quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

 




 

PENSANDO EM EMPREENDER? SAIBA COMO ABRIR UMA LOJA DE EPI’s DE SUCESSO

 



Se você é um Profissional de Segurança do Trabalho e está pensando em empreender nesse ramo, vamos apresentar aqui dicas que vão ajudar na abertura de uma loja de EPI de sucesso. Continue lendo e confira.

Nos últimos anos, a fiscalização constante em empresas de diversos segmentos, o aumento na quantidade de acidentes em trabalho e a conscientização por parte de empregadores e trabalhadores, aumentou a procura por EPI’s.

Além disso, a NR 6 do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) prevê que empresas concedam obrigatoriamente Equipamentos de Proteção Individual aos funcionários.

Com isso, lojas que comercializam EPI’s, acabaram ganhando espaço. Portanto, investir em uma loja de EPI’s é uma excelente forma de empreender nesse meio e obter sucesso.

No entanto, é preciso se atentar a algumas questões para sobressair-se da concorrência. Confira algumas dicas que vão te ajudar a abrir uma loja de EPI’s de sucesso.

 

Estude o mercado

 

O primeiro passo antes de iniciar o seu negócio no ramo é estudar o mercado de venda de EPI’s. Em seguida, é hora de realizar uma pesquisa de mercado. Como o próprio nome diz, consiste em realizar uma pesquisa a fim de obter informações sobre o mercado que você pretende atuar.

Por meio dessa pesquisa você diminuirá as incertezas em relação ao negócio e terá mais facilidade para definir o seu público-alvo.

Você pode encontrar essas informações por intermédio de dados secundários, que podem ser obtidos na internet, nos sindicatos, revistas especializadas, em revendas, entre outros. Outra forma é através dos dados primários, em que é preciso realizar pesquisas, que geralmente são realizadas por empresas especializadas.

Mediante a pesquisa de mercado, você conseguirá identificar qual o nicho mais indicado para atuar e se destacar da concorrência.

Por fim, em posse de todas as informações, você saberá se na região pretendida existe a necessidade de uma loja de EPI’s ou se é mais indicado uma loja online para atender o público-alvo definido.

 

Conheça os concorrentes

 

Outro ponto importante é conhecer bem os seus concorrentes. A melhor maneira de fazer isso é fazendo um benchmarking, que é o processo de avaliação da concorrência de forma a aprimorar o que tem trazido resultados nas empresas do mesmo nicho.

Sabendo o que está dando certo em outras empresas, você conseguirá avaliar onde poderá se diferenciar delas e aprimorar as suas estratégias de vendas, comunicação etc.

 

Defina o seu público-alvo

 

Conforme mencionamos, após a pesquisa de mercado ficará mais fácil definir qual será o seu público-alvo.

Por exemplo, condomínios comerciais precisam seguir algumas NR’s relacionadas à saúde e segurança do trabalho. Uma delas é o PGR, que identifica os riscos químicos, biológicos, mecânicos e ergonômicos que os funcionários estão expostos.

Com essa identificação os responsáveis pelo condomínio devem fornecer obrigatoriamente aos colaboradores os EPI’s de acordo com o tipo de atividade e o risco inerente a ela.

Lembrando que esse é apenas um exemplo, isso pode mudar com o tempo e você pode expandir a sua empresa e atender outros públicos também.

 

Defina os produtos que serão comercializados

 

Agora é hora de escolher quais produtos você irá comercializar na sua loja de EPIs. Lembre-se de levar em consideração o público-alvo definido.

 

Por exemplo, se o seu objetivo for atender condomínios comerciais, como exemplificado acima, alguns dos produtos que você precisa investir inicialmente são:

 

·       Calçado de Segurança;

·       Luvas de Proteção como, por exemplo, a luva de raspa cano curto;

·       Óculos de Segurança;

·       Máscaras;

·       EPI’s para o Trabalho em Altura;

·       Cinto Ergonômico;

·       Respirador;

·       Coletes;

·       Entre outros.

 

Encontre um local para instalar o estabelecimento

 

Se após você ter feito a pesquisa de mercado e ter identificado que o melhor caminho para o seu negócio é uma loja física e não uma loja online, veja a seguir algumas dicas para encontrar um local para instalar o seu novo empreendimento.

