INTEGRAÇÃO
ENTRE SST E ESG: SINERGIA PARA A SUSTENTABILIDADE CORPORATIVA
A Segurança e a
Saúde no Trabalho - SST vai muito além do cumprimento de normas e
regulamentações. Ela é fundamental para a sustentabilidade empresarial,
impactando diretamente a produtividade, a reputação e a responsabilidade
social das organizações.
No cenário atual, a adoção dos critérios ESG - Environmental, Social and Governance vem
reforçando essa relação, ampliando a importância de práticas que garantem
condições dignas e seguras para os trabalhadores. Vamos entender a intersecção
entre SST e ESG?
Podemos dizer que ela se traduz em iniciativas que vão
desde a redução de impactos ambientais até a valorização do capital
humano. Empresas que investem nessa sinergia colhem benefícios financeiros e
institucionais, minimizando riscos, evitando penalidades e criando um ambiente
corporativo mais atrativo para investidores e talentos.
Entender a importância dessa integração é essencial
para aumentar os resultados e consolidar uma cultura empresarial sustentável.
Continue a leitura e veja como SST e ESG caminham juntos e quais são os
benefícios dessa união!
Definição
e importância de SST e ESG
A SST abrange um conjunto de normas, processos e ações
voltadas para garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores. Estamos falando
de prevenção de acidentes, da ergonomia, do uso de Equipamentos de
Proteção Individual - EPI’s, da gestão de riscos ocupacionais e da
garantia de um ambiente de trabalho saudável. A sua aplicação reduz
afastamentos, aumenta a produtividade e ainda melhora a percepção da empresa no
mercado.
Por sua vez, ESG é uma abordagem que avalia as
práticas ambientais, sociais e de governança de uma organização. Os
critérios ambientais englobam a gestão de resíduos, emissões de
carbono e uso de recursos naturais; já os sociais incluem condições de
trabalho, diversidade e segurança ocupacional. Por fim, a governança trata a
transparência, ética e conformidade regulatória.
A relevância da SST dentro do ESG é inquestionável,
pois a proteção da força de trabalho é um dos pilares da responsabilidade
social corporativa. Empresas que negligenciam a segurança ocupacional podem
sofrer impactos negativos, como processos trabalhistas, multas e desvalorização
de sua imagem no mercado.
Inter-relação
entre SST e ESG
O elo entre SST e ESG está na necessidade de criar
ambientes de trabalho seguros e sustentáveis, refletindo um compromisso com
o bem-estar humano e a responsabilidade ambiental. Para que isso ocorra, algumas ações podem
ser implementadas, tais como:
· treinamentos
contínuos para capacitar os funcionários sobre práticas seguras e sustentáveis;
· gestão
de resíduos eficiente, reduzindo desperdícios e garantindo o descarte correto;
· monitoramento
da qualidade do ar e das condições de trabalho;
· investimentos
em tecnologias limpas e processos otimizados para diminuir riscos ocupacionais
e impactos ambientais.
A integração de SST e ESG também contribui para um
ambiente corporativo mais transparente, alinhando-se às expectativas de
investidores, consumidores e colaboradores.
Benefícios da integração para a sustentabilidade
corporativa
A adoção de uma abordagem integrada entre SST e ESG
proporciona diversas vantagens para a sustentabilidade corporativa. Um dos
principais benefícios está na redução de custos operacionais, uma vez que a
minimização de acidentes e afastamentos impacta diretamente a produtividade,
bem como evita despesas com indenizações e substituições de funcionários.
Além disso, empresas que investem nessa sinergia
passam a ser mais valorizadas no mercado, atraindo investidores que buscam
organizações comprometidas com boas práticas ambientais, sociais e de
governança.
Outro ponto relevante é o cumprimento das
regulamentações trabalhistas e ambientais, o que reduz de forma expressiva o
risco de penalidades e sanções por não conformidades.
A integração de SST e ESG também fortalece a cultura organizacional,
fazendo com que os colaboradores se sintam valorizados e protegidos.
Paralelamente, essa estratégia contribui para a redução da pegada de
carbono.
Desafios
e barreiras na implementação
Apesar dos inúmeros benefícios, essa integração ainda enfrenta
desafios que precisam ser superados para garantir seu sucesso. Um dos
principais entraves é a resistência organizacional, já que muitas empresas
ainda enxergam essas práticas como um custo adicional, em vez de um
investimento estratégico capaz de gerar retorno a longo prazo.
