terça-feira, 23 de maio de 2023

 





 

SOLDADOR TEM DIREITO A INSALUBRIDADE?

 

É comum os profissionais de SST escutarem a pergunta “Soldador Tem Direito a Insalubridade“? E a resposta como tudo na vida é: “DEPENDE”. Para fins de caracterização da atividade insalubre é necessário que haja exposição ao agente de risco.

 

A exposição pode ser verificada, conforma a NR 15:

 



a) de forma quantitativa, quando desenvolvida acima dos limites de tolerância constantes nos Anexos 1, 2, 3, 5, 11 e 12;

b) de forma qualitativa, quando se enquadrar nas atividades mencionadas nos anexos 6, 13 e 14; e

c) comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho, constantes dos Anexos 7, 8, 9 e 10.

 

O primeiro passo que o profissional de SST deverá atentar será o reconhecimento dos riscos da atividade.

Então vamos pensar um pouco; quais os riscos normalmente encontrados na atividade de soldagem?

Radiação não ionizante (ultravioleta e infravermelha), fumos metálicos, e gases. Podemos encontrar também, não devido ao processo de solda, mas a outros fatores do ambiente: ruído e calor. É bom lembrar que a exposição ao risco também dependerá do tipo de solda (Brasagem, Oxiacetilênica, Arco elétrico).

Durante o processo de solda oxiacetilênica e a arco elétrico, há exposição à radiação não ionizante na forma de ultravioleta e infravermelha.

A NR-15 em seu anexo 7, prevê como atividade insalubre apenas a exposição à radiação ultravioleta, não especificando limite de tolerância.

Já a ACGIH (American Conference of Govermental Industrial Hygienists), em seus livretos de TLV´s e BEI´s especifica limites de tolerância tanto para ultravioleta quanto para infravermelho.

Os limites da ACGIH podem ser usados apenas para elaboração do PPRA, mas nunca para justificar um pagamento de adicional de insalubridade.

E agora? Devo considerar a atividade insalubre por exposição à radiação ultravioleta? Novamente “DEPENDE”. Hoje existe uma série de Equipamentos de Proteção Individual – EPI´s para neutralizar o risco de exposição à radiação infravermelha e ultravioleta (avental, luvas, mangote, capuz e perneira de raspa de couro, além da máscara de solda e óculos de proteção).

Quanto à exposição aos fumos metálicos, ao se analisar os anexos 11, 12, e 13 da NR-15, verifica-se que só constam no rol de agentes químicos insalubres, os fumos de chumbo, manganês e cádmio.

O níquel possui limite de tolerância estabelecido pelo Anexo 11, porém somente na forma de carbonila de níquel, não presente no processo de soldagem. Somente esses metais são listados como insalubres.

O chumbo (Anexo 11) e o manganês (Anexo 12) possuem limites de tolerância de 0,1 mg/m3 e 1 mg/m3 respectivamente, sendo imprescindível realizar a avaliação quantitativa.

Já o cádmio (Anexo 13) não possui limite de tolerância estabelecido, sendo sua avaliação apenas qualitativa.

Recomenda-se também realizar avaliação química para comprovar a presença ou não de cádmio na atividade, uma vez que a presença de cádmio ocorre apenas em materiais que contenham altos teores deste metal.

Os demais metais (cromo, cobre, ferro, zinco, alumínio, magnésio, níquel e etc.…) não são caracterizados como insalubres na forma de fumos, porém devem ser monitorados para fins de prevenção, conforme NR-09 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA.

A soldagem a arco com eletrodo metálico coberto tem o potencial de fixar o nitrogênio atmosférico na forma de óxido de nitrogênio em temperaturas acima de 600º C.

As concentrações não são um problema em oficinas abertas. De acordo com estudos, não foram identificados em mais de 100 amostras de soldagem a arco com eletrodos metálico coberto, uma exposição ao dióxido de nitrogênio, maior que 0,5 ppm em uma larga variedade de condições de operações.

O oxigênio é fixado também na forma de ozônio pelo arco, mais ainda assim não é um contaminante significativo nas operações de soldagem a arco com eletrodo metálico coberto.

O risco principal na solda a gás em espaços fechados é devido à formação de dióxido de nitrogênio. As concentrações maiores ocorrem quando o maçarico está queimando e realizando o corte/solda.

