sexta-feira, 11 de novembro de 2022

 




 

MATRIZ DE RISCO: O QUE É, QUAIS BENEFÍCIOS E COMO USÁ-LA NA PRÁTICA?

 


Considerada uma importante ferramenta para a tomada de decisões, a matriz de risco possibilita identificar os riscos inerentes às atividades desenvolvidas por diferentes tipos de empresas. Com ela, é possível fazer um mapeamento preciso dos riscos e criar medidas de prevenção para lidar com vários eventos indesejados.

Simples e de fácil compreensão, a ferramenta tem sido adotada por gestores que desejam se antecipar aos riscos, impedindo que eles causam impactos negativos ao negócio. Na área de medicina e segurança do trabalho, ela ajuda a garantir o bem-estar, a saúde e a segurança dos trabalhadores.

 

O que é matriz de risco?

 

Como o próprio nome sugere, a matriz de risco é uma ferramenta de análise e gerenciamento de riscos, baseada em probabilidades e consequências. Trata-se, na verdade, de uma tabela que possui duas dimensões (eixos X e Y): probabilidade acontecer um evento indesejado e quais serão os impactos que ele vai proporcionar ao negócio.

Na prática, a ferramenta possibilita visualizar e classificar os riscos do ambiente de trabalho de forma ágil e precisa. Até mesmo porque se trata de um elemento gráfico que por si só facilita a intepretação dos dados, como a gravidade do risco e as ações prioritárias de controle.

 

Como funciona?

 

A matriz de risco é baseada em dois parâmetros, probabilidade e impactos. Após distribuí-los nos eixos X e Y da tabela, é possível conhecer quais são os acontecimentos mais ou menos críticos ao negócio e quais merecem prioridade na tomada de decisões para enfrentamento do problema. A lógica é a seguinte: quanto maior o impacto gerado pelo evento, mais rapidamente ele deve ser controlado.

Quanto aos riscos, eles devem ser medidos em probabilidades de ocorrência, que podem assumir níveis baixos, moderados, altos e muito altos, por exemplo. O mesmo acontece com os impactos, mas nesse caso, eles podem ser relacionados a prejuízos financeiros, perda de clientes, acidentes de trabalho entre vários outros danos ao negócio.

 

Probabilidade X Impacto

 

Para definir os níveis de criticidade e facilitar a visualização deles na tabela, são definidas cores diferentes. Embora não sejam uma regra, geralmente utiliza-se as cores cinza ou branco para riscos muito baixos e baixos, verde para riscos moderados, amarelo para riscos elevados ou altos e vermelho para riscos muito altos ou extremos.

 

Como criar uma matriz de risco?

 

De baixo custo, fácil implementação e gerenciamento, a matriz de risco pode ser adaptada para diferentes necessidades. Para isso, no entanto, é preciso executar os passos a seguir.

 

1. Defina onde a matriz será utilizada

 

O primeiro passo para implementar a ferramenta em sua empresa é saber em qual área ela será utilizada. Conforme pontuamos anteriormente, a matriz de risco é um instrumento versátil e pode ser aplicado em diferentes setores da empresa, como vendas, segurança do trabalho, produção entre outros.

 

2. Faça uma lista com os riscos identificados no setor

 

Os riscos podem variar de acordo com cada setor, mas os exemplos a seguir ajudam a compreender do que se tratam:

 

Ø Falta de energia elétrica;

Ø Quebra de equipamentos;

Ø Perda de arquivos digitais;

Ø Riscos de incêndio no ambiente de trabalho.

 

3. Avalie a incidência dos riscos

 

O próximo passo para montar a sua matriz de risco é analisar as chances de os eventos indesejados acontecerem. Probabilidades altas representam 60% ou mais de ocorrências, enquanto as médias assumem um intervalo de 10% a 50%. Já as probabilidades baixas, representam eventos pouco prováveis e as muito baixas, eventos improváveis de acontecer.

 

4. Estabeleça níveis de impacto

 

Na sequência, você deve estabelecer quais níveis de impacto cada risco oferece ao negócio. 

Para facilitar a compreensão e a tomada de decisões, não se esqueça de descrever resumidamente os critérios dos impactos. Um impacto de nível baixo, por exemplo, pode ser descrito como um evento que vai causar consequências negativas à empresa, mas que pode ser revertida a curto ou médio prazos.

