segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

 




 

O QUE É E COMO FAZER A “DECLARAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE RISCOS”?

 


 

Existem diversas situações em que as atividades desenvolvidas por Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP), não oferecem quaisquer tipos de riscos aos seus funcionários durante a jornada de trabalho. Nesse caso, um documento chamado Declaração de Inexistência de Riscos (DIR), precisa ser elaborado com a finalidade de comprovar que a exposição a agentes químicos, físicos e biológicos, que podem provocar acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais não existe em suas instalações.

Por se tratar de uma declaração obrigatória para as organizações que se enquadram nesse quesito, e que precisa ser enviada à Previdência Social pelo empregador, elaboramos este artigo para esclarecer as principais dúvidas sobre o assunto. Confira!

 

Qual a importância da Declaração de Inexistência de Riscos?

Esse documento deve ser emitido pela empresa depois da execução da Avaliação de Riscos, referente a uma prática obrigatória e tem como objetivo identificar, mensurar e gerenciar os riscos existentes no ambiente laboral.

É feita por um profissional que trabalhe na segurança do trabalho e precisa ser reavaliada e atualizada de forma periódica para assegurar que riscos não foram encontrados ou inseridos após a última análise. A declaração se aplica a Microempresas (ME), Microempresas Individuai (MEI) e Empresas de Pequeno Porte (EPP), que têm como classe os graus de risco 1 e 2, ou seja, muito baixo e baixo.

O intuito é certificar aos órgãos reguladores a inexistência de riscos biológicos, físicos e químicos no local onde as atividades são exercidas, seja devido a natureza do serviço prestado ou pelo fato das ações de prevenção e controle do risco foram aplicadas de maneira eficiente na organização, de forma a evitar doenças, acidentes e demais danos à segurança, saúde e bem-estar dos funcionários.

 

Como elaborar a Declaração de Inexistência de Riscos?

Para elaborar a Declaração de Inexistência de Riscos, é importante tomar alguns cuidados.

 

Esteja atento sobre a obrigatoriedade de elaborar a DIR

O Microempreendedor Individual (MEI) fica dispensado automaticamente de criar o Programa de Gerenciamento de Risco (PGR), conforme o item 18.1 da NR-01.

Em regra, ficam obrigadas a emitir a DIR as Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP), que apresentam graus de riscos 1 e 2, em que os colaboradores não se encontram expostos a agentes biológicos, químicos e físicos e que não precisam desenvolver o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT).

 

Utilize o sistema do Governo Federal

A empresa que se enquadrar nos requisitos mencionados pode fazer o login por meio do site do Governo Federal, para emitir o documento. Depois de realizar o login, basta clicar no campo “Emitir Declaração de Inexistência de Riscos” e seguir as orientações.

Depois de criada e finalizada, a DIR fica arquivada no banco de dados do Governo Federal e é emitido um recibo, que deve ser guardado como comprovação que a declaração foi realizada. Dessa forma, em casos de fiscalização, o recibo deve ser apresentado ao auditor como meio comprobatório.

Conseguiu entender a importância da Declaração de Inexistência de Riscos sua importância e como elaborá-la? É fundamental estar atento a todos os aspectos que envolvem sua emissão e, assim, evitar erros que podem não apenas comprometer a saúde e segurança dos colaboradores, mas, também, causar penalidades em caso de fiscalizações.

 

 

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sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

 





 

O QUE É E COMO FAZER UMA PERMISSÃO DE TRABALHO? SAIBA!

 



Diversas são as medidas preventivas aplicadas em prol da segurança do trabalho e proteção da saúde dos colaboradores de uma empresa. Entre elas, está a elaboração da Permissão de Trabalho, que é um documento presente nas mais variadas Normas Regulamentadoras, e que tem como finalidade garantir a realização das tarefas de alto risco de maneira segura.

Mas, você sabe qual a importância da permissão de trabalho, como elaborá-la e quem são os responsáveis por emiti-la? Então, leia este artigo para descobrir!

