sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

 



 

INDENIZAÇÃO POR ACIDENTE DE TRABALHO: QUANDO DEVE SER PAGA?

 

 


 

As obrigações de uma empresa em caso de acidente de trabalho são diversas. Elas vão desde a comunicação imediata do ocorrido até a garantia de segurança e saúde no ambiente de trabalho. Além disso, o empregador deve oferecer a assistência necessária ao trabalhador acidentado e garantir seu retorno seguro ao trabalho.

Essas medidas visam reparar os danos causados pelos incidentes e prevenir que novas situações semelhantes ocorram. A indenização por acidente de trabalho geralmente é paga após a determinação da responsabilidade do empregador e pode envolver múltiplas formas de reparação. Os prazos dependem do processo judicial ou do acordo entre as partes.

Neste conteúdo, vamos explicar quando a indenização por acidente de trabalho acontece e quais são as obrigações da empresa nesse sentido. Confira! 

 

Leis e regulamentações

A indenização por acidente de trabalho é regida por uma combinação de leis e regulamentações, que visam proteger os direitos dos trabalhadores em caso de acidentes durante o exercício de suas funções.

Veja a seguir as principais legislações vigentes e aplicáveis para a proteção dos empregadores e dos seus colaboradores!

 

Constituição Federal

A Constituição Federal Brasileira garante em seu Artigo 7º, inciso XXVIII, o direito à indenização em caso de acidente de trabalho. Ela estabelece que o empregador é responsável pelos danos causados em caso de dolo ou culpa, além do direito do trabalhador ao seguro contra acidentes de trabalho, financiado pela empresa.

 

Decreto-Lei nº 5.452/1943

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) regulamenta a proteção ao trabalhador, especificando direitos e deveres das partes envolvidas no contrato de trabalho.

No caso de acidentes de trajeto ou de trabalho, a CLT estabelece normas sobre a Comunicação do Acidente de Trabalho (CAT), a estabilidade do empregado e outros aspectos do vínculo empregatício relacionados aos incidentes.

 

Lei nº 8.213/1991

Esta lei dispõe sobre o Plano de Benefícios da Previdência Social, por exemplo, auxílio-doença, aposentadoria por invalidez e pensão por morte decorrente de acidente de trabalho.

O Artigo 19 define o acidente de trabalho e suas consequências, enquanto o seu Artigo 118 garante estabilidade de 12 meses após o retorno do empregado afastado.

 

Lei nº 10.406/2002

O Código Civil de 2002 também é aplicável em casos de indenização por acidente de trabalho quando há comprovação de culpa ou dolo do empregador. Ele regulamenta as obrigações de reparação por danos materiais, morais e estéticos que incidem nas mais diversas áreas, inclusive nas questões trabalhistas.

 

Normas Regulamentadoras (NR’s)

As NRs, estabelecidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), são normas técnicas que determinam condições de segurança do trabalho. A NR-7 aborda o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e a NR-9 trata do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA). Essas normas são fundamentais para prevenir acidentes de trabalho.

 

Indenização por acidente de trabalho: quando deve ser paga?

A indenização por acidente de trabalho deve ser paga quando há a comprovação de que o acidente ocorreu em razão de uma falha ou negligência do empregador. Outra situação que enseja o pagamento de danos é a ocorrência ser decorrente de condições inseguras no ambiente de trabalho.

 

Obrigação do empregador

Quando o empregador tem responsabilidade comprovada no acidente, seja por negligência, imprudência ou imperícia, a indenização pode englobar danos materiais. Isso inclui despesas médicas, perda de capacidade laboral, entre outros custos comprovados.

Os danos morais, por sua vez, deverão ser pagos sempre que o acidente gerar sofrimento emocional, psicológico ou dano à dignidade do trabalhador. Já os danos estéticos são considerados quando o empregado sofre alterações na aparência física como resultado do acidente de trabalho.

 

Prazos de pagamento

O prazo para pagamento da indenização vai depender do trânsito em julgado de uma decisão judicial. Em caso de acordo extrajudicial, o prazo será aquele acordado entre as partes. Caso não haja acordo e o trabalhador mova uma ação judicial, a quitação só ocorre após a decisão final do Tribunal Regional do Trabalho, que pode levar meses ou anos.

 

Benefícios do INSS

O INSS oferece uma série de benefícios ao trabalhador, como auxílio-doença, aposentadoria por invalidez ou pensão por morte, conforme cada caso específico.

O colaborador recebe o auxílio a partir do 16º dia de afastamento, sendo que os primeiros 15 dias são pagos pela empresa. Esses pagamentos, no entanto, não são considerados indenização, mas sim uma compensação previdenciária. 

 

Obrigações da empresa

A empresa é obrigada a emitir a CAT imediatamente após o acidente, independentemente de o empregado ter se afastado ou não. Caso o empregador não faça a comunicação, o trabalhador ou seus dependentes podem registrar a CAT. A omissão do envio da CAT pode gerar multas para a empresa. Confira adiante outras obrigações relevantes!

 

Garantir assistência médica

O empregador deve assegurar que o trabalhador receba assistência médica imediata. Isso inclui o encaminhamento a um hospital ou outro estabelecimento de saúde, bem como a realização dos exames e tratamentos necessários para a sua recuperação.

A empresa também deve garantir que o trabalhador tenha todos os documentos necessários para requerer benefícios previdenciários.

