sexta-feira, 9 de setembro de 2022

 



 

PRAZOS PARA IMPLANTAÇÃO DO PPP ELETRÔNICO

 



Para atender às reivindicações de diversas empresas, especialmente as optantes pelo Simples Nacional, o governo federal decidiu adiar a implantação do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) eletrônico para janeiro de 2023. A decisão visa oferecer mais tempo para que as organizações se adaptem ao envio dos eventos de Segurança e Saúde do Trabalho (SST) via eSocial – que teve início em 10 de janeiro deste ano para as dos grupos 2, 3 e 4.

 

A resolução foi tomada no dia 3 de dezembro passado, em reunião com a presença de representantes do Ministério do Trabalho e Previdência, da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil, do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Para formalizar a mudança, ainda este ano será publicada uma alteração na Portaria MTP nº 313, de 22 de setembro de 2021.

 

Segundo a Ocupacional Medicina e Engenharia de Segurança do Trabalho, vale lembrar que até a efetiva entrada em vigor do PPP eletrônico, os empregadores continuam obrigados a enviar os dados pelo meio físico.

 

Entenda o PPP eletrônico

 

Com quase 20 anos de existência, o Perfil Profissiográfico Previdenciário é a principal forma de registrar o histórico de trabalho de um empregado, com informações sobre os riscos e agentes nocivos a que ele esteve exposto. É o documento que serve de base para o cálculo das aposentadorias especiais junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

 

Obrigatório para todas as empresas desde janeiro de 2004, o PPP passará a ser enviado por meio eletrônico para se adequar ao eSocial. O documento digital fará parte das informações enviadas para o evento S-2240, que descreve os riscos presentes no ambiente de trabalho e indica quais as condições de serviço do empregado. Todas as informações referentes a agentes nocivos estão contidas neste evento, descritas na “Tabela 24 – Agentes nocivos e Atividades – Aposentadoria Especial”, do eSocial.

 

O prazo de envio desse evento é até o dia 15 do mês subsequente ao início da obrigatoriedade dos eventos de SST ou do ingresso/admissão do funcionário. A princípio, referente ao PPP, será necessário enviar uma carga inicial com a descrição das informações exigidas pelo S-2240 logo no princípio da obrigatoriedade. Caso haja alterações nas informações iniciais, elas devem ser enviadas até o dia 15 do mês subsequente à mudança.

 

Agilidade e transparência

 

É preciso ficar atento, pois cada evento S-2240 precisa descrever as informações do empregado de forma completa. O histórico do trabalhador ocorre a partir de cada novo evento S-2240 enviado, ou seja, se o evento for submetido com uma nova data de início da exposição, inicia-se um novo período no histórico da pessoa.

 

Além disso, não houve alterações significativas nas informações que deverão ser repassadas, com o empregado sendo identificado apenas pelo número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF). As informações também ficarão disponíveis ao segurado por meio dos canais digitais do próprio INSS.

 

Com o PPP eletrônico será possível dar mais agilidade e transparência ao processo, além de ampliar a segurança no armazenamento das informações e facilitar os processos de fiscalização. A responsabilidade pelo preenchimento do documento cabe às empresas, quando o segurado é empregado direto; à cooperativa, no caso de cooperado filiado; ou ao órgão gestor/sindicato, quando a pessoa é trabalhadora autônoma.

 

Para mais informações sobre o preenchimento, consulte o Manual de Orientação do eSocial - MOS).

 



Fonte: Revista CIPA

 

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terça-feira, 6 de setembro de 2022

 




IMPORTÂNCIA DO DDS PARA O BEM-ESTAR DA EQUIPE




Manter canais de diálogo diretos com os colaboradores reforça o papel da segurança do trabalho e as normas de prevenção a acidentes.

Cuidar da saúde e do bem-estar dos funcionários vai muito além de uma mera exigência legal. É um investimento feito pelas empresas para garantir o bem-estar coletivo, com influência direta na produtividade e na prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. Nesse sentido, uma das ferramentas mais utilizadas para levar conhecimento de qualidade e contribuir para a melhoria do ambiente laboral é o Diálogo Diário de Segurança (DDS).