 

O que é Permissão de Trabalho?

A Permissão de Trabalho (PT) é um documento que possibilita o trabalho em ambientes de risco por um tempo determinado. Dessa forma, a empresa garante que apenas os funcionários necessários para a execução do serviço possam ter acesso à área de risco. Essa medida evita o acesso de terceiros não autorizados, o que reduz o risco de acidentes ou doenças pela exposição aos agentes causadores de risco no ambiente laboral controlado.

 

Como fazer uma Permissão de Trabalho?

A Permissão de Trabalho serve para direcionar a realização de atividades de alto risco e apresenta informações conforme as etapas do serviço a ser feito pelo colaborador. A seguir, veja o passo a passo de como elaborá-la.

 

Antes de começar a atividades

·       Visite o local de trabalho e averigue os aspectos que representam perigo para a execução do serviço e para a saúde do trabalhador;

·       faça a análise de risco ainda no ambiente laboral com o auxílio da equipe envolvida na atividade para entender todos os pontos relevantes. Todas as fases do serviço serão apontadas de maneira objetiva com a aferição dos perigos e medidas preventivas que devem ser tomadas;

·       colha a assinatura dos integrantes do time e líderes no verso do formulário;

·       elabore a Permissão de Trabalho em conformidade com o serviço que será desenvolvido.

 

No decorrer da atividade

·       O funcionário precisa assegurar que a área onde o trabalho será executado esteja isolada e sinalizada;

·       é preciso respeitar todas as regras definidas na Permissão de Trabalho e qualquer alteração precisa ser imediatamente informada para o responsável pela elaboração do documento;

·       a Permissão de Trabalho precisa ficar em local visível para o líder;

·       os procedimentos devem ser lidos em voz alta e a assinatura dos participantes precisam ser colhidas;

·       caso algo dê errado, é necessário que toda a equipe seja informada sobre o problema e medidas preventivas precisam ser tomadas para impedir que a falha ocorra novamente.

 

Após a atividade

·       É preciso realizar uma inspeção-geral, retirando tudo que possa ter restado do serviço, como materiais inflamáveis, lixo, ferramentas, entre outros;

·       o responsável pela atividade precisa devolver o formulário para envio ao setor que cuida da segurança do trabalho.

 

Quem pode emitir a Permissão de Trabalho

Os responsáveis pela emissão da Permissão de Trabalho são os Técnicos ou Engenheiros de Segurança do SESMT, bem como bombeiros da empresa. O requisitante é o responsável por monitorar e supervisionar de maneira contínua o serviço durante a sua realização e, caso mudanças aconteçam, a atividade precisa ser suspensa e o responsável por emitir o documento deve ser imediatamente informado.

Como pode perceber, a Permissão de Trabalho é importante não somente para permitir que um trabalhador realize um serviço específico por tempo determinado, mas, também, é uma medida preventiva que vai contribuir para a manutenção da segurança e saúde dos colaboradores da empresa.

 

 

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CONHEÇA AS PRINCIPAIS MULTAS DO ESOCIAL E SAIBA COMO EVITÁ-LAS!

 



Com o eSocial, as empresas podem cumprir suas obrigações de Saúde e Segurança no Trabalho com muito mais facilidade e praticidade. Isso ajuda a proteger os direitos do trabalhador e a manter a empresa dentro dos parâmetros da lei. Porém, ainda há casos em que uma empresa comete certos erros e pode ter que arcar com algumas multas relativas ao eSocial.

Algumas das principais obrigações envolvidas são os Eventos de Saúde e Segurança no Trabalho, que devem sempre ser enviados sem falta e dentro do prazo estipulado. Qualquer atraso ou inconsistência nas informações pode implicar em altas cobranças.

Para ajudar a evitar isso, vamos falar um pouco sobre as principais multas do eSocial e como você pode evitá-las.

 

Quais são as principais multas do eSocial?

As obrigações do eSocial são bem amplas, cada uma com um valor de multa diferente. Veja aqui as principais associadas à Saúde e Segurança no Trabalho.

