terça-feira, 16 de setembro de 2025

 



 

DDS PROTEÇÃO AUDITIVA: 10 SUGESTÕES E COMO ABORDAR CADA TEMA

 


Você sabia que a exposição a ruídos elevados no ambiente de trabalho pode causar danos irreversíveis à audição? A perda auditiva ocupacional induzida por ruído é considerada uma das doenças que mais atingem a população trabalhadora, mas também uma das mais preveníveis. Abordar a proteção auditiva durante os DDS é essencial para garantir que todos os colaboradores estejam cientes dos riscos e das práticas necessárias para proteger sua audição. Vamos explorar como abordar a proteção auditiva de forma eficaz nos DDS.

O que considerar como ruído?

Ruído é qualquer som indesejado ou desagradável que pode causar desconforto, distração ou danos à saúde. Em termos de segurança ocupacional, o ruído é geralmente medido em decibéis (dB). Níveis de ruído acima de 85 dB são considerados potencialmente perigosos para a audição quando há exposição prolongada. Em ambientes de trabalho, fontes comuns de ruído incluem maquinário pesado, equipamentos de construção, ferramentas elétricas e processos industriais. É importante que os trabalhadores entendam o que constitui ruído perigoso para tomar as medidas adequadas de proteção.

10 temas de DDS sobre proteção auditiva

Abaixo, apresentamos 10 ideias de DDS sobre proteção auditiva para incluir nos seus diálogos hoje mesmo...

1.  A importância da proteção auditiva no ambiente de trabalho

2.  Tipos de proteção auricular e suas funções

3.  Normas de segurança para proteção auditiva 

4.  Consequências da exposição ao ruído sem proteção

5.  Como inserir e ajustar corretamente os protetores auditivos

6.  Manutenção e higienização dos protetores auriculares

7.  Impacto do ruído na produtividade e concentração

8.  Exames audiométricos periódicos 

9.  Identificação de áreas de risco sonoro no ambiente de trabalho

10.             Como os trabalhadores podem ajudar a melhorar a segurança auditiva

Veja a seguir como abordar cada tema no DDS sobre proteção auditiva!

 

1. A importância da proteção auditiva no ambiente de trabalho

Em muitos setores industriais, os trabalhadores estão expostos diariamente a ruídos excessivos. A proteção auditiva é essencial para preservar a saúde dos colaboradores, evitando danos irreversíveis à audição.
Como abordar no DDS:

·       Discuta os efeitos do ruído sobre a audição a longo prazo.

·       Mostre exemplos reais de trabalhadores que sofreram perda auditiva por não usarem proteção adequada.

·       Reforce a importância do uso consistente de protetores auriculares.

2. Tipos de proteção auricular e suas funções

 



Existem diferentes tipos de protetores auriculares, como plugues e conchas, cada um com finalidades específicas. Saber quando usar cada tipo é essencial para garantir proteção eficaz.

Como abordar no DDS: 

·       Apresente os tipos mais comuns de proteção auricular, como os protetores de inserção e os tipo concha.

·       Demonstre a maneira correta de utilizar e ajustar cada tipo de proteção.

·       Reforce os cuidados de manutenção e substituição do EPI.

 

3. Normas de segurança para proteção auditiva

As normas regulamentadoras, como a NR 15, definem limites de exposição ao ruído e determinam a obrigatoriedade do uso de proteção auditiva.

Como abordar no DDS: 

·       Explique os principais pontos da NR 15 e como se aplicam ao local de trabalho.

·       Discuta os limites de exposição ao ruído permitidos pela norma.

·       Encoraje os trabalhadores a conhecerem e seguirem as regulamentações para proteger sua saúde auditiva.

4. Consequências da exposição ao ruído sem proteção

A exposição contínua a níveis elevados de ruído sem a devida proteção pode causar problemas auditivos permanentes. A conscientização sobre esses riscos é fundamental.
Como abordar no DDS: 

·       Mostre os primeiros sinais de perda auditiva e como a exposição ao ruído pode agravar o quadro.

·       Discuta os efeitos a longo prazo de trabalhar sem proteção auricular.

·       Incentive os trabalhadores a monitorarem sua saúde auditiva e a reportarem qualquer desconforto.

5. Como inserir e ajustar corretamente os protetores auriculares

O uso correto dos protetores auriculares é essencial para garantir a proteção adequada. Um ajuste incorreto pode comprometer sua eficácia.
Como abordar no DDS: 

·       Demonstre, passo a passo, a maneira correta de inserir e ajustar os protetores auriculares.

·       Encoraje os trabalhadores a testarem seus protetores e ajustá-los conforme necessário.

·       Realize uma inspeção rápida para garantir que todos estejam utilizando o EPI corretamente.

6. Manutenção e higienização dos protetores auriculares

A manutenção e a higienização adequadas dos protetores auriculares são essenciais para garantir que eles continuem funcionando de maneira eficaz e para evitar infecções.
Como abordar no DDS: 

·       Discuta a importância de limpar regularmente os protetores auriculares.

·       Explique os sinais de desgaste e quando é necessário substituí-los.

·       Demonstre a maneira correta de guardar e transportar os protetores para garantir sua longevidade.

7. Impacto do ruído na produtividade e concentração

O ruído excessivo não apenas prejudica a audição, mas também afeta a produtividade e a capacidade de concentração dos trabalhadores.
Como abordar no DDS: 

·       Mostre como o ruído pode aumentar os níveis de estresse e reduzir a eficiência no trabalho.

·       Discuta maneiras de reduzir a exposição ao ruído no local de trabalho, além do uso de proteção auricular.

