quarta-feira, 5 de novembro de 2025

 



 

QUAL A DIFERENÇA ENTRE ACIDENTE E INCIDENTE NO AMBIENTE DE TRABALHO?

 


Entender a diferença entre acidente e incidente no ambiente de trabalho é fundamental para adotar as medidas cabíveis em cada cenário.

Uma vez que, um acidente revela a necessidade de agir imediatamente com medidas corretivas como o treinamento da equipe, alteração de layout no ambiente e outros aspectos passíveis de ajuste.

Enquanto um incidente no ambiente de trabalho revela a necessidade de maior alerta, indica que há possibilidade de implementar melhorias e serve como um sinal que não deve ser ignorado.

Portanto, para te auxiliar a cuidar de sua equipe, nós trouxemos os detalhes sobre a diferença entre acidente e incidente no ambiente de trabalho.

 

O que é um Acidente de Trabalho?

O acidente de trabalho é todo evento inesperado que causa danos à integridade mental ou física do profissional envolvido. Além disso, é importante saber que pode ocorrer durante o exercício da atividade profissional ou no trajeto entre a casa e o trabalho.

Um acidente de trabalho costuma ocasionar consequências imediatas, como: lesões, afastamento das funções, invalidez temporária ou permanente e até morte em casos extremos. Em geral, alguns exemplos práticos de acidentes comuns são:

·         Queda de altura durante o trabalho;

·         Corte profundo ao manusear ferramentas;

·         Choque elétrico em equipamento sem aterramento;

·         Inalação de substância tóxica.

 

O que é um Incidente no Ambiente de Trabalho

Um incidente no ambiente de trabalho também pode ser chamado de quase acidente. Geralmente, ocorre de forma inesperada e não causa danos físicos ou materiais, mesmo que pudesse causar.

Portanto, é importante tratar a situação como sinal de alerta, visando adotar medidas preventivas que possam evitar que os acidentes ocorram, como:

·         Realizar a manutenção de equipamentos;

·         Sinalizar locais escorregadios;

·         Fornecer EPIs para evitar lesões durante a rotina de trabalho.

Todo incidente revela para a equipe uma oportunidade de corrigir problemas que eventualmente possam ocasionar acidentes.

 

Qual a diferença entre acidente e incidente?

A principal diferença está relacionada à consequência do evento. Enquanto um acidente causa danos ao trabalhador ou à estrutura da empresa o incidente revela um risco real.

O que deixa claro que os dois cenários revelam a necessidade de investigação, registro e adoção de medidas para a proteção da equipe. De modo que, a cultura de segurança na organização possa ser reforçada.

Com uma equipe qualificada acompanhando todos os acidentes e incidentes, é possível adotar todas as medidas cabíveis. Reforçar a segurança continuamente é importante para que se possa garantir uma rotina de trabalho mais segura.

Aspecto que é fundamental para que a empresa possa adotar todas as medidas necessárias para resguardar os colaboradores.

 

Principais tipos de acidentes de trabalho

Conhecer os tipos de acidentes mais comuns ajuda na elaboração de estratégias de prevenção. Entre os principais acidentes estão:

·         Quedas (de altura, em escadas, em pisos molhados);

·         Cortes e perfurações com ferramentas ou objetos pontiagudos durante o expediente;

·         Choques elétricos;

·         Queimaduras térmicas ou químicas;

·         Exposição a agentes biológicos;

·         Lesões por esforço repetitivo (LER/DORT).

Conhecendo os problemas frequentes, é possível adotar medidas para que consiga reduzir os riscos na empresa em que atua.

 

Veja quais são os principais tipos de incidentes

Os incidentes também seguem padrões e devem ser monitorados com atenção. Os mais comuns são:

·         Quase queda ao subir ou descer escadas;

·         Falha em equipamentos que não resultou em lesão;

·         Derramamento de líquidos em áreas de circulação aumentando riscos de escorregões;

·         Problemas na sinalização que poderiam gerar confusão ou colisões.