O dióxido de nitrogênio possui limite de tolerância de 4 ppm de acordo com o Anexo 11 da NR-15.

Na hora de realizar a avaliação química, muito cuidado com o que será avaliado, muitas vezes recebemos gato por lebre e resultados que em nada contribuem para caracterização técnica da atividade insalubre.

O profissional de SST deve conhecer o seu processo e especificar que metais precisa quantificar, evitando que a especificação seja realizada por terceiros, reduzindo assim custos e caracterizando corretamente seus riscos ambientais.



Guilherme Abtibol Caliri – Engenheiro de Segurança do Trabalho e Higienista Ocupacional.


Fonte: Jornal Segurito

 

 



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ALOJAMENTO MODULAR:

A SOLUÇÃO QUE PODE AJUDAR NA SUA PARADA DE MANUTENÇÃO

 



O alojamento modular é uma solução da construção civil que reduz custos e aumenta a eficiência em uma obra. O motivo é simples: rapidez na obra em 50%, redução de 25% dos custos e geração de 30% menos resíduos, o que torna o projeto mais rentável para o responsável pela obra.

Feitos em madeira, em aço galvanizado e até em container, os alojamentos moduladores permitem uma perfeita aderência às normas NR-18 e NR-24, que regulamentam as condições ideais para os trabalhadores da construção civil.

Um alojamento modular segue o conceito offsite, isto é, seus módulos são fabricados fora do ambiente da obra, o que torna o processo muito mais eficiente do que as construções convencionais, que para a criação de novos ambientes precisam de espaço, compra de materiais e mão de obra disponível.

Essa é uma excelente opção para as paradas de manutenção, porque não impacta os demais setores da empresa, dando mais agilidade ao processo.

Neste artigo, você vai entender melhor a importância do alojamento modular para a sua obra e saberá quais são as vantagens do seu uso na parada de manutenção.

 

Qual é a importância de ter um ambiente adequado para a parada de manutenção?

Não é à toa que cada vez mais indústrias estão optando pelo aluguel ou pela compra do alojamento modular. Sabe por quê? Esses alojamentos em módulos são mais rápidos de serem movidos e práticos porque não precisam ser construídos, mas sim acoplados em um local definido no projeto.

Esses alojamentos são eficientes em todos os processos da obra e ainda mais fundamentais na parada de manutenção, que é um procedimento de melhoria comum nas empresas de construção.

Ocorre que essas paradas, em muitos casos, acabam interferindo em outras áreas, justamente por ser um evento complexo, seja ele robusto, como a parada geral, seja ele de menor impacto, a exemplo da parada parcial.

O alojamento modular torna a parada de manutenção muito mais precisa e rápida, porque esses espaços são projetados para viabilizar o manuseio em caso de ajustes.

Enquanto em um alojamento feito em alvenaria, em caso de uma parada de manutenção, o processo é muito mais oneroso, sendo preciso o uso de mais materiais e maquinários adequados, um alojamento modular é muito mais prático, rápido e menos custoso.

 

Principais benefícios do alojamento modular para a indústria

O alojamento modular se tornou um grande aliado da construção civil, além de ser sinônimo de eficiência e baixo custo.

Devido à sua durabilidade, o alojamento modular passou a ser adotado pela indústria que preza pelo baixo custo, mas sem abrir mão da qualidade. E é isso que esse tipo de alojamento proporciona, além de qualidade aos seus consumidores. Isso devido à característica dos alojamentos modulares, de serem resistentes aos efeitos do tempo, como sol ou chuva.

 

Conheça mais algumas vantagens de ter um alojamento modular:

Redução de custos

Além de durabilidade e praticidade, outro benefício de ter alojamentos modulares é a redução de custos.

Para as construtoras e empreiteiras, essa é uma ótima opção para quem precisa manter o orçamento em ordem. Isso porque com o construtivo pode haver surpresas em relação ao aumento no custo com materiais e outros itens. 

Já em uma acomodação modular, é preciso apenas a compra ou aluguel, com montagem rápida e de fácil locomoção. Os alojamentos de alvenaria elevam os custos de uma obra, uma vez que precisam contratar mão de obra especializada o que, muitas vezes, acaba estourando orçamento da obra.

Esse modelo se torna muito eficiente também devido à sua precisão que, por se tratar de uma modelo pré-fabricado, evita desperdícios.

