quinta-feira, 30 de outubro de 2025

 



 

QUAIS SÃO OS TIPOS DE LUVAS HOSPITALARES E COMO DESCARTÁ-LAS?

 


Saber quais são os tipos de luvas hospitalares, como retirá-las sem se contaminar e como descartá-las é fundamental. Afinal, as luvas hospitalares são usadas em hospitais, clínicas e laboratórios como EPI para proteger o profissional.

O objetivo do equipamento é reduzir a exposição a agentes infecciosos, substâncias químicas e riscos físicos. Por isso, nós trouxemos todos os detalhes sobre diferentes tipos de luvas, seus materiais, indicações de uso e formas corretas de descarte.

Dessa forma, será possível garantir a segurança no ambiente hospitalar e atendimento às normas de biossegurança. Confira tudo a seguir para que não incorra em equívocos que comprometem o que determina as normas da Anvisa e a NR 32.

 

A NR 32 e sua aplicação em Hospitais

A NR 32 é determinante para a segurança de profissionais de saúde em ambiente hospitalar. Uma vez que, determina as condições de segurança em hospitais, clínicas, laboratórios e qualquer local de assistência à saúde.

Por isso, a norma regulamenta a prevenção de riscos biológicos e químicos, orientando o fornecimento e uso de EPI’s como:

·       Luvas descartáveis;

·       Máscaras cirúrgicas e respiradores (como N95/PFF2);

·       Aventais;

·       Óculos de proteção ou protetores faciais;

·       Calçados fechados ou botas de proteção.

 

Quais os principais riscos no ambiente hospitalar?

O ambiente hospitalar é repleto de riscos para os profissionais da saúde, que precisam de prevenção. Compreenda os principais pontos de atenção:

Riscos físicos

Radiações, ruídos, temperaturas extremas e objetos perfurocortantes são alguns dos riscos físicos encontrados em hospitais. Eles representam potenciais acidentes que podem impactar significativamente o profissional.

Riscos químicos

A exposição constante a medicamentos, anestésicos, produtos de limpeza e desinfetantes colocam os profissionais em risco. Afinal, são substâncias que podem ser inaladas ou absorvidas pela pele.

Riscos biológicos

Devido ao contato constante com vírus, bactérias, fungos, fluidos corporais de pacientes e materiais contaminados com sangue, os colaboradores estão constantemente expostos a riscos biológicos.

Riscos ergonômicos

É normal que na rotina de trabalho o profissional faça esforço físico repetitivo. Além disso, a má postura e longas jornadas em pé são riscos ergonômicos significativos. Portanto, são aspectos que devem ser levados à sério para evitar lesões.

 

Qual a importância do uso de luvas no ambiente hospitalar?

As luvas são aliadas importantes do profissional de saúde, por reduzirem a exposição a agentes infecciosos. Portanto, quando corretamente utilizadas, as luvas evitam a contaminação cruzada entre pacientes e profissionais.

Por isso, é um EPI que faz parte do protocolo de prevenção de infecções hospitalares (IRAS). Para que seja eficaz, é importante recordar que o uso correto da luva está vinculado à higienização adequada das mãos e à troca entre atendimentos.

 

Tipos de luvas hospitalares

Existem diferentes tipos de luvas hospitalares que podem ser utilizadas dependendo do contexto de atendimento, compreenda:

Luvas cirúrgicas

As luvas cirúrgicas são, como o próprio nome sugere, usadas em ambiente cirúrgico. São estéreis, usadas em procedimentos invasivos e garantem proteção máxima nos ambientes críticos.

Por isso, são úteis para procedimentos invasivos, manipulação de tecidos e possuem o formato anatômico.

Luvas de procedimentos (não cirúrgicas)

As luvas não cirúrgicas, conhecidas como luvas de procedimentos são usadas em coletas de sangue, exames simples, contato com secreções e outros procedimentos simples.

Afinal, são luvas mais finas, com acabamento simples e que protegem contra o contato com sangue, secreções e materiais contaminados.

 

Qual a diferença entre Luvas de Procedimento x Luvas Cirúrgicas?

Existem várias diferenças, a começar pela finalidade de uso de cada luva. Além disso, a cirúrgica é estéril e a de procedimento não. As luvas de procedimento costumam ser mais finas, proporcionando proteção com eficiência para atendimentos simples.