 

Não há regras para definir os níveis de impacto, mas as nomenclaturas mais comuns são:

 

·       Muito baixo ou baixíssimo;

·       Baixo

·       Médio ou moderado;

·       Alto ou elevado;

·       Muito alto ou extremo.

 

Depois de definir os níveis de impacto e descrevê-los, atribua uma nota para cada critério. É justamente essa pontuação que definirá quais riscos devem receber atenção prioritária em sua empresa.

 

5. Elabore medidas preventivas

 

Chegamos à etapa final da nossa matriz de risco e principal objetivo dela: a elaboração de ações preventivas para evitar que os riscos aconteçam ou para controlá-los, caso a ocorrência deles seja inevitável.

 

Importância da matriz de risco para as empresas

 

Ø Identificação de ameaças e elaboração de respostas para mitigar os impactos negativos dos eventos indesejados;

Ø Na área de medicina e segurança do trabalho, possibilita um mapeamento e classificação eficiente dos riscos ambientais;

Ø Possibilita definir a ordem de prioridade das ações que devem ser executadas para solucionar problemas;

Ø Evita prejuízos financeiros e outros danos às empresas.

 

 

 

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CPATP: SAIBA O QUE É A SUA IMPORTÂNCIA

 



Assim como qualquer outra profissão de risco, o trabalho portuário requer muito esforço físico do profissional e, por isso, precisa ser monitorado para garantir a segurança e a sanidade psicofisiológicas do colaborador. Para isso, foi instituída a CPATP (Comissão de Prevenção de Acidentes no Trabalho Portuário).

Essa comissão foi aprovada pela NR 29 de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário.

Cada empresa portuária precisa criar e fazer a manutenção de sua própria comissão, a fim de zelar pelo bom funcionamento da organização. Acompanhe o conteúdo a seguir para entender o que significa CPATP em segurança do trabalho!

 

O que é a CPATP?

 

Conforme dissemos inicialmente, a sigla se refere à Comissão de Prevenção de Acidentes no Trabalho. Foi instituída pela NR 29 Segurança e Saúde no Trabalho Portuário, aprovada em 8 de junho de 1978 pela Portaria Nº 3.214 no Ministério do Trabalho e Emprego. 

 

Quais os objetivos dessa comissão? 

 

Seus principais objetivos incluem monitorar e relatar as condições de risco nos ambientes de trabalho, além de solicitar as medidas necessárias para reduzir ou eliminar os perigos existentes. 

Também deve discutir quaisquer acidentes ocorridos e encaminhar o resultado dessa discussão ao SESSTP - Serviço Especializado em Segurança e Saúde do Trabalhador Portuário, OGMO - Órgão Gestor de Mão-de-Obra ou empregadores, a fim de exigir medidas preventivas contra futuras ocorrências.

Outra responsabilidade é orientar os trabalhadores quanto à prevenção de acidentes. 

 

As principais atribuições da CPATP 

 

Todas as decisões da comissão devem acontecer a partir do consenso entre seus membros. Caso contrário, os conflitos deverão ser solucionados a partir de um mediador que entre em comum acordo com os demais participantes.

 

Entre suas principais atribuições, podemos destacar:

 

ü discutir qualquer acidente ocorrido na região portuária, mesmo a bordo;

ü sugerir as medidas de prevenção contra acidentes necessárias por meio do encaminhamento ao SESSTP, ao OGMO, empregadores e/ou administrações dos terminais de uso privativo;

ü divulgar e zelar pelo monitoramento e cumprimento das NR’s de Segurança e Saúde no Trabalho;

ü conscientizar os colaboradores quanto à importância da prevenção contra acidentes e doenças ocupacionais, além de incentivá-los a adotar um comportamento precavido durante o trabalho;

ü promover anualmente a SIPATP - Semana Interna de Prevenção de Acidente no Trabalho Portuário, em conjunto com a SESSTP;

ü enviar cópias das atas de reuniões, assinadas pelos presentes, para o SESSTP, OGMO, empregadores e administração dos terminais portuário de uso privativo mensalmente, além de disponibilizá-las para a monitoração do Ministério do Trabalho e Emprego;

ü fazer a investigação de causas e consequências de acidentes e doenças ocupacionais, quando houver, em conjunto com o SESSTP, além de aplicar as medidas corretivas necessárias;

ü realizar a inspeção nas dependências do porto ou instalação portuária mensalmente e sempre que houver denúncia de risco, mediante aviso prévio ao SESSTP, OGMO empregadores e administrações de instalações portuárias de uso privativo. Notificar dos riscos encontrados, bem como ao responsável pelo setor;

ü promover a realização de cursos, treinamentos e campanhas necessárias para melhorar o desempenho dos colaboradores quanto à segurança e saúde no trabalho;

ü preencher o anexo da NR e arquivá-lo de maneira que possa ser acessado a qualquer momento;

ü elaborar o Mapa de Risco;

ü convocar os membros, sempre que necessário, para a tomada de decisões, informações, depoimentos, dados ilustrativos e esclarecedores provenientes da investigação de acidentes no trabalho.