Nesse caso, para facilitar o atendimento aos seus clientes é fundamental escolher um espaço físico em um local onde exista uma grande circulação de pessoas. De preferência, que seja próximo de lojas de materiais de construção e lojas de tintas, por exemplo. Alguns diferenciais são estacionamento ou próximo a pontos de transporte coletivo.

Após definida a localização, não se esqueça de dar uma atenção especial a parte interna da sua loja de EPIs. O ideal é que os produtos fiquem expostos em prateleiras no balcão de atendimento, logo na entrada da loja.

 

Conte com fábricas de EPI’s

 

Quando falamos em integridade física de trabalhadores é fundamental escolher produtos de qualidade. Por isso, escolher fornecedores de confiança, que ofereçam produtos certificados e que atendam às normas de segurança é de suma importância.

Ao montar sua loja, faça uma pesquisa minuciosa sobre os fabricantes e distribuidores disponíveis no mercado e opte pelos que oferecem garantia de padrão de qualidade e atendam as normas de órgãos reguladores, como a Zanel EPI’s de Raspa e Vaqueta, por exemplo.

 

Conte com vendedores especializados


Um grande diferencial competitivo de uma loja de EPI é possuir um time de vendedores especializados na área de segurança do trabalho. Esses profissionais poderão dar o suporte necessário ao consumidor e realizar um atendimento personalizado focado na solução da demanda apresentada.

Tendo na sua equipe, profissionais como por exemplo Técnicos de Segurança do Trabalho, a possibilidade de conquistar e fidelizar clientes será muito maior.

Por exemplo, um vendedor que saiba explicar as propriedades e utilizações da luva de raspa cano curto ou da luva de vaqueta disponíveis na loja, ajudará muito mais o cliente do que apenas um vendedor que simplesmente mostra os modelos disponíveis em estoque.

 

Invista em comunicação

 

Mais um passo importante para ter uma loja de EPI de sucesso é realizar uma boa comunicação a respeito do seu negócio. Afinal, é por meio dela que as pessoas vão conhecer a sua loja e os diferenciais competitivos!

Atualmente, a melhor maneira de divulgar um novo empreendimento é utilizando os meios digitais. Como por exemplo, Instagram, Facebook e LinkedIn.

Além disso, montar um e-commerce para expor os seus produtos é interessante. No entanto, é preciso avaliar se o seu público-alvo está na internet.

Caso seu público-alvo não use internet, ações físicas como letreiros, panfletos e folders podem ajudar na divulgação da sua loja.

Outra possibilidade é unir as duas formas de divulgação para alcançar ainda mais pessoas e aumentar as chances de sucesso da sua loja de EPI.

Apesar de toda a modernidade, ainda hoje, a divulgação boca a boca funciona muito bem. Por isso, contrate profissionais especializados para que o cliente possa ter uma boa impressão da sua loja e indicá-la para outras pessoas.

 

Não se esqueça do pós-venda

 

Oferecer um suporte no pós-venda para esclarecer dúvidas em relação ao uso do item ou solucionar problemas ajudará muito no sucesso do seu negócio.

Portanto, tenha uma equipe de funcionários responsável para dar todo o suporte necessário ao consumidor após a compra.

 

Legalize a sua loja de EPI

 

Por fim, é preciso que o seu estabelecimento seja legalizado e funcione dentro da legalidade. Para isso, o primeiro passo é obter o seu CNPJ junto à Receita Federal, solicitar o alvará de funcionamento à prefeitura municipal e demais documentações obrigatórias para operação.

Sugerimos que você contrate um contador para que ele possa cuidar de todos os trâmites legais e questões tributárias relacionados a abertura da sua loja de EPI.

 



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QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS INDICADORES DE SEGURANÇA DO TRABALHO?

 




Um dos maiores desafios dos profissionais de saúde e segurança do trabalho é garantir a segurança dos colaboradores. E, uma das formas de entender a efetividade das suas ações é por meio dos indicadores de segurança do trabalho.

Se você quer saber mais sobre o assunto, continue a leitura! No blog de hoje, vamos entender quais são e como funcionam esses indicadores.

