ergonômica

·       Ritmo intenso de trabalho

·       Principais diferenças entre LER e DORT

LER: refere-se especificamente às lesões causadas por movimentos repetitivos.

DORT: abrange um conjunto maior de distúrbios musculoesqueléticos relacionados às condições e à organização do trabalho.

Com a evolução dos estudos sobre saúde ocupacional, o termo DORT passou a ser adotado com maior frequência por profissionais de segurança do trabalho, pois representa melhor os diferentes fatores que podem afetar a saúde musculoesquelética dos trabalhadores.

Como prevenir DORT no ambiente de trabalho

prevenção dos Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) envolve práticas voltadas à ergonomia, organização das atividades e promoção da saúde ocupacional. Quando essas medidas são incorporadas à rotina da empresa, o ambiente de trabalho se torna mais seguro e reduz-se a exposição a fatores que causam sobrecarga muscular e articular.

A seguir estão algumas estratégias aplicadas na segurança do trabalho para reduzir o risco de DORT.

Adequação ergonômica do posto de trabalho

A ergonomia busca adaptar o ambiente às características físicas do trabalhador. Ajustar corretamente cadeiras, mesas, monitores, ferramentas e equipamentos reduz tensões musculares e favorece uma postura mais adequada durante a jornada.

Em atividades administrativas, por exemplo, a altura do monitor, o apoio para os braços e a posição do teclado influenciam diretamente na saúde de regiões como pescoço, ombros e punhos.

Pausas regulares durante a jornada

Intervalos ao longo do expediente ajudam a diminuir a sobrecarga causada por tarefas repetitivas ou pela permanência prolongada na mesma posição. Pequenas pausas permitem relaxar a musculatura e recuperar parte do esforço físico acumulado durante o trabalho.

Esses momentos também podem ser utilizados para alongamentos ou mudanças de postura.

Revezamento de atividades

A alternância de tarefas reduz a exposição contínua ao mesmo tipo de movimento ou esforço físico. Quando diferentes grupos musculares são utilizados ao longo da jornada, o risco de sobrecarga localizada tende a diminuir.

Essa prática é bastante utilizada em ambientes industriais e operacionais.

Treinamentos e orientações sobre postura

Programas de treinamento ajudam os trabalhadores a compreender os riscos relacionados à postura inadequada, ao uso incorreto de equipamentos e aos movimentos repetitivos. Com essa orientação, os colaboradores passam a adotar hábitos mais seguros durante a execução das atividades.

Essas ações fazem parte das iniciativas de educação em segurança e saúde no trabalho.

Implementação de ginástica laboral

A ginástica laboral consiste em exercícios rápidos realizados durante o expediente, com foco em alongamentos, mobilidade e relaxamento muscular. Essa prática auxilia na redução de tensões acumuladas e melhora a consciência corporal dos trabalhadores.

Quando aplicada de forma regular, a ginástica laboral ajuda a reduzir desconfortos físicos associados às atividades profissionais.

Avaliação ergonômica periódica

A análise ergonômica do trabalho permite identificar riscos relacionados à postura, organização das tarefas e condições do ambiente. A partir dessa avaliação, podem ser realizadas melhorias que favorecem a saúde musculoesquelética dos colaboradores.

Essa abordagem preventiva ajuda a manter um ambiente mais seguro e alinhado às boas práticas de saúde ocupacional.

Importância da ginástica laboral na prevenção

A ginástica laboral é uma prática aplicada no ambiente de trabalho com o objetivo de preparar o corpo para as atividades diárias, reduzir tensões musculares e estimular hábitos de postura mais adequados. Dentro dos programas de segurança e saúde no trabalho, essa atividade é utilizada como uma estratégia de prevenção de distúrbios musculoesqueléticos, como os DORT.

Os exercícios são realizados durante a jornada de trabalho e costumam ter curta duração, variando entre 5 e 15 minutos. Mesmo sendo rápidos, esses momentos de pausa ativa ajudam a aliviar o desgaste físico provocado por tarefas repetitivas ou pela permanência prolongada na mesma posição.

Quando integrada aos programas de ergonomia e saúde ocupacional, a ginástica laboral atua como uma medida preventiva contra problemas musculoesqueléticos relacionados às atividades profissionais. Aliada a práticas como ajustes ergonômicos, pausas regulares e orientações sobre postura, essa atividade ajuda a reduzir o risco de DORT e promove melhores condições de trabalho para os colaboradores.

