segunda-feira, 9 de maio de 2022

 

 

 

OS COMPORTAMENTOS DE RISCO NO AMBIENTE DE TRABALHO. O QUE SÃO?

 

 

Os comportamentos de risco no trabalho podem ser associados à falta de percepção do risco ou ainda ao fato de os colaboradores não terem se adaptado a situações de riscos mais comuns – além, é claro, quando há ausência de medidas de controle eficientes para proteção e prevenção de acidentes.

 

É sempre importante dizer que grande parte dos acidentes de trabalho ocorre devido ao fator humano. Ou seja, é o erro humano que coloca em risco a segurança e saúde dos colaboradores em um ambiente de trabalho mesmo quando nos referimos à responsabilidade da gestão em si. Os comportamentos de risco no trabalho são um exemplo disso, pois tratam-se atitudes que podem causar acidentes graves, seja por falta de atenção ou de conhecimentos necessários para as atividades.

 

O que são comportamentos de risco no trabalho?

 

Comportamento de risco são ações e atitudes cotidianas de cada indivíduo em situações específicas. Isso significa que o comportamento de risco é individual, varia de pessoa para pessoa e depende dos atos de cada um. Neste caso, cabe ao Técnico em Segurança do Trabalho, a CIPA e a outros profissionais responsáveis pela segurança e gestão da empresa fazer a identificação e conscientização das equipes sobre os perigos e riscos decorrentes de certos comportamentos. 

 

Quais são os comportamentos de risco mais comuns?

 

Em cada área de uma empresa existem comportamentos de risco que são mais comuns que em outras. Alguns podem ser até mais fáceis de identificar, no entanto, outros às vezes passam despercebidos aos olhos dos responsáveis pela segurança e dos gestores.

 

A seguir você confere os comportamentos de riscos mais comuns no trabalho!

 

Ø Falta de atenção e ritmo acelerado de trabalho:

 

A incessante busca por produtividade e cumprimento de metas acaba gerando comportamentos de risco no trabalho que afetam a saúde física e mental dos empregados. Além disso, tal desatenção e ritmo frenético podem diminuir a qualidade do produto ou serviço.

 

Ø Pleno sentimento de segurança:

 

É claro que se sentir seguro no ambiente de trabalho é fundamental, principalmente para que os colaboradores trabalhem mais confiantes e felizes. No entanto, essa sensação de segurança não pode fazer com que eles subestimem as normas e procedimentos de segurança e, assim, criem diversos cenários de riscos. O mesmo vale para excesso de confiança em relação ao conhecimento e uso de ferramentas e equipamentos.

 

Ø Utilização de ferramentas ou materiais antigos ou defeituosos:

 

Cabe à empresa oferecer sempre os materiais adequados e funcionais para a realização das atividades. O uso de ferramentas antigas ou com defeito são exemplos que, além de prejudicar a execução do trabalho, podem colocar em risco tanto os funcionários quanto a empresa.

 



É essencial que os gestores tenham certeza de que o funcionário está apto para desempenhar a tarefa corretamente.

 

Ø Operação de máquinas e equipamentos sem capacitação:

 

Antes de efetivar qualquer funcionário, é essencial que os gestores tenham certeza de que o mesmo está apto para desempenhar a tarefa corretamente. A empresa que oferece cursos e treinamentos específicos está sempre um passo à frente na hora de se precaver contra acidentes de trabalho.

 

Ø Brincadeiras impertinentes no local de trabalho:

 

Todas as brincadeiras têm um limite. Às vezes, elas servem para deixar o ambiente de trabalho mais sociável e amigável. Porém, a segurança vem em primeiro lugar e é preciso saber lidar para que essas brincadeiras não se tornem um problema de comportamentos de risco.