 

Mobilidade

Devido à sua construção em módulos, o alojamento modular é uma estrutura que é facilmente removida e acoplada, permitindo que esses módulos sejam facilmente transportados e ajustados ao projeto.

Caso seja concluído, o alojamento modular poderá ser novamente movido para o local da nova obra, tornando o processo muito mais simples e prático, o que permite a reutilização dos módulos.

 

Rapidez na montagem e desmontagem

Tão importante quanto às vantagens mencionadas acima, a rapidez para montar e desmontar um alojamento é, sem dúvida, uma das principais características dos alojamentos modulares.

Costumam dizer que “tempo é dinheiro” e está correto, em especial, em um canteiro de obra, onde cada dia a mais para encerrar é um dia a menos de venda.

 

Sustentabilidade

Uma das qualidades do modelo construtivo, como o alojamento modular, é a possibilidade de tornar uma obra sustentável, isso graças às novas tecnologias que são pensadas para atender a um dos maiores desafios da construção civil: a degradação do meio ambiente.

Vista como um dos setores que mais faz uso dos recursos hídricos e maiores poluentes, a construção civil busca alternativas que promovam uma integração harmoniosa entre o meio ambiente e a sociedade como um todo.

E é justamente para reduzir tais desperdícios e a geração de agentes poluidores, como os resíduos, que o alojamento modular surge como aliado na construção civil.

 

 



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segunda-feira, 22 de maio de 2023

 





 

 

 

FALTA DE PROTEÇÃO EM MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS: COMO TRAZER MAIOR SEGURANÇA AO SEU CANTEIRO DE OBRAS

 

 


A falta de proteção em máquinas e equipamentos é um grave problema enfrentado pela construção civil. Além disso, a mão de obra não qualificada, aliada à ausência de treinamento e fiscalização no canteiro de obras, pode colaborar para que ocorram elevados índices de acidente nesse setor.

Segundo levantamento do Ministério do Trabalho, o número de acidentes de trabalho reduziu de 29.510 em 2019 para 25.960 em 2020 (cerca de 12%). Porém, esses dados ainda são alarmantes. Se, por um lado, há um esforço visível em reduzir o número de acidentes, por outro, ainda estamos longe do ideal.

Pensando nisso, criamos um conteúdo para ajudar você a adotar medidas de segurança na sua empresa. Veja como evitar a falta de proteção em máquinas e equipamentos, bem como algumas dicas para proteger o seu funcionário no canteiro de obras.

 

A importância da proteção de máquinas e equipamentos para segurança no canteiro

Como se sabe, o uso de EPI’s é fundamental em qualquer atividade de risco ao trabalhador. Eles estão diretamente relacionados à saúde e ao bem-estar dessas pessoas e ainda evitam acidentes.

Além do uso desses equipamentos, é fundamental que as empresas avaliem outros tipos de cuidados. Entre eles, podemos mencionar treinamentos, protocolos de segurança no canteiro e segurança com máquinas e equipamentos.

A proteção de máquinas e equipamentos deve ser um dos focos da sua empresa. Como esses aparatos são usados diariamente pelo colaborador da construção civil, merecem cuidados e manutenção regular.

Além da segurança com o profissional, a segurança no canteiro de obras também deve ser pensada. Afinal, esse cuidado pode contribuir para o aumento de eficiência, economia, produtividade e qualidade do projeto.

E, certamente, isso vai evitar que ocorram acidentes fatais por falta de proteção em máquinas e equipamentos. E máquinas sem proteção podem trazer uma dor de cabeça enorme e consequências negativas no ambiente de trabalho.

Quer saber mais? Confira a seguir o que diz a NR-12 sobre esse assunto e algumas dicas para manter a proteção das máquinas e dos equipamentos da sua empresa.

Entenda o que a NR-12 diz a respeito da falta de proteção em máquinas e equipamentos

A Norma Regulamentadora nº 12 ou NR-12, como é popularmente conhecida, é um conjunto de medidas de proteção que garantem a saúde, a segurança e a integridade física de trabalhadores durante o manejo de máquinas e equipamentos.

O seu principal objetivo é evitar acidentes e riscos com máquinas e equipamentos, que possam provocar o surgimento de doenças ocupacionais.