 

Falta de exames médicos

O evento S-2220 diz respeito ao monitoramento da saúde do trabalhador e à emissão do Atestado de Saúde Ocupacional - ASO. Caso o atestado não seja transmitido corretamente ou algum exame esteja pendente, a empresa pode receber uma multa que varia de R$ 452,53 a R$ 4.025,33 por trabalhador.

 

Não enviar o comunicado de acidente de trabalho - CAT

Sempre que um trabalhador sofre algum acidente em serviço, a empresa deve comunicar à Previdência Social por meio do eSocial, constando no evento S-2210. O prazo é de até 1 dia útil após o acidente, ou imediato, no caso de óbito. Caso ele não seja enviado, a multa varia entre o limite mínimo e máximo do salário do trabalhador, sendo dobrado em caso de reincidência.

 

Não comunicar agentes nocivos no ambiente de trabalho

Já o evento S-2240 envolve a notificação da Previdência e dos trabalhadores sobre as condições de trabalho e agentes nocivos. Também inclui a aquisição do equipamento de proteção exigido, envio do Laudo Técnico e do Perfil Profissiográfico Previdenciário. O atraso no envio do laudo pode levar a uma multa entre R$ 2.331,32 e R$ 233.130,50, enquanto a falta do PPP varia entre R$ 636,17 a R$ 63.617,35.

 

Como evitar as multas do eSocial?

Considerando os valores citados, é fundamental evitar que a sua empresa receba essas multas do eSocial. Veja aqui algumas ações para ajudar e se proteger.

 

Acompanhe sempre o calendário

Muitas vezes, o negócio recebe uma multa devido a um atraso no envio dos documentos. A melhor forma de evitar isso é prestar atenção no calendário de envio e se planejar para cumprir estes prazos.

 

Invista na prevenção de acidentes

Para cada acidente dentro da empresa, há um risco de multa. Seja por condições de trabalho abaixo dos níveis estipulados ou por atrasos no envio do Comunicado de Acidente de Trabalho. Investir em prevenção reduz o risco de multas e também melhora a produtividade da empresa.

 

Fique de olho nas atualizações

Com o tempo, as normas sobre Saúde e Segurança no Trabalho são modificadas e atualizadas. Sendo assim, você também precisa acompanhar essas mudanças e implementá-las no negócio para evitar multas.

Com algumas boas práticas, você já reduz bastante a probabilidade de multas do eSocial na sua empresa. E, ao seguir essas normas, também contribui para melhores condições de trabalho para toda a equipe.

 

 

 

 

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quinta-feira, 30 de novembro de 2023

 




 

O QUE É QUASE ACIDENTE E QUAL A IMPORTÂNCIA DE REPORTÁ-LO?

 

 

Diversas medidas devem ser implementadas como forma de proporcionar um ambiente laboral seguro para os colaboradores, prezando a saúde e o bem-estar da equipe. Entre elas, podemos citar os atos de identificar e tomar medidas preventivas contra o risco de quase acidente, que se trata de situações de insegurança e perigo que, se não interrompidas, podem causar acidentes de trabalho no futuro.

Por ser um assunto extremamente importante para qualquer empresa, elaboramos este artigo para esclarecer as principais dúvidas. Confira!

 

O que é um quase acidente? Qual a diferença entre ele, o incidente e o acidente?

O quase acidente é um fato que poderia ter se tornado um acidente de trabalho, mas que por algum motivo acabou não o sendo. Ou seja, nenhum colaborador foi ferido. Por exemplo, uma mancha de óleo no chão que o funcionário não vê e quase escorrega, uma ferramenta que cai bem perto do profissional enquanto ele passa pelo setor, entre outros.

São situações que poderiam ter provocado um acidente grave, caso o trabalhador escorregasse no óleo ou a ferramenta atingisse alguma região do seu corpo.

