quinta-feira, 9 de maio de 2024

 





 

AFINAL DE CONTAS, O QUE A NR 24 ATUALIZADA DIZ?

 



A NR 24 é a norma que traz as diretrizes de condições de higiene e conforto no local de trabalho. Ela surgiu, assim como as outras NR’s, no final da década 70, tendo como objetivo melhorar as condições de trabalho dentro das empresas brasileiras.

Porém, com os anos, o mundo do trabalho sofreu diversas transformações, o que exigiu revisões da legislação trabalhista para que ela se adapte a essas mudanças. Diversas NR’s vêm sendo atualizadas, o que inclui a NR 24, modificada em setembro de 2019.

 

Vale-alimentação e refeitórios

Uma das modificações que a NR 24 atualizada trouxe para as empresas foram as diretrizes sobre a necessidade de oferecer refeitórios quando a empresa já oferece um vale-alimentação para a equipe. Esse era um ponto que não ficava claro na versão anterior da norma, deixando as empresas sem saber qual era o procedimento ideal.

Segundo o novo texto, fica claro que a empresa que oferece vale-alimentação está dispensada do oferecimento de refeitórios para o seu time. Porém, mesmo com o vale, é obrigatório que ela conte com um espaço adequado para que os colaboradores façam as suas refeições.

 

Novas diretrizes para alojamentos

Algumas empresas têm a necessidade de que os seus colaboradores fiquem em alojamentos próximos à sede da organização. Esse quesito faz parte da NR 24, uma vez que é central garantir a higienização e conforto desse ambiente para os empregados.

A modificação da nova NR 24 foi a inclusão da obrigatoriedade de a empresa oferecer um espaço para lavagem de roupas para os colaboradores em alojamentos. Caso a companhia não tenha esse ambiente, é obrigatório que ela ofereça o serviço de lavanderia. Além disso, a nova NR diz que é desejável que os colaboradores alojados no mesmo quarto trabalhem no mesmo turno, de forma a garantir o conforto e descanso de todos.

 

Novos anexos

Outra modificação apresentada na NR 24 atualizada foi a criação de três anexos, antes inexistentes. Esses anexos trazem diretrizes para condições de higiene e conforto de trabalhadores de setores específicos.

 

São eles:

·       trabalhadores em “Shopping Center”;

·       trabalhadores em trabalho externo de prestação de serviço;

·       trabalhadores em transporte público rodoviário coletivo urbano de passageiros em atividade externa.

 

Cada um desses anexos traz normas específicas para garantir as condições de higiene e conforto desses colaboradores. Afinal, por atuarem em situações diferentes, precisam de diretrizes próprias para que o trabalho seja realizado da melhor forma possível.

Como você já sabe, a legislação trabalhista vem passando por modificações nos últimos anos de forma a se adequar às condições de trabalho atuais. Estar atento a essas mudanças é essencial para garantir que a sua empresa cumpre todas as exigências relacionadas à saúde e segurança do trabalhador. Agora que você já sabe quais são as principais mudanças da NR 24 atualizada, comece a preparar a sua empresa para realizar as modificações necessárias e evite multas!

 

 



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ENTENDA A CONSEQUÊNCIA DE NÃO REALIZAR A GESTÃO DE SSO NA SUA EMPRESA

 



Você sabia que não ter uma boa gestão de SSO na sua empresa pode resultar em inúmeros prejuízos?

Segundo o Observatório Digital de Saúde e Segurança do IBGE, apesar de muitas empresas conhecerem as normas de saúde e segurança ocupacional, o número de acidentes de trabalho que acontecem diariamente ainda é muito alto.

Isso o corre, devido ao fato das organizações que precisam de implantar SSO em suas atividades, não possuírem o hábito de gerenciar a saúde e segurança do trabalhador.

Esse descuido pode trazer prejuízos futuros para o empreendimento e até mesmo custar a vida e o bem-estar físico e mental de um funcionário.

