sexta-feira, 28 de agosto de 2020







 NR-33 ESPAÇO CONFINADO APRENDA AS MELHORES

TÉCNICAS DE RESGATE EM ESPAÇO CONFINADO



Algumas práticas laborais exigem treinamento específico, perícia e prudência extras na hora de executar as atividades, sob pena de colocarem em risco a saúde e a vida do funcionário. Esse é o caso do resgate em espaços confinados.



Tal ambiente não foi planejado para o trabalho permanente e contínuo, requerendo condições e orientações especiais. A NR - 33 e a NBR 16.577/2017 trazem maiores detalhes sobre o assunto.

Os perigos das atividades nessas condições são alarmantes, motivando atenção às melhores técnicas de resgate em espaço confinado, a fim de evitar acidentes e fatalidades. Entenda melhor o assunto!




A norma regulamentadora 33

O mapeamento de riscos de um ambiente em específico deve avaliar, por exemplo, se a atmosfera local é explosiva ou não, a possível existência de contaminantes e a probabilidade de asfixia dos colaboradores. Notou a seriedade do tema? Confira outras diretrizes normativas!
















Medidas técnicas de prevenção

A NR 33 elenca, além do mapeamento de riscos químicos, físicos, ergonômicos, biológicos e mecânicos, uma série de outras providências a serem tomadas, como: “implantação de travas, bloqueios, alívio, lacre e etiquetagem” e o monitoramento contínuo da atmosfera, evitando acidentes laborais.

Medidas administrativas

Dizem respeito à sinalização do espaço confinado, controle e arquivamento da permissão de entrada (válida apenas para uma mesma atividade) e trabalho, designação dos funcionários e descrição de suas responsabilidades. 

Medidas pessoais

Trata de questões relativas à emissão de Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) do colaborador, sendo necessária a submissão a exames clínicos “específicos para a função que vai desempenhar”.

Assim, é verificada tanto a aptidão física e mental do colaborador que irá trabalhar como também de profissionais que executam, por exemplo, um possível resgate. Ainda, a seção descreve as atribuições do supervisor de entrada e do vigia, cargos essenciais ao desempenho seguro das atividades em Espaços Confinados.

Outras normas

Se a NR 33 apresenta diretrizes gerais, a NBR 16.557/2017 é mais específica. Ela determina, por exemplo, o uso de detectores multigases (no mínimo 04 tipos de gases diferentes) em todos os ambientes e atesta: a ventilação mecânica é a forma mais eficiente para o controle atmosférico em um espaço confinado.

Embora essa norma também não ensine propriamente a elaborar um plano de resgate, até porque cada local tem suas peculiaridades, ela oferece um checklist com os equipamentos e tarefas mínimas necessárias. Assim, orienta o planejamento e serve como fonte de consulta oficial para evitar acidentes laborais.






Responsabilidades do empregador nos trabalhos em espaços confinados

Imagine que, durante a limpeza de um tanque, seu colaborador sofra um mal súbito e precise ser resgatado. Ainda, ele pode tropeçar e se machucar ou utilizar um produto químico que reaja de forma inesperada dentro do ambiente confinado, requerendo socorro imediato.

Cabe ao empregador não apenas avaliar os riscos, como também prever e realizar o resgate do colaborador. Ele deve identificar os espaços confinados no estabelecimento e ” também acompanhar a implementação das medidas de segurança e saúde dos trabalhadores das empresas contratadas”.

Ainda, é de sua alçada garantir a existência de um plano de resgate em espaço confinado atrelado à permissão de entrada e trabalho. Segundo a NR 33, o documento precisa conter: os perigos, a quantidade de funcionários envolvidos na atividade, o tempo previsto para a realização das tarefas, equipamentos necessários e também disponíveis.

Tais diretrizes são gerais, cabendo ao empregador desenvolver ou terceirizar o desenvolvimento de técnicas e metodologias laborais eficientes, caso alguém precise ser resgatado. Falaremos sobre os materiais e recursos utilizados mais adiante.








Como fazer o resgate em espaços confinados

Acontecendo o fato e o vigia (que sempre deve estar no local da atividade) é acionado, seja visualmente, por sinal luminoso de lanterna, rádio comunicador ou, até mesmo, por voz. Na sequência imediata, o supervisor de entrada é avisado e coloca o plano em ação. 

O resgate em espaço confinado ocorre conforme determinação prévia, seguindo as orientações especificamente adotadas para aquele trabalho, pautadas sempre nas normas. Talvez a instrução seja aguardar um grupo de médicos, enfermeiros e profissionais de acesso por corda, para a retirada do funcionário. 