Conclusão

Os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho representam uma das condições mais recorrentes dentro da saúde ocupacional, especialmente em atividades que envolvem repetição de movimentos, esforço físico ou posturas inadequadas. Compreender o que é DORT e reconhecer seus principais sintomas permite identificar sinais precoces que indicam sobrecarga no sistema musculoesquelético. Esse entendimento também ajuda a diferenciar o conceito de DORT da LER, ampliando a percepção sobre os diversos fatores presentes no ambiente de trabalho que podem desencadear esses distúrbios.

Medidas como adequação ergonômica dos postos de trabalho, pausas regulares durante a jornada, rotação de atividades e orientações sobre postura ajudam a reduzir a exposição a fatores de risco ocupacionais. Quando essas práticas são incorporadas à rotina organizacional, torna-se possível melhorar as condições de trabalho e diminuir a incidência de desconfortos físicos relacionados às atividades profissionais.

Nesse conjunto de ações preventivas, a ginástica laboral se destaca como uma prática que favorece a movimentação do corpo durante o expediente, ajudando a aliviar tensões musculares e estimular hábitos posturais mais adequados. Ao ser integrada a programas de ergonomia e saúde ocupacional, essa atividade fortalece a prevenção de DORT e promove maior cuidado com o bem-estar dos trabalhadores. Dessa forma, empresas que investem em práticas preventivas tendem a construir ambientes de trabalho mais seguros e equilibrados.

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ERGONOMIA E PRODUTIVIDADE NO AMBIENTE DE TRABALHO

 

 


 

A Ergonomia tem como principal objetivo adaptar o trabalho ao ser humano, garantindo conforto, segurança e eficiência na execução das atividades. Para isso, a organização deve avaliar cuidadosamente o layout dos setores, o posicionamento de máquinas e equipamentos, e a forma como cada tarefa é realizada.

Nos últimos anos, pesquisas conduzidas por departamentos de Recursos Humanos e profissionais de Saúde e Segurança do Trabalho mostram que equipes que se sentem valorizadas, seguras e amparadas por um bom clima organizacional tendem a apresentar performance superior. Isso acontece porque a Ergonomia reduz desconfortos físicos, diminui a fadiga e melhora a concentração durante a jornada. Em outras palavras, um ambiente ergonomicamente adequado aumenta a produtividade e reduz os riscos de acidentes e adoecimentos ocupacionais.

Especialistas, incluindo Técnicos e Engenheiros de Segurança, bem como Médicos do Trabalho, reforçam que a qualidade de vida no ambiente laboral é um dos fatores determinantes para o desempenho profissional. Colaboradores que trabalham sem dor, sem sobrecarga física ou emocional, e com ferramentas adequadas desempenham suas funções com mais confiança, tranquilidade e assertividade.

Mas afinal, qual a relação entre Ergonomia e produtividade? A resposta está diretamente ligada à saúde, ao bem-estar e ao desempenho dos colaboradores. Continue lendo para entender como esse conceito impacta a rotina da sua empresa.

O que é Ergonomia?

A Ergonomia é uma ciência que estuda as condições de trabalho com o objetivo de promover saúde, segurança, conforto e eficiência. Ela analisa o comportamento humano em interação com máquinas, ferramentas, mobiliários e processos. Além de identificar riscos, também propõe melhorias concretas para que o ambiente esteja alinhado às capacidades físicas e cognitivas do trabalhador.

No Brasil, as diretrizes obrigatórias de Ergonomia são regulamentadas pela NR 17, que estabelece parâmetros mínimos para adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos colaboradores. A norma exige que as empresas apresentem a Análise Ergonômica do Trabalho (AET), documento técnico que avalia riscos e define ações de correção, prevenção e monitoramento contínuo.

Quais são os tipos de Ergonomia?

A Ergonomia é dividida em três principais áreas:

Ergonomia Física: analisa a postura, movimentos repetitivos, esforços, levantamentos de carga, antropometria e condições ambientais.

Ergonomia Cognitiva: estuda processos mentais como atenção, memória, tomada de decisão e carga de trabalho mental.

Ergonomia Organizacional: envolve a gestão do trabalho, comunicação interna, cultura organizacional, divisão de tarefas e fluxos operacionais.

Essa divisão permite que o profissional de SST (Técnico, Engenheiro ou Médico do Trabalho) faça uma avaliação mais completa e precisa das necessidades da empresa.

