quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

 




 

 

MEMBRO REELEITO PRECISA FAZER O TREINAMENTO DA CIPA?

 

Você já ouviu falar da CIPA?

 



A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes é representada por representantes dos empregadores e representantes eleitos por funcionários, os quais respeitam a Norma Regulamentadora nº 5.

 

Os membros escolhidos cumprem o mandato de um ano, com possível reeleição. Antes de assumirem seus respectivos cargos, cada membro passa por um determinado treinamento.

 

E a pergunta que recebemos constantemente é se: Membro Reeleito Precisa Fazer o Treinamento da CIPA? 

 

Essa dúvida é muito comum e nas linhas que se seguem neste artigo, exploramos este treinamento nos termos legislativos, como funciona o processo de eleição e reeleição da CIPA e responder a esta pergunta em questão.

 

Membro Reeleito Precisa Fazer o Treinamento da CIPA?

 

Antes de responder a esta pergunta vamos entender Como Funciona o Treinamento Dos Membros Integrantes da CIPA? 

 

Todos os membros, desde titulares até mesmo suplentes devem realizar o treinamento da CIPA. Dentro destas atribuições, devemos destacar.

 

§  A participação da implementação e do controle da qualidade de medidas de prevenção;

§  A divulgação e promoção das normas regulamentadoras;

§  Verificação frequente do ambiente de trabalho, os quais riscos e perigos devem ser identificados e remediados com as medidas protetivas;

§  A colaboração do desenvolvimento e implementação de programas de segurança;

§  Identificação de riscos no trabalho por meio da elaboração de mapas de riscos.

 

Diante de tantas exigências, é necessário um treinamento para preparar titulares e suplementos para a execução destas atribuições que estão diretamente relacionadas na área de Segurança e Saúde do Trabalho.

 

Sendo assim, a NR-05 impõe a obrigatoriedade de treinamento a todos os membros da CIPA, titulares e suplentes, antes da posse.

 

Este treinamento pode ser realizado em até trinta dias após a posse dos membros eleitos.

 

O objetivo do curso da CIPA é fornecer aos alunos conhecimentos sobre a Norma nº 5 (NR-5) MTE (Ministério do Trabalho) Percepção de riscos, função Cipista, responsabilidade social, participação em reuniões e atendimento de outras normas aplicáveis à gestão de SMS.

 

Qual é o Conhecimento Adquirido?

 

Antes de mais nada, os candidatos ao treinamento devem estar em condições mínimas de física, para serem considerados aptos para a realização dos exercícios e simulações previstos no treinamento.

 

O treinamento permite:

 

§  Estudar o meio ambiente, as condições de trabalho bem como os riscos decorrentes do processo produtivo;

§  Metodologia de pesquisa e análise de acidentes e doenças profissionais;

§  Compreender os acidentes e doenças decorrentes da exposição a riscos na empresa;

§  Compreendendo a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – AIDS e medidas de prevenção;

§  Compreender as leis trabalhistas e previdenciárias relativas à segurança e saúde no trabalho;

§  Princípios gerais de higiene ocupacional e medidas de controle de risco;

§  Organização da CIPA e demais assuntos necessários ao exercício das atribuições da Comissão;

§  Percepção de risco;

§  Conhecimento para elaboração de mapas de risco;

§  Noções teóricas e práticas de primeiros socorros.

 

O curso será ministrado em expediente do trabalho com uma carga horária bem distribuída de modo que complete 20 horas.

 

O treinamento é válido por um ano, de acordo com a NR-5.

 

Membro Reeleito Tem Necessidade Em Fazer o Treinamento da CIPA?

 

Respondendo a dúvida do artigo, membro reeleito precisa realizar o treinamento da CIPA outra vez? Sim! Precisa, visto que pode haver mudanças no ambiente e nas normas de segurança do local de trabalho que alteram os níveis de riscos e segurança dos trabalhadores.

 

Vale ressaltar que a Norma Regulamentadora 05 não declara que o treinamento anterior pode ser aproveitado para a CIPA do mandato vigente.

