sábado, 8 de julho de 2023

 





 

NÃO DEIXE A PRESSA COMPROMETER A SEGURANÇA

 


A Pressa faz parte da vida moderna, e o torna uma verdadeira correria. É trabalho, filhos, casa e muitas outras tarefas que nos fazem sentir a falta de tempo constantemente.

É um ritmo de vida frenético e que pode ser muito prejudicial se não for bem administrado.

A sensação de estar sempre atrasado é muito comum, mas é preciso cuidado, pois a pressa é um dos principais fatores que levam a acidentes e incidentes, tanto no trabalho quanto no trânsito ou até mesmo em casa.

É importante entender que a pressa não é uma solução e pode ser uma grande causa de problemas.

Neste artigo, abordaremos os problemas que podem ser causados pela pressa, assim como algumas estratégias que podem ajudar a reduzir a pressa e melhorar a qualidade de vida.

Continue lendo e não perca a oportunidade de aprender como a pressa pode afetar sua vida e como preveni-la pode lhe trazer mais qualidade e bem-estar.

 

Diferenças entre a Pressa e a Prevenção

 



A pressa e a prevenção são duas atitudes opostas que podem influenciar significativamente nossas vidas.

Enquanto a pressa pode causar estresse, ansiedade e danos à saúde, a prevenção pode proporcionar paz de espírito, bem-estar e um estilo de vida mais saudável.

A pressa muitas vezes leva a decisões precipitadas, erros e acidentes. Por outro lado, a prevenção envolve uma abordagem cuidadosa e deliberada para lidar com os desafios e riscos da vida.

Ao invés de tomar decisões impulsivas, a prevenção nos encoraja a pesar as opções, analisar as possíveis consequências e tomar medidas cuidadosas e conscientes.

Enquanto a pressa pode levar a procrastinação, a prevenção nos incentiva a agir com antecedência.

Em vez de esperar até que um problema se torne grande demais para ser resolvido, a prevenção nos encoraja a tomar medidas preventivas antes que as coisas saiam do controle.

Isso pode incluir a criação de um plano de ação, estabelecendo metas realistas e desenvolvendo hábitos saudáveis para evitar problemas futuros.

A pressa muitas vezes leva a um estilo de vida caótico, onde o tempo é escasso e o estresse é constante.

Por outro lado, a prevenção nos permite desacelerar, concentrar em nossas prioridades e aproveitar melhor o nosso tempo.

Com uma abordagem preventiva, podemos ser mais eficientes, produtivos e ainda ter tempo para relaxar e desfrutar da vida.

Enquanto ter pressa muitas vezes leva a uma falta de comunicação e conexão com os outros, a prevenção nos encoraja a estabelecer relacionamentos saudáveis e significativos.

Em vez de correr de uma tarefa para outra, a prevenção nos incentiva a dedicar tempo e esforço para construir relações pessoais e profissionais mais fortes.

Isso pode incluir a comunicação aberta e honesta, o estabelecimento de limites saudáveis e a demonstração de empatia e compaixão.

Em última análise, a pressa e a prevenção são duas maneiras diferentes de abordar a vida.

Enquanto a pressa pode trazer resultados imediatos, muitas vezes vem com um custo emocional e físico e até financeiro.

Por outro lado, a prevenção nos permite enfrentar os desafios da vida de forma mais cuidadosa, deliberada e sustentável, proporcionando-nos uma vida mais feliz e saudável a longo prazo.

 

Os Perigos da Pressa

 



Acidentes de trânsito: A pressa é um dos principais fatores que levam a acidentes de trânsito, pois o motorista acaba desrespeitando regras de trânsito e dirigindo de forma imprudente para chegar mais rápido ao seu destino. Além disso, a pressa também aumenta a probabilidade de distração ao volante, diminuindo a capacidade de reação em situações de risco.

Acidentes de trabalho: A pressa no ambiente de trabalho pode levar a acidentes graves, como quedas, cortes, queimaduras, entre outros. Quando se está com pressa, é comum não prestar atenção aos detalhes e não tomar as medidas necessárias para evitar acidentes.

Problemas de saúde: O estresse causado pela pressa pode desencadear uma série de problemas de saúde, como hipertensão, problemas cardíacos, ansiedade, depressão, entre outros. Além disso, a falta de tempo para se alimentar corretamente e fazer exercícios pode comprometer a saúde física e mental.

Relacionamentos interpessoais: A pressa também pode prejudicar os relacionamentos interpessoais, pois muitas vezes as pessoas são ríspidas e impacientes com as outras por causa da falta de tempo. Isso pode levar a conflitos, brigas e até mesmo o rompimento de amizades e relacionamentos.

Baixa produtividade: Quando se está com pressa, é comum que as tarefas sejam feitas de forma apressada e sem atenção aos detalhes, o que pode levar a erros e retrabalho. Além disso, a pressa pode levar à procrastinação, pois muitas vezes as pessoas deixam de fazer o que é importante para fazer o que é urgente.