As luvas cirúrgicas oferecem maior precisão. Contudo, ambas oferecem sensibilidade tátil para o usuário.

 

Principais modelos de luvas hospitalares (por material)

É interessante saber que existem diferentes tipos de materiais que podem ser usados para confeccionar luvas hospitalares, compreenda detalhes a seguir:

Luvas de látex

Indicadas para todos os profissionais que não possuem alergia ao material, as luvas de látex são flexíveis e elásticas, oferecem boa sensibilidade tátil e podem ser usadas em procedimentos como exames e coletas de sangue.

Luvas de nitrila

As luvas de nitrila são uma alternativa para quem tem alergia ao látex. Com alta resistência química e a perfurações, é um tipo ideal para manipular medicamentos. Além disso, são elásticas e texturizada, favorecendo a firmeza no manuseio de instrumentos.

Luvas de vinil

Ideal para procedimentos com baixo risco de contaminação, as luvas de vinil são flexíveis. Com custo mais acessível, oferece menor elasticidade e proteção, por isso, são recomendadas para procedimentos com baixo risco de contaminação.

 

Como escolher a luva hospitalar ideal para cada procedimento?

É importante considerar uma série de fatores para que possa escolher luvas hospitalares adequadas, como:

·       Se o procedimento é invasivo ou não;

·       Se é preciso ser uma luva estéril;

·       Observe se o procedimento tem presença de substâncias químicas;

·       Avalie se a pessoa que vai usar tem alergia ao látex.

 

Um exemplo prático, a coleta de sangue pode ser feita com luva de procedimento em nitrila. Dessa forma, o profissional estará protegido para realizar a intervenção.

 

Como fazer o descarte correto das luvas hospitalares?

É importante saber retirar a luva, com o intuito de evitar contaminação. O primeiro passo é saber que a luva deve ser puxada com a outra mão, visando virar do avesso, para evitar que na retirada e pele tenha contato com a parte contaminada.

Após a retirada, a luva deve ser descartada em local apropriado. Portanto, em hospitais, clínicas e laboratórios é comum ter um lixo específico para o descarte, visando evitar a dispersão de agentes infecciosos.

 

Luvas contaminadas

As luvas que entraram em contato com sangue, fluidos ou materiais infectantes são classificadas como resíduo de grupo A. Por isso, devem ser descartadas em lixo identificado com o símbolo de risco biológico.

Além disso, o recolhimento desse lixo deve ser feito por empresas especializadas que vão dar a destinação correta para o resíduo.

Segundo a Anvisa, o estabelecimento de saúde precisa ter o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) que orienta esse processo.

 

Luvas sem contaminação

Luvas utilizadas em procedimentos que não oferecem risco biológico podem ser descartadas no lixo comum. Contudo, é importante respeitar a política interna da empresa, para evitar cometer erros.

Além disso, é importante observar que mesmo em procedimentos sem contaminação, não se deve reutilizar ou acumular luvas.

 

Conclusão

Saber detalhes sobre os tipos de luvas e materiais hospitalares é importantíssimo para adotar os cuidados necessários no uso.

Tendo em vista que, o uso correto e descarte correto são fundamentais para a proteção do profissional de saúde.

 

 

 

 

 

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RESGATE EM ALTURA: COMO FUNCIONA? QUAIS SÃO OS TIPOS?

 


O resgate em altura requer planejamento, equipe treinada e equipamentos específicos para que seja feito com segurança. Por isso, toda empresa que atua em altura precisa ter equipe preparada para uma situação emergencial.

Afinal, por mais segura que seja a operação, os riscos existem e é indispensável estar devidamente pronto para dar suporte a um colega em caso de emergência. Em 2022 foram 612 mil ocorrências de acidentes de trabalho, segundo o Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho. Cerca de 40% dos acidentes foram em altura.

Portanto, é indispensável entender o que é o resgate em altura, quais são os tipos de resgates existentes, equipamentos utilizados e quem pode realizar a operação. Nós trouxemos mais detalhes para que entenda o processo e quais práticas ajudam a prevenir acidentes.

 

O que é resgate em altura?

O resgate em altura é, na verdade, um conjunto de técnicas e procedimentos adotados para retirar, com segurança, um trabalhador de um local elevado. Afinal, é possível que esse trabalhador tenha sofrido uma queda, mal súbito ou outro incidente que desencadeia a necessidade de socorro.

