sexta-feira, 4 de novembro de 2022

 




 

NR 5 ATUALIZADA: QUAIS AS MUDANÇAS DA CIPA PARA 2022?

 


Assim como a NR 18, a NR 5, que tem como título Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA, também sofreu alterações que beneficiam os trabalhadores de diferentes segmentos produtivos.

Em vigor a partir de janeiro de 2022, a NR 5 atualizada continua estabelecendo diretrizes para prevenir doenças ocupacionais e acidentes de trabalho, mas agora, conta com termos técnicos harmonizados e novas regras no que diz respeito à capacitação e treinamento em segurança do trabalho entre outros assuntos importantes.

 

NR 5 atualizada: o que muda a partir de 2022?

 

A atualização da NR 5 tem como principal objetivo simplificar, padronizar e desburocratizar a aplicação das normas que garantem a saúde e a segurança do trabalhador por diferentes empresas.

Na prática, a revisão da norma regulamentadora 5 a deixa com um texto mais moderno, de melhor compreensão e alinhado com a normas técnicas vigentes. Com a NR 5 atualizada, profissionais de SST terão mais liberdade para escolher ferramentas e metodologias capazes de mapear riscos e adotar medidas para eliminá-los ou mitigá-los.

 

Confira a seguir as principais alterações da nova NR 5.


Treinamento

 

Sem dúvida alguma uma das mudanças mais significativas da nova NR 5 refere-se ao treinamento para os representantes e membros da CIPA. A nova redação vincula o grau de risco do estabelecimento com a carga horária mínima do treinamento. Além disso, inclui a possibilidade de o treinamento ser oferecido na modalidade EAD, conforme listamos adiante:

 

Risco 1: 8 horas (pode ser realizado integralmente na modalidade presencial, semipresencial ou EAD);

Risco 2: 12 horas (pelo menos 4 horas devem ser presenciais);

Risco 3: 16 horas (pelo menos 8 horas presencialmente);

Risco 4: 20 horas (pelo menos 8 horas presencialmente).

 

Além da carga horária conforme grau de risco do estabelecimento, a NR 5 atualizada também traz mais duas novidades interessantes quando o assunto é treinamento.

A primeira é que a partir de 2022, o integrante do SESMT não precisa mais participar do treinamento da CIPA. Já a segunda, é o aproveitamento de treinamento. A norma estabelece que o treinamento realizado há menos de 2 anos pode ser aproveitado na mesma organização.

 

Quadro de dimensionamento da CIPA

 

Na redação anterior o quadro de dimensionamento da CIPA era baseado no CNAE da empresa e em seu número de trabalhadores, o que o deixava extenso e de difícil compreensão. Para facilitar a vida dos profissionais de SST, a atualização da NR 5 promoveu um quadro mais enxuto, baseado na quantidade de funcionários lotados no estabelecimento e no grau de risco previsto pela NR 4.

 

Fonte: NR 05 atualizada, página 10


NR 5 atualizada e os microempreendedores individuais (MEI)

A nova NR 5 traz tratamento diferenciado para os MEI’s, ou seja, para os microempreendedores individuais. Com a nova redação, MEI’s são dispensados de nomear representante da CIPA.

Tratamento diferenciado também para ME e EPP graus 1 e 2

Uma das exigências da NR 5 é que a CIPA se reúna mensalmente, conforme calendário preestabelecido.

Entretanto, em microempresas e empresas de pequeno porte essa reunião pode acontecer bimestralmente, ou seja, de dois em dois meses. Desde que, é claro, sejam estabelecimentos de graus de risco 1 e 2.

 

Processo eleitoral

 

O tópico “processo eleitoral” da NR 5 atualizada também traz alterações relevantes.

A redação anterior da NR 5 previa que a votação para a escolha dos representantes dos empregados na CIPA só poderia acontecer caso contasse com a participação de pelo menos 50% do número de trabalhadores. Se não atingisse o número necessário, a votação era cancelada e remarcada dentro de um prazo de 10 dias.

