segunda-feira, 27 de outubro de 2025

 



 

PERCEPÇÃO DE RISCOS

 

Em diversas situações, podemos estar expostos a fatores de risco, seja no trabalho, em casa ou no trânsito. Você sabia que temos instrumentos que podem nos alertar sobre eles e nos ajudar a evitar situações arriscadas? Vejamos!

 

Afinal, o que é perigo? E o que é risco?

PERIGO, é uma situação ou condição de risco com probabilidade de causar lesão ou danos à saúde das pessoas por ausência de medidas de controle.

RISCO, é a avaliação do perigo, associada à possibilidade de ocorrência de um acidente ou doença. Durante toda nossa vida somos expostos a fatores de riscos em diversas situações.

 


Quando crianças são inúmeros os acidentes sofridos, devido à ausência da percepção de risco: é um dedo na tomada, uma queda de uma árvore, uma ingestão acidental de um produto de limpeza, e tantos outros. À medida que crescemos, diminui a ocorrência desses acidentes porque desenvolvemos a percepção de risco. E o que vem a ser isso?

 

O que é percepção de risco?

A percepção de risco é a capacidade de identificar os riscos existentes no ambiente e agir para evitar a ocorrência de acidentes. É, por exemplo, identificar o risco de dirigir alcoolizado, sem cinto de segurança ou em alta velocidade. São situações cujos fatores podem desencadear um acidente.

No ambiente de trabalho é fundamental essa percepção, visto que há a exposição a diversos perigos, nomeadamente os físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes.

 

Como desenvolver a percepção de risco?

É possível desenvolver a percepção de risco, bem como o conceito de segurança comportamental, a partir de:

Treinamentos, diálogos de segurança, simulações de situações reais;

Conhecimento do local e das atividades, leitura das fichas de informação dos produtos químicos (FISPQ);

Elaboração do mapa de riscos.

A percepção de risco na segurança do trabalho baseia-se em identificar os fatores que podem ocasionar acidentes ou doenças no ambiente de trabalho, e agir de maneira preventiva e consciente.

 

DIFERENÇA ENTRE PERIGO E RISCO

 



A imagem do Leão na jaula é um dos exemplos mais didáticos para demonstrar a diferença entre Perigo e Risco.

Na jaula da esquerda, só há a identificação do Leão, fato que pode atrair curiosos para próximo do mesmo. Na segunda jaula, existe um “bloqueio”, com um cercado no perímetro da jaula e várias placas identificando o perigo. No primeiro exemplo, o risco é iminente. No segundo exemplo, o risco está bloqueado. 

 

Fatores que influenciam na percepção de risco

A percepção de risco está diretamente relacionada às informações sobre a situação. Hoje dispomos de tempo e ferramentas adequadas para obtermos tais informações. No entanto, em diversas ocasiões deixamos de analisar os riscos e assumimos o modo reativo, dispensando o pensamento cognitivo.

São diversos fatores que nos fazem agir assim e prejudicam a percepção de risco:

·       Agir por impulso para resolver uma situação rapidamente;

·       Considerar os riscos que resultaram em acidentes recentes e negligenciar os demais;

·       Ter a sensação de controle (por exemplo: acreditamos que é mais seguro viajar de carro do que viajar de avião, porque no avião não temos controle da situação);

·       Experiência e familiaridade;

·       Excesso de confiança;

·       Ausência de treinamento e capacitação.

 

EXEMPLOS

Os fatores que influenciam na percepção de riscos são conhecidos como atos inseguros:

·       Levantamento improprio de carga;

·       Brincadeiras no serviço;

·       Manutenção de máquinas em movimentos;

·       Danificação ou não uso de EPI;

·       Utilização de ferramenta inadequada;

·       Execução de serviços para os quais não estão autorizados.

 

Qual a importância da percepção de risco?

A percepção de risco é essencial tanto no ambiente de trabalho como na vida. É por meio dela que se evita acidentes, estabelece um trabalho seguro, organizado e produtivo. Pode-se dizer que a percepção de risco é imprescindível em qualquer situação.

Muitas mortes teriam sido evitadas se houvesse uma reflexão por alguns instantes sobre a situação e os riscos envolvidos. Você, trabalhador, conheça seu ambiente de trabalho, as tarefas desenvolvidas, os riscos existentes, e aja de maneira segura.

 

OS 5 SENTIDOS DA SEGURANÇA

Por que cinco sentidos da Segurança?

Temos 5 sensores de origem: visão, audição, olfato, paladar e tato. Mas como os sentidos humanos auxiliam na missão prevencionista?

Ao identificarmos o risco, dentro de nossas competências devemos perguntar, quem é o responsável por isso ou aquilo? Por que ainda não foi resolvido? O que está faltando?

 

Se fizer perguntas objetivas, terá respostas indicativas para soluções.

 


VISÃO: Renove o Olhar. Ele tem uma característica muito importante, e consegue ver bem em linha reta ou harmônica, ou seja, quando você olha em linha reta, se alguma coisa estiver fora do alinhamento ou estética ele sinalizará. Se por alguma razão perceber que há um desalinhamento entre o que você está vendo e o que o ambiente mostra, alguma coisa não está conforme, parece estranho estar ali, PARE E PERGUNTE o porquê? Seu olho indicou, você ainda pode não saber, mas pode ser uma deformidade que pode gerar acidentes.