Falta de qualidade: A pressa também pode comprometer a qualidade do trabalho, dos produtos e dos serviços. Quando se está com pressa, é comum que a atenção aos detalhes seja menor e que os processos sejam feitos de forma apressada, comprometendo a qualidade final.

Estresse: A pressa é um dos principais fatores que levam ao estresse, pois as pessoas se sentem sobrecarregadas e pressionadas pelo tempo o tempo todo. O estresse pode levar a problemas de saúde física e mental, além de comprometer a qualidade de vida das pessoas.

Perda de oportunidades: A pressa também pode levar à perda de oportunidades, pois muitas vezes as pessoas não conseguem aproveitar as oportunidades que surgem por causa da falta de tempo. Além disso, a pressa pode levar a decisões impulsivas e mal pensadas, que podem prejudicar a carreira e os negócios.

 

Dicas Para Prevenir a Pressa

 



Organização: A organização é fundamental para prevenir a pressa. Ter um planejamento diário ou semanal, com horários definidos para cada tarefa, ajuda a evitar a sensação de estar sempre correndo atrás do tempo. Isso também ajuda a identificar as tarefas que são realmente importantes e priorizá-las.

Antecedência: Deixar as coisas para a última hora é um dos maiores fatores que contribuem para a pressa. Por isso, é importante antecipar as tarefas e compromissos. Assim, é possível fazer tudo com calma e evitar a correria de última hora.

Estabeleça limites: Estabelecer limites é fundamental para prevenir a pressa. É preciso aprender a dizer “não” quando necessário, e definir um tempo para cada tarefa. Isso ajuda a manter o foco e evita a sobrecarga de trabalho.

Pratique a meditação: A meditação é uma excelente técnica para combater a pressa. Ela ajuda a acalmar a mente e reduzir o estresse, tornando mais fácil lidar com as tarefas diárias com tranquilidade.

Reduza as distrações: As distrações são uma das maiores inimigas da produtividade. Para prevenir a pressa, é importante reduzir as distrações, seja desligando o celular durante o trabalho ou evitando redes sociais durante as horas de trabalho.

Planeje suas atividades com antecedência: Planejar as atividades do dia seguinte ou da semana é uma ótima forma de prevenir a pressa. Isso ajuda a identificar as tarefas mais importantes e definir um tempo para cada uma delas, evitando a sensação de sobrecarga.

Mantenha o foco: Manter o foco é fundamental para prevenir a pressa. Quando estamos focados em uma tarefa, é mais fácil fazer tudo com calma e evitar a correria. Para isso, é importante eliminar distrações e criar um ambiente propício para a concentração.

Aprenda a delegar tarefas: Delegar tarefas é fundamental para prevenir a pressa. Muitas vezes, tentamos fazer tudo sozinhos, o que pode ser muito estressante e gerar uma sensação de sobrecarga. Aprender a delegar tarefas pode ajudar a manter o equilíbrio e evitar a correria.

 

Conclusão

 

A pressa é uma realidade na vida moderna, mas é possível evitar seus efeitos negativos adotando algumas mudanças de comportamento.

É importante aprender a planejar e organizar o tempo, estabelecer prioridades, adotar hábitos saudáveis, delegar tarefas e ter paciência e flexibilidade.

Com essas ações, é possível reduzir a pressa no dia a dia e ter uma vida mais tranquila e equilibrada.

 

 



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COMO PROMOVER A CULTURA DA GESTÃO DE RISCO OCUPACIONAL E AMBIENTAL

 



Uma empresa apenas alcança bons resultados na Gestão de Risco Ocupacional e Ambiental quando existe um comprometimento verdadeiro de todos os membros da organização. Por esse motivo, é importante promover uma cultura na qual a saúde e segurança ocupacional, bem como a responsabilidade ambiental, sejam valores centrais na consciência de gestores e colaboradores.

Neste artigo, você vai entender melhor como é possível promover a cultura da Gestão de Risco Ocupacional e Ambiental na sua empresa.

 

O que é saúde e segurança ocupacional

Antes de abordar a questão prática, vale a pena rever os conceitos que estão na base de uma cultura de Gestão de Riscos Ocupacionais: saúde e segurança. 

Saúde ocupacional é um conceito ligado às ações de prevenção e combate aos riscos de doenças ocupacionais, que surgem em razão de condições não ideais no desenvolvimento das atividades de trabalho.

Essas enfermidades podem ser físicas ou psicossociais. Um exemplo que tem se tornado comum nas empresas, é a Síndrome de Burnout ligada ao estresse no trabalho e a um alto grau de esgotamento físico e mental do trabalhador.

Já a segurança ocupacional, refere-se à prevenção de riscos de acidentes nos ambientes de trabalho, que também podem estar associados a comportamentos de risco dos próprios funcionários.

