segunda-feira, 14 de novembro de 2022

 




PRIMEIROS SOCORROS PARA QUEIMADURA: O QUE FAZER EM EMERGÊNCIAS

 



As queimaduras são lesões que destroem os tecidos. Elas podem acontecer desde as camadas superficiais da pele até tecidos e órgãos mais profundos.

Podem ser causadas pelo calor excessivo, descargas elétricas, substâncias químicas e até pelo frio em excesso.

As queimaduras se classificam em primeiro, segundo e terceiro grau. É isso que determina a sua profundidade, se elas atingiram apenas as primeiras camadas de pele, as intermediárias ou também as mais profundas.

Mas além disso, outro fator que devemos nos preocupar, é a extensão das feridas. 

Saber realizar os primeiros socorros para queimadura pode ajudar a evitar complicações e até mesmo salvar a vida de uma pessoa. 

Mantenha as certificações da sua equipe em dia!

 

O que fazer em queimadura de 1º grau

 

As queimaduras de primeiro grau são as mais leves e superficiais. Elas atingem a primeira camada da pele, a epiderme.

Os sintomas da queimadura de primeiro grau são dor intensa e vermelhidão no local afetado. Não há formação de bolhas, mas pode haver um pequeno inchaço.

As queimaduras de primeiro grau não deixam cicatrizes na pele e não causam complicações.

Confira os primeiros socorros para queimadura de 1º grau: 

O primeiro passo é fazer com que o calor da pele não passe para outras camadas. Coloque a região afetada debaixo de água corrente fria por pelo menos 10 minutos.

Não aplique qualquer produto na região. Na internet você pode ler coisas como pasta de dente, pó de café etc., mas em vez de ajudar, esses produtos podem irritar a região e piorar a lesão. Como a barreira da pele está danificada, a chance de infecção é alta. Então tome muito cuidado.

Você pode colocar um pano limpo e úmido no local, principalmente se estiver em um local onde haja poeira, insetos ou onde tenha riscos de que alguma partícula toque a região afetada.

 

Exemplos de queimaduras de primeiro grau comumente ocorridas: queimadura do sol; queimadura ao encostar em uma panela quente.

 

O que fazer em queimadura de 2º grau

 

A queimadura de segundo grau pode causar, além da vermelhidão, bolhas e inchaços. Este tipo de queimadura é mais grave, pois atinge a derme, a segunda camada da pele.

Neste tipo de queimadura, há risco de destruição das camadas nervosas da pele, por isso, curiosamente ela pode ser menos dolorida que as de primeiro grau.

 

Confira os primeiros socorros para queimadura de 2º grau:

 

A primeira recomendação é, novamente, lavar o local com água corrente por pelo menos 10 minutos e não aplicar produtos caseiros.

Se a roupa estiver grudada é muito importante não tentar tirar. Caso isso aconteça, você pode acabar estourando as bolhas e retirando a pele que está lesionada, piorando o processo de cura.

 

Não toque a queimadura com as mãos.

 

Caso a queimadura de segundo grau seja muito extensa, é importante consultar um médico o quanto antes.

 

Exemplos de queimaduras de 2º grau: derramar água quente sobre a roupa.

 

O que fazer em queimadura de 3º grau

 

A queimadura de terceiro grau é muito grave e pode atingir músculos, nervos, gorduras, ossos e outros órgãos.

Nesse caso pode ser necessário enxerto de tecido e o tempo de recuperação varia muito, podendo ser necessários meses e até anos.

O ferimento pode levar à amputação de determinadas regiões do corpo. Quanto mais extensa as feridas, maiores os riscos de complicação e morte do paciente.

As queimaduras de terceiro grau não causam dor excessiva, mas são as mais perigosas e podem levar à morte.

Primeiros socorros para queimaduras de terceiro grau:

 

Chame uma ambulância imediatamente.

 

Se a queimadura for por eletricidade, sempre desligue a rede elétrica antes de tocar na pessoa afetada.

 

Não pressione a pele.

 

Não retire pele morta, tecido ou outras substâncias que estejam sob a ferida, pois isso pode acabar lesionando ainda mais o local.

Você pode proteger a região, caso necessário, com gaze umedecida limpa.

Não coloque algodão sobre a ferida ou outra substância que possa ficar aderida à pele.

Esfriar a região afetada com água corrente ou soro fisiológico por pelo menos 10 minutos.