 

Ø Não usar os Equipamentos de Proteção adequados (EPI’s ou EPC’s):

 

Muitos funcionários se sentem confiantes o suficiente para realizar tarefas sem os Equipamentos de Proteção Individual ou Coletivo recomendados, colocando a própria vida em risco e também a estrutura, imagem e reputação da empresa. Os responsáveis pela segurança devem supervisionar e garantir que os funcionários façam o uso correto dos EPIs e EPC’s, pois não o fazer significa estar cometendo um erro humano.

 

Quais as soluções para os gestores adotarem?

 

Para conseguir evitar os comportamentos de risco dos funcionários que podem comprometer toda a gestão de segurança de uma empresa, é fundamental possuir políticas de segurança desenvolvidas dentro da própria organização. Deve haver orientação, supervisão e atenção contínua em relação às atividades e aos trabalhadores.

 

A grande maioria dos acidentes pode ser evitada por meio de medidas de proteção e prevenção, logo, cabe aos profissionais da área e aos gestores identificarem os comportamentos de risco e reeducarem os trabalhadores para que possam cuidar de sua segurança e a dos colegas.

 

 

 

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sexta-feira, 6 de maio de 2022

 

 

 

 

TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

NA SEGURANÇA DO TRABALHO:

QUAL A IMPORTÂNCIA?

 



 

A transformação digital revolucionou diversos segmentos da economia, e com a indústria não foi diferente.

 

As fábricas atuais buscam uma verdadeira integração entre ambientes físicos e virtuais, aplicando estratégias da internet das coisas, também conhecida como Internet of Things - IoT. Sem contar que a produção passa por níveis mais sofisticados de automação.

 

Na segurança do trabalho, a tecnologia trouxe mecanismos para planejar e controlar as atividades. Assim, ferramentas que automatizam processos, uso da computação em nuvem, recursos para aplicar indicadores de desempenho e diversas outras soluções se tornam acessíveis com a digitalização dessa área.

 

Quer entender a importância da transformação digital para o setor de segurança do trabalho? Continue a leitura! Neste conteúdo mostraremos os recursos disponíveis e os benefícios que a digitalização oferece para as organizações.

 

Os desafios da segurança do trabalho no Brasil

 

A segurança do trabalho é uma das áreas de maior cuidado e atenção por parte das empresas, porque seu requisito básico é oferecer condições adequadas aos colaboradores. 

 

Esse, inclusive, é o primeiro pilar da World Class Manufacturing - WCM e traz inúmeros desafios para as organizações. Abaixo, confira os principais deles.

 

Cumprir a legislação

 

Em primeiro lugar, o gerenciamento de riscos precisa atender aos requisitos legais. Ou seja, a empresa que não adotar as políticas previstas nas normas regulamentadoras do trabalho terá problemas jurídicos, mesmo que ela não tenha acidentes registrados em seu histórico.

 

O ponto de partida é a NR1, que traz as disposições gerais das regulamentações de saúde e segurança do trabalho. No entanto, a lista completa já chega a 37 normas regulamentadoras.

 

Volume de informações

 

Graças à quantidade de regras e de variáveis no ambiente, a segurança do trabalho produz muita informação. Com isso, torna-se um desafio transformar os dados em conhecimento para realmente entender o que acontece no ambiente de trabalho e implementar as medidas de melhorias necessárias.

 

Processos manuais e analógicos

 

A coleta manual das informações é outro desafio. Por serem feitas, geralmente, em planilhas, podem ocorrer erros de preenchimento, falta de padronização e tempo desperdiçado em rotinas burocráticas, além da dificuldade que o gestor encontra para levantar todos os fatores relevantes para a tomada de decisões.

 

Diversidade de processos

 

O setor também precisa atingir um alto nível de maturidade em diferentes processos. Treinamentos, mapeamento de riscos, planos de ação, investigação de acidentes, fiscalização, exibição de documentos aos fiscais de órgãos públicos e diversas outras ações devem estar padronizadas e voltadas para a melhoria contínua. Afinal, os erros podem gerar acidentes de trabalho.