·       Reforce a importância de manter um ambiente de trabalho seguro e calmo.

8. Exames audiométricos periódicos

Os exames audiométricos são importantes para monitorar a saúde auditiva dos trabalhadores e prevenir problemas futuros.
Como abordar no DDS: 

·       Explique a importância de realizar exames audiométricos periódicos.

·       Encoraje os trabalhadores a fazerem os exames regularmente e a reportarem qualquer desconforto auditivo.

·       Mostre como os exames podem detectar problemas auditivos em fases iniciais.

9. Identificação de áreas de risco sonoro no ambiente de trabalho

Nem todos os locais de trabalho têm níveis de ruído elevados, mas algumas áreas são mais críticas que outras. Saber identificar esses locais é essencial para a segurança.
Como abordar no DDS: 

·       Mostre as áreas com maior risco de ruído no ambiente de trabalho.

·       Explique a importância de sinalizar corretamente essas áreas.

·       Incentive os trabalhadores a respeitarem as sinalizações e a usarem proteção auricular quando necessário.

10. Como os trabalhadores podem ajudar a melhorar a segurança auditiva

A segurança auditiva não depende apenas da empresa, mas também da colaboração de cada trabalhador em identificar e reportar riscos sonoros.
Como abordar no DDS: 

Encoraje os trabalhadores a comunicar áreas de alto ruído que não estejam adequadamente sinalizadas.

Discuta como cada colaborador pode contribuir para a segurança coletiva, ajudando a garantir que todos estejam usando os EPI’s corretamente.

Reforce a importância de manter uma cultura de segurança colaborativa no ambiente de trabalho.

A proteção auditiva é um aspecto crucial para a preservação da saúde dos trabalhadores expostos a ruídos. Por meio de DDS regulares focados em proteção auricular, as empresas podem reforçar a conscientização sobre os riscos, treinar adequadamente seus colaboradores e garantir que as normas de segurança sejam cumpridas. A incorporação desses temas em diálogos diários ajuda a criar um ambiente de trabalho mais seguro e produtivo, prevenindo problemas auditivos e melhorando a qualidade de vida dos trabalhadores.

 

 

 

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A EFICÁCIA DOS PROTETORES AUDITIVOS NA PREVENÇÃO DA PERDA AUDITIVA OCUPACIONAL

 

 


 

A Perda Auditiva Induzida por Ruído - PAIR é uma das doenças ocupacionais mais prevalentes, afetando significativamente a saúde e a qualidade de vida dos trabalhadores expostos a ambientes ruidosos. Diversos estudos nacionais e internacionais comprovam que o uso adequado de protetores auditivos é eficaz na prevenção da PAIR.

A eficácia dos protetores auditivos depende de sua correta seleção, ajuste e uso contínuo. Estudos realizados no Brasil indicam que a implementação de Programas de Conservação Auditiva - PCA, que incluem o uso adequado de Equipamentos de Proteção Individual - EPI’s, treinamento e monitoramento audiométrico, resulta na redução significativa dos casos de PAIR.

Internacionalmente, organizações como a Occupational Safety and Health Administration - OSHA dos Estados Unidos exigem que empregadores implementem programas de conservação auditiva quando a exposição ao ruído atinge ou excede 85 decibéis em média durante 8 horas de trabalho. Esses programas visam prevenir a perda auditiva ocupacional inicial, preservar e proteger a audição restante e equipar os trabalhadores com o conhecimento e os dispositivos de proteção auditiva necessários para se protegerem.

 

DESAFIOS NA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA
Apesar das evidências científicas, a legislação brasileira impõe desafios à adoção efetiva de medidas preventivas. Após a decisão do Supremo Tribunal Federal em 2014, mesmo as empresas que comprovadamente implementam programas eficazes de conservação auditiva são obrigadas a pagar o adicional de insalubridade. Essa imposição desestimula as empresas a investirem em medidas de proteção auditiva, pois não há diferenciação entre aquelas que adotam práticas preventivas e as que não o fazem.

 

A TRANSMISSÃO ÓSSEA DO RUÍDO
Alguns argumentam que a transmissão do ruído pode ocorrer não apenas pelo canal auditivo, mas também por condução óssea. Embora essa forma de transmissão seja possível, ela é considerada limítrofe e ocorre somente em casos extremos, representando raras ocorrências no âmbito do trabalho. Portanto, a eficácia dos protetores auditivos permanece válida e reconhecida na prevenção da perda auditiva ocupacional.

 

REVISÃO URGENTE
A proteção auditiva eficaz é essencial para a saúde dos trabalhadores expostos a ruídos ocupacionais. É fundamental que a legislação brasileira reconheça e valorize os esforços das empresas que implementam programas de conservação auditiva eficazes, incentivando práticas que realmente protejam a saúde auditiva dos trabalhadores. A revisão de legislações que desconsideram a eficácia comprovada dos protetores auditivos é um passo necessário para alinhar estas às evidências científicas e promover ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis.

Aqueles que colocam em dúvida a eficácia do protetor auditivo estão, na prática, contribuindo para o aumento da perda auditiva do trabalhador brasileiro, pois, sem oferecer nenhuma alternativa para a grande maioria dos trabalhadores, beneficiam a troca da saúde destes por remuneração. Sim, o protetor auditivo tem limitações, como todos os sistemas na hierarquia da proteção. Cabe a nós incentivar o uso de todos estes: eliminação do risco, sistemas de engenharia, EPC’s e evidentemente os EPI’s, lembrando que, na esmagadora maioria dos casos reais, o trabalhador só terá o protetor auditivo para proteger sua audição.