 

Mitos sobre queimaduras

Deve-se aplicar gelo sobre a região afetada para cortar o calor. Durante os primeiros socorros para queimadura, nunca aplique gelo ou água gelada sobre a região, pois o gelo pode queimar e agravar o quadro. O correto é lavar o local com água fria.

Água sempre ajuda em casos de queimaduras. Nem sempre. Caso esteja em contato com alguém pegando fogo, não jogue água. Jogar um tecido firme sobre ela, como um cobertor, pode ajudar a apagar o fogo.

Estourar as bolhas ajuda na cicatrização. Mentira! Nunca estoure as bolhas formadas em queimaduras. Elas podem aumentar o risco de infecção, pois a pele já está sensibilizada.

 

Verdades sobre queimaduras

 

As queimaduras podem inchar a pele. Sim! Por isso, é importante retirar anéis e acessórios imediatamente após as queimaduras, para que esses objetos não fiquem presos ao corpo.

A queimadura pode deixar cicatriz. Sim, elas podem ocorrer de acordo com a gravidade da queimadura.

Quanto maior o grau da queimadura menor a dor. Desde que as terminações sejam destruídas, a pessoa não sente dor mesmo que a lesão seja mais perigosa.

Quando alguém com queimadura precisa de tratamento médico?

Sempre que as queimaduras afetarem camadas mais internas é necessário procurar um médico imediatamente.

Além disso, quando as lesões envolverem a extensão de mais de um palmo também é preciso chamar um médico para que ele indique o tratamento adequado.

Mantenha as certificações da sua equipe em dia!

 

Conclusão

 

As queimaduras são causadas por acidentes e a gente nunca sabe quando um acidente pode acontecer.

Por isso, é sempre muito importante que alguém no local de trabalho tenha conhecimento sobre os primeiros socorros para queimadura e também para outras situações.

São esses primeiros socorros que podem garantir a vida de uma pessoa, pois nem sempre a ambulância consegue chegar a tempo de fazê-los.

 

 




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sábado, 12 de novembro de 2022

 




 

DEZEMBRO VERMELHO: CONFIRA 4 AÇÕES PARA ABORDAR O TEMA E CONSCIENTIZAR OS COLABORADORES

 



O último mês do ano chegou e trouxe consigo Dezembro Vermelho, uma campanha nacional que busca conscientizar a população sobre a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento da Aids e de outras doenças sexualmente transmissíveis. Apesar de o número de casos da doença ter tido uma queda de mais de 18% no país entre 2015 e 2019, a Aids continua sendo motivo de grande preocupação entre os profissionais de saúde e de medicina do trabalho.

 

Diferentemente das campanhas Setembro Amarelo, Outubro Rosa e Novembro Azul, promover a campanha Dezembro Vermelho nas empresas é uma tarefa muito desafiadora. Isso porque mesmo em pleno século XXI, portadores de HIV continuam sofrendo com estigmas, preconceito entre outros obstáculos que prejudicam o diagnóstico e a erradicação da doença.

Nesse sentido, fica fácil perceber que as empresas têm um papel importante na divulgação da campanha e na conscientização da sociedade sobre o tema. Confira no artigo a seguir como abordar o assunto de maneira acolhedora e instrutiva entre os seus colaboradores.

 

Invista em materiais informativos impressos

 

Folders, cartazes e adesivos impressos são ótimos veículos de comunicação, principalmente quando posicionados em locais estratégicos como vestuários, refeitórios, pátios e corredores, por exemplo. No entanto, para que produzam efeitos positivos entre os colaboradores, fornecedores, representantes e visitantes do local, é preciso que contenham informações objetivas sobre a doença, suas formas de contágio e prevenção.

 

Aposte em materiais informativos digitais

 

Assim como os materiais impressos, e-mails, newsletter e blog posts também são excelentes formas de aderir à campanha Dezembro Vermelho nas empresas, só que com um custo mais acessível. Para tal, crie o informativo e distribua-o internamente entre os colaboradores. Para aumentar a abrangência da divulgação da campanha, você também pode incluir clientes, fornecedores e parceiros comerciais na lista de distribuição.

Além disso, aproveite as redes sociais da empresa para divulgar a campanha e engajar os colaboradores nela. Fotografe (com permissão) suas equipes de trabalho uniformizadas, participando de ações específicas da campanha ou de outras atividades pertinentes ao tema. Crie legendas instrutivas e publique as fotos no Facebook, Instagram e LinkedIn da empresa.