Na nova NR 5, a participação de metade dos funcionários da empresa na votação continua sendo exigida. Contudo, caso isso não seja possível, a eleição é prorrogada para o dia seguinte e deverá contar com a presença de no mínimo 1/3 dos colaboradores.

Não atingindo quórum mínimo mais uma vez, a comissão eleitoral deverá novamente prorrogar a votação para o dia subsequente. Porém, nesta última tentativa é considerada válida a participação de qualquer número de funcionários.

Vale a pena ressaltar que em ambos os casos, a prorrogação deve ser comunicada ao sindicato da categoria profissional preponderante dos funcionários.

NR 5 atualizada e a estabilidade de membro da CIPA com contrato temporário

Sabendo que a motivação de vários trabalhadores para integrar a CIPA era a estabilidade oferecida pela comissão, a nova NR 5 colocou um ponto final nessa questão. De fato, a nova redação continua vedando a dispensa arbitrária ou sem justa causa do empregado eleito para cargo de direção da CIPA, do registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato.

Contudo, exclui dessa “proteção” o contrato de trabalho por prazo determinado. No item 5.4.12.1, a nova NR 5 estabelece que “o término do contrato de trabalho por prazo determinado não caracteriza dispensa arbitrária ou sem justa causa do empregado eleito para cargo de direção da CIPA”.

Como mostramos neste artigo, a nova NR 5 traz mudanças que beneficiam não somente os funcionários de uma organização, mas também os profissionais de SST e os empresários.

 

 



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QUAL O PAPEL DA MULHER NA SEGURANÇA DO TRABALHO

 



Assim como cada colaborador, a mulher na Segurança do Trabalho também é essencial. Essa participação mais igual e ativa ajuda a promover a cultura de prevenção e cuidados na empresa, diminuindo riscos. Por ser um tipo de ação que depende de todos, é claro que as mulheres têm papel central.

Embora muitos associem algumas práticas da Segurança do Trabalho aos homens, felizmente essa ideia está sendo ultrapassada. As mulheres podem e devem contribuir em todos os níveis dentro das organizações que participam, e há muitos motivos para acreditar nisso.

 

Mulheres e mercado de trabalho

 

Se considerarmos que as mulheres têm ganhado cada vez mais espaço no mercado de trabalho, isso traz algumas informações importantes. Quanto mais delas atuando nas empresas, mais importante é a participação da mulher na Segurança do Trabalho.

Segundo uma publicação da Women in Business, de 2018, 29% das empresas brasileiras possuíam uma mulher em cargo de chefia. Com as pautas de diversidade em alta, esse número também deve crescer.

 

As mulheres lideram o ranking nacional com maior percentual entre as chefes de família. Esse número confirma o que você leu mais acima: em todos os setores econômicos, as mulheres estão cada vez mais presentes.

Incentivar as ações da mulher na Segurança do Trabalho é uma forma de você garantir que toda a empresa ganhe. Além de motivar as demais colegas, elas também são parte importante do dia a dia do local.

Seja na indústria ou na construção civil, que tradicionalmente são ocupados por homens, elas também ganham a cena. Se você quer que a sua empresa trate o tema da Segurança do Trabalho de forma igual entre todos, precisa saber de todos esses dados.

 

Por que incluir a mulher na Segurança do Trabalho?

 

Há muitas formas de impulsionar o papel da mulher na Segurança do Trabalho. No entanto, isso dependerá do contexto da empresa e dos cargos que a funcionária ocupar. Na verdade, é o mesmo que acontece com qualquer colaborador, não é mesmo?

 

Identificação de riscos ocupacionais

 

Homens e mulheres são diferentes, mas você tem considerado isso na hora de avaliar os riscos ocupacionais da sua empresa? A presença da mulher na Segurança do Trabalho ajuda a identificar esses riscos, o que certamente não teria a mesma eficiência sendo um homem, pois ele não conhece a realidade delas.

É claro que para isso acontecer as suas colaboradoras precisam ter o conhecimento certo. Ao fazer treinamentos específicos sobre Segurança do Trabalho, elas se sentem mais motivadas a ajudar no mapeamento dos riscos.