 

Logo conclui-se que o membro reeleito da CIPA deve realizar a repetição do treinamento.

 

Revise Suas Políticas e Procedimento

 

Uma vez por ano, assim como após acidentes de trabalho, revise as políticas e procedimentos de segurança de sua organização.

 

Eles ainda se aplicam aos riscos que seus funcionários enfrentam? Se você mudou a forma como executa uma tarefa, começou a usar novos equipamentos ou ferramentas ou mudou-se para um novo local, seu comitê de saúde e segurança deve atualizar esses documentos.

 

Quando e se você atualizar os protocolos de segurança, comunique as mudanças aos seus funcionários e membros da CIPA. Envie um e-mail para toda a empresa detalhando as mudanças para pequenas atualizações, mas forneça treinamento atualizado se uma política ou procedimento mudar significativamente.

 

 

 

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terça-feira, 25 de janeiro de 2022

 



 

PÁRA-RAIOS: O DESCASO QUE PODE CUSTAR CARO

 



O assunto de hoje é sobre Para-raios e o descaso que envolve isso. Especialistas do setor são unânimes: é preferível não ter para-raios a dispor de um equipamento mal instalado ou com manutenção deficiente.

 

A negligência e a falta de informação em relação aos para-raios são tão perigosas quanto amplamente disseminadas entre os gestores de condomínios. No Rio de Janeiro, em apenas um mês de verão, chegam a cair entre 5 e 10 mil raios sobre a cidade.

 

No entanto, apesar de se tratar de uma questão de segurança, ainda não há uma cultura efetiva de prevenção.

 

É hora de começar a pensar no assunto.

 

O maior exemplo do descaso e da falta de informação a respeito dos para-raios é a situação dos equipamentos que usam fontes radioativas.

 

Desde 1989, a fabricação e a instalação desses equipamentos foram proibidas. Pesquisas nacionais e internacionais comprovaram que o uso das fontes radioativas era tão eficaz quanto o primitivo para-raios criado por Franklin.

 

Contudo, a Resolução n. º 4/89 da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) deixou para as autoridades municipais a decisão a respeito da substituição dos sistemas radioativos já instalados.

 

Passados 12 anos, Priscila Mendes Zidan, do Laboratório de Tratamentos de Rejeitos Radioativos do Instituto de Engenharia Nuclear (IEN), fala do resultado: “Dos cerca de 70 mil para-raios fabricados com captores iônicos radioativos, foram coletados e entregues à CNEN aproximadamente 15 mil”, calcula.

 

Pouco mais de 20%, portanto, contra cerca de 80% de aparelhos ainda por substituir. No Rio, só oito anos após a proibição, tornou-se obrigatória a substituição dos captores iônicos, por meio do Decreto Municipal n. º 16.204/97.

 

O decreto fixou em dois anos o prazo para substituição, mas o Instituto de Engenharia Nuclear (IEN), responsável pela coleta no Estado do Rio de Janeiro, tem contabilizado uma média de apenas 200 para-raios recebidos anualmente.

 

Segundo Priscila, “o pior é a coleta do amerício 241 e posterior abandono em qualquer lugar que não seja o depósito de rejeito radioativo do IEN”, lamenta. “É fundamental que, ao contratarem empresas para substituir os captores antigos, os síndicos exijam nosso carimbo, comprovando a entrega da fonte radioativa ao Instituto de Engenharia Nuclear.

 

Caso contrário, nem o IEN terá controle de possíveis riscos de contaminação, nem o condomínio terá garantia de que foi realizado inteiramente o serviço contratado”, conclui (ver box).

 

Manutenção inteligente

 



As normas vigentes para a fabricação de para-raios no Brasil estão reunidas na mesma NBR 5.419 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que recomenda a manutenção anual do equipamento.

 

Mas o Decreto Estadual n. º 897/76, que exige a instalação de para-raios em todo prédio que tenha mais de 30 metros de altura, é omisso na questão da obrigatoriedade de manutenção regular.

