segunda-feira, 31 de agosto de 2026

 



 

TRABALHO EM ESPAÇO CONFINADO: O QUE EU PRECISO SABER?

 

 


 

Os acidentes de trabalho, no Brasil, alcançam números assustadores. Levantamentos do IBGE mostram que, em 2013, quase 5 milhões de trabalhadores se acidentaram, mesmo com todos os equipamentos e aparatos de segurança à disposição.

Alguns ambientes de trabalho são potencialmente mais perigosos, por apresentarem condições de maior risco para a saúde e a vida humana. O trabalho em espaço confinado, por exemplo, exige cuidados e treinamentos direcionados para a prevenção de acidentes.

Então, você que se preocupa com a segurança de sua equipe, vai gostar de ler o nosso post para saber mais sobre trabalho em espaço confinado. Confira!

 

O que são espaços confinados?

No item 3.24 da NBR 16577 da ABNT, de março de 2017, que discorre sobre espaços confinados, temos a definição:

“espaço confinado é qualquer área não projetada para ocupação humana contínua, a qual tem meios limitados de entrada e saída ou uma configuração interna que pode causar aprisionamento ou asfixia em um trabalhador, na qual a ventilação é inexistente ou insuficiente para remover contaminantes perigosos e ou deficiência ou enriquecimento de oxigênio que possam existir ou se desenvolver ou conter um material com potencial para engolfar afogar um trabalhador que entrar no espaço.”

Então, de modo geral, um espaço confinado é um local fechado, seja total ou parcialmente, que reúne certas características, como:

·      não é projetado originariamente para ocupação humana;

·      entrada e saída são restritas, considerados o tamanho, a localização e o meio;

·      pode representar um risco para a saúde e a segurança humana, devido à estrutura, localização, materiais ou substâncias nocivas no ambiente, iluminação e ventilação inadequadas, falta ou enriquecimento de oxigênio, etc. Alguns tipos de riscos são soterramentos, quedas, afogamentos, sufocamentos, choques elétricos, queimaduras por incêndios ou explosões de gás, asfixias, envenenamentos etc.

 

Espaços confinados podem ser subterrâneos ou se localizarem acima da superfície e suas dimensões não são, necessariamente, reduzidas. Eles podem ocorrer em vários tipos de ambiente de trabalho.

Exemplos de espaços confinados

·      túneis

·      redes de esgotos

·      tubulões

·      bueiros

·      poços artesianos

·      caixas d’água

·      câmaras frigoríficas

·      casas de bomba

·      tanques

·      silos

·      caixas fortes

·      tubulações

·      asas de aviões

·      compartimentos de carga

·      caldeiras

·      tanques de combustível

·      caminhões-tanque

·      fossas

·      porões, etc.

A NBR 16577 recomenda que estes espaços sejam identificados e devidamente sinalizados, para evitar o trânsito de pessoas não autorizadas.

Tipos de trabalho em espaço confinado

Esse tipo de trabalho é executado por trabalhador autorizado, definido na NBR 16577 como o “profissional com capacitação para entrar no espaço confinado, que recebe autorização do empregador ou seu preposto, ciente dos seus direitos e deveres e com conhecimento dos riscos e das medidas de controle existentes”.

Essa definição deixa claro que o treinamento e capacitação para trabalho em espaço confinado é fundamental para esse tipo de atividade. Voltaremos a esse assunto no desenrolar do artigo.

E que tipo de trabalho esse profissional autorizado executa?

O trabalho em espaço confinado acontece em vários tipos de ambientes, desde os grandes complexos industriais até um simples tanque de armazenamento.

Alguns dos motivos para que um trabalhador atue em espaços confinados são:

·      construção e manutenção da estrutura;

·      instalação de equipamentos;

·      higienização do espaço;

·      fiscalização;

·      consertos;

·      resgate de outros trabalhadores.

 

Como é a ventilação de espaço confinado?

