segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

 



 

GESTÃO DE RISCOS PSICOSSOCIAIS NO TRABALHO

 


 

Com o aumento do número de casos de problemas na saúde mental de funcionários relacionados ao ambiente laboral, a busca por estratégias eficazes que visam promover o bem-estar psicológico cresceu significativamente. Sendo assim, a gestão de riscos psicossociais no ambiente de trabalho emergiu como uma preocupação para as empresas que buscam atingir o objetivo de promover o bem-estar completo dos colaboradores. Por isso, no artigo de hoje, vamos abordar a importância da gestão de riscos psicossociais e explorar algumas práticas que podem ser aplicadas para construção de um ambiente de trabalho saudável e produtivo.

E então, se interessou pelo artigo? Continue lendo nosso artigo e veja algumas estratégias para promover o bem-estar mental dos funcionários.

 

Os diferentes tipos de riscos psicossociais no ambiente de trabalho

 

Existem diversos riscos psicossociais associados ao ambiente laboral, confira alguns dos mais pertinentes:

1.   Estresse ocupacional: O estresse ocupacional pode surgir devido a fatores como pressões excessivas, prazos apertados e sobrecarga.

2.   Assédio e discriminação: No ambiente laboral podem ocorrer comportamento abusivos entre os funcionários, como assédio moral ou sexual, bullying e discriminação com base em características pessoais

3.   Carga de trabalho excessiva: Como já mencionado, a sobrecarga de trabalho pode causar não só o estresse ocupacional, mas também a exaustão física e mental do trabalhador.

4.   Falta de reconhecimento: A ausência de reconhecimento pelo trabalho realizado, infelizmente, é muito comum de acontecer no ambiente laboral, o que pode afetar negativamente a motivação e autoestima dos trabalhadores.

5.   Insegurança no emprego: Incerteza em relação à estabilidade do emprego, como ameaças de demissão, podem gerar ansiedade e preocupação entre os funcionários.

 

A importância de ter uma gestão de riscos psicossociais no ambiente de trabalho

Ter uma gestão de riscos psicossociais é extremamente importante, afinal, tal gestão prioriza o cuidado com a saúde mental e emocional dos colaboradores, construindo um ambiente de trabalho seguro e saudável para todos e garante o cumprimento de leis e regulamentações relacionadas à saúde e segurança no trabalho.

Sendo assim, empresa além de passar uma imagem positiva para os clientes, aumentando sua atratividade no mercado, também evita custos associados ao absenteísmo, rotatividade de funcionários, compensações trabalhistas e tratamento de problemas de saúde mental.

Além disso, os funcionários se sentem mais valorizados e respeitados, o que acaba contribuindo para o sucesso e produtividade da organização.

 

Estratégias de prevenção e intervenção

 

Confira agora algumas estratégias de prevenção e intervenção que as empresas podem implementar para gerenciar os riscos psicossociais no ambiente de trabalho:

1.   Promoção da conscientização: Realizar programas de conscientização sobre saúde mental, como palestras, com o objetivo de conscientizar a educar os funcionários sobre os sinais de questões relacionadas a saúde mental.

2.   Programas de promoção de saúde mental: A empresa pode implementar programas que promovam o bem-estar, como, por exemplo, atividades físicas e acesso a apoio psicológico e consultas com um profissional especializado.

3.   Canais de comunicação: A promoção de canais de comunicação confiáveis para que os funcionários consigam falar sobre suas preocupações e sugerir melhorias. Além disso, a empresa pode realizar avaliações regulares através de pesquisas de clima organizacional e entrevistas individuais.

4.   Políticas e Procedimentos Claros: É essencial que a empresa implemente políticas organizacionais claras e transparentes relacionadas à prevenção do assédio, gestão do estresse, promoção do equilíbrio entre vida pessoal e profissional, entre outros temas relevantes.

5.   Treinamento de Liderança: Capacitação dos líderes e gestores para reconhecerem sinais de estresse e outros problemas de saúde mental, promoverem uma cultura de apoio e inclusão, e lidarem de forma eficaz com conflitos interpessoais no ambiente de trabalho.

 

Em suma, a gestão de riscos psicossociais no ambiente de trabalho se torna cada vez mais necessária para promover não apenas a eficiência e a produtividade, mas também o bem-estar e a qualidade de vida de seus colaboradores.

Ao adotar estratégias de prevenção e intervenção eficazes, as empresas podem construir um ambiente de trabalho mais saudável, inclusivo e sustentável, onde os funcionários se sintam valorizados, apoiados e capacitados a alcançar seus objetivos.

Investir na saúde mental e emocional dos colaboradores é um investimento completo para empresa, promovendo não só um ambiente de trabalho mais seguro e sustentável, mas também mais produtivo.

 

 

 

 

 

Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais.

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 

 


sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

 




 

ANÁLISE DE RISCOS AGREGA MAIS INTEGRIDADE AOS COLABORADORES, PRODUTIVIDADE E SUSTENTABILIDADE NAS EMPRESAS

 


 

A explosão de uma caldeira metalúrgica em uma empresa localizada em Cabreúva, no interior de São Paulo, deixou cinco pessoas mortas e 30 feridas, além de um prédio destruído. Considerando o cenário preocupante de acidentes e perdas de vidas, a segurança do trabalho no Brasil é uma questão de extrema urgência.

Neste contexto, soluções são apontadas para que episódios como esse sejam evitados, e, vidas, preservadas. Dessa forma, empresas podem recorrer a ‘Gestão de Riscos de Segurança do Trabalho’ ou, o chamado, ‘Gerenciamento de Riscos Ocupacionais’ - GRO. Esta ferramenta tem se mostrado fundamental na hora de dar respaldo a integridade física dos colaboradores, além de garantir a saúde mental, bem como a sustentabilidade e a produtividade das empresas.