 

O que são indicadores de segurança do trabalho

 

Os indicadores de segurança do trabalho são parâmetros que permitem medir a eficiência das ações preventivas de segurança, saúde e bem-estar dos colaboradores. Além disso, essa também é uma forma de identificar pontos de melhoria para implementar ações mais alinhadas às necessidades dos profissionais.

 

Para entendermos melhor como é importante ter indicadores bem definidos, vamos a um exemplo:

 

Imagine que, na sua empresa, há um alto índice de incidentes de lesões faciais leves com os profissionais do setor de soldagem. Você não entende porque isso acontece, pois, fornece os melhores modelos de máscaras de solda.

Para encontrar o que pode estar causando esses acidentes, você resolve checar o histórico de utilização do EPI e verifica que os profissionais não estão utilizando durante todo o tempo de trabalho. É isso que os deixa expostos ao risco.

Sabendo disso, é possível realizar um treinamento específico sobre a utilização de máscaras de solda para que os profissionais saibam como usá-la da maneira adequada para prevenir qualquer tipo de lesão.

Nesse cenário, os indicadores de segurança do trabalho, como o histórico de utilização do EPI, foram fundamentais para a implementação de uma ação corretiva eficiente para a segurança dos trabalhadores.

 

Entenda quais são os principais indicadores de segurança

 

A seguir, listamos os principais indicadores de segurança do trabalho. Confira!

 

Taxa de gravidade (TG)


A taxa de gravidade é um dos principais indicadores de segurança. Isso porque o seu resultado visa avaliar a quantidade de dias perdidos devido a acidentes que ocorreram na empresa.

 

Para fazer esse cálculo, podemos usar a seguinte fórmula:

 

TG = (TC x 1.000.000) / H

 

Nesse caso, o TC (tempo computado) representa os dias perdidos com os acidentes e o H expressa a soma de horas trabalhadas por todos os funcionários expostos ao risco durante o mês.

 

Taxa de frequência de acidente (TF)

 

Com esse indicador é possível analisar o número de dias sem acidentes de trabalho. 

 

Para fazer o cálculo da taxa de frequência de acidente, utiliza-se a seguinte fórmula:

 

TF = (N x 1.000.000) / H

 

O N representa o número de acidentados e o H as horas que o indivíduo ficou exposto ao risco.

 

Quantidade de “incidentes ou quase acidentes”

 

Os incidentes ou quase acidentes apesar de não terem se transformado em algo grave também precisam ser contabilizados e analisados. Afinal, existiu a possibilidade, então, eles também são indicadores de segurança do trabalho. 

Por exemplo, alguns incidentes possíveis são: tropeços, queda de ferramentas e arranhões.

 

Número de encontros da CIPA

 

As reuniões e treinamentos da CIPA devem acontecer regularmente para alinhar situações de riscos e ficar em dia com os órgãos fiscalizadores.

Por isso, anote a frequência dos encontros e analise se esse número é suficiente para ajudar a eliminar todas as ameaças no ambiente de trabalho.

 

Quantidade de EPI’s comprados

 

Todos sabem que fornece equipamentos de proteção individual (EPI’s) é obrigação de qualquer empresa. Mas não basta comprar uma vez e achar que eles vão se manter em perfeito estado.

Com tempo de uso, esses equipamentos sofrem desgastes, por isso, é importante realizar a troca regularmente para evitar riscos. Entretanto, se a equipe não está utilizando e armazenando os EPI’s da forma certa, é possível que a sua empresa tenha que trocá-los com uma frequência maior, gerando gastos desnecessários.

Nesse sentido, a melhor alternativa é calcular a quantidade de vezes que cada EPI é comprado para entender se o uso está sendo feito da maneira correta.

 

Tempo médio para solução de riscos e intercorrências

 

Tão importante quanto identificar riscos e ameaças a tempo, é entender quanto tempo será necessário para resolvê-los.

Por isso, calcular quanto tempo leva desde a identificação do risco até a verificação e solução dele é um dos principais indicadores de segurança do trabalho. Isso porque, dessa forma, é possível garantir mais agilidade e eficiência na resolução do problema.

 

Volume de manutenções preventivas projetadas X realizadas

 

Analise a quantidade de vezes que os aparelhos da sua empresa deveriam ir para manutenção X a quantidade de vezes que realmente foram. 

Além disso, você pode cruzar esse dado com informações como o número de vezes que o equipamento deu defeito ou gerou um acidente. Tudo isso ajuda a entender se as manutenções preventivas estão sendo realmente eficientes.