A ventilação natural, na maioria das vezes, é insuficiente para o controle dos vapores tóxicos, gases inflamáveis ou oxigenação inadequada em espaços confinados.

Para a renovação do ar e a manutenção da umidade e da temperatura em níveis seguros, a ventilação mecânica é a mais indicada.

Para fazer o ar circular no espaço são instalados sistemas de insuflação, de exaustão ou os dois simultaneamente, para maior eficiência. O uso de ventiladores axiais ou centrífugos, ou da ventilação por sistema de ar comprimido, vai depender do tipo de ambiente.

 

Como é a iluminação de espaço confinado?

Outro fator de segurança para o trabalho em espaço confinado, além da ventilação, é um sistema correto de iluminação.

Muitas vezes, uma falsa aparência de segurança leva a sérios acidentes, pois o ambiente pode estar impregnado de gases ou vapores e até uma simples lâmpada quebrada provocaria um incêndio ou uma explosão.

Por isso, qualquer equipamento de iluminação precisa ser à prova de explosão e especialmente projetado para uso em espaços de risco. As instalações devem resistir a grandes variações de temperatura, a oxidação, corrosão, areia e partículas no ambiente, e também se adequar à submersão, se o espaço exige.

As fontes de alimentação de energia precisam ser duráveis e, idealmente, contar com indicadores de nível de bateria, para que o trabalhador esteja ciente do tempo de iluminação que ainda dispõe.

 

Quais são as responsabilidades de empregador e empregado?

Para que o trabalho em espaço confinado seja seguro, é importantíssimo que todas as partes envolvidas assumam suas responsabilidades.

O empregador

Deve fornecer Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e de salvamento, além de detectores de gás, sensores de gases (tóxicos e inflamáveis) e de oxigênio. Um sistema de comunicação que permita o diálogo constante entre a equipe também é fundamental.

Além de assegurar a estrutura física para a atuação segura em espaço confinado, o empregador deve fornecer treinamento para o trabalho e o uso de equipamentos e tecnologia, além de primeiros socorros.

Cabe ao empregador, também, possibilitar exames médicos que garantam a aptidão física e mental para o trabalho em situações de risco.

O empregado

Tem a responsabilidade de usar os EPI’s fornecidos e de atender aos treinamentos, e ainda obedecer rigorosamente às instruções e procedimentos de segurança.

Além disso, o empregado deve cuidar para que seu estado de saúde mental e física atenda às condições de trabalho. Caso não esteja bem, deve relatar o fato ao supervisor.

Durante a execução do trabalho em espaço confinado, o empregado deve comunicar imediatamente ao supervisor ou ao vigia se detectar algum sinal de perigo, e abandonar rapidamente o local.

É dever do empregado, também, sair imediatamente do local se ordenado pelo vigia ou supervisor, ou quando ouvir o sinal de alarme de abandono.

 

Por que o treinamento de espaço confinado é importante?

Os treinamentos são concebidos para orientar o uso de equipamentos e tecnologias, além de conscientizar os trabalhadores sobre riscos inerentes à sua função. Como o trabalho em espaço confinado é potencialmente arriscado, os treinamentos prévios são de fundamental importância para a prevenção de acidentes.

Para um melhor aproveitamento, é altamente recomendável que essa capacitação seja presencial. Um campo de treinamento móvel pode ir até sua empresa, adaptando-se à sua realidade física, e oferecendo o preparo dentro de seu próprio ambiente de trabalho. É um sistema bem mais proveitoso e evita o deslocamento do trabalhador até pistas de treinamento, diminuindo as interrupções do trabalho.

 

 

 

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ENGENHARIA CONTRA INCÊNDIO: SAIBA COMO ESTAR PROTEGIDO

 

 


 

Conheça mais dessa área fundamental no desenvolvimento de projetos de prevenção e combate à incêndio.