A fim de conscientizar sobre a necessidade de realizar a gestão de SSO na sua empresa, trouxemos este artigo que aborda as consequências de não estar em conformidade legal quando se trata de Saúde e Segurança Ocupacional.

 

O que são as normas de saúde e segurança ocupacional?

 SSO é a sigla utilizada para Saúde e Segurança Ocupacional, um conjunto de práticas que visa instruir ações que asseguram a saúde e segurança dos trabalhadores em todo o espaço da organização e nas dependências de suas atividades.

Desse modo, ainda que os colaboradores não estejam na sede da empresa, é importante observar se as normas de SSO estão sendo devidamente aplicadas quando os mesmos executam suas atividades laborais em outras locações.

 

Qual a relação da SSO com as Normas Regulamentadoras?

A Saúde e Segurança Ocupacional - SSO, também conhecida como Saúde e Segurança do Trabalho – SST, é amparada pela ISO 45001 e também é tema de variadas Normas Regulamentadoras - NR’s.

As NR’s indicam quais práticas as empresas precisam estabelecer e quais diretrizes devem ser cumpridas para garantir a saúde e segurança do trabalhador.

Cada NR é responsável por orientar os deveres e obrigações dos trabalhadores e das organizações em determinados tipos de atividades.

No Brasil, há 38 Normas Regulamentadoras trabalhistas vigentes, sendo elas sobre trabalho em ambientes fechados, trabalho em altura, prevenção contra incêndio, utilização de produtos tóxicos, entre outros. Um dos temas mais relevantes refere-se às atividades na construção civil e é amparado pela Norma Regulamentadora nº 18.

A NR 18 dispõe sobre condições de segurança dos trabalhadores na construção civil e todas as atividades que se desenvolvem nos canteiros de obras. A NR18 permite saber a partir de quantos metros de altura e números de funcionários deverá ser elaborado um PGR por profissional qualificado, por exemplo.

Essa pequena demonstração de aplicação da NR 18, mostra o quão relevante é para uma organização realizar a gestão de requisitos de seu negócio. No próximo tópico trouxemos algumas desvantagens sobre este assunto.

 

Quais as desvantagens de não ter uma gestão de requisitos para gerenciar SSO da sua organização?

A legislação de SSO no Brasil é extremamente completa! Quando devidamente executada, observando todas as suas diretrizes, as empresas conseguem um resultado satisfatório na prevenção de riscos e acidentes de seus colaboradores. O oposto acontece quando a gestão de saúde e segurança não é colocado em prática!

 

Negligenciar as instruções relativas a saúde e segurança dos trabalhadores pode resultar em:

·       piora da condição de saúde da equipe;

·       desconhecimento dos riscos do ambiente de trabalho;

·       incapacidade de elaborar a prevenção de acidentes, gerar redução das ocorrências e diminuir custos;

·       ambiente de trabalho inseguro e sem o clima organizacional adequado;

·       baixa de produtividade e ausência de planejamento inteligente;

·       reconhecimento negativo no mercado.

 

Os prejuízos financeiros que podem decorrem da falta de gestão de saúde e segurança ocupacional é enorme. Mas a maior consequência é colocar a vida de um funcionário em risco. É importante lembrar que a ISO 45001 existe com a finalidade de instruir que a organização se mantenham segura e os trabalhadores com boa saúde física e mental.

Tornar a SSO um princípio de toda empresa e uma cultura para os funcionários e ambiente corporativo, além de grande necessidade é uma obrigação. Cuidar da saúde e da segurança dos colaboradores da sua empresa faz parte da responsabilidade de todo empregador.

Dessa forma, a SSO bem gerenciada garante a segurança de trabalhadores e pode ser sinônimo de menos prejuízo e mais lucros para sua organização. O reconhecimento por parte da equipe é sempre positivo e a avaliação da empresa no mercado é vista com bons olhos.

