segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

 



 

QUASE ACIDENTE –

O QUE É E COMO REGISTRAR?

 

 


 

O principal objetivo da SST é evitar que acidentes de trabalho aconteçam, para isso diversas regras devem ser seguidas e medidas de proteção devem ser adotadas, além disso, acidentes devem ser investigados e os quase acidentes devem ser registrados e analisados sempre.

A melhor maneira de evitar acidentes é agindo em suas causas, evitando elas, você evita que elas acabem em fatalidade, e logicamente as causas de um acidente são as mesmas de um quase acidente, por isso devemos nos atentar a isso.

Todas as ações que evitam que ocorram acidentes com os trabalhadores são de extrema importância no ambiente de trabalho. E, quando ocorrem eventos de quase acidentes é necessário redobrar os esforços de prevenção. Para discutir e conhecer mais sobre esse tema preparamos esse artigo explicando sobre os quase acidentes.

 

O que é um Quase Acidente?

Como o próprio nome diz, um quase acidente é um evento que poderia ter sido um acidente de trabalho mas por pouco acabou não sendo. 

Por exemplo: Uma ferramenta pesada cai bem ao lado de um trabalhador que estava passando por um corredor. Este evento poderia ter provocado um acidente grave, caso essa ferramenta atingisse qualquer parte do corpo do trabalhador.

Ao analisar os registros da CAT no período de 10 anos é possível afirmar que provavelmente nas empresas também estão ocorrendo quase acidentes com diferentes grupos de agentes causadores de acidentes de trabalho como, por exemplo, com máquinas e equipamentos, agentes químicos e biológicos, queda do mesmo nível, com veículos de transporte, ferramentas manuais, entre outros.

A definição do que é um quase acidente pode ser apresentada de diferentes pontos de vista. Isto é, o quase acidente são situações de perigo, eventos ou atos inseguros, nas quais a sequência dos fatos, caso não seja interrompida, provavelmente causará acidentes de trabalho.

Um quase acidente também pode ser considerado um sinal iminente que existe uma probabilidade de registrar um acidente de trabalho e, consequentemente, gerar uma lesão grave no trabalhador ou danos materiais. Desta forma, podemos considerar que um quase acidente é um sinal de alerta no ambiente de trabalho.

 

Por que analisar quase acidentes?

Para a análise do quase acidente fique atento aos relatos dos trabalhadores e implante ações preventivas que permitam identificar o quase acidente. A identificação é uma ação que deve ser introduzida no ambiente de trabalho como, por exemplo, com inspeções de segurança e saúde.

No exemplo que demos acima, nenhum trabalhador sofreu lesão, no entanto, por pouco esta situação não se tornou um acidente, a causa neste caso é o que importa, logo, se agirmos nela, um acidente de trabalho pode ser evitado, certo?

Vejam só, em uma situação que se registrou um quase acidente, a causa dele deve ser mitigada. Ou seja, se a mesma ferramenta pesada que caiu e não atingiu ninguém tenha caído por estar guardada sem a devida proteção, ela pode cair novamente e nessa próxima vez ela pode atingir e ferir alguém.

Por este motivo é extremamente importante registrar e analisar toda situação que gera perigo aos trabalhadores, inclusive esses quase acidentes que muitas vezes são ignorados por não terem machucado nenhum trabalhador.

 

A diferença entre um quase acidente e um incidente

O quase acidente possui uma situação semelhante a ele, que seria o incidente, porém apesar de serem situações parecidas pois não acabam sendo acidentes, ou seja, nenhum trabalhador é envolvido e ferido, elas são diferentes.

Trazendo o nosso exemplo da ferramenta pesada novamente, vamos supor que um trabalhador a guardou em um local inadequado e sem proteção e saiu do ambiente, logo após ele sair, essa ferramenta caiu no momento em que o ambiente estava vazio, isto é um incidente.

O incidente só não é um quase acidente pois ocorre sem a presença de um trabalhador, porém, tem a mesma causa e também deve ser investigado.

 

Como registrar um quase acidente?

A melhor maneira de registrar estas situações é tratá-las como acidentes de trabalho e realizar a investigação de acidentes. O registro de um quase acidente pode ser realizado de diversas formas como, por exemplo, usando diversas funcionalidades, durante os Diálogos Diários de Segurança (DDS) ou treinamentos.