 

Porcentagem de doenças ocupacionais 

 

Outro indicador de segurança do trabalho importante que você deve ter registrado é a porcentagem de doenças ocupacionais, seja por acidentes ou atividades diárias. Afinal, esse número também é um termômetro da saúde e segurança no ambiente de trabalho.

 

EPI’s distribuídos X utilizados 

 

Distribuir equipamentos de proteção não significa necessariamente que eles serão usados da maneira correta. Então, é importante analisar e comparar a quantidade de EPI’s distribuídos com o histórico de utilização pela equipe.

O fato é que definir e acompanhar com frequência todos esses indicadores é essencial para realizar uma boa gestão de segurança e elevar o nível de proteção dos colaboradores de qualquer empresa, independentemente do segmento.

Então, agora que você já conhece os principais e mais utilizados indicadores de segurança do trabalho, selecione os que são mais estratégicos para o momento atual da organização e monitore os dados para garantir ações de melhoria na saúde, segurança e bem-estar dos seus colaboradores.

 

 

 

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terça-feira, 10 de janeiro de 2023

 



 

BRASIL FIGURA 2º LUGAR EM MORTALIDADE POR ACIDENTES DE TRABALHO

 



Acidentes no trabalho tiraram a vida de mais de 20 mil brasileiros em oito anos, segundo dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho. O levantamento elaborado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostra que no mundo, um trabalhador morre por acidente de trabalho ou doença laboral a cada 15 segundos.

O Brasil figura o 2º lugar em mortalidade por acidentes no trabalho entre os países do G20 ficando apenas atrás do México que registra 8 óbitos a cada 100 mil vínculos de emprego – por aqui são 6 mortes a cada 100 mil vínculos. O Japão e Canadá lideram a lista dos países com menores taxas de mortalidade registradas entre 2012 e 2020, de acordo com o relatório.

 

Acidentes no trabalho geram uma cadeia de consequências

 

Os reflexos causados por acidentes no trabalho são de grandes proporções. Segundo dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, em 2020, por conta da Covid-19, o total de auxílios-doença por transtornos psicológicos, como depressão e ansiedade, chegou a 289 mil – aumento de 30% em relação a 2019, quando foram registrados 224 mil.

Segundo o Ministério Público do Trabalho, estima-se que as doenças e acidentes no trabalho respondam pela perda de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) global a cada ano. No Brasil esse percentual corresponde a quase R$ 300 bilhões – considerando o PIB de 2020.

O Brasil registrou, em oito anos, 5,6 milhões de doenças e acidentes no trabalho. Esse número gerou um gasto previdenciário que ultrapassa R$ 100 bilhões.

 

Construção civil é o segmento que mais registra acidente no trabalho

 

A construção civil, segundo a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), é o segmento que mais registra casos de acidentes no trabalho no Brasil, sendo o primeiro do país em incapacitação permanente, o segundo em mortes, e o quinto em afastamentos com mais de 15 dias.

Dados mais recentes do Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho (AEAT) mostram que em 2017 ocorreram mais de 500 mil acidentes no trabalho em todo o país. Só na construção civil foram mais de 30 mil, que correspondem a um pouco mais de 5% dos casos.

É preciso considerar que o segmento tem uma boa representatividade – no mesmo ano, havia 1,8 milhão de pessoas trabalhando na área. Além disso, é um setor que tem por natureza a característica de ser uma atividade perigosa, e é exatamente por isso que é imprescindível investir ainda mais em ações de prevenção.

 

Acidentes no trabalho são reflexos da carência de medidas de proteção

 

A falta de prevenção é um dos principais motivos que levam aos acidentes no trabalho. Os dados mostram uma realidade alarmante no Brasil. O país peca em não investir em medidas de proteção coletiva em muitos segmentos, além da ineficácia de políticas de prevenções atuais.

Segundo a procuradora Márcia Kamei Lopez Aliaga, titular da Coordenadoria Nacional de Defesa do Meio Ambiente de Trabalho do MPT, o Brasil nunca deixou de ocupar o posto de grande responsável por acidentes de trabalho, uma vez que a população tem dificuldades em assimilar a importância da prevenção.

