quarta-feira, 5 de novembro de 2025

 



 

OS ERROS MAIS COMUNS NO USO DE MÁSCARA DE PROTEÇÃO

 


O uso de máscara de proteção é essencial na rotina de diferentes profissionais, principalmente aqueles que trabalham em ambientes com riscos respiratórios. Todavia, é comum observar erros, principalmente no início da utilização do EPI.

Ao errar na utilização da máscara de proteção, o profissional está exposto a riscos por comprometer a eficácia do uso de seu EPI.

Para te ajudar a eliminar esses erros comuns no uso de máscaras e respiradores, trouxemos uma série de informações úteis. A seguir nós vamos explicar as diferenças entre os principais tipos e orientar sobre o uso correto para garantir proteção adequada.

 

Quais são os riscos respiratórios?

Uma série de agentes como poeiras, gases, vapores e agentes biológicos podem causar danos à saúde do profissional, por isso, se apresentam como riscos respiratórios.

A inalação de poeira de sílica, por exemplo, é comum no setor de mineração e construção civil e pode causar silicose, uma doença que causa insuficiência respiratória.

A exposição a alérgeno como poeira e produtos químicos pode causar asma ocupacional. Portanto, existem diferentes riscos respiratórios como o desenvolvimento de doença pulmonar obstrutiva crônica que é de origem ocupacional.

Na pandemia de covid-19, por exemplo, o uso de máscara se popularizou com o intuito de evitar a contaminação, especialmente de profissionais de saúde. Portanto, é indispensável que todos compreendam a necessidade de utilizar corretamente a máscara de proteção.

 

Principais modelos de máscara

Cada profissional demanda um tipo de máscara, com o intuito de fornecer o grau de proteção necessário para sua atividade laboral, compreenda:

1. Máscara de tecido (não profissional)

Com baixa eficiência de proteção, a máscara de tecido é comum no uso comunitário, mas não deve ser utilizada em ambientes profissionais com riscos ocupacionais por causa da ineficiência em relação à proteção contra alguns agentes biológicos.

2. Máscara cirúrgica

A máscara cirúrgica, como o próprio nome sugere, é utilizada em ambientes hospitalares e é eficaz dentro desse contexto. Contudo, a máscara cirúrgica não deve ser usada para proteção contra partículas finas ou vapores tóxicos, seu uso sempre deve ser limitado ao ambiente hospitalar.

 

Principais modelos de respiradores

Frequentemente os modelos abaixo são chamados de máscaras. Todavia, o nome técnico é respirador e eles possuem algumas características específicas, compreenda:

1. N95

O modelo é muito usado em ambientes hospitalares e industriais leves, por ser um respirador descartável com alta eficiência de filtragem. Utilizando um respirador N95 é possível ter filtragem de pelo menos 95% das partículas suspensas no ar, evitando que o profissional tenha contato com esses agentes.

2. PFF1

Indicado para ambientes com baixa concentração de contaminantes, o respirador PFF1 é usado em atividades com madeira ou grãos, protegendo o profissional contra poeiras e partículas sólidas não tóxicas.

3. PFF2

Mais eficaz que o modelo anterior, o respirador PFF2 é indicado para proteger contra partículas tóxicas e agentes biológicos. Por isso, é amplamente usado na construção civil, indústria química e serviços de saúde.

É útil saber que existem modelos PFF2 com válvula ou PFF2 com carvão ativado para a proteção durante o expediente.

4. PFF3

Com o mais alto nível de proteção entre os respiradores, o PFF3 é capaz de reter até 99% das partículas. Trata-se de um modelo usado em ambientes com alta concentração de contaminantes perigosos, como amianto e agentes radioativos. Além disso, é possível adquirir o modelo com válvula ou com carvão ativado.

 

Qual a diferença entre máscara e respirador?

É interessante saber que as máscaras comuns como cirúrgicas ou de tecido não oferecem vedação. Por isso, servem como barreira física básica. Enquanto os respiradores vedam o rosto e possuem filtros específicos.