O que é analisado pela Ergonomia?

Postura adotada em cada atividade

Movimentos repetitivos e ritmo de trabalho

Manuseio correto de máquinas, equipamentos e ferramentas

Configuração do posto de trabalho (cadeiras, mesas, bancadas, iluminância, ruído etc.)

Condições ambientais (temperatura, vibração, iluminação)

Saúde física e mental do trabalhador

Fluxo produtivo e aspectos organizacionais

Essa análise permite identificar fatores de risco, propor melhorias e acompanhar os resultados ao longo do tempo, garantindo conformidade com a legislação e bem-estar aos colaboradores.

Problemas relacionados à ausência de Ergonomia

A falta de Ergonomia pode levar ao desenvolvimento de diversos distúrbios osteomusculares e problemas de saúde, como:

·       Dor nas costas

·       Lombalgia

·       Hérnia de disco

·       Tendinites e LER/DORT

·       Dor ciática

·       Cefaleias tensionais

·       Distúrbios de sono e estresse ocupacional

Essas condições, além de comprometerem a qualidade de vida, aumentam o número de afastamentos, reduzem a produtividade e geram custos elevados para a empresa.

Quais os benefícios da Ergonomia?

Reduz a rotatividade de funcionários

Diminui afastamentos por doenças ocupacionais

Melhora a qualidade de vida do trabalhador

Eleva a produtividade e a eficiência operacional

Fortalece a imagem da organização

Reduz riscos de acidentes e lesões

Gera maior satisfação e engajamento das equipes

Ao implantar medidas ergonômicas adequadas, a empresa consegue equilibrar saúde, desempenho e produtividade, mantendo um ambiente mais seguro e humanizado.

Qual a relação entre ergonomia e produtividade?

Como dito anteriormente, a Ergonomia influencia diretamente a produtividade. Trabalhadores que percebem um ambiente seguro, confortável e bem planejado tendem a focar mais em suas tarefas, cometer menos erros e apresentar resultados superiores. Além disso, quando há menor desgaste físico e cognitivo, a motivação aumenta, reduzindo a intenção de trocar de emprego e diminuindo a rotatividade.

Para o Técnico e o Engenheiro de Segurança, isso significa menos acidentes e mais eficiência no processo produtivo. Para o Médico do Trabalho, significa menos adoecimentos e melhor saúde ocupacional. Para a empresa, significa maior competitividade, cumprimento das NRs e melhoria contínua.

Conclusão

A Ergonomia se consolida como uma das principais ferramentas para melhorar a qualidade de vida no trabalho e fortalecer a segurança ocupacional. Ao adaptar o ambiente às capacidades do trabalhador, ela reduz esforços desnecessários, previne lesões e diminui o desgaste físico e mental. Essa abordagem integrada contribui para processos mais seguros e eficientes. O resultado é um ambiente produtivo e alinhado às exigências das normas regulamentadoras.

Além disso, a aplicação correta da Ergonomia favorece a saúde do colaborador, impactando diretamente a motivação e o engajamento nas tarefas diárias. Trabalhadores que se sentem confortáveis e protegidos tendem a executar suas funções com mais foco e precisão. Essa percepção positiva do ambiente de trabalho fortalece o vínculo com a organização. Consequentemente, há redução de afastamentos e maior estabilidade operacional.

A integração entre Técnico de Segurança, Engenheiro de Segurança e Médico do Trabalho otimiza ainda mais os efeitos da Ergonomia. Essa equipe multidisciplinar garante análises mais completas, intervenções mais eficazes e acompanhamento contínuo das melhorias implementadas. Com isso, a empresa consegue identificar riscos de forma antecipada e propor soluções alinhadas às necessidades reais da operação. Esse trabalho conjunto eleva o nível de segurança e desempenho.

Por fim, organizações que adotam práticas ergonômicas reduzem custos, aumentam a eficiência e fortalecem sua imagem. Além de transformar o ambiente de trabalho num espaço mais seguro, produtivo e sustentável.

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quarta-feira, 11 de março de 2026

 



 

TREINAMENTO DE SEGURANÇA DO TRABALHO: O QUE SÃO, QUAIS OS TIPOS E BENEFÍCIOS

 

 


 

O treinamento de segurança do trabalho já existe na sua empresa? Você sabia que alguns deles são obrigatórios? Se você não conhece ou não sabe a importância, então este conteúdo foi pensado para você!