Na construção civil especificamente, a redução dos riscos de acidentes no trabalho acontece por meio do cumprimento das regras dispostas na Norma Reguladora 18, mais conhecida como NR-18 que trata especificamente da saúde e da segurança no segmento.

A norma passou por uma atualização, e as mudanças estão valendo desde janeiro de 2022. Agora a nova NR-18 é composta por 17 capítulos e 2 anexos, resultando em um total de 402 itens, enquanto a antiga versão possuía 38 capítulos e 3 anexos, com o total de 680 itens. Apesar da redução, a norma ampliou os itens de segurança. Falamos mais sobre essa norma neste artigo: “Tudo o que você precisa saber sobre as atualizações na NR-18”.

 

Prevenção e segurança vão muito além de EPI’s

 

Quando falamos em prevenção e segurança é muito comum associar ao Equipamento de Proteção Individual (EPI), descrito na NR-06, que faz parte das normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego, porém, os cuidados vão muito mais além.

Os trabalhadores da área precisam passar por treinamentos iniciais e periódicos, conforme cada fase da obra, além disso, todo canteiro de obra deve contar com uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) que deve ser formada por representantes dos empregadores e empregados para atuar inspecionando as condições de trabalho, identificando os riscos nos processos e divulgando as informações sobre segurança e saúde.

Também é obrigatório que um canteiro de obras tenha um Serviço Especializado de Engenharia e Medicina do Trabalho (SESMT), composto por engenheiros e médicos especialistas do trabalho. O serviço visa assegurar a integridade dos colaboradores durante a jornada de trabalho.

Isso não quer dizer que se deve abrir mão dos EPI’s, pelo contrário, os equipamentos de proteção individual são essenciais para a segurança e integridade de todos os trabalhadores: óculos de proteção, luva, capacete, protetor auricular, máscara, calçados, cinturão, macacão, entre outros, são obrigatórios em um canteiro de obras. Falamos mais no artigo: “NR-06: qual a importância do Equipamento de Proteção Individual (EPI)? “.

Tão importante quanto os equipamentos individuais, a proteção coletiva é um forte aliada contra os acidentes no trabalho. Todos os equipamentos são testados em nossos laboratórios, e atendem às novas exigências da NR-18, além de serem soluções práticas e de fácil manuseio que vão garantir segurança total e maior produtividade em todas as etapas da sua obra.

 





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7 PRÁTICAS QUE GERAM MULTAS NA GESTÃO DE RESÍDUOS

 



Você sabe quais são as práticas que geram multas na gestão de resíduos? A legislação, através da Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, que refere aos crimes ambientais, bem como a Política Nacional de Resíduos Sólidos são bem claros quanto à questão do não cumprimento das práticas que garantem uma gestão de resíduos adequada. Então, conheçam quais são essas práticas e evite o pagamento de multas ou até mesmo a reclusão e detenção!

 

Gestão de resíduos adequados

 



A Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS, através da lei 12.305/10 estabelece diretriz e instrumentos para que os geradores realizem uma gestão de resíduos adequada.

Através do gerenciamento de resíduos a empresa estará protegendo o meio ambiente e a saúde de todos, além de garantir o desenvolvimento econômico e social.

 

Os aspectos que demonstram se sua gestão é adequada são:

 

·       você tem diagnóstico do resíduo gerado: conhecer os tipos de resíduos gerados é fundamental em uma gestão de resíduos eficiente. Para ter o diagnóstico é preciso ter controle dos resíduos gerados. Para isso desenvolveu um software gestão de resíduos, onde é possível realizar o controle da geração de forma confiável;

·       você tem uma equipe envolvida na gestão de resíduos: através do software de gestão é possível sincronizar os setores que desenvolvem trabalhos de forma conjunta. Quando a equipe compartilha dados referentes à gestão de resíduos tendem a se integrar melhor, e consequentemente, a sua gestão é eficiente. Portanto, a sua empresa precisa garantir que todos tenham o mesmo acesso a informações e arquivos da gestão de resíduos;

·       você tem um fornecedor qualificado para destinar resíduos: O Mercado de Resíduos, uma plataforma é um local onde geradores encontram fornecedores qualificados. Tudo isso através de um portal unificado de fornecedores e geradores;

·       você tem monitoramento da gestão de resíduos: o monitoramento e a análise dos dados do gerenciamento faz com que a empresa enxergue o resíduo não como um problema, mas como uma solução estratégica para seu negócio;

·       você tem controle de documentos: os órgãos ambientais exigem o envio de vários documentos que demonstra que a empresa realiza o manejo, transporte, tratamento e descarte adequado dos resíduos. É necessário cumprir com todas essas obrigações administrativas.

