quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

 




 

PROGRAMA DE CONSERVAÇÃO AUDITIVA: O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O PCA?

 



O Programa de Conservação Auditiva - PCA é uma medida de saúde e segurança no trabalho que tem o objetivo de proteger colaboradores que estão expostos a altos níveis de ruído.

Em resumo, essa é uma medida preventiva para evitar que os profissionais possam ter qualquer tipo de lesão relacionada à perda auditiva induzida por níveis de pressão sonora elevados (PAINPSE).

Você já ouviu falar sobre isso? Muitos profissionais da segurança, quando começam a elaborar ou atualizar o PCA se deparam com inúmeras dúvidas sobre o assunto.

Se esse é o seu caso, continue a leitura! No blog de hoje, vamos entender melhor o que é e como funciona o Programa de Conservação Auditiva.

 

Afinal, o que é o Programa de Conservação Auditiva?

 

O Programa de Conservação Auditiva, também conhecido como PCA, corresponde a uma série de atividades que buscam prevenir ou estabilizar as perdas auditivas ocupacionais.

O programa é previsto pela Norma Regulamentadora n.ª 7 (NR-7), do Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional, que prevê uma série de ações para proteger e preservar os colaboradores em relação aos riscos no trabalho.

 

Quais são as etapas do PCA?

 

As principais etapas do Programa de Conservação Auditiva são:

 

·       Medir e monitorar o ruído;

·       realizar audiometrias com os colaboradores;

·       escolher a proteção auditiva adequada;

·       treinar e capacitar usuários;

·       registrar todo este processo para garantir que o trabalhador foi treinado, avaliado e está seguro.

 

Para cada uma dessas etapas, é preciso contar com o suporte de equipes multidisciplinares: médicos do trabalho, fonoaudiólogos, técnicos de segurança e muitos outros para garantir a eficácia e qualidade do programa.

 

Qual é o melhor protetor auditivo?

 

É comum achar que o melhor protetor auditivo é aquele que atenua mais o ruído. Entretanto, nem sempre é assim! Na verdade, o protetor auditivo ideal é aquele que melhor se aplica ao tipo de trabalho e de ruído ao qual o colaborador está exposto. 

Isso porque atenuações acima do necessário podem impedir que o profissional ouça quaisquer alertas, como sirenes e alertas de empilhadeira, o que pode causar outros tipos de acidente de trabalho.

 

Proteção Auditiva X Indústria 4.0

 

Diante de todas estas variantes importantes para a segurança dos trabalhadores, a tecnologia veio para facilitar e aumentar a segurança diária. Com isso, o conceito da “Indústria 4.0” está presente também nos equipamentos de proteção auditiva da Honeywell.

Os protetores auditivos da Honeywell, além do seu conforto e qualidade, proporcionam uma solução única no mercado, cobrindo todas as lacunas e desafios que abordamos acima.

Esse EPI monitora o ruído e encaminha a informação para um sistema em nuvem, proporcionando acompanhamento em tempo real da exposição pelo responsável pela segurança.

Ao monitorar o ruído, o próprio protetor auditivo já alerta ao usuário e ao seu supervisor que ele está exposto a um ruído acima do tolerável.

Além disso, outro importante desafio do Plano de Conservação Auditiva é o treinamento e capacitação do usuário na colocação do protetor auditivo. O protetor da Honeywell também realiza o “fit test” com o próprio equipamento rotineiro do usuário.

 

Com tudo isso, temos um protetor auditivo completo para PCA: monitora e registra todas as informações para que os colaboradores possam retornar com segurança após o seu dia de trabalho.

 

 



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QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS INDICADORES DE SEGURANÇA DO TRABALHO?

 


 

Um dos maiores desafios dos profissionais de saúde e segurança do trabalho é garantir a segurança dos colaboradores. E, uma das formas de entender a efetividade das suas ações é por meio dos indicadores de segurança do trabalho.