 

Engajamento dos colaboradores

 

O funcionamento das políticas de segurança do trabalho depende bastante do comprometimento dos colaboradores. E, em muitos casos, por estar sobrecarregado de tarefas burocráticas, o setor tem dificuldades para dar atenção ao tema e promover uma verdadeira cultura de segurança na organização.

 

Como a transformação digital pode ajudar a segurança do trabalho?

 

A transformação digital trouxe recursos para enfrentar problemas recorrentes de gestão e superar desafios.

 

Entre os benefícios da inovação, podemos identificar inúmeras melhorias com os avanços tecnológicos das últimas décadas. A seguir, entenda como a digitalização contribui para garantir maior proteção nas empresas.

 

Alienar tarefas burocráticas

 

A transformação digital permite a alienação de tarefas burocráticas. Isso significa que diversas tarefas deixaram de ser realizadas por pessoas, passando a responsabilidade para os softwares — que repetem o mesmo padrão de qualidade em larga escala.

 

Facilitar o tratamento de dados

 

A tecnologia também evoluiu em relação ao uso de dados. Coletar, armazenar, interpretar e compartilhar as informações tornou-se mais econômico, rápido e seguro com a computação em nuvem e os softwares de gestão. E isso pode ser utilizado de diferentes formas, desde a coleta de indicadores até a identificação de oportunidades.

 

Responder às mudanças

 

Além disso, a facilidade da coleta de informações e o monitoramento em tempo real permite o controle adaptativo. Nesse método, em caso de mudanças nas condições do ambiente, os gestores são capazes de definir novos parâmetros e corrigir os rumos.

 

Produzir conhecimento

 

Os avanços oferecidos pela transformação digital também proporcionam benefícios para o conhecimento disponível. 

 

Junto à melhoria da capacidade de fazer análises de dados, as inovações traduzem os resultados em elementos visuais — como gráficos, painéis e fluxogramas —, dando acessibilidade para os tomadores de decisão. Logo, permitem que o gestor entenda rapidamente o que está acontecendo para agir com mais eficiência.

 

Quais são os principais benefícios para a segurança do trabalho?

 

Além das melhorias em dados, comunicação, adaptabilidade e conhecimento disponível para tomar decisões, a transformação digital resolve problemas de gerenciamento de riscos e maturidade de processos. Daí a importância de investir na tecnologia para a segurança do trabalho.

 

Abaixo, confira outras vantagens que a digitalização oferece à sua empresa.

 

Integração entre setores

 

A transformação digital contribui com a intercomunicação entre os diversos setores envolvidos. 

 

Em uma única plataforma é possível gerir riscos de todos os setores e filiais da organização. Assim, os interessados conseguem ter acesso às informações em um repositório centralizado, evitando ruídos e retrabalhos.

 

Mapeamento de riscos facilitado

 

A proposta da digitalização é substituir as planilhas, padronizar a inserção de dados, facilitar o cruzamento das informações e automatizar relatórios para que o gestor tenha um retrato fiel do ambiente de trabalho nos diversos setores. 

 

Assim, é possível mapear os riscos com facilidade, especialmente com ferramentas específicas para essa atividade.

 

Análise de cenários

 

Os recursos tecnológicos de segurança no trabalho também podem ser utilizados para comparar cenários. 

 

Com poucos cliques, o gestor consegue projetar os riscos de cada atividade, verificar as medidas sugeridas, comparar cenários atuais com os anteriores, entre outras soluções de inteligência.

 

Redução de despesas

 

Os softwares afetam significativamente as despesas. A economia ocorre porque a tecnologia assume ações repetitivas, evitando retrabalhos e diminuindo a carga de trabalho necessária para realizar as atividades.

 

Além disso, a eficiência na gestão possibilita economias com acidentes de trabalho, minimiza o FAP, reduz os gastos com seguros e aumenta a prevenção de processos judiciais.

 

Elaboração de planos de ação

 

A empresa ganha ferramentas para elaborar e controlar os planos de ação, lidando com situações de perigo aos colaboradores. 