 

 

 

 

 

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segunda-feira, 15 de setembro de 2025

 



 

CINCO ERROS COMUNS NA AVALIAÇÃO DE AGENTES QUÍMICOS

 

 


 

A avaliação dos agentes químicos no ambiente de trabalho é uma das atividades mais críticas na gestão de riscos ocupacionais. No entanto, é também uma das mais mal compreendidas. É comum encontrar avaliações superficiais, baseadas em análises documentais ou em percepções visuais, que ignoram completamente os fundamentos técnicos da Higiene Ocupacional.

 

A seguir, listo cinco erros que, infelizmente, ainda são frequentes nas avaliações de agentes químicos no Brasil:

1. Acreditar que a FDS é suficiente para avaliar o risco de exposição aos agentes químicos

A Ficha de Dados de Segurança (FDS) tem uma função essencial, é uma ferramenta de identificação de perigo, mas limitada a algumas aplicações. Ela informa perigos e características dos produtos, mas não é um instrumento de avaliação de exposição ocupacional. A presença de um produto não significa, necessariamente, que exista exposição significativa. Somente uma avaliação técnica, considerando concentração no ar e tempo de exposição, pode determinar o risco real.

2. Basear-se na percepção sensorial para identificar um perigo de origem química

Cheiro forte, fumaça visível ou poeira aparente não são critérios técnicos de avaliação. Muitos agentes perigosos são inodoros, invisíveis e imperceptíveis. Por outro lado, compostos e/ou substâncias, com odor forte podem estar muito abaixo dos limites de preocupação. Avaliação sensorial não substitui medições quantitativas.

3. Ignorar a dinâmica dos processos

Um erro clássico é não compreender como o agente químico se comporta no processo. Fazer uma medição fora dos momentos críticos da operação invalida completamente o resultado. É indispensável observar a rotina, entender ciclos produtivos, manuseios, manutenção, limpeza e todas as atividades que possam gerar emissão de contaminantes.

4. Realizar medições sem estratégia adequada

Coletar amostras sem definir corretamente o agente de interesse, o tempo de amostragem, o método analítico ou o tipo de dispositivo (tubos, filtros, amostradores, etc.) leva a dados inconsistentes. Além disso, muitos esquecem de verificar se o método é compatível com a faixa esperada de concentração e com as condições do ambiente (umidade, temperatura, interferentes).

5. Interpretar resultados sem critério técnico

Comparar resultados com limites de exposição sem compreender o conceito do limite de exposição média ponderada (TLV-TWA), valor teto/limite ceiling (TLV-C) ou de curta duração para 15 minutos (TLV-STEL) gera conclusões equivocadas. É fundamental dominar os conceitos da ACGIH, das NHOs da Fundacentro e das normas internacionais para interpretar corretamente os dados.

 

CONFORMIDADE DESEJADA
Avaliar agentes químicos é uma atividade que exige rigor técnico, conhecimento científico e, acima de tudo, responsabilidade. É fundamental abandonar práticas simplistas e adotar metodologias fundamentadas em boas práticas da Higiene Ocupacional.

Empresas que desejam proteger efetivamente seus trabalhadores e estar em conformidade com a legislação precisam ir além do papel — precisam medir, interpretar e agir.

 




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POR QUE A SEGURANÇA DO TRABALHO NÃO PODE DEPENDER APENAS DO PROFISSIONAL DE SST?

 

 


 

Imagine um dia comum na rotina de um profissional de Segurança do Trabalho. Logo cedo, às 7h30, ele já está distribuindo os EPIs para os funcionários, verificando se todos estão em boas condições e orientando sobre a importância do uso correto desses equipamentos. Pouco depois, às 7h55, ele começa a emitir as Permissões de Trabalho, analisando as atividades para garantir que as medidas preventivas sejam cumpridas. Às 8h20min, já realiza uma ronda pela empresa, procurando potenciais problemas.

Por volta das 9h10, ele finalmente senta-se ao computador para ler e-mails e atualizar os planos de ação. Mal começa, o telefone toca e ele é chamado às pressas ao chão de fábrica. Um líder de produção reclama, preocupado, que um terceirizado está utilizando uma escada inadequada para um trabalho em altura. Após corrigir a situação e orientar os trabalhadores sobre a forma correta de proceder, ele retorna ao escritório para registrar o incidente, já são 10h40. Pouco antes do almoço, por volta das 11h50, ele imprime a planilha para a inspeção dos extintores.

 

ENQUANTO ISTO…
Um dia aparentemente normal, certo? Mas o que acontecia simultaneamente a essa rotina?

Às 7h30, enquanto os EPIs eram distribuídos, a gerente de logística quase sofreu um acidente, ao subir numa escada de salto alto. Felizmente, um funcionário conseguiu segurá-la no último segundo. Pouco depois, às 7h50, o operador da injetora começa o seu turno sem utilizar o protetor auricular, desconsiderando, mais uma vez, as normas de segurança.

Às 8h20, enquanto a ronda acontecia em outra parte da empresa, o Joaquim, da manutenção, arriscava-se testando uma máquina energizada, com o objetivo de “ganhar tempo”. Às 9h10, por sorte, não houve incidentes, afinal, a empresa não é caos completo.

Porém, às 10h20, recebe a ligação do líder de produção sobre o problema da escada do terceirizado. Às 11h20, outro alerta: o gerente de produção percebe um terceirizado subindo num andaime com o cinto solto e pensa imediatamente: “Cadê o TST que não vê isso? ”.

