OS
ERROS MAIS COMUNS NO USO DE MÁSCARA DE PROTEÇÃO
O uso de máscara de proteção é essencial na rotina de
diferentes profissionais, principalmente aqueles que trabalham em ambientes com
riscos respiratórios. Todavia, é comum observar erros, principalmente no início
da utilização do EPI.
Ao errar na utilização da máscara de proteção, o
profissional está exposto a riscos por comprometer a eficácia do uso de seu
EPI.
Para te ajudar a eliminar esses erros comuns no uso de
máscaras e respiradores, trouxemos uma série de informações úteis. A seguir nós
vamos explicar as diferenças entre os principais tipos e orientar sobre o uso
correto para garantir proteção adequada.
Quais
são os riscos respiratórios?
Uma série de agentes como poeiras, gases, vapores e agentes
biológicos podem causar danos à saúde do profissional, por isso, se apresentam
como riscos respiratórios.
A inalação de poeira de sílica, por exemplo, é comum no
setor de mineração e construção civil e pode causar silicose, uma doença que
causa insuficiência respiratória.
A exposição a alérgeno como poeira e produtos químicos pode
causar asma ocupacional. Portanto, existem diferentes riscos respiratórios como
o desenvolvimento de doença pulmonar obstrutiva crônica que é de origem
ocupacional.
Na pandemia de covid-19, por exemplo, o uso de máscara
se popularizou com o intuito de evitar a contaminação, especialmente de
profissionais de saúde. Portanto, é indispensável que todos compreendam a
necessidade de utilizar corretamente a máscara de proteção.
Principais
modelos de máscara
Cada profissional demanda um tipo de máscara, com o intuito
de fornecer o grau de proteção necessário para sua atividade laboral, compreenda:
1. Máscara
de tecido (não profissional)
Com baixa eficiência de proteção, a máscara de tecido é
comum no uso comunitário, mas não deve ser utilizada em ambientes profissionais
com riscos ocupacionais por causa da ineficiência em relação à proteção contra
alguns agentes biológicos.
2. Máscara
cirúrgica
A máscara cirúrgica, como o próprio nome sugere, é
utilizada em ambientes hospitalares e é eficaz dentro desse contexto. Contudo,
a máscara cirúrgica não
deve ser usada para proteção contra partículas finas ou vapores tóxicos, seu
uso sempre deve ser limitado ao ambiente hospitalar.
Principais
modelos de respiradores
Frequentemente os modelos abaixo são chamados de máscaras.
Todavia, o nome técnico é respirador e eles possuem algumas características
específicas, compreenda:
1. N95
O modelo é muito usado em ambientes hospitalares e industriais
leves, por ser um respirador descartável com alta eficiência de filtragem.
Utilizando um respirador N95 é
possível ter filtragem de pelo menos 95% das partículas suspensas no ar,
evitando que o profissional tenha contato com esses agentes.
2. PFF1
Indicado para ambientes com baixa concentração de
contaminantes, o respirador PFF1 é
usado em atividades com madeira ou grãos, protegendo o profissional contra
poeiras e partículas sólidas não tóxicas.
3. PFF2
Mais eficaz que o modelo anterior, o respirador PFF2 é indicado para
proteger contra partículas tóxicas e agentes biológicos. Por isso, é amplamente
usado na construção civil, indústria química e serviços de saúde.
É útil saber que existem modelos PFF2 com válvula ou PFF2 com carvão ativado para a proteção durante o expediente.
4. PFF3
Com o mais alto nível de proteção entre os respiradores, o PFF3 é capaz de reter até
99% das partículas. Trata-se de um modelo usado em ambientes com alta
concentração de contaminantes perigosos, como amianto e agentes radioativos.
Além disso, é possível adquirir o modelo com válvula ou com carvão ativado.
Qual a
diferença entre máscara e respirador?
É interessante saber que as máscaras comuns como cirúrgicas
ou de tecido não oferecem vedação. Por isso, servem como barreira física
básica. Enquanto os respiradores vedam o rosto e possuem filtros específicos.
Por isso mesmo, os respiradores são EPI’s mais robustos e se revelam como soluções adequadas para
proteger riscos laborais, como a silicose, por exemplo.
