CIGARRO ELETRÔNICO (“VAPE”)
Olá! Seja bem vindo a mais um DDS Online! Aqui quem
escreve é o Herbert Bento, fundador desse site e também criador dos Pendrive de Segurança do Trabalho. Hoje vamos falar do cigarro eletrônico, também
conhecido. Outros nomes usados são: vape, vaper, pod, e-cigarette, e-pipe,
e-cigar, entre outros.
Nos últimos anos, o cigarro eletrônico ficou popular,
sendo visto como uma alternativa moderna ao cigarro tradicional. Algumas vezes
foi apontado como uma opção “menos nociva”, talvez por isso tenha conquistado
um público tão amplo (principalmente entre jovens).
Mas, nem tudo são flores. Essa percepção muitas vezes
é enganosa.
Embora o cigarro eletrônico pareça inofensivo à primeira
vista, estudos recentes mostram os riscos para a saúde. Como tudo que envolve a
saúde pública, esse tema não poderia ficar de fora de debates nas organizações.
O que é o cigarro eletrônico?
O cigarro eletrônico é um dispositivo projetado para
simular a experiência de fumar. Ele funciona aquecendo um líquido, que se
transforma em vapor e é inalado pelo usuário.
Diferente dos cigarros tradicionais, o cigarro eletrônico
não utiliza a queima de tabaco.
Mas isso não significa que seja livre de riscos à saúde.
Os líquidos utilizados no “vape” possuem uma
combinação de substâncias, que podem incluir:
·
nicotina: substância altamente viciante
encontrada no tabaco. Alguns líquidos possuem alta concentração, aumentando o
risco de dependência.
·
propilenoglicol (PG) e glicerina vegetal (VG):
usados como base para criar o vapor.
·
aromas: sabores artificiais que tornam o uso
mais atraente, principalmente para jovens.
·
outros compostos químicos: que podem incluir
substâncias tóxicas ou cancerígenas.
A principal diferença está no método de funcionamento: o
cigarro convencional queima tabaco, liberando fumaça, enquanto o cigarro
eletrônico aquece o líquido, produzindo vapor. Apesar disso, ambos podem conter
nicotina e expor o usuário a substâncias nocivas.
Perigos para a saúde
Estudos têm revelado que os danos causados por esses
dispositivos vão muito além do que se imaginava inicialmente, especialmente
devido às substâncias químicas presentes nos líquidos.
O vapor gerado pelo cigarro eletrônico contém substâncias
químicas que podem causar irritação nos pulmões, além de inflamações e danos a
longo prazo.
Cigarro eletrônico
– perigos para a saúde
dependência química
A presença de nicotina pode levar à dependência química,
muitas vezes em níveis mais elevados do que o cigarro tradicional.
riscos cardiovasculares
O uso do cigarro eletrônico tem sido associado a
problemas cardíacos, como aumento da pressão arterial e danos aos vasos
sanguíneos.
exposição a substâncias tóxicas
Embora o “vape” não queime tabaco, ele aquece líquidos
que podem liberar substâncias tóxicas: formaldeído e acetaldeído, metais
pesados, etc.
impacto na saúde bucal
O cigarro eletrônico pode causar danos à saúde bucal,
como irritação da gengiva, erosão dentária e mau hálito.
perigos para não fumantes
O vapor exalado pelos usuários também contém substâncias
químicas que podem ser inaladas por outras pessoas, caracterizando o chamado
“vape passivo”. Isso representa um risco adicional, especialmente em ambientes
fechados.
Além disso, por ser recarregável, é mais provável do
usuário perder a noção de quanto está consumindo. No caso de cigarros
tradicionais, é fácil contar quantas unidades foram consumidas. No caso do vape
essa contagem é mais dificultada, podendo levar ao consumo ainda mais excessivo
e prejudicial.
Legislação e regulamentação
No Brasil, a comercialização, importação e propaganda de
dispositivos eletrônicos para fumar são proibidas desde 2009.
Recentemente, a regulamentação foi revisada e manteve
essa proibição, reforçada após uma análise aprofundada dos riscos e impactos
desses produtos para a saúde pública.