 

Prevenção de acidentes

A empresa deve adotar medidas de prevenção de acidentes, conforme as Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego (TEM).

Empresas com mais de 20 funcionários devem instituir a CIPA, que tem a função de prevenir acidentes e doenças decorrentes do trabalho. Por outro lado, dependendo do grau de risco da atividade, precisa ter equipes de segurança no trabalho.

 

Fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s)

As organizações empresariais são responsáveis por fornecer os EPI’s adequados, de acordo com a NR-6, e fiscalizar seu uso correto. Se um acidente resultar em incapacidade parcial ou total para o trabalho, a empresa deve colaborar com a reabilitação profissional do empregado, promovendo sua readaptação.

 

Processo de indenização por acidente de trabalho

A ação de indenização por acidente de trabalho envolve algumas etapas essenciais, que podem ocorrer tanto na esfera administrativa quanto na judicial. Esse processo judicial segue as etapas comuns de uma ação civil, incluindo a coleta de provas, audiências, e, em caso de condenação, a execução até o devido pagamento da indenização.

No processo de indenização, o trabalhador deve demonstrar que o empregador teve culpa no acidente. Isso pode incluir condições de trabalho inseguras, não cumprimento de normas de segurança e falta de EPI’s, por exemplo. Se o trabalhador conseguir provar a responsabilidade do empregador, o juiz poderá condenar a empresa ao pagamento de indenizações.

Depois do trânsito em julgado da decisão definitiva, a empresa é obrigada a pagar a indenização. Caso não pague espontaneamente, o trabalhador pode entrar com um processo de execução para garantir o cumprimento da sentença. Entretanto, o empregador e o colaborador podem optar por um acordo extrajudicial que precisará ser homologado pela Justiça do Trabalho para ter validade jurídica.

 

Estratégias de mitigação de riscos

As principais estratégias de mitigação incluem identificação e avaliação de riscos. É importante realizar inspeções regulares para identificar áreas de perigo e entender os riscos associados a diferentes tarefas.

A avaliação antecipada das atividades permite a implementação de medidas preventivas, bem como a realização de simulações para preparar os trabalhadores para situações de emergência.

Entendeu quando a indenização por acidente de trabalho deve ser paga? Garanta que a alta gestão promova ativamente a segurança no trabalho, invista em medidas preventivas e construa uma cultura de segurança apropriada. Estabeleça canais de comunicação para que os colaboradores possam reportar riscos e sugerir melhorias de segurança.

Ainda tem dúvidas sobre o tema ou quer deixar uma sugestão? Registre aqui o seu comentário!

 

 

 

 

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COMO PLANEJAR UMA ENGENHARIA CONTRA INCÊNDIO NA EMPRESA?

 

 


 

Planejar a engenharia contra incêndio na empresa não se resume a seguir exigências legais, pois é preciso criar um ambiente mais seguro e preparado para imprevistos. Esse tipo de planejamento envolve diversas etapas, como a análise de riscos e a escolha das melhores soluções técnicas, sempre levando em conta as características de cada espaço.

Com tudo isso, é possível garantir que as medidas de prevenção e combate a incêndios reduzam os riscos de danos e perdas e estejam sempre atualizadas. Mas a pergunta é: como fazer um bom planejamento de todas essas fases na sua empresa? Continue lendo para descobrir as melhores práticas e inovações no campo da engenharia contra incêndio!

 

O que é engenharia contra incêndio?

A engenharia contra incêndio é o campo responsável pelo desenvolvimento de métodos e sistemas de prevenção, detecção e combate a incêndios. Para isso, ela estuda as características dos materiais, o comportamento do fogo e os mecanismos de controle, sempre com base em normas técnicas e científicas.

Desse modo, essa área envolve o planejamento cuidadoso de edificações e processos, levando em consideração desde a arquitetura até a escolha dos equipamentos de proteção. Tudo é pensado para evitar a propagação do fogo e minimizar danos, com foco em eficiência e segurança.

 

Qual o papel da engenharia contra incêndio?

Proteger ambientes contraexplosões exige mais do que a instalação de equipamentos. O papel da engenharia contra incêndio é justamente criar um conjunto de soluções para prevenir o surgimento de focos de fogo e, caso ocorram, contê-los rapidamente.

Nesse sentido, ela planeja cada detalhe para garantir que sistemas como alarmes, sprinklers e rotas de evacuação estejam integrados e prontos para funcionar sem falhas. Assim, a segurança do espaço e das pessoas é priorizada, com redução de danos e aumento da chance de resposta rápida em qualquer situação.

 

Como planejar a engenharia contra incêndio?

Como comentamos no início, o planejamento envolve uma série de etapas para que as soluções adotadas sejam adequadas às necessidades do ambiente. A seguir, entenda melhor cada uma.

 

Análise de risco

O primeiro passo é entender os perigos específicos de cada ambiente. A avaliação de riscos identifica os pontos mais vulneráveis da empresa, considerando fatores como materiais inflamáveis, sistemas elétricos e circulação de pessoas. Esse estudo aponta quais áreas precisam de mais atenção e quais medidas preventivas devem ser adotadas.

Inclusive, essa etapa permite prever possíveis cenários de emergência, orientando as decisões sobre os equipamentos e os sistemas de proteção mais adequados para minimizar os riscos e aumentar a segurança do local.

