sexta-feira, 3 de outubro de 2025

 



 

INTEGRAÇÃO ENTRE SST E ESG: SINERGIA PARA A SUSTENTABILIDADE CORPORATIVA

 

 


 

A Segurança e a Saúde no Trabalho - SST vai muito além do cumprimento de normas e regulamentações. Ela é fundamental para a sustentabilidade empresarial, impactando diretamente a produtividade, a reputação e a responsabilidade social das organizações.

No cenário atual, a adoção dos critérios ESG - Environmental, Social and Governance vem reforçando essa relação, ampliando a importância de práticas que garantem condições dignas e seguras para os trabalhadores. Vamos entender a intersecção entre SST e ESG?

Podemos dizer que ela se traduz em iniciativas que vão desde a redução de impactos ambientais até a valorização do capital humano. Empresas que investem nessa sinergia colhem benefícios financeiros e institucionais, minimizando riscos, evitando penalidades e criando um ambiente corporativo mais atrativo para investidores e talentos.

Entender a importância dessa integração é essencial para aumentar os resultados e consolidar uma cultura empresarial sustentável. Continue a leitura e veja como SST e ESG caminham juntos e quais são os benefícios dessa união!

 

Definição e importância de SST e ESG

A SST abrange um conjunto de normas, processos e ações voltadas para garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores. Estamos falando de prevenção de acidentes, da ergonomia, do uso de Equipamentos de Proteção Individual - EPI’s, da gestão de riscos ocupacionais e da garantia de um ambiente de trabalho saudável. A sua aplicação reduz afastamentos, aumenta a produtividade e ainda melhora a percepção da empresa no mercado.

Por sua vez, ESG é uma abordagem que avalia as práticas ambientais, sociais e de governança de uma organização. Os critérios ambientais englobam a gestão de resíduos, emissões de carbono e uso de recursos naturais; já os sociais incluem condições de trabalho, diversidade e segurança ocupacional. Por fim, a governança trata a transparência, ética e conformidade regulatória.

A relevância da SST dentro do ESG é inquestionável, pois a proteção da força de trabalho é um dos pilares da responsabilidade social corporativa. Empresas que negligenciam a segurança ocupacional podem sofrer impactos negativos, como processos trabalhistas, multas e desvalorização de sua imagem no mercado.

 

Inter-relação entre SST e ESG

O elo entre SST e ESG está na necessidade de criar ambientes de trabalho seguros e sustentáveis, refletindo um compromisso com o bem-estar humano e a responsabilidade ambiental. Para que isso ocorra, algumas ações podem ser implementadas, tais como:

·       treinamentos contínuos para capacitar os funcionários sobre práticas seguras e sustentáveis;

·       gestão de resíduos eficiente, reduzindo desperdícios e garantindo o descarte correto;

·       monitoramento da qualidade do ar e das condições de trabalho;

·       investimentos em tecnologias limpas e processos otimizados para diminuir riscos ocupacionais e impactos ambientais.

 

A integração de SST e ESG também contribui para um ambiente corporativo mais transparente, alinhando-se às expectativas de investidores, consumidores e colaboradores.

Benefícios da integração para a sustentabilidade corporativa

A adoção de uma abordagem integrada entre SST e ESG proporciona diversas vantagens para a sustentabilidade corporativa. Um dos principais benefícios está na redução de custos operacionais, uma vez que a minimização de acidentes e afastamentos impacta diretamente a produtividade, bem como evita despesas com indenizações e substituições de funcionários.

Além disso, empresas que investem nessa sinergia passam a ser mais valorizadas no mercado, atraindo investidores que buscam organizações comprometidas com boas práticas ambientais, sociais e de governança.

Outro ponto relevante é o cumprimento das regulamentações trabalhistas e ambientais, o que reduz de forma expressiva o risco de penalidades e sanções por não conformidades.

A integração de SST e ESG também fortalece a cultura organizacional, fazendo com que os colaboradores se sintam valorizados e protegidos. Paralelamente, essa estratégia contribui para a redução da pegada de carbono.

 

Desafios e barreiras na implementação

Apesar dos inúmeros benefícios, essa integração ainda enfrenta desafios que precisam ser superados para garantir seu sucesso. Um dos principais entraves é a resistência organizacional, já que muitas empresas ainda enxergam essas práticas como um custo adicional, em vez de um investimento estratégico capaz de gerar retorno a longo prazo.

Outro obstáculo é a falta de conhecimento sobre como alinhar SST e ESG de forma eficiente. A integração exige uma formação contínua e capacitação de gestores e funcionários para que possam compreender a importância dessas iniciativas e aplicá-las corretamente no dia a dia da empresa.

Além disso, a adequação regulatória representa um grande desafio, pois o cumprimento das normas ambientais e de segurança do trabalho pode ser complexo e exigir um bom planejamento, afinal, cada setor apresenta regulamentações específicas que demandam adaptação às atualizações legislativas.

 

Exemplos de empresas que obtiveram sucesso

​Integrar as práticas de SST aos critérios ESG é uma estratégia que diversas empresas têm adotado para promover ambientes de trabalho mais seguros e sustentáveis. Conheça alguns exemplos de organizações que implementaram com sucesso essa integração!

