sexta-feira, 12 de agosto de 2022

 




 

6 DICAS PARA EVITAR ACIDENTES NA CONSTRUÇÃO CIVIL

 

 


 

Quando nos acostumamos em desempenhar algumas tarefas, muitas vezes deixamos de observar questões importantes em função da força do hábito. Nesse sentido, a confiança no trabalho gera alguns vícios que podem induzir a algumas desatenções. Na construção civil, por exemplo, existem diversas práticas que prejudicam o trabalho e, eventualmente, acabam causando acidentes.

Com o intuito de ajudar os supervisores a conduzirem as obras de forma saudável e sem surpresas indesejáveis, separamos neste post 6 dicas de como evitar acidentes na construção civil. Confira a seguir!

 

1. Mantenha a obra organizada

 

A primeira maneira de evitar acidentes é manter o canteiro de obras organizado. Um ambiente desorganizado é um convite para que diversos acidentes ocorram. Por isso, é muito importante supervisionar os pedreiros e serventes e instruí-los a manter o local de trabalho limpo e organizado. Esta simples dica pode evitar diversos acidentes em uma obra.

 

2. Fique atento às Normas Regulamentadoras

 

É fundamental que os engenheiros e supervisores de obra conheçam as Normas Regulamentadoras. As NR’s são um conjunto de normas obrigatórias para a medicina e segurança do trabalho. São divididas de acordo com a finalidade, por exemplo: para realizar construção na rede elétrica é necessário conhecer a NR 10, que regulamenta a Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade. Caso seja necessário utilizar maquinário, deve-se conhecer a NR 12, referente à Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos. Cada procedimento deve ser seguido de acordo com sua norma, para assim garantir o andamento com segurança e de maneira correta.

 

3. Crie uma CIPA da obra

 

A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes que é descrita na NR 5 tem como objetivo prevenir acidentes e doenças decorrentes do trabalho. A CIPA é composta por representantes dos empregados e do empregador, e tem como atribuições: identificar os riscos do processo de trabalho, verificar e inspecionar as condições de trabalho, divulgar informações referentes à segurança e a saúde no trabalho, entre diversas outras atribuições. A CIPA permite melhorias no processo com o propósito de evitar a ocorrência de acidentes e incidentes.

 

4. Certifique-se da utilização de EPI’s pelos trabalhadores

 

O fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual pela empresa e utilização por parte dos colaboradores é determinado por lei. Nas obras, todos os trabalhadores devem utilizar botina, capacete, luvas, óculos de proteção e protetores auriculares no caso haver muito ruído. Os supervisores de obra e profissionais da segurança do trabalho devem fiscalizar o uso destes EPIs pelos colaboradores. Quando necessário, devem também ser realizadas palestras de conscientização a respeito da correta utilização de cada um dos equipamentos.

 

5. Capacite e treine os colaboradores

 

Uma das melhores maneiras de evitar acidentes é instruir e ensinar os funcionários. A melhor forma de capacitá-los é incentivar a participação em cursos técnicos. O SENAI, por exemplo, possui diversos cursos para capacitação, como: técnico em logística, técnico em mecânica, técnico em manutenção e diversos outros. A lista com os cursos pode ser vista no site do SENAI

A capacitação dos funcionários, além de evitar acidentes, permite melhorar a produtividade da obra, fazendo com que os cursos e treinamentos pagos para os funcionários acabem sendo um investimento para a obra.

 



 

6. Realize o Diálogo Diário de Segurança (DDS)

 

O SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho) é composto por uma equipe de profissionais da saúde que trabalha dentro das empresas visando proteger a integridade física dos trabalhadores. O SESMT tem várias formas de conscientizar os colaboradores e estimular a prevenção de acidentes e o surgimento de doenças ocupacionais.

Uma das formas mais eficientes utilizadas por essa equipe é o Diálogo Diário de Segurança (DDS). Realizar o diálogo é uma ótima maneira de trocar experiências entre empregado, empregador e profissionais de saúde, de modo a mapear os riscos e neutralizá-los. O DDS não é encontrado em nenhuma norma regulamentadora ou lei, mas existem várias normas que obrigam o empregador a relatar os riscos do ambiente e mostrar as medidas preventivas, por isso o DDS é tão importante.