Como o próprio nome diz, o DDS é uma conversa realizada diariamente com a equipe para tratar de temas relativos à Saúde e Segurança do Trabalho. Questões relacionadas ao uso adequado de equipamentos de proteção, às adequações para cumprimento das normas regulamentadoras e aos cuidados individuais de saúde são muito comuns, mas também podem ser abordados pontos mais pessoais, como assuntos relacionados à família, a relacionamentos e motivacionais.

Possui curta duração, com cerca de 10 minutos, e é comandado pelas lideranças da empresa, por colaboradores capacitados sobre o tema em questão ou até mesmo por profissionais externos convidados para tal fim. Tem o desafio de tornar o assunto atrativo o suficiente a ponto de ficar guardado na mente dos funcionários, de forma a conscientizá-los sobre o assunto tratado e criar uma verdadeira cultura interna de prevenção.

Mas o principal de tudo isso é tratar o DDS como um diálogo. Não é uma palestra ou um simples aviso, mas sim um canal de diálogo direto com todos os funcionários. Assim é possível entender melhor como eles estão sentindo, receber feedbacks e buscar soluções para aumentar o bem-estar e o sentimento de pertencimento à empresa.

Não há uma receita pronta de como implementar o DDS em uma empresa porque cada uma tem suas particularidades internas que modificam a forma como o programa é realizado.

 

Com pequenas ações, porém, é possível aumentar a participação e tornar esse momento uma parte essencial da rotina de todos:

 

·       Fazer um estudo preliminar da empresa para detectar quais são os pontos que exigem mais atenção e devem ser combatidos com urgência;

·       Criar um plano de ação para as atividades a serem desenvolvidas, com previsão dos temas, objetivos e abordagem a ser utilizada em cada área da empresa;

·       Explicar aos colaboradores como funcionará o DDS e como eles podem contribuir para o desenvolvimento da ação;

·       Manter a informalidade durante a realização do DDS para mantê-lo como um bate-papo;

·       Estimular a participação dos funcionários, com atividades e dinâmicas para captar a atenção de todos.

 

O DDS é relativamente simples de ser implementado e contribui bastante para conscientizar os trabalhadores sobre as questões de SST. Se feito de forma eficiente, é uma ferramenta essencial para garantir o bem-estar de todos e, com isso, diminuir os índices de absenteísmo e doenças ocupacionais e aumentar a produtividade.

 

Por que manter o bem-estar da equipe?

 

As condições de trabalho impactam diretamente na saúde dos funcionários e cabe às empresas assumirem o devido protagonismo na melhoria do ambiente laboral – afinal, são elas uma das principais fontes estressoras das pessoas, de um modo geral. Um estudo realizado pela psicóloga Marilda Lipp, pós-doutora pelo National Institute of Health, mostrou que, nos últimos dez anos, houve um aumento considerável no índice de estresse nos executivos brasileiros, saltando de 45% para 59%. Em profissionais que não exercem cargos de chefia, esse índice chega a 35%.

Diante desse cenário, é comum o surgimento de doenças como hipertensão, depressão, síndrome do pânico e ansiedade – a mais predominante, em 55,6% dos entrevistados. Gastrites (32,64%) e doenças respiratórias (20,45%) lideram no quesito doenças psicossomáticas. Ou seja, há uma relação direta entre as atividades realizadas e o bem-estar físico e mental.

Para aliviar essas questões, os entrevistados disseram recorrerem a recursos para além da empresa. Para 63%, a solução envolve uma atividade física. Do outro lado, 53% descontam no excesso de comida. Outros 62,45% recorrem a rezas ou irradiações mentais; 38,53% fazem compras; 21,81% utilizam calmantes; 15,83% vão a um centro espírita; 10,39% procuram pastores; 9,75% fumam cigarros. Além disso, 75% conversam com amigos ou familiares para aliviar o estresse.