 

De acordo com ela,

·       “12.12.1 As máquinas e equipamentos, bem como as instalações em que se encontram,

·       devem possuir sinalização de segurança para advertir os trabalhadores e terceiros

·       sobre os riscos a que estão expostos, as instruções de operação e manutenção e outras

·       informações necessárias para garantir a integridade física e a saúde  dos trabalhadores.”

 

Em outro trecho, a NR-12 complementa que:

·       “12.16.2 Os trabalhadores envolvidos na operação, manutenção, inspeção e demais

·       intervenções em máquinas e equipamentos devem receber capacitação providenciada

·       pelo empregador e compatível com suas funções, que aborde os riscos a que estão

·       expostos e as medidas de proteção existentes e necessárias, nos termos desta NR,

·       para a prevenção de acidentes e doenças.”

 

Dessa forma, empregadores devem estar cientes que a NR-12 deve ser cumprida, para evitar danos aos colaboradores. Isso afetará também outros aspectos da empresa, como os lucros e a produtividade. Isso sem falar nos altos custos com indenizações e absenteísmo.

A NR-12 cuida da saúde e da vida dos colaboradores durante a utilização de certos equipamentos. Ela age, também, na segurança coletiva e na implementação de práticas que reduzam a falta de proteção em máquinas e equipamentos.


Dicas práticas para a proteção de máquinas e equipamentos no canteiro

Agora que você já sabe sobre a NR-12 e como ela é necessária na prevenção de acidentes na construção civil, conheça a seguir algumas dicas para pôr em prática ações mais assertivas na sua empresa.

 

Conhecer as normas

As normas regulamentadoras servem para orientar as empresas e os trabalhadores. Elas ditam regras de como agir em relação a várias questões e são fundamentais para garantir a segurança dos colaboradores e dos projetos.

Isso sem falar que elas são exigidas por lei. Então, caso a empresa não as obedeça, poderá receber multas e sanções, sem falar nos processos trabalhistas.

 

Treinamento

Como foi possível ver no trecho da NR-12, a empresa tem por obrigação realizar treinamentos internos para que os funcionários saibam como utilizar as máquinas. Cursos, seminários, entre outros métodos de aprendizagem devem ocorrer regularmente, levando em consideração os riscos das operações.

 

Sistemas de segurança

Atualmente, a construção civil pode contar com softwares de monitoramento, que realizam a gestão e a segurança do canteiro de obras. Eles ajudam a melhorar as decisões internas, auxiliam no controle, nos treinamentos e em outras questões.

 

Manutenção em dia

De fato, a prevenção ainda é o melhor remédio. E essa frase tão conhecida também pode ser aplicada ao canteiro de obras. Por esse motivo, a empresa deve focar em medidas preventivas e realizar manutenções sempre que possível.

Essa manutenção vale para os EPIs utilizados pelos colaboradores, para as máquinas e tudo o que estiver no canteiro de obras. Ou seja, banheiros, áreas de lazer e uso coletivo, matéria-prima, tudo deve ser inspecionado para evitar acidentes, doenças e contaminações.

 

 

 

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DESPERDÍCIO DE MATERIAIS NOS CANTEIROS DE OBRAS: 

PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS QUE VOCÊ PRECISA COLOCAR EM AÇÃO

 

 



O desperdício de materiais nos canteiros de obras pode ser altamente prejudicial não só para o projeto, como também para o meio ambiente. Isso se dá devido à ausência de planejamento, à visão distorcida da obra e ao consumo exagerado.

A construção civil é um setor em pleno crescimento em todo o mundo. Porém, a porcentagem de desperdício na construção civil e a geração de entulhos e restos de materiais ao final de uma obra são preocupantes. Para se ter uma noção, o desperdício representa de 3% a 8% da construção, de acordo com o Departamento de Construção Civil da Escola Politécnica da USP.

Neste artigo, você saberá como evitar o desperdício de materiais na construção civil e reduzir os impactos negativos na natureza.

 

Impactos do desperdício de materiais nos canteiros de obras para o meio ambiente

Os impactos do desperdício de materiais nos canteiros de obras são desastrosos. A construção civil é responsável pelo consumo significativo de boa parte da matéria-prima produzida em todo o planeta e dos recursos naturais, como água e energia. Aliás, o desperdício de água na construção civil é um dos principais problemas em todo o mundo.

