quinta-feira, 17 de novembro de 2022

 




 

PRIMEIROS SOCORROS FRATURAS: 4 PASSOS DE COMO PROCEDER!

 



Primeiros socorros fraturas: você sabe o que fazer? Vários trabalhos oferecem riscos reais aos colaboradores e por isso existem diversas normas que regulamentam essas atividades e estabelecem procedimentos em casos de acidentes.

 

Neste artigo vamos falar sobre o risco de fraturas e como proceder caso elas aconteçam. Você vai ver:

 

Ø O que é uma fratura?

Ø Quais são as possíveis causas de fraturas?

Ø Como identificar uma fratura? Possíveis sinais

Ø Quais são os primeiros socorros em caso de fraturas?

Ø Passo 1

Ø Passo 2

Ø Passo 3

Ø Passo 4

Ø Como realizar os primeiros socorros em casos de fratura exposta?

Ø O que não se deve fazer em caso de fraturas?

Ø A importância da capacitação profissional em primeiros socorros

  

O que é uma fratura?

 

Podemos definir uma fratura como a ruptura parcial ou total de um osso. Elas podem ser classificadas em abertas ou fechadas, dependendo do tipo de lesão da perna.

Dizemos que a fatura é fechada quando a pele não é rompida. Já a aberta (ou exposta) é quando a pele sofre uma lesão e o osso fica exposto.

O segundo tipo aumenta a possibilidade de haver infecção. Em outras palavras, as fraturas expostas são consideradas mais graves do que as fechadas.

 

Quais são as possíveis causas de fraturas?

 

Impactos, quedas ou esmagamentos são causas comuns de fraturas, sendo os esmagamentos normalmente associados a lesões em tecidos moles. 

No entanto, é importante salientar que não é preciso necessariamente que os traumas sejam violentos para que as lesões aconteçam. Tombos leves podem facilmente causar fraturas.

Os idosos são as pessoas mais propensas a sofrer com as rupturas nos ossos, especialmente por conta da sensibilidade dessas estruturas, causada pelo avanço da idade.

Mas qualquer pessoa pode sofrer com o problema. Como já dissemos, algumas ocupações laborais oferecem riscos de traumas quase que diariamente. Os primeiros socorros para fraturas são geralmente necessários nesses casos.

Além desses tipos de rupturas, também existem as fraturas patológicas e as que são ocasionadas por estresse.

As patológicas costumam ser fruto do enfraquecimento das estruturas ósseas. A osteoporose é uma causa comum do problema. A fratura por estresse acontece em virtude de uma pressão frequente e repetitiva, sendo muito comum em atletas. Em geral, atingem membros inferiores.

 

Como identificar uma fratura? Possíveis sinais

 

Existem alguns sintomas clássicos que podem indicar a presença de uma fratura óssea.

 

Os mais comuns são:

 

Ø dores em locais como costas, tornozelos, ossos, joelhos, pulso e pélvis;

Ø inchaço e rigidez nas articulações;

Ø má formação no tecido ósseo; andar manco; deformidades físicas; perda de altura, sensibilidade ou sangramentos.

 

A realização de exames radiológicos é indispensável para a confirmação das fraturas.

 

Quais são os primeiros socorros em caso de fraturas?

 


Os primeiros socorros de fraturas devem seguir as seguintes etapas:

 

Passo 1

O primeiro passo é manter o membro atingido em repouso, adotando natural e que seja confortável.

 

Passo 2

Em seguida, deve-se imobilizar as articulações que ficam acima e abaixo da lesão. Para isso, faça o uso de talas ou, se não estiverem disponíveis, também é possível improvisar um imobilizador com pedaços de papelão, revistas e jornais.

Eles devem ser forrados com panos limpos e amarrados ao redor do local em que aconteceu a fratura.

 

Passo 3

É importante nunca tentar colocar o osso de volta ao lugar ou tentar endireitar a fratura.

 

Passo 4

Com a vítima devidamente amparada é necessário ligar para o SAMU a fim de ter auxílio médico ou, caso não seja possível, leve a vítima até o pronto-socorro mais próximo do local.

 

Como realizar os primeiros socorros em casos de fratura exposta?