 

Prato cheio para toda sorte de negligência. Nelson Dias, gerente de uma empresa especializada na comercialização e instalação de equipamentos de segurança, há 30 anos no ramo, diz que “é preferível não ter para-raios nenhum do que ter um mal instalado ou sem manutenção”, sentencia. “Já vi verdadeiros absurdos nas andanças que a gente faz para manutenção ou vistoria.

 

Há casos de cordoalha cortada, interrompida. Ou seja, havendo uma descarga atmosférica, fatalmente vai ocorrer uma explosão naquele ponto onde a cordoalha foi interceptada, causando danos à edificação.

 

Existem casos de antenas de TV em cima da caixa-d´água, em prédios que não dispõem sequer de para-raios. Por causa disso, um condomínio em Nova Iguaçu teve a estrutura de alvenaria de sua caixa-d´água atingida por um raio.

 

Foram 30 mil litros de água descendo pelas escadas do prédio, entrando nos apartamentos, jorrando para o poço dos elevadores, um verdadeiro estrago”, relata.

 

A remoção pura e simples da pastilha de Am-241contida nos equipamentos antigos é outro problema sério, segundo Dias. “O sistema de proteção contra descargas atmosféricas oferecido pelo para-raios de Franklin é diferente do radioativo.

 

Portanto, ao providenciar a retirada do captor radioativo, é necessário fazer um redimensionamento da área a ser protegida. Muitos condomínios e até órgãos públicos só trocam o captor, tornando apenas parcial a proteção de toda a área da edificação”, conclui.

 

Algumas dicas para a substituição de para-raios radioativos

 

·       Solicitar o serviço de remoção e transporte a empresas especializadas, acompanhado de reavaliação sobre o sistema de proteção do equipamento.

·       Para maior segurança, solicite ao Corpo de Bombeiros uma avaliação e vistoria do sistema de para-raios do condomínio, para tranquilizar-se a respeito de laudos fornecidos pelas empresas.

·       Fazer contato com o Instituto de Engenharia Nuclear (IEN) para toda e qualquer informação sobre o manuseio adequado do material radioativo (tel. 21 2560-4113 e site na Internet www.ien.gov.br).

·       Exigir comprovante de entrega do material radioativo, com carimbo do Instituto de Engenharia Nuclear.

 

Itens que devem ser vistoriados periodicamente para a segurança predial

 

·       Estiramento da cordoalha (cabo de cobre nu de 35 mm que desce do topo do prédio até o aterramento, no térreo).

·       Isoladores defeituosos (peças que guiam a cordoalha até o solo, mantendo-a distante da edificação uns 20 cm).

·       Solda exotérmica ao longo da cordoalha (recomendável no lugar de conectores mecânicos por permitirem melhor fluxo da descarga elétrica).

·       Aterramento de todas as massas metálicas no topo do prédio ao captor do para-raios (antenas de TV e rádio, grades etc.).

 

Vistoria da caixa de medição, no térreo.

 

 

 

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MANUAL DA SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIOS E PÂNICO

 



A implantação da sinalização de segurança contra incêndios e pânico possui o objetivo de reduzir os riscos de ocorrências, emitindo alertas a respeito das ameaças existentes no ambiente.

 

A partir daí, são adotadas as medidas de segurança que ajudam a adequar as atividades e a encontrar rotas de saída para um abandono seguro, bem como encontrar os equipamentos. A seguir, vamos falar mais sobre esses sinais. Confira!

 

Como se classifica a sinalização de segurança contra incêndios e pânico?