 



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quarta-feira, 8 de maio de 2024

 





 

O PAPEL ESTRATÉGICO DA GESTÃO DE SST COM O RH

 

 

RH e SST devem andar juntos para trazer saúde e segurança para os colaboradores. Conheça o SOCRH, que trará a solução para ambas as áreas.

A Gestão de Saúde e Segurança do Trabalho deve andar em conjunto com o Departamento de Recursos Humanos. Isso porque, a área de SST busca promover ambientes de trabalhos seguros e saudáveis e a área de RH desempenha um papel crucial na integração dessas práticas à cultura organizacional de toda a empresa.

Entre os papéis da área de Recursos Humanos da empresa, estão o de redução de custos. Na prática, se um funcionário faltar a um exame ocupacional e o eSocial notar a falta do mesmo, a multa vai diretamente para a empresa, que terá que arcar com todo o prejuízo. Por isso, é tão importante que a área de RH saiba todos os deveres e obrigações perante à legislação trabalhista.

 

Como o RH e SST trabalham juntos?

Cuidar da saúde e segurança do trabalhador deixou de ser apenas um ‘agrado’, e passou a ser necessidade e obrigação da empresa.  Hoje, os colaboradores querem se sentir cuidados em seu trabalho, afinal, todos desejam voltar para a casa ao fim do dia.

 

Veja alguns papéis em que o RH e a área de Saúde e Segurança do Trabalho devem trabalhar juntos:

·       Responsabilidades Compartilhadas: Enquanto o RH lida com questões relacionadas ao recrutamento, seleção, treinamento, desenvolvimento e gestão de pessoal, a área de SST se concentra na identificação, prevenção e mitigação de riscos para a saúde e segurança no local de trabalho. Ambas as áreas têm responsabilidades complementares para garantir o bem-estar dos funcionários;

 

·       Colaboração na Identificação de Riscos: O RH e a SST muitas vezes trabalham juntos na identificação de riscos ocupacionais. O RH pode fornecer informações sobre as atividades e necessidades dos funcionários, enquanto a área de SST traz sua expertise técnica para avaliar e mitigar esses riscos;

 

·       Desenvolvimento de Políticas e Procedimentos: O RH e a SST colaboram na criação e implementação de políticas e procedimentos relacionados à saúde e segurança no trabalho. Isso pode incluir a elaboração de manuais de segurança, procedimentos de evacuação, políticas de uso de Equipamentos de Proteção Individual - EPI’s e muito mais;

 

·       Treinamento e Conscientização: O RH muitas vezes coordena o treinamento para funcionários em colaboração com a SST. Isso pode incluir treinamento em segurança no trabalho, primeiros socorros, uso correto de equipamentos, entre outros;

 

·       Gestão de Incidentes: Quando ocorrem acidentes ou incidentes no local de trabalho, o RH e a SST trabalham juntos para investigar a causa raiz, implementar medidas corretivas e garantir que os funcionários recebam o apoio necessário, seja em termos de cuidados médicos, licenças médicas ou retorno ao trabalho;

 

·       Promoção de uma Cultura de Segurança: Tanto o RH quanto a SST têm um papel importante na promoção de uma cultura de segurança dentro da organização. Isso envolve não apenas a implementação de políticas e procedimentos, mas também a promoção de uma mentalidade onde a segurança é vista como uma responsabilidade de todos os funcionários;

 

·       Comunicação e Treinamento: O RH pode facilitar a comunicação entre os funcionários e a equipe de SST, garantindo que todos entendam os protocolos de segurança, procedimentos de emergência e políticas de saúde. Eles também podem coordenar sessões de treinamento regulares sobre segurança no local de trabalho;

 

·       Recrutamento e Seleção: O RH pode colaborar com a área de SST para integrar critérios de saúde e segurança nas descrições de cargos, recrutamento e seleção de candidatos. Isso pode incluir a avaliação das habilidades necessárias para operar equipamentos com segurança ou a capacidade de seguir protocolos de segurança.