Em 1970, antes da criação das normas regulamentadoras, o Brasil era campeão em acidentes de trabalho. Atualmente, o país ocupa o 4º lugar no ranking mundial. Isso porque, as medidas preventivas adotadas ao longo dos anos foram cruciais para diminuir o número de acidentes nestes ambientes. No entanto, mesmo com os avanços, ainda há muito a ser feito.

De acordo com o Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, realizado entre 2012 e 2020, houve mais de cinco milhões de acidentes no ambiente de trabalho notificados no país. Isso reflete que o Brasil enfrenta um cenário alarmante no que diz respeito à segurança do trabalho.

Ainda conforme o mesmo levantamento, em 2020, fora registrados 446.881 acidentes de trabalho notificados e 1.866 pessoas perderam a vida durante o exercício da função.  No ano seguinte, o número de notificações dos acidentes subiu 37%, alcançando 612.920. Já no ano passado, foram 2.538 mortes, registrando um aumento de 36%.

Além dos custos humanos e sociais, os acidentes de trabalho geraram impactos significativos aos cofres públicos. Em 2022, foram concedidos mais de 148 mil benefícios a vítimas de acidente e 6,5 mil aposentadorias por invalidez. Além disso, os acidentes tratados no sistema de saúde público totalizaram 392 mil notificações e os custos associados a esses benefícios foram de cerca de R$ 17,7 bilhões.

 

Análise de Riscos

Analisando estes números, é fácil concluir que o cenário exige ações proativas das empresas e governos na promoção de ambientes laborais mais seguros. A GRO trata de um conjunto de medidas e procedimentos técnicos e administrativos que visam prevenir, reduzir e controlar os riscos presentes nos ambientes laborais. O objetivo dessa iniciativa é manter uma instalação operando dentro de padrões de segurança considerados toleráveis ao longo do tempo nas empresas.

Essa abordagem tem sido amplamente utilizada em alguns países, estes considerados os mais seguros do mundo, como Islândia, Dinamarca, Irlanda, entre outros. Os quais tiverem resultados positivos, tanto para a proteção dos trabalhadores quanto para a preservação dos ativos e do patrimônio das empresas. A incorporação das práticas dessa gestão é uma forma eficaz de prevenir e reduzir acidentes, beneficiando o colaborador, as empresas e a produtividade do país.

Entre os padrões fundamentais no conjunto de medidas, está a análise de riscos. A ação consiste na identificação sistemática dos perigos existentes no ambiente laboral, bem como na avaliação das consequências potenciais desses riscos. Dessa forma, é possível estabelecer medidas preventivas e corretivas para mitigar os perigos identificados.

Em relação aos riscos presentes nos locais de trabalho, eles podem ser classificados como ambientais, ergonômicos e de acidentes. O primeiro, por exemplo, inclui fatores físicos, químicos e biológicos que podem afetar a saúde dos colaboradores. Já os riscos ergonômicos estão relacionados às condições de trabalho, como esforço físico intenso, posturas espontâneas e jornadas prolongadas. Por fim, a parte de acidentes engloba diversas situações de perigo que podem resultar em graves ocorrências.

Outro fator fundamental incluso na Gestão de Riscos Ocupacionais é a análise de processos. Esse item visa identificar possíveis falhas nos procedimentos operacionais e estabelecer medidas para melhorar a eficiência e a segurança das atividades exercidas pelos trabalhadores. A combinação da análise de riscos com a análise de processos permite uma abordagem mais abrangente e eficaz na prevenção dos acidentes e das doenças ocupacionais.

A segurança do trabalho no Brasil é uma questão que exige atenção e ação imediata. A GRO aliada à análise de riscos e de processos nestes espaços é uma estratégia essencial para promover ambientes laborais mais seguros e saudáveis. Tanto a adoção de práticas preventivas, quanto o uso adequado de Equipamentos de Proteção Individual - EPI, são medidas fundamentais para reduzir acidentes e preservar a saúde e o bem-estar dos colaboradores.

Cabe às empresas, governo e profissionais da área de segurança garantir o cumprimento das normas regulamentadoras - NR’s e promover a conscientização sobre a importância da prevenção.

 

Fonte: Cipa & Incêndio; Por Paulo Musa

 

 


Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais.

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 

 


 




 

RISCOS NA COMBINAÇÃO DE EPI’s -COMO A ESCOLHA INADEQUADA PODE INTENSIFICAR ACIDENTES DE TRABALHO

 


A utilização incorreta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) em situações de risco combinado não só pode falhar em proteger, mas também agravar as lesões em casos de acidentes de trabalho. A escolha inadequada ou improvisada de EPI’s é uma prática comum nas indústrias, trazendo consequências potencialmente graves para a segurança dos trabalhadores.

De maneira ampla, segundo dados do sistema eSocial do Ministério do Trabalho e Emprego - MTe, o Brasil registrou em 2023 um total de 499.955 acidentes de trabalho, sendo 2.888 acidentes fatais.

 

Riscos e orientações

Os riscos combinados, que envolvem mais de um tipo de ameaça ao trabalhador, exigem soluções de proteção específicas. No entanto, muitos profissionais da indústria ainda carecem do conhecimento necessário para identificar esses riscos, o que pode resultar no uso inadequado de EPIs. É fundamental que, em situações de risco combinado, sejam utilizados EPIs específicos para garantir a proteção adequada.

A sobreposição incorreta pode ter efeitos perigosos. Por exemplo, quando uma vestimenta de proteção química é usada sobre uma térmica, o EPI químico pode derreter e se impregnar no tecido da vestimenta térmica e o fogo não se apagar. Em outra situação, quando o EPI químico está por baixo do térmico, a transferência de calor pode derreter o EPI químico, aumentando o risco de queimaduras.