 

 

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MEDICINA DO TRABALHO

CONFIRA OS IMPACTOS LEGAIS DE NÃO INVESTIR NELA

 


 

 

O ambiente de trabalho saudável é um dos direitos do trabalhador. Por isso, as empresas precisam adotar medidas efetivas para atender a esse princípio. Uma das estratégias mais importantes é a Medicina do Trabalho. Mas você sabe qual é o papel dessa área no cumprimento da lei?

Na prática, ela evita uma série de problemas legais. Multas, justa causa da empresa, indenizações e interdições dos estabelecimentos são apenas algumas das possíveis consequências de um ambiente de trabalho inseguro.

Logo abaixo, abordamos a relação entre o bem-estar dos colaboradores e a prevenção de ações judiciais contra a empresa. Continue a leitura e tire suas dúvidas! 

 

O que é Medicina do Trabalho?

 

A Medicina do Trabalho é a área responsável pelos cuidados com o bem-estar e qualidade de vida das pessoas no ambiente profissional. Para isso, ela desenvolve estudos e práticas de prevenção e ação para lidar com os acidentes ou doenças que podem acontecer durante a prestação de serviços.

Nesse sentido, a área é um meio à disposição da empresa para cumprir a legislação que não apenas determina obrigações, como educa empregadores e empregados em suas relações. 

No topo das regras, está o direito à saúde, segurança e higiene no trabalho regulamentado pelo artigo 7º, inciso XXII da Constituição Federal.

 

Essa norma dá força para diversas outras obrigações, como as previstas na CLT e nas normas regulamentadoras do trabalho (NR’s).

Para cumprir essas obrigações, as empresas contam com o apoio de diferentes profissionais, como: 

 

ü Médicos; 

ü Enfermeiros; 

ü Engenheiros em segurança do trabalho; 

ü Analistas e técnicos de saúde, segurança, higiene e meio ambiente; 

ü Analistas e gestores de RH. 

 

Ao lado deles, é comum o envolvimento de especialistas para realizar projetos voltados ao bem-estar dos colaboradores, como nutricionistas, ergonomistas, psicólogos e fisioterapeutas.

 

Em relação às funções, a Medicina do Trabalho realiza inúmeras atividades. Veja alguns exemplos: 

 

ü Identifica riscos no ambiente de trabalho; 

ü Realiza exames médicos; 

ü Planeja atividades preventivas; 

ü Implementa políticas de bem-estar dos colaboradores; 

ü Assessora a empresa no cumprimento das obrigações legais sobre saúde, segurança e higiene do trabalho; 

ü Implementa o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO; 

ü Auxilia na elaboração de treinamentos. 

 

Vale ressaltar que o setor vem evoluindo nos últimos anos, no sentido de digitalizar os processos. Medicina online, softwares de gestão de riscos e treinamentos a distância são iniciativas importantes no setor.

 

Quais são as principais medidas legais contra falhas de saúde e segurança?

 

Os riscos jurídicos envolvem medidas legais pelo ato ilícito ou danos. 

O ato ilícito é a conduta contrária a um direito. Já o dano é um prejuízo causado aos trabalhadores ou a terceiros. Confira agora as principais medidas contra essas falhas!

 

Rescisão indireta

 

A primeira medida legal que pode ocorrer por falhas da Medicina do Trabalho é a rescisão indireta. 

Nela, o trabalhador aponta o descumprimento dos deveres de saúde do trabalho, geralmente por condições inadequadas do ambiente e riscos elevados ao seu bem-estar físico e psicológico.

Se for bem-sucedido, a demanda permite o rompimento do contrato de trabalho por justa causa da empresa. 

Assim, o empregador deve pagar todas as verbas rescisórias como se tivesse demitido a pessoa, como férias, aviso prévio, saldo de salário, décimo terceiro e multa de 40% sobre o FGTS.

 

Ação de indenização por dano material

 

O dano material é o prejuízo causado à pessoa ou ao patrimônio físico.

É o caso das despesas hospitalares de um acidente, gastos médicos para tratar uma Lesão por Esforço Repetitivo - LER, perda de comissões e bonificações pelo período afastado, entre outras possíveis alegações.

