Como evitar problemas causados pelo mau uso de EPI’s
O uso de EPIs – Equipamentos de Proteção Individual já
não é novidade para alguns trabalhadores e empresas, mas ainda há negligência
de muitos quanto à obrigatoriedade e validade dos itens de segurança.
Segundo dados do Observatório de Segurança e
Saúde do Trabalho, desenvolvido pela iniciativa SmartLab de Trabalho em
parceria com pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública da USP, há cada 50
segundos é feita uma notificação de acidente de trabalho, além do registro de 1
óbito a cada 3 horas e 51 minutos. A projeção temporal avalia o período de 2012
a 2020, estimando que 20.467 desses acidentes resultaram em morte.
O
levantamento aponta as lesões mais frequentes no ambiente de trabalho, sendo
elas:
1. Corte,
Laceração, Ferida Contusa, Punctura (909.044 mil)
2. Fratura
(758.796 mil)
3. Contusão,
Esmagamento (Superfície Cutânea) (659.091 mil)
4. Distensão,
Torção (393.991 mil)
5. Lesão
Imediata, Nic (380.822 mil)
Com esses resultados, reforça-se a importância do uso de EPIs de segurança e a necessidade de não negligenciar sua utilização, já que o não uso dos equipamentos pode afetar a saúde e a qualidade de vida do trabalhador, além de resultar em multas, processos e até interdição para a empresa. Confira no texto a seguir todos os problemas que podem ser gerados e evitados com o uso correto de EPIS de segurança.
O que são EPIs de segurança?
De acordo com a Norma Regulamentadora (NR 6),
“entende-se como Equipamento Conjugado de Proteção Individual, todo aquele
composto por vários dispositivos, que o fabricante tenha associado contra um ou
mais riscos que possam ocorrer simultaneamente e que sejam suscetíveis de
ameaçar a segurança e a saúde no trabalho”.
Quem
deve usar EPIs?
Os EPIs devem ser utilizados por qualquer colaborador
que se sujeite a algum risco no trabalho durante a prática de sua função,
independentemente se é um funcionário regular ou não.
A legislação impõe o uso obrigatório de EPIs pelos
empregados das empresas, sendo que a empresa deve fornecer os equipamentos de
segurança necessários de forma gratuita.
Os
EPI’s de segurança são obrigatórios?
A Lei nº 6.514 de 22 de dezembro de 1977, que
altera o Capítulo V do Título II da Consolidação das Leis do Trabalho, tem
como objetivo promover orientações sobre a prevenção de acidentes e
doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível a função do
trabalhador com a preservação da sua vida e saúde.
De acordo com o artigo 158, “constitui ato faltoso do
empregado a recusa injustificada ao uso dos equipamentos de proteção individual
fornecidos pela empresa”, acrescentando no artigo 166 que “a empresa é obrigada
a fornecer aos empregados, gratuitamente, equipamento de proteção individual
adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento, sempre
que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos
de acidentes e danos à saúde dos empregados”.
É possível atestar também a obrigatoriedade do uso de
EPIs de segurança na NR6, que indica a orientação e treinamento dos
funcionários para o uso correto dos equipamentos.
Importância
de fornecer os EPI’s
O principal benefício de fornecer os EPIs de forma
correta e adequada aos funcionários é a garantia em promover saúde e qualidade
de vida aos mesmos, evitando e diminuindo os riscos de acidente de trabalho
e/ou a contração de alguma doença proveniente da atividade exercida pelo profissional.
Os
EPI’s de segurança mais comuns são:
· Capacete:
protege a região da cabeça de quedas e grandes impactos;
· Luvas:
protegem as mãos de objetos e máquinas perfurantes e/ou cortantes, além de
substâncias químicas;
· Óculos de proteção:
protege os olhos de estilhaços, faíscas, fumaças e produtos químicos;
· Máscaras:
protegem contra a inalação de poeira, resíduos, fumaças, produtos químicos e,
atualmente, ajuda a evitar a COVID-19;
· Botas:
protegem os pés em casos de quedas de objetos, perfurações e cortes na região.
Quando a organização não orienta seus funcionários a
seguirem os procedimentos de segurança corretamente, ou quando esses
trabalhadores optam em deixar de usar os EPIs previstos para suas funções, é
possível se depararem com uma série de impactos negativos, inclusive
legalmente.
O
que fazer se o funcionário se negar a usar o EPI?
Do mesmo jeito que a empresa deve fornecer
gratuitamente os EPIs de segurança é dever do colaborador utilizar os
equipamentos de proteção durante todo o período que for submetido ao risco de
sua função. Assim, os EPIs de segurança são um direito e dever simultâneo de
ambos, já que a segurança laboral é responsabilidade de todos os sujeitos da
relação de trabalho.
Vale ressaltar que a empresa tem a prerrogativa de
exigir e fiscalizar o uso adequado dos EPIs pelos funcionários, que devem
responsabilizar-se pela sua guarda e conservação, relatando ao empregador
qualquer anormalidade encontrada. Porém, caso as instruções sejam desrespeitadas
pelos funcionários, há a possibilidade de demissão por justa causa, com a
premissa de insubordinação grave em serviço e desídia no cumprimento de suas
funções.
Como
incentivar o uso de EPIs na empresa?