Para a construção de imóveis, a indústria produz gases responsáveis pelo efeito estufa, além de gerar entulhos e lixos que não são biodegradáveis.

Não há como frear a construção de edifícios, casas, hospitais e outras construções. Por isso, o ideal é que as empresas sejam conscientes e tentem ao máximo reduzir os danos na natureza. Com apenas algumas ações, será possível reduzir os custos das obras e trazer benefícios ao meio ambiente.

 

Quais são as principais perdas nos canteiros de obras?

Basicamente, existem cinco tipos de perdas nos canteiros de obras. Elas influenciam todo o projeto de construção civil e necessitam de sugestões de melhorias nas práticas internas das empresas.

 

São elas:

1. Desperdício de materiais

Toda obra produz resíduos, mesmo que sejam mínimos. No entanto, quando essa sobra ocorre de forma demasiada e pode ser contabilizada, temos um problema.

Sendo assim, sobras de aço, telhas, cimento, tijolos e areia são apenas alguns exemplos de perdas de materiais. Eles fazem parte do entulho na construção civil ou também chamados resíduos de construção e demolição (RCD).

A melhor forma de evitar o desperdício de materiais nos canteiros de obras é garantir que os materiais requeridos sejam realmente utilizados. Por isso, todo trabalho deve ser supervisionado para evitar desperdício.

Esse cuidado deve existir desde a armazenagem e distribuição até o transporte da matéria-prima e as formas de reciclagem. Isso sem falar nas buscas constantes por melhorias por meio de tecnologias que tornem as construções mais enxutas.

 

2. Desperdício de maquinário

Além do desperdício de materiais nos canteiros de obras, existe o desperdício de maquinário. A má gestão da mão de obra e a ausência de planejamento logístico podem resultar em algo grave: a perda de ferramentas e máquinas na construção civil. Além da quebra e falha de equipamentos, os desperdícios podem incluir máquinas paradas e falta de orientação de como utilizá-las.

Por esse motivo, o gestor deve garantir que a logística e a organização sejam perfeitas. Caso contrário, pode ocorrer uma logística inadequada e deslocamentos desnecessários de materiais. O canteiro de obras deve ser visualizado estrategicamente para que o engenheiro possa obter as melhores práticas e contribuir para uma edificação mais limpa e sustentável.

 

3. Desperdício de tempo

O gerenciamento da obra deve ser feito de perto para evitar que a mão de obra trabalhe demasiadamente ou perca tempo. O tempo perdido pode impactar o processo produtivo e trazer resultados negativos às empresas. Por isso, todos os processos devem ser pensados para que haja a otimização do tempo, dos deslocamentos e da utilização dos recursos.

 

4. Desperdício de mão de obra

Além do desperdício de tempo, uma obra mal planejada pode resultar na ociosidade dos funcionários. Será mesmo necessário contratar tantos profissionais para a execução do projeto?

Quando isso ocorre, é importante realocar as pessoas para outras funções, para que eles não fiquem subaproveitados. Além disso, investir na equipe é uma maneira eficiente de evitar desvios de materiais por falta de conhecimento ou que perdas de materiais e de mão de obra ocorram.

 

5. Desperdício financeiro

Por fim, o desperdício de materiais nos canteiros de obras também pode ocasionar o desperdício financeiro. Por isso, o indicado é que o profissional responsável pela obra trabalhe com métodos de cálculo planejado ou “sob demanda”.

Assim, será possível acompanhar de forma rigorosa o andamento do planejamento e da obra, fazer os cálculos de cada etapa e evitar sobras. Então, fique atento ao cronograma para ter um bom gerenciamento da obra.

 

5 (cinco) passos para solucionar o desperdício de materiais nos canteiros de obras

Agora que você já sabe como realizar um cálculo mais preciso da sua obra, conheça 5 passos para evitar o desperdício de materiais nos canteiros de obras.

 

Para início de conversa:

 

1. Realize o planejamento de obra

O planejamento é a etapa mais importante desse processo. É nesse local que o engenheiro irá traçar os objetivos do projeto, a quantidade exata de materiais que deverá ser utilizada, os recursos e a mão de obra disponível.

 

2. Opte pela construção modular

Projetos com base em construção modular são considerados limpos, sustentáveis e contemporâneos. É uma opção para fugir das construções convencionais de alvenaria e economizar.