Outro obstáculo é a falta de conhecimento sobre como
alinhar SST e ESG de forma eficiente. A integração exige uma formação contínua
e capacitação de gestores e funcionários para que possam compreender a
importância dessas iniciativas e aplicá-las corretamente no dia a dia da
empresa.
Além disso, a adequação regulatória representa um
grande desafio, pois o cumprimento das normas ambientais e de segurança do
trabalho pode ser complexo e exigir um bom planejamento, afinal, cada setor
apresenta regulamentações específicas que demandam adaptação às atualizações
legislativas.
Exemplos
de empresas que obtiveram sucesso
Integrar as práticas de SST aos critérios ESG é uma
estratégia que diversas empresas têm adotado para promover ambientes de
trabalho mais seguros e sustentáveis. Conheça alguns exemplos de organizações
que implementaram com sucesso essa integração!
Vulcabrás
Reconhecida como uma das indústrias calçadistas mais
sustentáveis do Brasil, a Vulcabrás investe em diversas iniciativas que
integram SST e ESG.
A partir de janeiro de 2022, suas unidades fabris
passaram a ser abastecidas com energia eólica, proveniente do complexo Rio
do Vento, no Rio Grande do Norte.
Esse acordo de 13 anos impede a liberação de 15 mil
toneladas de CO₂ na atmosfera, o que corresponde ao plantio de 67 mil árvores.
Além disso, a empresa criou uma área de preservação
ambiental de 30 mil metros quadrados em Itapetinga (BA), onde plantou duas mil
mudas de árvores nativas e recicla 100% dos resíduos produzidos na
unidade.
TOTVS
A TOTVS está comprometida com uma agenda ESG
que busca impactar positivamente a sociedade. Signatária do Pacto Global das Nações
Unidas desde 2014, a empresa atualiza periodicamente sua agenda ESG com base em
uma matriz de materialidade, considerando os temas mais relevantes para seus
stakeholders.
Além disso, a TOTVS apresentou seu segundo inventário
ao CDP (Carbon Disclosure Project), destacando os impactos ambientais e os
desafios relacionados às mudanças climáticas. Também, a empresa passou a
integrar o Índice de Carbono Eficiente (ICO2) da B3.
Simpar
A Simpar, holding que controla empresas em setores
como logística e mobilidade, tem a sustentabilidade no centro de sua
estratégia.
A empresa foi a primeira do seu setor no mundo a
emitir um Sustainability-Linked Bond em janeiro de 2021 e, no mesmo ano, obteve
avaliação B no Carbon Disclosure Project (CDP), contribuindo para sua inclusão
na carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3.
Banco
do Brasil
Em 2020, o Banco do Brasil foi reconhecido como líder
nacional em sustentabilidade, ocupando a nona posição na lista das 100 empresas
mais sustentáveis do mundo, elaborada pela Corporate Knights.
A instituição se destacou por ser a primeira a
utilizar energia solar em suas operações, construindo uma usina em Porteirinha
(MG) com capacidade de gerar 14 GWh para abastecer 100 agências.
Natura
Cosméticos
A Natura é reconhecida por seus produtos
veganos, ausência de testes em animais e diversas iniciativas sustentáveis. O
projeto “Amazônia Viva” é um exemplo, contribuindo para a conservação de dois
milhões de hectares da Floresta Amazônica e investindo US$ 400 milhões desde
2010 na proteção da região.
Além disso, a empresa promove a gestão sustentável de
resíduos e a inclusão social, alinhando suas práticas de SST aos princípios
ESG.
Esses exemplos mostram que a sinergia entre SST e ESG
melhora a sustentabilidade e a responsabilidade social das empresas,
além de resultar em benefícios financeiros e operacionais.
Recomendações
e perspectivas futuras
Para
que a integração entre SST e ESG seja eficaz, é essencial:
· criar
programas de capacitação focados em segurança e sustentabilidade;
· investir
em tecnologias para monitoramento e controle de riscos;
· desenvolver
uma cultura organizacional baseada na prevenção e transparência.
A tendência é que as empresas que adotarem a
integração entre SST e ESG de forma estratégica se destaquem no mercado e
conquistem muitas vantagens competitivas.
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