Por outro lado, o incidente é um evento inesperado, que tem potencial de gerar um acidente. Por exemplo, existem várias caixas empilhadas no local de trabalho. Elas caem, mas no momento da ocorrência, o funcionário não estava lá. Nenhum dano foi causado, já que ele não se encontrava presente no local.

Já o acidente é a situação inesperada e indesejável que acontece de forma não intencional e que provoca danos pessoais e/ou materiais.

 

Qual a importância de identificar e reportar o quase acidente?

No ambiente de trabalho, o quase acidente deve ser visto como um alerta, tendo em vista que pode ocasionar um acidente, de fato, no futuro. Apesar de ser um imprevisto, leva à necessidade de análise dos fatores de risco, registro de ocorrência e promoção de práticas preventivas.

Afinal, evitar os acidentes é uma forma de prezar a segurança, a saúde e o bem-estar da equipe, além de evitar problemas como a propagação de uma imagem negativa da empresa, ações trabalhistas etc.

 

Como agir na ocorrência de um quase acidente?

Existem algumas medidas que precisam ser aplicadas quando um quase acidente ocorre. Confira quais são!

 

Registro do quase acidente

O registro do quase acidente é uma prática relevante para a prevenção de eventos graves, ou até mesmo fatais, mesmo que sejam menos frequentes.

Esse processo pode ser realizado de várias maneiras, por exemplo, no decorrer dos Diálogos Diários de Segurança - DDS ou por meio de programas eficientes dos quais participem todos os colaboradores da empresa, com um sistema de relatos anônimos, a fim de que todos fiquem à vontade para apontar os fatos que poderiam ter resultado em um acidente.

 

Identificação do agente causador

Ao investigar os eventos, é possível verificar o que levou ao quase acidente e aplicar procedimentos de segurança capazes de evitar a ocorrência de acidentes. Nesse caso, é possível utilizar os checklists das auditorias de segurança e averiguar se a situação apontada foi decorrente de alguma não conformidade.

 

Treinamento da equipe

Entre as atitudes preventivas que podem ser tomadas, temos a implementação do treinamento adequado aos funcionários e a promoção de palestras para mostrar a importância de executar as funções em conformidade com as normas de segurança e de usar Equipamentos de Proteção Individual - EPI’s.

Além disso, é preciso realizar análises periódicas das condições do local de trabalho, bem como implementar outras ações que possam evitar o quase acidente.

 

Aplicação de ações corretivas

A elaboração de um cronograma de aplicação de medidas corretivas também deve ser feita. Sua finalidade é corrigir as condições que ocasionaram o quase acidente e, assim, evitar consequências mais graves.

Como você pode perceber, o quase acidente serve de alerta sobre eventuais eventos mais graves que podem ocorrer dentro do ambiente laboral. Sendo assim, não há dúvidas de que é um fato que precisa ser considerado, identificado e analisado, para que as ações preventivas e corretivas adequadas sejam implementadas, com foco na segurança e na saúde da equipe.

 

 

 

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O QUE É ATO INSEGURO E CONDIÇÃO INSEGURA NO AMBIENTE DE TRABALHO?

 



Não há dúvidas quanto à responsabilidade das empresas em prezar pela segurança e integridade física dos seus colaboradores. Sendo assim, é necessário entender os principais agentes causadores de acidentes e doenças do trabalho e, assim, implementar as estratégias adequadas para mitigá-los. Entre os mais comuns, está o ato inseguro e a condição insegura.

Mas você sabe o que significam esses conceitos e quais são suas principais diferenças?

 

O que são e quais as diferenças entre ato inseguro e condição insegura?

Entender o que significa cada um e em quais aspectos se diferenciam é importante para ajudar na identificação dos principais riscos e adotar práticas eficientes para, se não os eliminar, reduzi-los ao mínimo possível.