 

3. Armazene corretamente os materiais

O armazenamento correto de materiais evita o desperdício na construção civil, o mau uso e o manuseio incorreto pelos trabalhadores.

 

4. Conte com máquinas novas no canteiro

Máquinas novas exigem menos esforço e utilização de matérias-primas do que equipamentos mais antigos. Que tal modernizar o seu canteiro de obras?

 

5. Treine a sua equipe

Treinar a equipe pode ajudar a reduzir o descarte de materiais, evitar o consumo desenfreado e auxiliar os funcionários no uso de máquinas e ferramentas. A conscientização também deve ser levada ao canteiro de obras.

 

 

 

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sexta-feira, 19 de maio de 2023

 





 

MANUTENÇÃO EM MÁQUINAS: DICAS PRECIOSAS PARA CONTER A BAIXA PRODUTIVIDADE E AUMENTAR A SEGURANÇA

 



A manutenção em máquinas é uma atividade que deve fazer parte da gestão de toda empresa. Isso porque as máquinas e os equipamentos garantem a eficiência dos processos, e isso afeta diretamente os resultados financeiros do local.

As máquinas podem ser aplicadas em diversos setores da economia, como construção civil, agricultura, mineração e agronegócio. Por isso, a exigência é que elas tenham um alto nível de produtividade e que atendam às necessidades e demandas internas da empresa.

Esses itens requerem reparos e consertos constantes, e a ausência de um cuidado é associada à queda de produtividade, redução dos custos, entre outros pontos negativos. Se você ficou interessado nesse assunto, saiba por que sua empresa deve realizar a manutenção em máquinas.

 

A importância de realizar a manutenção de máquina

A manutenção em máquinas é importante, pois otimiza as atividades nas  fábricas e ajuda a reduzir os custos que resultam das falhas nos processos de produção.

 

Além disso, esse procedimento pode auxiliar em:

·       redução de energia;

·       aumento da produtividade;

·       aumento da vida útil desses equipamentos;

·       fidelização de clientes;

·       geração de economia com multas e possíveis interdições advindas de crimes ambientais.

 

Porém, para que todos esses propósitos sejam alcançados, é necessário que a empresa esteja atualizada sobre os tipos de manutenção em máquinas. Além disso, o gestor deve realizar um diagnóstico interno, para verificar quais são aquelas máquinas que precisam de troca ou reparos.

Por isso, a Associação Brasileira de Normas Técnicas existe. Para ela, devem existir procedimentos técnicos e administrativos que visem à supervisão desses equipamentos. Sendo assim, será possível avaliar se eles serão mantidos ou trocados por outros para que realizem a mesma função.

 

Como deve ser feita a manutenção em máquinas e equipamentos?

Inicialmente, o operador da máquina em específico deve realizar checagens diárias do motor, conferir o óleo e realizar as trocas dos filtros hidráulicos. O intervalo é de ao menos uma vez a cada três meses, ou dentro de 500 horas de atividade.

Essas simples atitudes podem promover uma vida útil mais longa e contribuir para que as máquinas continuem em pleno funcionamento.

Além disso, é fundamental realizar a limpeza do canteiro de obras nesse processo. Isso porque materiais como cascalho e areia podem corroer as peças do maquinário e provocar acidentes.

Outro ponto importante é a verificação da lubrificação e a verificação das condições onde essa máquina está. Por isso, o ideal é que o operador siga as orientações descritas no manual.

Em suma, a empresa deve contratar funcionários qualificados e capacitados, que entendam de manutenção de máquinas pesadas.

 

Quais são os tipos de manutenção em máquinas?

Os tipos de manutenção em máquinas mais adotadas no mercado são:

 

Manutenção corretiva

A manutenção corretiva é aquela na qual há um desgaste inicial do equipamento, para que depois seja feita a reparação ou restauração. Ela também é dividida em manutenção corretiva urgente e manutenção corretiva programada. 

Em relação ao primeiro, geralmente o setor é surpreendido pelo equipamento, que simplesmente deixa de funcionar. Ou seja, o conserto deve ser feito com urgência.

Já no segundo, a máquina é primeiramente recolhida para que o seu conserto ocorra futuramente. Além disso, deverão ser levados em consideração alguns critérios predeterminados.