Portanto, a operação é delicada, exige preparo técnico e equipamentos apropriados para que seja possível proporcionar uma resposta rápida de suporte, para evitar complicações à saúde do acidentado.

 

Qual é a importância do resgate em altura?

O trabalho de resgate em altura é essencial para a preservação de vidas em situações críticas. É por isso, que a demora de resgate pode desencadear perdas irreversíveis.

Não ter um plano adequado de suporte pode agravar o quadro do acidentado enquanto espera suporte. E o mais grave: um resgate realizado por pessoas não capacitadas coloca a todos em risco.

Por isso mesmo, toda empresa que presta trabalho em altura precisa ter um plano de resgate em caso de acidente. Além de ser necessário ter equipamentos apropriados e equipe capacitada para agir imediatamente após ser acionada.

 

Quais normas falam sobre o resgate em altura?

O resgate em altura é regulamentado pela NR-35 e NR-33, visando que o suporte garanta a segurança de todos os profissionais envolvidos no resgate.

A NR-35 trata do trabalho em altura, ou seja, toda atividade acima de dois metros de altura, onde há risco de queda já exige plano de resgate e salvamento previamente elaborado.

Enquanto a NR-33 determina a segurança para trabalho em espaços confinados e exige que a equipe esteja preparada para atuar em situações de emergência.

 

Quais são os tipos de resgate em altura?

É importante destacar que existem diferentes cenários de resgate em altura, o que exige diferentes condições de preparação, compreenda:

1.      Resgate simples

É realizado em situações em que se pode usufruir de acesso facilitado ao acidentado, com uso de técnicas básicas como utilização de corda ou escada.

2.      Resgate complexo

Ocorre em casos que envolvem obstáculos, em locais de difícil acesso ou com múltiplas vítimas. Uma vez que, nesses casos, é preciso ter um planejamento detalhado para a situação de resgate e uso de equipamentos específicos.

3.      Resgate em espaços confinados

Complexo, o resgate em espaços confinados ocorre em locais com pouca ventilação como tanques, galerias e silos. Portanto, demanda cuidados e equipamentos especiais para proteger os envolvidos em todo o processo.

4.      Resgate com descida controlada

Nesse caso, o trabalhador é transportado de forma segura até o solo, usando um sistema de cordas que controla a velocidade da descida.

 

Quais são as 3 condições básicas para um resgate em alturas?

Existem três pilares que são essenciais para que um resgate em altura seja realizado com segurança e eficiência, são eles:

Planejamento do resgate: requer a elaboração de um plano de emergência detalhado, considerando os riscos do local e as estratégias de retirada da pessoa acidentada;

Equipamentos adequados: é indispensável utilizar EPIs e sistemas de resgate certificados e compatíveis com o tipo de atividade que será executada, para que o resgate não coloque a todos em maior risco;

Treinamento da equipe de resgate: os profissionais responsáveis devem ser devidamente capacitados e passar por treinamentos frequentes, incluindo simulações práticas de emergências, visando que estejam sempre preparados.

 

Se um dos três pontos falhar, o resgate como um todo é comprometido, podendo desencadear um novo acidente.

 

Como montar um plano de resgate em altura?

É importante que a equipe seja orientada sobre como agir em casos de emergência em altura. O plano deve ser montado de forma estruturada e adaptado à realidade do ambiente e das atividades executadas pela equipe. Para te ajudar, trouxemos os passos que vão compor esse planejamento:

·       Análise prévia dos riscos do local: é preciso ter consciência das condições de cada espaço de trabalho, visando adaptar o plano para cada cenário possível;

·       Definição dos procedimentos operacionais: o documento deve detalhar o que precisa ser feito em caso de acidentes, passo a passo, como os pontos de ancoragem, equipamentos que serão usados e rotas de evacuação, para proporcionar agilidade durante o resgate;

·       Comunicação eficiente: durante toda a operação a equipe precisa usar rádios e sinais visuais e sonoros para que tenham uma comunicação rápida e sem atrasos críticos. O objetivo é que toda a equipe esteja alinhada durante o resgate;

·       Capacitação com simulações práticas: a equipe sempre deve passar por treinamentos específicos e simulações realistas de situações de resgate. Dessa forma, é possível até mesmo perceber falhas e reforçar o planejamento para que seja mais eficaz;

·       Documentação completa e atualizada: todo plano de resgate precisa ser documentado formalmente para que a empresa possa atender às exigências legais;

·       Revisão e atualização contínua do plano: periodicamente o plano deve ser atualizado, bem como, sempre que houver alteração no ambiente, nos equipamentos ou na equipe que realiza o resgate visando manter a eficiência desejada.

