quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

 



 

MAU USO DO EPI: DESCUBRA QUAIS SÃO AS CONSEQUÊNCIAS!

 

 


 

O mau uso do EPI desencadeia uma série de consequências negativas para o trabalhador e para a empresa. Afinal, a proteção fica comprometida pela conduta inadequada e os riscos de acidentes passam a ser maiores.

Entender o que motiva o mau uso do EPI e quais são suas consequências é fundamental para que seja possível corrigir o comportamento de seus colaboradores. Nós trouxemos algumas informações pertinentes que vão te auxiliar a mudar esse contexto em sua organização.

 

O uso do EPI é obrigatório?

De acordo com a NR 6 o uso de EPI’s é obrigatório sempre que houver riscos que não podem ser eliminados ou controlados por medidas coletivas de proteção. Por isso, é obrigação da empresa fornece o EPI e treinar o colaborador em relação ao uso de acordo com a CLT em seu artigo 166.

Mas sempre que há uma conduta repetitiva de mau uso do EPI, é preciso ir além, visando identificar o que desencadeia o comportamento para que possa coibi-lo.

 

O que é considerado mau uso de EPI?

Muitas empresas enxergam como mau uso de EPI não fazer a utilização do equipamento durante todo o expediente. Contudo, existem outros pontos de atenção, como:

·       Não prender o capacete com jugular corretamente;

·       Usar EPI danificado ou vencido;

·       Recusar o uso mesmo após orientação e treinamento;

·       Se sentar no capacete como se fosse um banco;

·       Não limpar o EPI reutilizável após o uso;

·       Óculos de proteção no pescoço e não no rosto;

·       Não armazenar corretamente o equipamento para o próximo uso;

·       Retirar o EPI durante o expediente.

 

São apenas alguns exemplos relacionados ao improviso ou alteração no uso dos EPI’s que podem ocasionar desde pequenas falhas até comprometimento total da proteção daquele trabalhador.

 

Consequências do mau uso de EPI para o Trabalhador

O mau uso de EPI é prejudicial para o trabalhador, assim como para a empresa. Uma vez que desencadeia como consequência uma série de questões, por exemplo:

Acidentes de trabalho

A falta ou o uso inadequado do EPI pode resultar em quedas, cortes, queimaduras, intoxicações e outros acidentes. Por exemplo, um profissional da construção civil que está sem capacete, pode ser atingido por um objeto pesado que outro colega deixou cair. Dependendo da gravidade o acidente pode vir a ser fatal.

Doenças ocupacionais

A exposição contínua a agentes químicos, físicos ou biológicos sem o uso correto do EPI pode causar doenças como problemas respiratórios e dermatites.

Um profissional que se recusa a usar o protetor auditivo, por exemplo, pode perder definitivamente a sua audição por causa da exposição prolongada ao ruído.

Lesões corporais

O mau uso do EPI expõe o profissional ao risco de lesões graves ou permanentes que poderiam ser evitadas com o uso correto do EPI, como amputações ou sequelas físicas ocasionadas por acidentes.

Impactos psicológicos e emocionais

Além dos danos físicos, um acidente ou doença causada pelo mau uso do EPI pode gerar uma série de problemas psicológicos e emocionais, como medo de retomar as atividades, ansiedade, estresse e até afastamento prolongado do trabalho. Os problemas emocionais não se limitam ao colaborador acidentado, podendo impactar toda a equipe.

Demissão por justa causa

De acordo com a CLT a recusa injustificada em relação ao uso do EPI ou o uso incorreto são características de atos de indisciplina. Diante disso, o resultado da conduta é uma advertência que pode evoluir para uma demissão por justa causa em casos de recorrência da conduta.

 

Consequências do mau uso de EPI para a Empresa

Como dito anteriormente, a empresa também é diretamente prejudicada pela conduta do profissional que faz mau uso do EPI, sofrendo consequências como:

Multas

É dever da empresa fornece e fiscalizar o uso do EPI. Por isso, durante uma fiscalização do Ministério do Trabalho a empresa pode sofrer multas pesadas caso sejam identificadas falhas na gestão de EPIs.

Processos Judiciais

A empresa pode ser processada por acidentes ocorridos em suas instalações, gerando a necessidade de pagar indenizações. Afinal, o aumento de passivos jurídicos é extremamente prejudicial para qualquer negócio.

Impacto negativo na imagem

Uma empresa com histórico de acidentes recorrentes tem sua reputação prejudicada, o que afeta a confiança de clientes e parceiros e também desencadeia dificuldade de contratação dos melhores talentos.

Perda de produtividade e retrabalho

Os acidentes ocasionados pelo mau uso do EPI geram afastamentos, que impactam negativamente na produtividade e geram custos adicionais, além de atrasos na execução dos projetos dentro da organização.

 

Como evitar o mau uso ou a falta de EPI?

É importante que a equipe esteja preparada para evitar o mau uso e a falta de EPI em todos os setores da organização, adotando algumas medidas práticas como:

Cursos e Treinamentos

Os cursos e treinamentos conscientizam a equipe a respeito da importância de utilizar os EPI’s durante toda a jornada de trabalho. Além disso, capacitar em relação ao uso de EPI’s é uma das obrigações dos contratantes.