 

Manutenção preventiva

Outro tipo comum de manutenção de máquinas industriais é a manutenção preventiva. Aqui, todo o procedimento acontece de forma preestabelecida. Ou seja, tudo vai depender das características do maquinário, do tempo de funcionamento, dos dados sobre reparos anteriores, entre outros pontos.

Além disso, deve ser feito todo um planejamento para que, assim, possa ser determinado o tempo para utilização dessas máquinas, sem riscos.

 

Manutenção preditiva

Já a manutenção preditiva é uma técnica que tem como objetivo retardar as manutenções corretivas e preventivas. Ou seja, ela evita reparos inconvenientes, consertos de emergência e desmontagens dos mecanismos, entre outros processos que exigem que a produção seja interrompida.

Sendo assim, é necessário realizar constantes monitoramentos do maquinário por meio de instrumentos que identificam ruídos estranhos, irregularidades, calor excessivo, nível de lubrificação e outras informações. Além disso, ela prevê a necessidade de manutenções corretivas no futuro ou, até mesmo, alerta para usos indevidos da máquina.

 

Manutenção produtiva total - TPM

Já a manutenção produtiva, também conhecida como TPM, conta com a ajuda da manutenção produtiva. O seu objetivo é melhorar a eficiência das máquinas, promover uma manutenção planejada e realizar a checagem de componentes.

Aluguel de máquinas: uma solução para a manutenção em dia

Já vimos aqui a importância da manutenção de máquinas e equipamentos e os benefícios para as empresas. Aliás, é um consenso dentro do setor industrial o reparo desses itens como algo que deve ser feito constantemente.

Por esse motivo, algumas empresas já estão adotando em sua gestão protocolos que envolvem o cuidado com as máquinas. Ou seja, essa é uma situação já reconhecida por todos internamente, desde as lideranças até os colaboradores.

No entanto, existe outra forma de utilizar máquinas seguras e não precisar se preocupar com manutenções periódicas. Estamos falando do aluguel de máquinas, uma solução perfeita para empresas que desejam terceirizar esse serviço.

Sendo assim, o processo vai funcionar da seguinte forma: a indústria irá contratar uma empresa de aluguel de máquinas reconhecida no mercado. Essa empresa será responsável por fornecer equipamentos novos, de qualidade e que atendam às expectativas do cliente.

 

 

 

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EPI NA CONSTRUÇÃO CIVIL:

SAIBA MAIS SOBRE A UTILIZAÇÃO DELES NA SUA OBRA

 



O Brasil possui um grande número de acidentes de trabalho na construção civil em comparação a outros países do mundo. Em média, 4.098 acidentes fatais acontecem por ano, o que significa que a cada mês, 342 trabalhadores do ramo sofrem ocorrências irreversíveis para suas vidas.

A segurança no canteiro de obras depende de uma série de medidas preventivas que devem ser tomadas pela empresa construtora ou incorporadora. Entre essas ações efetivas está o uso de EPI na construção civil.

Mas essa não é a única forma de proteger as pessoas. É necessário, também, uma mudança de comportamento dentro das empresas e o investimento em treinamentos e em capacitações para reduzir os riscos de acidentes de trabalho.

 

O que é EPI na construção civil?

Como já se sabe, o EPI é um equipamento de proteção individual que garante a proteção dos trabalhadores durante as atividades.

 

Ele é obrigatório para profissionais que atuam em locais de risco, envolvendo:

·       transporte de produtos pesados;

·       consertos em locais altos;

·       manuseio de substâncias tóxicas;

·       transformação de materiais usando objetos cortantes;

·       entre outros.

 

O EPI para construção civil é indispensável e deve ser fornecido pelo empregador, sobretudo quando:

·       as outras medidas não oferecerem proteção o suficiente;

·       o local da obra não comportar o EPC (equipamento de proteção coletiva);

·       existirem situações de emergência.

Então, para que a proteção seja completa, deve-se utilizar equipamentos como capacetes, cinto de segurança, calçados com revestimento especial, protetor auricular ou facial, luvas, entre outros itens que garantam a saúde e o bem-estar do colaborador durante a sua atividade laboral.

 

A importância do uso de EPI na construção civil

O uso de EPI na construção civil é de extrema importância, já que a mão de obra pode atuar em locais perigosos de um canteiro de obras. A não utilização desse equipamento pode ocasionar acidentes graves que necessitem de cuidados médicos mais intensos.