 

Ação de indenização por dano moral

 

O dano moral corresponde aos prejuízos não materiais, como à honra, imagem, estética, nome e saúde mental do colaborador. 

Um exemplo são os acidentes que deixam sequelas e causam consequências psicológicas para a vítima, exigindo a reparação por parte da empresa que é feita com uma compensação financeira.

 

Punições administrativas

 

As punições administrativas são impostas por entidades públicas que fiscalizam a atuação dos empregadores, especialmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego. 

Entre as opções disponíveis, as multas administrativas e a paralisação das atividades do estabelecimento são as mais relevantes.

 

Multa do Art.201 da CLT

 

Por fim, em um processo trabalhista, a empresa paga a multa por descumprir as normas de Medicina do Trabalho.

Isso acontece, por exemplo, quando não são realizados os exames admissionais, demissionais e periódicos.

 

Como evitar ações trabalhistas com a Medicina do Trabalho?

 

Para minimizar as ações judiciais, a Medicina do Trabalho deve contar com rotinas bem estruturadas e cumprir todas as obrigações legais. 

Além disso, a documentação deve estar sempre organizada para servir de prova em conflitos com os trabalhadores. Veja abaixo as principais medidas para evitar ações trabalhistas com a Medicina do Trabalho!

 

Exame admissional e demissional

 

Entre as determinações mais importantes, estão os exames médicos na entrada e saída dos colaboradores. O objetivo é mostrar os efeitos do trabalho na saúde, indicando que a atuação na empresa não prejudicou o trabalhador.

Esquecer o exame admissional possibilita que um ex empregado aponte um dano anterior à chegada na organização. Já a falta do demissional permite que a situação ocorra com problemas depois da saída.  

 

Exames periódicos 

 

Os exames periódicos também são muito importantes, pois permitem constatar problemas de saúde antes que eles se agravem. 

Em alguns casos, como profissionais expostos a locais insalubres ou perigosos e portadores de doenças crônicas, a legislação obriga a realização com periodicidade anual.

 

Processos bem definidos

 

Outra medida importante é a Medicina do Trabalho ser parte dos serviços internos da empresa, deixando de ter processos informais. 

A partir de então, a equipe deve planejar e acompanhar os processos da área, bem como revisar as medidas adotadas periodicamente.

 

Cumprimento das NR’s

 

Um ponto decisivo desses processos é atender ao disposto nas normas regulamentares do trabalho (NR’s). 

O próprio PCMSO tem todos os elementos, planejamento e medidas fixadas pela legislação. Logo, muito do trabalho de prevenção de ações judiciais consiste em estar de acordo com as regras.

 

Qual a importância de investir em Medicina do Trabalho?

 

Além de reduzir os riscos jurídicos, a Medicina do Trabalho é uma área essencial para construir um ambiente de trabalho adequado — onde os profissionais possam produzir bem sem prejudicar sua qualidade de vida. Outros benefícios são:

 

Redução de custos

 

O bem-estar influencia indicadores-chave, como turnover e absenteísmo, o que tem relação direta com as despesas do RH. Além disso, evitar multas e indenizações é sempre uma boa medida para conter gastos. 

 

Maior segurança 

 

A Medicina do Trabalho tem uma atuação integrada com a segurança. Assim, as políticas dela também contribuem para redução de acidentes de trabalho. 

Além disso, algumas empresas contam com estruturas internas para prestar primeiros socorros e atendimentos diante de ocorrências.

 

Prevenção de acidentes e doenças

 

Boa parte desse trabalho integrado é voltado para prevenção. Saúde e segurança do trabalho atuam para mapear os riscos ambientais, orientar os colaboradores e definir medidas eficazes para minimizar acidentes e doenças. 

Logo, são indispensáveis para promover o bem-estar dos colaboradores.

 

Marca empregadora

 

Aliás, o bem-estar dos colaboradores ajuda a construir a imagem da empresa. Dessa forma, a marca empregadora tem mais competitividade para atrair talentos e reter profissionais qualificados na empresa.

Sendo assim, temos excelentes argumentos para demonstrar os benefícios da Medicina do Trabalho e buscar o patrocínio de projetos nessa área. 