 

Em caso de fratura exposta, de modo geral, o procedimento indicado é cobrir o ferimento, preferencialmente com gaze esterilizada ou com um pano que esteja limpo.

Entretanto, se o sangramento for muito forte, é preciso fazer uma compressão sobre a região da fratura, para tentar amenizar a saída do sangue.

 

O que não se deve fazer em caso de fraturas?

 

Além de saber quais são os primeiros socorros em fraturas, também é importante saber o que não fazer. Como dissemos acima, não se deve mover a vítima. Esse tipo de ação pode piorar o quadro. 

 

A importância da capacitação profissional em primeiros socorros

 



A NR7 estabelece que os empregadores devem obrigatoriamente garantir a capacitação em primeiros socorros. Assim, é preciso que sejam providenciados treinamentos com técnicos ou engenheiros em segurança do trabalho.

A razão principal para promover esse tipo de capacitação é preservar a saúde e bem-estar de todos os colaboradores. Uma equipe bem treinada e ciente de questões como o ARP pode reduzir o número de acidentes e seus impactos.

O curso auxilia o indivíduo a ter noções básicas sobre as técnicas de primeiros socorros, o que permite uma ação rápida em caso de colaboradores que sofrem acidentes como quedas, lesões, fraturas até a chegada da equipe médica.

 

O conteúdo programático cobre temas como:

 

ü verificação de pulso;

ü circulação sanguínea;

ü nível de consciência;

ü proteção da vítima.

 

O curso pode ser feito nas modalidades online, semipresencial e In Company (dentro da empresa).

  

Conclusão

 

Como vimos, primeiros socorros em fraturas são fundamentais para garantir que a vítima sofra o mínimo de danos possível. Além disso, é indispensável que a vítima seja encaminhada e receba cuidados adequados.

 

 

 

 

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ORIENTAÇÕES DE SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NO HOME OFFICE

 




Formalizado pela Reforma Trabalhista e consolidado pela Pandemia da COVID-19, o teletrabalho traz novos desafios para funcionários e empregadores. Um deles, inclusive, diz respeito às normas de saúde e segurança do trabalho no home office.

Ao contrário do que se imagina, não é porque um colaborador está trabalhando em casa que a empresa vai deixar de ter obrigações legais para com ele. De igual forma, trabalhar remotamente não exclui os deveres do indivíduo como trabalhador: é preciso continuar agindo com pontualidade e assiduidade, bem como cumprir as diretrizes da empresa.

Mas, o que diz a lei sobre o trabalho remoto? Quais são as orientações de segurança do trabalho no home office? Quais são as responsabilidades das empresas? Confira as respostas para essas e outras perguntas no artigo a seguir.

 

Principais orientações de saúde e segurança do trabalho no home office

 

Em linhas gerais, as orientações de saúde e segurança do trabalho no home office são praticamente as mesmas já adotadas em ambientes corporativos. Ou seja, independentemente do local da prestação de serviço, continua sendo obrigação do empregador fornecer meios para que o colaborador cumpra suas atividades laborais de maneira adequada e com segurança.

Isso inclui, por exemplo, a orientação quanto aos riscos envolvidos no novo ambiente de trabalho e quais precauções devem ser tomadas para evitar doenças ocupacionais e acidentes. Além disso, continua sendo obrigatória a realização de exames médicos admissionais, demissionais e periódicos.

Quanto a aquisição e manutenção de equipamentos tecnológicos e mobiliários ergonômicos, bem como o reembolso das despesas arcadas pelo funcionário, a lei prevê que tais diretrizes devem ser formalizadas em contrato escrito.

De acordo com o Ministério da Saúde, as empresas devem estar atentas às mudanças profissionais impostas pela pandemia e pela flexibilização das leis trabalhistas. É preciso, em primeiro lugar, buscar meios de garantir a qualidade de vida dos trabalhadores que estão em trabalho remoto. Confira a seguir as principais orientações de saúde e segurança do trabalho no home office.

 

A escolha do local

 

Para trabalhar em home office, o local deve ser calmo, com boa iluminação, sem interferências externas como barulhos ou trânsito de pessoas. Em caso de ambientes compartilhados, vale a pena combinar com os demais moradores horários para a utilização do espaço. Em conjunto, é possível estabelecer ainda situações passíveis ou não de interrupções.