 

RH e CIPA: ações em conjunto

Após falarmos sobre as ações em que o RH e SST trabalham junto, é importante mencionarmos a CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Assédio, estabelecida pela NR-5.

A NR-5 é a Norma Regulamentadora que se refere à Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Assédio - CIPA, estipulando qual deve ser o papel de cada colaborador na empresa com o intuito de contribuir com a formação de um ambiente seguro. Seu principal objetivo é prevenir o acontecimento de acidentes e/ou doenças do trabalho.

A CIPA é composta por representantes do empregador e dos empregados, de acordo com o dimensionamento previsto no Quadro I da NR-5.

Esses profissionais possuem autonomia de trazer propostas e realizar ações para aumentar a segurança no ambiente laboral, a fim de que seja mais saudável e preservando a integridade física e mental de todos os colaboradores. Assim, há uma harmonia entre trabalho, saúde e vida do profissional.

E com isso, o Setor de Recursos Humanos tem um papel muito importante, isso porque ele pode contribuir fornecendo suporte na organização das eleições e orientando sobre os procedimentos exigidos pela legislação.

Ambos podem trabalhar em campanhas para trazer o melhor de saúde e segurança para os colaboradores, assim devem ser aliados.

 

“A área de Desenvolvimento Humano Organizacional que atua em conjunto com a Saúde e Segurança do colaborador é capaz de promover diversos benefícios para os colaboradores e a organização como um todo. Isso porque a área de DHO possui o olhar analítico da saúde e risco dos colaboradores em determinadas áreas e com isso, o direcionamento das ações de prevenção e intervenção se tornam mais assertivas.

Além disso, com essas duas áreas atuando juntas, o ambiente de trabalho se torna mais saudável para todos os colaboradores, fomentando e solidificando a cultura organizacional”.

 

Conheça o SOCRH: o portal que une o RH à Gestão de SST

Vimos nesse conteúdo a importância de o RH estar alinhado com a Gestão de SST, afinal, ambos desempenham papéis importantes para o bem-estar dos colaboradores. O SOCRH veio para promover transparência e trazer benefícios, tanto para o RH, quanto para o prestador de serviços.

 

Prestador de Serviços

Para o prestador de serviços, o SOCRH veio para trazer novas oportunidades:

·       Estreitar o relacionamento entre prestador e cliente, levando transparência nos serviços;

·       É uma solução intuitiva para o uso dos seus clientes;

·       Sem administração de senhas;

·       As responsabilidades serão divididas com a empresa;

·       Redução do ‘no show’, o não comparecimento após o agendamento de exames;

·       Automatização de processos entre prestador e RH;

·       Maiores oportunidades de negócios.

 

Ao liberar o SOCRH para seu cliente, você otimiza processos, deixando que o RH que contratou seus serviços tenha acesso ao que deseja acompanhar.

 

RH

Para o RH, o SOCRH veio para trazer uma visão diferenciada dos processos de SST:

·       Tenha transparência ao visualizar as informações relacionadas à prestação de serviço a sua empresa;

·       Faça o gerenciamento das obrigações da sua empresa ao seu governo, evitando autuações por falta de envio dos eventos ao eSocial;

·       Fácil acesso a estrutura organizacional para atualização sempre que necessário;

·       Evite atrasos nos agendamentos de exames por falta de controle e visibilidade dos prazos de convocação.

 

 

 

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COMO ESCOLHER O ABSORVENTE INDUSTRIAL IDEAL?

 

Planejamento é uma das palavras-chaves mais usadas no âmbito profissional em todos os setores da economia. E isso se torna ainda mais importante caso a empresa desenvolva atividades nas quais precisa lidar com material de risco, pois ela deve estar preparada para lidar com possíveis eventualidades e situações de emergência.

Dentro desse contexto, uma das ocorrências mais significativas e preocupantes é de derramamento ou vazamento. Trata-se de situações que precisam de pronta-resposta para a devida contenção e limpeza. Estar de prontidão para atender essas ocorrências é fundamental para evitar prejuízos ao patrimônio, ao meio ambiente e também a colaboradores e terceiros.