Afinal, ela é de grande impacto na redução de ações judiciais, diminuição de gastos e melhoria da qualidade de vida dos colaboradores. 

Agora é com você! Compartilhe sua experiência com a Medicina do Trabalho nos comentários e contribua para que mais pessoas conheçam essa área.

 

 




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quinta-feira, 11 de agosto de 2022

 



 

SEGURO DE ACIDENTES DE TRABALHO:

QUAL A IMPORTÂNCIA?

 

 


 

No dia a dia de uma empresa, existem inúmeras obrigações para se manter regularizado com a legislação de saúde e segurança, não é mesmo? E o Seguro de Acidentes de Trabalho (SAT) é um dos mais importantes, pois é um benefício imposto pela legislação e custeado pelos empregadores.

Ao estar em dia com ele, não apenas evitamos punições para empresa, como exercemos a responsabilidade social da organização. Afinal, o benefício auxilia os colaboradores em momentos de dificuldade, quando sofrem as consequências de doenças e acidentes.

Nesse artigo, você encontrará as respostas para as principais dúvidas sobre o SAT e descobrirá como o gerenciamento de riscos pode reduzir os custos desse seguro. 

 

O que é Seguro de Acidentes de Trabalho (SAT)?

 

O Seguro de Acidentes de Trabalho é um instrumento jurídico para custear benefícios em caso de acidentes e doenças do trabalho. Nele, as empresas pagam uma contribuição mensal, formando um sistema de custeio coletivo.

Assim, quando um empregado é acidentado, é possível arcar com pensões, compensações e auxílios financeiros.

A gestão do SAT é realizada pela Previdência Social. Na prática, o INSS é responsável por recolher o tributo, avaliar as solicitações e aplicar os recursos de acordo com as ocorrências comunicadas pelas empresas.

Aliás, é muito importante não confundir o benefício público com os seguros particulares. 

Estamos falando de um verdadeiro tributo, que não cabe a empresa decidir sobre a contratação ou não contratação, tampouco escolher o fornecedor.

 

Como o SAT funciona?

 

A regulamentação do Seguro de Acidentes Pessoais é realizada pela Lei 8.213/91. Na prática, podemos tomar essas normas como base para entender as características do benefício e tirar dúvidas sobre as obrigações da empresa.

 

Objeto do seguro

 

Em primeiro lugar, o SAT pode ser acionado tanto no caso de acidentes de trabalho como de doenças. A legislação equipara os dois conceitos.

Os acidentes de trabalho são os eventos que causam a morte ou danos aos colaboradores, permanentes ou temporários, ou que reduzem a capacidade para trabalhar.

Já as doenças, são condições comuns a determinado ramo de trabalho ou específicas das funções na empresa, que também geram os mencionados prejuízos ao empregado.

 

Contribuição

 

Mensalmente, o SAT é calculado sobre a folha de pagamento da empresa, em alíquota de 1% a 3%, de acordo com o nível de risco das atividades fixado pela Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE): leve, médio ou grave. 

O percentual é multiplicado pelo Fator Acidentário de Prevenção - FAP de 0,5000 a 2,000. Assim, empresas com muitos acidentes veem a alíquota crescer significativamente, enquanto quem faz uma boa gestão de riscos pode pagar até a metade. 

 

Comunicação de acidente

 

Os acidentes e doenças do trabalho devem ser comunicados até o primeiro dia útil após a ocorrência, sob pena de multa. A emissão da CAT é obrigatória, mesmo que, após o evento, o trabalhador consiga retornar ao trabalho normalmente.

Posteriormente, se for o caso, o empregado ou seus dependentes podem requerer os benefícios cobertos pelo seguro, passando por perícia técnica do INSS, se for o caso. 

 

Quais são as categorias amparadas pelo benefício?

 

A principal categoria protegida pelo SAT é o empregado contratado pela CLT. 

Além dele, está amparado o trabalhador avulso — que atua para várias empresas mediante intermediação de autoridade gestora da mão de obra ou sindicado (portuários).

Por fim, também estão incluídos os diferentes tipos de segurado especial.

 

Quais são os benefícios cobertos?