 

Para que a empresa realize suas atividades sem gerar danos ao meio ambiente e, consequentemente cumprir as leis vigentes, é necessário implantar a Gestão de Resíduos.

A Plataforma de Gestão de Resíduos auxilia na redução, identificação e disposição final adequada dos resíduos, reduzindo custos operacionais e emitindo relatórios para prestação de contas aos órgãos fiscalizadores.

 


Sete práticas que geram multas na gestão de resíduos

 

Conheça sete práticas que geram multas na gestão de resíduos.

 

Não elaboração do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos

 

Os geradores de resíduos industriais, de serviços de saúde, da construção civil, de serviços de transportes, de mineração, os prestadores de serviço, entre outros devem elaborar o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos.

O plano deverá ter a descrição da atividade, o diagnóstico dos resíduos gerados, a identificação dos responsáveis por cada etapa do gerenciamento. Além da definição dos procedimentos das etapas do gerenciamento, as ações preventivas e corretivas caso ocorra algum acidente. O plano, também, deve conter as metas de minimização da geração de resíduos.

 

Não ter fornecedor licenciado e qualificado

 

Muitas organizações contratam outras empresas para realizar alguma etapa do gerenciamento de resíduos.

A contratação de serviços de coleta, armazenamento, transporte, tratamento, destinação final ou de disposição final, não isenta o gerador da responsabilidade por danos que vierem a ser provocados pela gestão inadequada.

A empresa tem responsabilidade compartilhada pelo resíduo, por isso é importante contratar empresas que possuem licença para realizar a atividade e exigir delas os documentos que garantam a gestão adequada.

 

Não ter um sistema de logística reversa

 

A PNRS determina que para a implantação do sistema de logística reversa tanto os fabricantes, quanto os importadores, distribuidores, comerciantes, cidadãos e prefeitura tenham a responsabilidade compartilhada no manejo dos resíduos e embalagens pós-consumo.

 

Devem possuir um sistema de logística reversa os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de:

 

·       agrotóxicos, seus resíduos e embalagens;

·       pilhas e baterias;

·       pneus, lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista;

·       óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens;

·       produtos eletroeletrônicos e seus componentes.

 

Não possuir o CNORP

 

A empresa que opera com resíduos perigosos, em qualquer fase do seu gerenciamento devem possuir o Cadastro Nacional de Operadores de Resíduos Perigosos – CNORP.

O CNORP foi regulamentado através da Instrução Normativa IBAMA nº 01/2013.

Também, cabe à organização a prestar anualmente informações sobre a geração, a coleta, o transporte, armazenamento, tratamento, destinação e disposição final de resíduos perigosos ao órgão ambiental.

 

Destinação e disposição inadequada dos resíduos

 


A empresa deve buscar sempre a destinação e disposição final ambientalmente correta dos resíduos.

É proibida por lei a disposição de resíduos sem tratamento em lixões, aterros clandestinos, empresas não licenciada em lotes vagos, no rio ou mar. Também é vedada a queima em céu aberto.

 

Transporte inadequado de resíduos

 

O transporte de resíduos perigosos é regulamentado pela ANTT 5232/2016. Além dos requisitos técnicos para ao transporte destes materiais, são estabelecidos a classificação de acordo com o número ONU de cada resíduo, as tabelas de precedência de risco, o transporte em quantidade limitada e identificada no documento fiscal, a identificação das embalagens para que qualquer um que manuseie o material saiba do que se trata.

 

Falta de documentos que comprovem a destinação adequada

 

Na gestão de resíduos é fundamental conhecer quais os documentos importantes na coleta e destinação de resíduos. Esses documentos comprovam que a empresa adota um conjunto de ações adequadas no gerenciamento.