 

5 ações para promover a cultura da Gestão de Risco Ocupacional

 

1. Educação dos Colaboradores

Como apontado anteriormente, é preciso que todos dentro da organização estejam comprometidos com a Gestão de Risco Ocupacional e não apenas aqueles que trabalham diretamente com ela. Para que exista esse comprometimento, é fundamental entender sua importância. Por isso, a primeira ação é educar os colaboradores sobre a importância dessa gestão.

Uma doença ocupacional ou um acidente no ambiente de trabalho traz consequências para a vida toda, mas nem todos os trabalhadores têm a dimensão da gravidade desses problemas. Por isso, eles podem considerar a gestão de risco pouco importante e demonstrar resistência ou indiferença às políticas e normas implementadas na empresa.

Existem vários caminhos para a educação dos colaboradores, desde a realização de eventos formais, como palestras, até a prática de desenvolver conversas informais com as equipes para eliminar mitos e dúvidas comuns sobre saúde e segurança ocupacional. Além disso, o exemplo dos gestores também é uma ferramenta de educação poderosa, pois os colaboradores seguem o comportamento das lideranças.

 

2. Entendimento das Atividades Desenvolvidas

Para planejar uma Gestão de Risco Ocupacional eficiente, é importante que os responsáveis por essa área tenham um entendimento profundo das atividades que são desenvolvidas pelos vários setores e equipes dentro da empresa.

Vale a pena lembrar que os riscos aos quais um colaborador da linha de produção, TI e comercial estão expostos não são os mesmos. Assim, a melhor forma de avaliar quais são os perigos, caso a caso, é entendendo o que cada um faz no dia a dia.

Por isso, é importante que os gestores, responsáveis pela gestão de riscos, observem e dialoguem diariamente com todos os colaboradores da empresa.

 

3. Criação de Políticas Relevantes

Embora existam boas práticas a serem seguidas na Gestão de Risco, não há uma fórmula pronta. Os riscos à saúde e segurança ocupacional são diferentes em cada empresa, mesmo entre aquelas de um mesmo setor.

Por isso, na hora de criar políticas, não basta replicar modelos externos — o que pode ocasionar em uma estrutura burocrática e pouco eficiente na prática. Em vez disso, é preciso avaliar o que é realmente relevante para a organização.

 

4. Realização de Avaliações Preventivas

A Gestão de Risco Ocupacional não se limita a identificar problemas que já aconteceram; pelo contrário, sua principal função é identificar erros que ainda podem acontecer, agindo para evitá-los. Por isso, o segredo está na realização de avaliações preventivas.

Dessa forma, elas devem ser conduzidas como uma busca por oportunidades de melhoria nas condições de saúde e segurança ocupacional. Além disso, é importante priorizar as condições de risco mais urgentes, conforme a classe de risco, para que sejam resolvidas primeiro com seu devido plano de ação.

 

5. Envolver a Comunidade Interna

 

Os gestores e colaboradores da empresa podem ajudar na identificação de riscos e também na elaboração de soluções. Desta forma, envolver a comunidade interna nas atividades de Gestão de Risco Ocupacional é uma forma de obter resultados melhores e mais rápidos.

 

 



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sexta-feira, 7 de julho de 2023

 





 

RISCOS BIOLÓGICOS -  COMO IDENTIFICAR E PREVENI-LOS?

 


Os profissionais de segurança do trabalho precisam conhecer os riscos biológicos para desenvolver estratégias efetivas de prevenção. No passado, o tema era mais ligado a atividades específicas, como os serviços de saúde, laboratório e coleta de lixo, mas hoje se tornou uma preocupação de qualquer empresa.

Com a pandemia da Covid-19, fábricas, comércios, prestadoras de serviços e demais negócios têm uma série de novas regras para cumprir. Por isso, evitar a transmissão de doenças se tornou uma prioridade, e os profissionais de segurança do trabalho devem ter atenção.

Para entender o que são os riscos biológicos e receber dicas de como controlar esses agentes, continue a leitura. Esclarecemos as principais dúvidas a seguir!

 

O que são riscos biológicos?

Os riscos biológicos são a probabilidade de exposição a vírus e seres vivos microscópicos, que, em contato com outros organismos, podem causar doenças. Hospitais, necrotérios, laboratórios e coleta de lixo urbano são alguns exemplos de onde há probabilidade de exposição a esses agentes.

Por serem mais específicos que os riscos químicos e físicos, nem sempre os riscos biológicos estavam no radar das empresas. Porém, com a Covid-19, não só as organizações passaram a se preocupar com o tema, como o poder público realiza uma fiscalização mais intensa das medidas de saúde e segurança.

 

Qual a sua diferença para os riscos químicos?

Um ponto importante é não confundir os riscos biológicos e químicos. Conforme a NR-9, os riscos químicos são “substâncias, compostos ou produtos”, como “poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores”. Logo, não abrangem microrganismos vivos e vírus.