 

ONIPRESENÇA IMPOSSÍVEL
Essa dinâmica acontece com frequência em muitas organizações, mas deixa claro um ponto frequentemente ignorado: é absolutamente impossível para o profissional de Segurança do Trabalho estar presente em todos os lugares ao mesmo tempo.

É preciso que os gestores compreendam que o papel do TST é de apoiar, orientar e agir nas situações mais críticas, mas que a segurança diária depende diretamente das ações de toda a equipe. Cada líder precisa estar atento e ter autonomia para corrigir riscos imediatos, como o operador sem EPI ou o terceirizado em comportamento perigoso. Quando todas as situações de risco são vistas como “tarefa do SESMT”, a equipe de segurança fica sobrecarregada, presa num ciclo contínuo de “apagar incêndios”, sem conseguir se concentrar em prevenção, treinamentos adequados ou em implementar melhorias estruturais.

Enquanto a segurança for vista como responsabilidade exclusiva do SESMT, empresas jamais alcançarão excelência em SST. O verdadeiro avanço vem quando gestores agem como líderes em segurança, funcionários seguram colegas em atitudes arriscadas, e todos entendem: proteger vidas é um compromisso de cada um, não apenas do “homem do capacete”.

 





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sexta-feira, 12 de setembro de 2025

 



 

SEGURANÇA DO TRABALHO: QUANDO O RISCO É NÃO SABER DIZER NÃO

 


Ser profissional de Segurança do Trabalho já é um desafio e tanto, mas quando você junta isso com a necessidade de agradar todo mundo, aí a coisa complica. Você está lá para garantir que os procedimentos sejam seguidos, mas isso muitas vezes significa corrigir o trabalhador, chamar a atenção do chefe que não colabora e, em alguns casos, ainda levar a culpa.

Tem gente que parece que nasceu para ser gentil. Pensa, age e fala sempre de um jeito que agrada todo mundo. E, olha, ser gentil é excelente, mas quando vira uma necessidade de agradar a qualquer custo, passa a ser um problema. O profissional que quer ser o “cara legal” o tempo todo acaba assumindo responsabilidades que não são dele, evitando conflitos e acumulando estresse. E o pior? Muitas vezes, ninguém reconhece o esforço.

Ou seja, ser gentil é bom, mas desde que tenha limites! O problema é quando a gentileza vira uma estratégia para evitar briga, clima ruim ou críticas. Se você não souber se impor, vão jogar tudo para você e, no final, ainda podem te chamar de chato!
E como isso pode afetar a sua vida? Além de carregar peso que não é seu, você começa a se anular. Deixa de falar o que pensa para evitar conflito, engole sapo e, quando percebe, está exausto, estressado e cheio de mágoa. E isso não fica só no trabalho. Respinga na saúde, no humor e até na vida pessoal.

Além disso, o excesso de gentileza pode ser visto como sinal de fraqueza por algumas pessoas, tornando você um alvo fácil para manipuladores. Aquele chefe que sabe que você não vai negar nada e joga tudo no seu colo. Ou o colega que sempre pede um favor porque sabe que você não sabe dizer não.

Então, como sair desse ciclo? Primeiro, entenda: ser prestativo é uma coisa, ser capacho é outra. Não tem problema em dizer não quando algo vai além das suas responsabilidades ou quando abusam da sua boa vontade. Aprenda a se posicionar. No começo pode dar aquele frio na barriga, mas com o tempo você vê que ninguém morre por isso e até te respeitam mais.

É essencial aprender a colocar limites, se posicionar e parar de carregar responsabilidades que não são suas. Sei o quanto isso pode ser difícil, pois também tenho dificuldade em dizer ‘não’, mas o primeiro passo é identificar essa dificuldade para poder agir. Afinal, tentar agradar a todos pode sair caro e, no final, quem acaba pagando a conta é você.


Nota: Texto baseado no artigo A Compulsão por Agradar, da minha saudosa Tia Lerecê Barbosa, Doutora em Educação e Psicanalista Clínica.

 

 

 

 

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PROTEÇÃO PARA O TRABALHO EM PLATAFORMAS DIGITAIS E APLICATIVOS

 


Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2022, o Brasil tinha 1,5 milhão de pessoas trabalhando por meio de plataformas digitais e aplicativos de serviços. O equivalente a 1,7% da população ocupada no setor privado, mas com diferenças substanciais em relação à igualdade de gênero, proteção da seguridade social e questões de prevenção a Segurança e Saúde no Trabalho.

A proporção de trabalhadores do sexo masculino em plataformas (81,3%) no país foi muito superior a de trabalhadores empregados no setor privado (59,1%). Cerca de 77,1% dos empregados em plataformas são autônomos e 9,3% trabalham no setor privado sem carteira assinada.

A questão de proteção destas formas de trabalho e os riscos ocupacionais destes trabalhadores tem sido tema de atenção e debates no Brasil e de governos, parlamentos e sociedades ao redor do mundo para a elaboração e implementação de instrumentos como leis e regulamentos trabalhistas e previdenciários protetivos.

 

Neste aspecto, menciona-se algumas experiências internacionais:

 

União Europeia
Após um longo e controverso processo legislativo da União Europeia (UE), em 11 de novembro de 2024, a Diretiva sobre a Melhoria das Condições de Trabalho de Atividades em Plataformas (Diretiva Trabalho em Plataformas) foi publicada no Jornal Oficial da UE. Assim, os Estados-Membros da União Europeia terão até 2 de dezembro de 2026 para transpor as suas disposições para a legislação nacional.

A Diretiva estabelece uma presunção de relação de emprego entre uma plataforma de trabalho digital e uma pessoa que executa trabalho para a plataforma, que é acionada quando há fatos que indicam que “direção e controle” estão presentes, levando em consideração a legislação nacional, os acordos coletivos e a jurisprudência da UE.

