SEGURANÇA
DO TRABALHO EM SUPERMERCADOS: COMO FAZER A GESTÃO DE RISCOS OCUPACIONAIS?
Vamos conversar hoje sobre a prática de segurança
do trabalho em supermercados. O ambiente de trabalho em supermercados acarreta
riscos específicos para os trabalhadores, assim como outros ambientes de
trabalho mais específicos. No caso de supermercados, estes riscos específicos
podem ser classificados, sobretudo, nas classes dos riscos físicos e dos
ergonômicos.
A prática de segurança e saúde do trabalho tem o
objetivo sobretudo de tornar o ambiente de trabalho mais seguro e saudável para
o trabalhador e consiste em uma determinação do atual Ministério do Trabalho e
Previdência e Previdência. Quando falamos sobre segurança do trabalho falamos
especialmente sobre a saúde do trabalhador no ambiente de trabalho sob as
determinações deste ministério.
O Ministério do Trabalho e Previdência e Previdência é
o órgão responsável pela elaboração das normas de segurança e saúde do trabalho
nos mais diferentes ramos de atividade. As medidas determinadas têm o objetivo
de reduzir o número de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais
desenvolvidas pelos trabalhadores em seus ambientes de trabalho.
A essa altura vale mencionar que o Brasil é, segundo a
Organização Internacional do Trabalho (OIT), um dos países com o maior número
de acidentes de trabalho. Dentre os dados da organização o Brasil passa mais de
setecentos registros anualmente.
O assunto segurança e saúde do trabalhador tem ganhado
espaço por ter se provado um bom investimento para as corporações e hoje se
destaca como uma pauta importantíssima, chegando a fazer parte intrínseca à
cultura organizacional. Colocar em prática medidas de segurança e saúde do
trabalho em supermercados acaba sendo excelente para garantir o bem-estar dos
seus trabalhadores e reduzir com isso os afastamentos e os gastos decorrentes.
Os setores da padaria, do açougue, do estoque e da confeitaria são os que
possuem a maior incidência de riscos e doenças ocupacionais.
Quais
são os riscos?
A essa altura você deve estar se perguntando quais são
os riscos ocupacionais os quais os trabalhadores de supermercados estão
expostos. Conforme já destacamos anteriormente, os riscos podem ser
classificados majoritariamente em físicos e ergonômicos.
Tendo em vista que o açougue, estoque, padaria e
confeitaria são os locais com a maior incidência de acidentes em supermercados.
Os equipamentos utilizados em todos estes ambientes devem ser homologados de
acordo com a NR-12, que é a responsável pela segurança em máquinas e
equipamentos em geral. Dentre as determinações da norma, está por exemplo não
realizar alterações nas devidas proteções das máquinas e a respectiva
sinalização. O maquinário que se enquadra nos requisitos desta Norma
Regulamentadora deve ser devidamente identificado e apresentar os pontos de
risco de acidentes anunciados.
A área de açougue, entre todos os demais ambientes, é
certamente o que apresenta maior índice de acidentes em um supermercado. Isso
se justifica porque o colaborador está constantemente manuseando máquinas ou
ferramentas manuais de corte.
Além disso, os funcionários que atuam nos açougues
também podem possuir acesso às câmaras frias, que trazem significativos riscos
por si só. As câmaras frias conservam alimentos abaixo da temperatura suportada
por um ser humano sem que haja a devida proteção térmica. Tanto para a
exposição ao frio quanto aos acidentes decorrentes da manipulação de objetos
cortantes, existem medidas e sistemas de proteção específicos. E devem estar
homologados e adequadamente em plenas condições de uso com base na NR-12.
Exemplificado
melhor
Apesar dessa breve introdução, você deve estar se
perguntando quais os riscos dentre cada uma das 05 classes que os trabalhadores
de supermercado efetivamente estão expostos. Quais mais temos?
Como já citado, dentre os principais riscos que os
trabalhadores de supermercado estão expostos temos os riscos ergonômicos
(aqueles os quais envolvem o esforço físico e exigência de adoção de postura
inadequada) e os riscos físicos (exposição ao frio).
Analisando a atividade de tais locais acaba sendo
possível perceber porque são os mais corriqueiros de ocorrerem acidentes de
trabalho. Na maioria dos locais há a exposição do trabalhador aos tipos de
risco que mencionamos anteriormente, em especial os da classe ergonômica.
Justamente por conta dos riscos os quais o trabalhador
está exposto é necessário, além da gestão de riscos ocupacionais, a instalação
de equipamentos de proteção coletiva e, por último, o fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPI)
e a devida fiscalização quanto a sua correta utilização.