 



Como funciona a CPATP?

 

A NR determina que a comissão precisa se reunir, ao menos, 1 vez por mês, em local adequado e no horário do expediente, seguindo o calendário anual.

Essa reunião também deve acontecer sempre que houver algum acidente que resulte em morte, perda de membro ou função orgânica, no prazo máximo de 48 horas a partir da ocorrência. 

 

Quem são os membros da CPATP? 

 

Os participantes da comissão são escolhidos a partir da votação de representantes, que também devem eleger um de presidente, vice-presidente e secretário. O mandato dos membros é de até 2 anos, sendo permitido a reeleição. 

Contudo a CPATP não pode ser desmanchada por nenhum órgão ou empregadores antes do término do mandato, mesmo que haja a redução de colaboradores. Exceto em casos de encerramento da atividade portuária. 

 

A diferença entre CIPA e CPATP

 

Semelhante à CPATP, a CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes tem o objetivo de prevenir acidentes e doenças em ambientes de trabalho, além de promover a preservação da saúde do trabalhador.

Na prática, a principal diferença entre essas comissões é sua área de atuação. 

A CIPA engloba todas as áreas de atividade econômica que utilizam mão de obra especializada, como empresas públicas e privadas, sociedades de economia mista, órgãos da administração direta e indireta, instituições beneficentes e qualquer outra organização que admite trabalhadores empregados. 

Já a CPATP foca bastante em monitorar os riscos de acidentes em regiões portuárias, bem como aplicar as medidas que evitem novas ocorrências. 

 

A importância da CPATP para a segurança do trabalhador 

 

O ambiente de trabalho portuário é dividido em inúmeros setores distintos, tanto em terra quanto a bordo. 

Dessa forma a CPATP serve para garantir a segurança de todos os trabalhadores, que exercem funções distintas nos portos organizados, instalações portuárias e retroportuárias. 

 

As normas regulamentadoras da CPATP 

 

Como esclarecemos mais acima, a NR 29 foi responsável por instituir a CPATP. A norma regulamentadora estabelece deveres do empregador e do empregado, a fim de preservar o bem-estar e integridade física de todos no ambiente portuário.

 

São eles:

 

Ø cumprir ou fazer cumprir a NR no que se refere aos riscos de acidentes e doenças profissionais nos portos;

Ø oferecer equipamentos, maquinários e acessórios de proteção individual em boas condições de uso e de segurança;

Ø garantir o cumprimento das normas de segurança e de saúde dos trabalhadores portuários, segundo a Portaria MTb nº 3.214/78;

Ø oferecer a todos treinamentos e formação em segurança, saúde e higiene ocupacional no trabalho portuário;

Ø garantir o uso correto e manutenção de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual);

Ø criar e implementar um PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais);

Ø elaborar e implementar um PCMSO (Programa de Controle Médico em Saúde Ocupacional).

 

Conclusão

 

A CPATP é fundamental para preservar a saúde física e emocional dos trabalhadores portuários em todo o país.

Afinal, imprevistos podem acontecer em qualquer ocupação, mas, em profissões que exigem grande esforço físico e mental, essas chances são ainda maiores. Nessas horas, o trabalhador precisa estar devidamente equipado, a fim de evitar mais prejuízos à sua saúde. 

 

 

 

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quinta-feira, 10 de novembro de 2022

 




 

DISPOSITIVO DR: DESCUBRA O QUE É E PARA QUE SERVE

 



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Utilizar muitos equipamentos eletrônicos em uma residência com problemas de instalações elétricas pode potencializar um sério perigo: os acidentes elétricos domésticos. Para minimizar essa ameaça, existe um mecanismo de segurança chamado dispositivo DR - Diferencial Residual.