 

Vulcabrás

Reconhecida como uma das indústrias calçadistas mais sustentáveis do Brasil, a Vulcabrás investe em diversas iniciativas que integram SST e ESG.

A partir de janeiro de 2022, suas unidades fabris passaram a ser abastecidas com energia eólica, proveniente do complexo Rio do Vento, no Rio Grande do Norte.

Esse acordo de 13 anos impede a liberação de 15 mil toneladas de CO₂ na atmosfera, o que corresponde ao plantio de 67 mil árvores.

Além disso, a empresa criou uma área de preservação ambiental de 30 mil metros quadrados em Itapetinga (BA), onde plantou duas mil mudas de árvores nativas e recicla 100% dos resíduos produzidos na unidade.

 

TOTVS

A TOTVS está comprometida com uma agenda ESG que busca impactar positivamente a sociedade. Signatária do Pacto Global das Nações Unidas desde 2014, a empresa atualiza periodicamente sua agenda ESG com base em uma matriz de materialidade, considerando os temas mais relevantes para seus stakeholders.

Além disso, a TOTVS apresentou seu segundo inventário ao CDP (Carbon Disclosure Project), destacando os impactos ambientais e os desafios relacionados às mudanças climáticas. Também, a empresa passou a integrar o Índice de Carbono Eficiente (ICO2) da B3.

 

Simpar

A Simpar, holding que controla empresas em setores como logística e mobilidade, tem a sustentabilidade no centro de sua estratégia.

A empresa foi a primeira do seu setor no mundo a emitir um Sustainability-Linked Bond em janeiro de 2021 e, no mesmo ano, obteve avaliação B no Carbon Disclosure Project (CDP), contribuindo para sua inclusão na carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3.

 

Banco do Brasil

Em 2020, o Banco do Brasil foi reconhecido como líder nacional em sustentabilidade, ocupando a nona posição na lista das 100 empresas mais sustentáveis do mundo, elaborada pela Corporate Knights.

A instituição se destacou por ser a primeira a utilizar energia solar em suas operações, construindo uma usina em Porteirinha (MG) com capacidade de gerar 14 GWh para abastecer 100 agências.

 

Natura Cosméticos

A Natura é reconhecida por seus produtos veganos, ausência de testes em animais e diversas iniciativas sustentáveis. O projeto “Amazônia Viva” é um exemplo, contribuindo para a conservação de dois milhões de hectares da Floresta Amazônica e investindo US$ 400 milhões desde 2010 na proteção da região.

Além disso, a empresa promove a gestão sustentável de resíduos e a inclusão social, alinhando suas práticas de SST aos princípios ESG. ​

Esses exemplos mostram que a sinergia entre SST e ESG melhora a sustentabilidade e a responsabilidade social das empresas, além de resultar em benefícios financeiros e operacionais.

 

Recomendações e perspectivas futuras

Para que a integração entre SST e ESG seja eficaz, é essencial:

·       criar programas de capacitação focados em segurança e sustentabilidade;

·       investir em tecnologias para monitoramento e controle de riscos;

·       desenvolver uma cultura organizacional baseada na prevenção e transparência.

A tendência é que as empresas que adotarem a integração entre SST e ESG de forma estratégica se destaquem no mercado e conquistem muitas vantagens competitivas.

 

 

 

 

 

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9 DICAS PARA AUMENTAR A SEGURANÇA NA OPERAÇÃO DE EMPILHADEIRAS

 

 


 

A operação de empilhadeiras é uma atividade indispensável em diversos setores, sendo essencial para o transporte e organização de cargas pesadas. No entanto, o que muitas vezes é visto como rotina, carrega inúmeros riscos. Acidentes envolvendo empilhadeiras, como capotamentos, colisões e esmagamentos, não são incomuns e podem gerar impactos graves, tanto para os operadores quanto para a produtividade da empresa. Por isso, a segurança nesse tipo de operação deve ser prioridade.

Conhecer os riscos e as melhores práticas para minimizá-los é muito importante para garantir um ambiente de trabalho mais seguro. Além de proteger vidas, medidas preventivas também ajudam a evitar custos desnecessários com multas, processos trabalhistas e danos ao patrimônio.

Neste artigo, você vai conhecer algumas dicas para aumentar a segurança na operação de empilhadeiras. Confira e boa leitura!

 

1. Realize inspeções regulares nas empilhadeiras

Antes de iniciar qualquer operação, é preciso inspecionar o equipamento. Para isso, verifique pneus, freios, direção, sinalizadores e o funcionamento geral da máquina, pois assim você pode prevenir falhas durante o uso. Além disso, é importante checar o sistema hidráulico e os dispositivos de segurança, como alarmes sonoros e luzes.

Tenha em mente que uma rotina de manutenção preventiva reduz significativamente os riscos de acidentes. Afinal de contas, equipamentos em más condições aumentam as chances de falhas operacionais. Logo, pequenas irregularidades que passam despercebidas podem levar a sérios acidentes, além de gerar custos elevados com reparos emergenciais.

