MAU
USO DO EPI: DESCUBRA QUAIS SÃO AS CONSEQUÊNCIAS!
O mau uso do EPI desencadeia uma série de consequências
negativas para o trabalhador e para a empresa. Afinal, a proteção fica
comprometida pela conduta inadequada e os riscos de acidentes passam a ser
maiores.
Entender o que motiva o mau uso do EPI e quais são suas
consequências é fundamental para que seja possível corrigir o comportamento de
seus colaboradores. Nós trouxemos algumas informações pertinentes que vão te
auxiliar a mudar esse contexto em sua organização.
O uso
do EPI é obrigatório?
De acordo com a NR 6 o uso de EPI’s é obrigatório
sempre que houver riscos que não podem ser eliminados ou controlados por
medidas coletivas de proteção. Por isso, é obrigação da empresa fornece o EPI e
treinar o colaborador em relação ao uso de acordo com a CLT em seu artigo
166.
Mas sempre que há uma conduta repetitiva de mau uso do EPI,
é preciso ir além, visando identificar o que desencadeia o comportamento para
que possa coibi-lo.
O que
é considerado mau uso de EPI?
Muitas empresas enxergam como mau uso de EPI não fazer a
utilização do equipamento durante todo o expediente. Contudo, existem outros pontos de atenção, como:
· Não
prender o capacete com jugular corretamente;
· Usar
EPI danificado ou vencido;
· Recusar
o uso mesmo após orientação e treinamento;
· Se
sentar no capacete como se fosse um banco;
· Não
limpar o EPI reutilizável após o uso;
· Óculos
de proteção no pescoço e não no rosto;
· Não
armazenar corretamente o equipamento para o próximo uso;
· Retirar
o EPI durante o expediente.
São apenas alguns exemplos relacionados ao improviso ou
alteração no uso dos EPI’s que podem ocasionar desde pequenas falhas até
comprometimento total da proteção daquele trabalhador.
Consequências
do mau uso de EPI para o Trabalhador
O mau uso de EPI é prejudicial para o trabalhador, assim
como para a empresa. Uma vez que desencadeia como consequência uma série de
questões, por exemplo:
Acidentes
de trabalho
A falta ou o uso inadequado do EPI pode resultar em quedas,
cortes, queimaduras, intoxicações e outros acidentes. Por exemplo, um
profissional da construção civil que está sem capacete, pode ser atingido por
um objeto pesado que outro colega deixou cair. Dependendo da gravidade o
acidente pode vir a ser fatal.
Doenças
ocupacionais
A exposição contínua a agentes químicos, físicos ou
biológicos sem o uso correto do EPI pode causar doenças como problemas
respiratórios e dermatites.
Um profissional que se recusa a usar o protetor auditivo,
por exemplo, pode perder definitivamente a sua audição por causa da exposição
prolongada ao ruído.
Lesões
corporais
O mau uso do EPI expõe o profissional ao risco de lesões
graves ou permanentes que poderiam ser evitadas com o uso correto do EPI, como
amputações ou sequelas físicas ocasionadas por acidentes.
Impactos
psicológicos e emocionais
Além dos danos físicos, um acidente ou doença causada pelo
mau uso do EPI pode gerar uma série de problemas psicológicos e emocionais,
como medo de retomar as atividades, ansiedade, estresse e até afastamento
prolongado do trabalho. Os problemas emocionais não se limitam ao colaborador
acidentado, podendo impactar toda a equipe.
Demissão
por justa causa
De acordo com a CLT a recusa injustificada em relação ao
uso do EPI ou o uso incorreto são características de atos de indisciplina.
Diante disso, o resultado da conduta é uma advertência que pode evoluir para
uma demissão por justa causa em casos de recorrência da conduta.
Consequências
do mau uso de EPI para a Empresa
Como dito anteriormente, a empresa também é diretamente
prejudicada pela conduta do profissional que faz mau uso do EPI, sofrendo
consequências como:
Multas
É dever da empresa fornece e fiscalizar o uso do EPI. Por
isso, durante uma fiscalização do Ministério do Trabalho a empresa pode sofrer
multas pesadas caso sejam identificadas falhas na gestão de EPIs.
Processos
Judiciais
A empresa pode ser processada por acidentes ocorridos em
suas instalações, gerando a necessidade de pagar indenizações. Afinal, o
aumento de passivos jurídicos é extremamente prejudicial para qualquer negócio.
Impacto
negativo na imagem
Uma empresa com histórico de acidentes recorrentes tem sua
reputação prejudicada, o que afeta a confiança de clientes e parceiros e também
desencadeia dificuldade de contratação dos melhores talentos.
Perda
de produtividade e retrabalho
Os acidentes ocasionados pelo mau uso do EPI geram
afastamentos, que impactam negativamente na produtividade e geram custos
adicionais, além de atrasos na execução dos projetos dentro da organização.
Como
evitar o mau uso ou a falta de EPI?
É importante que a equipe esteja preparada para evitar o
mau uso e a falta de EPI em todos os setores da organização, adotando algumas
medidas práticas como:
Cursos
e Treinamentos
Os cursos e treinamentos conscientizam a equipe a respeito
da importância de utilizar os EPI’s durante toda a jornada de trabalho. Além
disso, capacitar em relação ao uso de EPI’s é uma das obrigações dos
contratantes.
Fiscalização
É importante ter um colaborador responsável por fiscalizar
o uso, para que possa garantir que condutas equivocadas sejam coibidas
diariamente.
Incentivo
ao uso
Conversar e orientar a respeito do uso correto de EPI’s é
parte da cultura organizacional, que deve ser focada em condutas que resguardem
o bem-estar de todos.
Controle
de estoque
O controle de estoque é fundamental para repor EPI’s que
eventualmente apresentem danos precocemente, garantindo que a proteção
necessária esteja sempre à disposição.
Entregas
de EPI de acordo com a função
É importante fornecer o equipamento correto para cada
função, ajustado ao tamanho do colaborador para que seja confortável, de acordo
com a sua necessidade de proteção considerando os riscos aos quais o
trabalhador está exposto.
Avaliação
de risco
É importante investir na análise de riscos de cada
atividade para que a escolha do EPI mais adequado seja promovida, visando ter
uma compra eficiente, que protege os colaboradores de cada setor do negócio.
O que
fazer quando o funcionário se recusa a usar EPI?
Não sabe o que
fazer quando o funcionário se recusa a usar EPI? É importante ter uma
abordagem educativa, orientando o colaborador. Através da conscientização a
respeito dos riscos envolvidos na rotina a maior parte dos colaboradores adota
as medidas esperadas.
Mas em caso de recusa persistente, a empresa pode aplicar
advertência e, em última instância, demitir por justa causa baseado no que diz
a CLT.
Para tal, é importante documentar os treinamentos e as
negativas do colaborador em seguir as regras. A documentação de entrega de EPI’s
e treinamentos comprova a conduta e resguarda a empresa em processos
trabalhistas
Conclusão
A utilização de EPI é uma obrigatoriedade e condutas
diferentes das orientadas são consideradas mau uso de EPI. Ser reincidente em
mau uso é prejudicial para o trabalhador e para a empresa, o que revela a
importância de adotar boas práticas de prevenção e conscientização.
Afinal, a segurança no ambiente de trabalho depende da
responsabilidade compartilhada entre empregadores e empregados. Precisa de um
orçamento de EPI?
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