Ao lado desses, temos os riscos físicos, que são as formas de energia, como “ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes, radiações não ionizantes”.

 

Quais são os tipos de risco biológico?

Os tipos de risco biológico incluem praticamente todos os seres microscópicos que podem causar doenças. A NR-9 cita como exemplo “bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários e vírus”.

Já a NR-32 inclui a cultura de células, toxinas e príons. As culturas seriam células isoladas nos laboratórios; as toxinas são substâncias liberadas por microrganismos, como a causadora do tétano. Por fim, os príons são partículas de proteínas anormais e infecciosas, que podem causar doenças raras ligadas ao sistema nervoso.

 

De que forma eles podem afetar os colaboradores?

A transmissão dos agentes biológicos pode ser direta ou indireta. Na primeira, o contágio acontece sem nenhum veículo intermediário, como a transmissão pelo ar ou por gotículas expelidas pela boca. Na segunda, há um vetor, como água, alimento e superfícies.

 

Como devem ser evitados?

Os cuidados com os agentes biológicos seguem justamente essas duas linhas. É preciso adotar medidas preventivas, tanto no contato direto como nos possíveis veículos de transmissão e contágio. Confira quais são elas a seguir:

 

Defina as normas de segurança

A prevenção passa por adotar protocolos com base na legislação e procedimentos de segurança. Aliás, eles não estão restritos às situações em que existe o trabalho insalubre. Por exemplo, uma empresa que nada tem a ver com manuseio de agentes biológicos pode ter um refeitório e adotar normas sobre a higiene com os alimentos.

 

Adote os equipamentos de proteção individual - EPI’s

Os EPI’s são outra medida indispensável. Aqui, a empresa está obrigada a fornecer e fiscalizar os equipamentos, devendo promover medidas para que os colaboradores sigam as normas, como treinamentos, Diálogos Diários de Segurança - DDS e punição por infrações.

 

Ofereça treinamentos

Nesse contexto, as medidas de educação merecem destaque. As qualificações têm o objetivo de preparar e conscientizar os colaboradores, especialmente sobre os riscos de comportamentos inseguros e protocolos de higiene ocupacional, saúde e segurança.

 

Monitore de perto

A empresa também deve ter meios para gerir os riscos ocupacionais, monitorando os agentes biológicos e vetores de transmissão. Não à toa, a maturidade dos processos depende da tecnologia de segurança do trabalho, que traz os recursos para acompanhar os riscos e medidas preventivas de perto.

 

Como são as bonificações por tempo de exposição?

Um último ponto são os cuidados com a legislação sobre insalubridade, uma vez que os riscos biológicos geram direito ao adicional. No anexo XIV da NR-15, vemos que a exposição pode ser de grau máximo ou médio.

Grau máximo: concede o adicional de 40%. O direito está ligado ao manuseio ou contato com os microorganismos presentes no trabalho relacionado a pacientes com doenças infecto-contagiosas, lixo urbano e esgotos, entre outros.

Grau médio: concede o adicional de 20%. Nesse caso, a atividade do trabalhador não diz respeito ao manuseio ou contato direto com causadores de doenças infectocontagiosas, mas há o risco. É o caso de laboratórios biomédicos, cemitérios, resíduos de animais deteriorados, atendimento ao paciente em hospitais e serviços de saúde, entre outros.

Nos riscos biológicos, o tempo de exposição não afeta o recebimento dos adicionais e a aposentadoria especial, bastando o trabalho em contato permanente. A empresa deve ficar atenta à documentação sobre as condições dos profissionais, como laudo técnico e PPP.

O ideal é sempre monitorar os ambientes de trabalho e implementar medidas preventivas. Ao agir antes de ter problemas, você protege a saúde dos colaboradores, eliminando consequências negativas à imagem da empresa, bem como resultados financeiros indesejados, como multas e indenizações. Por isso, é importante investir em tecnologia para ter visibilidade, acompanhar e controlar os ambientes de trabalho.

 

 



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AUTOESTIMA NO TRABALHO -

EXISTE RELAÇÃO COM A PREVENÇÃO DE ACIDENTE?

 



É comprovado que fatores externos e internos influenciam completamente a qualidade e produtividade de um funcionário, incluindo o ambiente, relação entre os colegas e a autoestima no trabalho, tudo isso pode culminar em um acidente de trabalho.

Afinal, a mente comanda o corpo, portanto, um corpo controlado por uma mente cansada, insegura ou insatisfeita possui seu funcionamento prejudicado.

Por isso é primordial que os funcionários estejam bem consigo, mas como é possível contribuir para esse resultado?

 

O que é autoestima?

 

Para solucionar um problema, é necessário entender todas as partes que o compõe, no caso da autoestima no trabalho, é preciso compreender o que é autoestima e como ela se comporta em um ambiente profissional.

Em conceito, a autoestima é uma avaliação ou percepção que um indivíduo possui de si próprio, que pode ser positiva ou negativa.