Pode constar a previsão de que o vigia deva proceder ao socorro imediato, manipulando um sistema de resgate como o guincho acoplado a Monopé Braço Davit ou tripé e retirando o colaborador de dentro do espaço confinado através do cabo com gancho conectado em seu cinto de segurança. Em todos os casos,  uma equipe de profissionais de saúde deve estar de prontidão, assim que a pessoa for resgatada do espaço confinado. 
















Técnicas e equipamentos para resgate em espaço confinado

De acordo com o item 11 da NBR 16.577/2017, “movimentadores individuais como guinchos, sistemas de polias com cordas, entre outros, são passíveis de utilização pela socorrista. ”

Cabe ao plano de resgate em espaço confinado dizer quais e como os equipamentos serão usados. Ele também determina se os profissionais responsáveis pelo salvamento precisarão entrar na estrutura ou ambiente do trabalho. Ressalta-se: o planejamento constará sempre na PET (Permissão de Entrada e Trabalho).











É necessário eleger o sistema de ancoragem, de entrada horizontal e vertical, detectores de gases, tripés entre outros detalhes. Afinal, fundações na construção civil, fornos, dutos, tubulações, incineradores e tanques de avião são estruturas distintas. Até poços e silos são diferentes entre si.

A viabilidade e o uso de maca (o tipo envelope é a mais utilizado pois permite resgates horizontais e verticais) precisa ser previamente estudada. O resgate pode ser feito, por exemplo, por conexão direta ao cinto de segurança, guincho ou cordas. Viu só quantas são as possibilidades?



Treinamento para resgate em espaços confinados

Segundo a NR 33, a capacitação inicial de vigias e demais funcionários (socorrista, inclusive) requisitados para o trabalho em espaços confinados deve ter, ao menos, 16 horas. Além de contemplar teoria, prática e abranger o conteúdo programático obrigatório previsto na norma, como orientações para o uso de EPIs.

O treinamento específico do supervisor de entrada precisa durar, ao menos, 40 horas. Ele é o responsável pelo monitoramento e planejamento das tarefas desempenhadas ali dentro, evidenciando a importância de que ele seja um bom comunicador. 

Noções sobre esse procedimento e de primeiros socorros são disciplinas obrigatórias nos cursos. A simulação de resgate em espaço confinado também, sendo responsabilidade do empregador promovê-la.



As vantagens de contratar uma empresa terceirizada

Que tal focar no core business de seu negócio, enquanto profissionais com alto conhecimento técnico e experiência no mercado conferem a segurança necessária à sua equipe? Eles podem oferecer equipamentos de proteção (ancoragens fixas e móveis, guinchos, cordas), ventilação mecânica e detecção de gases.



Empresas especializadas no trabalho em espaços confinados, como a CONECT, sabem avaliar os contaminantes, atmosfera e ventilação da estrutura ou ambiente, orientando e customizando o Plano de Resgate, que não é encontrado pronto por aí.

Os profissionais terceirizados com expertise neste assunto podem treinar a sua equipe, atendendo a todos os requisitos legais. Inclusive, os de capacitação prática, capaz de otimizar o salvamento e prevenir graves consequências. 

















O resgate em espaço confinado é assunto sério, obrigação legal e comprometimento da empresa com a integridade física e mental de seus colaboradores. O bem-estar e segurança deles reflete no funcionamento e bons resultados da empresa.























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Fonte


quinta-feira, 27 de agosto de 2020





SISTEMA DE LINHA DE VIDA
HORIZONTAL FIXA PARA TELHADO



A mobilidade de profissionais nas atividades em altura faz com que os equipamentos de proteção sejam essenciais para garantir a vida e a segurança dos envolvidos. Entre esses dispositivos, está o sistema de linha de vida horizontal fixa para telhado.

Na maior parte das aplicações, está a manutenção de telhados ou de outros equipamentos que estejam nesses tipos de locais. É fundamental que esse sistema esteja instalado para garantir que nenhum acidente grave possa vir a acontecer.



De acordo com antigo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em 2019, cerca de 40% das ocorrências de acidentes estão relacionados a quedas de funcionários em altura. É uma taxa muita alta, principalmente quando observamos o número total de acidentes, que é de 802 mil, conforme o INSS em seu último anuário.

Apesar de entendermos a importância de um sistema que evite cenários como esses, você sabe como funciona a linha de vida horizontal voltada para telhados? Neste artigo, explicaremos os principais pontos relacionados a ela. Acompanhe e saiba mais!



O que é o sistema de linha de vida horizontal fixa para telhado?

Trata-se de sistemas fixos em cabo de aço, presos no topo da estrutura do telhado. Eles são utilizados por pessoas que estão atuando diretamente nesse local ou fazendo alguma instalação neles, como sistemas de ar-condicionado, painéis fotovoltaicos, caixas d’água, tubulações, entre outros.