 

Verificação das soluções técnicas

Identificados os riscos, a próxima etapa é analisar quais tecnologias e equipamentos são mais adequados para o tipo de ambiente e o nível de perigo encontrado. Sistemas de alarme, sprinklers automáticos, extintores e rotas de fuga devem ser revisados, sempre considerando as normas de segurança aplicáveis.

Também é preciso se certificar de que todos os dispositivos estejam em perfeito funcionamento, integrados e prontos para uso imediato em caso de emergência. Esse processo ajuda a assegurar que cada solução funcione de forma eficaz e atenda às necessidades específicas do local.

 

Integração de sistemas de proteção

A integração dos sistemas de proteção garante que todos os dispositivos ajam em sincronia. Ou seja, alarmes, sprinklers e extintores precisam estar conectados para responder rapidamente a qualquer foco de incêndio. Quando um alarme é ativado, os outros equipamentos devem entrar em ação sem atraso para evitar que o fogo se espalhe.

Essa comunicação entre as tecnologias viabiliza uma resposta mais rápida e eficiente, além de aumentar a proteção do ambiente e das pessoas. Assim, todos os mecanismos são acionados na hora certa, reduzindo os danos e trazendo mais segurança em situações de emergência.

 

Instalação de sistemas contra incêndio

A instalação dos sistemas contra incêndio é a fase que coloca em prática todo o planejamento feito até aqui. Nessa etapa, é preciso posicionar alarmes, sprinklers, extintores e detectores de fumaça nos locais mais estratégicos da empresa, para que cubram todas as áreas de risco.

Lembrando que a instalação deve seguir as normas técnicas, a fim de assegurar que cada equipamento funcione corretamente e esteja pronto para ser acionado em situações de emergência.

 

Treinamentos de colaboradores

É preciso preparar a equipe para responder com rapidez e segurança diante de episódios emergenciais. Durante os treinamentos, os funcionários aprendem a usar corretamente os equipamentos de combate a incêndio, além de conhecerem as rotas de evacuação e os procedimentos a serem seguidos em caso de alerta.

Realizar simulações frequentes ajuda a reforçar esse conhecimento, garantindo que todos saibam exatamente o que fazer. Com uma equipe bem treinada, o controle do incêndio acontece de forma mais ágil, com menos riscos e maior proteção das pessoas e das instalações.

 

Quais as tecnologias em engenharia contra incêndio?

As tecnologias aplicadas à engenharia contra incêndio estão cada vez mais eficientes na prevenção e no combate ao fogo. Essas inovações permitem que as empresas monitorem riscos em tempo real e acionem sistemas de proteção com rapidez. Ainda, a integração entre diferentes dispositivos garante que tudo funcione de maneira coordenada.

 

Algumas das principais soluções são:

·       sistemas de alarme inteligentes — detectam fumaça, calor ou gases perigosos com alta precisão, evitando falsos alarmes;

·       sprinklers automáticos avançados — ativados automaticamente quando a temperatura ambiente atinge um nível crítico, liberando água para conter as chamas;

·       sensores de fumaça e gás — identificam riscos antes que o incêndio comece e, assim, possibilitam ações preventivas;

·       câmeras térmicas — capazes de identificar pontos de calor invisíveis a olho nu, prevenindo a propagação;

·       sistemas de controle remoto — permitem o monitoramento e a ativação dos equipamentos à distância para uma ação rápida;

·       software de monitoramento — integra todos os sistemas e envia alertas em tempo real, o que facilita a gestão e a segurança do local.

Investir no planejamento de engenharia contra incêndio é uma das decisões mais importantes para a segurança da sua empresa. As tecnologias avançadas e o treinamento adequado da equipe tornam o ambiente muito mais seguro e preparado para emergências. Basta seguir cada etapa desse processo com atenção.

 

 

 

 

 

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

 



 

APRENDA AS MELHORES TÉCNICAS DE RESGATE EM ESPAÇO CONFINADO

 

 


 

Algumas práticas laborais exigem treinamento específico, perícia e prudência extras na hora de executar as atividades, sob pena de colocarem em risco a saúde e a vida do funcionário. Esse é o caso do resgate em espaços confinados. Tal ambiente não foi planejado para o trabalho permanente e contínuo, por isso requer condições e orientações especiais.

A Norma Regulamentadora, NR 33 e a NBR 16.577/2017 trazem maiores detalhes sobre o assunto. Os perigos das atividades nessas condições são alarmantes, motivam atenção às melhores técnicas de resgate em espaço confinado, a fim de evitar acidentes e fatalidades. Neste post, vamos trazer mais informações sobre como funcionam os treinamentos e a sua importância deles.

Quer saber mais sobre técnicas e equipamentos utilizados nesses ambientes? Continue a leitura e entenda melhor o assunto!

 

O que é a norma regulamentadora 33?

Trata- se de uma norma que trata especificamente da segurança dos trabalhadores em espaço confinado. O mapeamento de riscos desse tipo de ambiente em específico deve avaliar, por exemplo, se a atmosfera local é explosiva ou não, a possível existência de contaminantes e a probabilidade de asfixia dos colaboradores. Notou a seriedade do tema? Confira outras diretrizes normativas!

 

Medidas técnicas de prevenção

A NR 33 elenca, além do mapeamento de riscos químicos, físicos, ergonômicos, biológicos e mecânicos, uma série de outras providências a serem tomadas, como: “implantação de travas, bloqueios, alívio, lacre e etiquetagem” e o monitoramento contínuo da atmosfera, evitando acidentes laborais.