 

Malta
A Legislação de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) sobre Algoritmos e Sistemas Automatizados (2021) prevê que as plataformas devem avaliar os riscos dos sistemas de monitoramento automatizado, especialmente em relação a acidentes, riscos psicossociais e ergonômicos. Também proíbe o uso de sistemas que exerçam pressão indevida sobre os trabalhadores.

 

Coreia do Sul
Acordo coletivo (2020) prevê que os entregadores recebam treinamento de segurança regularmente e, em caso de mau tempo, eles poderão interromper as entregas. A empresa também cobrirá o custo de exames médicos ocupacionais regulares.

 

Singapura
Os trabalhadores de plataformas têm a mesma proteção quando da ocorrência de acidentes de trabalho que trabalhadores regidos pela legislação laboral, de acordo com a Work Injury Compensation Act (WICA, 2024).

 

França
A Legislative Framework on Digital Platform Work (2021) fornece uma estrutura legal para esclarecimento sobre o status de emprego destes trabalhadores, abrangendo o acesso à SST.

 

China
Guidance on Safeguarding the Labor Security Rights and Interests of new Employment Forms promove/provê a Segurança Ocupacional, equipamentos de proteção e um ambiente de trabalho seguro, além de outros benefícios, como seguro contra acidentes, seguro médico e pensão.

 

Grã-Bretanha
A entidade de SST denominada IOSH (The Institution of Occupational Safety and Health) apelou ao Governo Britânico para garantir que os trabalhadores de plataformas digitais e aplicativos tenham os mesmos direitos laborais e proteções de saúde e segurança do que aqueles em empregos regidos pela legislação laboral.

Em março de 2023, o Conselho de Administração da Organização Internacional do Trabalho decidiu incluir na pauta das 113ª e 114ª sessões da Conferência Internacional do Trabalho (junho de 2025 e 2026) um item de definição de padrões sobre Trabalho Decente na economia de plataformas.

A necessidade de arcabouços legais trabalhistas, incluso a SST, e previdenciários para trabalhadores de plataformas digitais e aplicativos de serviços é urgente.


Fontes de pesquisa:
www.dataprivacybr.org/en/emerging-trends-in-the-regulation-of-platform-work-in-brazil-a-preliminary-report/
www.matheson.com/insights/detail/the-gig-is-up–new-rules-for-platform-work-and-the-digital-boss
https://gigpedia.org/research/regulations
https://iosh.com/about/media-centre/iosh-urges-action-to-protect-gig-workers
https://www.ilo.org/digital-labour-platforms

 

 

 

 

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quinta-feira, 11 de setembro de 2025

 



 

DOENÇAS OCUPACIONAIS: TIPOS MAIS COMUNS, COMO EVITÁ-LAS E OS DIREITOS DO TRABALHADOR

 


Doenças ocupacionais são condições de saúde que estão diretamente relacionadas ao ambiente de trabalho de um indivíduo.

Elas podem ser causadas por vários fatores, como exposição a substâncias químicas prejudiciais, esforço físico excessivo, condições de trabalho inadequadas e até mesmo fatores psicossociais.

Neste artigo, exploraremos o que são doenças ocupacionais, os tipos mais comuns, como evitá-las e os direitos do trabalhador em casos de doença ocupacional.

 

O que são doenças ocupacionais?

Doenças ocupacionais são condições de saúde que surgem devido a atividades realizadas no ambiente de trabalho. Elas podem afetar a saúde física e mental dos trabalhadores e, em alguns casos, podem levar a incapacidades permanentes.

É importante compreender que essas doenças estão relacionadas às funções desempenhadas no trabalho e podem variar de acordo com o setor de atuação.

 

Tipos de doenças ocupacionais

Existem diversos tipos de doenças laborais, e elas podem ser classificadas em categorias distintas:

 

Doenças Ocupacionais Físicas:

Essas doenças estão relacionadas ao esforço físico excessivo ou à exposição a condições prejudiciais, como lesões musculoesqueléticas, problemas na coluna, lesões por esforço repetitivo (LER), dentre outras questões.

 

Doenças Ocupacionais Químicas:

Elas resultam da exposição a substâncias químicas nocivas no ambiente de trabalho, incluindo intoxicação por produtos químicos e doenças respiratórias.

 

Doenças Ocupacionais Biológicas:

Podem ocorrer devido ao contato com micro-organismos patogênicos no local de trabalho, levando a infecções e outras condições.

 

Doenças Ocupacionais Psicossociais/Psiquiátricas:

Estas estão relacionadas ao estresse, depressão e ansiedade causados por condições de trabalho adversas ou pressões psicológicas.

 

Lista de doenças ocupacionais mais comuns no Brasil

Cada área de atuação tem suas características e peculiaridades que afetam a saúde do colaborador quando as medidas de segurança não são colocadas em prática, apesar de existirem diversas doenças ocupacionais, aqui está uma lista das mais comuns no Brasil:

LER/DORT (Lesões por Esforços Repetitivos/Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho): Estas condições são causadas por movimentos repetitivos, posturas inadequadas e esforço físico excessivo no trabalho, levando a dores e lesões em músculos, tendões e articulações.

Perda Auditiva Induzida pelo Ruído: A exposição constante a níveis elevados de ruído no ambiente de trabalho pode causar danos auditivos permanentes. A prevenção envolve o uso de equipamentos de proteção auditiva.