 

Atos inseguros

São condutas nas quais os colaboradores se expõem aos riscos de acidentes de trabalho. Correspondem ao desrespeito a um procedimento ou ordem, sendo responsáveis por muitos dos acidentes laborais. Por exemplo:

·       não utilizar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s);

·       usar ferramentas de forma improvisada;

·       deixar de ter atenção ao executar as atividades;

·       limpar as máquinas enquanto estão ligadas ou em movimento;

·       consumir entorpecentes durante a jornada de trabalho;

·       desenvolver as funções em ritmo intenso;

·       manusear equipamentos quando o funcionário não está habilitado a utilizá-los, para citar alguns.

 

Condições inseguras

Diz respeito às falhas no ambiente de trabalho que geram impactos na segurança, podendo ocasionar um acidente. É necessário ter cuidado para não confundir com os riscos ocupacionais que abrangem certas atividades, por exemplo, eletricidade. No caso, a condição insegura acontece quando não há ou ocorre uma inadequação das normas e equipamentos, por exemplo:

·       ausência de dispositivos ou regras de segurança;

·       falhas nas estruturas físicas da organização;

·       baixa iluminação;

·       processo de manutenção das máquinas e equipamentos inadequado;

·       máquinas defeituosas;

·       excesso de ruído, entre outros.

 

Como proporcionar um ambiente de trabalho adequado para os colaboradores?

Algumas medidas devem ser implementadas para que os trabalhadores possam executar suas tarefas em um ambiente seguro.

 

Realizar um diagnóstico de riscos

Nesse caso, é necessário verificar:

·       a forma como o trabalho é organizado;

·       as condições do ambiente;

·       os agentes físicos, biológicos, químicos e ergonômicos presentes no ambiente de trabalho;

·       os equipamentos utilizados para o desenvolvimento das tarefas, entre outros.

 

O objetivo é identificar as condições que favorecem a ocorrência de acidentes, fazer o monitoramento delas e implementar ações para endereçá-las e diminuir os riscos associados.

 

Promover o uso de EPI’s

A empresa tem o dever de fornecer os EPI’s ao trabalhador em perfeitas condições de uso, de acordo com o risco de sua atividade laboral. Ao mesmo tempo, deve mostrar ao colaborador que ele tem a responsabilidade de utilizá-los, de acordo com o especificado na NR 6, que versa sobre o assunto.

 

Criar uma CIPA

A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes tem o intuito de informar e conscientizar os trabalhadores sobre as Normas Regulamentadoras de segurança e saúde no ambiente de trabalho, bem como estudar o local e identificar eventuais riscos e promover ações preventivas.

 

Investir em treinamentos

Os funcionários devem ser capacitados para exercerem suas atividades adequadamente, principalmente aquelas que envolvem grandes riscos. Além disso, precisam aprender sobre a importância de usar os EPI’s de forma correta e saber como agir em casos de acidentes.

Agora que você já sabe o que são o ato inseguro e a condição insegura e quais consequências podem causar, é fundamental adotar as práticas adequadas e, assim, evitar os riscos de acidentes que podem afetar a saúde dos colaboradores, além do funcionamento adequado das operações. Para isso, você pode contar com uma ajuda especializada.

 

 

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quarta-feira, 29 de novembro de 2023

 




 

ENTENDA O QUE É A EXPOSIÇÃO A AGENTES NOCIVOS

 


 

Todo trabalhador é exposto a determinados riscos ocupacionais. Porém, existem aquelas atividades que envolvem um grau muito maior de exposição a agentes nocivos e que podem colocar em risco a saúde física do profissional.

A empresa é responsável por identificar e reconhecer esses agentes nocivos, mantê-los dentro dos limites estabelecidos por lei e garantir o fornecimento dos benefícios associados, aos mesmos. A aposentadoria especial, por exemplo, é um desses benefícios. Para isso, é necessário conhecer os processos ligados a essas ações e agir conforme as normas vigentes sobre o tema.

Para ajudar com isso, vamos falar mais sobre a exposição permanente a agentes nocivos e como lidar com esses casos em sua empresa.

 

Qual é o conceito de permanência nesse contexto?