 

Medidas administrativas

Dizem respeito à sinalização do espaço confinado, controle e arquivamento da permissão de entrada (válida apenas para uma mesma atividade) e trabalho, designação dos funcionários e descrição de suas responsabilidades. 

 

Medidas pessoais

Trata de questões relativas à emissão de Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) do colaborador, sendo necessária a submissão a exames clínicos específicos para manter a saúde conforme a função que vai desempenhar na empresa.

Assim, é verificada tanto a aptidão física e mental do colaborador que irá trabalhar como também de profissionais que executam, por exemplo, um possível resgate. Ainda, a seção descreve as atribuições do supervisor de entrada e do vigia, cargos essenciais ao desempenho seguro das atividades em espaços confinados.

 

Outras normas

Se a NR 33 apresenta diretrizes gerais, a NBR 16.557/2017 é mais específica. Ela determina, por exemplo, o uso de detectores multigases ( no mínimo 04 tipos de gases diferentes) em todos os ambientes e atesta: a ventilação mecânica é a forma mais eficiente para o controle atmosférico em um espaço confinado.

Embora essa norma também não ensine propriamente a elaborar um plano de resgate, até porque cada local tem suas peculiaridades, ela oferece um checklist com os equipamentos e tarefas mínimas necessárias. Assim, orienta o planejamento e serve como fonte de consulta oficial para evitar acidentes laborais.

 

Quais as responsabilidades do empregador no trabalho em espaço confinado?

Imagine que, durante a limpeza de um tanque, o seu colaborador sofra um mal súbito e precise ser resgatado. Além disso, ele pode tropeçar, machucar-se ou utilizar um produto químico que reaja de forma inesperada dentro do ambiente confinado e que vai requerer socorro imediato.

 

Avaliação de riscos

Cabe ao empregador não apenas avaliar os riscos, como também prever e realizar o resgate do colaborador. Ele deve identificar os espaços confinados no estabelecimento e ” também acompanhar a implementação das medidas de segurança e saúde dos trabalhadores das empresas contratadas”.

 

Elaborar plano de resgate

Ainda, é de sua alçada garantir a existência de um plano de resgate em espaço confinado atrelado à permissão de entrada e trabalho. Segundo a NR 33, o documento precisa conter: os perigos, a quantidade de funcionários envolvidos na atividade, o tempo previsto para a realização das tarefas, equipamentos de proteção individual (EPI) necessários e também disponíveis.

 

Desenvolver métodos laborais seguros

Tais diretrizes são gerais, cabendo ao empregador desenvolver ou terceirizar o desenvolvimento de técnicas e metodologias laborais eficientes, caso alguém precise ser resgatado. Falaremos sobre os materiais e recursos utilizados mais adiante. 

 

Como fazer o resgate em espaços confinados?

A realização de resgates em espaços confinados é complexa e perigosa, exige preparação minuciosa, treinamento e o equipamento certo para garantir um resultado seguro e bem-sucedido. Essa tarefa exige planejamento cuidadoso e a execução de treinamentos periódicos que promovam a segurança do socorrista e da pessoa que está sendo resgatada. Confira algumas dicas!

 

Faça a avaliação inicial do espaço

É necessário avaliar a situação, a natureza da emergência, a condição do trabalhador e os perigos presentes. Utilize as informações contidas no plano de resgate, que descreve as etapas do procedimento, inclui as funções e responsabilidades da equipe, protocolos de comunicação e equipamentos necessários.

Os socorristas devem usar EPI apropriado, como capacetes, luvas, respiradores e arneses. Não esqueça de monitorar continuamente a qualidade do ar dentro do espaço confinado em busca de gases tóxicos, deficiência de oxigênio ou atmosferas explosivas com o auxílio detectores de gás. Garanta ventilação adequada para remover gases perigosos e fornecer ar fresco.

 

Tenha uma comunicação contínua

Utilize sistemas de comunicação confiáveis, por exemplo, rádios ou intercomunicadores para manter contato entre a equipe de resgate e o trabalhador que será resgatado. Prenda um arnês de resgate e uma linha de vida ao socorrista e, se possível, à vítima.

É recomendado o uso de tripés, guinchos e outros sistemas mecânicos de recuperação para abaixar e levantar com segurança os socorristas e as vítimas. Além disso, tenha à disposição um aparelho respiratório autônomo ou respiradores com fornecimento de ar se a atmosfera for perigosa.

 

Faça simulações no dia a dia de trabalho

Treine regularmente os membros da equipe de resgate em técnicas de resgate em espaços confinados. Tenha equipes de reserva prontas para entrar caso o primeiro socorrista encontre dificuldades dentro do ambiente de alto risco. Coordene com os serviços de emergência locais para oferecer suporte adicional, sempre que for necessário.

 

Realize uma avaliação minuciosa do local

Documente os incidentes, as ações tomadas e as lições aprendidas para melhorar futuras operações de resgate. Conduza análises com a sua equipe para revisar cada operação realizada para salvar colaboradores, discuta o que deu certo e identifique quaisquer áreas que possam ser melhoradas. Verifique a possibilidade de aplicação de novas técnicas.