Se você quer saber mais sobre o assunto, continue a leitura! No blog de hoje, vamos entender quais são e como funcionam esses indicadores.

 

O que são indicadores de segurança do trabalho

 

Os indicadores de segurança do trabalho são parâmetros que permitem medir a eficiência das ações preventivas de segurança, saúde e bem-estar dos colaboradores. Além disso, essa também é uma forma de identificar pontos de melhoria para implementar ações mais alinhadas às necessidades dos profissionais.

 

Para entendermos melhor como é importante ter indicadores bem definidos, vamos a um exemplo:

 

Imagine que, na sua empresa, há um alto índice de incidentes de lesões faciais leves com os profissionais do setor de soldagem. Você não entende porque isso acontece, pois, fornece os melhores modelos de máscaras de solda.

Para encontrar o que pode estar causando esses acidentes, você resolve checar o histórico de utilização do EPI e verifica que os profissionais não estão utilizando durante todo o tempo de trabalho. É isso que os deixa expostos ao risco.

Sabendo disso, é possível realizar um treinamento específico sobre a utilização de máscaras de solda para que os profissionais saibam como usá-la da maneira adequada para prevenir qualquer tipo de lesão.

Nesse cenário, os indicadores de segurança do trabalho, como o histórico de utilização do EPI, foram fundamentais para a implementação de uma ação corretiva eficiente para a segurança dos trabalhadores.

 

Entenda quais são os principais indicadores de segurança

 

A seguir, listamos os principais indicadores de segurança do trabalho. Confira!

 

Taxa de gravidade (TG)

 

A taxa de gravidade é um dos principais indicadores de segurança. Isso porque o seu resultado visa avaliar a quantidade de dias perdidos devido a acidentes que ocorreram na empresa.

 

Para fazer esse cálculo, podemos usar a seguinte fórmula:

 

·       TG = (TC x 1.000.000) / H

 

Nesse caso, o TC (tempo computado) representa os dias perdidos com os acidentes e o H expressa a soma de horas trabalhadas por todos os funcionários expostos ao risco durante o mês.

 

Taxa de frequência de acidente (TF)

 

Com esse indicador é possível analisar o número de dias sem acidentes de trabalho. 

Para fazer o cálculo da taxa de frequência de acidente, utiliza-se a seguinte fórmula:

 

·       TF = (N x 1.000.000) / H

 

O N representa o número de acidentados e o H as horas que o indivíduo ficou exposto ao risco.

 

Quantidade de “incidentes ou quase acidentes”

 

Os incidentes ou quase acidentes apesar de não terem se transformado em algo grave também precisam ser contabilizados e analisados. Afinal, existiu a possibilidade, então, eles também são indicadores de segurança do trabalho. 


Por exemplo, alguns incidentes possíveis são: tropeços, queda de ferramentas e arranhões.

 

Número de encontros da CIPA

 

As reuniões e treinamentos da CIPA devem acontecer regularmente para alinhar situações de riscos e ficar em dia com os órgãos fiscalizadores.

Por isso, anote a frequência dos encontros e analise se esse número é suficiente para ajudar a eliminar todas as ameaças no ambiente de trabalho.

 

Quantidade de EPI’s comprados

 

Todos sabem que fornece equipamentos de proteção individual - EPI’s é obrigação de qualquer empresa. Mas não basta comprar uma vez e achar que eles vão se manter em perfeito estado.

Com tempo de uso, esses equipamentos sofrem desgastes, por isso, é importante realizar a troca regularmente para evitar riscos. Entretanto, se a equipe não está utilizando e armazenando os EPI’s da forma certa, é possível que a sua empresa tenha que trocá-los com uma frequência maior, gerando gastos desnecessários.

Nesse sentido, a melhor alternativa é calcular a quantidade de vezes que cada EPI é comprado para entender se o uso está sendo feito da maneira correta.

 

Tempo médio para solução de riscos e intercorrências

 

Tão importante quanto identificar riscos e ameaças a tempo, é entender quanto tempo será necessário para resolvê-los.