Diante do artigo 65 do Decreto 3.048/99, “permanência” diz respeito ao trabalho realizado regularmente, aquele que não é ocasional nem intermitente. Diante disso, se a exposição a agentes nocivos é algo intrínseco e indissociável da prestação do serviço, então ela é considerada permanente.

O contato, em si, não precisa ser constante, apenas recorrente. É praticamente impossível eliminar por completo a presença de agentes nocivos no ambiente de trabalho, mas esses devem ser mantidos dentro de uma faixa aceitável. Também há limites impostos pelas Normas Regulamentadoras.

 

Quais são os agentes nocivos previstos na legislação?

A legislação também estabelece quais agentes nocivos são levados em conta para permitir a aposentadoria especial pelo INSS. Esses são divididos em três categorias.

 

Agentes químicos

Produtos que provocam corrosão ou intoxicação, como:

·       arsênio e seus compostos;

·       benzeno;

·       carvão mineral;

·       chumbo, entre outros.

 

Agentes biológicos

Componentes orgânicos e materiais biológicos que podem levar ao desenvolvimento de doenças, como os usados nas tarefas abaixo:

·       coleta e industrialização de lixo;

·       estabelecimentos de saúde em que há contato com pacientes com doenças infectocontagiosas ou há o manuseio de materiais contaminados;

·       laboratórios de autópsia;

·       trabalho com animais infectados, etc.

 

Agentes físicos

Condições do ambiente de trabalho que podem prejudicar o corpo, como:

·       frio extremo;

·       pressões anormais;

·       radiações;

·       ruído;

·       temperaturas extremas;

·       umidade;

·       vibrações, para citar alguns.

 

O que é e como funciona a aposentadoria especial?

Como o nome diz, a aposentadoria especial é um regime que permite a uma pessoa receber o benefício integral do INSS com um tempo de contribuição diferente e menor. A exposição a agentes nocivos de forma permanente no trabalho é um dos fatores mais comuns para caracterizar esse direito.

Com a reforma trabalhista, o tempo mínimo de contribuição varia de 15 a 25 anos, de acordo com a área específica de atuação. A aposentadoria será de 60% da média salarial, com adicional de 2% por ano trabalhado além desse prazo. Também há uma idade mínima para a aposentadoria, de 55, 58 ou 60 anos, de acordo com o nível de risco apresentado.

As normas sobre exposição a agentes nocivos também podem variar para quem já seguia a antiga lei trabalhista ou levando em conta outros fatores. Por isso, o ideal é contar com ajuda especializada para avaliar as condições da empresa se há contato com substâncias perigosas, por exemplo e determinar em qual desses regimes cada função se encaixa.

 

 

 

 

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COMO LIDAR COM OS CENÁRIOS DE EMERGÊNCIA NA EMPRESA?

 


 

Por mais que você invista em minimização e neutralização dos riscos do trabalho na sua empresa, algumas situações adversas podem acontecer. Acidentes de trabalho, mal súbito, incêndios e outras situações semelhantes podem gerar uma série de transtornos para a sua organização e colaboradores, sendo essencial se preparar para evitar consequências mais graves caso algumas delas se concretizem.

É aí é que entra a necessidade de ter um plano para lidar com cenários de emergência dentro da empresa. É necessário preparar os colaboradores e criar protocolos para os mais diversos cenários que podem se concretizar na organização e, assim, garantir que o time estará capacitado para manejar a situação adversa, caso ela ocorra.

Quer saber como fazer isso? Então continue a leitura e descubra agora mesmo!

 

Identifique os riscos e possíveis situações adversas

Para entender a melhor forma de lidar com situações de emergência na empresa, é essencial que você saiba quais são os cenários adversos que podem se concretizar. Afinal, é a partir desse diagnóstico que você será capaz de identificar quais são as ações necessárias para preparar a organização e a equipe.

Para isso, você pode consultar o mapa de riscos, assim como o PGR - Planejamento de Gestão de Riscos. Também é necessário pensar sobre as situações adversas que não podem ser totalmente evitadas, como incêndios, alagamentos e outras.