Esse dispositivo desarma a corrente elétrica automaticamente sempre que o risco de choque elétrico é detectado. Quer aprender mais sobre a importância desse aparelho e como ele funciona? Acompanhe o conteúdo a seguir!

 

O que é dispositivo DR? 

 

Conforme dissemos inicialmente, o Diferencial Residual é um dispositivo de segurança, que atua como uma espécie de interruptor capaz de desligar automaticamente uma corrente elétrica assim que identifica algum vazamento de energia nos condutores.

Na prática, ele desativa o local no qual houve a falha para evitar possíveis choques elétricos. 

 

Para que serve o dispositivo DR?

 

Entender o dispositivo DR para que serve é fundamental para garantir a sua segurança e da sua família.

 

Ele foi desenvolvido para proteger pessoas e animais contrachoques elétricos, seja por contato direto ou indireto:

 

Ø contato direto: quando alguém toca um condutor que está eletricamente carregado e com funcionamento normal;

Ø contato indireto: quando o indivíduo toca algo que não costuma conduzir eletricidade, mas se transformou em um condutor por acaso. Normalmente, isso acontece devido a uma falha no isolamento do condutor. 

 

Como funciona um dispositivo DR? 

 

Mais acima, explicamos que o aparelho desarma o disjuntor, impedindo a passagem de energia elétrica. Com isso, o indivíduo não corre o risco de levar choques elétricos graves, por contato direto ou indireto. 

Porém, vale destacar que esse dispositivo só funciona em correntes elétricas de baixa tensão; aqueles não detectados por disjuntores tradicionais, mas que ainda podem causar danos ao ser humano e aos animais. 

Existem diversas categorias de DR seja ele um dispositivo DR bipolar ou dispositivo DR tripolar, mas todos funcionam da mesma forma. Para exemplificar, imagine um dispositivo com corrente de 30mA.

Isso significa que o aparelho só desarmará o disjuntor se a diferença entre as correntes nos terminais dor igual ou maior que 30mA. 

 

A importância de utilizar um dispositivo DR

 

Ter um dispositivo DR instalado na rede elétrica é fundamental para se proteger contrachoques elétricos graves e outros danos.

Você sabia que cerca de 30% dos incêndios domésticos são gerados por falhas elétricas?

Os defeitos elétricos mais comuns são resultado da deterioração dos isolantes condutores, além de outros fatores.

Nesse sentido, foi estabelecida em 1997 a Norma NBR 5410, que tornou obrigatório o uso de DR’s de alta sensibilidade (30mA) em locais e circuitos específicos, a fim de oferecer proteção contra acidentes elétricos.

 

São eles:

 

ü circuitos que alimentam tomadas em áreas externas;

ü circuitos de iluminação externa, como jardins etc.;

ü todos os pontos de iluminação e de tomadas nos banheiros;

ü circuitos de tomadas em áreas externas, mas que podem alimentar equipamentos no exterior;

ü todos os pontos de uso em cozinhas, lavanderias, áreas de serviço, áreas internas molhadas em uso normal em durante lavagens.

 



Riscos que o dispositivo DR previne 

 

Usar um aparelho DR na instalação elétrica oferece inúmeras vantagens, além da segurança física dos seres humanos e animais, como a economia de energia por impedir o vazamento de correntes. Confira os perigos que esses mecanismos previnem abaixo. 

 

Curto circuito 

 

Evita a ocorrência de curtos circuitos e o vazamento de energia, que provoca o aumento no consumo elétrico. 

 

Super aquecimentos dos equipamentos elétricos 

 

Protege contra o superaquecimento de aparelhos eletrodomésticos e eletrônicos, que podem gerar danos permanentes ou mesmo incêndio acidentais. 

 

Choque elétrico

Por fim, mas não menos importante, previne contrachoques elétricos e suas consequências:

 

ü paralisia parcial ou total dos movimentos durante a ocorrência, que pode gerar uma série de acontecimentos, como quedas, falhas na condução de máquinas etc.;

ü queimaduras graves ou fatais;

ü fibrilação cardíaca;

ü parada respiratória com paralisia dos músculos que atuam na respiração, que pode ser fatal caso o indivíduo não receba atendimento em tempo hábil;

ü parada cardíaca.

 

Como instalar um dispositivo DR? 

 

Depois de entender como esse aparelho funciona, chegou o momento de aprender outra etapa do dispositivo DR: como instalar.