 

Promova palestras Dezembro Vermelho nas empresas

 

As palestras didáticas também são muito úteis quando o assunto é conscientização para a prevenção e diagnóstico precoce da Aids.

 

Por se tratar de um tema muito sensível e que ainda é tabu para muitos, o ideal é que as palestras abordem questões como:

 

Ø Diferença entre Aids e HIV;

Ø Formas de contágio;

Ø Sintomas da doença;

Ø Exames necessários para o diagnóstico;

Ø Como é feito o tratamento para HIV;

Ø Direitos dos trabalhadores portadores de HIV.

 

Não se esqueça do laço vermelho

 

Símbolo da campanha Dezembro Vermelho, o laço vermelho é uma forma silenciosa de conscientização e que não custa quase nada às empresas. Todavia, pode fazer a diferença na vida dos seus colaboradores. E o mais legal do laço, é que ele pode ser utilizado tanto dentro da empresa quanto fora dela, o que aumenta mais ainda o alcance de pessoas impactadas pela campanha.

 

Vantagens de promover a campanha Dezembro Vermelho nas empresas

 

Se por um lado aderir à campanha ajuda a conscientizar a população, por outro lado também promove benefícios às empresas. Veja adiante bons motivos para desenvolver ações de conscientização sobre a Aids no mês de dezembro:

 

Mostra preocupação com os colaboradores

 

Empresas que se preocupam com o bem-estar dos seus colaboradores contam com profissionais mais produtivos. Isso acontece porque o colaborador se sente mais valorizado e satisfeito com o ambiente de trabalho. Isso, por sua vez, o deixa mais motivado para realizar as suas atividades diárias.

 

Campanha Dezembro Vermelho nas empresas reduz custos com assistência médica

 

A redução de custos com consultas médicas e exames periódicos também é uma vantagem significativa para as empresas.

Embora o tratamento seja oferecido gratuitamente pelo SUS, operadoras de planos de saúde também são obrigadas a custear o tratamento para o HIV. No entanto, isso pode aumentar significativamente o valor da cobertura e consequentemente os gastos da empresa com o benefício.

 

Melhora o clima organizacional

 

A campanha Dezembro Vermelho nas empresas também aborda os mitos e verdades da infecção pelo HIV. Ao esclarecer que a Aids não pega com um aperto de mão, abraço ou compartilhamento de utensílios, a convivência entre colaboradores sadios e soropositivos se torna mais empática, pacífica e acolhedora. A sua empresa só tem a ganhar!

 

Oferece mais credibilidade à sua marca

 

Tenha em mente que hoje em dia as pessoas estão cada vez mais conscientes e preocupadas com produtos e empresas que abracem causas sociais. Nesse sentido, a adesão à campanha Dezembro Vermelho nas empresas pode contribuir para melhorar a percepção que os consumidores têm da sua marca no mercado, já que eles passarão a associá-la a atitudes responsáveis.

Pensando em promover ações da campanha Dezembro Vermelho em sua empresa?

 

 

 

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SIPAT: TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER E COMO ELABORÁ-LA NA SUA EMPRESA

 



A Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho - SIPAT é um evento de suma importância para todas as empresas. Ele é composto por atividades que promovem o bem-estar dos trabalhadores, ao mesmo tempo em estimulam mudanças de hábitos capazes de prevenir danos ocupacionais.

Quer saber mais sobre essa poderosa estratégia e como implementá-la em sua empresa? No artigo a seguir você vai conhecer as principais diretrizes da SIPAT, seus benefícios e como despertar nos seus colaboradores a cultura da segurança do trabalho. Acompanhe!

 

Obrigatoriedade da SIPAT nas empresas

 

Prevista na NR 5, a Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho é uma das atribuições da CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. Composta tanto por representantes dos empregados quanto por representantes dos empregadores, a comissão tem como objetivo principal ajudar a identificar os riscos ocupacionais e a prevenir a ocorrência de acidentes e doenças do trabalho na organização.

O evento, que é obrigatório, deve ser realizado anualmente nas empresas públicas e privadas. Apesar de as atividades serem de livre escolha, elas devem abordar temas que promovam o diálogo, a participação e a conscientização de todos os colaboradores para as formas de prevenção de doenças e acidentes ocupacionais.