 

Capacite os colaboradores

Uma outra ação importante para lidar com emergências dentro da empresa é investir na capacitação do time. Afinal, mesmo que o colaborador não tenha formação na área de saúde, o conhecimento sobre práticas de primeiros socorros pode ser uma forma de salvar a vida do colega.

Portanto, invista em cursos e treinamentos para a equipe. Você pode, por exemplo, capacitá-los em relação à primeiros socorros ou em como agir em situações específicas de emergência. Também é importante prepará-los para a fuga da empresa no caso de acidentes ou problemas e outras adversidades dentro da organização.

 

Revise e estude o plano de contingência

Uma ferramenta que pode ser uma grande aliada na hora de lidar com situações adversas é o plano de contingência. Afinal, ele é o documento no qual são especificadas as principais ações em caso de diversos tipos de questões, incluindo ações para emergências.

Portanto, aproveite para revisar e estudar o plano de contingência de sua empresa. Caso ainda não tenha elaborado esse documento, invista nesse processo de forma a criar um plano de excelência para a organização.

 

Fique atento às Normas Regulamentadoras

As Normas Regulamentadoras são diretrizes importantes no que se refere ao cuidado da saúde e da segurança dos trabalhadores em sua empresa. No que diz respeito aos planos de emergência, vale destacar que essa é uma exigência para as organizações segundo a NR 01, após a revisão ocorrida na norma nos últimos anos.

Dessa forma, fique atento às revisões das normas, uma vez que o plano de emergência começou a ser exigido em janeiro de 2022. Ele é importante tanto para cumprir com as exigências legais em relação às empresas, quanto para proteger os seus colaboradores no caso de concretização de situações adversas.

Como você pôde perceber, aprender a lidar com cenários de emergência é essencial para o cuidado com os colaboradores. Afinal, todos ficam mais preparados, sendo ainda possível evitar problemas sérios e consequências graves para o time caso eles se concretizem.

 

 



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terça-feira, 28 de novembro de 2023

 





 

CONFIRA 5 MANEIRAS DE TORNAR SEU NEGÓCIO SUSTENTÁVEL

 



Você já ouviu falar de sustentabilidade empresarial? Esse conceito abrange todas as medidas que podem ser adotadas em um empreendimento, a fim de que ele possa se manter a longo prazo e minimizando seus impactos no meio ambiente.

Está em alta porque agrega valor à imagem da empresa perante o público e traz soluções que reduzem custos. Hoje, vamos elencar 5 maneiras de você tornar o seu negócio sustentável.

 

Faça um diagnóstico do seu estado atual

Qualquer mudança dentro de uma empresa sempre começa partindo de uma análise de como as coisas estão atualmente. Sem isso, é impossível entender quais medidas precisam ser adotadas. Por isso, faça um diagnóstico da sua empresa pensando nos seguintes pontos:

Como tem sido o consumo de energia no último ano? Houve um aumento que vá além do reajuste da tarifa? Se sim, qual é a sua possível origem?

Com tem sido o uso de água? A empresa utiliza algum sistema de reaproveitamento? Caso não utilize, seria viável pensar nessa possibilidade?

Onde estão os possíveis focos de desperdício? Existem processos estruturados no setor de compras para evitar esse tipo de problema?

 

Que tipo de poluentes é gerado pela atividade da empresa?

E no dia a dia da equipe, o que poderia ser melhorado do ponto de vista da sustentabilidade? Ex.: eliminar o uso de descartáveis.

Esses são alguns exemplos de questões que precisam ser levantadas para tornar-se uma empresa mais sustentável. Ao fazer essa análise, você vai identificar exatamente quais são os pontos que necessitam de melhorias e intervir sobre eles!

 

Reveja os seus fornecedores

O ecossistema no qual as empresas estão inseridas é complexo. Seu empreendimento não está sozinho: depende de parcerias com fornecedores para realizar suas atividades. Reveja a escolha desses fornecedores. Afinal, se eles não se preocupam em adotar práticas sustentáveis, mesmo que de maneira indireta, estão contribuindo para que o seu negócio vá à contramão disso também.