Stress Ocupacional: O estresse relacionado ao trabalho pode levar a problemas de saúde mental, como a Síndrome de Burnout. É importante promover um ambiente de trabalho saudável e programas de apoio psicológico.

Pneumoconioses: São doenças pulmonares causadas pela inalação de poeira ou partículas no ambiente de trabalho. A prevenção requer o uso adequado de equipamentos de proteção respiratória.

Intoxicação por Produtos Químicos: A exposição a produtos químicos tóxicos no trabalho pode causar intoxicação, afetando órgãos e sistemas do corpo. É essencial seguir as normas de segurança e usar equipamentos de proteção.

Distúrbios do Sono: Jornadas de trabalho irregulares, turnos noturnos e cargas horárias extensas podem causar distúrbios do sono, afetando a saúde e o bem-estar dos trabalhadores.

Lesões por Quedas: As quedas no ambiente de trabalho podem resultar em lesões graves, como fraturas e lesões diversas. Medidas de segurança, como uso de equipamentos de proteção individual e treinamento adequado, são fundamentais.

Doenças Infecciosas Ocupacionais: Profissionais de saúde e outros trabalhadores que lidam com pacientes estão sujeitos a doenças infecciosas ocupacionais, como hepatite e HIV. O uso de medidas de prevenção, como vacinação e precauções padrão, é crucial.

Doenças Dermatológicas Ocupacionais: A exposição a substâncias químicas e agentes irritantes no trabalho pode causar doenças de pele, como dermatite de contato. O uso de EPI’s adequados e práticas de higiene são importantes na prevenção.

Problemas de Visão: Trabalhar longas horas em frente a telas de computador e falta de iluminação adequada podem resultar em problemas de visão, como a síndrome da visão de computador. Pausas regulares e iluminação adequada são recomendadas.

 

Direitos do trabalhador em caso de doença ocupacional

Quando um trabalhador é diagnosticado com uma doença ocupacional, ele possui direitos garantidos por lei. Estes incluem:

Receber tratamento médico adequado, custeado pelo empregador ou pelo sistema de saúde.

Garantia de estabilidade no emprego durante o período de afastamento por doença ocupacional.

Acesso ao auxílio-doença acidentário, que oferece benefícios financeiros durante o afastamento.

Possibilidade de ingressar com ações legais contra o empregador se for comprovada negligência na garantia de condições seguras de trabalho.

Portanto, faça check-ups de saúde regulares nos funcionários e realize auditorias de segurança e medicina do trabalho para identificar que os protocolos estão sendo seguidos.

 

Como se Prevenir das doenças ocupacionais

Prevenir doenças ocupacionais é fundamental para manter a saúde e o bem-estar no local de trabalho. Algumas medidas preventivas incluem:

Utilizar equipamentos de proteção individual, como máscaras, luvas e protetores auditivos.

Manter boas práticas ergonômicas, como ajustar a altura da cadeira e monitor para evitar problemas na coluna e lesões por esforço repetitivo.

Fazer pausas regulares durante o trabalho para descanso e movimentação.

Participar de programas de treinamento em segurança no trabalho.

Relatar qualquer condição de trabalho inadequada ao empregador ou aos órgãos reguladores.

Doenças ocupacionais são uma preocupação séria que afeta tanto os funcionários quanto os empregadores. Reconhecer as causas, implementar medidas preventivas e compreender os aspectos legais são cruciais para abordar esse problema.

Ao promover uma cultura de segurança e bem-estar, podemos reduzir a prevalência dessas doenças ocupacionais e garantir uma força de trabalho mais saudável e produtiva.

 

 

 

 

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SEGURANÇA DO TRABALHO EM SUPERMERCADOS: COMO FAZER A GESTÃO DE RISCOS OCUPACIONAIS?

 


 

Vamos conversar hoje sobre a prática de segurança do trabalho em supermercados. O ambiente de trabalho em supermercados acarreta riscos específicos para os trabalhadores, assim como outros ambientes de trabalho mais específicos. No caso de supermercados, estes riscos específicos podem ser classificados, sobretudo, nas classes dos riscos físicos e dos ergonômicos.

A prática de segurança e saúde do trabalho tem o objetivo sobretudo de tornar o ambiente de trabalho mais seguro e saudável para o trabalhador e consiste em uma determinação do atual Ministério do Trabalho e Previdência e Previdência. Quando falamos sobre segurança do trabalho falamos especialmente sobre a saúde do trabalhador no ambiente de trabalho sob as determinações deste ministério.

O Ministério do Trabalho e Previdência e Previdência é o órgão responsável pela elaboração das normas de segurança e saúde do trabalho nos mais diferentes ramos de atividade. As medidas determinadas têm o objetivo de reduzir o número de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais desenvolvidas pelos trabalhadores em seus ambientes de trabalho.

A essa altura vale mencionar que o Brasil é, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), um dos países com o maior número de acidentes de trabalho. Dentre os dados da organização o Brasil passa mais de setecentos registros anualmente.

O assunto segurança e saúde do trabalhador tem ganhado espaço por ter se provado um bom investimento para as corporações e hoje se destaca como uma pauta importantíssima, chegando a fazer parte intrínseca à cultura organizacional. Colocar em prática medidas de segurança e saúde do trabalho em supermercados acaba sendo excelente para garantir o bem-estar dos seus trabalhadores e reduzir com isso os afastamentos e os gastos decorrentes. Os setores da padaria, do açougue, do estoque e da confeitaria são os que possuem a maior incidência de riscos e doenças ocupacionais.

 

Quais são os riscos?

A essa altura você deve estar se perguntando quais são os riscos ocupacionais os quais os trabalhadores de supermercados estão expostos. Conforme já destacamos anteriormente, os riscos podem ser classificados majoritariamente em físicos e ergonômicos.