Fiscalização

É importante ter um colaborador responsável por fiscalizar o uso, para que possa garantir que condutas equivocadas sejam coibidas diariamente.

Incentivo ao uso

Conversar e orientar a respeito do uso correto de EPI’s é parte da cultura organizacional, que deve ser focada em condutas que resguardem o bem-estar de todos.

Controle de estoque

O controle de estoque é fundamental para repor EPI’s que eventualmente apresentem danos precocemente, garantindo que a proteção necessária esteja sempre à disposição.

Entregas de EPI de acordo com a função

É importante fornecer o equipamento correto para cada função, ajustado ao tamanho do colaborador para que seja confortável, de acordo com a sua necessidade de proteção considerando os riscos aos quais o trabalhador está exposto.

Avaliação de risco

É importante investir na análise de riscos de cada atividade para que a escolha do EPI mais adequado seja promovida, visando ter uma compra eficiente, que protege os colaboradores de cada setor do negócio.

 

O que fazer quando o funcionário se recusa a usar EPI?

Não sabe o que fazer quando o funcionário se recusa a usar EPI? É importante ter uma abordagem educativa, orientando o colaborador. Através da conscientização a respeito dos riscos envolvidos na rotina a maior parte dos colaboradores adota as medidas esperadas.

Mas em caso de recusa persistente, a empresa pode aplicar advertência e, em última instância, demitir por justa causa baseado no que diz a CLT.

Para tal, é importante documentar os treinamentos e as negativas do colaborador em seguir as regras. A documentação de entrega de EPI’s e treinamentos comprova a conduta e resguarda a empresa em processos trabalhistas

 

Conclusão

A utilização de EPI é uma obrigatoriedade e condutas diferentes das orientadas são consideradas mau uso de EPI. Ser reincidente em mau uso é prejudicial para o trabalhador e para a empresa, o que revela a importância de adotar boas práticas de prevenção e conscientização.

Afinal, a segurança no ambiente de trabalho depende da responsabilidade compartilhada entre empregadores e empregados. Precisa de um orçamento de EPI? 

 

 

 

 

 

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QUAL A DIFERENÇA ENTRE ACIDENTE E INCIDENTE NO AMBIENTE DE TRABALHO?

 

 


 

Entender a diferença entre acidente e incidente no ambiente de trabalho é fundamental para adotar as medidas cabíveis em cada cenário.

Uma vez que, um acidente revela a necessidade de agir imediatamente com medidas corretivas como o treinamento da equipe, alteração de layout no ambiente e outros aspectos passíveis de ajuste.

Enquanto um incidente no ambiente de trabalho revela a necessidade de maior alerta, indica que há possibilidade de implementar melhorias e serve como um sinal que não deve ser ignorado.

Portanto, para te auxiliar a cuidar de sua equipe, nós trouxemos os detalhes sobre a diferença entre acidente e incidente no ambiente de trabalho.

 

O que é um Acidente de Trabalho?

O acidente de trabalho é todo evento inesperado que causa danos à integridade mental ou física do profissional envolvido. Além disso, é importante saber que pode ocorrer durante o exercício da atividade profissional ou no trajeto entre a casa e o trabalho.

Um acidente de trabalho costuma ocasionar consequências imediatas, como: lesões, afastamento das funções, invalidez temporária ou permanente e até morte em casos extremos. Em geral, alguns exemplos práticos de acidentes comuns são:

·         Queda de altura durante o trabalho;

·         Corte profundo ao manusear ferramentas;

·         Choque elétrico em equipamento sem aterramento;

·         Inalação de substância tóxica.

 

O que é um Incidente no Ambiente de Trabalho

Um incidente no ambiente de trabalho também pode ser chamado de quase acidente. Geralmente, ocorre de forma inesperada e não causa danos físicos ou materiais, mesmo que pudesse causar.

Portanto, é importante tratar a situação como sinal de alerta, visando adotar medidas preventivas que possam evitar que os acidentes ocorram, como:

·         Realizar a manutenção de equipamentos;

·         Sinalizar locais escorregadios;

·         Fornecer EPIs para evitar lesões durante a rotina de trabalho.

Todo incidente revela para a equipe uma oportunidade de corrigir problemas que eventualmente possam ocasionar acidentes.

 

Qual a diferença entre acidente e incidente?

A principal diferença está relacionada à consequência do evento. Enquanto um acidente causa danos ao trabalhador ou à estrutura da empresa o incidente revela um risco real.

O que deixa claro que os dois cenários revelam a necessidade de investigação, registro e adoção de medidas para a proteção da equipe. De modo que, a cultura de segurança na organização possa ser reforçada.

Com uma equipe qualificada acompanhando todos os acidentes e incidentes, é possível adotar todas as medidas cabíveis. Reforçar a segurança continuamente é importante para que se possa garantir uma rotina de trabalho mais segura.