Nesse sentido, alguns temas se tornam bem relevantes para o evento.  A escolha entre um ou outro deve levar em consideração as atividades executadas e quais falhas têm acontecido com frequência na empresa.

 

Veja adiante algumas sugestões de temas que podem ser explorados em sua empresa durante a SIPAT:

 

Ø Doenças sexualmente transmissíveis (DST);

Ø Qualidade de vida em Home Office;

Ø Prevenção e combate ao incêndio;

Ø Saúde e qualidade de vida do trabalhador: alimentação saudável e atividades físicas;

Ø Saúde mental no trabalho;

Ø Ergonomia no ambiente de trabalho;

Ø Importância dos equipamentos de proteção individual;

Ø Direção defensiva e cuidados no trânsito;

Ø Inteligência emocional;

Ø Cuidados com o estresse;

Ø Alcoolismo e tabagismo no trabalho;

Ø Segurança com máquinas e equipamentos;

Ø Sustentabilidade entre muitos outros.

 

Como funciona a SIPAT?

 

A Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho deve acontecer diariamente no decorrer de uma semana, sempre no horário de expediente do trabalhador. Todo o dia deve ser promovida uma atividade diferente, com foco no tema escolhido.

 

Atividades para a Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho

 

Depois de ter escolhido o tema, vale a pena fazer um levantamento sobre as melhores formas de conscientizar os colaboradores. Para que sejam atrativas e bem aceitas, elas devem levar em consideração o perfil dos funcionários e as atividades que exercem.

 

Palestras

 

De caráter informativo e educativo, as palestras da SIPAT são excelentes escolhas para falar se saúde e segurança no trabalho. Para torná-las mais dinâmicas e fazer com que todos prestem atenção, você pode incluir apresentações, vídeos, entrevistas com especialistas entre outros recursos.

 

Gincanas

 

Já as gincanas são dinâmicas de grupo também muito interessantes para engajar os colaboradores no evento. São competições em equipes compostas por várias provas e obstáculos que se configuram como estratégias divertidas e motivadoras.

 

Teatro

 

E que tal um teatro com tema sobre saúde e segurança no trabalho? O espetáculo pode ser encenado por representantes da CIPA, por trabalhadores talentosos ou por artistas contratados.

 

Coffee break

 

Todavia, você pode oferecer um lanche na empresa para promover a integração entre os funcionários e os gestores. Aproveite a confraternização para discutir temas relevantes sobre saúde, bem-estar e segurança ocupacional.

 

Dia da Saúde

 

Contudo, dependendo do tema, você também pode adotar um circuito saúde. Ele pode contemplar atividades físicas, checagem de peso, de pressão arterial, IMC (Índice de Massa Corporal), etc.

 

Não se esqueça de recompensar os funcionários pela participação na SIPAT!

 

E para tornar a participação dos colaboradores mais efetiva no evento, ofereça brindes para aqueles que participarem de todas as atividades. Você pode investir em chocolates, canetas, blocos de anotações, agendas ou outros itens, desde que sejam úteis para os colaboradores.

 

Importância da SIPAT nas empresas

 

Muito além da inserção da cultura da saúde e segurança do trabalho entre os colaboradores, a SIPAT também oferece outras vantagens:

 

Ø Dissemina a informação;

Ø Aumenta a produtividade das equipes de trabalho;

Ø Reduz custos com afastamentos por doenças e acidentes ocupacionais;

Ø Ajuda a criar ambientes mais seguros e confortáveis para os funcionários;

Ø Resulta em colaboradores treinados e preparados para lidar com situações de risco;

Ø Cria um diálogo aberto entre os colaboradores e gestores;

Ø Estimula o uso de EPI e EPC.

 

Como elaborar?

 

Para promover a SIPAT na sua empresa, o primeiro passo é escolher o tema que será abordado no evento, os organizadores, quais atividades serão oferecidas e quais profissionais estarão envolvidos nas tarefas.

Como planejar e executar a SIPAT é uma das atribuições da CIPA, empresas que possuem a comissão geralmente deixam sob a responsabilidade desses profissionais todas as etapas do evento. Já nas empresas que não possuem CIPA, o planejamento, a elaboração e a execução da Semana Interna de Prevenção de Acidentes comumente fica por conta do setor de Recursos Humanos.