 

Horário de trabalho

 

Outra entre as orientações de saúde e segurança do trabalho no home office diz respeito à carga máxima de trabalho. É importante estabelecer um horário para o início do expediente e para o seu fim.

Uma situação muito comum no trabalho a distância é extrapolar a carga horária, o que causa cansaço físico e mental, além de estresse e ansiedade. Sempre que houver excessos, vale a pena procurar o superior imediato e reportar o problema a ele.

 

Ergonomia no home office

 

Talvez essa seja uma das orientações mais relevantes para a saúde e o bem-estar dos colaboradores. Ela evita doenças ocupacionais como tendinites, bursites, problemas de coluna entre várias outras e suas dicas são muito simples.

 

Mesa de trabalho: deve ter altura e profundidade suficiente para que as pernas fiquem livres. Os braços e cotovelos devem ser mantidos próximos ao corpo e os materiais de trabalho devem ser posicionados sobre a mesa de forma que sejam alcançados com facilidade;

Monitor: segundo as orientações de segurança do trabalho no home office do Ministério da saúde, o comprimento do braço do funcionário deve ser utilizado como referência para a distância que deve ficar o monitor. Além disso, o equipamento deve ficar posicionado na altura dos olhos do funcionário, para evitar que o funcionário trabalhe com a cabeça inclinada, pois essa postura incorreta pode causar lesões na coluna. Pelo mesmo motivo, notebooks devem ser usados sobre suportes específicos;

Ambiente: fiações expostas podem causar quedas e dependendo do caso, curto-circuito. Por isso, antes de iniciar o expediente procure se certificar que os fios estejam devidamente protegidos. Preferencialmente, o ambiente deve ser provido de luz natural. Na impossibilidade, pode-se adotar meios artificiais de iluminação ou ainda, combinar iluminação natural com a artificial;

Cadeira: a cadeira usada no home office deve ser forrada, confortável e regulável no encosto e na altura. Para ter certeza de que está na altura e posição correta, os cotovelos devem ficar em um ângulo de 90 graus, enquanto os pés devem ficar totalmente apoiados no chão;

Postura correta: na hora de se sentar, procure posicionar seus quadris para trás, de forma que fiquem o mais próximo possível do encosto da cadeira. Ademais, não cruze as pernas nem sente sobre elas durante o expediente.

 

Existe acidente de trabalho no home office?

 

Apesar de não serem tão comuns, existem acidentes de trabalho no home office, sim. Todavia, é preciso que as causas do acidente estejam ligadas às atividades exercidas no trabalho remoto.

Embora as orientações de saúde e segurança do trabalho no home office estejam mais ligadas à ergonomia do trabalho, não é impossível tropeçar em um fio, sofrer uma queda e fraturar um membro superior ou inferior, por exemplo. Por isso, é tão importante que o empregador instrua seus colaboradores quanto aos riscos presentes no ambiente de trabalho e quanto as formas de preveni-los.

 

 

 

 

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quarta-feira, 16 de novembro de 2022

 




 

EXPOSIÇÃO A PRODUTOS QUÍMICOS: COMO PREVENIR NO AMBIENTE DE TRABALHO?

 



Entre os principais riscos ambientais que podem afetar seriamente a saúde e a integridade física dos trabalhadores, um chama a atenção dos profissionais de segurança do trabalho: a exposição a produtos químicos. Ela é responsável por 14% dos acidentes de trabalho no Brasil, atingindo em sua maioria profissionais da enfermagem e da limpeza.

As medidas de prevenção e controle das exposições ocupacionais aos agentes físicos, químicos e biológicos estão descritos na NR 09 e se aplicam a todas as atividades que envolvem substâncias nocivas à saúde. Confira no artigo a seguir quais são essas atividades e como prevenir acidentes no ambiente de trabalho.

 

O que são produtos químicos?

 

Por produtos químicos compreendem-se todas as substâncias naturais ou artificiais capazes de causar prejuízos à saúde do trabalhador, seja por contato, inalação ou ingestão.