 

Os principais documentos exigidos por lei são:

 

·       Certificado de Destinação Final de Resíduos:é um documento que comprova o recebimento do resíduo. E, também, que a geradora teve o devido cuidado com a destinação final dos resíduos;

·       CADRI: é um certificado de movimentação de resíduos de interesse ambiental. É uma ferramenta que demonstra que o resíduo está sendo transportado para um local de reprocessamento, armazenamento, tratamento ou disposição final;

·       MTR – Manifesto de Transporte de Resíduos: A emissão do MTR é obrigatória para conhecer e monitorar a destinação do resíduo gerado e tratado. Além disso, através dele é possível controlar a forma adequada do transporte entre gerador e receptor e o encaminhamento para locais licenciados;

·       Relatório CONAMA 313: O Relatório CONAMA 313 ou inventário é uma listagem de todos os resíduos gerados pela empresa em um determinado período, sendo assim uma importante ferramenta de gestão de resíduos. Ele deve contemplar os tipos de resíduos produzidos, a origem, a quantidade e a destinação de cada tipo de resíduo gerado.

 

Sendo, concluímos que a gestão inadequada de resíduos gera diversos danos ambientais e a saúde humana, por isso é importante seguir as leis de proteção ambiental. As práticas que geram multas na gestão de resíduos devem ser evitadas. Por isso uma gestão automatizada é ideal para uma gestão adequada. Neste sentido, ao utilizar a Plataforma de Gestão de Resíduos sua equipe pode ter auxilio no gerenciamento, destinação, logística reversa, redução de custos e na coleta e transporte de resíduos de forma sustentável. Tudo isso fornecendo indicadores importantes para a tomada de decisão para aumentar a eficiência da gestão de resíduos, reduzindo custos de forma expressiva e aproximando sua empresa do cenário ESG.

 

 

 

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

 




 

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL E DA COLETA SELETIVA NAS EMPRESAS

 



O destino final dos resíduos domésticos, industriais e de construção civil é um dos agravantes da degradação do meio ambiente.

Muito se fala na implantação de projetos para redução do volume de resíduo gerado dentro das empresas.

A coleta seletiva é uma alternativa que permite diminuir a quantidade de lixo produzido e o reaproveitamento de diversos materiais já transformados, ajudando a preserva a natureza.

A participação da sociedade é de suma importância para desenvolvimento de projetos de Educação Ambiental. Já em relação as organizações, a participação dos funcionários se mostrou eficiente para a implantação da coleta seletiva.

A educação ambiental visa desenvolver uma filosofia de ética, moral e respeito à natureza e aos homens. É uma importante ferramenta que mobiliza a comunidade para mudanças de hábitos.

A conscientização da população é um fator importante para que as políticas ambientais alcancem sucesso.

 

Educação Ambiental aplicada na gestão de resíduos dentro das organizações

 

A educação ambiental é um processo informativo e formativo dentro das organizações, que tem como finalidade despertar a preocupação dos colaboradores em relação ao meio ambiente. A linguagem utilizada deve ser de fácil entendimento para os colaboradores.

A partir da Educação Ambiental nas empresas serão construídos valores sociais, atitudes e competências voltadas para a conservação da natureza.

Organizações que cumprem o que determina a Política Nacional de Resíduos Sólidos, do Ministério do Meio Ambiente, utiliza a Educação Ambiental como um instrumento para resolver os problemas associados aos resíduos sólidos, desde a geração, coleta, transporte até a disposição no destino final.

Ressaltamos que implantar projetos de redução de resíduos deve ser entendido pela empresa não apenas como algo obrigatório, mas relevante para os negócios, meio ambiente e para a sociedade.

 

Os princípios da Educação Ambiental para a gestão de Resíduos

O resíduo pode ser considerado como qualquer material que a empresa não considere com valor para conservá-lo. O descarte inadequado de resíduos pode causar grande impacto ao meio ambiente.

Parte dos resíduos gerados dentro das empresas ainda possui valor comercial, se manejado e tratado de maneira adequada.

A educação ambiental apresenta três princípios básicos para os resíduos: reduzir, reutilizar e reciclar (conceito dos três R’s).

Esses conceitos visam diminuir o desperdício a partir do princípio que a empresa aprenda a reduzir o resíduo gerado, reutilizar sempre que possível os materiais antes de descartá-los e, por último a reciclagem.