Por isso, calcular quanto tempo leva desde a identificação do risco até a verificação e solução dele é um dos principais indicadores de segurança do trabalho. Isso porque, dessa forma, é possível garantir mais agilidade e eficiência na resolução do problema.

 

Volume de manutenções preventivas projetadas X realizadas

 

Analise a quantidade de vezes que os aparelhos da sua empresa deveriam ir para manutenção X a quantidade de vezes que realmente foram. 

Além disso, você pode cruzar esse dado com informações como o número de vezes que o equipamento deu defeito ou gerou um acidente. Tudo isso ajuda a entender se as manutenções preventivas estão sendo realmente eficientes.

 

Porcentagem de doenças ocupacionais 

 

Outro indicador de segurança do trabalho importante que você deve ter registrado é a porcentagem de doenças ocupacionais, seja por acidentes ou atividades diárias. Afinal, esse número também é um termômetro da saúde e segurança no ambiente de trabalho.

 

EPI’s distribuídos X utilizados 

 

Distribuir equipamentos de proteção não significa necessariamente que eles serão usados da maneira correta. Então, é importante analisar e comparar a quantidade de EPI’s distribuídos com o histórico de utilização pela equipe.

O fato é que definir e acompanhar com frequência todos esses indicadores é essencial para realizar uma boa gestão de segurança e elevar o nível de proteção dos colaboradores de qualquer empresa, independentemente do segmento.

Então, agora que você já conhece os principais e mais utilizados indicadores de segurança do trabalho, selecione os que são mais estratégicos para o momento atual da organização e monitore os dados para garantir ações de melhoria na saúde, segurança e bem-estar dos seus colaboradores.

 

 



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terça-feira, 17 de janeiro de 2023

 




 

PORQUE A SEGURANÇA DO TRABALHO É TÃO IMPORTANTE NAS EMPRESAS?

 



No dia a dia é muito comum o questionamento dos protocolos de segurança do trabalho, mas só quando alguém é realmente protegido de algum imprevisto é que se faz clara a importância desse conjunto de regras de prevenção de acidentes. Falar sobre o assunto – para além dos próprios protocolos – ajuda na conscientização de todos os colaboradores. Ou seja, é uma tarefa diária. Deve-se batalhar pela criação de uma cultura prevencionista.

Porque o que está em jogo é a saúde – ou a vida. Toda empresa deve contar com uma equipe de profissionais em segurança do trabalho, que pode ser formada pelos próprios funcionários, que passam por treinamentos e são munidos de informação e técnica especializada.


Profissionais de segurança do trabalho nas empresas

 

É claro que varia de empresa para empresa, mas uma equipe de segurança do trabalho pode vir a ter os seguintes profissionais:

 

·       Médico do trabalho;

·       Engenheiro de Segurança do Trabalho;

·       Enfermeiro do Trabalho;

·       Técnico de Segurança do Trabalho;

·       Auxiliar de Enfermagem do Trabalho.

·       Odontólogo do Trabalho;

·       Psicólogo do Trabalho;

·       Tecnólogo de Segurança do Trabalho.

 

A ideia é evitar acidentes e, principalmente, consequências dos acidentes. Decorrentes de causas externas ou internas, provocadas ou contingenciais, as ações visam diminuir ao máximo os riscos. Por isso as normas regulamentadoras, que já consideraram as mais comuns causas de acidentes do trabalho, envolvem diversas frentes: conscientização, conhecimento da legislação, inspeções de segurança, Equipamentos de Proteção Individual e coletiva, sinalização de segurança, palavras de advertência, primeiros socorros ou socorro básico de urgência.

 

A segurança do trabalho previne contra:


·       Ferimentos;

·       Queimaduras;

·       Hemorragias;

·       Lesões de ossos, articulações e músculos;

·       Desmaios;

·       Estados de choque;

·       Choques elétricos;

·       Corpo estranho nos olhos e ouvidos;

·       Convulsões;

·       Parada cardíaca e respiratória;

·       Afogamentos;

·       Transporte de acidentados;

·       Insolações;

·       Envenenamentos e intoxicações;

·       Animais peçonhentos e mordedura por animais.