Por isso mesmo, os respiradores são EPI’s mais robustos e se revelam como soluções adequadas para proteger riscos laborais, como a silicose, por exemplo.

Sabendo a diferença entre máscara e respirador, é possível adquirir a solução ideal para sua equipe. De modo que, cada profissional seja protegido de acordo com a atividade que será executada e a necessidade de proteção vigente.

 

Os erros comuns no uso de máscara de proteção

Apesar da popularidade em relação ao uso de máscara de proteção, dado o fato de que muitas atividades requerem essa proteção, os profissionais continuam cometendo erros em seu uso. Nós listamos alguns dos erros comuns, com o intuito de proporcionar orientações para que possa evitá-los, compreenda:

1. Manipular a parte frontal da máscara com as mãos

Muitas pessoas cometem esse erro de forma inconsciente e causam o risco de contaminação, afinal, as mãos encostam em superfícies contaminadas no local de trabalho e podem levar partículas ao nariz ou boca.

A forma correta de manipular a máscara é sempre tocando apenas os elásticos, para que possa se ajustar ao rosto.

2. Deixar a máscara cobrindo até a ponta do nariz

Não cobrir corretamente o nariz e boca com a máscara expõe as vias respiratórias. Além disso, deixar somente a ponta do nariz coberta é um erro frequente e deve ser evitado, o ideal é cobrir toda a boca e todo o nariz.

3. Não limpar a máscara reutilizável

Máscaras reutilizáveis precisam ser higienizadas corretamente após cada uso. Não efetuar a limpeza pode causar ambiente propício para a proliferação de microrganismos e consequentemente poderá causar adoecimento.

Portanto, é indispensável verificar e seguir a recomendação do fabricante para fazer a higienização adequada.

4. Usar máscara do tamanho errado

Erros na escolha do tamanho acabam dificultando a eficiência de vedação. A máscara muito pequena causa incômodo e dificuldade de uso, já as máscaras muito grandes não vedam e geram a facilidade de entrada de contaminantes. Portanto, é fundamental que o modelo escolhido seja adequado ao formato do rosto do usuário.

5. Deixar que a máscara entre em contato com outras partes do corpo ou objetos

Puxar a máscara e colocar sobre a testa, pescoço ou colocar sobre a mesa de trabalho, ainda que por pouco tempo é o suficiente para se expor ao risco de contaminação. Por isso, é importante ter cuidado ao colocar e retirar a máscara corretamente, evitando contatos que podem originar contaminações.

6. Utilizar a mesma máscara descartável repetidas vezes

A máscara descartável não deve ser reutilizada. Uma vez que, o hábito compromete a filtragem e a proteção contra agentes nocivos. Em geral, o indicado é trocá-las após 4 horas de uso ou caso fique úmida.

7. Não higienizar as mãos antes e após colocar a máscara

Manusear a máscara com as mãos sujas causa contaminação cruzada. Portanto, sempre higienize as mãos antes de colocar o EPI.

 

Como colocar e retirar corretamente a máscara

Para eliminar riscos de contaminação, é preciso seguir um passo a passo para colocar e retirar corretamente o EPI, compreenda:

1. Lave bem as mãos antes de pôr a máscara;

2. Ajuste o EPI cobrindo completamente o nariz e boca;

3. Evite tocar a máscara para ajustes durante o uso;

4. Para retirar a máscara, segure apenas os elásticos e tiras;

5. Descarte corretamente, caso seja reutilizável higienize a máscara conforme instruções do fabricante.

6. Lave as mãos após a remoção da máscara.

 

Conclusão

O uso correto de máscaras evita a contaminação e adoecimento do profissional. Cada atividade requer a utilização do modelo mais adequado, seja a máscara cirúrgica, máscara descartável ou respiradores.

Em resumo, além de usar o modelo adequado, é indispensável manusear corretamente evitando a contaminação por equívocos durante a colocação ou retirada da máscara.

Afinal, o EPI só é 100% efetivo quando é utilizado corretamente.

 

 

 

 

 

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