Exemplos
de acidentes em supermercados
Como mencionamos anteriormente o ambiente do
supermercado, assim como qualquer outro espaço de trabalho pode expor o
trabalhador a diferentes classes de riscos ocupacionais, por mais que
inicialmente não pareça. Por conta disso, o fornecimento e o uso dos
equipamentos de proteção individual devem ser feitos.
Para que você possa ter uma ideia dos acidentes os
quais os trabalhadores podem sofrer em tais locais, reunimos a seguir alguns
exemplos de riscos ocupacionais que podem acometer trabalhadores de
supermercados.
Riscos
físicos (exposição ao frio)
Um risco ocupacional muito comum no ramo de
supermercados diz respeito a exposição dos trabalhadores ao frio ou às baixas
temperaturas internas das câmaras frias. Os trabalhadores que exercem esse tipo
de trabalho nesse ambiente devem receber a devida proteção individual para
evitar o adoecimento ou acidentes de trabalho.
Para o caso de transporte de produtos de temperatura
normal para as câmaras frias é fundamental que se respeite o tempo de
recuperação térmica para proteção dos trabalhadores, após acessar e permanecer
dentro destes ambientes.
Riscos
ergonômicos
Além do exemplo das câmaras frias, os
riscos ergonômicos acabam sendo bem comuns no segmento de
supermercados e deles acaba sendo frequente o aparecimento de doenças tais como
a Lesão por Esforço Repetitivo (LER) ou Distúrbios Osteomusculares Relacionados
ao Trabalho (DORT).
Atendentes de caixa, funcionários de extrema
importância para os supermercados, por efetuarem movimentos repetitivos ao
longo da jornada laboral, também possuem demandas ergonômicas que não devem ser
ignoradas, tendo inclusive um anexo específico na Norma Regulamentadora nº 17,
a qual trata sobre ergonomia.
Riscos
de acidentes
Além destes pontos em especial, profissionais que
atuam no segmento de supermercados também estão sujeitos a outros tipos de
riscos no trabalho. Os eventuais acidentes que podem ocorrer, a sua maioria em
função da alta movimentação de cargas e volumes de variados tamanhos, podem
igualmente apresentar gravidade variada, desde acidentes leves, podendo chegar
a acidentes graves, que podem resultar em lesões permanentes ao trabalhador.
Além destes, podemos mencionar as atividades de corte
em máquinas de fatiamento de carnes, frios e alimentos diversos, quedas por
piso molhado, queimaduras nos setores de confeitaria e padaria, acidentes
envolvendo o layout inadequado do espaço, quedas de alturas também podem
ocorrer.
Como
mitigar os riscos ocupacionais?
A partir da visualização de todos os riscos os quais
os trabalhadores estão sujeitos, você deve estar se perguntando como é possível
prevenir, não é mesmo?
A mitigação dos riscos existentes no local de trabalho
pode ser feita através de diferentes técnicas aplicadas de identificação dos
riscos e igualmente sua análise, sendo a principal através da aplicação do
Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. A partir da identificação e análise dos
riscos é possível o desenvolvimento de medidas e políticas de prevenção dos
trabalhadores.
Através da identificação e análise dos riscos é
possível com isso agir para reduzir os riscos os quais os trabalhadores estão expostos
e com isso reduzir as chances de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais.
Com isso são eliminadas igualmente ambientes inadequados e inseguros dentre
outras coisas que podem colocar todos os colaboradores em risco.
A partir do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais são
identificados os riscos e são tomadas decisões acerca do que fazer, como por
exemplo o uso dos equipamentos de proteção individual e ou a realização de
treinamentos sobre as práticas e procedimentos seguros de trabalho.
Para
melhorar a segurança do trabalho em supermercados
Para melhorar a segurança nos supermercados e
igualmente reduzir com isso os riscos ocupacionais algumas ações podem ser
tomadas de imediato. Abaixo listamos algumas que podem fazer a diferença e
evitar que acidentes aconteçam bem como que os colaboradores desenvolvam
doenças ocupacionais.
Identificar corretamente os riscos é o primeiro ponto.
Somente a partir da identificação assertiva dos riscos os quais os
trabalhadores estão expostos acaba sendo possível determinar as medidas tomadas
para mitigá-los. E com isso proteger de forma mais completa os trabalhadores em
seu ambiente de trabalho.