Evitar esses cenários de risco depende de uma preparação adequada dos trabalhadores e dos gestores de segurança. Compreender as nuances de cada situação é essencial para garantir a proteção adequada. Investir em conhecimento e na implementação correta de medidas de segurança é o caminho mais eficaz para proteger vidas e prevenir acidentes.

 

Manutenção preventiva

Um exemplo ilustrativo dos perigos associados aos riscos combinados pode ser encontrado em uma manutenção preventiva de esteiras de produção que envolve o uso de produtos como óleo e graxa. Nesses casos, o trabalhador enfrenta tanto o risco térmico, pelas faíscas do equipamento, quanto o risco químico, devido aos óleos ou graxas utilizadas. Se a vestimenta de proteção térmica for usada inadequadamente sobre uma proteção química e uma faísca atingir o trabalhador, a vestimenta química pode derreter em contato com a pele, causando danos ainda mais graves.

Entre os EP’Is desenvolvidos para riscos combinados, o Tychem® 2000 SFR e o ProShield® 20 SFR se destacam. Ambos recebem um tratamento antichamas que garante a segurança do usuário em situações de fogo repentino. Além da proteção contra chamas, o Tychem® 2000 SFR oferece proteção química, enquanto o ProShield® 20 SFR é eficaz na prevenção de sujidade e respingos leves.

A segurança no ambiente de trabalho exige mais do que a simples utilização de EPIs. É necessário que esses equipamentos sejam adequados e utilizados de forma correta, considerando todos os riscos envolvidos. A improvisação, nesse contexto, pode resultar em consequências sérias.




Fonte: Cipa & Incêndio; Por Priscila Akiti*




Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais.

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 


quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

 



 

FALTA DE ISOLAMENTO ELÉTRICO NO BRASIL REFLETE ACULTURAMENTO DE NEGLIGÊNCIA À SEGURANÇA

 


Recentemente, o Brasil foi palco de um trágico acidente elétrico: João Vinícius Ferreira Simões, jovem de 25 anos, recebeu uma descarga elétrica em um festival de música no Rio de Janeiro e veio a óbito. Este acidente, resultado de uma aproximação a um food truck eletrizado, traz à tona o problema da falta de isolamento adequado em instalações elétricas no país, bem como o não cumprimento das normas de segurança estabelecidas, posicionado toda a sociedade em risco.

Tendo em vista este cenário de precariedade das instalações elétricas no Brasil, existem cuidados a serem adotados pela população para evitar acidentes. Isto inclui não tocar em partes metálicas expostas, seguir as recomendações de fabricantes de produtos de uso comum principalmente aqueles que conduzem calor, como secadores e micro-ondas e ter, ainda, um cuidado redobrado em dias de chuva.

 

Isolamento elétrico

Além disso, se faz necessário cultivar uma maior conscientização sobre a gravidade dos riscos elétricos, que podem causar danos irreversíveis à vida e também aos eletrodomésticos. Nesse sentido, os profissionais da área elétrica têm grande responsabilidade na propagação da cultura da segurança, ao propor e efetivamente realizar análises de risco de ambientes energizados no desempenho de suas funções.

Para tanto, o uso de equipamentos específicos como multímetros, alicates amperímetros, testadores de isolamento elétrico, sem contar na implementação de um sistema de aterramento eficaz, são essenciais para assegurar mais segurança a todos os que de alguma forma tiverem acesso a esse sistema energizado.

O trabalho, por sua vez, deve ser norteado pela norma NBR 5410, que estabelece diretrizes específicas para instalações elétricas de baixa tensão, que operam entre 50V e 1000V em corrente alternada, observado em residências, escritórios e estabelecimentos comerciais, além de atender às necessidades dos festivais.

A norma tem por objetivo garantir a segurança e o funcionamento adequado das instalações, reduzindo o risco de acidentes, uma vez que detalha procedimentos desde o projeto, até a execução e manutenção, enfatizando a importância do isolamento elétrico adequado, da proteção contrachoques elétricos e outros riscos associados.

 

A prevenção é o elemento-chave

Em suma, é importante que todos deem a devida importância à segurança elétrica, reconhecendo a necessidade de prevenção. Profissionais, autoridades e cidadãos devem trabalhar juntos para promover ambientes mais seguros e livres dos perigos de instalações elétricas inadequadas.

Desta forma, construir este diálogo sobre segurança elétrica não é apenas um dever técnico, mas também um compromisso com a preservação de vidas. Que a memória destes acidentes sirva como um constante lembrete da urgência e da importância de repercutir esse tema.

 

Fonte: Cipa & Incêndio; Por Carlos Rubim e Edson Martinho

 



Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais.

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 

 


 



 

ACIDENTE DE TRABALHO - O QUE É PRECISO SABER SOBRE DIREITOS

 


 

A cada 24 horas, cerca de sete pessoas morrem por acidentes de trabalho no Brasil, segundo dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho (SmartLab), considerando apenas registros envolvendo pessoas com carteira assinada.

Segundo o levantamento, em 2020, foram 446.881 casos notificados. Já em 2021, o número subiu 37%, alcançando 612.920 registros. Em 2020, 1.866 pessoas morreram nessas ocorrências, enquanto que em 2021, foram 2.538 mortes, aumento de 36%.

 

Acidente e direitos

Sobre o assunto, o art. 19 da Lei 8.213, define acidente de trabalho como aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço de empresa ou de empregador doméstico, ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do art. 11 desta Lei, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou perda/redução permanente ou temporária da capacidade para o trabalho.

Para a existência do acidente de trabalho, deve-se avaliar se há nexo causal e lesividade. No nexo causal observa-se a ligação entre causa e efeito entre o acidente e o trabalho, que deve ser comprovado pela perícia médica do INSS, que fará o reconhecimento técnico do nexo causal entre o acidente e a lesão; a doença e o trabalho, a causa mortis e o acidente.