 

A instrução técnica determina que a sinalização seja dividida em dois grupos: básica e complementar. No entanto, ainda existe uma outra categoria: a personalizada — que difere de ambas. De acordo com as definições:

 

Sinalização básica

 

Caracteriza um conjunto referente à sinalização mínima obrigatória a todas as empresas. Divide-se nos seguintes subgrupos:

 

·       Proibição: sinalização voltada para a proibição e coibição de ações que podem desencadear um incêndio, ou agravá-lo. Possui forma redonda, cor de contraste branca, cor de segurança vermelha e a cor do símbolo é preta;

·       Alerta: usada para alertar sobre materiais e áreas que possuem um grande potencial de risco — de incêndio, choques, explosões, entre outros. Possui forma triangular, cor de contraste amarela, moldura e cor do símbolo preta;

·       Orientação e Salvamento: usada para indicar saídas e rotas de fuga. Possui forma quadrada ou retangular, a cor de contraste é verde e a cor do símbolo é fotoluminescente;

·       Equipamentos: indica a localização dos equipamentos, seus tipos e os alarmes que estão disponíveis na área. Possui forma quadrada ou retangular, cor de contraste vermelha, cor do símbolo fotoluminescente.

 

Sinalização Complementar

 

Como o nome sugere, visa complementar a sinalização básica, auxiliando na redução dos riscos. Estão nessa categoria:

 

·       Rota de saída: placas usadas para indicar o trajeto completo para uma rota de fuga. Finaliza na saída de emergência;

·       Obstáculos: indica quais são bloqueios presentes na rota de fuga. Podem ser paredes, pilares, vigas, degraus e desníveis, por exemplo;

·       Sistemas hidráulicos: mostra as tubulações e os acessórios usados no sistema de hidrantes.

 

Sinalização personalizada

 

Nesse caso a sinalização é especial, como placas escritas em língua estrangeira e medidas de proteção existentes. No caso do uso em outras línguas, ela deve ser complementar, ou seja: o texto em língua portuguesa não deve ser retirado.

 

Como é o processo de implantação?

 

Existem algumas regras básicas a respeito da implantação das placas de sinalização de segurança contra incêndios e pânico.

 

Dentre elas:

 

·       Instalação em locais visíveis, a uma altura de 1,80m, no mínimo;

·       Devem possuir, no máximo, uma distância de 15 metros entre si. A distância máxima a ser percorrida até uma sinalização de saída não deve ser superior a 7,5m;

·       Ao instalar equipamentos e alarmes em pilares, deve-se usar sinalizações em todos os lados visíveis;

·       Quando houver algum obstáculo que impeça ou dificulte a visualização da placa, ela deve ter sua altura alterada, até que seja possível vê-la adequadamente;

·       Como mencionamos, se necessário incluir sinalizações em outro idioma, o texto da língua original não deve ser removido.

·       A sinalização que indica a rota de saída deve ser fixada em uma altura que esteja entre 0,25 e 0,50m do piso. Com relação ao espaçamento entre si, devem estar a 3m de distância, no máximo;

·       Sinalizações referentes a portas de emergência e de saída devem ser fixadas logo acima, a uma distância de, no máximo, 10cm do batente.

 

Quais são os requisitos necessários?

 

Os requisitos necessários para garantir a sinalização de segurança contra incêndios e pânico estão previstos na NBR 13.434/2005. Eles precisam ser comprovados para que sejam aceitos, de acordo com a legislação vigente. São eles:

 

§  Propagação da chama;

§  Resistência à água;

§  Resistência a detergentes;

§  Resistência a sabão;

§  Resistência a agentes químicos e lavagem;

§  Resistência a óleo e gordura;

§  Resistência ao intemperismo;

§  Resistência à névoa salina;

§  Efeito fotoluminescente (se alimentam da luz e, na ausência dela, emitem brilho luminoso).

 

Qual é o layout mais adequado?

 

As categorias de sinalização se referem a situações específicas. A norma NBR 13434 determina quais são os locais de instalação de cada uma delas. Isso envolve a área, a altura e a distância entre elas, por exemplo.

 

Nesse sentido, deve-se identificar os locais e equipamentos e sinalizar a respeito dos riscos e dos cuidados.

 

Equipamentos

 

Sinalização de todos os equipamentos e alarmes que existem na empresa, tais como: Central de Alarme e Incêndio, hidrantes, extintores, bomba de incêndio, abrigo de mangueiras, entre outros.

 

Proibições

 

Locais em que existem proibições devido ao risco que representam. São os casos do uso de placas de proibido fumar, produzir chamas e entrar e transitar sem equipamentos de segurança, por exemplo.