 

Prepare as pessoas a serem resgatadas

Os socorristas precisam entrar no espaço confinado seguindo o plano de resgate, mantendo comunicação constante com a equipe externa. Forneça as orientações necessárias para realizar o procedimento de forma segura se o trabalhador estiver consciente. Se for preciso, forneça os primeiros socorros para estabilizar a condição da vítima.

Proteja cuidadosamente o colaborador usando um arnês de resgate e uma corda salva-vidas e, em seguida, use sistemas de recuperação mecânica para retirá-lo do espaço confinado. Ofereça atendimento médico imediato à vítima assim que ela estiver fora do espaço confinado. Providencie transporte para uma instalação médica para avaliação e tratamento adicionais.

 

Chame o vigia

No momento em que o fato ocorrer, o vigia que sempre deve estar no local da atividade é acionado. Ele pode ser chamado visualmente, por sinal luminoso de lanterna, rádio comunicador ou, por voz. Na sequência imediata, o supervisor de entrada é avisado e coloca o plano em ação. 

 

Siga as normas

O resgate em espaço confinado ocorre conforme determinação prévia, seguindo as orientações especificamente adotadas para aquele trabalho, pautadas sempre nas normas. Talvez a instrução seja aguardar um grupo de médicos, enfermeiros e profissionais de acesso por corda, para a retirada do funcionário. 

 

Use um sistema adequado

Pode constar a previsão de que o vigia deva proceder ao socorro imediato, manipulando um sistema de resgate como o guincho acoplado a Monopé Braço Davit ou tripé. Os equipamentos vão ajudar a retirar o colaborador de dentro do espaço confinado. 

O resgate é facilitado pelo cabo com gancho conectado no cinto de segurança do colaborador. Em todos os casos, uma equipe de profissionais de saúde deve estar de prontidão para fazer a sua parte assim que o trabalhador for resgatado do espaço confinado.  

 

Quais as técnicas e equipamentos para resgate em espaço confinado?

De acordo com o item 11 da NBR 16.577/2017, os resgatistas podem usar sistemas de polias com cordas, movimentadores individuais como guinchos e outros sistemas de resgate. Cabe ao plano de resgate em espaço confinado dizer quais e como os equipamentos serão usados. Ele também determina se os profissionais responsáveis pelo salvamento precisarão entrar na estrutura ou ambiente do trabalho.

Ressalta-se que esse planejamento constará sempre na Permissão de Entrada e Trabalho (PET). É necessário eleger o sistema de ancoragem, de entrada horizontal e vertical, detectores de gases, tripés entre outros detalhes. Afinal, fundações na construção civil, fornos, dutos, tubulações, incineradores e tanques de avião são estruturas distintas. Até poços e silos são diferentes entre si.

A viabilidade e o uso de maca, por exemplo, o tipo envelope que é o mais utilizado por permitir resgates horizontais e verticais, precisa ser previamente estudada. O resgate pode ser feito por conexão direta ao cinto de segurança, guincho ou cordas. Existem muitas possibilidades, várias técnicas e equipamentos à disposição do público para fazer resgates em espaços confinados.

 

Como é o treinamento para resgate em espaço confinado?

O treinamento para resgate em espaço confinado, conforme a NR 33 é um processo detalhado e rigoroso para garantir a segurança dos trabalhadores envolvidos em atividades nesses ambientes. Os colaboradores precisam desenvolver habilidades e conhecimentos necessários para identificar, avaliar e controlar os riscos associados. Veja a seguir como isso ocorre!

 

Carga horária

Segundo a NR 33, a capacitação inicial de vigias e demais funcionários ou resgatistas requisitados para o trabalho em espaços confinados deve ter, no mínimo, 16 horas. Além de contemplar teoria, prática e abranger o conteúdo programático obrigatório previsto na norma, como orientações para o uso de EPIs.

O treinamento específico do supervisor de entrada precisa durar, pelo menos, 40 horas. Ele é o responsável pelo monitoramento e planejamento das tarefas desempenhadas ali dentro, o que evidencia a importância de que ele seja um bom comunicador. 

 

Conteúdo programático

Noções sobre esse procedimento e de primeiros socorros são disciplinas obrigatórias nos cursos. A simulação de resgate em espaço confinado também, sendo responsabilidade do empregador promovê-la. Os estudantes precisam adquirir conhecimento das normas e regulamentações aplicáveis, com foco na NR 33.

Outros aprendizados envolvem a definição e identificação de espaços confinados por meio de exemplos práticos, bem como a identificação dos principais riscos presentes, os quais podem ser atmosféricos, físicos, biológicos, químicos, ergonômicos, entre outros. Os colaboradores aprendem sobre medidas de controle e procedimentos para eliminação ou controle dos perigos identificados.

As aulas abrangem os tipos, uso adequado, inspeção e manutenção dos equipamentos de proteção individual e coletiva (EPC). A utilização correta dos sistemas de resgate, ventilação, medidores de gases e comunicação fazem parte do conteúdo, juntamente com o estudo de planos e procedimentos para entrada e saída segura de espaços confinados.

 

Simulações práticas

Os aprendizes devem aprender as técnicas, métodos e procedimentos de resgate para realizar a remoção segura de vítimas. Eles são submetidos a exercícios práticos e simulações de resgate em situações reais ou próximas da realidade. As reciclagens são realizadas realizado periodicamente, com intervalos máximos de 12 meses ou sempre que houver mudança nos procedimentos, nos equipamentos ou na equipe.