Após o acometimento de acidente, o empregado é afastado do trabalho e o empregador fica responsável pelo pagamento da remuneração do funcionário pelo prazo de 15 dias. Caso a incapacidade perdure, o empregado receberá benefício previdenciário e a natureza acidentária deverá ser avaliada por meio de perícia médica.

 

Como o benefício é concedido

No período de recebimento de benefício por incapacidade, exceto auxílio-acidente, o trabalho do segurado fica suspenso, com interrupção das atividades laborativas e do pagamento do salário. Neste período, por força do art. 118 da Lei 8.213/91, o empregado possui direito à estabilidade provisória de emprego pelo prazo de doze meses após a cessação do afastamento. Do mesmo modo, o recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - FGTS se mantém obrigatório ao empregador.

Quando do acontecimento do acidente de trabalho, deve a empresa também realizar o registro da Comunicação de Acidentes de Trabalho junto ao sistema da Previdência Social, que atualmente ocorre por meio do sistema do eSocial, devendo o registro ser realizado no prazo de um dia útil a partir do infortúnio nos casos de acidentes de trabalho e, imediatamente, nos casos que resultem no falecimento do trabalhador, sob pena de aplicação de multa.

O benefício de natureza acidentária pode resultar na concessão de benefício por incapacidade permanente, em se tratando de casos mais graves; benefício por incapacidade temporária, quando perdure por determinado tempo até restabelecimento da capacidade; pensão por morte acidentária e auxílio-acidente, quando há apenas uma redução da capacidade de trabalho.

 

Como mudar este cenário

 

A fim de coibir o número de acidentalidades e doenças do trabalho, bem como proteger o trabalhador contra o desemprego, são fundamentais a reinserção, quando possível, do acidentado ao mercado de trabalho, além de dever da autarquia previdenciária. Frisa-se ainda, que mesmo que o acidentado não retorne ao seu ramo de atuação profissional, o ajustamento em outras atividades pode habilitá-lo a outros cargos e funções.

No campo jurídico, quando ocorrido um acidente de trabalho, há consequências que se refletem na seara trabalhista, cível e previdenciária, e para que estes eventos ocorram com menor frequência, é indispensável também o fornecimento de equipamentos de proteção individuais, a serem fornecidos de forma gratuita ao empregado e em conformidade com o Ministério do Trabalho.

Por isso, coibir o número de acidentes de trabalho não se mostra como uma pauta somente humanitária, mas que também produz efeitos econômicos para a empresa e o país. Assim, faz-se necessário combater cada vez mais os números de acidentalidade e doenças profissionais.

 

Fonte: Cipa & Incêndio; Por Carla Benedetti

 

 



Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais.

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 

 


quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

 




 

A IMPORTÂNCIA DOS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA NAS INDÚSTRIAS

 

 


 

Os equipamentos de proteção respiratória (EPR) são um conjunto de roupas e dispositivos usados para proteger o sistema respiratório de substâncias perigosas e agentes nocivos, como poeiras, gases, entre outros.

Extremamente importantes nas indústrias, devido aos muitos processos produtivos que geram gases tóxicos, que, se inalados, podem causar danos irreversíveis à saúde do trabalhador, tais como doenças respiratórias, como a asma, bronquite, e câncer de pulmão, seu uso adequado é fundamental para proporcionar mais segurança aos funcionários durante as suas atividades cotidianas.

 

Exigência legal

Além de sua importância, o uso dos equipamentos é uma exigência legal assegurada pela Lei nº 6.514/1977, que trata da Segurança e Saúde no Trabalho.

Nela, consta que as empresas são obrigadas a oferecer o equipamento de proteção individual adequado, a fim de garantir um ambiente de trabalho seguro e saudável para seus colaboradores, com a adoção de medidas preventivas de acidentes e doenças ocupacionais.

Os EPR podem ser divididos em duas categorias principais: os respiradores e as máscaras de proteção.

Em ambos os casos a empresa é obrigada a fornecê-los de forma gratuita aos trabalhadores, cabendo também garantir a sua correta utilização e conservação por toda equipe por meio de treinamento e capacitação, onde todos devem estar cientes dos riscos e limitações dos equipamentos, que deverão ser periodicamente inspecionados e substituídos quando necessário.

Em caso do não cumprimento, a instituição estará sujeita a sanções administrativas, podendo ser responsabilizada civil e criminalmente por eventuais danos à saúde dos trabalhadores.

Para evitar esse tipo de situação, é fundamental a elaboração e implantação de um PPR (Programa de Proteção Respiratória). Esse programa tem como objetivo identificar os riscos existentes no local de trabalho e avaliar as tarefas e equipamentos adequados necessários para eliminar ou controlar potenciais perigos existentes.

 

Gestão da segurança do trabalho

Desse modo, a corporação, além de garantir um ambiente de trabalho mais seguro, ajudará na maior produtividade de todos os funcionários e redução dos pedidos de afastamento por problemas de saúde.

A eficácia na gestão de segurança no trabalho, bem como sua fiscalização para avaliação de eventuais melhorias e cumprimento da utilização correta dos equipamentos de proteção respiratória pelos empregados, os protegerá de doenças respiratórias e evitará gastos desnecessários com tratamentos médicos.

Além disso, as utilizações dos EPR’s ajudam a indústria a cumprir as exigências legais e normativas, contribuindo para uma gestão responsável e ética dos negócios, visando o bem-estar de todos os funcionários e colaboradores.

 


Fonte: Cipa & Incêndio; Por J.A.Puppio

 



Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais.

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 


 



 

BEM-ESTAR NO AMBIENTE DE TRABALHO É FATOR DETERMINANTE PARA A ESCOLHA DO TRABALHADOR

 

 


 

O termo bem-estar vem ganhando espaço e cada vez mais importância tanto no cotidiano das pessoas quanto no das empresas, que passaram a se preocupar mais com esse aspecto do ambiente corporativo. Por ser algo particular e ligado à subjetividade de cada um, o desafio da área de desenvolvimento humano com relação a esse tema junto aos colaboradores é enorme e extremamente desafiador.