·         Falta de EPI em atividades críticas, identificada antes de algo acontecer.

O que revela a necessidade de estar atento, para que possa reduzir os riscos de incidentes e acidentes na empresa.

 

Por que acidentes e incidentes ocorrem no ambiente de trabalho?

Esses eventos geralmente estão ligados a falhas humanas ou estruturais. Os principais motivos incluem:

1.      Ausência de treinamentos

Todos os profissionais da empresa precisam ser treinados para que possam evitar acidentes e incidentes recorrentes. Afinal, bons colaboradores precisam de atualização contínua.

2.      Desconhecimento sobre riscos da função

Um profissional que está assumindo uma nova posição pode não conhecer os riscos daquela atividade ou ter conhecimento parcial. Por isso mesmo, é importante orientar a equipe com relação aos riscos de cada atividade desempenhada.

3.      Ambiente desorganizado ou perigoso

A desorganização e falta de sinalização são erros comuns que tornam qualquer ambiente mais perigoso. Portanto, é fundamental exigir organização na empresa. Afinal, um erro comum é deixar objetos fora do lugar, ocasionando maiores chances de deixar cair, chutar ou outros acidentes e incidentes.

4.      Falta de sinalização ou iluminação adequada

A iluminação inadequada desencadeia dificuldade de visualizar detalhes. O que deixa o profissional mais exposto aos riscos de incidentes e acidentes.

5.      Uso incorreto ou inexistente de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs)

Não usar corretamente o EPI ou não ter o equipamento disponível expõe o profissional ao risco de um acidente mais grave. Por isso mesmo, a equipe precisa ter todos os itens disponíveis e orientação sobre o uso.

Caso o profissional se recuse a utilizar os EPIs corretamente, é preciso que os superiores chamem a atenção e exijam o uso correto. Afinal, a empresa poderá ser multada caso ocorra uma fiscalização.

6.      Má conservação de máquinas e ferramentas

É indispensável ter equipamentos em boas condições de funcionamento para que o risco de acidente seja minimizado. Afinal, as falhas do equipamento desencadeiam acidentes graves como os choques elétricos que podem vir a ser fatais. Portanto, a empresa precisa estar atenta ao calendário de manutenção.

7.      Excesso de carga horária, estresse e cansaço

O cansaço e excesso de horas extras podem desencadear risco aumentado de incidentes e acidentes. Por isso mesmo, é importante controlar a quantidade de horas trabalhadas por semana, para evitar sobrecarga de profissionais.

 

Como prevenir acidentes e incidentes?

A prevenção de acidentes e incidentes demanda uma série de cuidados visando a promoção da segurança de todos os trabalhadores, como:

·         Oferecer treinamentos periódicos: sobre segurança durante a rotina de trabalho, cuidado com os EPIs e forma correta de utilização;

·         Realizar auditorias e inspeções regulares nos setores: garantindo que a empresa esteja com todos os equipamentos funcionando corretamente e que todos os profissionais estão usando EPIs adequados para suas funções;

·         Investir em sinalização e organização do ambiente: para garantir que os riscos sejam minimizados pela cultura de manter o espaço funcional;

·         Criar uma cultura de uso de EPIs: cada profissional deve receber os equipamentos e ser orientado em relação ao uso, manutenção e armazenamento correto;

·         Garantir o uso correto de EPIs: durante todos os horários do expediente o profissional precisa sabercomo usar os capacetes, luvas, botas, protetores auriculares, por exemplo;

·         Corrigir imediatamente qualquer falha ou quase-acidente identificado.

 

Conclusão

Entendendo qual a diferença entre acidentes e incidentes, é possível adotar todas as medidas cabíveis na segurança da empresa.

De modo que, seja possível construir um ambiente de trabalho seguro para todos. Além disso, disponibilizar EPIs é necessário para promover uma cultura laboral saudável na empresa. Precisa de um orçamento de EPI’s? 