 

Avaliação e certificação

Os treinamentos podem ser ministrados por instrutores qualificados e profissionais que tenham conhecimentos técnicos e experiência em segurança do trabalho e resgate em espaços confinados. Os participantes devem ser avaliados por meio de provas teóricas e práticas para verificar a assimilação dos conteúdos. No final do treinamento, os aprovados recebem um certificado de conclusão.

 

Quais as vantagens de contratar uma empresa terceirizada?

Que tal focar no core business de seu negócio, enquanto profissionais com alto conhecimento técnico e experiência no mercado conferem a segurança necessária à sua equipe? Esse é apenas um dos benefícios de uma terceirizada. Confira outras vantagens a seguir!

 

Equipamentos otimizados

Os profissionais especializados da parceira contratada podem oferecer mais do que equipamentos de proteção como ancoragens fixas e móveis, guinchos, cordas, ventilação mecânica e detecção de gases. Eles compartilham seus conhecimentos sobre resgate em espaços confinados.

 

Customização do plano de resgate

Empresas especializadas no trabalho em espaços confinados, como a CONECT, sabem avaliar os contaminantes, atmosfera e ventilação da estrutura ou ambiente, orienta e customiza o plano de resgate, que não é encontrado pronto por aí. Ela se dedica exclusivamente para fornecer excelência no atendimento dos seus parceiros.

 

Capacitação prática

Os profissionais terceirizados com expertise neste assunto podem treinar a sua equipe para que a sua empresa atenda a todos os requisitos legais. Inclusive, fornecem capacitação prática, capaz de otimizar o salvamento e prevenir graves consequências para os colaboradores que atuam em área de risco. 

 

 

 

 

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CONHEÇA OS DIFERENTES TIPOS DE RESGATE EM ESPAÇO CONFINADO

 

 


 

Você sabe o que é e como funciona o resgate em espaço confinado? Sua empresa precisa estar familiarizada com as características deste ambiente e entender quais medidas tomar para proteger a vida dos funcionários e cumprir as normas vigentes. Continue lendo para aprender mais sobre esse tema importantíssimo.

 

O que é um espaço confinado?

É um local de difícil acesso, que oferece riscos de obstruções, contaminações ou explosões. Sem o devido cuidado, podem ocorrer afogamentos, queimaduras, sufocamentos ou soterramentos, colocando assim os usuários em grave risco de enfermidade ou até morte.

Considerando o potencial perigo, o resgate nesse cenário precisa seguir normas específicas que garantam a proteção de todos envolvidos. Assim é importante providenciar os equipamentos de segurança, treinamentos adequados, supervisores treinados e sinalização do local.

 

Quais são os tipos de espaço confinado?

Segundo a NR 33, criada pelo Ministério do Trabalho, para ser considerado um espaço confinado, é preciso que o local siga alguns requisitos específicos como não permitir a ocupação humana e ter entrada ou saída restritas.

Além disso, também deve ter uma atmosfera perigosa, que é caracterizada por um ambiente que sofre com grandes oscilações do nível de oxigênio, presença de contaminantes ou tem potencial de explosão. Considerando estas três regras, os exemplos mais comuns deste tipo de espaço são:

·       Tanques

·       Dutos

·       Silos

·       Moinhos Industriais

·       Elevadores

·       Galeria Subterrâneas

·       Fornos

·       Chaminés

·       Cisternas

·       Contêineres

·       Reatores 

 

É importante compreender que esses não são os únicos tipos de espaços confinados. É preciso avaliar cada local segundo as características mencionadas acima para tomar as devidas precauções, levando em consideração a atividade exercida pela sua empresa ou a tarefa executada pelos colaboradores.

 

Quais são os tipos de resgate em espaços confinados?

Como você pode notar, os resgates em espaços confinados são diversos e apresentam riscos variados dependendo da atividade exercida. Assim, cada cenário requer um tipo específico de resgate. Abaixo estão as formas mais frequentes nas empresas.

 

Resgate sem entrada

Esse tipo de resgate em espaço confinado acontece quando um funcionário fica preso no espaço e precisa de ajuda de um socorrista do lado de fora em caso de emergência. Neste cenário, devem ser tomadas ações para tentar retirar a pessoa do local com cuidados e seguindo as instruções da NBR 16.577/2014.

É importante garantir que ninguém se coloque em perigo durante operações de salvamento. Então, se o cenário oferecer maiores riscos aos envolvidos, o resgate deve ser realizado exclusivamente por profissionais especializados. Apenas corpo de bombeiros ou equipes treinadas, possuem o conhecimento e os equipamentos específicos para lidar com situações de altíssimo risco.

 

Resgate de entrada

É um cenário comum, onde um profissional da equipe entra no local para auxiliar o colaborador em risco. Neste momento, o responsável pelo salvamento precisa avaliar as condições do ambiente de maneira que também não se coloque em perigo. Lembre-se de que um socorrista sem o treinamento ou imprudente pode colocar em risco tanto a pessoa resgatada quanto a si. 

Dessa forma, é importante se certificar de que o socorrista esteja devidamente capacitado para agir, equipado com os equipamentos corretos e saber utilizar os EPI’s de maneira adequada durante o resgate. Não permita que ninguém aja sem capacidade para tal e explique que situações extremas exigem profissionais especialistas.