Desenvolver uma boa autoestima é um processo gradual, que exige comprometimento, afinal, é um processo individual.

No ambiente de trabalho, a autoestima pode ser considerada uma das necessidades que os trabalhadores possuem, sendo essencial para a produtividade e saúde mental dos trabalhadores.

É completamente comum que hajam pequenas variações na autoestima, afinal, não é todo dia que o indivíduo estará bem consigo, mas, o ideal é que essas sejam exceções, e não a maioria, tornando a autoestima uma característica permanente da personalidade.


A relação da autoestima com o trabalho:

A autoestima elevada garante mais confiança no serviço prestado, segurança para a tomada de iniciativas, aumenta perceptivelmente a produtividade do funcionário, enquanto contribui para a saúde mental do trabalhador.

O tornando mais tranquilo ao assumir responsabilidades, aumenta sua satisfação com seu trabalho, devido à redução da insegurança intelectual, além de motivar o desemprenho das respectivas funções e estimular o cuidado pessoal, com seu trabalho e sua saúde.

É importante observar o nível de autoestima dos indivíduos, devido à possibilidade da sua baixa desencadear outros problemas relacionados a saúde mental, como a depressão, ansiedade e outros que interferem diretamente na qualidade do serviço prestado.

Alguns dos fatores que estão presentes na baixa autoestima são a timidez em excesso, o medo da rejeição, a procrastinação, preguiça, hábito de comparação com os outros componentes da equipe, pessimismo, dificuldade de reconhecer as conquistas e a necessidade de ser reconhecido.

 

Como elevar a autoestima de um trabalhador?

Após identificados os sintomas da baixa autoestima, existem algumas ações que podem contribuir para o seu progresso.

O fator mais essencial para isso é o ambiente de trabalho, que influencia diretamente como o trabalhador enxerga o seu serviço e a si mesmo, afinal, não há como se manter produtivo em um ambiente desestimulante.

Envolvendo desde a qualidade estrutural do ambiente de trabalho, como o conforto das cadeiras, a praticidade da configuração dos móveis, a adequação dos dispositivos tecnológicos.

Até as questões de segurança, como possuir uma jornada de trabalho adequada, utilizar todos os equipamentos de segurança exigidos e ser exposto ao mínimo de risco necessário.

Além disso, o isolamento é extremamente prejudicial para a saúde mental dos indivíduos, portanto, o ideal é que hajam áreas de convivência para que os funcionários da empresa socializem e possam ter um momento de descontração e descanso.

É igualmente importante propagar o respeito entre os colegas e não a competitividade, afinal, a competição ou comparação entre os profissionais pode tornar o ambiente de trabalho desagradável.

Outra alternativa é estimular a prática de exercícios entre os funcionários, trazendo benefícios para diversas áreas da vida pessoal dos colaboradores, devido a sua ação na saúde mental e física dos indivíduos.

A maioria dos trabalhadores precisa estar sentados durante o período do serviço, o que a longo prazo pode prejudicar a saúde e mobilidade, caso não seja praticado nenhum exercício físico nos momentos vagos.

Esse momento de atividade física pode se tornar um momento de lazer, relaxamento e autocuidado, contribuindo expressivamente para o aumento da autoestima.

Por fim, é interessante manter um bom diálogo entre os colaboradores, composto por compreender o momento de ouvir o outro e de falar também.

Discussões saudáveis, também são interessantes para o aprimoramento do trabalho e desempenho dos funcionários, que compartilhem suas experiências, contribuindo para o aprimoramento de ambos.

A boa comunicação é a chave para o entendimento geral da equipe, que precisa receber as informações claramente, evitando possíveis desmotivações causadas pela falta de informação.

 

 



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quarta-feira, 5 de julho de 2023

 





 

RISCO RUÍDO NO ESOCIAL

 



Hoje vamos falar sobre risco físico ruído e seu lançamento no eSocial. É um assunto que vem gerando dúvidas, inclusive muitas perguntas em nossas redes e já foi até sugerido como tema aqui para as “práticas”. Então, se você tem interesse em saber um pouco mais sobre o lançamento de ruído no evento S-2240, fica por aqui…

 

Ruído é um velho conhecido

Talvez este seja um agente presente na grande maioria dos ambientes de trabalho, principalmente se formos abordar o nicho fabril/industrial. Talvez seja por isso que o ruído é o agente mais comentado durante o curso técnico. O anexo I da NR-15 é visto desde sempre, inclusive sendo questão certa em provas de concurso público da área de SST.

Talvez porque, culturalmente falando, seja o agente mais “fácil” de ter sua exposição reduzida. Taca-lhe EPI no colaborador e pronto, está resolvido né? Inclusive, o uso de EPI ainda vai ser comentado por aqui, segura essa informação por enquanto.

 

Ruído no eSocial

A entrada em vigor dos eventos de SST no eSocial, mais especificamente o S-2240, deu uma balançada na árvore de dúvidas sobre ruído e elas começaram a aparecer. Dentro deste contexto, vamos abordar agora as informações referentes ao ruído nos envios do S-2240.