Sabendo a diferença
entre máscara e respirador, é possível adquirir a solução ideal para sua
equipe. De modo que, cada profissional seja protegido de acordo com a atividade
que será executada e a necessidade de proteção vigente.
Os
erros comuns no uso de máscara de proteção
Apesar da popularidade em relação ao uso de máscara de
proteção, dado o fato de que muitas atividades requerem essa proteção, os
profissionais continuam cometendo erros em seu uso. Nós listamos alguns dos
erros comuns, com o intuito de proporcionar orientações para que possa
evitá-los, compreenda:
1. Manipular
a parte frontal da máscara com as mãos
Muitas pessoas cometem esse erro de forma inconsciente e
causam o risco de contaminação, afinal, as mãos encostam em superfícies
contaminadas no local de trabalho e podem levar partículas ao nariz ou boca.
A forma correta de manipular a máscara é sempre tocando
apenas os elásticos, para que possa se ajustar ao rosto.
2. Deixar
a máscara cobrindo até a ponta do nariz
Não cobrir corretamente o nariz e boca com a máscara expõe
as vias respiratórias. Além disso, deixar somente a ponta do nariz coberta é um
erro frequente e deve ser evitado, o ideal é cobrir toda a boca e todo o nariz.
3. Não
limpar a máscara reutilizável
Máscaras reutilizáveis precisam ser higienizadas
corretamente após cada uso. Não efetuar a limpeza pode causar ambiente propício
para a proliferação de microrganismos e consequentemente poderá causar
adoecimento.
Portanto, é indispensável verificar e seguir a recomendação
do fabricante para fazer a higienização adequada.
4. Usar
máscara do tamanho errado
Erros na escolha do tamanho acabam dificultando a
eficiência de vedação. A máscara muito pequena causa incômodo e dificuldade de
uso, já as máscaras muito grandes não vedam e geram a facilidade de entrada de
contaminantes. Portanto, é fundamental que o modelo escolhido seja adequado ao
formato do rosto do usuário.
5. Deixar
que a máscara entre em contato com outras partes do corpo ou objetos
Puxar a máscara e colocar sobre a testa, pescoço ou colocar
sobre a mesa de trabalho, ainda que por pouco tempo é o suficiente para se
expor ao risco de contaminação. Por isso, é importante ter cuidado ao colocar e
retirar a máscara corretamente, evitando contatos que podem originar
contaminações.
6. Utilizar
a mesma máscara descartável repetidas vezes
A máscara descartável não deve ser reutilizada. Uma vez
que, o hábito compromete a filtragem e a proteção contra agentes nocivos. Em
geral, o indicado é trocá-las após 4 horas de uso ou caso fique úmida.
7. Não
higienizar as mãos antes e após colocar a máscara
Manusear a máscara com as mãos sujas causa contaminação
cruzada. Portanto, sempre higienize as mãos antes de colocar o EPI.
Como
colocar e retirar corretamente a máscara
Para eliminar riscos de contaminação, é preciso seguir um
passo a passo para colocar e retirar corretamente o EPI, compreenda:
1. Lave
bem as mãos antes de pôr a máscara;
2. Ajuste
o EPI cobrindo completamente o nariz e boca;
3. Evite
tocar a máscara para ajustes durante o uso;
4. Para
retirar a máscara, segure apenas os elásticos e tiras;
5. Descarte
corretamente, caso seja reutilizável higienize a máscara conforme instruções do
fabricante.
6. Lave
as mãos após a remoção da máscara.
Conclusão
O uso correto de máscaras evita a contaminação e
adoecimento do profissional. Cada atividade requer a utilização do modelo mais
adequado, seja a máscara cirúrgica, máscara descartável ou respiradores.
Em resumo, além de usar o modelo adequado, é indispensável
manusear corretamente evitando a contaminação por equívocos durante a colocação
ou retirada da máscara.
Afinal, o EPI só é 100% efetivo quando é utilizado
corretamente.
Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não
deixe de compartilhar nas redes sociais. Siga o Blog e Deixe seu comentário e
compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem
sobre o tema.

Nenhum comentário:
Postar um comentário