 

De acordo com o Ministério da Previdência Social, as doenças ocupacionais que mais atingem as mulheres são:

 

Ø Ler/DORT;

Ø Estresse;

Ø Depressão;

Ø Gastrite;

Ø Ansiedade;

Ø Endometriose;

Ø Alterações hormonais;

Ø Enxaqueca;

Ø Fadiga crônica.

 

Por outro lado, os homens sofrem mais com acidentes traumáticos. Você consegue notar a diferença? Provavelmente, as ações de prevenção devem ser diferenciadas para cada um dos gêneros em sua empresa.

 

Compromisso social

 

Quando você mostra que a sua empresa se preocupa com o papel da mulher na Segurança do Trabalho, o discurso vai muito além disso. Quer dizer que a sua empresa se importa com o empoderamento das colaboradoras e quer dar espaço para elas serem ouvidas.

Sem dúvida, esse tipo de posicionamento já motiva as mulheres a colaborarem mais. Normalmente, você poderá notar um maior engajamento delas, que também vão impulsionar as colegas para que também se envolvam. É uma grande rede onde uma puxa a outra.

 

Diminuir os riscos de assédios

 

Infelizmente, os assédios nos ambientes de trabalho ainda existem. E o pior: eles contaminam de forma negativa o ambiente e causam traumas psicológicos às colaboradoras.

De fato, esse também é um tema que deve ser tratado na Segurança do Trabalho, pois o foco é evitar acidentes variados, incluindo desse tipo. Entretanto, você não poderá saber se esse tipo de problema acontece na sua empresa quando as mulheres não se sentem confortáveis para denunciar.

Incluir a mulher na Segurança do Trabalho ajuda a dar mais confiança para esse tipo de denúncia. Isso também salienta que a empresa está sempre ao lado das mulheres e que episódios isolados não representam o que se defende internamente.

 

Ações com diversidade

 

Pensando no exemplo da Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho - SIPAT, obrigatória em muitas empresas, há muitas possibilidades. Se a programação for feita apenas por homens, como ficará a satisfação e o cuidado com a saúde da mulher na Segurança do Trabalho?

As suas colaboradoras poderão ajudar na composição da SIPAT e trazer temas mais diversos. Embora seja importante que toda a equipe receba treinamentos e orientações periodicamente, a SIPAT é um bom ponto de partida. 

Agora que você já conhece o papel da mulher na Segurança do Trabalho, que tal incentivar essa participação na sua empresa? Conheça nossos treinamentos online de Saúde e Segurança do Trabalho e contribua para o empoderamento feminino no mercado de trabalho.

 

 

 

 

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quinta-feira, 3 de novembro de 2022

 




TRABALHO EM ESPAÇO CONFINADO: TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER

 



Quando falamos de trabalho em espaço confinado, há muitos riscos e obrigações a se considerar, especialmente na indústria. Mas o que realmente define um 'espaço confinado'? E o que são, afinal, essas obrigações? Conhecer os equipamentos e orientações também é parte da rotina de trabalho.

Além de ser fundamental o colaborador de habilitação para o tipo de trabalho que irá fazer, você deve se lembrar de que um espaço fechado tem algumas limitações. Dentre elas, a ventilação, por exemplo. Os EPI’s e a equipe de trabalho também são importantes.

Portanto, entenda melhor neste artigo tudo o que precisa saber sobre o assunto para a sua empresa!

 

O que é um espaço CONFINADO?

 

Se você ainda tem dúvidas sobre o trabalho em espaço confinado, é importante entender primeiro que tipo de espaço se está falando.

 

O 'CONFINADO' faz referência a um ambiente onde há determinadas características:

 

Ø Aberturas apenas de entrada e/ou saída;

Ø Ventilação natural desfavorecida;

Ø Níveis de oxigênio deficientes;

Ø Pode haver componentes tóxicos ou inflamáveis próximos;

Ø Não pode ser ocupado de forma contínua.