Por
isso, algumas verificações globais podem ser feitas, veja:
Verifique se os pisos das áreas de circulação e de
armazenamento ficam demasiadamente escorregadias. Se os colaboradores em um
determinado ambiente carregam peso. Se há proteção para a realização dos cortes
de carnes e frios e congêneres;
Planeje e reprima os riscos a partir da correta
identificação. É necessário a criação de um planejamento estratégico para que
cada funcionário exposto a ele tenha como evitá-lo;
Sinalização para áreas: áreas que podem trazer riscos
de maneira adequada para reduzir as chances de acidentes. locais onde há
limpeza sendo realizada e o piso está eventualmente escorregadio ou molhado
deve ter um aviso informando. Assim como locais com agentes químicos ou alta
tensão.
Treine os colaboradores sempre que se fizer
necessário. Forneça treinamentos sobre políticas de segurança e saúde no ambiente
de trabalho para todos os seus colaboradores e mantenha-os sempre atualizados.
Sobretudo os recém contratados.
Efetue o monitoramento contínuo e sistemático para
auxiliar na manutenção eficaz nas medidas de segurança preliminarmente
adotadas. Assim sendo, realize inspeções periódicas de segurança para assegurar
que os ambientes apresentam riscos ocupacionais controlados e que as medidas
adotadas estão sendo eficazes.
O levantamento dessas informações básicas pode fazer
toda a diferença para evitar acidentes com os seus trabalhadores.
Texto
normativo sobre segurança do trabalho em supermercados
A Norma Regulamentadora nº 17 diz respeito
especialmente sobre as questões de ergonomia ligadas ao trabalho. Como
mencionamos anteriormente, os atendentes de caixa (ou “checkouts”) possuem
demandas ergonômicas importantíssimas que não podem ser ignoradas.
São tão importantes que inclusive possuem um anexo
específico na Norma Regulamentadora nº 17 que determina condições ergonômicas
para o trabalho destes profissionais. O anexo II da presente norma traz
informações a esse respeito falando especialmente dos riscos ergonômicos e
obrigações para essa função.
São diversas as recomendações ergonômicas para os
operadores de caixa. Dentre algumas delas podemos citar, por exemplo,
mobiliário adequado para a realização da atividade regulado de acordo com a sua
altura, apoio para o corpo, controle da carga manualmente manipulada, jornada
de trabalho organizada para a realização de pausas para descanso e condições
favoráveis no ambiente de trabalho.
Todas estas determinações previstas tem o objetivo de
evitar o desenvolvimento de doenças ocupacionais bem como acidentes de
trabalho.
Além dos cuidados especiais com os profissionais que
atuam especialmente com o atendimento no caixa dos supermercados, também se faz
fundamental a atenção redobrada quando ao local do estoque. O mesmo deve
apresentar iluminação adequada. O carregamento de cargas para trabalhadores
jovens bem como para mulheres, quando nestas funções deve ser inferior a dos
homens.
A
importância da SST para supermercados
O SST – Saúde e Segurança do Trabalho é de extrema
importância por inúmeros fatores. Dentre eles por ser o responsável por
garantir a saúde e segurança do trabalhador em seu ambiente de trabalho atuando
para reduzir acidentes de trabalho e o desenvolvimento de doenças ocupacionais.
Segundo a Organização Internacional do Trabalho, há
diferentes procedimentos e normas que as empresas devem adotar e seguir em seu
dia a dia com o intuito de salvaguardar o trabalhador. Nesse sentido o SST
acaba sendo uma dessas premissas.
No caso do SST, o órgão responsável por sua
fiscalização é o Ministério do Trabalho e Previdência, que normatiza as medidas
determinadas para a área de atuação para gerenciar e evitar riscos aos
colaboradores que ali atuam.
Para muitos empreendedores poder dar conta de todas as
demandas relativas a segurança do trabalho acaba sendo um verdadeiro desafio,
sobretudo porque não lhe são familiares as áreas as quais precisam agir. Dessa
maneira, poder contar com uma empresa especializada em SST pode fazer toda a
diferença.
E quando falamos em fazer a diferença estamos falando
na redução do índice de acidentes de trabalho e do desenvolvimento de doenças
ocupacionais. Transtornos que geram inúmeros gastos para o empregador. Sem
contar que ao investir adequadamente em segurança e saúde de seus colaboradores
os retornos vão muito além do aspecto financeiro.
Dentre os pontos importantes que uma empresa
especializada em saúde e segurança do trabalho pode auxiliar podemos mencionar,
por exemplo, a identificação dos riscos inerentes ao ambiente de trabalho e a
atividade realizada assim como medidas de proteção adotadas para mitiga-los bem
como a definição do uso dos equipamentos adequados para a proteção individual
de todos os seus colaboradores. Conte com a Paultrab – empresa de
engenharia de segurança do trabalho para auxiliar o seu supermercado na
Gestão de Riscos Ocupacionais!
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