sexta-feira, 18 de março de 2022

 


 

A DIFERENÇA ENTRE DECIBELÍMETRO E DOSÍMETRO

O QUE VOCÊ PRECISA SABER

 

Conheça qual a diferença entre decibelímetro e dosímetro, mas antes vamos introduzir um pouco sobre o contexto em que estes equipamentos são usados. O uso de ambos está relacionado com a avaliação de ruídos, sabemos que ruído ocupacional pode causar uma série de danos ao trabalhador.

 

Um dos principais danos é a perda auditiva induzida pelo ruído, mas além dela existem vários outros males que podem vir da exposição a níveis elevados de ruído tipo, irritabilidade, problemas de circulação sanguínea, problemas de equilíbrio, etc.

 

Do ponto de vista da legislação trabalhista o ruído ocupacional passa a ser um problema a partir ir de 80 decibéis, é o que chamamos de nível de ação. A partir de 80 decibéis a empresa já precisa entrar com medidas para o controle do ruído, as medidas devem ser prioritariamente a nível coletivo, e na impossibilidade delas, devemos partir para as medidas de proteção individual, ou seja, fornecer protetor auditivo.


Vale ressaltar que o ruído ocupacional pode dar ao trabalhado o direito ao adicional de insalubridade e aposentadoria especial.

 

Agora vamos as diferenças dos dois equipamentos:

 

 






O que é um Desímetro

 

Um dosímetro mede o nível de pressão sonora, medindo a exposição a ruído de um indivíduo ou área durante um período determinado, seguindo regras de regulamentos de Saúde Ocupacional e normas de Segurança do Trabalho.

 

O dosímetro é utilizado para fazer avaliação da exposição ao ruído a que o ser humano está exposto durante um determinado período de tempo, este tipo de medição é chamado de dose de ruído.

 

O dosímetro pode ser fixado ao corpo de um indivíduo para fazer uma avaliação da exposição de uma pessoa específica, fazendo com que este indivíduo seja avaliado em suas funções normais do dia a dia, sem interferir, pois os dosímetros, via de regra são pequenos e de fácil fixação.

 

Quando se trata de avaliar um trabalhador, pode-se utilizar da forma completa, cuja mesma é mensurada durante 8 horas da sua atividade, mas não sendo possível, determina-se um período mais curto e o resultado diluído ao longo de 8 horas.

 



 

O que é um Decibelímetro?

 

Decibelímetro é um equipamento utilizado para avaliar o nível de ruído em determinado local, devidamente posicionado em momento específico que seja necessário. Alguns equipamentos contam com funções modernas como memorização gravação de medição, e claro, isso facilita muito na hora de avaliar o perfil da exposição.

 

Além da segurança do trabalho, o decibelímetro é muito utilizado para fazer avaliação em áreas habitadas. A NBR 10151 traz os parâmetros para avaliação de ruídos em áreas habitadas, visando o conforto da comunidade.

 

Na medição para a segurança do trabalho, a NHO 1 determina que no momento da avaliação o decibelímetro deve ser colocado na altura do ouvido do trabalhador.

 

Como saber como utilizar um ou outro?

 

Isso irá depender do ruído que será avaliado. Pode se levar em consideração também que alguns dosímetros já dão informações mais completas, sem a necessidade de fazer um cálculo manual. Já se utilizar apenas o decibelímetro, terá que fazer todos os cálculos manualmente.

 


Decibelimetro Digital Datalogger IP-900 DL Impac

 

Caso o ruído do local sofre variações ao longo da jornada, o uso do decibelímetro além de menos preciso, dará mais trabalho para definir a dose. Nesse caso, recomenda-se até fazer cálculo estatístico para definir o resultado da exposição. Se o ambiente de trabalho possui ruído variável o melhor é sempre utilizar o dosímetro.

 

 

 

Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais. 

 

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 

 

 

SEGURANÇA DO TRABALHO: QUAIS AS RESPONSABILIDADES DA MINHA EMPRESA?

 



A Segurança do Trabalho é um conjunto de medidas adotadas para minimizar os acidentes e as doenças ocupacionais. Dessa forma, a empresa garante a proteção da integridade dos colaboradores no ambiente de trabalho, para que realizem suas atividades nas melhores condições trabalhistas.