 

 

 

 

 

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OS ERROS MAIS COMUNS NO USO DE MÁSCARA DE PROTEÇÃO

 


O uso de máscara de proteção é essencial na rotina de diferentes profissionais, principalmente aqueles que trabalham em ambientes com riscos respiratórios. Todavia, é comum observar erros, principalmente no início da utilização do EPI.

Ao errar na utilização da máscara de proteção, o profissional está exposto a riscos por comprometer a eficácia do uso de seu EPI.

Para te ajudar a eliminar esses erros comuns no uso de máscaras e respiradores, trouxemos uma série de informações úteis. A seguir nós vamos explicar as diferenças entre os principais tipos e orientar sobre o uso correto para garantir proteção adequada.

 

Quais são os riscos respiratórios?

Uma série de agentes como poeiras, gases, vapores e agentes biológicos podem causar danos à saúde do profissional, por isso, se apresentam como riscos respiratórios.

A inalação de poeira de sílica, por exemplo, é comum no setor de mineração e construção civil e pode causar silicose, uma doença que causa insuficiência respiratória.

A exposição a alérgeno como poeira e produtos químicos pode causar asma ocupacional. Portanto, existem diferentes riscos respiratórios como o desenvolvimento de doença pulmonar obstrutiva crônica que é de origem ocupacional.

Na pandemia de covid-19, por exemplo, o uso de máscara se popularizou com o intuito de evitar a contaminação, especialmente de profissionais de saúde. Portanto, é indispensável que todos compreendam a necessidade de utilizar corretamente a máscara de proteção.

 

Principais modelos de máscara

Cada profissional demanda um tipo de máscara, com o intuito de fornecer o grau de proteção necessário para sua atividade laboral, compreenda:

1. Máscara de tecido (não profissional)

Com baixa eficiência de proteção, a máscara de tecido é comum no uso comunitário, mas não deve ser utilizada em ambientes profissionais com riscos ocupacionais por causa da ineficiência em relação à proteção contra alguns agentes biológicos.

2. Máscara cirúrgica

A máscara cirúrgica, como o próprio nome sugere, é utilizada em ambientes hospitalares e é eficaz dentro desse contexto. Contudo, a máscara cirúrgica não deve ser usada para proteção contra partículas finas ou vapores tóxicos, seu uso sempre deve ser limitado ao ambiente hospitalar.

 

Principais modelos de respiradores

Frequentemente os modelos abaixo são chamados de máscaras. Todavia, o nome técnico é respirador e eles possuem algumas características específicas, compreenda:

1. N95

O modelo é muito usado em ambientes hospitalares e industriais leves, por ser um respirador descartável com alta eficiência de filtragem. Utilizando um respirador N95 é possível ter filtragem de pelo menos 95% das partículas suspensas no ar, evitando que o profissional tenha contato com esses agentes.

2. PFF1

Indicado para ambientes com baixa concentração de contaminantes, o respirador PFF1 é usado em atividades com madeira ou grãos, protegendo o profissional contra poeiras e partículas sólidas não tóxicas.

3. PFF2

Mais eficaz que o modelo anterior, o respirador PFF2 é indicado para proteger contra partículas tóxicas e agentes biológicos. Por isso, é amplamente usado na construção civil, indústria química e serviços de saúde.

É útil saber que existem modelos PFF2 com válvula ou PFF2 com carvão ativado para a proteção durante o expediente.

4. PFF3

Com o mais alto nível de proteção entre os respiradores, o PFF3 é capaz de reter até 99% das partículas. Trata-se de um modelo usado em ambientes com alta concentração de contaminantes perigosos, como amianto e agentes radioativos. Além disso, é possível adquirir o modelo com válvula ou com carvão ativado.

 

Qual a diferença entre máscara e respirador?

É interessante saber que as máscaras comuns como cirúrgicas ou de tecido não oferecem vedação. Por isso, servem como barreira física básica. Enquanto os respiradores vedam o rosto e possuem filtros específicos.