O primeiro passo é identificar o agente causador do evento, no nosso exemplo foi a queda de um objeto em um local de tráfego de trabalhadores (a ferramenta pesada).

Após isso, você pode realizar uma pré-análise, para isso você pode usar os checklists das auditorias de segurança (Inspeções Digitais de SST) e conferir se a situação que evitaria a queda do objeto estava conforme ou não.

Você pode registrar imagens dos fatores de riscos, do objeto, de onde ele estava guardado, etc., para incrementar mais sua investigação. Além de imagens, você pode conversar com os trabalhadores que usaram a ferramenta, com o trabalhador que estava envolvido no caso e montar uma sequência de fatos.

Por exemplo:

·       08:00 – Trabalhador João chegou ao ambiente e usou a ferramenta;

·       09:17 – O trabalhador João guardou a ferramenta no local, porém não fechou a proteção corretamente. 

Neste caso já podemos identificar onde ocorreu o problema, o trabalhador João errou em uma parte do processo. 

Ao fim pode ser realizado uma análise da causa-raíz, onde identificamos o porquê essa situação ocorreu, neste exemplo pode ser porque o João não recebeu o treinamento sobre guarda e conservação de ferramentas. 

Nessa investigação conseguimos chegar a causa do quase acidente e através dela é possível definir soluções para que não se repita e acidentes sejam evitados, neste caso a solução seria dar o treinamento para o João e demais trabalhadores. Além disso, é possível implantar ações corretivas que podem ser priorizadas a partir de matrizes de avaliação do plano de ação como, por exemplo, FMEA e Matriz GUT.

 

Qual a importância?

Apesar de ser um evento imprevisto, o quase acidente já gera a necessidade de priorizar as situações de risco. É fundamental analisar os fatores de risco, registrar as ocorrências e promover ações preventivas que eliminam acidentes de trabalho. 

Os eventos, se tratados da maneira correta, podem tornar toda a equipe mais cautelosa, o que acaba incentivando práticas de segurança, como uso de EPI’s e atenção nas rotinas e regras de segurança.

Evitar acidentes, antes de mais nada, é importante justamente pela segurança do ambiente de trabalho e, além disso, evita situações como ações trabalhistas e a degradação da imagem da empresa.

 

 



 

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CORRETOR DE POSTURA: CONHEÇA OS TIPOS E QUAL A SUA REAL EFICÁCIA

 

 


 

Muitas pessoas que desejam melhorar a postura a fim de aliviar dores e desconfortos têm dúvidas sobre a verdadeira eficácia do corretor de postura.

É importante saber logo no início que o corretor de postura não trata efetivamente os problemas posturais. Este tipo de produto auxilia na compensação do problema, sendo necessário procurar orientação profissional especializada.

O corretor de postura foi projetado para agir na reeducação postural, com intuito de evitar surgimentos ou agravamentos de lesões na região da coluna. 

Existem diversos tipos de corretor de postura, sejam rígidos ou elásticos, e, com a sua evolução, hoje é possível utilizá-los dentro da sua rotina, seja ao caminhar, trabalhar e/ou se exercitar, já que são discretos e confortáveis.

Neste artigo você conhecerá quais os tipos de corretor postural, qual a sua eficácia, e muitas outras dúvidas.

 

O que é o corretor postural?

Assim como o próprio nome já diz, o corretor postural trata-se de um produto desenhado para corrigir a chamada má postura durante a rotina do dia a dia.

Alguns tratamentos de doenças da coluna podem ser realizados ou complementados com o uso de órteses (coletes ortopédicos). Nestes casos, é o médico quem avalia e indica qual é o modelo mais adequado para cada situação. 

Os coletes não podem ser confundidos com corretores posturais, pois são dispositivos rígidos que possuem eficácia e evidência comprovada especialmente no tratamento de Escoliose e fraturas.

 

Saiba mais sobre:

Tudo sobre Escoliose: O que é, sintomas e tipos e tratamento

Exercícios para escoliose: 9 técnicas para você fazer em casa!

Colete para escoliose: respondemos as principais dúvidas

Escoliose idiopática juvenil: Conheça tudo sobre a escoliose na adolescência

 

De forma geral, o corretor postural é um traje utilizado por baixo da roupa, que funciona “puxando” os ombros para trás e deixando as costas com a postura ereta.

 

Para que serve o corretor postural?

O corretor postural é um produto que serve para dar sustentação na parte inferior das costas, ombros e pescoço. Como já falamos anteriormente, ele funciona colocando os ombros para trás e deixando as costas mais eretas. 