Antes restrita à vida pessoal, a busca pelo bem-estar tomou conta também do profissional quando os limites entre esses dois mundos ficaram mais tênues, principalmente com a chegada do home office, tendência que veio para ficar no pós-pandemia

Se antes ainda havia alguma diferenciação entre as rotinas pessoal e de trabalho, ela deixou de existir quando o escritório foi montado dentro das casas dos profissionais. À distância, o desafio da área de RH e de gestão de pessoas para reduzir o turnover, gerar engajamento e fortalecer o sentimento de orgulho em pertencer nos colaboradores, fez com que novas pautas entrassem na agenda como o investimento no pacote extra salário, e a preocupação com o bem-estar físico e mental de todo o time.

É importante também levar em consideração os anseios das diferentes gerações que estão presentes hoje nas empresas. Trabalhando todas juntas e misturadas de forma remota, presencial ou híbrida, fica ainda mais complexo conseguir agradá-las. Um levantamento realizado pelo Indeed revela que as preferências no momento de buscar uma vaga de emprego, ou escolher entre uma e outra proposta, acabam tendo critérios diferentes entre as gerações de profissionais.

Ambientes descontraídos são uma preferência para 48% da geração Z, ficando à frente de salários maiores, que somam 33%. Já para os millennials, 47% preferem garantir uma remuneração fixa maior e 34% levam em conta a descontração no ambiente de trabalho. Considerando todos os entrevistados, questionados sobre o dia a dia corporativo, 41% priorizam ambientes descontraídos e saudáveis, mais do que o dobro da média de 2021, que ficou em 19%.

Ou seja, na balança da saúde mental, conciliar vida profissional e pessoal em ambientes que estimulem e valorizem as interações pessoais, passou a ser um fator determinante para a escolha por um ou outro empregador.

Embora seja possível proporcionar bem-estar aos colaboradores, entende-se, por outro lado, que não existe uma receita que entregue o mesmo resultado para todos. Aspectos como o segmento de atuação da empresa, perfil dos profissionais contratados, região em que moram, composição familiar e preferências pessoais podem determinar o sucesso ou o fracasso de um programa.

 

Melhorias sistêmicas

Entre as ações que as empresas podem desenvolver, estão melhorias no pacote de benefícios, fortalecimento da cultura organizacional, fortalecimento das boas práticas prevencionistas, investimento em comunicação clara e direta com os colaboradores e adoção de políticas de transparência.

Essas iniciativas são grandes diferenciais para estabelecer e manter vínculos de proximidade e engajamento entre as equipes, fazendo com que os valores da empresa sejam assimilados e praticados

Para fomentar uma melhoria sistêmica, todas essas ações precisam estar conectadas a um ambiente saudável, colaborativo, pautado pelo diálogo, gestão horizontal, feedback construtivo, entre outras práticas. É necessário que cada empresa encontre o que realmente faz a diferença para o seu cliente interno e, mais importante, o colaborador. E acima de tudo, pratique, sistematicamente, o que diz fazer.

Para medir os resultados dessas ações, as pesquisas de clima e engajamento interno são fundamentais. Os dados coletados podem ser usados na tomada de decisão da área de desenvolvimento humano, para que a equipe pense cada vez mais de forma estratégica e esteja alinhada às expectativas dos colaboradores.

Nesse sentido, a análise de evidências funciona como um termômetro para avaliar os programas e atividades do momento, verificando o que pode ser descartado, o que precisa de melhorias ou mesmo ser apresentado como ideia para desenvolvimento futuro de novos programas e ações.

Ouvir as pessoas, analisar informações e tomar decisões bem embasadas são o melhor caminho para garantir a satisfação plena no ambiente de trabalho. Claro que nem sempre será possível agradar a todos com o mesmo nível de satisfação, mas conhecendo bem o perfil dos colaboradores, suas preferências e levando em consideração as tendências do mercado de trabalho, as chances de sucesso aumentam consideravelmente.

 


Fonte: Cipa & Incêndio; Por Carolina Florence




Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais.

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 


terça-feira, 3 de dezembro de 2024

 




 

SESMT E A PROTEÇÃO DA MATERNIDADE NO TRABALHO

 

 


 

Sócio-diretor da CP Soluções em Prevenção; técnico de segurança do trabalho, tem formação complementar em Higiene e Ergonomia; é Lead Assessor e auditor de saúde/segurança e qualidade; coordenador do grupo virtual e-group SESMT e outros sites ligados a SST; consultor e palestrante na área

Embora ainda muito distantes de ao menos pensarmos como realidade uma Segurança e Saúde no Trabalho capaz de minimamente fazer frente às questões ainda muito básicas e, porque não dizer primitivas, em termos de acidentes, não podemos deixar de conhecer e estudar certas questões que certamente um dia, mais cedo ou mais tarde, irão chegar até nossa realidade.

Recentemente o governo publicou, em 21 de setembro de 2022, a Lei nº 14.457 que dispõe sobre a instituição do Programa Emprega +Mulheres, através da qual instituiu novas “atribuições” à Comissão Interna de Prevenção de Acidentes das empresas limitando o assunto às questões relativas ao assédio sexual. Claro que entendemos que o assunto seja de suma importância, no entanto parece-nos também essencial pensarmos na saúde da mulher no trabalho de forma mais ampla e completa inclusive observando a necessidade de observarmos e adotarmos práticas que já há muito tempo são definidas em diversas partes do mundo.