Acidentes acontecem, isto é fato. Mas a imensa maioria deles, principalmente os que causam incêndios, pode ser evitada de diversas maneiras. Muitas vezes, o que causa um acidente dentro de um ambiente de trabalho, como uma indústria ou uma empresa de grande porte, é uma série de erros em sequência que levam a este final.

Você sabia que os maiores incêndios ocorridos no Brasil foram causados por falhas nos projetos, más instalações ou falta de manutenção nos sistemas de proteção contra incêndios, como no caso do Museu Nacional em 2018?

Além das enormes perdas materiais e econômicas, é claro e evidente o risco de vida quando falamos de incêndios.

Por isso, é necessário que seja elaborado um projeto que atenda aos códigos e normas de prevenção e combate a incêndios. E é neste momento importante que entra a função do Engenheiro Contra Incêndio.

Engenheiro Contra Incêndio: onde não há fumaça, há segurança.

O Engenheiro Contra Incêndio é o profissional responsável por avaliar os riscos de incêndios nas instalações e definir, baseado em códigos e normas, soluções que visam controlar, suprimir e extinguir focos de propagação do fogo. Os projetos técnicos elaborados para prevenção de incêndios pelo Engenheiro Contra Incêndio são aprovados junto ao Corpo de Bombeiros Militar.

Com a aprovação da lei 13.425/2017, os Corpos de Bombeiros Militares do Brasil inteiro

atualizaram suas legislações e análises referentes a Projetos Contra Incêndios, o que exige cada vez mais que o profissional responsável pelo desenvolvimento destes projetos seja altamente capacitado para desempenhar a função e que tudo esteja devidamente de acordo.

Seguradoras também exigem que as empresas apresentem este Projeto Contra Incêndio aprovado e executado conforme normas e regulamentações.

Projeto de Prevenção e Combate a Incêndio

O projeto define os espaços e sistemas da edificação para, em casos de emergência, evacuar as pessoas de forma rápida e iniciar o combate ao incêndio. O primeiro passo é identificar a legislação estadual de prevenção contra incêndio, considerando que NBR 15575 (norma de desempenho) obriga que outras NBR’s sejam seguidas (NBR 9077, NBR 5419, NBR 5410, NBR 15526, NBR 15200, NBR 14323, NBR 14432).

O segundo passo é classificar a edificação conforme o uso da ocupação (hospital, escola, residência), altura, área e risco de incêndio. Nas legislações estaduais, existem tabelas que auxiliam a calcular cada um destes riscos.

O passo seguinte é a escolha adequada dos equipamentos e medidas de segurança contra incêndio que farão parte do seu PPCI. Esses são exigidos em função de parâmetros como:

·      tipo de ocupação;

·      altura ou número de pavimentos;

·      área construída;

·      capacidade de lotação;

·      risco de incêndio (carga de incêndio);

·      e riscos especiais.

 

Etapas para elaboração de Projeto de Prevenção e Combate a Incêndio

1. Estudo preliminar:

Aqui são verificadas as soluções técnicas, definidos os conceitos e elementos necessários para se desenvolver os projetos.

2.  Anteprojeto:

Esboço ou conjunto dos estudos preliminares que irão constituir, após ajustadas, as diretrizes básicas para a elaboração do projeto.

3. Projeto Básico:

Conjuntos de elementos necessários para compor a obra, elaborado com base nos estudos técnicos preliminares e que assegurem a sua execução, respeitando todas as normas e legislações quanto ao impacto ambiental do empreendimento, avaliando o custo da obra e definição de metodologia e prazos.

4. Projeto Executivo:

Aqui apresenta-se todos os elementos necessários para a execução do empreendimento, detalhando todas as interfaces dos sistemas e seus componentes.

Não brinque com fogo.

Como falamos no início do texto, acidentes evitáveis não devem acontecer. Eles custam muito mais caro do que preveni-los, principalmente quando falamos de vidas. Invista em Engenharia Contra Incêndios com toda a estrutura da Previnsa para evitar esquentar a cabeça.

 

 

 

 

 

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