 

O treinamento de segurança mantém os funcionários conscientes de seus direitos e deveres, além de diminuir os riscos de acidentes de trabalho, promover a qualidade de vida no ambiente laboral e garantir o bom funcionamento da empresa.

No entanto, ainda hoje muitas organizações não dão a devida atenção à segurança do trabalho e às Normas Regulamentadoras (NRs), o que deixa os profissionais vulneráveis e expostos à riscos.

O problema é tão sério que alguns artigos apontam que, no Brasil, uma pessoa morre a cada 3 horas e 40 minutos por acidente de trabalho. 

Para contribuir com a difusão do tema, preparamos este conteúdo. Aqui você vai aprender o que é o treinamento de segurança do trabalho, quais as principais NRs e quais as empresas são obrigadas a oferecer.

Além disso, vai conhecer 4 opções incríveis de cursos gratuitos sobre NR10, NR12, NR35 e um curso completo sobre segurança do trabalho. Leia este texto e tire todas as suas dúvidas sobre Treinamento de Segurança do Trabalho!

 

O que é treinamento de segurança do trabalho?

Os treinamentos de segurança do trabalho objetivam orientar os funcionários e fornecedores da empresa a realizar suas funções de forma segura e adequada, a fim de evitar possíveis acidentes de trabalho e doenças ocupacionais.

Os treinamentos podem ser realizados de diversas maneiras, como workshops, dinâmicas e até mesmo por meio da distribuição de conteúdo sobre segurança do trabalho em forma de folhetim ou online. 

Os temas podem ser abordados de diversas maneiras, visando sempre o melhor entendimento dos trabalhadores e características do tema em questão.

Vale lembrar que a segurança do trabalho é obrigatória e deve seguir as Normas Regulamentadoras (NRs) que definem quais as formas de lidar com os riscos que os trabalhadores são submetidos. 

Algumas empresas ainda acham que os treinamentos de segurança do trabalho são apenas burocracia, que podem ser dispensados ou feitos de qualquer forma. Porém isso pode prejudicar tanto os funcionários, quanto o empregador. 

 

Quais os treinamentos de segurança do trabalho são obrigatórios?

Atualmente, existem 37 Normas Regulamentadoras (NR’s), mas somente 35 delas estão em vigor (a NR-2 e a NR-27 foram revogadas).

Além disso, somente 3 NR’s são obrigatórias para todas as empresas, independentemente do setor que atua. São elas:

NR 1 – Disposições gerais: determina que as NR’s sobre segurança e medicina do trabalho devem ser cumpridas por todas as empresas (públicas e privadas) que possuem trabalhadores em regime de Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

NR 5 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA): trata da obrigatoriedade de estabelecer uma CIPA em todas as empresas que possuem algum grau de risco e mais de 20 funcionários em regime CLT.

NR 7 – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO): estipula que as empresas devem realizar exames médicos obrigatórios em seus empregados (admissional, periódico, retorno ao trabalho, demissional etc.), além dos exames complementares em função do risco que o trabalho pode gerar.

No total, 14 NR’s exigem algum tipo de treinamento. Portanto, 11 destas dependem se o setor exige ou não essa NR.

As 11 NR’s que são obrigatórios para setores específicos são:

NR 6 – Treinamento para o uso de Equipamentos Individuais de Segurança (EPI);   

NR 10 – Treinamento para Segurança em Instalações e Serviços Elétricos;  

NR 11 – Treinamento para Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais;   

NR 12 – Treinamento de Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos;  

NR 13 – Treinamento para Caldeira, Vasos de Pressão e Tubulação;  

NR 18 – Treinamento para Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção;  

NR 20 – Treinamento para Segurança e Saúde no Trabalho com Inflamáveis e Combustíveis;  

NR 23 – Treinamento para Proteção Contra Incêndios; 

NR 33 – Treinamento para Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados;   

NR 35 – Treinamento para Trabalhos em Altura;  

NR 36 – Treinamento para Segurança e Saúde no Trabalho em Empresas de Abate e Processamento de Carnes e Derivados.  

 

Ainda que os nomes das NR’s sejam autoexplicativos, é importante ler todas diretrizes, a fim de conhecer as exigências.

A NR6, por exemplo, é obrigatória para trabalhadores que precisam utilizar algum tipo de EPI. Já a NR10 é obrigatória para profissionais que trabalham, direta ou indiretamente, com instalações elétricas ou com serviços que envolvam eletricidade. E, assim, cada NR’s apresenta suas especificações.