 

Os benefícios cobertos pelo Seguro de Acidentes de Trabalho diferem entre si para se adequarem às possíveis consequências das ocorrências. 

Isso é, haverá proteções diferentes em caso de morte, incapacidade temporária e incapacidade permanente. Confira os principais abaixo!

 

Auxílio-acidente

 

Caso tenha sofrido sequelas, o segurado recebe 50% do salário de benefício mensalmente — que é um valor médio obtido a partir das contribuições realizadas pelo trabalhador para o INSS. 

Tal valor tem o objetivo de amenizar as consequências do acidente.

 

Auxílio-doença

 

Além disso, durante o período em que o colaborador estiver incapacitado para trabalhar, aplica-se o auxílio-doença. Essa prestação é paga em valor de 91% do salário de benefício, sendo assegurado um salário-mínimo.

 

Pensão por morte

 

No caso de falecimento, os dependentes do seguro recebem a pensão por morte. O valor é de 50% da aposentadoria do falecido, acrescido de 10% por dependente, desde que não ultrapasse o teto da Previdência Social.

 

Aposentadoria por invalidez

 

As consequências do acidente podem gerar a incapacidade permanente para o trabalho, caso em que é possível requerer a aposentadoria por invalidez.

 

Reabilitação profissional

 

O segurado que perdeu a capacidade de trabalhar pode passar, ainda, pelo processo de reabilitação para o trabalho. 

A medida é conduzida por uma equipe multidisciplinar do INSS, e, se for bem-sucedida, permite o retorno às atividades normais ou a readaptação a outra função na empresa.

 

Como reduzir as despesas com o SAT?

 

Para finalizar, é importante ressaltar o papel da gestão de riscos na redução dos acidentes e doenças no trabalho. 

Como visto, o FAP pode diminuir a alíquota do seguro, representando uma grande economia para a empresa. Logo, a saúde e segurança são investimentos.

Portanto, os profissionais de segurança e saúde do trabalho precisam entender as particularidades dos ambientes e buscar soluções personalizadas para os problemas identificados.

Agora que você conhece as principais características do Seguro de Acidente de Trabalho, lembre-se também da importância de promover a qualidade de vida dos colaboradores. 

Afinal, a prática terá impactos financeiros relevantes, tendo em vista os descontos no SAT.

 

 

 

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GRO - GERENCIAMENTO DE RISCOS OCUPACIONAIS

 

 


 

Toda empresa precisa contar com práticas modernas de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. Afinal, como requisito básico, nenhum empreendimento pode prejudicar a vida e integridade física das pessoas, e o papel do GRO é promover a saúde e segurança no ambiente de trabalho.

O tema é tão importante que o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais é abordado na Norma Regulamentadora do Trabalho n. º 1 (NR-1). Na prática, as regras desse documento trazem as principais obrigações das empresas, e são utilizadas para entender e aplicar as demais regulamentações.

A seguir, explicamos o que é GRO e qual é a sua importância. Você pode tirar dúvidas e entender os pontos principais para aplicar na sua empresa. Não deixe de conferir!

 

O que é Gerenciamento de Riscos Ocupacionais - GRO

 

O GRO é um conjunto de atividades de gestão, voltadas para construir uma empresa livre de ameaças à saúde e segurança dos funcionários. Para isso, são adotadas medidas para identificar, avaliar e prevenir acidentes e doenças causados por agentes presentes no ambiente de trabalho ou pelas atividades profissionais.

Como dito, o assunto é regulamentado pela NR-1. O tema central dessa norma é como a empresa lidará com os riscos ocupacionais: eventos futuros e incertos que podem gerar danos à saúde e à segurança do trabalhador. Logo, exige o envolvimento de administradores, gestores de RH, profissionais de saúde e segurança do trabalho, e dos próprios colaboradores.

 

O uso da expressão “Gerenciamento de Riscos Ocupacionais” pela legislação tem origem recente: a Portaria 6.730, de 9 de março de 2020. Com a mudança, as práticas definidas pela legislação foram expandidas, uma vez que, anteriormente, se limitava a definir o Programa de Gerenciamento de Riscos - PGR, e agora abrangem todos os aspectos do GRO.