Tendo em vista que o açougue, estoque, padaria e confeitaria são os locais com a maior incidência de acidentes em supermercados. Os equipamentos utilizados em todos estes ambientes devem ser homologados de acordo com a NR-12, que é a responsável pela segurança em máquinas e equipamentos em geral. Dentre as determinações da norma, está por exemplo não realizar alterações nas devidas proteções das máquinas e a respectiva sinalização. O maquinário que se enquadra nos requisitos desta Norma Regulamentadora deve ser devidamente identificado e apresentar os pontos de risco de acidentes anunciados.

A área de açougue, entre todos os demais ambientes, é certamente o que apresenta maior índice de acidentes em um supermercado. Isso se justifica porque o colaborador está constantemente manuseando máquinas ou ferramentas manuais de corte.

Além disso, os funcionários que atuam nos açougues também podem possuir acesso às câmaras frias, que trazem significativos riscos por si só. As câmaras frias conservam alimentos abaixo da temperatura suportada por um ser humano sem que haja a devida proteção térmica. Tanto para a exposição ao frio quanto aos acidentes decorrentes da manipulação de objetos cortantes, existem medidas e sistemas de proteção específicos. E devem estar homologados e adequadamente em plenas condições de uso com base na NR-12.

 

Exemplificado melhor

Apesar dessa breve introdução, você deve estar se perguntando quais os riscos dentre cada uma das 05 classes que os trabalhadores de supermercado efetivamente estão expostos. Quais mais temos?

Como já citado, dentre os principais riscos que os trabalhadores de supermercado estão expostos temos os riscos ergonômicos (aqueles os quais envolvem o esforço físico e exigência de adoção de postura inadequada) e os riscos físicos (exposição ao frio).

Analisando a atividade de tais locais acaba sendo possível perceber porque são os mais corriqueiros de ocorrerem acidentes de trabalho. Na maioria dos locais há a exposição do trabalhador aos tipos de risco que mencionamos anteriormente, em especial os da classe ergonômica.

Justamente por conta dos riscos os quais o trabalhador está exposto é necessário, além da gestão de riscos ocupacionais, a instalação de equipamentos de proteção coletiva e, por último, o fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e a devida fiscalização quanto a sua correta utilização.

 

Exemplos de acidentes em supermercados

Como mencionamos anteriormente o ambiente do supermercado, assim como qualquer outro espaço de trabalho pode expor o trabalhador a diferentes classes de riscos ocupacionais, por mais que inicialmente não pareça. Por conta disso, o fornecimento e o uso dos equipamentos de proteção individual devem ser feitos.

Para que você possa ter uma ideia dos acidentes os quais os trabalhadores podem sofrer em tais locais, reunimos a seguir alguns exemplos de riscos ocupacionais que podem acometer trabalhadores de supermercados.

 

Riscos físicos (exposição ao frio)

Um risco ocupacional muito comum no ramo de supermercados diz respeito a exposição dos trabalhadores ao frio ou às baixas temperaturas internas das câmaras frias. Os trabalhadores que exercem esse tipo de trabalho nesse ambiente devem receber a devida proteção individual para evitar o adoecimento ou acidentes de trabalho.

Para o caso de transporte de produtos de temperatura normal para as câmaras frias é fundamental que se respeite o tempo de recuperação térmica para proteção dos trabalhadores, após acessar e permanecer dentro destes ambientes.

 

Riscos ergonômicos

Além do exemplo das câmaras frias, os riscos ergonômicos acabam sendo bem comuns no segmento de supermercados e deles acaba sendo frequente o aparecimento de doenças tais como a Lesão por Esforço Repetitivo (LER) ou Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT).

Atendentes de caixa, funcionários de extrema importância para os supermercados, por efetuarem movimentos repetitivos ao longo da jornada laboral, também possuem demandas ergonômicas que não devem ser ignoradas, tendo inclusive um anexo específico na Norma Regulamentadora nº 17, a qual trata sobre ergonomia.

 

Riscos de acidentes

Além destes pontos em especial, profissionais que atuam no segmento de supermercados também estão sujeitos a outros tipos de riscos no trabalho. Os eventuais acidentes que podem ocorrer, a sua maioria em função da alta movimentação de cargas e volumes de variados tamanhos, podem igualmente apresentar gravidade variada, desde acidentes leves, podendo chegar a acidentes graves, que podem resultar em lesões permanentes ao trabalhador.

Além destes, podemos mencionar as atividades de corte em máquinas de fatiamento de carnes, frios e alimentos diversos, quedas por piso molhado, queimaduras nos setores de confeitaria e padaria, acidentes envolvendo o layout inadequado do espaço, quedas de alturas também podem ocorrer.

 

Como mitigar os riscos ocupacionais?

A partir da visualização de todos os riscos os quais os trabalhadores estão sujeitos, você deve estar se perguntando como é possível prevenir, não é mesmo?

A mitigação dos riscos existentes no local de trabalho pode ser feita através de diferentes técnicas aplicadas de identificação dos riscos e igualmente sua análise, sendo a principal através da aplicação do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. A partir da identificação e análise dos riscos é possível o desenvolvimento de medidas e políticas de prevenção dos trabalhadores.

Através da identificação e análise dos riscos é possível com isso agir para reduzir os riscos os quais os trabalhadores estão expostos e com isso reduzir as chances de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. Com isso são eliminadas igualmente ambientes inadequados e inseguros dentre outras coisas que podem colocar todos os colaboradores em risco.