 

Autorresgate

Como o nome já sugere, é quando o próprio empregado toma medidas para se proteger. Ao perceber o risco, ele utiliza os equipamentos fornecidos e age conforme a capacitação oferecida pela empresa. Por isso, considerando esse cenário, sua empresa jamais deverá permitir que alguém faça um resgate em espaço confinado sem se certificar de que o colaborador saiba como se proteger.

 

Equipamentos Utilizados em Resgates em Espaços Confinados

Os equipamentos abaixo são os mais utilizados em salvamentos em espaços confinados e podem ser os diferenciais para manter a saúde e a vida dos seus funcionários. Saiba quais são e como funcionam:

Tripés de resgate: são aqueles suportes que permitem o acesso rápido e seguro em ambientes verticais, como descensor, por exemplo.

Detector de gás: que serve para monitorar os níveis de gases em ambientes com potencial de explosão.

Instrumentos de ventilação: que garantem o fluxo de ar mesmo no ambiente tão restrito, impedindo asfixia do funcionário, como exaustores, por exemplo.

EPI’s: são equipamentos de proteção individual usados também em resgate, como cintos de segurança, talabarte, luvas, capacetes, óculos e mosquetões.

Equipamentos de iluminação: que garantem a visibilidade necessária para um resgate eficiente. Lembre-se de garantir modelos seguros que não soltem faíscas. 

Equipamentos de comunicação eficientes: para garantir a comunicação com a equipe fora do ambiente, facilitando o salvamento e alertando sobre as situações de risco. 

 

Dicas para resgate em espaço confinado

Apesar do risco existente nestes locais, existem providências que sua empresa pode adotar para reduzir a chance de acidentes e mortes no ambiente de trabalho. Confira a seguir algumas ideias para tomar medidas rápidas. 

Tenha um planejamento: assim, ninguém será surpreendido em caso de incidentes e saberão como agir em segundos.

Treinamento adequado: eles garantem o correto uso dos equipamentos em momentos de urgência e a segurança de toda a equipe.

Equipamentos de Segurança: tenha sempre EPI’s completos e em boas condições. Além disso, certifique-se que eles estão sempre à mão.  

Procedimentos de Entrada e Saída: checando as condições das entradas, evitando obstruções sempre que possível. 

Resposta a Emergências: crie mecanismos para que todos possam agir rapidamente quando necessário.

 

Após se certificar destes itens, lembre-se de explicar ao colaborador os riscos existentes, para que ele entenda a seriedade da segurança no trabalho. Questione suas dúvidas sobre o tema e explique que ele também precisa zelar por si e pelos outros da equipe. 

 

Conclusão

Neste artigo, você descobriu os diferentes tipos de resgate em espaço confinado, os principais equipamentos de segurança para essa atividade além de dicas para executar essa atividade em segurança.

Entenda que, com os equipamentos corretos, um treinamento adequado e uma comunicação eficiente, seu funcionário estará seguro para trabalhar em todos os tipos de ambiente com segurança. Basta respeitar as normas e regulamentos.

 

 

 

 

 

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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

 



 

QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS EPI’s PARA ATIVIDADES COM PRODUTOS INFLAMÁVEIS?

 

 


 

Conhecer os principais EPI’s para atividades com produtos inflamáveis é fundamental para paramentar a equipe corretamente. De modo que, seja possível garantir que os profissionais tenham um ambiente de trabalho seguro.

Para te auxiliar a compreender os riscos de atividades com produtos inflamáveis e quais cuidados precisam ser adotados, nós trouxemos todos os detalhes sobre o tema.

Entenda a seguir quais são as atividades com produtos inflamáveis, principais riscos promovidos por esse tipo de ambiente e medidas que precisam ser adotadas para resguardar sua equipe.

 

O que são atividades com produtos inflamáveis?

Atividades com produtos inflamáveis são aquelas desempenhadas por profissionais que atuam diariamente com substâncias como gasolina, álcool, solventes, diesel, querosene e gases como GLP.

Profissionais como frentistas, por exemplo, lidam não só com os produtos inflamáveis como também com os seus vapores. O que faz com que estejam ainda mais expostos à riscos.

Afinal, quando há vapores inflamáveis, faísca e oxigênio, é possível que o profissional vivencie um incêndio ou até mesmo explosão que pode vir a ser fatal.

 

Principais riscos ao trabalhar com inflamáveis

Antes de adquirir EPI's para sua equipe, é preciso conhecer os principais riscos envolvidos nas atividades laborais, entenda mais detalhes a seguir:

 

Risco de incêndio e explosões

Os vapores inflamáveis podem entrar em ignição por faíscas elétricas, atrito ou fontes de calor, causando incêndios ou explosões. Essa situação é bastante comum em postos de combustíveis, por isso, é proibido fumar no local ou acender qualquer faísca no local.

 

Queimaduras térmicas e químicas

O contato direto com inflamáveis ou o calor extremo no ambiente de trabalho podem ser responsáveis por causar queimaduras graves na pele e nos olhos, desencadeando riscos de cegueira, por exemplo.

 

Inalação de vapores tóxicos

Os inflamáveis liberam vapores que são prejudiciais para a saúde e podem causar intoxicação e problemas respiratórios.

Por isso, frentistas deveriam usar respirador com filtro durante todo o expediente, mesmo que sejam resistentes à adoção do EPI.