Aspecto que é fundamental para que a empresa possa adotar todas as medidas necessárias para resguardar os colaboradores.

 

Principais tipos de acidentes de trabalho

Conhecer os tipos de acidentes mais comuns ajuda na elaboração de estratégias de prevenção. Entre os principais acidentes estão:

·         Quedas (de altura, em escadas, em pisos molhados);

·         Cortes e perfurações com ferramentas ou objetos pontiagudos durante o expediente;

·         Choques elétricos;

·         Queimaduras térmicas ou químicas;

·         Exposição a agentes biológicos;

·         Lesões por esforço repetitivo (LER/DORT).

Conhecendo os problemas frequentes, é possível adotar medidas para que consiga reduzir os riscos na empresa em que atua.

 

Veja quais são os principais tipos de incidentes

Os incidentes também seguem padrões e devem ser monitorados com atenção. Os mais comuns são:

·         Quase queda ao subir ou descer escadas;

·         Falha em equipamentos que não resultou em lesão;

·         Derramamento de líquidos em áreas de circulação aumentando riscos de escorregões;

·         Problemas na sinalização que poderiam gerar confusão ou colisões.

·         Falta de EPI em atividades críticas, identificada antes de algo acontecer.

O que revela a necessidade de estar atento, para que possa reduzir os riscos de incidentes e acidentes na empresa.

 

Por que acidentes e incidentes ocorrem no ambiente de trabalho?

Esses eventos geralmente estão ligados a falhas humanas ou estruturais. Os principais motivos incluem:

1.      Ausência de treinamentos

Todos os profissionais da empresa precisam ser treinados para que possam evitar acidentes e incidentes recorrentes. Afinal, bons colaboradores precisam de atualização contínua.

2.      Desconhecimento sobre riscos da função

Um profissional que está assumindo uma nova posição pode não conhecer os riscos daquela atividade ou ter conhecimento parcial. Por isso mesmo, é importante orientar a equipe com relação aos riscos de cada atividade desempenhada.

3.      Ambiente desorganizado ou perigoso

A desorganização e falta de sinalização são erros comuns que tornam qualquer ambiente mais perigoso. Portanto, é fundamental exigir organização na empresa. Afinal, um erro comum é deixar objetos fora do lugar, ocasionando maiores chances de deixar cair, chutar ou outros acidentes e incidentes.

4.      Falta de sinalização ou iluminação adequada

A iluminação inadequada desencadeia dificuldade de visualizar detalhes. O que deixa o profissional mais exposto aos riscos de incidentes e acidentes.

5.      Uso incorreto ou inexistente de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs)

Não usar corretamente o EPI ou não ter o equipamento disponível expõe o profissional ao risco de um acidente mais grave. Por isso mesmo, a equipe precisa ter todos os itens disponíveis e orientação sobre o uso.

Caso o profissional se recuse a utilizar os EPIs corretamente, é preciso que os superiores chamem a atenção e exijam o uso correto. Afinal, a empresa poderá ser multada caso ocorra uma fiscalização.

6.      Má conservação de máquinas e ferramentas

É indispensável ter equipamentos em boas condições de funcionamento para que o risco de acidente seja minimizado. Afinal, as falhas do equipamento desencadeiam acidentes graves como os choques elétricos que podem vir a ser fatais. Portanto, a empresa precisa estar atenta ao calendário de manutenção.

7.      Excesso de carga horária, estresse e cansaço

O cansaço e excesso de horas extras podem desencadear risco aumentado de incidentes e acidentes. Por isso mesmo, é importante controlar a quantidade de horas trabalhadas por semana, para evitar sobrecarga de profissionais.

 

Como prevenir acidentes e incidentes?

A prevenção de acidentes e incidentes demanda uma série de cuidados visando a promoção da segurança de todos os trabalhadores, como:

·         Oferecer treinamentos periódicos: sobre segurança durante a rotina de trabalho, cuidado com os EPIs e forma correta de utilização;

·         Realizar auditorias e inspeções regulares nos setores: garantindo que a empresa esteja com todos os equipamentos funcionando corretamente e que todos os profissionais estão usando EPIs adequados para suas funções;

·         Investir em sinalização e organização do ambiente: para garantir que os riscos sejam minimizados pela cultura de manter o espaço funcional;

·         Criar uma cultura de uso de EPIs: cada profissional deve receber os equipamentos e ser orientado em relação ao uso, manutenção e armazenamento correto;

·         Garantir o uso correto de EPIs: durante todos os horários do expediente o profissional precisa sabercomo usar os capacetes, luvas, botas, protetores auriculares, por exemplo;

·         Corrigir imediatamente qualquer falha ou quase-acidente identificado.

 

Conclusão

Entendendo qual a diferença entre acidentes e incidentes, é possível adotar todas as medidas cabíveis na segurança da empresa.

De modo que, seja possível construir um ambiente de trabalho seguro para todos. Além disso, disponibilizar EPIs é necessário para promover uma cultura laboral saudável na empresa. Precisa de um orçamento de EPI’s? Fale com nossos consultores agora mesmo!

 

 

 

 

 

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