Ou seja, as empresas precisam criar ambientes de trabalho mais harmônicos para motivar e engajar os trabalhadores em suas atividades, de modo a aumentar a segurança e garantir a saúde de todos. Para isso, algumas dicas podem ser seguidas:

 

·       Realizar o Diálogo Diário de Segurança, com dicas e ações práticas para melhorar a qualidade de vida dos colaboradores;

·       Promover momentos de pausas durante o dia a dia dos funcionários, com alongamentos e exercícios de respiração;

·       Respeitar os horários de trabalho e de almoço, evitando o envio de mensagens ou tarefas para além dos períodos estabelecidos;

·       Definir limites e prazos reais a serem cumpridos, de modo a evitar o excesso de pressão;

·       Oferecer ajuda de um psicólogo ou profissionais relacionados para que os colaboradores possam conversar em um ambiente seguro;

·       Manter uma relação honesta e transparente com os empregados, com feedbacks constantes e retornos sobre o trabalho realizado;

·       Flexibilizar horários e balancear a cobrança por resultados o tempo inteiro, pois as pessoas precisam de um repouso adequado para ter uma melhor qualidade de vida;

·       Planejar o dia de trabalho de forma a não sobrecarregar as pessoas e garantir entregas com excelência.

 

Consultoria em SST

 

Garantir o bem-estar dos trabalhadores não diminui apenas o número de afastamentos, mas também traz mais confiança para as relações ocupacionais e afeta até mesmo os indicadores da empresa. Para isso, é necessário um bom programa de Segurança e Saúde do Trabalho.

 

 

 

 

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SÍNDROME DE BURNOUT:

O QUE É, SINTOMAS E COMO TRATAR

 


Saiba o que é, quais são os sintomas e como tratar


A saúde mental é um assunto que vem sendo cada dia mais discutido no trabalho, durante um jantar com a família ou em um encontro com os amigos. Com o crescente acúmulo de atividades diárias, percebeu-se que é preciso dar atenção especial à saúde da mente. Nesse contexto contemporâneo, muitas pessoas sofrem com ansiedade, depressão, crises de pânico e, às vezes, precisam tomar medicamentos contínuos para amenizar esses sintomas e levar uma vida com um pouco mais de qualidade.

Relacionada aos ambientes de trabalho, uma doença que vem ganhando destaque nos últimos anos é a Síndrome de Burnout. Essa doença manifesta-se por um esgotamento mental ligado a períodos estressantes de trabalho, alta demanda de serviço, poucos colaboradores, pressão de chefe e diretores, excesso de ligações diárias etc.
Você já ouviu falar da Síndrome de Burnout? Que tal conhecer um pouco mais sobre ela e tirar suas dúvidas?

 

Síndrome de Burnout: o que é?

 

A Síndrome de Burnout, também conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional, é uma doença mental que surge após o indivíduo passar por situações de trabalho desgastantes, ou seja, que requerem muita responsabilidade ou até mesmo excesso de competitividade. Essa síndrome surge por excesso de trabalho vinculado à pressão. Alguns profissionais são mais suscetíveis a desenvolver a Síndrome de Burnout, tais como: médicos, enfermeiros, professores, policiais e jornalistas, além de profissionais que desempenham dupla ou tripla jornada.

Entre os motivos para o surgimento da Síndrome de Burnout, objetivos difíceis de serem alcançados impostos por chefes aos seus colaboradores também ganham destaque. Muitas vezes, a pessoa pode não ser capacitada para tal função ou já estar desempenhando outras atividades, e isso pode impedir o cumprimento de demandas solicitadas. A pessoa se sente, então, sobrecarregada e, ao mesmo tempo, incapaz, pois deseja realizar o que lhe é proposto, mas não tem meios para isso.

O termo “Burnout” vem do inglês e é uma união de duas palavras: “burn”, que quer dizer queimar, e “out”, que significa exterior. Então, a Síndrome de Burnout pode ser caracterizada como uma queima de fora para dentro, ou seja, fatos externos que causam muita pressão no interior, na mente. Ela pode resultar em graves estados depressivos e episódios de ansiedade, por isso, como veremos no decorrer deste texto, a prevenção é muito importante.

 

A Síndrome de Burnout em números

 

A preocupação com a saúde mental dos profissionais inseridos no mercado de trabalho, seja de qual segmento for, não vem de hoje. Em 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) inseriu a exaustão relacionada ao ambiente de trabalho no documento de referência de doenças utilizado pela entidade, o ICD-10. A Síndrome de Burnout se enquadra na categoria “problemas relacionados à dificuldade de gestão de vida”.

Ainda de acordo com a Organização Mundial da Saúde, os problemas relacionados à saúde mental no trabalho diminuem a produtividade, resultando na perda anual de US$ 1 trilhão no mundo.