Esse sistema tem como principal intuito ser uma proteção contra quedas contínua para os profissionais que atuam nesses ambientes. A conexão durante 100% do tempo ao sistema permite ao usuário caminhar ininterruptamente por toda a extensão da linha de vida com segurança.

Funciona de forma diferente das linhas de vida móveis, uma vez que sua base é fixada na estrutura do telhado ou edificação. Geralmente, nesses casos, são utilizados materiais com mais rigidez, principalmente cabos, olhais e pilaretes de aço. No caso de sistema com movimentação, podem ser utilizados sistemas que permitem maior flexibilidade do profissional, como os compostos por fitas e cordas. 



Quais são as características desse sistema?

A base do sistema é uma série de pontos de ancoragem instalados em um telhado, conectados por um ou mais cabos de aço, criando uma trajetória linear permanente. Ele pode ser personalizado para atender de acordo com o local em que está sendo utilizado, como edificações industriais, comerciais, ou, até mesmo, residenciais. 

Existem diferentes modelos de linhas de vida suportando cargas e quantidade de usuários diferentes. Há aqueles que atendem individualmente, ou duas pessoas simultaneamente, e outros com capacidade para quatro, entre outros.

A NR - 35 e NBR 16.325:2014 que são referências técnicas normativas ao tema de atividades em altura, informam que esse sistema pode atender até quatro colaboradores trabalhando simultaneamente de uma única vez. Entretanto, o sistema é configurado de maneira modular, ou seja, ele pode ser dimensionado para suportar mais colaboradores.
Por ser um sistema, ele é composto por diferentes componentes, sendo cada um responsável por garantir a segurança do colaborador.


Eles são:



dispositivo de ancoragem – conecta o sistema de proteção contra quedas à estrutura do telhado e também dispersa com segurança as cargas (consulte a guia com os tipos de acessórios de teto para obter informações adicionais);



linha de vida horizontal – construída normalmente com cabo de aço galvanizado ou inox , permite ao usuário percorrer distâncias seguras permanentemente conectado;






carrinho trolley – desliza ao longo da linha de vida horizontal e conecta o equipamento de amarração do usuário;



elemento de conexão – pode ser um talabarte ou trava quedas ;




cinturão de segurança paraquedista – ajuda a distribuir as forças provenientes de uma queda no corpo do usuário e mantém a vítima na vertical após a mesma.

Por ter uma aplicação em telhados, que são de tipos diferentes, o sistema precisa estar adaptado a eles. Sejam telhados de alumínio, de concreto, de aço ou, até mesmo, de madeira, é possível fazer a fixação de modo que não aconteça nenhum tipo de acidente.



Como funciona o sistema de linha de vida horizontal fixa?

As linhas de vida horizontais fixas são compostas por diversos dispositivos que as tornam um sistema de proteção a quedas em grandes alturas. No intuito de evitar qualquer acidente de trabalho, o profissional está totalmente conectado ao sistema. Mesmo que ocorra qualquer evento inesperado, a queda é retida e força proveniente dela amortizada pelo sistema.

Como é a segurança proporcionada por esse sistema?


Tecnicamente, os profissionais fixam o cinto de segurança paraquedista no cabo de aço através de um elemento de conexão que, por sua vez, é ancorado na base. O trilho permite a movimentação do profissional de acordo com sua necessidade. E, em caso de possíveis quedas, seu corpo fica suspenso após a eventual queda. 

Os equipamentos possuem devem atender a NBR 16235:2014, como o mínimo para garantir a segurança dos seus usuários. Inspeções periódicas anuais do sistema são mandatórias e devem ser realizadas a fim de atingir esse objetivo.

Além disso, também são conferidas as certificações necessárias para os dispositivos componentes desse sistema de proteção contra quedas. 

Como pode ajudar?

Os sistemas fixos em cabo de aço por meio de projetos de engenharia e instalação dos mesmos. Nesse caso, o sistema de linha de vida fixa está entre as soluções oferecidas pela empresa.

Além disso, a empresa também oferece para seus usuários dispositivos, como o CT-3000, que permitem que eles possam movimentar-se diante da ancoragem realizada. Todos os equipamentos são produzidos de acordo com as normas de segurança relacionadas, inclusive internacionais. Garantindo a proteção do usuário.

É fundamental que possamos trabalhar com segurança, afinal, os índices de acidentes de trabalho no país são muito expressivos. Para evitar que situações como essa aconteçam, é fundamental utilizar equipamentos como o sistema de linha de vida horizontal fixa para telhado.




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