 

Como funciona na prática?

 

Com base na NR-1, podemos entender o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais como um sistema. Ele é composto de diversas diretrizes, que precisam atuar juntas para a empresa apresentar resultados eficientes na prevenção de riscos.

Em primeiro lugar, o GRO contém as obrigações de empregadores e empregados.

 

No caso das organizações, os pontos mais importantes são os seguintes:

 

ü Identificar e evitar riscos ocupacionais;

ü Avaliar os riscos ocupacionais e indicar o nível de risco;

ü Fazer a classificação desses riscos e verificar a necessidade de medidas preventivas;

ü Implementar e acompanhar as medidas preventivas, de acordo com a legislação.

 

Logo após, a própria NR-1 regulamenta os componentes mais relevantes do GRO:

 

ü Levantamento preliminar:  mapeamento dos riscos ocupacionais em ambientes, métodos de trabalho e técnicas antes do início das atividades;

ü Identificação de perigos: detalhamento dos riscos existentes, suas fontes e grupos de trabalhadores expostos a eles;

ü Avaliação de riscos: discriminação dos riscos em graus, de acordo com o potencial de cada perigo existente no ambiente de trabalho;

ü Inventário de riscos: documentação dos riscos ocupacionais, formando um catálogo;

ü Controle dos riscos: preparação para emergências, medidas preventivas, monitoramento, plano de ação, análise de ocorrências.

 

Durante a implementação, a empresa passará de um modelo reativo para atividades preventivas e proativas de redução dos riscos ocupacionais. Afinal, o objetivo é evitar que os acidentes e doenças aconteçam na organização.

 

Qual é a importância do GRO?

 

O sucesso do GRO ajuda a construir um ambiente de trabalho saudável para os colaboradores, o que representa uma série de vantagens para a organização.

 

Entre outros, podemos citar os benefícios abaixo:

 

ü Reduzir riscos de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais;

ü Melhorar a atração e retenção de talentos com um ambiente profissional adequado;

ü Minimizar riscos jurídicos, como indenizações, rescisões contratuais e multas;

ü Reduzir despesas com seguro;

ü Aumentar a produtividade dos colaboradores;

ü Otimizar os recursos priorizando medidas preventivas.

 

Para alcançar esses resultados, devemos coordenar as diversas atividades, como identificação, avaliação, documentação e acompanhamento dos riscos. Além disso, temos de monitorar o progresso dos planos de ação e medidas preventivas, com revisões periódicas, visando a melhoria contínua das práticas.

 

 



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quarta-feira, 10 de agosto de 2022

 



 

 

 

WCM  - WORLD CLASS MANUFACTURING MELHORA OS PROCESSOS DE UMA EMPRESA

 

 


 

World Class Manufacturing - WCM é um modelo ou sistema que reúne os princípios e práticas para gerir todos os processos operacionais de uma empresa. A partir dele, temos informações lógicas para estruturar as atividades industriais e produzir ambientes de excelência.

A ideia é que, após a implementação do modelo, a empresa alcance o nível da manufatura de classe mundial. Pois, as orientações ajudam a percorrer o gap de competitividade entre o seu negócio e as empresas mais bem-sucedidas do mercado.

Logo abaixo, reunimos os pontos principais para você entender o WCM e ir atrás das melhores práticas para sua empresa. Continue a leitura e tire suas dúvidas!

 

O que é WCM?

 

World Class Manufacturing - WCM funciona como um modelo de trabalho. De forma didática, ele diz o que a sua empresa precisa fazer para ganhar competitividade, em diferentes frentes de atuação. 

Em sua origem, o sistema foi elaborado pelo Dr. Hajime Yamashina a pedido do grupo Fiat. Em meados dos anos 2000, a empresa buscava um modelo de trabalho compatível com suas características, o que já era perseguido por outras empresas ocidentais desde o surgimento do sistema Toyota nos anos 80.

Nesse contexto, o WCM foi elaborado com inspiração nos conceitos do Lean, principalmente com o objetivo de promover a melhoria contínua. No entanto, houve uma mudança significativa nas práticas de detalhamento dos processos de transformação da empresa.

 

Quais são os princípios?