 

De olho no Brasil

 

Em 2016, a Escola de Economia de Londres apresentou um estudo sobre a depressão no trabalho. De acordo com o levantamento, o Brasil perde US$ 63,3 bilhões por ano devido ao afastamento do trabalho por questões de estresse e depressão, ficando em segundo lugar no ranking mundial, atrás apenas dos Estados Unidos, onde o estresse no trabalho é um problema de saúde pública.

Ainda sobre o Brasil, a Associação Internacional de Gestão de Estresse estima que 32% dos profissionais do país sofram com o esgotamento no ambiente de trabalho. Esse valor é superior a 1/3 do total de trabalhadores, os quais podem estar próximos de um colapso ou uma depressão.

 



Quais as causas dessa síndrome?

 

As principais causas da Síndrome de Burnout são o estresse crônico e a tensão emocional gerados no ambiente de trabalho por condições físicas, psicológicas e emocionais desgastantes. Essa doença mental está ligada ao trabalho e é derivada exclusivamente das situações que ocorrem no âmbito profissional.

Sintomas

Os sintomas que podem indicar a Síndrome de Burnout são muitos, e você não precisa sentir todos eles para ser diagnosticado. Na maioria das pessoas, os sintomas aparecem de forma leve e vão piorando com o passar do tempo. Os portadores da Síndrome de Burnout geralmente pensam que estão apenas cansados e que se trata de um mal-estar passageiro.

Mas, atenção: ao sentir um ou mais sintomas listados a seguir, procure ajuda especializada. Essa síndrome evolui muito rapidamente para casos severos de depressão e ansiedade. Atente-se se você estiver sentindo:

 

·       exaustão extrema, física e mental;

·       dor de cabeça frequente;

·       alterações no apetite: sentir mais ou menos fome;

·       insônia;

·       sentimentos de fracasso e insegurança;

·       dificuldades para se concentrar;

·       pensamentos negativos constantes;

·       sentimentos de derrota e incompetência;

·       desânimo;

·       alterações de humor;

·       aumento da pressão arterial;

·       dores musculares;

·       isolamento;

·       alteração dos batimentos cardíacos;

·       problemas no sistema gastrointestinal (estômago e intestino).

 

Como prevenir a Síndrome de Burnout?

 

Para prevenir a Síndrome de Burnout, você deve definir estratégias para diminuir o estresse e a pressão no trabalho. Ninguém melhor do que você para escolher o modo como vai agir ao desempenhar suas atividades profissionais visando a prevenir a síndrome. Porém, apresentamos algumas formas de prevenção para que você possa analisar e, quem sabe, colocar em prática.

 

Dicas para prevenção de Burnout:

 

Quando não estiver no trabalho, participe de atividades que lhe proporcionem prazer junto aos familiares e amigos. Que tal um piquenique no parque ou uma ida ao cinema?

Defina pequenas metas para sua vida profissional e pessoal, mas se lembre de não exagerar nos objetivos, porque, caso isso aconteça, o efeito pode ser o contrário, pois você estará aumentando sua auto cobrança.

Evite estar com pessoas negativas e que falam mal do trabalho e de outras pessoas. Tente manter o pensamento positivo. Se não conseguir pensar positivo, ao menos tente diminuir as ideias negativas.

Converse sobre seus sentimentos. Você pode desabafar com um amigo próximo ou procurar ajuda especializada por meio de psicólogos e terapeutas.

Não abuse de álcool, tabaco ou outras drogas ilícitas, pois elas aumentam a confusão mental e fazem parecer que tudo está muito pior do que realmente está.

Fuja da rotina diária. A rotina cansa e desgasta o ser humano, por isso faça atividades diferentes: vá a um restaurante novo, passeie por lugares que você gosta ou conheça novos lugares etc. Seja sozinho, seja acompanhado, com ou sem dinheiro, busque atividades que lhe proporcionem prazer e sejam diferentes do que você faz diariamente.

Faça atividades físicas regulares ao menos 30 minutos por dia. Pode ser academia, corrida, natação, remo, enfim, busque a que mais gosta e mantenha-se em movimento.

Descanse de verdade. Deite e durma as 8 horas necessárias que o seu corpo e a sua mente precisam para se recuperar e iniciar uma nova jornada.

Nunca se automedique. Se você quer diminuir o estresse ou precisa dormir melhor, busque uma opinião médica. A automedicação pode piorar muito mais o seu estado clínico.