 

Descarga eletrostática

Em áreas onde há presença de vapores inflamáveis, a eletricidade estática pode ser a responsável por gerar faíscas, iniciando incêndios.

 

Quais são os principais EPI’s para atividades com inflamáveis?

Conhecendo os principais riscos da atividade, é importante que o profissional utilize EPI’s visando protegê-lo de riscos térmicos, químicos e respiratórios, tais quais:

 

Luvas de proteção química

As luvas nitrílicas, butílicas ou de Neoprene são as mais indicadas para o uso em ambientes inflamáveis, por serem resistentes aos solventes e combustíveis que são frequentes nesses ambientes.

 

Óculos de proteção ou viseira facial

Os vapores são prejudiciais para a visão do colaborador. É fundamental usar óculos de proteção ou viseira facial para ter uma barreira contra respingos de produtos e vapores.

 

Respirador com filtro químico

A utilização de respirador com filtro químico evitará que o profissional inale vapores orgânicos. É possível adotar o uso de máscaras semifaciais ou faciais com filtros de acordo com a atividade desempenhada.

 

Roupas antiestáticas e antichama

O tecido utilizado na roupa dos colaboradores deve ser capaz de evitar faíscas por eletricidade estática. Dessa forma, é possível reduzir o risco de ignição de um incêndio por causa da vestimenta.

 

Calçado de segurança antiderrapante

Ao recorrer ao calçado de segurança, é possível prevenir que chamas se iniciem por causa do atrito. Além disso, o calçado dá mais estabilidade em áreas de atuação em que há risco de derramamento de produtos químicos.

 

Avental de PVC

O avental de PVC protege o tronco e as pernas de respingos químicos e inflamáveis, evitando que os produtos entrem em contato com a pele.

 

O que a NR 6 e a NR 20 dizem sobre inflamáveis?

Em termos gerais, toda empresa que lida com inflamáveis precisa respeitar a NR 6 que exige o fornecimento e uso adequado de EPI’s. Cada empresa deve fornecer de acordo com a função executada pelo colaborador.

Enquanto a NR 20 exige o controle de riscos com inflamáveis e a capacitação dos colaboradores, com o intuito de promover um ambiente seguro, no qual o profissional pode desenvolver suas atividades com os riscos minimizados.

De acordo com as normas regulamentares, os profissionais que atuam em ambiente inflamável precisam usar EPI’s com CA, para que possam ser adequados ao risco químico ao qual o colaborador está exposto diariamente.

 

Como escolher os EPI’s corretos para inflamáveis?

Não basta saber quais riscos e quais EPI’s são capazes de proteger seu colaborador. É preciso escolher o modelo correto de EPI considerando o tipo de inflamável ao qual está exposto e o risco ambiental, entenda:

 

Verifique a compatibilidade química

É importante analisar o risco ambiental e verificar se o EPI resiste aos produtos químicos presentes nesse ambiente. Somente quando há compatibilidade o cenário será de proteção. Se o colaborador usar uma máscara facial com filtro inadequado, por exemplo, continuará exposto ao risco de inalar a substância.

 

Escolha EPI’s com proteção térmica ou antiestática

É importante escolher EPI’s com proteção que evita faíscas ou ignição do material, justamente para que o equipamento não desencadeie uma faísca que pode causar incêndio ou explosão.

 

Verifique a validade do CA

Todo equipamento de proteção individual usado no contexto de inflamáveis precisa de Certificado de Aprovação (CA) válido para que sua eficácia na proteção seja comprovada. Além disso, o EPI precisa estar na validade, visando que promova sua máxima proteção.

 

Busque conforto e mobilidade

Para auxiliar na adesão em relação ao uso do equipamento de proteção, sempre busque favorecer o conforto e a mobilidade do profissional. Dessa forma, é possível minimizar a resistência em relação ao uso.

 

Cuidados essenciais no uso de EPI’s com inflamáveis

Não basta comprar o EPI e orientar o uso, é preciso que cada colaborador utilize corretamente, visando que os riscos sejam minimizados pela postura coletiva, compreenda:

 

Armazenar EPI’s em local adequado

Após o uso, todo EPI precisa ser armazenado corretamente, evitando a exposição a chamas, óleo e produtos químicos que são comuns em ambientes com inflamáveis.

 

Substituir EPI’s danificados

É necessário inspecionar regularmente os EPI’s, visando substituir todos aqueles que estão danificados. Uma vez que, o EPI saturado deixa de proteger o colaborador conforme o esperado.

 

Treinamento obrigatório

Conforme a exigência da NR 20, é preciso fazer capacitação periódica dos colaboradores por meio de treinamento. De modo que, o profissional tenha clareza sobre os motivos pelos quais precisa usar corretamente cada EPI que é disponibilizado pela empresa.

 

Conclusão

Saber quais são os EPI’s que reduzem o risco do ambiente com inflamáveis é fundamental, para que os profissionais tenham um local de trabalho seguro, com todos os EPI’s necessários disponíveis para a proteção.

Os EPI’s reduzem os riscos de incêndio, explosão e danos à saúde do colaborador, viabilizando que o profissional possa ser produtivo sem se expor à problemas de saúde.

Todos os EPI’s devem ser usados em conjunto com procedimentos de treinamento que precisam ser treinados periodicamente para que os colaboradores possam se resguardar.

 

 

 

 

 

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