 

A característica mais importante do World Class Manufacturing - WCM é a divisão em pilares técnicos e gerenciais. 

 

Os pilares técnicos representam as áreas essenciais de intervenção na empresa, que juntas sustentam o modelo de trabalho: 

 

ü Segurança; 

ü Desenvolvimento de pessoas; 

ü Controle de qualidade; 

ü Depuração de custos; 

ü Logística e serviços para o consumidor; 

ü Melhoria focada; 

ü Gestão Antecipada de Equipamentos; 

ü Manutenção autônoma; 

ü Manutenção planejada; 

ü Organização do local de trabalho. 

 

Já os pilares gerenciais, são as posturas e comportamentos que orientam a implementação do WCM: 

 

ü Envolvimento da alta administração; 

ü Objetivos claros; 

ü Roadmap do WCM; 

ü Alocação de pessoas qualificadas nas áreas-modelo; 

ü Comprometimento de toda a organização; 

ü Competência organizacional por meio da melhoria contínua; 

ü Tempo e recursos financeiros; 

ü Nível de detalhamento; 

ü Nível de expansão; 

ü Motivação dos operadores. 

 

Perceba que o WCM procura ser bastante didático em relação às atividades. Por isso, além dos princípios mencionados, os pilares técnicos são divididos em 7 passos de implementação, cada um, sendo um modelo replicável para construir uma operação competitiva.

 

Como é o processo de implementação?

 

Em relação aos passos, embora cada pilar técnico tenha seus próximos degraus, o que eles têm em comum, são as suas utilizações para escalar três níveis: 

 

ü Reativo: lidar com problemas e danos atuais; 

ü Preventivo: minimizar riscos e antecipar problemas; 

ü Proativo: agir para promover a melhoria continuamente.

 

Como exemplo, podemos avaliar o pilar da segurança do trabalho, que é considerado o mais importante. Os passos são os seguintes: 

 

ü Objetivo: zero acidentes;

ü Passo 0: atividades de preparação; 

ü Passo 1: analisar acidentes e investigar causas; 

ü Passo 2: planejar contramedidas e expandir; 

ü Passo 3: fixar padrões iniciais de segurança; 

ü Passo 4: qualificar para realizar inspeções gerais; 

ü Passo 5: qualificar para realizar inspeções autônomas; 

ü Passo 6: definir padrões autônomos de segurança; 

ü Passo 7: sistema de segurança implementado. 

 

Aqui, os passos 0 e 1 visam a reação, entendendo o histórico de acidentes. A seguir, são trabalhadas as etapas de prevenção, entre 2 e 5, em que o objetivo é evitar as ocorrências. Por fim, os passos 6 e 7 são proativos, até mesmo, com a ideia dos próprios colaboradores se comprometerem com as práticas de segurança, como uso de EPIs e atenção durante o trabalho.

As técnicas que podem ser utilizadas na implementação dos passos são incontáveis. Tudo dependerá do objetivo e do passo em que o pilar está.

 

Como o conceito ajuda as empresas?

 

Pelo que vimos até aqui, o papel do WCM é oferecer um caminho lógico de desenvolvimento dos pilares técnicos. Ao se aprofundar no tema, você saberá, em cada um dos setores da sua operação, o que precisa ser feito para que eles se tornem mais competitivos.

Aqui podemos contribuir com o pilar mais importante para sua empresa, a segurança, a qual é considerada um requisito para todas as empresas.

Assim, para alcançar o objetivo de zero acidentes, oferecemos uma plataforma inovadora para gestão dos riscos operacionais e ambientais. Com a nossa tecnologia, é possível implementar um programa de gerenciamento de riscos adequado às normas regulamentares, bem como seguir o passo a passo, até ter um sistema de segurança proativo.

Sendo assim, você poderá reunir as ferramentas necessárias para aplicar a World Class Manufacturing -WCM, iniciando pelo pilar da segurança. Depois, poderá continuar o progresso em direção a competitividade das demais áreas da operação, minimizando os riscos operacionais e ambientais.

 

 

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    COZINHAS INDUSTRIAIS - RISCOS E PREVENÇÃO DE ACIDENTES       As cozinhas industriais são locais onde cozinheiros, ajudantes e ...