Fatores de risco


O grande fator de risco da Síndrome de Burnout é o estresse, pois com o passar do tempo ele pode se tornar crônico e trazer sérios problemas à saúde. Por isso, é muito importante estar alerta aos sintomas apresentados para, se necessário, procurar tratamento imediato. O cansaço, as dores, os lapsos de memória e os sentimentos negativos desenvolvidos por um paciente com Síndrome de Burnout não melhoram com o passar do tempo, é preciso tratamento especializado.

 

Diagnóstico

 

O diagnóstico será feito por um profissional da área da saúde mental, psiquiatra ou psicólogo, após a análise clínica do paciente. É comum as pessoas não buscarem ajuda por não saberem ou não conseguirem identificar os sintomas. A grande maioria pensa ser apenas um cansaço passageiro e ignora a gravidade da doença.

Familiares, amigos próximos e colegas de trabalho podem ajudar a identificar a Síndrome de Burnout. No Sistema Único de Saúde (SUS), a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) oferece de forma gratuita o tratamento, seja medicamentoso, seja por meio de consultas com psicólogo.

 

Tratamento

 

O tratamento para a Síndrome de Burnout deverá ser feito por um psiquiatra ou psicólogo. Indica-se que o paciente faça psicoterapia para poder identificar a causa geradora principal da síndrome e, assim, desenvolver mecanismos para vencê-la. Em casos mais severos, são indicados antidepressivos e ansiolíticos para que a pessoa possa se sentir melhor.

Não existe um período determinado para o tratamento. Esse tempo depende das possibilidades do paciente para modificar suas condições de trabalho e seu estilo de vida.

Para auxiliar no tratamento, indica-se a prática de atividades físicas, pois elas aliviam o estresse diário, colaborando para o controle dos sintomas. Se possível, também se indica que o paciente tire férias do trabalho e passe mais tempo com familiares e amigos.

 

Não segui o tratamento, e agora?

 

Ao receber o diagnóstico de Síndrome de Burnout, o ideal é seguir o tratamento indicado, pois, se isso não acontecer, os sinais de piora podem aparecer rapidamente. Dois sinais característicos do agravamento dos sintomas são: a perda total da motivação e o aumento dos distúrbios gastrointestinais.

Nos casos mais graves, o paciente pode desenvolver depressão e necessitar de internação hospitalar para ser acompanhado de perto.

 

Mantenha a calma no trabalho

 

Você precisa ter em mente que não vai conseguir abraçar o mundo todo ao mesmo tempo, seja em sua vida particular, seja no trabalho, e isso é perfeitamente normal. Não se cobre tanto. Se necessário, delegue algumas tarefas ou peça um tempo extra para executá-las. Mantenha o foco no que precisa ser feito, e não se martirize se algo der errado.

Claro que é preciso ser responsável com o trabalho, mas isso não deve justificar sobrecarga, pois para trabalhar bem também é preciso de saúde. É importante lembrar que estresse e nervosismo, além de reduzirem sua produtividade, vão colocar sua saúde em risco.

Portanto, reduza suas chances de desenvolver doenças mentais graves, como Síndrome de Burnout, depressão, ansiedade e crises de pânico, além de outros tipos de doenças, como as gastrointestinais e de coração.


Técnicas de relaxamento para diminuir o estresse


Além da psicoterapia e dos medicamentos, existem hoje muitas técnicas de relaxamento que podem ser utilizadas para diminuir o estresse. Vamos conhecer melhor algumas delas?

 

Meditação

 

A meditação é uma excelente técnica para deixar a pessoa mais calma. E o melhor: ela pode ser praticada em qualquer lugar, em qualquer horário. Enquanto você estiver meditando, você vai aumentar o seu bem-estar físico e emocional. Além disso, por meio da prática constante da meditação, sua concentração aumentará e os pensamentos confusos e pessimistas tenderão a desaparecer.

 

Prática de exercícios físicos

 

Praticar atividades físicas ao menos 30 minutos por dia é excelente para relaxar e diminuir o estresse. Se a atividade for praticada ao ar livre, melhor ainda. Utilize esses minutos diários para “arejar” seus problemas e, quem sabe, encontrar soluções. Muitas vezes, ao estar fora do ambiente de trabalho ou por estar um pouco mais relaxado, as ideias tendem a fluir mais facilmente. Se possível, evite as atividades competitivas, pois elas podem agravar o estresse. Opte por atividades aeróbicas.