 

No Brasil, a Segurança do Trabalho é definida por lei, com legislações específicas que regulamentam as medidas de prevenção nas empresas.

 

Tendo essa premissa em vista, fica claro que a segurança dos colaboradores é uma obrigação de todas as organizações.

 

Mas você sabe quais as responsabilidades do empregador nesse contexto? É isso que te explicamos no artigo de hoje.

 

Responsabilidades da empresa na Segurança do Trabalho

 

Embora a Segurança do Trabalho seja constituída tanto pela ação dos colaboradores quanto do empregador, parte do gestor a iniciativa de engajar as equipes, oferecendo orientações para que sigam todas as medidas de prevenção implementadas pela empresa.

 

A principal obrigação da empresa é a de proporcionar um ambiente de trabalho seguro e saudável aos trabalhadores. Isso é feito através de ações que visam reduzir ou até mesmo eliminar os riscos de um funcionário sofrer um acidente.

 

Mas, na prática, quais ações são essas?

 

Para ficar mais claro, elencamos aqui as principais responsabilidades do empregador na área da Segurança do Trabalho:

 

Ø Conhecer os riscos no ambiente de trabalho e ter conhecimento sobre as medidas de prevenção;

Ø Informar os colaboradores sobre os riscos que possam surgir no ambiente de trabalho;

Ø Comunicar os colaboradores sobre as ações necessárias para limitar tais riscos, reforçando a mensagem através de treinamentos, cartazes ou meios eletrônicos;

Ø Fornecer e fiscalizar o uso Equipamentos de Proteção Individuais (EPI’s);

Ø Entregar e fiscalizar o uso dos Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC’s);

Ø Divulgar as principais normas e regras de Segurança do Trabalho cumpridas pela empresa;

Ø Permitir que os trabalhadores acompanhem a fiscalização sobre o cumprimento dessas regras;

Ø Determinar os procedimentos que devem ser adotados em caso de acidente ou doença ocupacional;

Ø Seguir as regras estabelecidas pelas Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho, desenvolvendo programas preventivos na empresa.

 

A última obrigação merece um destaque especial, tendo em vista que o empregador precisa saber quais são essas normas. As principais são a NR 7, que determina a implementação do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), e a NR 9, que regulamenta o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA).

 

Além disso, a empresa também precisa ter arquivado o Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) de todos os colaboradores e realizar uma Análise Ergonômica do Trabalho (AET).

 

Entenda melhor do que se tratam essas responsabilidades:

 

PCMSO

 

O PCMSO é um dos programas mais importantes na área da Saúde e Segurança do Trabalho. Ele é um recurso que serve para monitorar e controlar possíveis danos à saúde e integridade do profissional. Por sua relevância, o PCMSO precisa ser documentado, contendo a descrição de todos os procedimentos e condutas de segurança a serem implantados pela empresa.

 

Entre os procedimentos obrigatórios, estão o rastreio e diagnóstico precoce de possíveis danos à saúde do trabalhador, que são feitos através da realização de exames médicos periódicos, como os admissionais, demissionais, de retorno ao trabalho e de mudança de função.

 

PPRA

 

Assim como o PCMSO, o PPRA também é um programa obrigatório. Ele serve para prever, reconhecer, avaliar e controlar riscos ambientais do trabalho, visando tornar o local mais seguro para os trabalhadores. Para isso, ele estabelece à empresa a obrigação de promover ações para preservar a saúde e a integridade dos trabalhadores.

 

A documentação deste programa, assim como o anterior, é feita por um técnico, engenheiro de segurança do trabalho ou por empresa especializada.

 

ASO

 

O ASO (Atestado de Saúde Ocupacional) é um documento emitido pelo médico do trabalho assim que o colaborador realiza o exame ocupacional. Esse exame pode ser periódico, admissional, demissional, de retorno ao trabalho ou de mudança de função, e serve para atestar se o colaborador está apto ou não para realizar uma determinada tarefa na empresa.

 

Para a empresa, é muito importante guardar esse documento, pois pode servir para fins de auditoria ou fiscalização no futuro.