 



Ações corretivas em caso de vazamentos ou derramamentos

A primeira indicação em caso de manipulação de produtos é sempre obedecer às instruções dos fabricantes escritas nos rótulos ou nas fichas de informação de segurança do produto (FISPIQ). Essas são chamadas as ações preventivas, porém acidentes acontecem de modo que será preciso utilizar ações corretivas. Ou seja, aquelas que devem ser tomadas após a situação de vazamento ou derramamento.

Em primeiro lugar é preciso providenciar imediatamente a contenção do produto vazado ou derramado além da devida comunicação aos superiores. É nesse ponto que começa a utilização dos absorventes específicos para a situação, de acordo com o produto e com a área de ocorrência.

Os absorventes a serem utilizados são os industriais, desenvolvidos especialmente para a contenção e limpeza de fluidos, líquidos e outras substâncias nocivas. Estes produtos estão disponíveis em três categorias:

Absorventes para óleo: Utilizado na contenção de solventes a base de óleo, tintas, óleos vegetais, produtos químicos não solúveis em água e substância não corrosivas.

 

  

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Absorventes universais: Conforme implícito no próprio nome é utilizado para contenção e limpeza de solventes, óleos e fluídos à base de água. Bastante utilizado em ambientes industriais, em especial as de trânsito intenso e sob conexões e tubos.

 



Absorventes para produtos químicos: Estes são utilizados para contenção e limpeza de produtos químicos corrosivos (ácidos e bases, por exemplo) por não serem reagentes. A posse deste tipo de absorvente é fundamental em hospitais, laboratórios e indústrias farmacêuticas.

 

Esses absorventes podem ser encontrados em diferentes formatos – almofadas, mantas, tapetes, barreiras e flocos – a serem utilizadas de acordo com o local que precisa da intervenção.

Também é possível encontrar kits prontos, contendo vários formatos em um único local, unindo tudo que é necessário para a contenção do material.

Lembre-se de obedecer também às instruções presentes na embalagem dos absorventes, para evitar o desperdício do produto e fazer sua melhor utilização.

 

 



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terça-feira, 7 de maio de 2024

 





 

08 DICAS DE SEGURANÇA NOS TRABALHOS EM ALTURAS

 

Independente se você executa trabalhos em alturas todos os dias ou apenas de vez em quando, a importância que você dá para a segurança durante esses momentos é extremamente importante, pois a sua saúde, integridade física e até mesmo sua vida dependem disso.

Basta apenas um erro para transformar uma tarefa de rotina em um ferimento grave ou até mesmo fatal.

Você deve estar preparado para se proteger e proteger seus funcionários todas as vezes que eles forem executar trabalhos em alturas e que possam ficar expostos a risco de queda.

Continue lendo esse artigo e conheça 08 dicas de segurança para aplicar nos trabalhos em alturas.

 

O que é trabalhos em alturas?

 



Trabalhos em alturas podem ser qualquer trabalho em que uma pessoa possa cair e se ferir.

Os trabalhos em altura são regulamentados pela NR-35, a qual estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção para esse tipo de atividade, envolvendo planejamento, organização e execução, garantindo a segurança e a saúde dos trabalhadores.

A NR-35 considera trabalhos em alturas todas as atividades executadas acima de 2 metros do nível inferior, onde haja risco de queda do trabalhador.

Abaixo estão as dicas de segurança nos trabalhos em altura, conforme mencionado no título do artigo.

 

1ª Dica – instale guarda corpo

 



O guarda corpo é uma forma de proteção passiva, que além de sua instalação ser obrigatória é uma maneira fácil e recomendada de manter seus trabalhadores seguros e, ao mesmo tempo, cumprir a conformidade.

 

2ª Dica – selecione o EPI adequado

Se você for usar sistemas pessoais de detenção de quedas, é necessário garantir que está escolhendo o equipamento de proteção individual – EPI adequado.