 

Tire um tempo para você

 

Invista sua energia em atividades que lhe proporcionem prazer. Que tal um jantar com amigos? Ver um filme? Iniciar uma nova leitura? Faça coisas que deixem você feliz, relaxado e menos ansioso. Outra dica muito importante é: se deseja ficar sozinho, não aceite convites que podem lhe provocar ainda mais estresse.

Então, agora que você tem todas essas informações, qual técnica de relaxamento colocará em prática primeiro? Lembre-se de que o importante é diminuir o estresse e tentar mudar os hábitos no ambiente de trabalho, pode ser praticando meditação, frequentando a psicoterapia ou tomando medicamentos. Essas tarefas requerem atitudes e prática constante, e elas precisam ser executadas em prol de sua saúde e qualidade de vida.

A Síndrome de Burnout é muito perigosa, principalmente devido a outras doenças mentais que pode desencadear. Esperamos que a leitura deste texto tenha ajudado você a conhecer um pouco melhor a doença, seus sintomas, meios de prevenção, seu diagnóstico e suas formas de tratamento.

 

 

 

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segunda-feira, 5 de setembro de 2022

 



 

PARA QUE SERVE AS NORMAS DE HIGIENE OCUPACIONAL – NHO’s?

 



Se você é um profissional da segurança do trabalho ou atua na área já ouviu falar das NHO’s – Normas de Higiene Ocupacional. Mas, você sabe para que serve? Como aplicar elas na empresa?

Além das NR’s – Normas Regulamentadoras criadas pelo MTE para a segurança do trabalho, as NHO’s têm como objetivo estabelecer os limites de tolerância, os critérios técnicos dos equipamentos utilizados nas avaliações de riscos ocupacionais. São essenciais para orientar o controle dos agentes de riscos ambientais, assim como disponibilizam metodologias para avaliações ocupacionais.

A Fundacentro é órgão responsável por estabelecer as Normas de Higiene Ocupacional, que deverão ser seguidas por todos os empregadores e trabalhadores a fim de evitar o contágio de doenças ocupacionais, entre outros. 

O descumprimento de qualquer uma dessas normas, que estejam relacionadas com o negócio, pode acarretar multas e processos judiciais para a empresa. Por este motivo, é muito importante que todos estejam conscientes da importância das NHO’s, bem como de cumpri-las com responsabilidade. 

Se você deseja saber mais sobre as Normas de Higiene Ocupacional, vai gostar deste artigo. Aqui traremos não somente a listagem de todas elas, como também um breve resumo do que se trata a NHO, e também outros assuntos relacionados.

Tenha uma boa leitura e, se precisar, compartilhe este conteúdo com o setor responsável na sua empresa.

 

Avaliação Quantitativa x NHO’s

 

Quando identificamos um agente, é preciso realizar uma avaliação para saber o quanto aquele risco está prejudicando o trabalhador durante a jornada de trabalho. Para isso, existem duas formas de avaliação: a qualitativa e a quantitativa. A qualitativa serve para identificar o risco, sem que seja possível mensurar, ou seja, atribuir um valor para “provar” que ele está no ambiente. Já a avaliação quantitativa permite avaliar o risco através de instrumento e atribuir um valor de concentração ou exposição ao agente, sendo monitorados através de medições realizadas por instrumentos.

Para avaliar os riscos ocupacionais no ambiente de trabalho de forma quantitativa, devemos utilizar alguns instrumentos. Por isso, a NHO estabelece quais os tipos de equipamentos de medição devem ser utilizados em cada caso. Às vezes, o risco foi avaliado, porém, o equipamento utilizado para avaliação não está de acordo.

Vamos explicar: Numa fábrica onde o nível de ruído estabelecido é de 83dB. De acordo com os limites de tolerância, está tudo ok, certo? Certo. Porém, temos que considerar o equipamento que foi utilizado. Existem alguns instrumentos de maior precisão ou de menor precisão. No caso do ruído, foi utilizado o dosímetro inferior ao que determina a NHO 01, pois apresenta precisão de mais ou menos 3,5dB. Neste caso, o nível de exposição poderia passar os limites de tolerância e prejudicar a saúde do trabalhador.