 

AET

 

Em ambientes de trabalho com muitos maquinários ou esforço físico constante, por exemplo, a análise ergonômica é fundamental. Esse documento traz a avaliação das condições ergonômicas do ambiente, com propostas práticas para que a empresa se adeque de modo a prevenir riscos e promover o bem-estar da equipe.

 

Além de ser um documento obrigatório, permite que os profissionais trabalhem de maneira mais confortável e com menos riscos de lesões.

 

Toda empresa tem a responsabilidade de elaborar esses programas e emitir esses documentos. Caso contrário, o empresário está sujeito a multas previstas na legislação.

 

Vale lembrar que essas obrigações de Segurança do Trabalho trazem grandes benefícios, tanto para o colaborador quanto para o empregador. Enquanto o primeiro terá um ambiente mais seguro e adequado para desenvolver suas atividades, e o segundo ficará livre de multas e penalidades legais.

 

 


Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais. 

 

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 



quinta-feira, 17 de março de 2022

 



 

COMO PREPARAR A SUA EMPRESA PARA LIDAR COM SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA

 



Por mais estruturada e organizada que uma empresa seja, ela não está livre de enfrentar situações de emergência. Seja um incêndio ou um acidente, é preciso estar preparada para lidar com esses cenários, de modo a controlar e reduzir os danos.

 

A melhor forma de se preparar para essas situações é prever e prevenir os riscos. Mesmo que seja impossível prever o futuro, se você fizer alguns estudos e análises, há a chance de imaginar diversos cenários e ter um plano bem desenhado para enfrentá-los.

 

Quer entender melhor como isso funciona?

 

Siga a leitura e descubra quais são os principais cenários de emergência e como administrá-los.

 

Situações de emergência: o que são?

 

Uma emergência ocorre quando algum imprevisto entra em cena e sua solução ou enfrentamento que não pode ser adiado. Isso é muito comum quando as operações saem de forma diferente do esperado ou planejado. Exemplos disso são: um afogamento causado por inundação, um incêndio causado por agentes químicos, ou um vazamento biológico devido à má manipulação de produtos, entre outras ocorrências.

 

Se essas situações não forem resolvidas rapidamente, os envolvidos correm o risco de saírem feridos ou até irem a óbito.

 

No ambiente de trabalho, normalmente as situações de emergência resultam em acidentes físicos com trabalhadores. Portanto, para estar preparada para esses cenários, a sua empresa precisa observar os postos de trabalho e as atividades executadas. Mas, de uma maneira geral, as situações emergenciais mais comuns são de natureza laboral ou ambiental, como você verá a seguir:

 

Emergências laborais

 

Situações que ocorrem no próprio local de trabalho, sem afetar a estrutura empresarial como um todo. Geralmente elas derivam de um acidente em alguma tarefa executada, como por exemplo: cortes, perfurações, fraturas, desmaios, incêndios, entre outras.

 

Emergências ambientais

 

Ao contrário das laborais, que afetam apenas uma esfera, as emergências ambientais têm efeito na empresa e no entorno. São causadas por alguma interferência no meio ambiente onde a empresa está instalada. Os principais exemplos são: inundações, deslizamentos de terra, desabamentos, incêndios de grande proporção.

 

Por isso, sua organização precisa observar os cenários interno e externo para se antecipar quanto a esses tipos de imprevistos.

 

Apesar de nem sempre ser possível se blindar e se proteger de acidentes, existem algumas ações que contribuem na redução de danos. São elas:

 

Como se preparar para lidar com as situações de emergência?

 

1. Analise o ambiente de trabalho

 

Quais os possíveis riscos aos quais seu time pode estar exposto? Se os profissionais trabalharem em altura, há o risco de queda, por exemplo. Se operam máquinas, pode haver o risco de colisão. Estude o contexto do trabalho como um todo para considerar as inúmeras possibilidades de gerar situações de emergência.

 

2. Treine os colaboradores

 

Um dos motivos pelos quais os acidentes de trabalho acontecem é porque o trabalhador não estava capacitado a realizar determinada função. Desse modo, sempre que surgir uma atividade nova, sua equipe precisa receber informações sobre os procedimentos a serem adotados antes, durante e depois do trabalho, bem como sobre as medidas de primeiros socorros em situação de emergência.