Há muitos cintos de segurança que atendem as necessidades e garantem a segurança do trabalhador, apesar de terem custo diferenciado.

No entanto, esse diferencial de preço pode render algo a mais.

Claro, às vezes é apenas um nome, mas outras vezes é a funcionalidade que você está ganhando ou sacrificando, como anéis em D extras, material à prova de fogo ou design à prova de arco voltaico.

Às vezes, um equipamento mais caro custa mais simplesmente porque foi feito para ser mais confortável.

Faça sua pesquisa e determine o que você realmente precisa.

O conforto é importante, mas a principal preocupação deve ser a capacidade de ajuste do equipamento de proteção individual ao usuário de forma adequada, garantindo que funcione conforme projetado.

Os cintos de segurança têm tamanho, portanto, escolha o tamanho do cinto de acordo com a estrutura corporal do trabalhador que irá fazer uso do equipamento.

Os talabartes também precisam ser selecionados corretamente. Dependendo da altura em que você está trabalhando, um talabarte com absorvedor de energia pode não proteger o trabalhador.

Em vez disso, pode ser necessário um talabarte retrátil.

Cada situação é diferente, por isso você precisa avaliar suas condições de trabalho e a tarefa a ser realizada para dar aos seus funcionários algo que realmente os proteja.

 

3ª Dica –  inspecione seu EPI

 



Ter equipamentos de segurança adequados para garantir um ambiente de trabalho protegido ou a execução de atividade segura é importante e necessário, mas a inspeção desses equipamentos tem papel importante na prevenção dos acidentes do trabalho.

Os EPI devem ser inspecionados pelo usuário antes do uso.

É importante que qualquer pessoa que possa estar usando os dispositivos entenda o que está procurando, o que é aceitável ou não e as etapas a serem seguidas, caso haja um problema.

Uma verificação prévia ao uso não precisa levar muito tempo, mas precisa ser completa.

Essa etapa pode ser a diferença entre a vida e a morte.

 

Devem ser inspecionados detalhes como:

·      Presença de cortes ou desgastes nas fitas;

·      Inspecione as fitas e cordas nos pontos de conexão com os conectores;

·      Verifique se os conectores estão em bom estado;

·      Verifique as costuras de segurança cuidadosamente;

·      Nos talabartes de posicionamento, inspecione as proteções de fita tubular ou emborrachada se protegem o talabarte na área de atrito;

·      Inspecione e teste a funcionalidade do trava queda;

·      Observe se há presença de fissuras nos componentes metálicos;

·      Fique atento quanto à deformações e presença de corrosão nos componentes metálicos, etc.

·      Há dois tipos de corrosão:

·      Branca e;

·      Vermelha.

 

A corrosão branca é a primeira que aparece, é superficial e não compromete a função do equipamento, porém, ela é uma alerta para melhorar os cuidados na manutenção do equipamento.

A corrosão vermelha sinaliza deterioração da estrutura do metal, e com o tempo, ocasiona a diminuição da resistência do equipamento e a contaminação das fitas em contato com a peça.

Devemos ter em mente que a corrosão parte de um ponto específico e acaba se alastrando para a peça inteira.

 

4ª Certifique-se de compreender a distância da queda

 



Essa distância é chamada de ZLQ – Zona Livre de Queda.

Você pode usar todos os equipamentos de proteção contra quedas do mundo, mas se ele não engatar/travar antes de você atingir algo, não faz sentido.

Isso significa dizer que o sistema contra queda não deve ser igual ou maior que a distância da queda.

É necessário calcular o cumprimento do talabarte, tamanho do absorvedor de energia aberto, a altura do ponto de ancoragem até a ponta do pé do trabalhador, e mais um metro de segurança.

O resultado desse cálculo não pode ser o mesmo ou maior que a distância da queda.