 

Para muito além dos acidentes, a segurança do trabalho é parte estratégica no crescimento e desenvolvimento da empresa, e deve ser integrada aos processos e métodos de trabalho. Isso influência na competitividade, qualidade e melhoria das condições de trabalho – e vida dos colaboradores.

As ações, portanto, não devem envolver apenas aspectos de legislação e fiscalização, mas também de implantação de valores: superação de paradigmas ultrapassados e busca pela qualidade de vida. Em tudo isso, em todos os processos, há direitos e deveres.

A segurança do trabalho deve ser praticada em todos os lugares: trabalho, rua, casa, entre outros espaços de convivência.

 




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SST: PORQUE A SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO É TÃO IMPORTANTE?

 



Preservar a integridade física dos colaboradores e fazer com que eles se sintam seguros e confiantes ao exercer suas atividades deve ser uma preocupação e prioridade de qualquer empresa. Para isso, existe a Saúde e Segurança no Trabalho (SST).

Para cumprir essa tarefa, é preciso seguir à risca diversas leis, normas, uso correto dos EPI’s e uma série de ações com foco na prevenção de acidentes. E a melhor forma de fazer isso é ter uma equipe focada em SST.

Se você quer saber mais sobre o assunto, continue a leitura! No artigo de hoje, vamos falar mais sobre a importância de investir em profissionais de Saúde e Segurança no Trabalho. Confira!

 

Por que a Saúde e Segurança do Trabalho é importante para as empresas?

 

As pessoas passam cada vez mais tempo em seus trabalhos, consequentemente estão cada vez mais expostas a diversos riscos e ameaças. Esse é o principal motivo pelo qual o programa de Saúde e Segurança no Trabalho é tão importante: tornar o ambiente de trabalho mais seguro. 

Caso contrário, a empresa estará suscetível a lidar com prejuízos que podem custar muito caro para o bolso e reputação da organização. Entre eles estão:

 

Multas por não seguir as NR’s;

 

·       Pagamento de indenizações e licenças médicas;

·       Danos a equipamentos;

·       Aumento do sinistro do plano de saúde;

·       Diminuição do engajamento e motivação da equipe;

·       Prejuízo à imagem da empresa.

 

A melhor forma de evitar tudo isso é investir em uma equipe de SST. Por meio de diversas ações, ela irá se certificar que a empresa cumpra todas as exigências determinadas, reduzir riscos e diminuir custos que a empresa pode ter em caso de acidentes ocupacionais.

 

Quais os benefícios da Saúde e Segurança do Trabalho para a empresa?

 

Se mesmo após ler o tópico anterior, você ainda não estiver convencido de como é importante implementar uma equipe de Saúde e Segurança do Trabalho dentro da empresa, nós vamos te apresentar outras vantagens desse setor:

 

Aumento da organização

 

Ao se preocupar com a Saúde e Segurança do Trabalho, a organização passa a focar em detalhes e processos mais complexos para atender todos os requisitos estabelecidos. Consequentemente, ela acaba se tornando mais organizada para que tudo saia dentro do planejado.

 

Redução de custos

 

Acidentes de trabalho e doenças ocupacionais geram custos em diversas esferas: afastamento, diminuição da equipe, possibilidade de indenização etc. 

Uma empresa preocupada em manter seus ambientes mais seguros consegue diminuir — e muito — o índice desses acontecimentos. Dessa forma, ela evita também os prejuízos com a queda da produção, indenizações, contratação de profissionais temporários e outros custos extras.

 

Aumento da produtividade e faturamento

 

Implementar uma boa gestão de Saúde e Segurança do Trabalho faz com que haja menos acidentes. Dessa forma, há um menor índice de interrupção de atividades, e consequentemente, um aumento na produtividade e no faturamento da empresa.