A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) n° 855/2024
ampliou as restrições, incluindo a proibição de armazenamento, transporte e
propaganda dos dispositivos, além de reiterar que seu uso é vetado em ambientes
fechados de uso coletivo, sejam eles públicos ou privados.
Impactos no ambiente de trabalho
O uso de cigarros eletrônicos no ambiente de trabalho
pode trazer desafios para a saúde coletiva, a convivência entre colegas e até
mesmo a segurança do local. Entre os principais impactos estão:
redução da produtividade
As pausas frequentes para o uso do vape podem comprometer
o ritmo de trabalho, além de criar desigualdade entre os colaboradores em
termos de carga de trabalho.
riscos à saúde coletiva
Apesar de o vapor ser menos denso que a fumaça do cigarro
tradicional, ele contém substâncias químicas que podem ser inaladas por outras
pessoas, expondo os colegas a riscos, como o chamado “vape passivo”. Isso pode
ser ainda mais problemático em ambientes fechados ou com pouca ventilação.
desconforto e impacto na convivência
O uso do cigarro eletrônico em ambientes compartilhados
pode gerar desconforto, tanto pelo odor dos líquidos aromatizados quanto pela
percepção de invasão de espaço. Isso pode afetar o clima organizacional e a
relação entre os colaboradores.
Empresas devem adotar políticas claras para gerenciar o
uso de cigarros eletrônicos no ambiente de trabalho, garantindo que a
convivência, a segurança e a saúde de todos os colaboradores sejam preservadas.
Alternativas para quem deseja parar
Parar de usar cigarros eletrônicos pode ser um desafio,
especialmente para aqueles que já desenvolveram dependência química à nicotina.
Mas, existem várias alternativas que podem ajudar
nesse processo.
Cigarro
eletrônico – como abandonar o hábito
Vejamos algumas opções:
Apoio profissional
consulta com médicos e psicólogos: profissionais
especializados podem oferecer um plano personalizado para interromper o uso.
terapia cognitivo-comportamental (TCC): ajuda a
identificar e mudar os gatilhos e comportamentos associados ao uso do vape.
Terapia de reposição de nicotina (TRN)
Produtos como adesivos, gomas de mascar e sprays nasais
podem aliviar os sintomas de abstinência, reduzindo gradualmente a dependência
da nicotina.
Medicamentos
Em alguns casos, médicos podem prescrever medicamentos
específicos que ajudam a reduzir o desejo de usar nicotina, como a vareniclina
ou o bupropiona.
Suporte de grupos e redes de apoio
Participar de grupos de apoio, como os oferecidos por
instituições ou comunidades online, pode ser motivador. Compartilhar
experiências com outras pessoas que enfrentam o mesmo desafio ajuda a criar um
senso de pertencimento e incentivo.
Mudança de hábitos
identificar gatilhos: entenda quais situações ou emoções
levam ao uso do vape e procure estratégias para lidar com esses momentos sem
recorrer ao dispositivo.
exercícios físicos: a prática regular de atividades
físicas reduz o estresse e melhora o humor, tornando o processo mais fácil.
técnicas de relaxamento: meditação, yoga e outras
práticas ajudam a gerenciar a ansiedade e os sintomas de abstinência.
Abandonar o cigarro eletrônico exige determinação e
suporte adequado, mas os benefícios para a saúde física e mental compensam o
esforço.
Conclusão
O cigarro eletrônico esconde perigos para a saúde. Tanto
no nível individual, quanto no coletivo. Desde problemas respiratórios e
cardiovasculares até o risco de dependência química, os impactos do vape são
reais.
Agora é o momento de refletir: como o uso do cigarro
eletrônico pode impactar sua vida e a saúde daqueles ao seu redor?
Repense seus hábitos, busque informações e, se
necessário, procure apoio profissional para abandonar o uso.
Empresas e trabalhadores têm um papel fundamental na
construção de ambientes mais saudáveis, livres de dispositivos que colocam a
saúde em risco.
Se você usa cigarro eletrônico, dê o primeiro passo para
cuidar de si e do próximo.
Informe-se, busque alternativas e inspire mudanças no
ambiente de trabalho e na sua vida pessoal.
Cada pequena atitude pode gerar um impacto positivo
duradouro para sua saúde e bem-estar.
Afinal, prevenir é sempre a melhor escolha!
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