Dessa forma, o corpo tende a ficar alinhado, evitando a cifose postural, isto é, que façamos aquela corcunda decorrente da fadiga muscular ocasionada pela força da gravidade.

 

Quais os benefícios do corretor de postura?

Os fabricantes e defensores do uso de corretores advogam que eles proporcionam:

·       alívio e diminuição das dores na coluna ou na lombar;

·       alongamento do corpo;

·       prevenção de danos à coluna vertebral;

·       complementação de tratamentos de desvio de postura e de lesões na coluna;

·       conforto e discrição na correção postural a baixo custo (energético e financeiro); 

 

Quais os tipos de corretor postural?

Existem diversos tipos de corretor postural no mercado. Por exemplo, alguns modelos de corretores posturais femininos têm modelagem própria para o corpo da mulher, pois contam com funções como “elevar os seios”. 

Além dessas diferenças básicas entre os modelos de corretor de postura feminino e unissex, eles podem ser “magnéticos” e até mesmo “inteligentes”. 

Corretor de postura simples: como o próprio nome já diz, é um tipo de corretor prático e fácil de colocar, alinhando os ombros e corrigindo a postura

Colete corretor postural: envolve as costas e região lombar, cobrindo também o peitoral;

Modelos femininos: em geral, são espartilhos elásticos, sutiãs ou alças com apoio do abdômen; a principal diferença funcional é que eles levantam os seios e, ao mesmo tempo, reduzem a cintura.

Roupa de compressão: tem o seu formato como uma camisa, regata ou colete; o modelo é confortável e discreto, mas pode ser um pouco desagradável nos dias quentes;

Corretor espaldeira: composto por elásticos que se cruzam nas costas e, assim como a cinta para postura, pode ter fechamento de velcro na frente do abdome;

Corretor postural magnético: possui um design que lembra uma mochila e o modelo apresenta ímãs na parte traseira;

Inteligente: conta com um sensor que vibra para avisar quando sua postura está errada;

Em Oito: modelos presos pelo ombro, que não possuem cinta, lembrando o formato de um 8;

Ergonômico: cobre toda a extensão das costas e possui cinta abdominal na parte da frente.

Alguns fabricantes possuem modelos próprios como o corretor postural Boost e Lean – modelos estes que contam com cortes específicos, parecidos com tops de academia com parte da frente recortada.

 

Quais os tipos de material do corretor de postura?

Com relação aos tipos de material disponíveis dos corretores de postura, é importante saber que os modelos acolchoados possuem uma durabilidade maior, além de oferecer mais conforto. Os que são acolchoados nas alças, por exemplo, evitam atrito na pele.

 

Os tipos de material são:

·       Poliamida: possui boa absorção de suor, sendo uma fibra leve e elástica;

·       Poliéster: possui pouca elasticidade, sendo uma fibra mais resistente;

·       Nylon: possui alta elasticidade e  resistência;

·       Elastano: também possui alta elasticidade e  resistência;

·       Polipropileno: possui leveza e boa resistência à umidade;

·       Elastodieno: possui alta elasticidade, podendo esticar até 3x o seu tamanho;

·       Clorofibra: fibra sintética feita de PVC proveniente de produtos naturais.

 

Quais os tamanhos disponíveis dos corretores de postura?

A medida do corretor de postura é dada pelo tórax, altura e até mesmo pela circunferência abdominal. Atualmente os fabricantes disponibilizam os produtos nos tamanhos PP, P, M, G, GG e até XGG, sendo essas as medidas:

·       P: 76 a 86 cm de tórax 

·       M: 86 a 96 cm de tórax

·       G: 97 a 106 cm de tórax

·       GG: 107 a 116 cm de tórax

 

Veja neste link os diferentes modelos de órteses posturais.

Qual o melhor colete para correção de postura?

Em todos os casos, é importante realizar uma avaliação médica para averiguar o diagnóstico do seu problema, se é que ele existe,  e analisar o melhor tipo de intervenção ou orientação a cada indivíduo. 

Faz mal usar corretor postural?

Para saber se o corretor postural é um produto benéfico ou maléfico para a postura, é importante acima de tudo procurar um ortopedista especialista, pois cada problema tem um tratamento específico.