 

3. Considere as surpresas

 

Por mais que você tenha um plano bem desenhado de ações, alguns imprevistos e surpresas podem acontecer. Verifique situações anteriores para entender como as ocorrências não esperadas se propagaram nas operações. Assim, é possível ficar alerta às situações adversas que surgem durante o dia.

 

4. Tenha uma equipe de brigadistas

 

Uma equipe bem treinada de brigadistas sabe exatamente como lidar em situações de risco e de propagação de incêndio. Mas, além disso, esse time também está preparado para coordenar evacuações, resgates, atendimentos emergenciais e manuseio de equipamentos de combate a incêndios e demais cenários agravantes.

 

5. Ofereça cursos de primeiros socorros

 

Independentemente da atividade que o seu time executa, eles precisam saber lidar com emergências. Isso significa que, caso haja uma queda, fratura ou lesão, os trabalhadores devem ser treinados para fazer o resgate e os primeiros atendimentos antes dos profissionais de saúde entrarem em cena.

 

Não se esqueça da importância da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) e do SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho). Esses grupos são responsáveis pela prevenção de acidentes, que ajudam a implementar ações em qualquer situação de emergência.

 

 

 

Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais. 

 

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 

 

 


 



 

PGR

O QUE É, SUA IMPORTÂNCIA E COMO IMPLEMENTAR NA EMPRESA

 




 

Recentemente, a Norma Regulamentadora nº 1 (NR 1), passou por alterações, com novas regras que começaram a valer em janeiro de 2022.

 

Entre as principais mudanças na NR- 01, uma que se destaca é a criação do GRO (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais), que por sua vez passa a exigir que todas as empresas façam a implementação do PRG (Programa de Gerenciamento de Riscos) no ambiente de trabalho.

 

O PGR vem para substituir o PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais), que deixou de ser obrigatório nas empresas. Porém, ele não é apenas uma troca, mas sim uma evolução, trazendo várias estratégias importantes para a saúde e segurança dos colaboradores.

 

Se a sua companhia ainda não possui o PGR, é hora de mudar esse cenário. Siga a leitura e entenda tudo sobre o Programa de Gerenciamento de Riscos e como implementá-lo.

 

O que é o PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos)?

 

Como seu próprio nome sugere, o Programa de Gerenciamento de Riscos é um conjunto de procedimentos adotados pelas organizações para gerenciar os riscos existentes no local de trabalho.

 

Entre esses procedimentos, então as avaliações técnicas, monitoramentos de riscos, padrões de comportamentos e demais medidas que devem ser seguidas por todos da empresa. Tudo isso com o objetivo de prevenir acidentes nos locais em que as atividades são realizadas.

 

No âmbito da segurança no trabalho, os riscos no ambiente ocupacional podem ser físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes. Desse modo, o PGR precisa contemplar todas essas categorias de riscos para tomar ações que possam mitigá-los.

 

Para que as medidas de controle de risco sejam colocadas em prática, é preciso que tudo seja devidamente documentado. Desse modo, no PGR devem estar registrados todos os detalhes do local de trabalho, bem como os procedimentos necessários para que a prevenção seja praticada.

 

A importância do PGR

 

O principal objetivo do PGR é evitar que acidentes ambientais aconteçam. Portanto, além de proteger a saúde, a segurança e a vida dos trabalhadores, esse programa também preza pela propriedade privada e pelo meio ambiente.

 

Mas então, como gerenciar um risco no ambiente de trabalho para evitar acidentes?

 

Isso pode ser feito com base em dois pilares: o inventário de riscos e o plano de ação para prevenção e controle.

 

No inventário de riscos, ficam descritos todos os detalhes sobre os riscos presentes nas atividades da empresa, levando em consideração todos os riscos aos quais os colaboradores estão expostos, como agentes físicos, químicos, biológicos e mecânicos. Enquanto isso, o plano de ação delimita o que será feito para eliminar ou neutralizar os riscos identificados no inventário.