Os treinamentos podem ser realizados de várias maneiras: EAD, semipresencial e totalmente presencial. Isso pode ser avaliado de acordo com o tipo de norma.

Para conhecer todas as Normas Regulamentadoras, você pode acessar o nosso blog completo sobre o assunto clicando no link.

 

Tipos de Treinamentos de Segurança do Trabalho

Existem diversos tipos de treinamentos de segurança que podem ser realizados e a escolha do tipo de treinamento depende do objetivo em questão.

 

Conheça agora os 5 tipos mais populares que têm a função de atender a premissas básicas quanto à segurança do trabalho e o melhor desenvolvimento das atividades laborais: 

Integração

O treinamento de segurança do trabalho de integração é realizado assim que o funcionário entra na empresa. Ele tem o objetivo de facilitar o entendimento das NRs e possibilitar que o funcionário compreenda o funcionamento da empresa e dos equipamentos que terá acesso. 

 

Entenda mais assistindo ao vídeo do Thiago Santos Machado:

Conscientização 

Este tipo de treinamento é feito para incentivar os colaborares a seguirem as regras de segurança do trabalho e garantir que as NR’s sejam seguidas. Ela pode ser feita através de palestras, documentários ou casos reais. 

Análise de Riscos 

Este treinamento tem como objetivo possibilitar que os funcionários conheçam e possam prever os riscos. Ele deve incluir técnicas para o acompanhamento de riscos e a prevenção de acidentes.

Prevenção

Este treinamento serve para criar nos funcionários uma cultura de prevenção. Garantindo que os colaboradores conheçam as NR’s e saibam quais atitudes tomar em cada caso.

Ergonomia

Neste treinamento o funcionário deve conhecer as posturas corporais corretas para cada tipo de função realizada. Podendo evitar as chamadas Lesões por Esforço Repetitivo e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho.

Benefícios dos Treinamentos de Segurança do Trabalho

Os treinamentos de segurança são obrigatórios para as empresas e ajudam a reduzir os riscos. Mas, além disso, existem alguns benefícios para o empregador que são: 

A falta de treinamentos gera inseguranças nos trabalhadores e um ambiente perigoso e mais propício a acidentes. 

Quando a empresa oferece este treinamento, gera um ambiente saudável e de confiança, aumentando a motivação dos funcionários.

Diminuição do número de acidente

Quando se oferece um treinamento adequado, o número de acidentes diminui, garantindo que a empresa tenha menos funcionários afastados e, consequentemente, menos atrasos. 

Além disso, quando se tem muitos acidentes de trabalho, possivelmente haverá maiores custos.

 

 

 

 

 

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PRODUTOS QUÍMICOS PERIGOSOS

 

 


 

Produtos químicos perigosos podem ser sólidos, líquidos ou gases; podendo ser uma substância pura, composta por um ingrediente ou uma mistura de substâncias.

Têm origem biológica, química ou radiológica em sua composição e que representam algum risco aos seres vivos ou ao meio ambiente.

Todos os dias as pessoas são expostas a uma variedade de atividades ou produtos que, sob certas circunstâncias, podem causar danos à saúde.

É importante entender que tudo ao nosso redor, incluindo todo o corpo humano e tudo o que comemos e bebemos, é inteiramente composto de produtos químicos.

A chance real de danos causados ​​pela exposição a um ingrediente químico depende de vários fatores, inclusive quanto do ingrediente químico está em um produto, como o produto é usado, e que tipo de exposição ao produto químico normalmente ocorre ao usar um produto que contém o produto químico.

 

Definição de risco químico

Sempre que estamos expostos a algum produto químico, há um potencial de dano; seja na empresa onde trabalhamos, em casa realizando tarefas doméstica ou até mesmo durante o lazer.

Esse potencial de dano pode ser chamado de “risco químico”.

Risco é a possibilidade de um dano resultante de uma determinada exposição a uma substância química, sob condições específicas.

A exposição descreve a quantidade e a frequência com que uma substância química entra em contato com uma pessoa, grupo de pessoas ou o meio ambiente.

·       O risco associado a um produto químico depende de:

·       Qual é o produto químico específico;

·       Com que produto químico é misturado, se houver;

·       A proporção relativa do produto químico, se estiver em uma mistura ou solução com outras substâncias e produtos químicos;

 

Tipos de riscos químicos

Os riscos químicos incluem:

·       Irritantes da pele;

·       Cancerígenos;

·       Sensibilizadores respiratórios.