Tal como a questão da segurança do trabalho – que parece ser melhor compreendida – carece de uma análise muito mais ampla do que parece levando em conta uma série de fatores, pois a questão da mulher no mercado de trabalho também precisa de outras análises para que possa ser vista e tratada de forma mais completa, já que durante a história as mulheres tiveram e, ainda tem em muitos lugares do mundo, dificuldades em relação às conquistas trabalhistas.

 

SST com foco na mulher

A entrada das mulheres no mercado de trabalho tem um momento importante a partir da Primeira Guerra Mundial e, no Brasil, apenas a partir de 1934, a igualdade salarial e na Constituição de 1988 a isonomia foi firmada por lei.

De acordo com o IBGE, 54,5 % das mulheres brasileiras fazem parte da força de trabalho.

Em meio a todos esses números existe uma realidade das práticas de não contratar mulheres ou contratá-las apenas por salários menores ou ainda apenas contratá-las para cargos de menor expressão e, ainda, é claro, a questão dos assédios moral e sexual – isso sem falarmos na discriminação com a mulher negra e, em muitos casos, a mulher mãe.

Em meio a todo esse cenário pode parecer um luxo querer falar e pensar na questão da segurança e saúde com foco na mulher e quando tocamos nesse assunto, muitas vezes, ouvimos dizer que é uma “preciosidade” já que se elas querem ser iguais, então não devem merecer atenção diferenciada. Óbvio que diante de uma afirmativa desse tipo resta-nos considerar apenas a natural ou intencional ignorância como um fator também a ser superado já que a igualdade de gênero não altera certas condições e características fisiológicas.

Um ponto muito especial desse assunto diz respeito à trabalhadora gestante ou ainda em período de amamentação e é muito interessante que em um Brasil onde se fala tanto em respeito à infância, pouco ou quase nada sobre isso seja tratado com maior rigor. Em todas as partes do mundo civilizado existem estudos em boa quantidade sobre determinadas condições de trabalho que podem influenciar de forma negativa tanto a saúde da trabalhadora quanto a saúde do feto ou do recém-nascido

Em tempos de Programa de Gerenciamento de Riscos – tal como mencionamos em artigo anterior, talvez chegue até a maioria dos locais de trabalho a boa e velha prática de realizar a análise de riscos e com um pouco de atenção e vontade, além, é claro, de conhecimento – possamos por atenção sobre a questão. E isso também se aplica a aquelas organizações onde pela existência de “Sistema de Gestão”, tal processo com esse ou outro nome já existem, mas que infelizmente poucas vezes notamos a inclusão desse tipo de preocupação.

Então, o primeiro passo será o processo de IDENTIFICAÇÃO DE PERIGOS e AVALIAÇÃO DE RISCOS – tal como definido, por exemplo, na NR-1, sendo que se a parte da IDENTIFICAÇÃO DE PERIGOS estiver avançada poderá servir como base. No entanto, o processo de AVALIAÇÃO DE RISCOS deve ser totalmente específico. Tudo deve ser pensado (natureza do risco, duração da exposição, procedimentos, condições de trabalho, etc.) em relação às trabalhadoras em situação de gravidez ou nascimento recente de tal forma a avaliar possíveis danos à saúde da trabalhadora ou do feto. Mais do que isso e é assim que deveríamos pensar prevenção na sua extensão adequada, uma vez que devemos atuar na avaliação de possíveis condições que possam afetar a função procriativa dos trabalhadores, principalmente, devido a exposições a agentes físicos, químicos e biológicos com potencial mutagênico tanto em termos de fertilidade quanto no desenvolvimento das crianças.

 

Medidas preventivas

Vale aqui mencionar que na busca de um ambiente de trabalho de fato seguro podemos trabalhar de forma mais detalhada definindo, por exemplo, nível de risco ocupacional (NRO) para a gravidez e, ainda, para a gravidez de risco.

E aqui entra a necessidade de ir buscar conhecimento para a realização e, isso, é claro, não temos como fazer em um simples artigo, mas podemos indicar caminhos com base nos estudos e conhecimentos disponíveis, indicando entre outros: Agentes físicos, quando se considerar que podem envolver lesões fetais ou causar descolamento de placenta, em particular; Choques, vibrações ou movimentos; Movimentação manual de cargas pesadas que apresentem riscos; Radiação não ionizante, Frio e calor extremos. Ou ainda agentes biológicos conhecidos por pôr em perigo a saúde das trabalhadoras grávidas ou do feto bem como os agentes químicos na medida em que sejam conhecidos como perigosos para a saúde de trabalhadoras grávidas ou lactantes, do feto ou criança durante o período de lactação. Claro que não podemos deixar de indicar as dificuldades e, por consequência, maior probabilidade de acidentes em atividades tais como subir escadas, alcançar objetos localizados em partes mais altas, pegar objetos em partes mais baixas, trabalhar predominantemente em pé, etc. E indo um pouco além, questões como excesso de jornadas ou mesmo trabalhos em turnos.

Na etapa de avaliação de riscos vamos conhecer então o quanto aquela atividade/posto de trabalho está dentro da condição que permita a sequência ou não da atividade e, por consequência, teremos que pensar nas medidas de controle existentes e a necessidade ou não de outras para a realidade específica. E nesse ponto se abre, mais uma vez, uma série de caminhos para a boa atuação de nossa área – assunto que também deve ser objeto de estudo pelos interessados. Claro que se os resultados da avaliação revelaram um risco para a segurança e saúde ou eventual repercussão na gravidez ou lactação das trabalhadoras, devem ser adotadas as medidas necessárias para evitar a exposição a tais riscos, através de uma adaptação das condições ou do horário de trabalho do trabalhador afetado. Não sendo possível, pode-se pensar em mudança temporária de atividades/posto de trabalho e, em não havendo como, providenciado o afastamento do trabalho.

Levando ainda em conta que vale a pena dar uma olhada nas Convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ratificadas pelo Brasil.