 

Saídas

 

Sinalização de todas as saídas, portas corta-fogo e a criação de rotas de fuga, considerando a planta da edificação e os caminhos possíveis.

 

Locais de risco

 

Identificação de todos os locais que oferecem riscos — à saúde e à vida. Nesse caso, é necessário fixar as placas de alerta expondo as ameaças, como choques, risco de quedas e de explosões e outros.

 

Como complementar a eficácia da sinalização?

 

A implantação de uma sinalização de segurança contra incêndios e pânico é uma exigência que precisa ser cumprida pelas empresas. No entanto, somente essa prática não é suficiente para assegurar os cuidados com os colaboradores.

 

Os treinamentos são necessários para conscientizar e capacitar as pessoas a respeito do significado das placas, a melhor maneira de agir durante determinadas situações e, principalmente, deixar claro quais são as rotas de fuga — tudo isso além de serem obrigatórios para a formação de uma brigada de incêndio.

 

A sinalização de segurança contra incêndios e pânico deve obedecer algumas regras básicas que são definidas pela NBR 13434. A ideia é criar um ambiente e condições de trabalho mais seguras para os profissionais, além de fornecer meios de contornar as situações em que os riscos se concretizam.

 

 

 

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segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

 




 

LEITURA OBRIGATÓRIA: OS 5 MELHORES LIVROS SOBRE SEGURANÇA DO TRABALHO

 



A segurança é um dos temas mais importantes na rotina das empresas e indústrias. Sem dúvida, zelar pela integridade dos funcionários e evitar acidentes é algo primordial para qualquer organização. Porém, ainda temos muito a evoluir nessa área.

 

O Brasil é o quarto país com mais acidentes de trabalho, sendo que entre 2007 e 2013 foram pagos mais de 70 bilhões em indenizações. Esses números só mostram que é preciso melhorar urgentemente a questão da segurança profissional, buscando treinamentos especializados e mais conhecimento técnico. 

 

Para auxiliar nessa caminhada em busca de um ambiente de trabalho sem acidentes, selecionamos os 5 melhores livros sobre segurança do trabalho. São diversas obras que podem orientar o trabalho de técnicos e gerentes de segurança durante seu dia a dia e também na elaboração de planos estratégicos. Confira.

 

1. Manual prático da segurança no trabalho — Vários autores (ed. Yendis)

 

Mais do que apenas um livro sobre o tema, o Manual é uma espécie de curso sobre a segurança do trabalho, que foi elaborado por diversos especialistas.

 

Ele possui uma leitura direcionada e foi criado para alunos dos cursos relacionados ao tema, mas nada impede que seu conteúdo seja absorvido por outros leitores. 

 

O livro aborda diversos aspectos relacionados à segurança e não apenas questões técnicas. Há também capítulos que falam sobre trabalho sustentável, controle de custos em empresas e cadeias de produção. 

 

2. Segurança e Medicina do Trabalho — Vários autores (ed. Atlas)

 

Esse livro é considerado um dos “clássicos” da literatura especializada. Há mais de três décadas ele é utilizado por médicos do trabalho e técnicos em segurança.

 

A equipe responsável pela edição do livro efetua constantes mudanças em suas páginas para que ele não se torne um manual desatualizado. A obra possui caráter mais técnico que o primeiro livro da lista, principalmente por conter todas as normas e legislações complementares sobre segurança e medicina ocupacional. 

 

 

3. Noções básicas de direito para Técnicos em Segurança do Trabalho — Diva Barbosa Nunes (ed. Difusão) 

 

Livros sobre segurança do trabalho não se resumem apenas a textos explicando normas técnicas, termos e regras. É possível ir além e encontrar obras que abordam outros pontos do tema, como é o caso desse livro.

 

Ele foi feito para fornecer as informações sobre a legislação brasileira e ajudar técnicos e gestores a compreenderem como o tema da segurança se apresenta nas leis brasileiras. Uma ótima leitura para os gestores da área e também para a equipe jurídica da empresa.