 

Portanto, o trabalho em espaço confinado é aquele que acontece em condições menos favoráveis. Por causa disso, os trabalhadores não devem ficar no seu interior por longas horas, por exemplo. Além disso, pode haver uma delimitação mais restrita, por vezes de apenas um colaborador no interior.

Você também pode encontrar o termo 'espaço confinado aberto'. Ele é semelhante, pois se trata de um tipo de espaço onde há mais facilidade de acesso, porém ainda com riscos aos profissionais.

Em alguns casos, até mesmo uma máquina pode ser um espaço confinado. Se um trabalhador precisa entrar no tanque para fazer a manutenção, ele já se configura como um ambiente confinado, conforme suas características.

Outros exemplos de espaços confinados são silos, colunas, casas de bombas, diques, porões, containers, diques e até mesmo vagões.

 

Normas de trabalho em espaço confinado

 

Entre as normas brasileiras que regulamentam o trabalho em espaço confinado, você precisa conhecer em especial a NBR-16577. É nela que estão os requisitos para se trabalhar nesse tipo de espaço e também as orientações para se prevenir acidentes a partir de medidas de segurança.

Além dessa norma, há também a NR-33. Nesse caso, estão todas as outras informações que fazem referência ao trabalho em espaço confinado. E ela também estabelece as obrigações do colaborador e da empresa, conforme você conhecerá nos tópicos a seguir.

 

Normas para a empresa

 

No caso da empresa, o trabalho em espaço confinado tem algumas exigências. Os EPI’s são importantes, mas não se trata apenas deles.

Primeiramente, você deve sempre formalizar quem é o colaborador capacitado que ficará responsável por cumprir a NR-33. Além disso, todos os riscos do ambiente devem ser identificados para assim se providenciar a Permissão de Entrada e Trabalho.

A empresa também é responsável por encaminhar a suspensão do trabalho quando houver algum risco. Garantir que os colaboradores saibam como agir nessas situações também está previsto na NR-33.

 

Normas para o colaborador

 

Com relação ao colaborador que irá fazer o trabalho em espaço confinado, ele precisa ter atenção a alguns pontos:


Ø Conhecer e cumprir a NR-33;

Ø Informar à empresa e aos colegas quando houver situações de risco elevado;

Ø Utilizar todos os EPI’s corretamente;

Ø Seguir o trabalho sempre de acordo com os treinamentos recebidos.

 

Equipe de trabalho


Entre as exigências do trabalho em espaço confinado, há também uma necessidade de mais profissionais. Ou seja, você não terá apenas a pessoa que entra no ambiente fechado, pois isso seria muito arriscado. Confira quem mais deve compor a equipe:


Ø  Responsável técnico: é quem identifica os espaços confinados e determina as medidas de prevenção;

Ø  Supervisor de entrada: responsável pelo encaminhamento dos procedimentos da Permissão de Entrada e Trabalho;

Ø  Vigia: enquanto alguém está no interior do espaço, o vigia irá monitorar e proteger a atividade.


Como evitar acidentes de trabalho em espaço confinado?

 

Conforme orientam a NBR-16577 e a NR-33, é possível evitar acidentes de trabalho em espaço confinado. 


Além de seguir as medidas que você conferiu acima, como a responsabilidade de cada um, deve-se aplicar alguns cuidados práticos:


Ø Manter a sinalização visual e sonora sempre clara, conforme cada caso;

Ø Isolar a área durante o trabalho;

Ø Uso correto dos EPI’s;

Ø Manter a limpeza do espaço;

Ø Descontaminar o local, quando necessário;

Ø Instalar equipamentos de ventilação.

 

Com relação aos EPI’s mais comuns nesses casos, estão os botões de segurança, óculos específicos e o capacete que possa se prender abaixo do queixo. É importante que o colaborador também use luvas resistentes e respirador, se houver risco de contaminação.

Portanto, são muitos procedimentos e leis relativas ao trabalho em espaço confinado. Porém, como você conferiu ao longo do artigo, é possível seguir todas as orientações e garantir a segurança da sua equipe e indústria!

