QUAIS
SÃO OS TIPOS DE LUVAS HOSPITALARES E COMO DESCARTÁ-LAS?
Saber quais são os tipos de luvas hospitalares, como
retirá-las sem se contaminar e como descartá-las é fundamental. Afinal, as
luvas hospitalares são usadas em hospitais, clínicas e laboratórios como EPI
para proteger o profissional.
O objetivo do equipamento é reduzir a exposição a agentes
infecciosos, substâncias químicas e riscos físicos. Por isso, nós trouxemos
todos os detalhes sobre diferentes tipos de luvas, seus materiais, indicações
de uso e formas corretas de descarte.
Dessa forma, será possível garantir a segurança no ambiente
hospitalar e atendimento às normas de biossegurança. Confira tudo a seguir para
que não incorra em equívocos que comprometem o que determina as normas da
Anvisa e a NR 32.
A NR
32 e sua aplicação em Hospitais
A NR 32 é determinante para a segurança de
profissionais de saúde em ambiente hospitalar. Uma vez que, determina as
condições de segurança em hospitais, clínicas, laboratórios e qualquer local de
assistência à saúde.
Por isso, a norma regulamenta a prevenção de riscos
biológicos e químicos, orientando o fornecimento e uso de EPI’s como:
· Luvas
descartáveis;
· Máscaras
cirúrgicas e respiradores (como N95/PFF2);
· Aventais;
· Óculos
de proteção ou protetores faciais;
· Calçados
fechados ou botas de proteção.
Quais
os principais riscos no ambiente hospitalar?
O ambiente hospitalar é repleto de riscos para os
profissionais da saúde, que precisam de prevenção. Compreenda os principais
pontos de atenção:
Riscos
físicos
Radiações, ruídos, temperaturas extremas e objetos
perfurocortantes são alguns dos riscos físicos encontrados em hospitais. Eles
representam potenciais acidentes que podem impactar significativamente o
profissional.
Riscos
químicos
A exposição constante a medicamentos, anestésicos, produtos
de limpeza e desinfetantes colocam os profissionais em risco. Afinal, são
substâncias que podem ser inaladas ou absorvidas pela pele.
Riscos
biológicos
Devido ao contato constante com vírus, bactérias, fungos, fluidos
corporais de pacientes e materiais contaminados com sangue, os colaboradores
estão constantemente expostos a riscos biológicos.
Riscos
ergonômicos
É normal que na rotina de trabalho o profissional faça
esforço físico repetitivo. Além disso, a má postura e longas jornadas em pé são
riscos ergonômicos significativos. Portanto, são aspectos que devem ser levados
à sério para evitar lesões.
Qual a
importância do uso de luvas no ambiente hospitalar?
As luvas são aliadas importantes do profissional de saúde,
por reduzirem a exposição a agentes infecciosos. Portanto, quando corretamente
utilizadas, as luvas evitam a contaminação cruzada entre pacientes e
profissionais.
Por isso, é um EPI que faz parte do protocolo de prevenção
de infecções hospitalares (IRAS). Para que seja eficaz, é importante recordar
que o uso correto da luva está vinculado à higienização adequada das mãos e à
troca entre atendimentos.
Tipos
de luvas hospitalares
Existem diferentes tipos de luvas hospitalares que podem
ser utilizadas dependendo do contexto de atendimento, compreenda:
Luvas
cirúrgicas
As luvas cirúrgicas são, como o próprio nome sugere, usadas
em ambiente cirúrgico. São estéreis, usadas em procedimentos invasivos e
garantem proteção máxima nos ambientes críticos.
Por isso, são úteis para procedimentos invasivos,
manipulação de tecidos e possuem o formato anatômico.
Luvas
de procedimentos (não cirúrgicas)
As luvas não cirúrgicas, conhecidas como luvas de
procedimentos são usadas em coletas de sangue, exames simples, contato com
secreções e outros procedimentos simples.
Afinal, são luvas mais finas, com acabamento simples e que
protegem contra o contato com sangue, secreções e materiais contaminados.
Qual a
diferença entre Luvas de Procedimento x Luvas Cirúrgicas?
Existem várias diferenças, a começar pela finalidade de uso
de cada luva. Além disso, a cirúrgica é estéril e a de procedimento não. As
luvas de procedimento costumam ser mais finas, proporcionando proteção com
eficiência para atendimentos simples.
As luvas cirúrgicas oferecem maior precisão. Contudo, ambas
oferecem sensibilidade tátil para o usuário.
Principais
modelos de luvas hospitalares (por material)
É interessante saber que existem diferentes tipos de
materiais que podem ser usados para confeccionar luvas hospitalares, compreenda
detalhes a seguir:
Luvas
de látex
Indicadas para todos os profissionais que não possuem
alergia ao material, as luvas de látex são flexíveis e elásticas,
oferecem boa sensibilidade tátil e podem ser usadas em procedimentos como
exames e coletas de sangue.
Luvas
de nitrila
As luvas de nitrila são uma alternativa para quem
tem alergia ao látex. Com alta resistência química e a perfurações, é um tipo
ideal para manipular medicamentos. Além disso, são elásticas e texturizada,
favorecendo a firmeza no manuseio de instrumentos.
Luvas
de vinil
Ideal para procedimentos com baixo risco de contaminação,
as luvas de vinil são flexíveis. Com custo mais acessível, oferece
menor elasticidade e proteção, por isso, são recomendadas para procedimentos
com baixo risco de contaminação.
Como
escolher a luva hospitalar ideal para cada procedimento?
É importante considerar uma série de fatores para que possa
escolher luvas hospitalares adequadas, como:
· Se o
procedimento é invasivo ou não;
· Se é
preciso ser uma luva estéril;
· Observe
se o procedimento tem presença de substâncias químicas;
· Avalie
se a pessoa que vai usar tem alergia ao látex.
Um exemplo prático, a coleta de sangue pode ser feita com
luva de procedimento em nitrila. Dessa forma, o profissional estará protegido
para realizar a intervenção.
Como
fazer o descarte correto das luvas hospitalares?
É importante saber retirar a luva, com o intuito de evitar
contaminação. O primeiro passo é saber que a luva deve ser puxada com a outra
mão, visando virar do avesso, para evitar que na retirada e pele tenha contato
com a parte contaminada.
Após a retirada, a luva deve ser descartada em local
apropriado. Portanto, em hospitais, clínicas e laboratórios é comum ter um lixo
específico para o descarte, visando evitar a dispersão de agentes infecciosos.
Luvas
contaminadas
As luvas que entraram em contato com sangue, fluidos ou
materiais infectantes são classificadas como resíduo de grupo A. Por isso,
devem ser descartadas em lixo identificado com o símbolo de risco biológico.
Além disso, o recolhimento desse lixo deve ser feito por
empresas especializadas que vão dar a destinação correta para o resíduo.
Segundo a Anvisa, o estabelecimento de saúde precisa ter o Plano de Gerenciamento de Resíduos de
Serviços de Saúde (PGRSS) que orienta esse processo.
Luvas
sem contaminação
Luvas utilizadas em procedimentos que não oferecem risco
biológico podem ser descartadas no lixo comum. Contudo, é importante respeitar
a política interna da empresa, para evitar cometer erros.
Além disso, é importante observar que mesmo em
procedimentos sem contaminação, não se deve reutilizar ou acumular luvas.
Conclusão
Saber detalhes sobre os tipos de luvas e materiais
hospitalares é importantíssimo para adotar os cuidados necessários no uso.
Tendo em vista que, o uso correto e descarte correto são
fundamentais para a proteção do profissional de saúde.
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