Vejamos o que diz o MOS (Manual de Orientação do eSocial) em seu item 3.5 referente ao evento S-2240:

 

“A exigência de registro, em relação aos agentes químicos e ao agente físico ruído, fica condicionada ao alcance dos níveis de ação de que trata a NR-09”.

Ou seja, deve ser registrado no evento S-2240 os níveis de ruído a partir do momento em que atingem seu nível de ação. E qual é esse nível de ação? Vamos pra NR-09, que considera: “como nível de ação para o agente físico ruído, a metade da dose”.

 

Que dose? A dose que a NR-15 considera como sendo “limite de tolerância”. Sabendo que a NR-15 considera 85 dBA como limite de tolerância para oito horas trabalhadas e utiliza Q=5 como fator de dobra, logo, entende-se que a metade desta dose é 80 dBA, estamos juntos até aqui?

Explicando: se o fator de dobra é 5, temos 90 dBA como o dobro da dose de 85 e, consequentemente, 80 dBA como metade da dose, conforme preconiza a NR-09. Certo?

 

Quando informar o ruído no S-2240

Como vimos acima, o MOS exige que a informação do ruído no eSocial esteja condicionada ao alcance dos níveis de ação. E como também vimos acima, o nível de ação para o ruído é 80 dBA. Então, assim como 2+2=4, fica simples afirmar que devemos considerar informar os níveis de ruído no evento S-2240 quando este atingir 80 dBA, certo?

 

Uma pergunta que eu ouço com muita frequência:

 

“Se o trabalhador utiliza EPI que atenua os níveis de ruído, preciso informar no eSocial? ”.

 

EPI atenua o ruído. Informo a medição no eSocial?

Por exemplo, a medição de ruído atingiu 84 dBA (portanto, acima do nível de ação) mas há utilização de EPI que atenua o ruído em 14 dBA. Fazendo a conta básica, em tese o que chega ao trabalhador é 70 dBA, ou seja, menos do que o nível de ação. Preciso informar no eSocial?

A resposta é SIM. Pelo simples fato de que a medição não utiliza EPI. A medição é o resultado da exposição “in natura”.

Outra pergunta:

 

“Fazendo isso eu vou falar que o trabalhador exerce atividade que enseja aposentadoria especial? Mesmo usando EPI, que pela legislação previdenciária descaracteriza este benefício? ”.

 

Não, porque há outras informações exigidas pelo evento S-2240 que vão definir isso. Como por exemplo, as perguntas sobre eficácia do EPI, observação do CA, dos períodos de troca, dentre outros…

 

Resumindo…

A dose de ruído deve ser informada ao eSocial quando atinge seu nível de ação: 80 dBA. Mesmo se o trabalhador usar EPI, porque dosímetro (ou decibelímetro) não usa protetor auricular. Deve-se informar ao eSocial as condições ambientais de trabalho. O nível de ruído encontrado é essa condição. O fato do trabalhador usar um EPI não muda esta condição, muda apenas o resultado desta condição para sua saúde. Mas o ruído está lá, a medição foi feita e é ela que deve ser informada ao eSocial. Ficou claro?

 

 

 


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SEU PROGRAMA DE SEGURANÇA É PRÁTICO PARA OS COLABORADORES OU PARA VOCÊ?

 



A história que vou contar a seguir é verdadeira. Preste bem atenção em como ela se desenrola.

Um programa de segurança não pode ser tudo para todos, mas esse ainda deve ser o objetivo. 

Na maioria das organizações, um programa de segurança tem muitos mestres. 

Cada área e função tem necessidades de segurança que devem ser abordadas. 

A administração quer resultados que permitam à organização competir e/ou benchmark favoravelmente. 

O jurídico quer regras e procedimentos específicos para limitar a responsabilidade se ocorrerem lesões graves ou danos.

 O RH quer diretrizes claras para a contratação e para chegada de novos colaboradores, além de políticas disciplinares justas para os infratores das regras de segurança.

O profissional de segurança ou departamento quer apoio de líderes e cooperação dos supervisores para reforçar os comportamentos de segurança desejados. 

Os supervisores querem funções e responsabilidades claras por sua contribuição à segurança e clareza sobre a prioridade de segurança em relação à produtividade. 

Os colaboradores querem treinamento suficiente, expectativas claras e assistência disponível na segurança quando necessário.

 

É difícil para um programa de segurança ser tudo para todos, mas esse deve ser o objetivo. 

Uma complicação comum para atingir esse objetivo é que as modificações do programa de segurança feitas para uma parte da organização têm impactos negativos em outras partes. 

Essas mudanças são muitas, vezes feitas, com boas intenções e o impacto negativo não é antecipado ou abordado. 

Para evitar tais complicações, é necessário projetar estrategicamente a segurança para antecipar como cada mudança afetará outras partes da organização. 