Eles são usados na fabricação de vários produtos, como medicamentos, alimentos, produtos de limpeza, peças de vestuário entre muitos outros. Sendo assim, estão presentes na indústria, no comércio, em clínicas, hospitais e em vários setores de mercado.

 

Além disso, a exposição a produtos químicos pode acontecer nos diferentes estados físicos dessas substâncias:

 

Ø Estado sólido: poeiras, fumos e fibras;

Ø Estado líquido: névoas, neblinas, combustíveis e inflamáveis;

Ø Estado gasoso: hidrogênio, nitrogênio entre outros gases e vapores.

 

Riscos relacionados à exposição a produtos químicos

 

A exposição a produtos químicos pode prejudicar a saúde e a integridade física dos trabalhadores a curto ou longo prazos. Isso porque de acordo com a classificação do agente químico e o tipo de exposição, os danos podem ser imediatos. Todavia, alguns danos se dão a longo prazo, mas seus malefícios podem ser devastadores.

É justamente por isso que a NR 09 estabelece que os riscos ambientais sejam primeiramente identificados e posteriormente avaliados. Somente após essa análise devem ser adotadas medidas preventivas para minimizar ou eliminar os danos ocupacionais, conforme os agentes físicos, químicos ou biológicos presentes no local.

 

Vários são os riscos oferecidos por produtos químicos e seus prejuízos à saúde são classificados conforme a natureza do agente:

 

Ø Irritantes: são produtos químicos que causam irritação das vias áreas superiores, como amônia, cloro, soda cáustica, ácido clorídrico e ácido sulfúrico;

Ø Anestésicos: nesse caso, os produtos químicos atuam sobre o sistema nervoso central causando dores de cabeça, sentimentos depressivos e sonolência. São exemplos de produtos químicos com efeitos anestésicos: acetona, benzeno, propano, butano, entre outros;

Ø Asfixiantes: atuam no sistema respiratório e na oxigenação do sangue, causando dores de cabeça, vômitos e convulsões. Em grandes concentrações podem levar o colaborador a óbito. O efeito asfixiante é causado por substâncias como dióxido e monóxido de carbono, hidrogênio, metano, nitrogênio, hélio e acetileno.

Ø Doenças respiratórias, pulmonares e intoxicações: são danos causados pela exposição a produtos químicos como poeiras minerais, vegetais, alcalinas e fumos metálicos. Por meio da inalação, essas substâncias penetram no organismo através das vias respiratórias e provocam doenças pulmonares como pneumoconioses, bagaçose, bissinose, asma, rinite ocupacional e DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica).

 

Como evitar a exposição a produtos químicos no ambiente de trabalho?

 

Dependendo da natureza da atividade, infelizmente não é possível evitar a exposição a produtos químicos no ambiente de trabalho. Até mesmo porque os agentes químicos estão presentes em vários processos industriais, comerciais e de prestação de serviços.

Contudo, é possível evitar, mitigar ou eliminar os danos causados por esses agentes químicos, de forma a tornar as atividades mais seguras. Nesse contexto, o uso de EPIs surge como grande aliado para garantir o bem-estar, a saúde e a integridade física dos trabalhadores.  Veja adiante quais são os equipamentos de proteção recomendados para trabalhar com produtos químicos!

 

Equipamento de Proteção Respiratória - EPR

 

São respiradores que podem filtrar o ar do ambiente ou fornecer ar respirável para o colaborador. Ambas as soluções preservam a saúde do trabalhador e devem ser adquiridos conforme o risco químico presente no ambiente.

 

Óculos de proteção

 

Outro equipamento que protege o trabalhador da exposição a produtos químicos são os óculos de proteção. Ele impede que substâncias nocivas respinguem nos olhos dos colaboradores e causem danos oculares como queimaduras e cegueira.

 

Aventais de proteção

 

Confeccionados em PVC, material plástico impermeável, os aventais de proteção protegem o corpo do trabalhador de possíveis contatos com produtos químicos.

 

Luvas de segurança

 

Assim como os aventais de proteção, as luvas de segurança também impedem o contato direto do trabalhador com o produto químico. Só que nesse caso, as partes protegidas são as mãos. Geralmente confeccionadas em nylon e PVC, elas são impermeáveis, reforçadas e altamente resistentes.