 

Como o procedimento é complexo, ele pode ser realizado seguindo quatro passos que, apesar de parecerem simples, exigem extrema atenção:

 

1. Primeiro passo: identificar todos os riscos presentes no local;

2. Segundo passo: avaliar criteriosamente os riscos e classificá-los de acordo com a natureza (física, química, biológica ou ergonômica) e com o grau de periculosidade que apresentam;

3. Terceiro passo: tomar as atitudes corretas em relação ao risco, com medidas preventivas e corretivas;

4. Quarto passo: se não for possível eliminar por completo os riscos, é preciso fazer o controle dos mesmos para que não se tornem uma ameaça ou venham a aumentar por falta de monitoramento.

 

Para que fique mais fácil de você entender, vamos exemplificar essa prática em um cenário industrial. Dentro da indústria, o trabalhador está exposto a vários agentes de risco, como um acidente com maquinário, uma lesão física ao manusear ferramentas ou até uma inalação de pó químico. Ao identificar todos esses riscos, é preciso classificar cada um de acordo com a natureza para, assim, planejar as ações de prevenção com cada material e tarefa.

 

No entanto, existem alguns riscos que não podem ser eliminados por completo, como os acidentes com máquinas, por exemplo. É por isso que o uso de EPI’s adequados e a manutenção preventiva dos equipamentos se fazem necessários. Desse modo, há um controle dos riscos e uma redução da probabilidade de alguém se ferir nessas circunstâncias.

 

Diante de todos esses pontos, fica evidente a complexidade da análise dos riscos e do planejamento das ações de controle. Portanto, sua implementação exige a ajuda de profissionais de segurança do trabalho.

 

Como implementar o PGR na minha empresa?

 

Lembre-se de que o Programa de Gerenciamento de Riscos não é apenas um documento, mas sim um conjunto de ações. Ele exige planejamento, execução e, principalmente, monitoramento dos riscos em todas as atividades executadas na empresa.

 

Por sua importância, o PGR deve ser elaborado por um profissional legalmente habilitado em segurança do trabalho. Ou seja, os únicos que podem assiná-lo são o Engenheiro ou o Técnico de Segurança do Trabalho.

 

Se você não tem esses profissionais em seu time, o melhor a fazer é contratar uma empresa especializada e habilitada. Com esse apoio, além de ter o programa corretamente implementado no seu negócio, você ainda terá orientações de como atuar no dia a dia, evitando acidentes e até mesmo multas por não cumprir as exigências necessárias durante as operações.

 

Além de contribuir para a segurança dos colaboradores e do ambiente, o programa também é muito estratégico no crescimento empresarial. Afinal, com um time trabalhando sem riscos e sem inseguranças, há um aumento na produtividade. Consequentemente, os resultados organizacionais também aumentam, o que contribui para o seu sucesso.

 

Vale ressaltar também que esse programa é obrigatório por lei e, em caso de fiscalização, ter esse documento em mãos vai te prevenir de penalidades.

 

Todos esses pontos tornam a implementação do PGR essencial na sua empresa.

 

 


Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais. 

 

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 

quarta-feira, 16 de março de 2022

 


 

 

LER E DORT

O QUE SÃO E QUAL A RELAÇÃO DESSAS DOENÇAS COM O TRABALHO

 



As LER e DORT são doenças que afetam os músculos, tendões, nervos e articulações. Na grande maioria das vezes, elas são causadas por fatores presentes no ambiente ocupacional e afetam trabalhadores no mundo todo, resultando até no afastamento desses profissionais de suas atividades laborais.

 

Visando alertar os trabalhadores e empregadores sobre os riscos dessas doenças, a Organização Mundial da Saúde (OMS) instituiu o Dia Internacional de Prevenção às LER/DORT, celebrado no dia 28 de fevereiro.

 

Para fortalecer tal alerta, é muito importante que se conheçam as causas, sintomas e medidas preventivas contra essas lesões e distúrbios.

 

O que são LER e DORT?

 

A sigla LER se refere à Lesão por Esforço Repetitivo. Ela contempla um conjunto de lesões desenvolvidas ou agravadas pela realização de atividades repetitivas durante o trabalho.

 

Já a sigla DORT corresponde aos Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho e é basicamente uma atualização do conceito do LER. Essa atualização se fez necessária na medida em que os estudos se aprofundaram e se constatou que os problemas que afetam os trabalhadores não são apenas lesões, mas sim condições osteomusculares de maior ou menor intensidade.