 

Cumprimento da legislação

 

Toda empresa precisa seguir diversas normas de segurança a fim de evitar multas. Investir em um departamento especializado em SST é ter a certeza de que a organização estará de acordo com a legislação local e livre de qualquer penalização por parte do Governo.

 

O que é o SESMET?

 

SESMET é a sigla para Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. O termo foi criado em 1967, a partir do Decreto nº 229 e, posteriormente, pela Portaria nº 3.237/1972. 

No geral, são os profissionais que atuam dentro das empresas na área da saúde, desempenhando ações preventivas para proteção de todos os colaboradores quanto a acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais. 

Na Constituição Brasileira, o SESMET, assim como outras iniciativas de Saúde e Segurança do Trabalho, é regulamentado pela NR4. A Lei mostra que o serviço deve ser implementado nas empresas seguindo os graus de risco que elas oferecem para reduzir o número de acidentes sofridos no ambiente de trabalho.

 

Toda empresa precisa do SESMET?

 

Toda a empresa deveria ter uma equipe de SESMET para proporcionar um ambiente seguro para os colaboradores, mas nem toda empresa é obrigada a ter. Essa obrigação é apenas para organizações com mais de 100 funcionários.

 

Quem deve fazer parte da equipe do SESMET?

 

Seja qual for a atuação da empresa, os colaboradores estão expostos a diversos tipos e graus de risco.

 

Por isso, a equipe do SESMET deve ser multidisciplinar:

 

·       Auxiliar de Enfermagem do Trabalho: com certificado de conclusão em curso de qualificação de auxiliar de enfermagem do trabalho.

·       Técnico de Segurança do Trabalho: com formação técnica em Segurança do Trabalho e registro do MTE. 

·       Engenheiro de Segurança do Trabalho: com formação em Engenharia ou Arquitetura e pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho.

·       Médico do Trabalho: com formação em medicina e pós-graduado em Medicina do Trabalho.

·       Enfermeiro do Trabalho: com graduação em Enfermagem e pós-graduação em Enfermagem do Trabalho.

 

Agora que você já entendeu sobre a importância de um time especializado em Saúde e Segurança do Trabalho, que tal começar a investir mais na sua empresa e nos seus colaboradores?

 





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segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

 




 

GRAU DE RISCO NA SEGURANÇA DO TRABALHO: QUAIS RISCOS OS COLABORADORES PODEM ESTAR SUJEITOS?

 



Todo profissional está exposto a riscos na execução de suas atividades. Para definir as obrigações das empresas em relação a esses riscos, a NR 04 estabelece o grau de risco na segurança do trabalho.

Em resumo, trata-se de escala numérica de 1 a 4 que avalia a intensidade do risco ao qual o trabalhador está exposto. De acordo com o valor definido, a empresa precisa cumprir determinadas posturas para assegurar os colaboradores e ficar em dia com as leis trabalhistas.

Quer saber mais sobre o assunto? Então, continue a leitura! No artigo de hoje, vamos conhecer os tipos de riscos no ambiente de trabalho e os graus definidos pela NR 04. Confira!

 

Tipos de riscos existentes no ambiente de trabalho

 

Qualquer grau de risco na segurança do trabalho pode acarretar lesões leves ou graves, gerar afastamentos, diminuição na qualidade de vida e até mesmo óbito. Entretanto, os perigos podem variar de empresa para empresa de acordo com seu segmento.

Um colaborador que trabalha lixando pás eólicas, por exemplo, está exposto com alta frequência a substâncias tóxicas, por isso, precisa usar uma roupa de proteção química. Já um profissional que trabalha na indústria canavieira, precisa de uma boa perneira de raspa.

 

Os riscos ocupacionais também podem ser classificados em categorias:

 

Riscos químicos: contato com substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo do trabalhador pela via respiratória, pele ou ingestão. É sinalizado no mapa de risco pela cor vermelha.