 

 

 

 

 

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COMO MANTER AS PESSOAS A UMA DISTÂNCIA SEGURA DE VEÍCULOS DE MOVIMENTAÇÃO?

 


Acidentes envolvendo pedestres e veículos de movimentação ainda são um dos principais fatores riscos para operações logísticas nas empresas. O maior deles é o atropelamento por empilhadeira. Por isso, é importante assegurar que os pedestres mantenham uma distância segura de veículos em movimentação.

 

É possível garantir que o risco de atropelamento seja ZERO?

 

Qual a distância mínima que devemos manter da empilhadeira?

A distância mínima entre a empilhadeira e um pedestre dever ser de no mínimo 1,00 m (um metro).

Assim, as áreas de circulação e os espaços em torno de máquinas devem ser dimensionados de forma que o material, os colaboradores e os transportadores mecanizados possam movimentar-se com segurança.

Além disso, deve haver áreas reservadas para corredores e armazenamento de materiais, devidamente demarcadas com faixa nas cores indicadas pela NR 26.

Mas sabemos que em certas operações logísticas não há possibilidade de criar barreiras físicas, como guarda-corpo e grades, para separar o trânsito de pedestres.

 

O que fazer, então?

 

Como garantir um ambiente seguro para pedestres e empilhadeiras?

Muitas regras e normas de segurança tentam manter as pessoas a uma distância segura de veículos em movimento, mas o fator de risco ainda existe.

Isso porque elas geralmente dependem de fatores humanos. Seja o operador de empilhadeira ou pedestre, as regras de segurança vão depender muito do comportamento de trabalho seguro.

Basta um momento de desatenção ou não conformidade com as diretrizes de segurança para fazer com que alguém se aproxime de um veículo em movimento e corra o risco de se ferir ou causar um acidente fatal por atropelamento ou esmagamento.

Mesmo com algumas iniciativas de segurança como barreiras ou instruções para manter distância segura dos veículos em movimentação, ainda dependem de fatores humanos.

Além desses fatores humanos, as condições do ambiente costumam acrescentar outros riscos. Muitos armazéns têm pontos cegos onde os layouts obstruem a visão tanto do operador de empilhadeira quanto do pedestre vulnerável.

Da mesma maneira com pilhas e corredores estreitos formados por produtos estocados.

Estes problemas de fato dificultam a manutenção dos colaboradores a uma distância segura de veículos em movimento.

O que pode ser feito para manter veículos e pedestres separados, sem depender do comportamento humano e trabalhar em áreas de baixa visibilidade ou alto risco?

Sistema de detecção de Pedestres e Veículos

A melhor maneira de garantir a segurança na distância entre pedestres e veículos e movimentação é usar um sistema que detecta a aproximação de pessoas ou outros veículos. Eles conseguem reduzir drasticamente o número de acidentes com empilhadeiras.

 



Mas não pode ser qualquer sistema. Deve ser um que consiga penetrar por meio de barreiras físicas como a estocagem de produtos, pilastras, prateleiras e outros pontos cegos perigosos.

Ou seja, o sensor não pode usar tecnologia Sistema de Detecção de Pedestres e Veículos 

 

Os Sistema de Detecção de Pedestres e Veículos utilizam tecnologia de rádio frequência que podem falhar em diversas situações devido as suas limitações de sinal. Além disso, não foram criados para esse fim.

A rádio frequência foi originalmente implantada nas operações logísticas para identificar caixas e produtos na operação e transporte logístico. Em outras palavras, fornecer informações para um sistema que armazena e faz o gerenciamento dos dados, para inventário e fins de controle de movimentação.

 

Qual tecnologia é mais segura que os sistemas por rádio frequência?

 

Para manter a distância segura entre pedestres e veículos em movimentação, o sistema de detecção e pedestres deve utilizar ondas eletromagnéticas.

A exemplo disso os sensores sonoros. Ele é o mais confiável, preciso e consegue penetrar por meio de barreiras físicas como a estocagem de produtos, pilastras, prateleiras e outros pontos cegos perigosos.