Os riscos físico-químicos incluem:

·       Explosões químicas e fogo;

·       Corrosão;

·       Reações químicas.

Esses riscos geralmente resultam das propriedades físicas e químicas de uma substância.

Grupos de riscos químicos

As embalagens de produtos químicos perigosos devem conter selos que indique em qual grupo de risco o produto está enquadrado, especificação de risco e o número do produto.

Os riscos químicos são agrupados em nove classes, que são:

·       Líquidos inflamáveis;

·       Sólidos Inflamáveis;

·       Corrosivos;

·       Explosivos;

·       Substâncias oxidantes;

·       Gases comprimidos;

·       Substâncias tóxicas e infectantes;

·       Substâncias radioativas;

·       Diversos.

 

Classificando produtos químicos perigosos

Os produtos químicos perigosos podem ser classificados de acordo com a sua classe de perigo, sendo estas:

·       Perigo físico;

·       Perigo à saúde e;

·       Perigo ao meio ambiente.

 

Identificando produtos químicos perigosos

Nem sempre é possível identificar um produto perigoso, podendo inclusive ser necessário a atuação de um técnico para determinar sua gravidade, principalmente se o produto estiver fora de sua embalagem de fábrica, a qual deve conter as indicações técnicas.

Isso é comum acontecer devido ao descarte inadequado ou acidentes envolvendo derramamento, onde as pessoas têm contato com o produto sem ter conhecimento dos riscos envolvidos.

Na impossibilidade de identificar produtos químicos como sendo perigosos, o ideal é evitar qualquer contato com a substância desconhecida.

 

Danos potenciais à saúde

Acidentes ou uso incorreto de produtos químicos, inclusive os domésticos, podem causar efeitos imediatos à saúde, como irritação ou queimadura na pele, nos olhos ou envenenamento.

Também pode haver efeitos a longo prazo à saúde, que geralmente resultam da exposição a certos produtos químicos por um longo período de tempo.

Dependendo do produto químico, esses efeitos na saúde a longo prazo podem incluir:

·       Dano de algum órgão;

·       Enfraquecimento do sistema imunológico;

·       Desenvolvimento de alergias ou asma;

·       Problemas reprodutivos e defeitos congênitos;

·       Efeitos no desenvolvimento mental, intelectual ou físico das crianças;

·       Câncer;

 

Medidas preventivas contra riscos químicos

Como mencionado anteriormente, a exposição a produtos químicos perigosos pode afetar seriamente a saúde.

No entanto, se forem tomadas as devidas precauções, esses produtos químicos podem ser manuseados com segurança.

Podemos citar como medidas preventivas as seguintes:

·       Treinamento sobre os riscos e procedimentos;

·       Autorização de trabalho;

·       Definir procedimentos de higiene;

·       Usar EPI necessário e de forma correta;

·       Adoção e EPC;

·       Avisar supervisores sobre algo que pareça errado;

·       Ler a FISPQ do produto químico, etc.

·       Medidas que devem ser adotadas;

·       Avaliações quantitativa no ambiente de trabalho;

·       Ventilação do local de trabalho;

·       Cabines com sistema de exautão;

·       Procedimentos de emergência;

·       Descontaminação do ambiente;

 

FISPQ – Ficha de Informação de Produtos Químicos

Todos os produtos químicos possuem obrigatoriamente suas respectivas FISPQ, conforme ABNT-NBR14725:2009.

Você deve sempre seguir as instruções de saúde e segurança sobre o uso de um produto químico perigoso.

Leia sempre a ficha de segurança, denominada FISPQ, antes de usar produtos químicos perigosos pela primeira vez ou sempre que tiver dúvidas sobre os riscos ou as precauções necessárias a serem tomadas.

 

Nesta ficha deve conter as seguintes informações:

·       Identificação da empresa e do produto;

·       Identificação de perigos;

·       Composição e informações sobre os ingredientes;

·       Medidas de primeiros socorros;

·       Medidas de prevenção e combate a incêndios;

·       Medidas de controle para derramamentos ou vazamento;

·       Manuseio e armazenamento;

·       Controle de exposição e proteção individual;

·       Propriedades físico-químicas;

·       Informações toxicológicas;

·       Informações ecológicas;

·       Considerações sobre tratamento e disposição;

·       Informações sobre transporte, etc…

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