Riscos físicos: ruído, calor, frio, pressão, umidade, radiações ionizantes e não-ionizantes, vibração, etc. É sinalizado no mapa de risco pela cor verde.

Riscos biológicos: atividades que envolvam bactérias, vírus, fungos, parasitas, entre outros. É sinalizado no mapa de risco pela cor marrom.

Riscos ergonômicos: levantamento de peso, atividade que exerça ritmo excessivo ou repetitivo, postura inadequada de trabalho, etc. É sinalizado no mapa de risco pela cor amarela.

Riscos de acidentes: trabalhos que envolvam máquinas e equipamentos sem proteção, alta chance de incêndio e explosão, armazenamento inadequado, etc. É sinalizado no mapa de risco pela cor azul.

 

Conheça quais são os graus de riscos

 

Para cada um destes tipos de ameaça, existem graus de risco na segurança do trabalho definidos pela NR4 para que o profissional de SST entenda o nível de recursos e normas necessárias a serem seguidas para garantir a proteção do colaborador. 

 

Como vimos, nem todas as empresas estão expostas ao mesmo tipo de risco. Por isso, esses graus são definidos de acordo com o CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) de cada função dentro da organização.

Essa classificação é feita em uma escala que vai do número 1 ao 4, quanto maior o valor, maior o número de obrigações de segurança que a empresa deve cumprir:

 

Grau de risco 1 – Risco muito baixo


Aqui são classificadas as empresas cujo ramo de atividade expõe os funcionários a riscos muito baixos e improváveis de gerar acidentes.

Exemplo: imobiliárias, empresas de paisagismo, bancos, empresas de decoração etc.

 

Grau de risco 2 – Risco baixo

 

Empresas que são encontram nessa categoria são aquelas cuja atividade exercida expõe os colaboradores a risco moderado

Exemplo: correios, supermercados, confecção de roupas e escola.

 

Grau de Risco 3 – Risco médio

 

Aqui encontram-se as empresas cuja atuação submete regularmente os profissionais a riscos medianos.

Exemplo: empresa de logística, movelarias e marcenarias, mecânicas e empresas que cultivam alimentos.

 

Grau de Risco 4 – Risco Alto


Nessa classificação encontram-se as empresas que mais precisam cumprir normas e leis de segurança por suas atividades oferecerem frequentemente alto risco para os profissionais.

Exemplo: serviços de usinagem, solda, construção de redes de abastecimento de água, coleta de esgoto e extração de minerais radioativos ou petróleo.

 

Como consultar grau de risco da sua empresa

 

Saber como consultar o grau de risco na segurança do trabalho é uma dúvida muito frequente entre profissionais de SST e donos de empresas. Mas o processo para a consulta é simples.

O primeiro passo é consultar o número do CNAE no seu contrato social. Caso não encontre, você pode conferir no site da Receita Federal apenas digitando o CNPJ da empresa.

 

Em seguida, busque pelo número dele no quadro I da NR-04. Após identificá-lo, certifique-se que o campo “denominação” coincide com a principal atividade exercida pela empresa. Se a resposta for sim, é só olhar o quadro sinalizado como GR (grau de risco) para saber o nível de risco da organização.

Conhecer o grau de risco da empresa em que você atua é fundamental para entender as exigências legais que devem ser cumpridas e evitar multas trabalhistas. Então, fique atento a essa informação!

 

 




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COMO FAZER BLOQUEIO E SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA PARA MÁQUINAS ENERGIZADAS?

 



Quando um equipamento requer manutenção, não basta apenas desligar a máquina e chamar um técnico. Tão importante quanto isso, é adotar uma sinalização de segurança para alertar sobre a situação.

Afinal, existe um risco alto de algum colaborador que não saiba da situação tente ligar ou passe muito perto da máquina sem saber que está acontecendo uma manutenção.