 

2. Invista no treinamento dos operadores

Não basta apenas saber dirigir uma empilhadeira. É necessário entender as especificidades do equipamento e as suas limitações. E como garantir isso? Bom, treinamentos regulares capacitam os operadores a identificar riscos, seguir normas de segurança e reagir corretamente em situações de emergência.

Além disso, os treinamentos devem abordar legislação, como a NR-11, que regulamenta a operação de transportes e movimentação de cargas. Promova reciclagens periódicas e ofereça treinamentos específicos para os diferentes modelos de empilhadeiras utilizados na sua empresa.

 

3. Implemente sinalização adequada no ambiente

Áreas onde empilhadeiras operam devem contar com sinalização clara e visível. Placas indicando zonas de circulação, limites de velocidade e áreas restritas são fundamentais.

Além disso, pintar faixas no chão para delimitar rotas de pedestres e máquinas ajuda a evitar colisões e garante que cada um saiba onde é seguro transitar. Outra dica valiosa é investir em sinalizadores luminosos e sonoros nas empilhadeiras, especialmente em locais com pouca iluminação ou alto fluxo de pessoas.

 

4. Defina e respeite limites de velocidade

Velocidade excessiva é uma das principais causas de acidentes com empilhadeiras. Portanto, estabeleça limites claros de velocidade e garanta que todos os operadores os respeitem.

Sem contar que o uso de tecnologias como limitadores de velocidade nas máquinas pode ser uma solução eficaz. E, claro, é importante lembrar que operar com velocidade reduzida não é apenas uma questão de segurança, mas também de economia, já que reduz o desgaste do equipamento e aumenta sua vida útil.

 

5. Crie zonas de separação entre pedestres e empilhadeiras

A circulação simultânea de pedestres e empilhadeiras é algo perigoso e precisa ser evitado. Para minimizar os riscos, crie zonas de separação bem delimitadas: barreiras físicas, como corrimões ou grades, ajudam a evitar que pedestres acessem áreas de operação de máquinas.

Estabeleça rotas exclusivas para empilhadeiras e treine os pedestres para respeitarem essas áreas. O uso de coletes refletores por todos no ambiente também aumenta a visibilidade e reduz riscos.

 

6. Utilize os EPI’s adequados

O uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) é indispensável para qualquer operador de empilhadeira. Capacetes, botas com biqueira de aço, luvas e protetores auriculares são exemplos de EPI’s que devem ser utilizados durante a operação.

É fundamental ainda que os operadores estejam com roupas ajustadas para evitar que fiquem presas em partes móveis da máquina.

 

7. Evite sobrecarga e distribua o peso corretamente

Um erro comum e extremamente perigoso é o excesso de carga. Cada empilhadeira apresenta um limite máximo de capacidade, e ultrapassá-lo compromete a estabilidade do equipamento, aumentando as chances de capotamento. Além disso, a distribuição inadequada do peso pode gerar desequilíbrios, mesmo dentro da capacidade permitida.

Para evitar, oriente os operadores a sempre consultar o manual do fabricante e realizar o empilhamento de forma equilibrada, respeitando os limites de altura e peso.

 

8. Adote tecnologias de monitoramento

Atualmente, existem sistemas que monitoram em tempo real as operações de empilhadeiras, alertando para comportamentos inseguros ou irregularidades. Sensores de proximidade, câmeras e telemetria são ferramentas úteis para reduzir riscos e otimizar a operação.

Além de aumentar a segurança, essas tecnologias ajudam na gestão de desempenho e na redução de custos operacionais.

 

9. Mantenha o ambiente organizado

A desorganização no local de trabalho também pode causar acidentes. Paletes mal empilhados, pisos escorregadios e áreas com pouca visibilidade acabam deixando a operação de empilhadeiras mais perigosa. Então, o ideal é investir na organização e manter os corredores livres para facilitar a movimentação.

 

10. Bônus: o que fazer em caso de acidente com empilhadeiras?

É fato que, mesmo com todas as medidas preventivas, acidentes podem acontecer, e agir de forma rápida faz toda a diferença.

A primeira medida é priorizar a segurança e o bem-estar das pessoas envolvidas. Por isso, é preciso isolar imediatamente a área do acidente para evitar novos incidentes. Em seguida, preste os primeiros socorros ao operador ou a qualquer outra pessoa ferida, acionando o serviço de emergência, caso necessário.

Além disso, é preciso comunicar o acidente ao setor responsável pela segurança do trabalho na empresa para que as medidas corretivas e investigativas sejam iniciadas. Essa investigação é essencial para identificar as causas do ocorrido e implementar melhorias nos processos, evitando que algo semelhante volte a acontecer. Por fim, registre o evento de forma detalhada, seguindo as exigências legais e normativas aplicáveis.

A segurança na operação de empilhadeiras não deve ser tratada como um item secundário, mas como prioridade. A adoção de práticas preventivas, treinamentos e tecnologias pode salvar vidas, evitar prejuízos financeiros e aumentar a produtividade. Lembre-se: cuidar da segurança é cuidar do futuro da sua empresa.

 

 


 

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