 

Porém, antes de começar a instalação, é necessário tomar algumas precauções:

 

Ø faça um teste prévio em locais seguros para se certificar de que os dispositivos estão funcionando corretamente;

Ø desligue o disjuntor geral e informe a todos no ambiente que você estará trabalhando no local para que ninguém religue o circuito até o fim da instalação;

Ø tranque o medidor com um cadeado para evitar religações acidentais e, assim, prevenir choques elétricos antes de finalizar a instalação do dispositivo;

Ø faça o dimensionamento prévio para ter certeza de que a caixa disjuntora aguentará os componentes necessários para a instalação do DR.

 

Feito isso, reúna todas as ferramentas, equipamentos e materiais necessários que sejam de qualidade e boa procedência para minimizar possíveis riscos durante a instalação, além de oferecer um ótimo acabamento.

 

São eles:

 

ü dispositivo DR;

ü cabos;

ü etiquetas;

ü alicate desencapador;

ü alicate de corte;

ü chave de fenda ou “Philips”;

ü chave de teste;

ü multímetro.

 

Reunidos os materiais, o primeiro passo é verificar qual o padrão de posicionamento dos outros dispositivos localizados no QDC - Quadro de Distribuição de Circuitos em que o DR será instalado.

Assim, você segue o padrão de organização e minimiza as chances de erros. Em seguida, fixe o dispositivo seguindo seu modelo, de forma que ele seja alimentado por cima e suas saídas fiquem por baixo. 

Com a ajuda de um alicate desencapado, desencape os condutores e comece a alimentação do dispositivo não existe polaridade certa para o DR, seguindo o padrão dos outros componentes.

O único requisito é o local onde o condutor neutro deve ser fixado. Geralmente, ele pode ser ligado em um DPS -Dispositivo de Proteção contra Surtos e conectado ao DR logo em seguida. 

Todos os conectores devem estar bem fixados; puxe levemente os cabos para verificar se estão bem presos. Antes de fechar o QDC, realize todos os testes para garantir que o DR está funcionando corretamente. 

 

Conclusão

 

Um dispositivo DR é crucial para evitar acidentes elétricos domésticos. Nesse sentido, a grande maioria dos edifícios e casas residências já são projetados com os DR’s inclusos no plano de construção. 

 

 

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LTCAT: ENTENDA O QUE É E PRINCIPAIS OBJETIVOS

 



Seja você colaborador ou empresa, você saberia responder por que o LTCAT é o documento que determina se um colaborador deve receber aposentadoria especial?

Neste artigo nós te damos essa resposta, além de explicar a relação e diferença do Laudo Técnico das Condições do Ambiente de Trabalho com o PPP e PPRA. 

 

O que é LTCAT?

 



A sigla LTCAT diz respeito ao Laudo Técnico das Condições do Ambiente de Trabalho. Esse documento é responsável por identificar e avaliar as condições dos locais em que os trabalhadores operam suas atividades.

O laudo é elaborado após uma avaliação técnica in loco, ou seja, no próprio local de trabalho, onde se coletam dados e informações para preencher o documento.

Assim, a ida até o local serve para fazer essa análise e procurar por todos os tipos de riscos físicos, químicos e biológicos que ameaçam a saúde e integridade do profissional em sua rotina.

O LTCAT é preenchido com avaliações qualitativas e quantitativas sobre os riscos identificados e também é responsável por oferecer soluções que diminuam esses riscos.

Ao ser concluído, ele é usado como subsídio para elaboração do Perfil Profissiográfico Previdenciário - PPP, que tem como função informar o histórico laboral do colaborador.

Esses dois documentos são essenciais para trabalhadores encaminharem suas aposentadorias especiais, portanto, são de grande importância para empresas de regime CLT, tanto pela aposentadoria quanto pelo registro de agentes nocivos à saúde e integridade de funcionários.

 

Principais objetivos do LTCAT

 

Agora que você já sabe o que é o LTCAT, é importante focar em seus principais objetivos.

Podemos definir que o objetivo central do laudo é comprovar as exposições aos agentes ambientais que podem trazer prejuízos à saúde e integridade física de trabalhadores.

Isso é feito identificando principalmente quais são esses componentes que oferecem os riscos.

 

Identificar a exposição do funcionário aos agentes nocivos

 

A presença ou ausência de agentes nocivos no dia a dia de trabalhadores é identificada através do Laudo Técnico das Condições do Ambiente de Trabalho.