Contudo, além do uso dos equipamentos de segurança, as empresas devem realizar um treinamento completo com informações acerca das melhores condutas no local da construção. Sendo assim, os cursos e as reuniões periódicas podem intensificar os cuidados e reduzir as chances de acidentes graves.

O não uso do EPI na construção civil ainda pode ser prejudicial para toda a equipe. Ou seja, até mesmo os companheiros de obra podem sofrer algum tipo de acidente por causa da negligência do colega, ou da empresa, sobretudo quando essa pessoa lida com produtos químicos.

Além disso, o Ministério do Trabalho obriga que os trabalhadores estejam utilizando EPI’s durante as construções. A não utilização pode implicar pagamentos de multas e indenizações por acidentes de trabalho.

Segundo a Associação Nacional de Medicina do Trabalho, há no Brasil uma incidência de 11,76 casos de mortes no setor civil para cada grupo de até 100 mil pessoas. Esse setor é o que mais registra acidentes por conta da incapacidade de as pessoas entenderem a importância do EPI na construção civil.

Esses dados refletem não só sobre a segurança e a saúde do colaborador no canteiro de obras como também revelam quanto se gasta com processos trabalhistas. Entre 2021 e 2022, foram recebidos 242 mil processos trabalhistas em atividades dentro da construção civil.

Vale salientar que a prática de usar equipamentos individuais de segurança deve ser implementada em todas as fases da obra. Sendo assim, independentemente do ramo de atividade ou do tipo de construção, é crucial o uso desses itens, que salvam vidas.

 

NR-6: saiba o que a norma regulamentadora diz a respeito

A NR-6 é uma forma que diz respeito ao uso de equipamento de segurança em construção em diversos ambientes de trabalho. Ela tem como objetivo prevenir acidentes e manter a saúde e a segurança dos colaboradores.

Essa norma surgiu inicialmente em 8 de junho de 1978, como um texto complementar da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, por meio dos artigos 166 e 167. Neles, é dito que a empresa é obrigada a fornecer EPI’s aos seus funcionários e eles devem ter o Certificado de Aprovação do Ministério do Trabalho e emprego.

Como você já percebeu, a NR-6 tem como objetivos prevenir acidentes de trabalho e evitar doenças ocupacionais e o afastamento de colaboradores do ambiente de trabalho.

A partir dela, as empresas foram obrigadas a rever o seu comportamento diante da sua equipe e fornecer diversos equipamentos aos seus colaboradores. Caso as regras internas não sejam cumpridas, cabe uma série de punições e multas, visto que os EPIs tornam o ambiente de trabalho mais seguro.

 

10 EPI’s indispensáveis na construção civil

Hoje, o mercado da construção civil está muito mais preparado para proteger os colaboradores. Por isso, listamos, a seguir, alguns EPIs mais utilizados no Brasil na construção civil que vão ajudar a manter a saúde do seu funcionário.

 

Veja a lista de EPI’s.

 

Abafador de ruído: esse é um importante EPI na construção civil e protege trabalhadores expostos a ruídos nocivos. Além de ser obrigatório, ele evita problemas auditivos e até mesmo a perda completa da audição.

Avental de raspa: é um EPI que protege os profissionais de riscos diversos na metalurgia, em operações de solda e contra objetos cortantes.

Capacete de segurança: protege o trabalhador do impacto de objetos no crânio, de agentes térmicos e de choques elétricos.

Calçado de segurança: protege os pés contrachoques elétricos, agentes escoriantes, perfurocortantes e abrasivos, além de quedas de objetos.

Cinto de segurança: protege o funcionário de acidentes em máquinas e em veículos da construção.

Luvas de raspa: evita que as mãos do funcionário se machuquem em obras pesadas.

Máscara filtradora: evita a inalação de materiais contaminantes de substâncias líquidas, sólidas e até mesmo gasosas, como é o caso de gases poluentes.

Óculos de proteção: protege os olhos contra poeiras, fuligem e micropartículas de objetos.

Protetor facial: como o próprio nome diz, protege o rosto do trabalhador em diversas atividades periculosos.

Uniforme profissional: item que transmite organização, proteção, padronização e higiene aos trabalhadores.

 

 

 

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