Por isso, a importância de avaliar os riscos ambientais com os equipamentos de medição correto. A Norma de Higiene Ocupacional irá auxiliar o Engenheiro ou Técnico em Segurança do Trabalho a monitorar corretamente e realizar a avaliação dos riscos.

 



As Normas de Higiene Ocupacional estabelecidas pela Fundacentro

As NHO’s são muito importantes para a Segurança do Trabalho. Além de serem essenciais para a elaboração de programas obrigatórios como o PPRA e o LTCAT, servem como medida de conscientização para evitar muitas doenças e acidentes ocupacionais. 

Por este motivo, ter conhecimento sobre cada uma das normas é fundamental. Mas não apenas isso, ter certeza de que os colaboradores também têm esse conhecimento é uma necessidade básica. Até porque, sabemos que cada um tem suas obrigações no que diz respeito à SST. 

Porém, o trabalhador só poderá fazer a sua parte se tiver conhecimento da mesma, você concorda? Por isso, aproveite este artigo para compartilhar com sua equipe este conteúdo que poderá trazer muitas vantagens a todos. 

 

Então agora, confira a lista completa das NHO’s existentes hoje:

 

NHO 01 Procedimento técnico – avaliação da exposição ocupacional ao ruído.

Sendo a primeira das Normas de Higiene Ocupacional, esta Norma Técnica tem como intuito estabelecer todos critérios e procedimentos para a avaliação da exposição ocupacional ao ruído, que implique risco potencial de surdez ocupacional.

 

NHO 02 – Análise Qualitativa de Fração Volátil

Aqui são tratadas as análises qualitativas da fração volátil de colas, tintas e vernizes à base de solventes, em especial os componentes mais tóxicos e mais comuns. A norma estabelece todos os procedimentos padronizados para este fim.

 

NHO 03 Método de ensaio: análise gravimétrica de aerodispersóides sólidos coletados sobre filtros e membrana.

A NHO 03 faz referência à análise gravimétrica de aerodispersóides sólidos coletados sobre filtros de membrana. Assim, estabelece todos os procedimentos padronizados para evitar acidentes e doenças ocupacionais. 

 

NHO 04 Método de ensaio: método de coleta e a análise de fibras em locais de trabalho.

Esta Norma determina um método seguro e padrão para que seja feita a coleta e também a análise de fibras, incluindo todos os tipos de amianto/asbesto, fibras vítreas (MMVF – Man Mineral Vitreous Fibers) e fibras cerâmicas.

 

NHO 05 Procedimento técnico – avaliação da exposição ocupacional aos raios X nos serviços de radiologia.

A NHO 05 é responsável por estabelecer todos procedimentos para a realização de levantamento radiométrico das salas de equipamentos emissores de raios X diagnóstico e para a medição da radiação de fuga do cabeçote desses equipamentos.

 

NH0 06 Avaliação da Exposição Ocupacional ao Calor


A fim de evitar uma sobrecarga térmica nos colaboradores, a NHO 06 tem como principal responsabilidade estabelecer todas as regras e procedimentos para a avaliação da exposição ocupacional ao calor.

 

NHO 07 Calibração de bombas de amostragem individual pelo método da bolha de sabão.


A NHO 07 tem como principal objetivo estabelecer e padronizar os procedimentos de calibração das bombas de amostragem individual através do método da bolha de sabão. Segundo a Norma, esse procedimento significa: “a medição da vazão da bomba de amostragem antes e depois da coleta de amostras para determinação da vazão média, considerando as variações de temperatura e pressão, visando à utilização desta vazão na validação da amostra e cálculo da concentração dos agentes químicos no ar.”

 

NHO 08 Coleta de material particulado sólido suspenso no ar de ambientes de trabalho.


Com o objetivo de obter amostras representativas das partículas suspensas no ar que poderiam ser inaladas pelos trabalhadores, esta norma busca determinar um procedimento padrão para que esse material seja coletado através de filtros de membrana.  

 

NHO 09 Procedimento técnico – avaliação da exposição ocupacional a vibração de corpo inteiro.


A NHO 09 tem a responsabilidade de avaliar a exposição do trabalhador à vibração do corpo inteiro (VCI). Este risco, que poderia prejudicar a saúde do colaborador ao longo dos anos, precisará ser eliminado ou atenuado.   