Todavia, uma empresa de saúde e segurança do trabalho também pode ser contratada para essa missão. A grande vantagem nesse caso é contar com a experiência e o conhecimento de profissionais especializados para que o evento seja de fato produtivo. Entre em contato conosco e saiba como podemos ajudar!

 



 

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sexta-feira, 11 de novembro de 2022

 




 

MATRIZ DE RISCO: O QUE É, QUAIS BENEFÍCIOS E COMO USÁ-LA NA PRÁTICA?

 


Considerada uma importante ferramenta para a tomada de decisões, a matriz de risco possibilita identificar os riscos inerentes às atividades desenvolvidas por diferentes tipos de empresas. Com ela, é possível fazer um mapeamento preciso dos riscos e criar medidas de prevenção para lidar com vários eventos indesejados.

Simples e de fácil compreensão, a ferramenta tem sido adotada por gestores que desejam se antecipar aos riscos, impedindo que eles causam impactos negativos ao negócio. Na área de medicina e segurança do trabalho, ela ajuda a garantir o bem-estar, a saúde e a segurança dos trabalhadores.

 

O que é matriz de risco?

 

Como o próprio nome sugere, a matriz de risco é uma ferramenta de análise e gerenciamento de riscos, baseada em probabilidades e consequências. Trata-se, na verdade, de uma tabela que possui duas dimensões (eixos X e Y): probabilidade acontecer um evento indesejado e quais serão os impactos que ele vai proporcionar ao negócio.

Na prática, a ferramenta possibilita visualizar e classificar os riscos do ambiente de trabalho de forma ágil e precisa. Até mesmo porque se trata de um elemento gráfico que por si só facilita a intepretação dos dados, como a gravidade do risco e as ações prioritárias de controle.

 

Como funciona?

 

A matriz de risco é baseada em dois parâmetros, probabilidade e impactos. Após distribuí-los nos eixos X e Y da tabela, é possível conhecer quais são os acontecimentos mais ou menos críticos ao negócio e quais merecem prioridade na tomada de decisões para enfrentamento do problema. A lógica é a seguinte: quanto maior o impacto gerado pelo evento, mais rapidamente ele deve ser controlado.

Quanto aos riscos, eles devem ser medidos em probabilidades de ocorrência, que podem assumir níveis baixos, moderados, altos e muito altos, por exemplo. O mesmo acontece com os impactos, mas nesse caso, eles podem ser relacionados a prejuízos financeiros, perda de clientes, acidentes de trabalho entre vários outros danos ao negócio.

 

Probabilidade X Impacto

 

Para definir os níveis de criticidade e facilitar a visualização deles na tabela, são definidas cores diferentes. Embora não sejam uma regra, geralmente utiliza-se as cores cinza ou branco para riscos muito baixos e baixos, verde para riscos moderados, amarelo para riscos elevados ou altos e vermelho para riscos muito altos ou extremos.

 

Como criar uma matriz de risco?

 

De baixo custo, fácil implementação e gerenciamento, a matriz de risco pode ser adaptada para diferentes necessidades. Para isso, no entanto, é preciso executar os passos a seguir.

 

1. Defina onde a matriz será utilizada

 

O primeiro passo para implementar a ferramenta em sua empresa é saber em qual área ela será utilizada. Conforme pontuamos anteriormente, a matriz de risco é um instrumento versátil e pode ser aplicado em diferentes setores da empresa, como vendas, segurança do trabalho, produção entre outros.

 

2. Faça uma lista com os riscos identificados no setor

 

Os riscos podem variar de acordo com cada setor, mas os exemplos a seguir ajudam a compreender do que se tratam:

 

Ø Falta de energia elétrica;

Ø Quebra de equipamentos;

Ø Perda de arquivos digitais;

Ø Riscos de incêndio no ambiente de trabalho.

 

3. Avalie a incidência dos riscos

 

O próximo passo para montar a sua matriz de risco é analisar as chances de os eventos indesejados acontecerem. Probabilidades altas representam 60% ou mais de ocorrências, enquanto as médias assumem um intervalo de 10% a 50%. Já as probabilidades baixas, representam eventos pouco prováveis e as muito baixas, eventos improváveis de acontecer.

 

4. Estabeleça níveis de impacto

 

Na sequência, você deve estabelecer quais níveis de impacto cada risco oferece ao negócio. 