 

Além disso, esses problemas nas estruturas dos tendões, músculos e ligamentos não são causados apenas pelo esforço repetitivo. Eles também se desenvolvem pela sobrecarga física, pelas más condições de trabalho, pela má postura e diversos outros fatores.

 

 



As principais possíveis causas são:

 

Ø Movimentos repetitivos;

Ø Ritmo de trabalho intenso;

Ø Excesso de força para execução de tarefas;

Ø Cadeiras, mesas, maquinários e equipamentos sem ergonomia;

Ø Contração muscular por longos períodos para manutenção da postura;

Ø Falta de intervalos para descanso;

Ø Cobrança contínua por produtividade;

Ø Exposição ao frio e a vibrações excessivas.

 

Todos esses fatores causam dores e complicações físicas nas regiões dos ombros, cotovelos, pescoço, cervical, lombar, punhos, mãos e joelhos.

 

Principais sintomas do LER e DORT

 

Os sintomas de síndromes como LER e DORT variam de pessoa para pessoa, tanto pelas condições físicas quanto pelo tipo de atividade que ela executa. Todavia, existem alguns sintomas que são mais recorrentes, como: dor, cansaço, formigamento, fisgadas, alteração de sensibilidade e fraqueza muscular.

 

Primeiramente, esses sintomas parecem normais e surgem lentamente. No entanto, com o passar do tempo, eles podem se intensificar e até tornarem-se crônicos.

 

Também é comum que a pessoa sinta enrijecimento muscular, cãibras, falta de firmeza nas mãos e, em casos mais sérios, tenha seus movimentos cada vez mais limitados.

 

Caso um ou mais sinais se tornem frequentes, deve-se procurar um médico para confirmar ou descartar a suspeita de LER e DORT. Em caso de diagnóstico, o tratamento iniciado o quanto antes é fundamental, pois evita que os distúrbios evoluam e dificultem a realização das tarefas diárias do trabalhador.

 

A tendinite, a lombalgia e a mialgia são as LER e DORT mais comuns no país. Elas normalmente afetam colaboradores do setor industrial, alimentício, do transporte ou de serviços de limpeza.

 



Como prevenir essas doenças no trabalho?

 

A melhor maneira de prevenir as LER e DORT é adotando padrões de ergonomia no ambiente de trabalho. Todas as regras para um trabalho ergonômico estão dispostas na Norma Regulamentadora 17 do Ministério do Trabalho, que estabelece as diretrizes para a adaptação das condições de trabalho para proporcionar maior conforto e segurança aos trabalhadores.

 

Para simplificar quais são essas diretrizes, listamos abaixo algumas dicas muito importantes:

 

 

Além disso, ao identificar qualquer sinal de dor ou desconforto em algum membro da sua equipe, faça o encaminhamento para um médico especialista. Isso é fundamental para evitar que o problema afete diretamente a qualidade de vida do colaborador no ambiente profissional e pessoal.

 

Lembre-se: trabalho saudável é trabalho sem dor!

 

 §  Estude as condições de trabalho dos trabalhadores, como o ritmo de execução das atividades e a postura deles;

 

§  Implemente um esquema de pausas para recuperação do corpo e para troca de posição, evitando a persistência em movimentos repetitivos;

 

§  Reduza os riscos ergonômicos por meio do monitoramento da temperatura, da iluminação e dos mobiliários do trabalho;

 

§  Disponibilize apenas ferramentas e equipamentos que permitam posturas confortáveis e ergonômicas ao trabalhador;

 

§  Aposte na realização da ginástica laboral no local de trabalho, que promove a prática regular dos movimentos corporais.

 

Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais. 

 

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 

 

 

 

 

 




SEGURANÇA DO TRABALHO NO HOME OFFICE: QUAIS AS RESPONSABILIDADES DA EMPRESA?

 




 

Desde que o home office se popularizou no país, uma das principais dúvidas dos empregadores é em relação à segurança do trabalho. Isso porque, como esse regime de trabalho se popularizou devido à pandemia, muitas empresas ainda não tiveram tempo de entender as regras e leis para o trabalho remoto.

 

Será que os trabalhadores em home office estão sujeitos às mesmas normas do trabalho presencial? Se sim, como a empresa manterá o colaborador saudável e protegido sem supervisionar o ambiente em que trabalha?