Para garantir uma zona segura e evitar acidentes de trabalho, é preciso investir em Equipamentos de Proteção Coletiva -EPC para bloqueio e sinalização de segurança. Quer saber mais sobre o assunto? Então, continue a leitura!

 

Como funciona o bloqueio e sinalização de segurança para equipamentos energizados?

 

Existe uma série de exigências regulamentadas para se adotar durante a manutenção de equipamentos e outros dispositivos alimentados por energia. Uma das principais, é a adoção de EPC’s que isolem as fontes de energia, seja ela elétrica, mecânica, residual ou qualquer outra. 

 

Esses Equipamentos de Proteção Coletiva – EPC’s são conhecidos como acessórios de bloqueio (Lockout) e sinalização (Tagout) ou LOTO, que é a abreviação do termo Lockout e Tagout.

O uso desses EPC’s é previsto pela NR-10 e a NR-12. A NR-10 determina requisitos e condições mínimas de segurança e saúde para os profissionais envolvidos com energia elétrica. Já a NR-12 determina os padrões para atividades que envolvam máquinas. 

Exemplo de aplicação do bloqueio e sinalização de segurança

Suponha que você trabalha em uma serralheria e precisa realizar manutenção em uma furadeira de bancada.

O primeiro passo é bloquear o equipamento que é alimentado por energia elétrica, ou seja, a furadeira. Uma forma de fazer isso é com um cadeado específico que impeça o funcionamento da máquina até que seja removido.

 

 

Encontre cadeado para bloqueio de máquinas na Dimensional.

 

Depois disso, é hora de sinalizar a todos os envolvidos que ali é um ambiente de risco que exige que as pessoas mantenham distância. Para isso, você pode utilizar etiquetas padronizadas que alertem que o perigo está sendo bloqueado e quem está responsável pela execução da atividade.

Equipamentos para bloqueio e sinalização de perigos

Não sabe quais equipamentos você deve comprar para realizar o bloqueio e sinalização de segurança dentro da sua empresa? 

 

Confira quais são os principais EPC’s de Lockout e Tagout:

 

·       Cone de sinalização;

·       Garra de bloqueio;

·       Caixa de travamento;

·       Corrente de sinalização;

·       Fita de segurança adesiva;

·       Pedestal de segurança;

·       Placa de sinalização;

·       Bloqueio para válvula gaveta;

·       Cartão de identificação de bloqueio;

·       Trava disjuntor cadeado.

 

Encontre equipamentos de proteção coletiva na Dimensional.

 

Como fazer um bloqueio e sinalização eficaz?

 

Tão importante quanto ter os EPC’s certos é utilizá-los de maneira eficiente. Afinal, cada um deles tem suas particularidades e requisitos.

Por isso, existe um passo a passo geral a seguir para realizar um bloqueio e sinalização de segurança eficiente. Assim, será preciso apenas adaptar algumas etapas conforme a máquina em manutenção ou qualquer outra intervenção.

 

Confira o passo-a-passo para fazer o bloqueio e sinalização de segurança:

 

1.   Identifique e registre quais áreas, equipamentos e dispositivos receberão os acessórios de bloqueio.

2.   Crie um programa de controle de energia para documentar todas as intervenções feitas e manter registrado todas as ocorrências para que tanto os profissionais da empresa quanto outros profissionais de manutenção saibam o que foi feito. 

3.   Entenda quais tipos de energia estão envolvidas na operação e se há fontes alternativas de energização.

4.   Informe ao responsável do setor e colaboradores envolvidos na atividade sobre os detalhes da manutenção e bloqueio do equipamento.

5.   Realize o travamento de válvulas e disjuntores em geral do equipamento e sinalize a área de forma para que ela fique em um local claramente visível, destacada na máquina ou equipamento e com escritos de fácil compreensão.

 

Atenção: é importante reforçar que a NR-12 estabelece que o LOTO deve ser aplicado em todos os tipos de fontes de energia: pneumática, hidráulica, mecânica, entre outras.

 





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