 

Botas de proteção

 

Outro EPI que não pode passar despercebido quando o assunto é exposição a produtos químicos é o calçado de proteção. Ele deve ser produzido com materiais resistentes aos produtos químicos existentes no ambiente de trabalho de forma que impeçam que os pés dos profissionais entrem em contato com as substâncias derramadas no chão.

Querendo prevenir os danos causados por produtos químicos em sua empresa? Converse com nossos especialistas e obtenha soluções personalizadas para o seu negócio!

 

 



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EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL: 

O QUE É, COMO AVALIAR E TIPOS DE LIMITES

 



Você sabe o que é a exposição ocupacional? Há muito tempo a ciência do trabalho busca entender a relação entre o aparecimento de doenças e as atividades laborais.

Diversas profissões expõem trabalhadores a riscos durante o trabalho. E para medir isso, foram avaliados e definidos quais são os limites da exposição ocupacional.

E como é comum que existam dúvidas acerca do assunto, nós preparamos este artigo para esclarecer os principais pontos.

 

O que é exposição ocupacional?

 

A definição mais básica diz que a exposição ocupacional se caracteriza por manter o colaborador em situações que possam comprometer a sua integridade física e mental.

Por exemplo, um eletricista durante a execução de suas tarefas está exposto a diversos riscos.

 

Quais os tipos de exposição ocupacional?

 

A NR-9, faz a classificação de quais são os cinco tipos de exposição ocupacional.

 

Físicos: radiações ionizantes e não-ionizantes, vibração, ruído, calor, frio, pressão, umidade, e quaisquer outras formas de energia com potencial prejudicial a que possam estar expostos os trabalhadores; 

Químicos: compostos ou produtos que possam ser absorvidos pelo organismo, seja por inalação, ingestão ou contato com a pele;

Biológicos: fazem parte dessa categoria os vírus, bactérias e protozoários, sendo classificados de acordo com a patogenicidade;

Ergonômicos: levantamento e transporte de peso, além de postura inadequada durante a jornada de trabalho;

Acidentais: iluminação inadequada, não uso dos EPIs, estrutura ruim de trabalho, risco de choque elétrico, incêndio e quaisquer outras possibilidades de acidentes no ambiente de trabalho.

 

Como acontece a avaliação de exposição ocupacional?

 

A avaliação de exposição ocupacional é uma etapa fundamental e que tem como objetivo medir aspectos como a frequência, intensidade e duração da exposição dos trabalhadores a agentes nocivos.

É através dessa avaliação que é possível delimitar quais as margens de segurança das atividades, além do manuseio e aplicação de produtos que fazem parte da rotina laboral.

A avaliação é feita com base em regulamentos e diretrizes científicas estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa) e demais órgãos reguladores.

 

O que é limite de exposição ocupacional?

 

Podemos dizer, de forma simplificada, que o limite de exposição é um valor padrão comparativo.

Ele estabelece que caso o trabalhador esteja encaixado abaixo do valor limite, não serão implicadas doenças ocupacionais, mal-estar ou exposição a quaisquer que sejam os tipos de riscos ocupacionais

 

Tipos de limite de exposição

 



Conhecer os limites de exposição é fundamental para que seja possível estabelecer medidas de controle e prevenção, tornando o ambiente mais seguro para os trabalhadores.

 

ACGIH

 

Esta medida tem como base o tempo. Ou seja, a quantidade de tempo em que os trabalhadores podem ser expostos (jornada de trabalho), sem que isso afete sua condição de saúde.

 

Elas se classificam em:

 

Ø Média Ponderada Pelo Tempo: jornada clássica de oito horas diárias, 40 horas semanais;

Ø Exposição de Curta Duração: tempo máximo de exposição de 15 minutos, limitada a uma frequência de 4 vezes por dia;

Ø Valor Teto: não pode ser excedida em pedido algum de trabalho, sendo fixado de acordo com a atividade;

Ø Exposição pico: indicado para substâncias em que os dados do potencial toxicológico ainda são escassos.