Priorize fornecedores que também estejam preocupados em trazer maior sustentabilidade para as suas atividades. Dessa maneira, vocês podem até alinhar ações que sejam tomadas em conjunto para atingir seus objetivos.

Aliás, todo empreendedor e gestor precisa ter isso de forma muito clara: alie-se com quem está alinhado com os propósitos que você tem para a sua empresa!

 

Aposte na otimização dos processos

É bastante comum que as empresas sigam processos há tanto tempo sem revê-los, que muitos já deixaram de fazer sentido, porque não acompanharam a evolução. A consequência direta disso é o desperdício, tanto de recursos quanto de tempo.

Portanto, outra maneira de adotar a sustentabilidade empresarial é otimizar os seus processos, a fim de deixá-los mais enxutos. O objetivo é maximizar a sua eficiência ao mesmo tempo em que minimiza os recursos empregados para isso. Acredite, é possível!

Para tanto, o primeiro passo é mapear todos os processos da empresa. Depois disso, é preciso destrinchar um a um, ou seja, descrever quais são as etapas percorridas, em qual sequência, quem são os trabalhadores envolvidos, quanto tempo é dedicado em cada etapa, quais são os recursos necessários… A partir daí, será possível entender de que forma cada processo pode ser reduzido, sem que isso interfira na produtividade.

Além de tornar a empresa mais sustentável, essa é uma orientação que também a deixa mais produtiva. De tempos em tempos, é necessário revisitar todos os processos para mantê-los sempre otimizados.

 

Observe as normativas vigentes

Existe uma série de leis e normas que estabelece padrões que precisam ser seguidos justamente no que se refere à sustentabilidade empresarial. Não há como citar todas porque isso depende do seu segmento de atuação. Uma indústria alimentícia, por exemplo, está sujeita a leis que talvez não se apliquem a uma empresa do setor de serviços.

O ponto é: busque todas as determinações que existem para o seu segmento de atuação e certifique-se de que elas estão sendo cumpridas. Ao perceber as “lacunas”, trace um plano para que elas sejam preenchidas. Normalmente, esses padrões estabelecidos são justamente para regular as atividades das empresas a fim de reduzir o seu impacto.

Além disso, empresas que não cumprem tais normas estão sujeitas a serem punidas com multas e, dependendo do caso, até a paralisação temporária das suas atividades. Essas sanções são onerosas e podem ser consideradas justamente o oposto da sustentabilidade que se busca.

Incorpore a sustentabilidade empresarial à cultura organizacional

 

Esse é o ponto mais importante: depois de seguir essas recomendações anteriores e colocar a empresa “nos eixos”, ela sempre estará a ponto de voltar à estaca zero, a menos que a sustentabilidade se torne parte da cultura organizacional.

 

E como fazer isso acontecer na prática?

·       A sustentabilidade deverá ser o pilar de todas as práticas adotadas na empresa, até aquelas que parecem muito pequenas;

·       Os colaboradores precisam ser constantemente orientados sobre a importância de construir um negócio sustentável, tanto do ponto de vista ambiental quanto na perspectiva de uma empresa que tenha condições de se manter;

·       Premie colaboradores que tragam soluções que fomentem a sustentabilidade do seu negócio;

·       Garanta que o alto escalão dá o exemplo: se os colaboradores forem proibidos de utilizar copos descartáveis, por exemplo, isso deve valer para todos, incluindo o CEO da empresa;

·       Mostre os resultados que a adoção de medidas mais sustentáveis está trazendo para o crescimento do negócio.

 

Essas são práticas que, pouco a pouco, incorporam a sustentabilidade como parte da cultura empresarial, de modo que ela seja internalizada por todos os colaboradores. A partir disso, manter esses novos hábitos vai se tornar algo natural!

 

 



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    COMO USAR A TECNOLOGIA A FAVOR DA SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO       Quando falamos de Saúde e Segurança no Trabalho (SST), p...