Por isso mesmo, os respiradores são EPI’s mais robustos e se revelam como soluções adequadas para proteger riscos laborais, como a silicose, por exemplo.

Sabendo a diferença entre máscara e respirador, é possível adquirir a solução ideal para sua equipe. De modo que, cada profissional seja protegido de acordo com a atividade que será executada e a necessidade de proteção vigente.

 

Os erros comuns no uso de máscara de proteção

Apesar da popularidade em relação ao uso de máscara de proteção, dado o fato de que muitas atividades requerem essa proteção, os profissionais continuam cometendo erros em seu uso. Nós listamos alguns dos erros comuns, com o intuito de proporcionar orientações para que possa evitá-los, compreenda:

1. Manipular a parte frontal da máscara com as mãos

Muitas pessoas cometem esse erro de forma inconsciente e causam o risco de contaminação, afinal, as mãos encostam em superfícies contaminadas no local de trabalho e podem levar partículas ao nariz ou boca.

A forma correta de manipular a máscara é sempre tocando apenas os elásticos, para que possa se ajustar ao rosto.

2. Deixar a máscara cobrindo até a ponta do nariz

Não cobrir corretamente o nariz e boca com a máscara expõe as vias respiratórias. Além disso, deixar somente a ponta do nariz coberta é um erro frequente e deve ser evitado, o ideal é cobrir toda a boca e todo o nariz.

3. Não limpar a máscara reutilizável

Máscaras reutilizáveis precisam ser higienizadas corretamente após cada uso. Não efetuar a limpeza pode causar ambiente propício para a proliferação de microrganismos e consequentemente poderá causar adoecimento.

Portanto, é indispensável verificar e seguir a recomendação do fabricante para fazer a higienização adequada.

4. Usar máscara do tamanho errado

Erros na escolha do tamanho acabam dificultando a eficiência de vedação. A máscara muito pequena causa incômodo e dificuldade de uso, já as máscaras muito grandes não vedam e geram a facilidade de entrada de contaminantes. Portanto, é fundamental que o modelo escolhido seja adequado ao formato do rosto do usuário.

5. Deixar que a máscara entre em contato com outras partes do corpo ou objetos

Puxar a máscara e colocar sobre a testa, pescoço ou colocar sobre a mesa de trabalho, ainda que por pouco tempo é o suficiente para se expor ao risco de contaminação. Por isso, é importante ter cuidado ao colocar e retirar a máscara corretamente, evitando contatos que podem originar contaminações.

6. Utilizar a mesma máscara descartável repetidas vezes

A máscara descartável não deve ser reutilizada. Uma vez que, o hábito compromete a filtragem e a proteção contra agentes nocivos. Em geral, o indicado é trocá-las após 4 horas de uso ou caso fique úmida.

7. Não higienizar as mãos antes e após colocar a máscara

Manusear a máscara com as mãos sujas causa contaminação cruzada. Portanto, sempre higienize as mãos antes de colocar o EPI.

 

Como colocar e retirar corretamente a máscara

Para eliminar riscos de contaminação, é preciso seguir um passo a passo para colocar e retirar corretamente o EPI, compreenda:

1. Lave bem as mãos antes de pôr a máscara;

2. Ajuste o EPI cobrindo completamente o nariz e boca;

3. Evite tocar a máscara para ajustes durante o uso;

4. Para retirar a máscara, segure apenas os elásticos e tiras;

5. Descarte corretamente, caso seja reutilizável higienize a máscara conforme instruções do fabricante.

6. Lave as mãos após a remoção da máscara.

 

Conclusão

O uso correto de máscaras evita a contaminação e adoecimento do profissional. Cada atividade requer a utilização do modelo mais adequado, seja a máscara cirúrgica, máscara descartável ou respiradores.

Em resumo, além de usar o modelo adequado, é indispensável manusear corretamente evitando a contaminação por equívocos durante a colocação ou retirada da máscara.

Afinal, o EPI só é 100% efetivo quando é utilizado corretamente.

 

 

 

 

 

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