 

4. CIPA: NR5 — Implementando e Mantendo — Nestor Waldhelm Neto (ed. Viena)

 

As CIPA’s (Comissões Internas de Prevenção de Acidentes) são grupos de trabalhadores e gestores das mais diversas áreas de uma empresa que se unem com um único propósito: debater e elaborar ações relacionadas à segurança.

 

Nessa obra de Nestor Waldhelm estão contidas informações cruciais para montar uma Comissão de prevenção atuante e que seja capaz de propor exercícios benéficos para a segurança. Ele serve como uma “aula” sobre CIPA’s e ainda traz exercícios para serem resolvidos pelos leitores. 

 

5. Dia a dia da Prevenção — Cosmo P. de Moraes Junior (ed. Senac Rio) 

 

Nesse livro são abordados os pilares que sustentam a gestão de segurança do trabalho em seu cotidiano: planejamento, responsabilidade, capacitação e atitude. O texto do autor é um convite à reflexão sobre métodos adotados no local de trabalho e faz o leitor pensar em práticas mais eficientes. 

 

Esses cinco livros sobre segurança do trabalho possuem informações o bastante para mudar totalmente sua perspectiva e a forma como você encara o assunto. Lembre-se de que a leitura é sempre uma fonte inesgotável de conhecimento, basta apenas procurar os livros certos! 

 

 

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APRENDA A FAZER UM MAPA DE RISCOS E EVITE ACIDENTES DE TRABALHO

 



Se você atua na área de segurança do trabalho e anda buscando alguma ideia para inovar em seu serviço, está na hora de conhecer melhor o mapa de riscos. Essa é uma ferramenta bem interessante para empresas e gestores que buscam diminuir os acidentes de trabalho em seu cotidiano.

 

Veja as principais informações a respeito desse recurso, garanta melhores resultados e valorize seu trabalho perante seus colegas e chefes. Acompanhe!

 



O mapa de riscos contra os acidentes de trabalho

 

Desenvolvido na Itália nos anos 60, o mapa de riscos foi mais divulgado em nosso país por causa da crescente industrialização ocorrida na da década de 70.

 

Trata-se de uma ferramenta que oferece uma visualização intuitiva dos potenciais riscos no desenvolvimento do trabalho por parte dos funcionários de uma empresa.

 

Ele é uma peça-chave na segurança para diminuir o grau de riscos e deve constar em toda empresa que apresentar qualquer tipo de riscos de trabalho, independentemente do seu tamanho ou segmento. Por isso, se sua empresa ainda não tem um, é bom reconsiderar sobre a necessidade de resolver essa pendência.

 

Com indicações padronizadas e de rápido entendimento, seu objetivo principal é, depois de um estudo prévio e bem orientado, mostrar a todos que costumam atuar em determinadas áreas quais os riscos mais elevados de acidentes ou do desenvolvimento de doenças decorrentes do trabalho.

 

Regulamentação e responsabilidades

 

A Comissão Interna de Prevenção a Acidentes (CIPA) tem a responsabilidade de elaborar o mapa de riscos perante a NR 5. Também de acordo com a normativa, cabe multa à empresa que não tiver um mapa de riscos.

 

Para mais detalhes sobre essa legislação, sugerimos que você dê uma olhada nos itens 5.16 e 1.7, Letra A da NR 5. Além disso, um curso na área de segurança do trabalho pode te capacitar ainda mais para a função.

 

Ainda sobre a confecção do seu mapa de riscos para evitar acidentes de trabalho e doenças correlatas, é importante que você busque apoio na hora de confeccioná-lo. Além de envolver o pessoal da CIPA, você deve buscar a equipe do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT).

 

Todos os dois grupos já passaram por experiências de trabalhos anteriores e conseguem levantar mais estatísticas sobre o mundo dos acidentes de trabalho, o que ajuda bastante na hora de desenvolver um plano de prevenção a acidentes.