A partir do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais são identificados os riscos e são tomadas decisões acerca do que fazer, como por exemplo o uso dos equipamentos de proteção individual e ou a realização de treinamentos sobre as práticas e procedimentos seguros de trabalho.

 

Para melhorar a segurança do trabalho em supermercados

Para melhorar a segurança nos supermercados e igualmente reduzir com isso os riscos ocupacionais algumas ações podem ser tomadas de imediato. Abaixo listamos algumas que podem fazer a diferença e evitar que acidentes aconteçam bem como que os colaboradores desenvolvam doenças ocupacionais.

Identificar corretamente os riscos é o primeiro ponto. Somente a partir da identificação assertiva dos riscos os quais os trabalhadores estão expostos acaba sendo possível determinar as medidas tomadas para mitigá-los. E com isso proteger de forma mais completa os trabalhadores em seu ambiente de trabalho.

 

Por isso, algumas verificações globais podem ser feitas, veja:

Verifique se os pisos das áreas de circulação e de armazenamento ficam demasiadamente escorregadias. Se os colaboradores em um determinado ambiente carregam peso. Se há proteção para a realização dos cortes de carnes e frios e congêneres;

Planeje e reprima os riscos a partir da correta identificação. É necessário a criação de um planejamento estratégico para que cada funcionário exposto a ele tenha como evitá-lo;

Sinalização para áreas: áreas que podem trazer riscos de maneira adequada para reduzir as chances de acidentes. locais onde há limpeza sendo realizada e o piso está eventualmente escorregadio ou molhado deve ter um aviso informando. Assim como locais com agentes químicos ou alta tensão.

Treine os colaboradores sempre que se fizer necessário. Forneça treinamentos sobre políticas de segurança e saúde no ambiente de trabalho para todos os seus colaboradores e mantenha-os sempre atualizados. Sobretudo os recém contratados.

Efetue o monitoramento contínuo e sistemático para auxiliar na manutenção eficaz nas medidas de segurança preliminarmente adotadas. Assim sendo, realize inspeções periódicas de segurança para assegurar que os ambientes apresentam riscos ocupacionais controlados e que as medidas adotadas estão sendo eficazes.

O levantamento dessas informações básicas pode fazer toda a diferença para evitar acidentes com os seus trabalhadores.

 

Texto normativo sobre segurança do trabalho em supermercados

A Norma Regulamentadora nº 17 diz respeito especialmente sobre as questões de ergonomia ligadas ao trabalho. Como mencionamos anteriormente, os atendentes de caixa (ou “checkouts”) possuem demandas ergonômicas importantíssimas que não podem ser ignoradas.

São tão importantes que inclusive possuem um anexo específico na Norma Regulamentadora nº 17 que determina condições ergonômicas para o trabalho destes profissionais. O anexo II da presente norma traz informações a esse respeito falando especialmente dos riscos ergonômicos e obrigações para essa função.

São diversas as recomendações ergonômicas para os operadores de caixa. Dentre algumas delas podemos citar, por exemplo, mobiliário adequado para a realização da atividade regulado de acordo com a sua altura, apoio para o corpo, controle da carga manualmente manipulada, jornada de trabalho organizada para a realização de pausas para descanso e condições favoráveis no ambiente de trabalho.

Todas estas determinações previstas tem o objetivo de evitar o desenvolvimento de doenças ocupacionais bem como acidentes de trabalho.

Além dos cuidados especiais com os profissionais que atuam especialmente com o atendimento no caixa dos supermercados, também se faz fundamental a atenção redobrada quando ao local do estoque. O mesmo deve apresentar iluminação adequada. O carregamento de cargas para trabalhadores jovens bem como para mulheres, quando nestas funções deve ser inferior a dos homens.

 

A importância da SST para supermercados

O SST – Saúde e Segurança do Trabalho é de extrema importância por inúmeros fatores. Dentre eles por ser o responsável por garantir a saúde e segurança do trabalhador em seu ambiente de trabalho atuando para reduzir acidentes de trabalho e o desenvolvimento de doenças ocupacionais.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho, há diferentes procedimentos e normas que as empresas devem adotar e seguir em seu dia a dia com o intuito de salvaguardar o trabalhador. Nesse sentido o SST acaba sendo uma dessas premissas.

No caso do SST, o órgão responsável por sua fiscalização é o Ministério do Trabalho e Previdência, que normatiza as medidas determinadas para a área de atuação para gerenciar e evitar riscos aos colaboradores que ali atuam.

Para muitos empreendedores poder dar conta de todas as demandas relativas a segurança do trabalho acaba sendo um verdadeiro desafio, sobretudo porque não lhe são familiares as áreas as quais precisam agir. Dessa maneira, poder contar com uma empresa especializada em SST pode fazer toda a diferença.

E quando falamos em fazer a diferença estamos falando na redução do índice de acidentes de trabalho e do desenvolvimento de doenças ocupacionais. Transtornos que geram inúmeros gastos para o empregador. Sem contar que ao investir adequadamente em segurança e saúde de seus colaboradores os retornos vão muito além do aspecto financeiro.

Dentre os pontos importantes que uma empresa especializada em saúde e segurança do trabalho pode auxiliar podemos mencionar, por exemplo, a identificação dos riscos inerentes ao ambiente de trabalho e a atividade realizada assim como medidas de proteção adotadas para mitiga-los bem como a definição do uso dos equipamentos adequados para a proteção individual de todos os seus colaboradores. Conte com a Paultrab – empresa de engenharia de segurança do trabalho para auxiliar o seu supermercado na Gestão de Riscos Ocupacionais!

 

 

 

 

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