 

Na prática, além das possibilidades de mapear riscos e projetar cenários, é possível gerir todas as etapas do plano, indicando responsáveis, recursos, cronograma, prioridades, tarefas, entre diversas outras atividades.

 

Segurança e confiabilidade de dados

 

A qualidade dos dados também é impactada. As ferramentas de computação em nuvem, por exemplo, contam com diversos backups e mecanismos de segurança para que apenas os usuários autorizados acessem o sistema, fortalecendo a integridade, autenticidade e proteção contra roubos de informação.

 

Todas as funcionalidades descritas são encontradas no software de gerenciamento de riscos da Riskex — solução completa para realizar o gerenciamento de riscos na sua empresa. 

 

Com auxílio da nossa solução, você consegue:

 

Ø mapear as condições perigosas no ambiente de trabalho;

Ø acompanhar todas as medidas em andamento e planos de ação;

Ø classificar as condições existentes, conforme os fatores de risco identificados;

Ø controlar e visualizar todas as atividades de segurança em uma única plataforma;

Ø substituir integralmente as planilhas eletrônicas;

Ø automatizar tarefas e etapas repetitivas;

Ø ver os indicadores de desempenho em tempo real.

 

Outro benefício é que, por ser uma solução de computação em nuvem, a transformação digital da segurança do trabalho não demandará investimentos em infraestrutura de TI. O acesso às ferramentas ocorre em uma plataforma online, em que se utiliza apenas o seu navegador de internet.

 

Sendo assim, ao realizar a transformação digital da segurança do trabalho, você dará um passo relevante para melhorar os resultados na sua empresa. Afinal, terá dados e informações para planejar com eficiência, enxugar tarefas repetitivas, reduzir custos e erros comuns aos processos analógicos e manuais.

 

Caso você tenha se identificado com os desafios da segurança do trabalho, comente no post e compartilhe suas dúvidas e experiências!

 

 

 

 

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IMPACTOS DO RUIDO

NO AMBIENTE DE TRABALHO




 

O ambiente laboral pode apresentar algumas características prejudiciais aos colaboradores. É o caso do ruído no trabalho, situação que se configura como insalubridade quando supera os limites estabelecidos na legislação — comum, principalmente, quando ele acontece de modo contínuo.

 

Dessa maneira, é importante que as empresas entendam o que é esse conceito e por que é importante implementar medidas de controle de ruídos. Por isso, conhecer os impactos que ele proporciona para os trabalhadores se torna fundamental.

 

Pensando nisso, preparamos este conteúdo esclarecendo as principais questões sobre o ruído no ambiente de trabalho e como ele afeta os colaboradores. Confira!

 

O que é o ruído no ambiente de trabalho?

 

O ruído no ambiente de trabalho, também conhecido como ruído ocupacional, é caracterizado por sons inquietantes gerados por diversos fatores que rodeiam os colaboradores. 

 

São várias situações que podem se encaixar nessa descrição, por exemplo:

 

Ø uso de fones de ouvido com volume excessivo e tempo prolongado;

Ø sons de veículos em movimento, que pode afetar motoristas e pessoas que trabalham próximas ao local de circulação;

Ø barulho de motores, como maquinários e ferramentas utilizadas no ambiente.

 

Limites toleráveis

 

Devido aos riscos que isso proporciona, a legislação trabalhista prevê, em suas normas regulamentadoras, alguns limites que devem ser observados pelos empregados, além de um adicional remuneratório pela exposição às condições insalubres, se for o caso.

 

A Norma Regulamentadora 15 traz em seus anexos os detalhes sobre os limites de tolerância para ruídos contínuos, ou intermitentes (anexo II), e de impacto (anexo II). Apenas para ilustrar, o limite previsto para jornadas de 8 horas é de 85 decibéis. Porém, se chegar a 115 decibéis, por exemplo, a exposição permitida é de apenas 7 minutos. 

 

Quais são os 4 principais impactos que ele traz?