Muitas
empresas não sabem lidar com o impasse de oferecer bons equipamentos de
segurança, mas os funcionários mantê-los em gavetas e armários. Em casos como
esse, a conscientização é a melhor forma de mudar o cenário. Veja algumas
formas de incentivar seus funcionários ao uso dos EPI’s fornecidos:
· Equipamentos de qualidade:
EPI’s confortáveis, ajustáveis, resistentes e dentro do prazo de validade são
benquistos pelos funcionários. Busque oferecer os melhores que puder e, em caso
de avarias, não negue a devida substituição;
· Treinamentos:
muitos funcionários não utilizam os EPIs por não saberem a forma correta de
utilização, principalmente, em casos de novas contratações. Certifique-se em
oferecer orientações e atualizações constantes. No mercado, empresas como a
Paromed, realiza treinamentos de segurança, compartilhando todas as
práticas adequadas para o uso correto de EPI’s;
· Processos internos:
é necessário criar um procedimento interno para o uso de cada EPI. Dessa forma,
com um padrão a ser seguido, será mais fácil que os colaboradores entendam as
reais funções dos equipamentos de segurança. Isso pode ser realizado através de
e-mail, intranet, panfletos, entre outros.
· Palestras motivacionais:
gestores que possuem grande influência na empresa podem ser ótimos porta-vozes
para abordarem sobre a importância do uso de EPI’s. Além disso, palestrantes
conhecidos do mercado podem ser convidados, além de próprios funcionários que
tenham histórias positivas e negativas sobre o uso dos equipamentos.
· Promova campanhas internas:
ações internas e, até mesmo, digitais podem auxiliar e chamar atenção das
equipes com relação à segurança. Busque colocar mensagens em quadros de avisos,
envie e-mails, publique nas redes sociais, instale faixas e cartazes, entre
outros. Aborde os riscos e impactos que acidentes podem ocasionar
individualmente, além de colegas de trabalho e familiares.
· Desafios entre setores:
incentive e bonifique departamentos ou filiais com destaque para aqueles que
tiverem maior percentual de pessoas utilizando devidamente os EPI’s.
· Monitore resultados positivos:
ao diminuir acidentes de trabalho e afastamentos, comemore com seus
funcionários! Ofereça um coffee break ou happy hour para estreitar o
relacionamento com os mesmos e incentiva-los a manter suas atitudes.
EPI’s:
problemas evitados para a empresa
Além do principal problema evitado, que são os
acidentes e fatalidades no ambiente de trabalho, os EPIs de segurança também
colaboram para que as empresas não tenham gastos decorrentes de afastamentos
médicos.
De acordo com o levantamento do Observatório de
Segurança e Saúde do Trabalho, citado anteriormente, os gastos do INSS por
conta de afastamentos acidentários ultrapassam a marca de 112 bilhões, com
estimativa de R$1,00 a cada 2ms. Já a soma de dias de trabalho perdidos devido
a esses afastamentos passa da marca de 445 milhões.
Por
isso, é importante considerar que um funcionário afastado, mesmo recebendo
auxílio-doença, gera preocupações e gastos extras, sendo eles:
· O
funcionário prejudicado pode processar judicialmente devido à ausência do
fornecimento de EPIs de segurança e/ou de itens com qualidade de utilização
comprometida;
· Despesas
com a substituição de trabalhador afastado (contratação de temporário ou
pagamento de horas-extras ao atuante);
· Despesas
com possível treinamento e aperfeiçoamento para que a função vaga seja exercida
corretamente por outro profissional;
· Afastamentos
médicos podem afetar o desempenho de um time inteiro e, logo, a produtividade e
resultados da empresa;
· A
saúde e rotina do trabalhador, bem como de sua família, acaba sendo
comprometida;
· Dependendo
do quadro e tempo de afastamento, são necessários cuidados extras, promovidos
por familiares e/ou profissionais contratados, além de tratamentos adicionais
para garantir o restabelecimento completo do trabalhador.
· Em
casos de óbito, além de afetar familiares e haver possibilidade de pagamento de
pensão aos mesmos, pode atingir a equipe, que além da desmotivação, torna-se
insegura ao ter que realizar a mesma tarefa.
Por
isso, é fundamental que as empresas garantam que os funcionários utilizem EPIs.
O não cumprimento dessa determinação pode gerar multa para a empresa, durante a
vistoria dos órgãos competentes. Dependendo da infração cometida, a multa pode
ser de 50 salários mínimos vigentes na época.
Para que isso não ocorra é indicado o acompanhamento
diário dos gestores ou vistorias periódicas do setor de SST (Segurança do
Trabalho).
A
Paromed pode orientar você
Se você, assim como a Paromed, acredita na importância
do uso de EPI’s na sua empresa, venha conhecer nossos treinamentos de
segurança, que envolvem todas as práticas adequadas para o uso correto de
equipamentos de segurança, como:
· Gerenciamento
de Riscos Ocupacionais (GRO);
· Programa
de Gerenciamento de Riscos (PGR);
· Laudo
Técnico das Condições Ambientais de Trabalho (LTCAT);
· Programa
de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA);
· Programa
de Proteção Auditiva (PCA);
Fonte:
https://www.paromed.com.br/saiba-como-evitar-problemas-causados-pelo-mau-uso-de-epis/
Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas
redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema!