 

No desenvolvimento do seu mapa de riscos é muito importante que você busque ainda a participação de mais dois grupos diretamente envolvidos no assunto: seu pessoal de casa mais experiente e também os funcionários que vivenciam o ambiente.

 

Juntamente aos registros dos acidentes de trabalho que possam ter acontecido em sua empresa, o pessoal com mais tempo no negócio poderá detalhar melhor os casos que conhecem e trazer informações que talvez não tenham sido propriamente registradas, mas que serão úteis na elaboração do seu mapa de riscos.

 

Quanto aos colaboradores que atualmente exercem funções dentro da planta, eles são muito importantes para oferecer impressões sobre o que reparam na rotina do trabalho.

 

Esses depoimentos, com certeza, vão corroborar com algumas impressões sobre os perigos iminentes que talvez você já tenha considerado ou oferecer pistas de novas ameaças ainda não listadas.

 

Considerando toda essa experiência conjunta com a metodologia já conhecida e experimentada da ferramenta e com um bom cruzamento de informações da sua folha de pessoal, que vai trazer detalhes à tona como idade, gênero, ferramentas utilizadas e função, você terá em mãos tudo o que é necessário para o desenvolvimento de um bom mapa de riscos.

 

A criação do seu mapa de riscos

 

Levantadas as informações relevantes para a tarefa, é chegada a hora da efetiva criação do seu mapa. Para isso, ter uma planta baixa da empresa é uma ótima ideia, mas se não houver, tudo bem: um croqui resolve.

 

Para ficar de fácil entendimento, o mapa de riscos trabalha com informações gráficas alterando tamanhos de formas e cores.

 

Utilizando o croqui ou planta da empresa, identifique as áreas onde existem os riscos. A classificação deles será dada pelas seguintes cores:

 

1. Grupo de riscos físicos (VERDE): vibrações, radiação ionizante e não ionizante, calor, frio umidade e pressões anormais.

2. Grupo de riscos químicos (VERMELHO): neblinas, gases, vapores, poeiras, fumos, substâncias compostas e produtos químicos em geral.

3. Grupo de riscos biológicos (MARROM): bactérias, vírus, parasitas, bactérias e bacilos.

4. Grupo de riscos ergonômicos (AMARELO): levantamento e transporte manual de peso, controle rígido de produtividade, esforço físico intenso, imposição de ritmos excessivos, trabalho em turno noturno, monotonia e repetitividade, jornadas de trabalho prolongadas e outras situações provocadoras de estresses psíquico e físico.

5. Grupo de riscos de acidentes (AZUL): máquinas e equipamentos sem proteção, iluminação inadequada, probabilidade de incêndios ou explosões, animais peçonhentos, arranjo físico inadequado, armazenamento inadequado e outras situações que possam acabar em acidentes.

 

Para identificar na sua planta a gravidade do risco correspondente a cada cor conforme indicada, você deverá incluir círculos com tamanhos diferentes e nas cores dos riscos relacionados. Para os riscos de acidentes de trabalho menos expressivos, coloque um círculo pequeno.

 

Em locais onde as chances de acidades e doenças de trabalho são razoáveis, utilize círculos medianos. As regiões onde os riscos forem maiores deverão ser indicadas com círculos maiores.

 

Utilizando tais proporções de tamanhos dos círculos com a atenção que deve ser dada a cada ameaça e o tipo de perigo indicado pela cor, somente falta fazer uma coisa: escrever exatamente qual o risco indicado no mapa.

 

Assim, se uma área for identificada com um círculo verde (riscos físicos), é importante que você coloque, por exemplo, a palavra “calor”. Dessa maneira, todos saberão que há alguma chance de acidentes naquela área por queimaduras físicas.

 

Depois de feito todo o trabalho, é muito importante que você cuide para que cada mapa de risco seja afixado nas áreas correspondentes e que todos os funcionários sejam informados de como eles identificam os riscos daquele setor.

 

 

 

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    CONHEÇA AS DIFERENÇAS ENTRE MATRIZ DE RISCO E INVENTÁRIO DE RISCO       A matriz de risco e o inventário de risco causam muita...