Além de eliminar pontos cegos, o sistema indica a presença de pedestres e empilhadeiras e emite sinais de alerta de proximidade por meio de um sensor que forma um campo magnético poderoso. Assim, o dispositivo consegue criar uma área segura entre pedestres e empilhadeiras.

Luzes de alerta também ajudam a manter pedestres a uma distância segura de veículos em movimentação?

O feixe luz vermelha projetado no chão, também conhecido como Red Zone ou Luz de alerta lateral, pode, sim, ajudar nesse propósito. Vai indicar a distância segura entre empilhadeiras e pedestres.

 


Porém, ainda são propensas à dependência de fatores humanos.

Da mesma forma ocorre com farol anticolisão Blue Spotlight. Ele certamente vai ampliar a segurança na movimentação de materiais.

Além de um alerta visual para pedestres, este farol previne batidas entre veículos. É uma ferramenta indispensável para garantir a segurança em armazéns.

 



Contudo, para que o risco de acidente seja ZERO e se tenha a garantia de uma distância segura de veículos em movimentação, o melhor é usar o sistema de detecção de pedestres.

O Sistema de Detecção de Pedestres e Veículos ajuda as empresas na difícil missão de manter pedestres e veículos distantes e em segurança.

Ele é um sistema de simples utilização que funciona com um Gerador de Campo Eletromagnético instalado na empilhadeira. O gerador possui dois níveis de detecção em formato elíptico. O sistema varre os 360° ao redor do veículo, garantindo o alerta quando ocorre uma aproximação entre veículo e pedestre.

Com o pedestre fica o Dispositivo de Alerta Pessoal, que capta as ondas eletromagnéticas emitidas pelo Gerador e emite um alerta sonoro e luminoso, informando o pedestre da presença de veículos próximos da área de detecção.

O Sistema de Detecção de Pedestres e Veículos divide a responsabilidade entre pedestres e operadores de veículos de movimentação de materiais com alerta visual e sonoro para ambos quando ocorre a aproximação.

 





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quarta-feira, 2 de novembro de 2022

 




 

A IMPORTÂNCIA DO DDS NA ROTINA DE TRABALHO

 


As Normas Regulamentadoras dispõem de várias medidas de segurança no trabalho, tudo visando o bem-estar e segurança dos trabalhadores na sua rotina, independente de qual seja sua função exercida. Dessa forma, inclui-se o DDS ou Diálogo Diário de Segurança, que em suma é uma conversa diária com aproximadamente 10 minutos que deve ser feita todos os dias dentro de uma empresa.  

Porém, infelizmente essa prática não é tão conhecida e exercida dentro de vários ambientes de trabalho. Quer saber por que? E qual a importância de se ter essa rotina de diálogo? Continua aqui que você irá descobrir! 

 

O que é DDS? 

 

Diálogo Diário de Segurança, como o próprio nome já diz é um momento de conversa voltado para assuntos com ênfase na segurança do trabalho. No entanto, essa conversa deve ocorrer diariamente e antes de os colaboradores iniciarem suas tarefas diárias. 

Fonte: Anamul Rezwan


Acima de tudo, o intuito é trazer assuntos voltados para a utilização de equipamentos, as regras de segurança adotadas pela empresa, as normas regulamentadoras, como prevenir acidentes, e vários outros temas que visam o bem-estar da equipe. 

Continuamente, essa conversa deve ser rápida e objetiva, com duração de aproximadamente 10 minutos. Nesse momento a equipe do setor em questão se reúne e o líder aplica o assunto do dia, trazendo conhecimento e sensibilização para seus colaboradores, sobre o quanto é importante cada um ter atitudes que previnam possíveis acidentes. 

 

Fonte: Anamul Rezwan

 

Os diálogos devem ser feitos apenas dentro de operações? 