 

A exposição aos ruídos de forma frequente e acima dos limites estabelecidos na lei gera a obrigação do pagamento adicional por insalubridade em grau médio — equivalente a 20% do salário mínimo. Porém, os impactos ultrapassam as questões financeiras, sendo essencial que o empregador entenda de que maneiras isso pode prejudicar o trabalhador.

 

A seguir, confira os 4 principais impactos que o ruído no trabalho traz para os colaboradores!

 

1. Perda de audição

 

Como se tratam de ruídos, é certo que os problemas de audição podem ser uma consequência. 

 

Normalmente, isso acontece quando a exposição ao agente se torna rotineira e acima dos limites. Assim, acontece uma perda auditiva progressiva, que costuma ser percebida com maior sensibilidade a frequências de som muito altas. Com o tempo, ela pode se desenvolver outros sintomas, como:

 

Ø zumbidos;

Ø dificuldades de compreensão em relação aos sons;

Ø perda completa da audição (surdez definitiva).

 

2. Problemas neurológicos e físicos

 

Essa situação também pode gerar problemas neurológicos, como dores de cabeça frequentes e insônia. Ademais, existem alguns sintomas físicos que podem surgir e, até mesmo, o desenvolvimento de doenças, por exemplo:

 

Ø hipertensão arterial;

Ø cansaço excessivo;

Ø problemas gástricos;

Ø doenças cardíacas.

 

3. Sintomas psicológicos

 

A exposição contínua aos ruídos no trabalho também pode trazer alguns sintomas de ordem psicológica e colaborar com o surgimento de problemas de saúde mental.

 

Veja os principais: 

 

Ø estresse;

Ø irritabilidade;

Ø depressão;

Ø ansiedade.

 

4. Dificuldades no trabalho

 

Os problemas citados acima podem trazer outras dificuldades no trabalho, especialmente a falta de concentração. Isso pode trazer diversas consequências, por exemplo: 

 

Ø queda na produtividade;

Ø redução na capacidade de aprendizagem;

Ø aumento dos riscos de acidentes.

 

Como controlar a exposição dos trabalhadores?

 

Devido aos riscos existentes, cabe à empresa tomar medidas para eliminar ou, ao menos, reduzir a exposição aos ruídos, visando prevenir o desenvolvimento de problemas para o trabalhador. 

 

Para tanto, existem algumas dicas importantes. Veja só:

 

Ø tenha um bom programa de gestão de riscos ocupacionais, garantindo a aplicação de todas as NR’s;

Ø realize perícias para identificar os riscos existentes no ambiente, utilizando equipamentos próprios, como o decibelímetro e o dosímetro;

Ø mantenha os maquinários com a manutenção em dia e, se for o caso, avalie a substituição por opções com menos impactos;

Ø construa barreiras para isolar a fonte de ruído, quando possível;

Ø implemente o rodízio de tarefas para reduzir o tempo de exposição dos colaboradores aos ruídos;

Ø forneça e fiscalize o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs);

Ø adote uma rotina de verificação e reavaliação dos níveis de ruído.

 

Também é importante ter atenção aos limites legais para evitar exposições superiores ao estabelecido. Afinal, mesmo com o pagamento de adicional de insalubridade, ainda há riscos envolvidos e o trabalhador pode desenvolver problemas de saúde.

 

Como você viu, o ruído no trabalho pode causar diversos impactos na saúde, prejudicando o colaborador e a empresa. Portanto, vale a pena acompanhar os níveis de barulhos no ambiente e adotar medidas para reduzir a exposição dos empregados a essa condição

 

 

 

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quinta-feira, 5 de maio de 2022

 

 

 

 


GERENCIAMENTO DE RISCO OCUPACIONAL – GRO

 



NORMA GRO – A princípio o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), desencadeado da NR 09 em 1994 será substituído ou fará parte de um novo Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), assim que entrar em vigor a Norma Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO).

 

O PPRA possui o objetivo de realizar uma análise prévia de riscos, e por intermédio promover um monitoramento e controle de possíveis danos à saúde do colaborador, como acidentes de trabalho e doenças ocupacionais.