De modo geral, é um produto frequentemente indicado para a prevenção de lesões por sobrecarga na prática de exercícios ou trabalho pesado e para manter a coluna ereta em situações de posição sustentada. 

O malefício que se coloca nestas situações é de dar uma falsa expectativa de que se está protegendo a coluna, quando o que realmente protege é a prática regular de exercícios físicos, sono regular e bons hábitos alimentares, sem contar uma genética favorável.

Corretor postural funciona?

O corretor postural pode auxiliar dependendo de cada caso. As órteses ortopédicas para correção postural podem funcionar apenas como uma parte do tratamento, não resolvendo o problema sozinho. 

Os melhores estudos comparativos entre os vários tipos de corretores mostram que ele não melhorou nem prevenir dor nas costas, não preveniu lesões em trabalhadores braçais, muito menos corrigiu deformidades, e que está mais associado a conforto pessoal, individual, logo não deve ser prescrito de forma generalizada. 

Na grande maioria dos casos, o tratamento de patologias da coluna depende de outras especialidades, necessitando de múltiplas intervenções clínicas e/ou cirúrgicas. É importante sempre consultar um médico especialista em coluna para analisar, diagnosticar e acompanhar o seu tratamento.

Corretor postural funciona em caso de escoliose?

Não! Corretor postural não é tratamento para escoliose. Para escoliose usamos coletes ortopédicos ou cirurgia!

É importante buscar por um ortopedista especialista em coluna para uma avaliação, pois só ele conseguirá examinar com mais precisão a sua escoliose e indicar o melhor tipo de tratamento.

Quando e como usar o corretor de postura?

Devido ao avanço da idade, ou pela falta de exercícios físicos, aumento de peso, muito tempo sentado e fatores genéticos, entre outros motivos, a postura incorreta com inclinações para frente ou laterais tendem a agravar com o tempo. 

Desta forma, é intuitivo querer usar um corretor de postura para amenizar o impacto visual da cifose postural. Porém, utilizá-lo não previne o aparecimento de dor ou deformidades (cifose e escoliose), apesar de algumas pessoas referirem conforto em usá-los. 

O corretor postural pode ser indicado como uma forma auxiliar em tratamentos de doenças da coluna, porém jamais substitui os exercícios físicos, controle de doenças ósseas (osteoporose, cifose, escoliose, artrose) ou sistêmicas (diabetes, obesidade, tabagismo) no tratamento de doenças da coluna. 

Quando há casos de lesões por acidentes (torções ou pancadas) ou após uma operação da coluna, pode ser indicado usar o corretor postural durante a recuperação caso o paciente se sinta mais confortável e confiante ao utilizá-lo, ou caso o médico prescreva. Porém, não há estudos que comprovem sua real eficácia para acelerar a recuperação nestes casos. 

Sabemos hoje que a chamada “postura correta” não existe, e que, sim, a modificação frequente da postura deve ser estimulada. Por exemplo, pessoas que passam horas seguidas na mesma posição tendem a ter dor nas costas independente se estão com uma postura ereta ou não. A degeneração da coluna vertebral é algo muito mais complexo do que simplesmente associar a postura correta. Logo, usar corretor não previne dor, artrose, escoliose e cifose, nem é tratamento para tais doenças.

Em todos os casos, é importante realizar uma avaliação médica para averiguar o diagnóstico do seu problema e analisar o melhor tipo de tratamento.

Fique atento, não negligencie as dores na coluna, assim como assimetrias nos ombros, costelas e bacia…

E em caso de dor na coluna, glúteos e nos ombros, sempre procure um especialista para que possa receber um diagnóstico mais preciso, de forma a direcionar seu tratamento.

Previna-se e complemente o seu conhecimento com esses próximos artigos:

Coluna travada: Saiba o porquê acontece e o que fazer  

Alongamento para coluna: Aprenda a prevenir a dor nas costas 

Saiba como a obesidade pode gerar problemas na coluna 

 Os malefícios causados pela má postura corporal – Dr Henrique Noronha

Vale ressaltar a importância de um médico especializado para realizar o diagnóstico correto. Pensando em proporcionar a melhor solução para sanar os problemas dos pacientes, o Dr. Henrique Noronha é médico ortopedista, especialista em cirurgia de coluna e intervenção de dor, usando técnicas minimamente invasivas, se colocando sempre à disposição para trazer mais qualidade de vida às pessoas que sofrem com problemas na coluna – Agende já a sua consulta.

 

 

 

 

 

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