Para facilitar a compreensão e a tomada de decisões, não se esqueça de descrever resumidamente os critérios dos impactos. Um impacto de nível baixo, por exemplo, pode ser descrito como um evento que vai causar consequências negativas à empresa, mas que pode ser revertida a curto ou médio prazos.

 

Não há regras para definir os níveis de impacto, mas as nomenclaturas mais comuns são:

 

·       Muito baixo ou baixíssimo;

·       Baixo

·       Médio ou moderado;

·       Alto ou elevado;

·       Muito alto ou extremo.

 

Depois de definir os níveis de impacto e descrevê-los, atribua uma nota para cada critério. É justamente essa pontuação que definirá quais riscos devem receber atenção prioritária em sua empresa.

 

5. Elabore medidas preventivas

 

Chegamos à etapa final da nossa matriz de risco e principal objetivo dela: a elaboração de ações preventivas para evitar que os riscos aconteçam ou para controlá-los, caso a ocorrência deles seja inevitável.

 

Importância da matriz de risco para as empresas

 

Ø Identificação de ameaças e elaboração de respostas para mitigar os impactos negativos dos eventos indesejados;

Ø Na área de medicina e segurança do trabalho, possibilita um mapeamento e classificação eficiente dos riscos ambientais;

Ø Possibilita definir a ordem de prioridade das ações que devem ser executadas para solucionar problemas;

Ø Evita prejuízos financeiros e outros danos às empresas.

 

 

 

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CPATP: SAIBA O QUE É A SUA IMPORTÂNCIA

 



Assim como qualquer outra profissão de risco, o trabalho portuário requer muito esforço físico do profissional e, por isso, precisa ser monitorado para garantir a segurança e a sanidade psicofisiológicas do colaborador. Para isso, foi instituída a CPATP (Comissão de Prevenção de Acidentes no Trabalho Portuário).

Essa comissão foi aprovada pela NR 29 de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário.

Cada empresa portuária precisa criar e fazer a manutenção de sua própria comissão, a fim de zelar pelo bom funcionamento da organização. Acompanhe o conteúdo a seguir para entender o que significa CPATP em segurança do trabalho!

 

O que é a CPATP?

 

Conforme dissemos inicialmente, a sigla se refere à Comissão de Prevenção de Acidentes no Trabalho. Foi instituída pela NR 29 Segurança e Saúde no Trabalho Portuário, aprovada em 8 de junho de 1978 pela Portaria Nº 3.214 no Ministério do Trabalho e Emprego. 

 

Quais os objetivos dessa comissão? 

 

Seus principais objetivos incluem monitorar e relatar as condições de risco nos ambientes de trabalho, além de solicitar as medidas necessárias para reduzir ou eliminar os perigos existentes. 

Também deve discutir quaisquer acidentes ocorridos e encaminhar o resultado dessa discussão ao SESSTP - Serviço Especializado em Segurança e Saúde do Trabalhador Portuário, OGMO - Órgão Gestor de Mão-de-Obra ou empregadores, a fim de exigir medidas preventivas contra futuras ocorrências.

Outra responsabilidade é orientar os trabalhadores quanto à prevenção de acidentes. 

 

As principais atribuições da CPATP 

 

Todas as decisões da comissão devem acontecer a partir do consenso entre seus membros. Caso contrário, os conflitos deverão ser solucionados a partir de um mediador que entre em comum acordo com os demais participantes.

 

Entre suas principais atribuições, podemos destacar:

 

ü discutir qualquer acidente ocorrido na região portuária, mesmo a bordo;

ü sugerir as medidas de prevenção contra acidentes necessárias por meio do encaminhamento ao SESSTP, ao OGMO, empregadores e/ou administrações dos terminais de uso privativo;

ü divulgar e zelar pelo monitoramento e cumprimento das NR’s de Segurança e Saúde no Trabalho;

ü conscientizar os colaboradores quanto à importância da prevenção contra acidentes e doenças ocupacionais, além de incentivá-los a adotar um comportamento precavido durante o trabalho;

ü promover anualmente a SIPATP - Semana Interna de Prevenção de Acidente no Trabalho Portuário, em conjunto com a SESSTP;

ü enviar cópias das atas de reuniões, assinadas pelos presentes, para o SESSTP, OGMO, empregadores e administração dos terminais portuário de uso privativo mensalmente, além de disponibilizá-las para a monitoração do Ministério do Trabalho e Emprego;