 

NÃO! Esses diálogos devem ser aplicados em qualquer setor dentro de uma empresa, seja ele administrativo, comercial ou operacional. Muitas pessoas confundem a questão de que segurança no trabalho ter que existir apenas dentro de ambientes onde os colaboradores mexam com maquinários, estejam em campo, ou em movimento a todo instante, por exemplo. 

Porém, as normas regulamentadoras trazem vários parâmetros de segurança voltados tanto para quem está em campo quanto para quem passa o dia sentado em frente a um computador. Uma das normas é a NR 17 – Ergonomia, que visa questões psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar o máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente. Ou seja, envolve questões de como seu corpo deve estar posicionado quando o trabalhador exerce funções que exigem ficar várias horas de frente a um computador, por exemplo. 

 


Fonte: Cottonbro

Em suma, percebe-se que as regras de segurança são muito mais rigorosas em ambientes operacionais, isso porque o risco é muito mais iminente. Porém a regra também vale para ambientes administrativos, dessa forma o DDS deve existir nesses setores também. 


 

 Implementando o DDS 

 

Infelizmente muitos ambientes de trabalho, principalmente pequenas empresas não possuem essa rotina de segurança no trabalho. Um exemplo bem convencional, é uma construção residencial por exemplo, provavelmente você já deve ter passado por uma, onde nenhum funcionário está usando um capacete, ou um calçado fechado. Imagina só quanto risco eles estão correndo diariamente. 

 

Fonte: Lucas Pezeta

 

Dessa forma, parece ser complicado aplicar DDS diariamente, porém não tem nada de difícil nessa tarefa. Mas para começar o líder deve ter visão no bem-estar da sua equipe, seja ela de duas pessoas ou vinte. Ou seja, começando com a disponibilização de EPI’s adequados para as tarefas exercidas. Após isso, começa-se o treinamento inicial que é o DDS, onde as conversas serão em torno de ensinar, sensibilizar e melhorar a comunicação entre as pessoas. 

Continuamente, deve ocorrer um cronograma de temas que serão aplicados, de forma que envolva toda a equipe o mostre a importância de prevenir acidentes. O intuito é trazer temas atuais, exemplos que se aplicam na tarefa exercida pelo setor, e principalmente que os trabalhadores interajam através de perguntas por exemplo.  

 

Bem-estar em primeiro lugar 

 

As pessoas nunca imaginam que algo possa acontecer com elas, até que acontece. No entanto, de forma onde tudo poderia ser evitado. Porém é fato que muitos trabalhadores não possuem acesso a informações, equipamentos e coisas do tipo. Geralmente são pessoas que trabalham por conta própria, e para sobreviver acabam correndo vários riscos. 

Em contrapartida, em locais onde possui toda a estrutura ideal para se trabalhar, muitas coisas acontecem por negligencia de líderes e dos próprios funcionários. Principalmente por acharem que nunca vai acontecer nada. 

                                 Fonte: Anamul Rezwan


Em conclusão, independentemente de qualquer questão sempre deve ser colocado em primeiro lugar a segurança e bem estar do funcionário. Deve-se pensar a longo prazo, ou seja, se proteger hoje para se manter bem amanhã. Até porque todo mundo precisa trabalhar, então ninguém quer passar por um transtorno onde sua vida seja afetada. 

 

Temas para DDS 

 

·       Uso adequado de EPI’s e EPC’s; 

·       Perigos diários no trabalho; 

·       Campanhas de prevenção contra câncer de mama, próstata; 

·       Prevenção contra o COVID-19; 

·       Sustentabilidade; 

·       Aprender com os erros cometidos; 

·       Normas Regulamentadoras de segurança no trabalho; 

·       Saúde ocupacional do trabalhador; 

·       Casos que aconteceram de acidente no trabalho; 

·       Higiene pessoal; 

·       Saúde mental; 

·       A importância de se ter um boa noite de sono; 

 

Primeiros socorros. 

 

São vários os temas a serem abordados nesses diálogos diários. O importante é envolver a equipe, auxiliando na proteção e bem-estar dos funcionários e automaticamente para o bom desenvolvimento do trabalho e das pessoas. 

 

 


 

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