 


AUDIÇÃO: O ouvido é preparado para identificar sons: estridentes, descompassados, uniformes, repetitivos, harmônicos como o ruído de uma máquina ou suaves como o canto do pássaro. Quando identificamos uma irregularidade no som, ou ritmo, algo intermitente, descompassado, informe, devemos nos perguntar: quem é o responsável pela produção do barulho, operação-máquina, ambiente etc.? Porque aquele som está estranho? Como ele deveria ser ou comportar-se? Questione e logo perceberá os motivos e razões dos porquês, responsáveis e que processo está por traz daquela deformidade que pode estar enraizado em muitos outros setores ou de nossas vidas. Observe, ouça, questione, aja!

 


OLFATO: Capacidade de identificar cheiros, fragrâncias, odores. Temos filtros em nossas narinas, que são os capilares nasais, e o que fazemos com os pelinhos? Cortamos, pois consideramos uma falta de higiene e fora dos padrões estéticos. A famosa “catota” nada mais é que a poeira umedecida. Ao retirar os pelos não há mais essa filtragem natural e o nosso nariz entope causando problemas de saúde. As narinas, a cavidade nasal, a faringe, a laringe, a traqueia, os brônquios, os bronquíolos, os alvéolos e por último, mas não menos importante, o pulmão. São muitos órgãos em nosso sistema respiratório. O cheiro está associado ao sabor. Porém quando alguém fuma ou faz uso de drogas acaba por deformar e reduzir essas capacidades. Um nariz limpo e treinado é grande aliado na prevenção de acidentes.

 


PALADAR: O paladar está associado ao olfato.

O ditado popular já diz: “Onde seu nariz recusar não ponha a língua. ” Isso significa uma forma de nosso corpo mandar um alerta, pois pode haver ali algum problema de saúde. ATENÇÃO!

A nossa língua é cheia de inúmeros sensores, chamadas de papilas gustativas. Por essa razão, dentre outras, devemos lavar a língua, limpar os dentes, para assim, além de eliminar as bactérias deixar os sensores da língua livres para que eles possam capitar os sinais e sabores.

Quando se toma algo muito quente, fuma ou faz uso de drogas, acabamos por deformar esses receptores, limitando a capacidade de sentimos os sabores.

Quando você entra em um ambiente, e verifica alguma deformidade visual, um som fora dos padrões, um odor esquisito, a boca amargando, ou algo incomodando. É sinal que algo está errado naquele local ou região, portanto esses sensores registram, dão o sinal de alerta. Infelizmente às vezes muitas acabam deformando, reduzindo ou anulando esses sensores, com o uso indevido de determinadas substâncias ou falta de equipamentos de proteção individual por exemplo.

 


TATO: Quando questionadas sobre de onde vem, como é percebido ou que órgãos representam o tato, as pessoas respondem em geral: as mãos! De forma errônea, pois o tato está presente em todo o nosso corpo, pois ele é sensível e perceptível. Entra aí mais uma vez a necessidade da higiene pessoal, para dessa forma desobstruirmos os sensores na nossa pele e impedir o acúmulo de gorduras e sujeiras. Também devemos envidar todos os esforços para protegê-la, pois determinados produtos podem agredi-la trazendo sérios prejuízo à sua sensibilidade e a saúde física;

 

Os cinco sentidos que tanto nos ajudam, precisam ser cuidados e treinados para perceber condições anormais, que chamamos de condições inseguras, seja no ambiente de trabalho, em nossa casa, na escola, no trânsito etc. Uma vez devidamente aguçados tendo a importância que merecem, eles serão guardiães que fielmente nos darão sinais de alerta preciosos que previnem sobre muitos riscos presentes no ambiente.

Os Sentidos humanos aplicados a Segurança do trabalho nos ensinam que eles existem não apenas para nos fazer ver, falar, ouvir ou sentir, mas também para nos orientar, alertar e ensinar que são a segunda via para a vida!

 

 

Fonte: http://laerciojsilva.blogspot.com/

 

 

 

 

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QUANDO O CALOR VIRA RISCO: A MUDANÇA CLIMÁTICA NO AMBIENTE DE TRABALHO

 


O Brasil se prepara para receber a COP30, em novembro, e a mudança climática deve dominar o noticiário nos próximos meses. Na Saúde e Segurança do Trabalho (SST) esse tema também ganhou força – afinal, não há crise climática sem impacto direto sobre quem está na linha de frente do trabalho. Até o início do evento, traremos, mês a mês, informações que ajudam a entender e agir diante dessa nova realidade.

A primeira conta que chega ao gestor é numérica – e implacável. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), até 2030 o estresse térmico pode eliminar 80 milhões de empregos, reduzindo produtividade, ampliando acidentes e favorecendo um maior desgaste para os trabalhadores. Inclusive, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Meteorológica Mundial (OMM) já orientam a adoção de medidas operacionais, como pausas obrigatórias, pontos de resfriamento e vigilância da hidratação.

No Brasil, pesquisas apontam para o aumento de casos de desidratação e fadiga decorrentes do calor, em setores como agricultura e construção, o que pressiona as normas de SST. O Anexo 3 da NR-15 – que fixa limites de tolerância para exposição ao calor – está em revisão pelo governo. As normas diretivas do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) já exigem que o calor seja tratado como risco mapeado e mitigado.

Há ferramentas práticas já em uso. Por exemplo, a Fundacentro disponibiliza o Monitor IBUTG, que avalia a exposição ocupacional ao calor e ajuda a transformar a sensação térmica (“está quente”) em uma decisão de segurança objetiva (quando reduzir o ritmo, quando parar, como documentar).

 

Checklist para empresas

·       mapear áreas e cargos de risco;

·       implementar monitoramento regular de clima;

·       atualizar o PGR;

·       instalar pontos de sombra e hidratação;

·       ajustar turnos para evitar horários de pico de calor;

·       implantar protocolos de aclimatação e treinar equipes para reconhecer e oferecer socorro ante sinais de estresse térmico e desidratação.

 

 

 

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