 

Todavia o PPRA na maioria dos casos se tornou uma documentação que é retirada da gaveta, apenas para sanar uma mera burocracia governamental.

 

Diante disso, surge o questionamento: Com o fim do PPRA, será a norma GRO o novo documento para ficar na Gaveta?  Para responder a essa pergunta, é necessário analisar os dois programas em si.

 

O que é o PPRA?

 

O PPRA é um Programa de Prevenção de Riscos Ambientais que visa preservar a saúde e integridade de seus colaboradores, através de medidas preventivas contra a ocorrência de riscos físicos, químicos e biológicos.

 

Esse programa deve ser elaborado seguindo 4 etapas, sendo elas:

 

·       Antecipação do risco;

·       Reconhecimento do risco;

·       Avaliação do risco;

·       Controle do risco.

 

Desse modo, é necessário desenvolver e estabelecer estratégias, formas de monitoramento, medidas de controle e proteção individual e coletiva.

 

Vale ressaltar, que o PPRA deve estar alinhado ao PCMSO, que consiste em um Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, que tem como base a NR 07 do MTE.

 

Bem como o PCMSO, por sua vez promove ações para rastrear e diagnosticar possíveis interferências relacionadas diretamente à saúde do colaborador de acordo com a função exercida.

 

Será o Fim do PPRA?

 

Na maioria das empresas não foi dada a devida importância ao PPRA, uma vez que não basta apenas a sua elaboração é necessário contar com atualizações verídicas baseadas em análises e monitoramentos no ambiente de trabalho de forma efetiva.

 

Além de ser imprescindível, fazer essas análises realmente de forma fidedigna com a realidade encontrada no ambiente de trabalho.

 

Visto que em alguns casos é possível ver diversas tentativas de direcionar características modificadas ao ambiente, uma que vez que as mesmas são mais convenientes para elaboração do PPRA.

 

Ausentando dessa forma a necessidade de promover soluções e alternativas para prevenção dos verdadeiros possíveis riscos.

 

Um Pouco sobre o GRO

 

A princípio o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) consiste em uma norma com ênfase em um processo continuo no âmbito da SST, não apenas um documento para ficar no fundo da gaveta e sem retirado apenas para sanar pendências relacionadas a fiscalização.

 

Ao contrário, espera-se não ter nem tempo de ir parar na gaveta, uma vez que com o GRO não existirá um modelo de documento, mas uma estrutura básica de gestão a ser seguida para sua implementação e melhoria incessante.

 

Isto é, dessa forma será necessário mantê-lo sempre atualizado através de registros que deverão ser armazenados por um período mínimo de 20 anos. Nos quais devem conter as mudanças, melhorias e correções.

 

Outras Características

 

Com o intuito de ser mais eficaz, o GRO apresentará não só uma avaliação permanente bem como irá promover a necessidade de um constante acompanhamento de seus programas de SST.

 

Ainda mais que a norma não terá um responsável legal como os demais programas (PCMSO, PPRA, Laudo de Insalubridade, Laudo de Periculosidade e LTCAT) apresentam.

 

Por outro lado, cabe a empresa a responsabilidade de sua estruturação.

 

O GRO será harmonizado com a ISO 45001 que “consiste em uma norma internacional para o Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional (SGSSO). ” A qual traz como objetivo a melhoria do desempenho de qualquer empresa em termos de SST.

 

A estrutura básica será baseada no conceito PDCA, que consiste em planejar, executar, checar e agir.

 

Evidentemente a norma GRO irá proporcionar mudanças significativas na área de Segurança do Trabalho. Proporcionando aos profissionais de SESMT uma ferramenta bastante eficaz na prevenção de acidentes e doenças ocupacionais.

 

Entretanto podem vir inúmeras melhorias na área de SST, mas se não forem aplicadas realmente de forma efetiva e com credibilidade. Irá se tornar mais uma papelada no fundo da gaveta.

 

 

 

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