 

Quais equipamentos são utilizados em resgates em altura?

Os equipamentos usados variam de acordo com o tipo de resgate a ser feito. Todavia, alguns itens são indispensáveis para que se possa garantir a segurança da operação, como:

Cinturão de segurança tipo paraquedista

Com pontos de conexão, o cinturão de segurança tipo paraquedista é o principal EPI para trabalhos e resgate em altura. Em resumo, ele permite o engate seguro em sistemas de retenção, posicionamento e resgate e precisa ser bem ajustado ao corpo.

Cordas

As cordas são essenciais para a ancoragem, descida, subida e movimentação da pessoa acidentada. Por isso, geralmente as cordas utilizadas em resgate possuem baixa elasticidade.

Talabarte

Útil para a restrição de movimentação e conexão do trabalhador ao ponto de ancoragem, o talabarte é um sistema secundário de segurança em resgates.

Mosquetões

Os mosquetões são dispositivos de segurança usados para interligar as cordas, talabartes, polias e cintos durante o resgate.

Polias

Essencial para facilitar o içamento ou a descida da vítima, as polias reduzem o esforço físico necessário para movimentar a pessoa que está sendo resgatada.

Travaquedas

É um dispositivo que bloqueia automaticamente a queda em caso de perda de controle. Portanto, o travaquedas é muito útil em sistemas verticais.

Tripé de resgate

Utilizado em resgates em poços, silos, caixas d’água e espaços confinados, o tripé é um ponto de ancoragem seguro para o resgate.

Dispositivos de comunicação

São usados rádios comunicadores, sinais combinados, intercomunicadores com headset e outras alternativas para um resgate eficaz.

 

Quem pode realizar um resgate em altura?

Para realizar o resgate em altura é preciso ter treinamento conforme determina a NR-35, visando que o profissional esteja preparado para usar corretamente todos os equipamentos e técnicas necessárias para realizar o resgate.

Afinal, somente ser habituado a trabalhar em altura não é o suficiente para estar apto a realizar o resgate de um colega de trabalho acidentado.

 

Dicas para prevenir acidentes em altura

Prevenir acidentes em altura requer preparo para o resgate, entenda algumas dicas práticas:

Realizar análise de risco antes de iniciar a atividade: para que saiba quais equipamentos usar e como proceder durante o trabalho, evitando um acidente;

Exigir o uso correto e contínuo dos EPI’s: exija que sua equipe use EPI’s para evitar acidentes em altura;

Inspecionar os equipamentos antes de cada uso: inspecione os EPI’s antes de cada uso, evitando que o equipamento esteja desgastado e falhe;

Treinar periodicamente os colaboradores: garanta que seus colaboradores sabem o que estão fazendo para que adotem condutas que evitam acidentes;

Estabelecer planos de emergência com equipes preparadas: tenha um plano claro a ser adotado em caso de emergência, para que todos saibam como proceder evitando agravamento do acidente.

 

Onde comprar equipamentos para resgate em altura?

Além de oferecer linha completa de EPI’s para o trabalho em altura, oferece linha completa de EPI’s e equipamentos para resgate e trabalho em altura, com entrega rápida, frete grátis para diversas regiões e condições especiais para empresas.

Com experiência acumulada no mercado, tem catálogo variado e atendimento especializado para auxiliar durante toda a sua compra.

 

Conclusão

O resgate em altura é um trabalho essencial para a segurança daqueles que executam serviços acima de dois metros do nível do solo. Ter uma equipe bem treinada, capacitada e bem equipada para atuar no resgate é indispensável para preservar vidas.

Em resumo, aproveite que já sabe quais são os equipamentos utilizados, as normas de resgate em altura e sua importância e proteja sua equipe com treinamento e capacitação.

Estar preparado para situações emergenciais salva vidas. Sempre conte com EPI’s confiáveis, equipe capacitada e um plano de resgate eficiente.

 

 

 

 

 

 

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