ü fazer a investigação de causas e consequências de acidentes e doenças ocupacionais, quando houver, em conjunto com o SESSTP, além de aplicar as medidas corretivas necessárias;

ü realizar a inspeção nas dependências do porto ou instalação portuária mensalmente e sempre que houver denúncia de risco, mediante aviso prévio ao SESSTP, OGMO empregadores e administrações de instalações portuárias de uso privativo. Notificar dos riscos encontrados, bem como ao responsável pelo setor;

ü promover a realização de cursos, treinamentos e campanhas necessárias para melhorar o desempenho dos colaboradores quanto à segurança e saúde no trabalho;

ü preencher o anexo da NR e arquivá-lo de maneira que possa ser acessado a qualquer momento;

ü elaborar o Mapa de Risco;

ü convocar os membros, sempre que necessário, para a tomada de decisões, informações, depoimentos, dados ilustrativos e esclarecedores provenientes da investigação de acidentes no trabalho.

 



Como funciona a CPATP?

 

A NR determina que a comissão precisa se reunir, ao menos, 1 vez por mês, em local adequado e no horário do expediente, seguindo o calendário anual.

Essa reunião também deve acontecer sempre que houver algum acidente que resulte em morte, perda de membro ou função orgânica, no prazo máximo de 48 horas a partir da ocorrência. 

 

Quem são os membros da CPATP? 

 

Os participantes da comissão são escolhidos a partir da votação de representantes, que também devem eleger um de presidente, vice-presidente e secretário. O mandato dos membros é de até 2 anos, sendo permitido a reeleição. 

Contudo a CPATP não pode ser desmanchada por nenhum órgão ou empregadores antes do término do mandato, mesmo que haja a redução de colaboradores. Exceto em casos de encerramento da atividade portuária. 

 

A diferença entre CIPA e CPATP

 

Semelhante à CPATP, a CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes tem o objetivo de prevenir acidentes e doenças em ambientes de trabalho, além de promover a preservação da saúde do trabalhador.

Na prática, a principal diferença entre essas comissões é sua área de atuação. 

A CIPA engloba todas as áreas de atividade econômica que utilizam mão de obra especializada, como empresas públicas e privadas, sociedades de economia mista, órgãos da administração direta e indireta, instituições beneficentes e qualquer outra organização que admite trabalhadores empregados. 

Já a CPATP foca bastante em monitorar os riscos de acidentes em regiões portuárias, bem como aplicar as medidas que evitem novas ocorrências. 

 

A importância da CPATP para a segurança do trabalhador 

 

O ambiente de trabalho portuário é dividido em inúmeros setores distintos, tanto em terra quanto a bordo. 

Dessa forma a CPATP serve para garantir a segurança de todos os trabalhadores, que exercem funções distintas nos portos organizados, instalações portuárias e retroportuárias. 

 

As normas regulamentadoras da CPATP 

 

Como esclarecemos mais acima, a NR 29 foi responsável por instituir a CPATP. A norma regulamentadora estabelece deveres do empregador e do empregado, a fim de preservar o bem-estar e integridade física de todos no ambiente portuário.

 

São eles:

 

Ø cumprir ou fazer cumprir a NR no que se refere aos riscos de acidentes e doenças profissionais nos portos;

Ø oferecer equipamentos, maquinários e acessórios de proteção individual em boas condições de uso e de segurança;

Ø garantir o cumprimento das normas de segurança e de saúde dos trabalhadores portuários, segundo a Portaria MTb nº 3.214/78;

Ø oferecer a todos treinamentos e formação em segurança, saúde e higiene ocupacional no trabalho portuário;

Ø garantir o uso correto e manutenção de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual);

Ø criar e implementar um PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais);

Ø elaborar e implementar um PCMSO (Programa de Controle Médico em Saúde Ocupacional).

 

Conclusão

 

A CPATP é fundamental para preservar a saúde física e emocional dos trabalhadores portuários em todo o país.

Afinal, imprevistos podem acontecer em qualquer ocupação, mas, em profissões que exigem grande esforço físico e mental, essas chances são ainda maiores. Nessas horas, o trabalhador precisa estar devidamente equipado, a fim de evitar mais prejuízos à sua saúde. 

 

 

 

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    CONHEÇA AS DIFERENÇAS ENTRE MATRIZ DE RISCO E INVENTÁRIO DE RISCO       A matriz de risco e o inventário de risco causam muita...