 

NHO 10 Procedimento técnico – avaliação da exposição ocupacional a vibração em mãos e braços.


A última das NHO’s, mas não menos importante, a NHO 10 buscas estabelecer o procedimento técnico quanto à avaliação da exposição do trabalhador ao risco da vibração na área das mãos e braços. Bem parecida com a anterior, porém mais específica.  


Apesar de utilizar a metodologia de avaliação de riscos da NHO’s, devemos sempre respeitar e seguir os limites de tolerância da NR 15. Quando não encontrar na NR 15, é interessante utilizar a metodologia das NHO’s ou ACGIH (Norma Internacional). O ideal é unir as duas metodologias para você ter um maior controle do risco, identificar os principais fatores de exposição e estabelecer as medidas de segurança necessária para combater o agente.

 

 




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FUNDACENTRO E O NOVO GUIA PARA ELABORAÇÃO DO PCA

 

 


O Programa de Conservação Auditiva (PCA), também denominado Programa de Prevenção de Perdas Auditivas (PPPA), corresponde a um conjunto de atividades que visam prevenir ou estabilizar as perdas auditivas ocupacionais por meio de um processo de melhoria contínua que requer conhecimento multidisciplinar, e se desenvolve por meio de atividades planejadas e coordenadas entre diversas áreas da empresa.

 

O PCA possui um histórico legal aplicável, a NR-09 que trata sobre o PPRA estabelece que as ações preventivas devem ser iniciadas quando a dose de exposição ao ruído ultrapassar o valor de 0,5 (ou 50%), sendo, nesses casos, necessárias ações de monitoramento periódico da exposição, informação aos trabalhadores e controle médico, já o Anexo 2 da Ordem de Serviço INSS/DAF/DSS nº 608 de 05/08/1998 indica que, para exposições a níveis de pressão sonora elevados, a empresa deve organizar sob sua responsabilidade um Programa de Conservação Auditiva, a NR-07 que trata sobre o PCMSO, estabelece as diretrizes e os parâmetros mínimos para a avaliação e o acompanhamento da audição em trabalhadores expostos a níveis de pressão sonora elevados por meio da realização de exames audiológicos de referência e sequenciais, fornecendo parâmetros para a classificação das perdas auditivas, que ao apresentar indicativos sugestivos de desencadeamento ou de agravamento de perda auditiva induzida por níveis de pressão sonora elevados, o médico coordenador do PCMSO, ou o encarregado pelo mesmo do exame médico, deverá participar da implantação, do aprimoramento e do controle de programas que visem à prevenção da progressão da perda auditiva do trabalhador acometido e de outros expostos ao risco, levando-se em consideração a NR-09, que exige o controle médico quando o nível de ação para o ruído for superado, ou seja, dose de exposição superior a 50%.

 

Baseado em dados estatísticos, verifica-se que em muitas situações, os programas elaborados e executados têm estruturas e conteúdos muito diversificados, não padronizados, ficando, na maioria das vezes, restritos a poucas ações que, em geral, são incompletas e ineficientes para evitar o desencadeamento e o agravamento de perdas auditivas, nesta referência a FUNDACENTRO recentemente publicou o “Guia de Diretrizes e Parâmetros Mínimos para a Elaboração e a Gestão do Programa de Conservação Auditiva”, com o objetivo de definir os aspectos úteis para a estruturação e a implementação de um PCA que disponha de componentes mínimas necessárias para um gerenciamento efetivo dos riscos de modo a evitar o desencadeamento e o agravamento das perdas auditivas ocupacionais, trazendo elementos de caráter multidisciplinar, com informações sobre identificação de perdas auditivas, avaliações ambientais, presença de agentes ototóxicos, medidas de controle coletivas, orientação e capacitação aos trabalhadores, medidas de controle médico, gerenciamento audiológico e uso de EPI com eficácia verificada. Em seus anexos, traz dados sobre substâncias químicas ototóxicas, gestão de diagnósticos audiológicos, descrição de ensaios de atenuação de protetores auditivos e aplicação de teste de percepção sonora simplificado.

 




O Guia pode ser acessado para leitura no próprio site da FUNDACENTRO através do link http://www.fundacentro.gov.br/biblioteca/biblioteca-digital/download/Publicacao/273/GUIA_DE_DIRETRIZES_PCAF-PDF

 




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