 

Existe uma série de ações que a sua empresa pode tomar para manter a segurança do trabalho no home office. Nós te apresentamos todas elas a seguir.

 

As responsabilidades da sua empresa para a segurança do trabalho no home office

 

1. Siga as exigências da CLT

 

Se você contratar um colaborador pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), então precisa seguir as disposições deste regime. Uma das principais exigências é em relação à Saúde e Segurança do Trabalho, que obriga a implementação de programas como o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO).

 

Tendo o PCMSO implementado, todos os trabalhadores precisam realizar os exames médicos ocupacionais, como o admissional, demissional, de mudança de função e de retorno ao trabalho. Isso vale tanto para os colaboradores que trabalham de forma presencial quanto os remotos.

 

2. Proporcione uma infraestrutura adequada

 

Mesmo com toda a equipe em home office, a sua empresa deve respeitar a Norma Regulamentadora 17 (NR 17), que trata sobre a ergonomia no trabalho.

 

Desse modo, se o local em que o profissional trabalha não for ergonomicamente apropriado, você tem a obrigação de fornecer todos os equipamentos, móveis e ferramentas necessários para proporcionar conforto e segurança ao trabalhador.

 

Para verificar a ergonomia do posto de trabalho, o colaborador pode enviar um relatório do ambiente ou então autorizar uma visita da sua companhia, permitindo a análise das condições de trabalho.

 

3. Ofereça treinamentos de segurança

 

Atualmente, tudo pode ser feito de maneira remota. Os treinamentos não são exceção. Pelos treinamentos de segurança, você fornece informações valiosas para a saúde e produtividade dos colaboradores.

 

A grande vantagem dessa ação é que, além de orientar seu time, você ainda estará de acordo com a Lei da Reforma Trabalhista (Lei 13.467/17), que trata sobre a maneira como o empregador deve instruir os empregados quanto às atitudes para evitar doenças e acidentes de trabalho.

 

Nesse tipo de treinamento, o colaborador precisa saber, por exemplo, como manter uma postura adequada, como evitar acidentes com eletrônicos e como posicionar corretamente os equipamentos.

 

4. Preze também pela saúde mental

 

Mesmo em casa, as pessoas também podem sofrer com estresse causado pelo trabalho. Além disso, como é um ambiente pessoal, existe o risco de haver conflitos familiares, irritabilidade, falta de concentração, entre outros problemas.

 

Quando não tratados adequadamente, esses problemas podem desencadear transtornos de ansiedade, depressão e até burnout.

 

Por isso, converse sobre saúde mental com os colaboradores, realizando palestras e reuniões a respeito do assunto. Convide psicólogos e profissionais da saúde para falar a respeito, oferecendo inclusive apoio para os profissionais que precisarem.

 

5. Acompanhe a rotina do time

 

Tendo em vista que o seu time está mais disperso, você precisa encontrar formas de acompanhar o dia a dia de cada profissional com eficiência. Uma das melhores maneiras de fazer isso é com reuniões e diálogos periódicos.

 

Com esses diálogos, é possível checar a conclusão de tarefas, realizar e receber feedbacks, entender os desafios dos colaboradores e conferir diversas informações relevantes.

 

6. Implemente ações para o bem-estar físico

 

Mesmo em casa, muitas pessoas não possuem tempo ou disponibilidade para realizar atividades físicas. Porém, se a sua empresa planejar um programa online, é possível engajar a equipe para sessões de exercícios físicos, como alongamento, meditação, ginástica laboral, entre outros. Dez minutos diários ou semanais já são o suficiente para manter a equipe fisicamente ativa.

 

Além disso, o bem-estar também pode ser trabalhado em momentos de descontração, como happy hours online ou reuniões de integração.

 

Não se esqueça: a saúde, a segurança e a qualidade do seu time devem ser sua prioridade! Com essas ações, você irá promover a segurança do trabalho no home office de toda a sua equipe, valorizando e motivando os colaboradores.

 



Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais. 

 

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 

    CONHEÇA AS DIFERENÇAS ENTRE MATRIZ DE RISCO E INVENTÁRIO DE RISCO       A matriz de risco e o inventário de risco causam muita...