Toda ação que visa reduzir os resíduos e os impactos que causam ao meio ambiente devem ser planejados e bem gerenciados para que não prejudique o crescimento econômico da empresa.

Com a consultoria em Gestão de Resíduos da Verde Ghaia a suja empresa irá contribuir para um ambiente mais sustentável.

 

A Educação Ambiental auxilia as empresas na implantação do Sistema de Gestão Ambiental

A implantação da ISO 14001 favorece não apenas um ambiente mais sustentável, mas também as empresas certificadas, os fornecedores, os clientes e os órgãos ambientais, ou seja, todas as partes interessadas se beneficiam.

Através da disseminação da política e objetivos ambientais, a empresa conscientiza seus colaboradores da importância das boas práticas ambientais.

A nova versão ISO 14001 foca o uso eficiente dos recursos naturais, gestão adequada dos resíduos, emissões de gases, entre outros.

 

COLETA SELETIVA E 5S

 

A coleta seletiva de lixo é de extrema importância para as empresas e para a população, pois além de gerar renda para catadores que sobrevivem dessa atividade, também gera economia para as empresas e diminui a poluição do meio ambiente.

Através da coleta seletiva vemos uma aplicação da educação ambiental, uma vez que é necessária a conscientização dos funcionários para a separação correta dos resíduos.

Cada tipo de resíduo tem um processo próprio de reciclagem, se misturados a sua reciclagem torna muito cara ou inviável.

Por este motivo, a Política Nacional de Resíduos Sólidos estabeleceu que a coleta seletiva permita a segregação entre resíduos recicláveis secos e rejeitos.

O 5s é uma das ferramentas do pensamento Lean que ajuda a criar a cultura da disciplina, identificar problemas e gerar oportunidades para melhorias. A proposta do 5s é reduzir o desperdício de recursos.

A educação ambiental e a prática do 5s funcionam a partir do momento que os colaboradores de uma empresa internalizam o conceito e os colocam em prática.

Nas empresas, a metodologia dos 5s permite desenvolver uma melhoria contínua na destinação dos materiais.

 

É dividida em 5 palavras de origem japonesa: seiri, seiton, seiso, seiketsu e shitsuke.

 

·       Seiri – Senso de Utilização: Nesta fase questionamos se “Nós precisamos disso? ”.

·       Seiton – Senso de Organização

·       Seiso – Senso de Limpeza

·       Seiketsu – Senso de Padronização

·       Shitsuke – Senso de disciplina

 

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA CONSTRUÇÃO CIVIL

Os resíduos da construção civil também causam muito impacto ambiental quando o descarte é feito incorretamente.

Os descartes de resíduos de construção muitas vezes são feitos em lixões a céu aberto (terrenos baldios, margens de mananciais, calçadas e terrenos), levando assim ao desperdício de recurso.

A construção civil consome um grande volume dos recursos naturais e, também, é responsável pela geração considerável de resíduos sólidos. Contudo, esse setor pode ser considerado como uma ferramenta para o desenvolvimento sustentável, já que pela diversidade dos produtos por ela consumidos o setor pode atuar como receptor de resíduos gerados por outras indústrias.

A aplicação da educação ambiental dentro desse setor mostra que não dependemos apenas de recursos criados, mas da mão de obra que será capacitada para trabalhar com a preocupação da reutilização e conservação da matéria prima.

 

As vantagens da coleta seletiva na empresa

 

Quando analisamos desde a geração do resíduo até a disposição ambientalmente adequada vemos que a Educação Ambiental é um instrumento fundamental para integrar valores e participação dos funcionários, objetivando a promoção da conscientização deles a respeito da crise ambiental e do papel que cada um desempenha enquanto responsável pelos problemas da empresa.

Também, vemos que através da Educação Ambiental, os colaboradores participam mais das alternativas de solução para o resíduo.

A implantação da coleta seletiva contribui para inúmeros benefícios à sua empresa. Vejamos alguns:

 

·       Diminuição do consumo de matérias primas virgens;

·       Contribui para redução da poluição do solo, água e ar;

·       Gera receita para os pequenos e microempresários;

·       Gera receita com a comercialização dos recicláveis;

·       Estimula a concorrência, uma vez que os produtos gerados a partir dos reciclados são comercializados em paralelo àqueles gerados a partir de matérias-primas virgens.

 

 

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