 

TLV-SL

 

Essa é a medida de Limite de Exposição para Superfícies, implantada em 2019. Estabelece a concentração máxima de agentes químicos nas superfícies de equipamentos e das áreas industriais.

Os valores aceitáveis são medidos em mg/100 cm² e correspondem à dose permitida para a jornada diária de 8 horas.

 

Nestes casos, os limites estabelecidos são:

 

Ø Limite de Tolerância;

Ø Valor máximo;

Ø Valor teto.

 

OSHA

 

A OSHA - Occupational Safety and Health Administration é o órgão oficial de controle de saúde dos Estados Unidos. Ele estabelece e fiscaliza quais são os limites de exposição permitidos no país.

 

O que deve ser analisado no limite de exposição ocupacional?

 

Até aqui já foi possível perceber que estabelecer o limite de exposição ocupacional é fundamental para a garantia de um ambiente de trabalho mais seguro.

 

E para isso alguns itens precisam ser avaliados no processo de definição, como:

 

·       identificação dos agentes físicos e químicos;

·       riscos ambientais;

·       quais as medidas de proteção cabíveis;

·       acompanhamento constante dos níveis de exposição e os impactos na saúde do colaborador.

 

Como é feita a proteção do trabalhador na exposição ocupacional?

 

Uma vez estabelecidos quais são os limites de exposição ocupacional, é possível desenvolver programas específicos para os riscos existentes, além de claro incentivar o uso correto dos equipamentos de proteção coletiva e individual.

Além disso, medidas educativas, como a promoção de treinamentos é fundamental para preparar os trabalhadores que convivem com a exposição aos agentes nocivos e riscos ambientais.

 

A importância da capacitação profissional em exposição ocupacional

 

Quanto melhor estiver preparada a equipe, menores as chances de acidentes e adoecimentos ligados à atividade laboral. Isso é fundamental tanto do ponto de vista legal quanto prático para o dia a dia da empresa. Afinal, ter um trabalhador afastado é sinônimo de prejuízo.

 

Conclusão

 

Como vimos, a exposição ocupacional é inerente a diversas profissões. Mas com a correta análise desses riscos e a implementação efetiva de medidas de prevenção, é possível manter os trabalhadores seguros e tranquilos para desempenharem as atividades relacionadas aos seus postos de trabalho.

 





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segunda-feira, 14 de novembro de 2022

 




 

ACIDENTES ELÉTRICOS: COMO ACONTECEM, CAUSAS E COMO PREVENIR

 



Os acidentes elétricos são um risco constante para os profissionais que trabalham executando tarefas referentes a esse setor. Eles podem acontecer de diversas maneiras e a gravidade varia de acordo com a exposição à rede elétrica.

A energia elétrica é mais uma das maravilhas da modernidade.  Mesmo que traga alguns riscos com ela existem diversas medidas que visam proteger os trabalhadores desses perigos.

Além de evitar consequências mais sérias em caso de eventuais acidentes.

 

Neste artigo você vai ver:

 

Ø O que é um acidente elétrico?

Ø Quais são as principais causas de acidentes elétricos?

Ø Quais são os acidentes elétricos?

Ø Choque elétrico

Ø Eletrocução

Ø Queimaduras

Ø Quedas de altura

Ø Como ocorrem acidentes elétricos?

Ø Como prevenir acidentes elétricos?

Ø Evitar fios desencapados ou partidos

Ø Não deixar o carregador na tomada sem uso

Ø Utilizar tampas de proteção nas tomadas

Ø A importância da capacitação profissional em NR 10

 

O que é um acidente elétrico?

 

Os choques elétricos são o resultado da passagem de uma corrente elétrica pelo organismo. Eles podem causar desde a sensação de formigamento, até convulsões e paradas cardíacas.

 

Quais são as principais causas de acidentes elétricos?

 

Existem diversas causas para acidentes elétricos. Falta de treinamentos, materiais com qualidade questionável, uso incorreto ou falta de uso dos equipamentos de proteção. Todos são fatores que podem levar ao acontecimento de fatalidades.

Por isso é sempre muito importante se assegurar de que as medidas necessárias para evitar esses problemas foram devidamente tomadas.

 

Quais são os acidentes elétricos?