Por exemplo, se você está trabalhando à 5 metros de altura, o sistema aberto deve ter no máximo 4 metros, mantendo um metro como margem de segurança.

 

5ª Dica – selecione pontos de ancoragem seguro

A essa altura você deve estar percebendo que há muitos fatores envolvidos quando se trata de segurança contra quedas, certo?



Mas, a verdade é que de nada adianta usar um cinto, talabarte, travaquedas ou outro dispositivo de prevenção ou proteção contra quedas de boa qualidade e em boas condições de uso, se o ponto de ancoragem não aguenta a carga, a qual será submetido em caso de queda do trabalhador.

O que constitui um ponto de ancoragem aceitável?

Pode ter certeza de que não é um tubo de PVC ou uma peça decorativa de aço no telhado.

Um ponto de ancoragem só é aceitável se for projetado e aprovado, conforme regulamenta a NR 35, no Anexo II – Sistemas de Ancoragem.

O sistema de ancoragem permanente deve possuir projeto e a instalação deve estar sob responsabilidade de profissional legalmente habilitado.

 

6ª Dica – escolha o equipamento adequado para executar trabalhos em alturas

 



Em algumas situações, um andaime será sua melhor solução para trabalhar em altura.

Isso pode ser para pintar uma casa, lavar janelas, fachadas, etc.

Em caso afirmativo, você provavelmente poderá equipar o andaime com corrimão, facilitando muito a proteção contra quedas.

Outras vezes, os andaimes serão inviáveis ​​e você terá que usar uma plataforma.

Mesmo que esteja executando trabalho em altura em uma plataforma, você precisará fazer uso do cinto de segurança com talabarte ou trava quedas.

O uso de plataforma para trabalhos em altura exige que o trabalhador tem participado de curso de capacitação operacional do equipamento.

Outras vezes, você usará uma escada e, nesse ponto, os requisitos para proteção contra quedas se tornarão mais complicados.

Falaremos sobre escadas na próxima dica.

 

7ª Dica – use escadas corretamente

 



Não presuma que, por ter uma escada em casa, você sabe o que está fazendo.

As escadas estão na origem de muitos acidentes de trabalho simplesmente porque consideramos seu uso algo natural.

As escadas são familiares. Você as usa para pendurar suas luzes de Natal, pintar a sala de estar, mudar aquela lâmpada chata de difícil alcance e limpar suas calhas.

Nós as usamos com tanta frequência que achamos que sabemos o que estamos fazendo porque nunca nos machucamos antes, certo?

Antes de usar uma escada, considere se ela é ou não a melhor solução para a tarefa.

Em seguida, certifique-se de que seus funcionários sejam treinados para usar adequadamente uma escada.

Para uso seguro da escada, recomenda-se que a mesma seja posicionada em um ângulo entre 68º e 75º com o solo.

As extremidades da escada devem estar bem apoiadas e fixadas durante a execução da tarefa.

A extremidade superior da escada deve ficar aproximadamente um metro acima do ponto onde você quer chegar.

Assim como todo equipamento, as escadas também devem ser inspecionadas antes do uso.

 

8ª Dica – proporcione treinamentos de capacitação

 



Se você deseja que seus funcionários trabalhem em altura com segurança, eles devem ser devidamente treinados quanto aos riscos, acidentes típicos, uso de equipamentos, medidas preventivas, etc.

O treinamento não é apenas exigido por lei, mas também há muito espaço para erros e confusão quando se trata de uma pessoa que tenta se proteger em altura sem o conhecimento adequado.

As quedas são as principais causas de morte na construção, ano após ano.

Mas, não é apenas na construção. Muitas pessoas em vários outros setores também morrem de acidentes provocados por quedas.

Dê aos seus funcionários o conhecimento de que precisam para se manterem seguros.

Trabalhar com segurança em altura requer treinamento adequado, foco e as precauções de segurança corretas a serem tomadas.

Tomar atalhos e tornar-se complacente pode causar ferimentos graves ou acidentes fatais.

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