 

Fonte: Cipa & Incêndio; Por Cosmo Palasio de Moraes Jr.

 




Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais.

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 

 

 


 




 

CENÁRIOS DE EMERGÊNCIA: SUA EMPRESA ESTÁ PRONTA PARA LIDAR COM ELES?

 


Não existe local nem momento para ocorrer os cenários de emergência. A natureza de uma emergência é imprevisível e pode alterar seu escopo e impacto. Para proteger vidas, meio ambiente e propriedades, é fundamental estar preparado e planejar com antecedência. A forma como uma empresa se prepara para as situações emergenciais pode fazer toda a diferença nos resultados finais.

Dessa forma, é fundamental compreender os riscos, antecipar o que pode dar errado e implementar boas práticas para resolver esses problemas da maneira mais eficaz possível. Pensando nisso, confira neste artigo mais detalhes sobre quais são os cenários de emergência e como sua empresa pode se preparar para lidar com eles da melhor forma possível.

 

Quais são os cenários de emergência que podem surgir no seu negócio?

É crucial ficar de olho no ambiente e nas atividades em andamento para descobrir que tipo de emergência pode ocorrer no trabalho. Entre os mais comuns, podemos citar dois tipos: o primeiro são as emergências laborais, em que a empresa não é completamente afetada e ocorrem por causa do colaborador. Sendo assim, podemos listar casos como, desmaios, amputações, cortes, entre outros.

A segunda são as emergências ambientais, que ocorrem de forma mais ampliada, afetando a empresa e os demais.  Portanto, ela não tem nada a ver com o trabalho, mas sim com o ambiente em que está localizada, como inundações, desabamentos, descargas atmosféricas, incêndios de grande porte, etc. Seja qual for a emergência, ambiental ou laboral, é preciso que a empresa saiba como agir para evitar estragos maiores.

 

Como lidar com cenários de emergência na empresa?

Agora que você já sabe melhor quais são os principais tipos de cenários de emergência, chegou a hora de saber o que fazer para lidar com eles. Assim, você poderá agir de forma mais eficiente e preparada em situações desafiadoras, diminuindo os riscos potenciais ao ocorrer uma emergência.

 

1. Identifique riscos possíveis

Para entender a melhor maneira de lidar com situações de emergência no local de trabalho, você deve primeiro entender que tipo de cenários adversos podem ocorrer. Com base nesse diagnóstico, você poderá determinar quais ações são necessárias para preparar a organização e a equipe. Nesse sentido, você poderá fazê-lo consultando tanto o mapa de riscos como o PGR (Planejamento de Gestão de Riscos).

 

2. Treine colaboradores para momentos de crise

A empresa é responsável pela preparação para eventuais emergências no local de trabalho, nesse sentido, é fundamental investir no treinamento dos funcionários. Com isso, mesmo que o colaborador não seja formado na área de saúde, o conhecimento dos procedimentos de primeiros socorros pode ser uma forma de salvar vidas dos outros colaboradores em momentos emergenciais.

Portanto, é essencial oferecer treinamentos e cursos para a equipe sobre como gerir uma situação emergencial com potencial de risco para a vida, tanto sua quanto do outro. Você pode, por exemplo, mostrá-los sobre como responder a primeiros socorros ou como agir em situações de emergência específicas.

Também é fundamental prepará-los para a evacuação da empresa em caso de acidentes, problemas ou outras adversidades dentro da organização. Por fim, vale ressaltar que segundo a NR 1, no item 1.4.4, é preciso que o colaborador ao fazer parte da empresa, ou caso mude para um cargo de risco, esteja ciente de todas as informações necessárias sobre os procedimentos que devem ser seguidos em situações emergenciais.

 

3. Desenvolvimento de um plano de ação

Com certeza, uma das melhores maneiras de lidar com emergências é elaborar um plano que leve em consideração as circunstâncias prováveis. O plano de resposta a emergências deve ser um documento escrito que forneça instruções claras sobre o que fazer em cada um dos cenários de emergência definidos.

Todas as condições e interações dos processos devem ser consideradas em uma análise minuciosa na definição dos cenários. O plano deve incluir as etapas de evacuação como se fosse uma crise, e deve ser escrita de forma simples e objetiva, para não gerar dúvidas nos colaboradores ao ler o material.

 

4. Envolva os líderes

É fundamental que haja líderes e gestores capacitados para lidar com a situação emergencial. Por isso, desenvolver nos líderes a capacidade de reconhecer o que pode dar errado e falar abertamente sobre riscos e situações de emergência é algo essencial.

 

5. Não esqueça das Normas Regulamentadoras

Por fim, quando o assunto é manter o cuidado de saúde e segurança dos trabalhadores na sua empresa, as Normas Reguladoras possuem diretrizes importantes a serem seguidas. Em se tratando de planos de emergência, vale destacar que isso passou a ser uma exigência das organizações, conforme a NR 01, após uma revisão da norma nos últimos anos.

Por isso, fique de olho nas revisões das regras, pois o plano de emergência passou a ser obrigatório desde janeiro de 2022. Sendo assim, cumprir os requisitos legais em relação aos negócios, bem como proteger os colegas de trabalho em caso de circunstâncias adversas, não é mais algo somente no campo da ética, como também no jurídico.

 

 

 


Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais.

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 

 


sexta-feira, 29 de novembro de 2024

 




 

ABSENTEÍSMO NO TRABALHO - CAUSAS COMUNS E COMO PREVENIR

 


O absenteísmo refere-se à frequência e ao padrão de faltas não programadas de funcionários no trabalho, seja por motivos de saúde, pessoais ou outros. Essas ausências afetam a produtividade, a qualidade do trabalho e a moral da equipe.

Esse conceito abrange todas as ausências, desde aquelas necessárias para a realização de exames médicos de rotina até faltas relacionadas a questões mais complexas, como problemas de saúde ou desmotivação. É um indicador importante, muitas vezes subestimado pelas organizações, que pode sinalizar problemas estruturais e de gestão.