 

Gestão

Os problemas mais comuns que os líderes fazem para outros giram em torno de dar prioridade à produção sobre segurança.

Uma grande companhia petrolífera tinha 34 gráficos de produção e um gráfico de segurança postado nos locais, mas os líderes regularmente afirmavam que a segurança era a prioridade número um.

 

Os gráficos discordavam do diálogo. 

Outro gestor decidiu demonstrar sua dedicação à segurança e uma de suas ações escolhidas foi chamar todos que tiveram um acidente – ou quase – em seu escritório para discutir o evento e procurar lições aprendidas. 

Na mente do gerente isso enviaria uma mensagem de que a segurança tinha apoio da gestão e ele achava que estava sendo bem-sucedido à medida que o número de eventos diminuía.

 A realidade era que os colaboradores tinham medo de relatar acidentes, pois viam a entrevista como sendo “puxada de tapete” e deveriam ser evitadas a todo custo. 

 

Jurídico

Uma empresa química teve recentemente três ferimentos graves em seis semanas.

O departamento jurídico pressionou a equipe de liderança a tomar medidas imediatas e fortes para evitar ferimentos mais graves. 

Os líderes montaram uma equipe com membros da segurança e do jurídico, que decidiram tornar as regras e procedimentos mais específicos. 

A ideia era criar clareza, mas o resultado foi exatamente o oposto. 

 

Os procedimentos de uma e duas páginas com terminologia comum foram substituídos por procedimentos de 20 a 40 páginas com terminologia jurídica e técnica.

A reescrita dos procedimentos não se limitou aos que falharam, mas mesmo os procedimentos mais eficazes que haviam evitado lesões durante anos foram substituídos pelos novos procedimentos mais complexos. 

Quando os colaboradores da área solicitaram ajuda para entender os novos procedimentos, foi-lhes dito que não havia membros suficientes da equipe que haviam escrito os procedimentos para chegar a todas as unidades de negócio em tempo hábil. 

Quando eles então solicitaram uma sinopse de uma página de cada um desses procedimentos mais longos, o Jurídico se recusou a fornecê-los porque temia que tal documento pudesse desfazer a proteção da exposição que o documento mais longo forneceu. 

 

RH

O VP de RH da empresa com as três lesões graves decidiu que sua contribuição deveria ser focar no aumento das consequências negativas para violações de regras e procedimentos. 

Eles emitiram uma comunicação de que qualquer um pego na segunda infração de segurança grave seria encerrado. 

Eles pensaram que isso colocaria os trabalhadores em guarda para sempre estar em seu melhor comportamento. 

Colaboradores que foram disciplinados por sua primeira violação chamaram sua experiência de “ser meio demitido”. 

Eles começaram a ver os procedimentos mais longos como uma ferramenta para capturar colaboradores em violações, em vez de uma ferramenta para melhorar a segurança. 

Os colaboradores também deixaram de ver o departamento de segurança como os policiais de segurança cujo objetivo era punir os infratores. 

 

Segurança 

Os profissionais de segurança desta empresa trabalharam duro para convencer os colaboradores de que eram amigos e não inimigos. 

Eles aprenderam um modelo para o desempenho de coaching e foco dos trabalhadores em melhorias específicas. 

Os novos procedimentos e políticas disciplinares quebraram seus esforços.

 Eles estabeleceram metas para recuperar seu progresso anterior, mas tiveram pouco sucesso em superar o impacto das outras ações.

O departamento de segurança implorou à gerência para moderar seus esforços para enfrentar os acidentes, mas se viu culpado e suas sugestões ignoradas. 

 

Colaboradores

Os colaboradores viam os três acidentes graves como uma falta de treinamento de integração para novos e não achavam que os gestores, o Jurídico ou RH assumiram qualquer responsabilidade por isso. 

A partir de uma revisão das investigações do acidente, eles estavam certos em pelo menos dois dos três casos. 

Eles também sentiram que estavam sendo culpados pelos acidentes e seu próprio desempenho seguro não foi reconhecido e desvalorizado. 

Colaboradores de longa data que sentiram grande fidelidade à empresa estavam procurando emprego em uma empresa concorrente e compartilhando informações sobre posições abertas. 

 

Nenhum desses impactos negativos foi proposital, mas as ações que os produziram foram positivamente reforçadas. 

Isso é especialmente verdade quando os líderes não criam uma estratégia abrangente para direcionar os esforços.

Uma parte desse desenvolvimento estratégico deve incluir sempre uma análise de como cada ação pode impactar potencialmente outras partes da organização. 

Quando os gestores reagem sem analisar minuciosamente causalidades e influências sobre acidentes, eles podem tomar ações que não abordam as causas básicas e não melhoram a segurança. 

Quando o jurídico se concentra na exposição versus usabilidade dos procedimentos do trabalhador, eles podem prejudicar a competência e o desempenho do trabalhador. 