 

Em termos gerais, os acidentes elétricos possuem quatro naturezas:

 

Ø choque elétrico;

Ø eletrocução (fatal);

Ø queimaduras;

Ø quedas provocadas pelo choque.

 

Choque elétrico

 

O choque elétrico acontece quando uma corrente elétrica passa pelo corpo humano ou de qualquer outro animal. A intensidade e os riscos podem variar de acordo com a exposição à corrente elétrica.

O “pior” choque é aquele que tem origem em uma mão e termina na outra. Pois isso significa que a corrente elétrica atravessou o tórax, podendo afetar o coração e o sistema que garante a respiração da vítima.

 

Eletrocução

 

Este é o grau mais grave dos acidentes elétricos, que é quando a vítima morre em decorrência da exposição do corpo à uma dose mortal de energia elétrica.

Normalmente, os raios e os fios de alta tensão (com a voltagem superior a 600 volts), são os responsáveis por esse tipo de acidente.

No entanto, a eletrocução também pode ocorrer em baixa voltagem, caso haja a presença de poças d'água, umidade elevada, suor, roupas molhadas, etc.

 

Queimaduras

 

A pele pode apresentar alta resistência, e nesses casos a corrente elétrica pode causar grandes queimaduras externas, mas poucos danos aos órgãos internos. 

Por outro lado, se for baixa, a queimadura da pele será menos extensa, mas com maior possibilidade de danos aos órgãos internos.

 

Quedas de altura

 

Muitos dos trabalhos realizados com redes elétricas são em altura. Caso o profissional receba uma descarga elétrica é possível que se desequilibre e caia. Isso reforça a necessidade de usar os equipamentos de proteção individual.

 

Como ocorrem acidentes elétricos?

 

No caso dos acidentes elétricos domésticos, em geral, acontecem em virtude de instalações malfeitas e fiações com qualidade material ruim.

O mesmo vale para acidentes com profissionais do ramo. Fios corroídos, instalações perigosas, materiais ruins podem ocasionar um acidente. 

Todos esses fatores aumentam consideravelmente o acontecimento desse tipo de contratempo que, como vimos, podem ser fatais.

 

Como prevenir acidentes elétricos?

 



Como diz o ditado: é melhor prevenir do que remediar. Algumas medidas simples podem ajudar a evitar esse tipo de acidente. Abaixo listaremos algumas delas. Confira!

 

Evitar fios desencapados ou partidos

 

Esta é, sem dúvidas, uma das dicas mais importantes. Qualquer peça de fio desencapado ou partido deve ser prontamente substituída!

Eles representam uma ameaça real para as pessoas que transitam por perto e podem, a qualquer momento, causar um acidente elétrico grave.

 

Não deixar o carregador na tomada sem uso

 

Muitas pessoas acham mais prático manter os carregadores plugados às tomadas mesmo em momentos em que eles não estão sendo usados. No entanto, essa prática é totalmente desaconselhada.

Os carregadores originais apresentam baixos riscos, mas para que correr qualquer tipo de risco, não é?

 

Utilizar tampas de proteção nas tomadas

 

Essa medida é importante especialmente para as pessoas que têm crianças pequenas em casa. Elas impedem que os pequenos coloquem os dedos nos buracos da tomada e recebam uma carga elétrica.

 

Procure um especialista para fazer o serviço

 

Não, economizar uma graninha e fazer você mesmo definitivamente não é a melhor opção neste caso. Os serviços elétricos devem ser feitos por um profissional competente e que conheça as medidas de segurança.

Isso vai evitar muita dor de cabeça e possíveis acidentes elétricos.

 

A importância da capacitação profissional em NR 10

 

A Norma Regulamentadora 10 é a NR que trata das questões que envolvem a proteção de trabalhadores que durante as suas atividades lidam com a energia elétrica.

O objetivo dela é estabelecer as medidas de prevenção de acidentes e preservação do bem-estar, saúde e segurança dos profissionais. Portanto, é fundamental que os mesmos estejam atualizados quanto às mudanças e novas diretrizes da norma.

 

Conclusão

 

Evitar os acidentes elétricos é fundamental para empresas que trabalham no ramo. Para isso, investir em capacitação profissional é indispensável.

 

 

 

 

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