De acordo com o anexo IV do Decreto 3048/99, os riscos que podem ser encontrados ao analisar ambientes de trabalho para gerar o LTCAT podem ser tipificados em: físicos, químicos e biológicos.

 

Físicos

 

Entram em riscos físicos temperaturas muito elevadas ou muito baixas, radiações, pressões anormais, ruídos e vibrações.

 

Químicos

 

No que diz respeito a riscos químicos, fazem parte agentes que entram pela via respiratória, por ingestão ou pele dos trabalhadores, como óleos, mercúrio, chumbo, poeira, tinta, fumo e cloro.

 

Biológicos

 

Por fim, se caracterizam como riscos biológicos parasitas, vírus, fungos e bactérias que podem causar danos à saúde dos trabalhadores.

Nesse item, também pode-se considerar microrganismos e parasitas infecto contagiosos vivos.

 

Quando o LTCAT deve ser elaborado?

 

Esse laudo é exigido para todas as empresas, de acordo com a Lei 8.213/91.

Reforçamos aqui que as empresas que sabem que oferecem riscos ambientais aos trabalhadores devem ter o LTCAT como prioridade, pois o documento ajuda a reduzir e prevenir riscos.

Outro ponto importante sobre a elaboração do LTCAT é que, segundo os protocolos do INSS, ele deve ser feito de acordo com as normas da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

Então, se existem dúvidas relacionadas às práticas administrativas do LTCAT, elas podem ser tiradas nas agências do INSS.

Por fim, ao fazer esse laudo, é importante considerar que ele passa pela observação da NR-15, que nos apresenta os limites de tolerância de cada agente nocivo.

 

Quem pode elaborar o LTCAT?

 

Somente dois grupos de profissionais podem elaborar o LTCAT: engenheiros de segurança do trabalho e médicos do trabalho.

Essa é a determinação da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, em conformidade com a Instrução Normativa nº 45.

Além disso, a lei determina que o profissional que elaborar o LTCAT deve ser habilitado pelo conselho de classe da profissão, que são:

Médicos: Conselho Regional de Medicina – CRM.

Engenheiros: Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura – CREA

Arquitetos pós-graduados em Engenharia em Segurança no Trabalho: Conselho de Arquitetura e Urbanismo — CAU.

 

A diferença entre LTCAT e PPRA? 

 

O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA é facilmente confundido com o LTCAT por trabalhar com o objetivo de evitar doenças do trabalho e acidentes de trabalho.

A primeira diferença entre eles é que o LTCAT é regulamentado pela Previdência Social, enquanto o PPRA é regulamentado pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Uma vez que suas regulamentações são diferentes, seus objetivos finais também, sendo o do LTCAT documentar os danos e riscos no trabalho para a aposentadoria especial e o do PPRA visar medidas de segurança para manter a saúde e resguardo no trabalho.

Outra característica muito importante que também os difere é o fato do LTCAT exigir uma conclusão em seu documento, enquanto o PPRA não necessita de conclusão ao ser elaborado.

Isso acontece porque o LTCAT é considerado um laudo e o PPRA é considerado um programa. 

 

E, quais as penalidades caso o LTCAT não exista? 

 

As empresas que não realizarem o LTCAT podem ser multadas, de acordo com o art. 283, Capítulo III do decreto nº 3.048.

Essa multa pode variar de acordo com a gravidade da infração, com valores que vão de  R$ 991,03 a R$ 99.102,12.

Então podemos concluir que a elaboração do LTCAT é importante tanto para o trabalhador, que terá seus direitos garantidos e exposições à saúde e integridade diminuídos, como para a empresa, que não correrá riscos legais e impactos financeiros.

Ressaltamos também que o e-Social vem para fazer o controle eletrônico destes e outros documentos.

A implantação desse sistema facilitará a falta de qualquer dado ou documento que uma empresa deve ter e emitirá rapidamente multas cabíveis e inspeções nos locais.

 

Conclusão

 

Conseguiu notar a importância da elaboração do LTCAT, tanto para sua empresa não correr riscos perante a lei, quanto para seus trabalhadores exercerem suas funções com mais segurança?

Esse documento é de suma importância por diversos aspectos que citamos aqui, mas reforçamos principalmente a implantação do e-Social e sua fiscalização.

Então, não restam dúvidas de que você precisa de um time de segurança do trabalho preparado para dar conta de todos esses pontos. E para isso, os profissionais do ISC estão mais do que preparados!

 

 

 

 

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