Quando o RH muda as políticas disciplinares, eles podem criar uma cultura de medo versus melhoria. 

Quando uma organização planeja uma mudança, ela deve bancar o advogado do diabo e garantir que não esteja reforçando positivamente algo que produzirá resultados negativos.

 




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terça-feira, 4 de julho de 2023

 





 

COMO FUNCIONA A CIPA

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COMO DEVERIA FUNCIONAR A CIPA

 



Como funciona a CIPA atualmente? É claro que não podemos generalizar porque sempre vai haver exceções à regra. Mas, de um modo geral, e, infelizmente, a CIPA hoje é um cabide de estabilidade.

Em muitas empresas é até difícil conseguir gente suficiente que queira se candidatar a membro da CIPA. Muitos acham que tem que trabalhar mais, que recebem mais atribuições, que tem que fazer hora extrapor causa da CIPA, dentre outros mitos que alguém falou e o pessoal acreditou.

Mas de um modo geral, como já falei, mesmo com a comissão formada, o “mindset” dos membros é voltado à estabilidade, com CIPA fake que não cumpre quase nenhuma atribuição exigida na NR-5 (em alguns casos nem as reuniões acontecem).

Veja bem, esta é uma visão pessoal minha, baseada na minha vivência profissional. Se na sua empresa ou na sua região a CIPA é levada a sério, meus sinceros parabéns, pois esses casos são exceções à regra, infelizmente. Mas, vamos falar um pouco sobre a estabilidade e tentar desfazer esse ponto de vista de parte dos trabalhadores.

 

“Falsa estabilidade”

Pegando esse gancho, deixo uma sugestão: quando ministro treinamento de CIPA eu sempre procuro minimizar essa questão da estabilidade, visto que a NR-5 orienta que o trabalhador não pode ser dispensado sem justa causa. Aí que vem o pulo do gato, porque a legislação permite que ele seja demitido por justa causa.

Você conhece os motivos pelos quais um funcionário pode ser demitido por justa causa? Não vou me alongar muito nisso aqui, mas deixo a dica: dá uma olhada no artigo 482 da CLT e vai ver que das treze alíneas, várias podem ser tranquilamente enquadradas em comportamentos do dia a dia.

 

Como a CIPA deveria funcionar?

Falar sobre isso é chover no molhado, visto que a própria NR-5 já traz as atribuições da comissão. Mas, em vez de usar o item que traz essas atribuições, quero falar sobre o que de fato pode ser feito. Afinal, na minha opinião, boa parte do que a NR-5 traz acaba não sendo realizado pela CIPA como, por exemplo,

 

“Participar no desenvolvimento e implementação de programas relacionados à segurança e saúde no trabalho”.

 

Na boa, eu nunca vi uma CIPA participar da elaboração do PGR (ou do extinto PPRA, como queiram).

 

Obviamente que no mundo ideal, vamos falar que a CIPA deveria funcionar exatamente como orienta o item 5.3.1 quando lista as atribuições da comissão. Mas, convenhamos que não vivemos no mundo ideal, então, quero trazer aqui como a CIPA deveria funcionar dentro das condições que temos.

 

Para isso, vou listar algumas atividades que a CIPA pode cumprir:

·       Identificar perigos e riscos dos processos de trabalho, levando essas informações ao SESMT (quando houver) ou ao conhecimento de quem cuida da SST (consultoria externa por exemplo);

·       Sugerir o uso de equipamentos de proteção em atividades nas quais não haja EPI. Ou, sugerir a troca por outro tipo/modelo que seja mais adequado. Gosto de frisar que ninguém melhor que o trabalhador para trazer esse tipo de informação, aumentando a assertividade nesse quesito;

·       Sugerir planos de ações de acordo com riscos e perigos identificados. Aqui também é importante contarmos com a participação dos trabalhadores, pois são eles que desempenham as atividades e que muitas vezes estarão diretamente ligados às ações do plano;

·       Caso haja acidente, os membros podem ter acesso ao relatório do mesmo, trazendo seus pontos de vista de acordo com suas experiências no âmbito operacional, contribuindo para a análise e sugestão de ações corretivas e preventivas.

 

Estes são alguns pontos básicos que, na minha opinião, podem servir de “start” para que a CIPA comece a funcionar. São ações simples que podem ser colocadas em prática no dia a dia dos membros, fazendo-os compreender que participar da CIPA pode ser simples, porém, extremamente importante.

Com o passar do tempo e com a habitualidade dessas ações, podemos inserir outras que julgarmos necessárias, de modo que a comissão vá ganhando corpo e passe a atuar cada vez mais em prol da prevenção e da Segurança do Trabalho dentro da empresa. Os membros ganham com isso, os outros trabalhadores ganham com isso e a empresa ganha muito com isso, pois estará, aos poucos, implementando uma cultura de atuação da sua CIPA e, consequentemente, de SST dentro da organização.

 

 



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