Entender as causas mais comuns é essencial para que as empresas possam implementar estratégias eficazes de prevenção.

 

Causas comuns do absenteísmo

1. Problemas de saúde

Uma das causas mais frequentes do absenteísmo está relacionada à saúde dos colaboradores. É natural que os funcionários precisem se ausentar ocasionalmente para realizar exames de rotina ou para tratar de condições médicas. No entanto, a identificação das doenças mais recorrentes que levam à faltas é importante para a adoção de medidas preventivas. 

2. Falta de motivação e engajamento

A falta de motivação e engajamento também é uma causa significativa de absenteísmo. Quando os funcionários não se sentem valorizados e reconhecidos, ou enfrentam dificuldades de relacionamento com a equipe, eles podem perder o interesse em suas atividades diárias. Esse desengajamento não só afeta a produtividade, mas também pode prejudicar a saúde mental do colaborador, demonstrando como uma cultura organizacional tóxica tem o potencial de se transformar em um problema de saúde ocupacional.

3. Problemas familiares e pessoais

Questões pessoais e familiares, como a necessidade de cuidar de um ente querido ou lidar com crises pessoais, também podem levar ao absenteísmo. Embora essas ausências muitas vezes estejam fora do controle da empresa, é importante que a organização ofereça suporte e flexibilidade para ajudar os funcionários a gerenciar essas situações.

4. Condições de trabalho desfavoráveis

O ambiente de trabalho tem um papel fundamental no bem-estar dos funcionários. Condições de trabalho inadequadas, como a exposição a agentes nocivos, excesso de trabalho ou liderança inapropriada, podem resultar em doenças ocupacionais e, consequentemente, em altos índices de absenteísmo. Além disso, o absenteísmo pode ser um sintoma de problemas estruturais mais profundos dentro da organização, que precisam ser diagnosticados e tratados.

 

Impactos do absenteísmo no ambiente de trabalho

O não comparecimento de um funcionário impacta toda a empresa. Afinal, cada colaborador desempenha um papel específico dentro de um processo maior, e quando há interrupções devido a faltas, a produtividade de toda a equipe é afetada. Isso pode resultar na diminuição da produção, perda de recursos e, consequentemente, prejuízos financeiros para a organização.

Além disso, as faltas frequentes podem sobrecarregar os demais membros da equipe. Quando as demandas são interrompidas, o planejamento sofre e as metas estabelecidas podem não ser cumpridas. Esse cenário pode gerar desmotivação entre os colaboradores, aumentando ainda mais as taxas de absenteísmo. Portanto, o impacto do absenteísmo vai muito além de uma simples ausência. Ele pode desencadear uma série de problemas que afetam diretamente a eficiência e o sucesso da empresa.

 

Como prevenir 

Prevenir o absenteísmo começa com a criação de um ambiente de trabalho saudável e acolhedor. Empresas que investem no bem-estar físico e mental dos seus funcionários tendem a ver uma redução nas faltas no trabalho não programadas. Isso inclui a implementação de programas de saúde, oferecimento de benefícios como consultas médicas e apoio psicológico, e a promoção de uma cultura organizacional positiva, em que os colaboradores se sintam valorizados e engajados.

Além disso, é fundamental que as empresas realizem avaliações periódicas das condições de trabalho. Isso pode envolver a análise de riscos ocupacionais, a ergonomia dos postos de trabalho e a adequação das cargas horárias. Ao garantir que os colaboradores tenham um ambiente seguro e confortável para realizar suas tarefas, a probabilidade de faltas por motivos de saúde ou desgaste físico e emocional diminui significativamente.

Por fim, o fortalecimento da comunicação entre gestores e equipes é essencial. Líderes que mantêm um diálogo aberto com seus colaboradores, compreendendo suas necessidades e desafios, podem identificar e resolver problemas antes que eles resultem em absenteísmo. A criação de um canal de feedback e a promoção de um ambiente em que os funcionários se sintam à vontade para expressar suas preocupações também contribuem para a redução das ausências.

 

Importância da SST para a prevenção do absenteísmo

A Saúde e Segurança no Trabalho (SST) desempenha um papel fundamental na prevenção do absenteísmo. Afinal, empresas que investem em práticas de SST demonstram comprometimento com o bem-estar dos seus colaboradores, o que não só protege a saúde física e mental destes, mas também fortalece a imagem da empresa como uma organização que valoriza seu capital humano. A ausência de políticas efetivas pode resultar em sérias consequências, como queda da produtividade e elevação dos custos operacionais devido a acidentes de trabalho e doenças ocupacionais.

Além disso, a falta de uma cultura de SST pode prejudicar a imagem da empresa, pois passa a impressão de desconsideração pela segurança e bem-estar dos colaboradores. Isso pode afetar a motivação dos funcionários, gerar uma alta rotatividade e, em casos mais graves, levar a implicações legais e prejuízos financeiros consideráveis. A implementação de medidas de SST, como treinamentos regulares, avaliações de riscos e ergonomia adequada, é fundamental para criar um ambiente de trabalho seguro e prevenir problemas que poderiam resultar em absenteísmo.

Conte com os serviços especializados em Segurança e Saúde no Trabalho da Ocupacional. Nossa equipe oferece soluções completas, incluindo treinamentos, avaliações de risco e consultoria para a implementação de melhores práticas de SST. Não deixe a segurança e o bem-estar dos seus colaboradores para depois. Entre em contato e descubra como podemos ajudar a transformar seu ambiente de trabalho.

 

 

 

 

Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais.

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 

 


    CONHEÇA AS DIFERENÇAS ENTRE MATRIZ DE RISCO E INVENTÁRIO DE RISCO       A matriz de risco e o inventário de risco causam muita...