terça-feira, 25 de janeiro de 2022

 



 

PÁRA-RAIOS: O DESCASO QUE PODE CUSTAR CARO

 



O assunto de hoje é sobre Para-raios e o descaso que envolve isso. Especialistas do setor são unânimes: é preferível não ter para-raios a dispor de um equipamento mal instalado ou com manutenção deficiente.

 

A negligência e a falta de informação em relação aos para-raios são tão perigosas quanto amplamente disseminadas entre os gestores de condomínios. No Rio de Janeiro, em apenas um mês de verão, chegam a cair entre 5 e 10 mil raios sobre a cidade.

 

No entanto, apesar de se tratar de uma questão de segurança, ainda não há uma cultura efetiva de prevenção.

 

É hora de começar a pensar no assunto.

 

O maior exemplo do descaso e da falta de informação a respeito dos para-raios é a situação dos equipamentos que usam fontes radioativas.

 

Desde 1989, a fabricação e a instalação desses equipamentos foram proibidas. Pesquisas nacionais e internacionais comprovaram que o uso das fontes radioativas era tão eficaz quanto o primitivo para-raios criado por Franklin.

 

Contudo, a Resolução n. º 4/89 da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) deixou para as autoridades municipais a decisão a respeito da substituição dos sistemas radioativos já instalados.

 

Passados 12 anos, Priscila Mendes Zidan, do Laboratório de Tratamentos de Rejeitos Radioativos do Instituto de Engenharia Nuclear (IEN), fala do resultado: “Dos cerca de 70 mil para-raios fabricados com captores iônicos radioativos, foram coletados e entregues à CNEN aproximadamente 15 mil”, calcula.

 

Pouco mais de 20%, portanto, contra cerca de 80% de aparelhos ainda por substituir. No Rio, só oito anos após a proibição, tornou-se obrigatória a substituição dos captores iônicos, por meio do Decreto Municipal n. º 16.204/97.

 

O decreto fixou em dois anos o prazo para substituição, mas o Instituto de Engenharia Nuclear (IEN), responsável pela coleta no Estado do Rio de Janeiro, tem contabilizado uma média de apenas 200 para-raios recebidos anualmente.

 

Segundo Priscila, “o pior é a coleta do amerício 241 e posterior abandono em qualquer lugar que não seja o depósito de rejeito radioativo do IEN”, lamenta. “É fundamental que, ao contratarem empresas para substituir os captores antigos, os síndicos exijam nosso carimbo, comprovando a entrega da fonte radioativa ao Instituto de Engenharia Nuclear.

 

Caso contrário, nem o IEN terá controle de possíveis riscos de contaminação, nem o condomínio terá garantia de que foi realizado inteiramente o serviço contratado”, conclui (ver box).

 

Manutenção inteligente

 



As normas vigentes para a fabricação de para-raios no Brasil estão reunidas na mesma NBR 5.419 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que recomenda a manutenção anual do equipamento.

 

Mas o Decreto Estadual n. º 897/76, que exige a instalação de para-raios em todo prédio que tenha mais de 30 metros de altura, é omisso na questão da obrigatoriedade de manutenção regular.

 

Prato cheio para toda sorte de negligência. Nelson Dias, gerente de uma empresa especializada na comercialização e instalação de equipamentos de segurança, há 30 anos no ramo, diz que “é preferível não ter para-raios nenhum do que ter um mal instalado ou sem manutenção”, sentencia. “Já vi verdadeiros absurdos nas andanças que a gente faz para manutenção ou vistoria.

 

Há casos de cordoalha cortada, interrompida. Ou seja, havendo uma descarga atmosférica, fatalmente vai ocorrer uma explosão naquele ponto onde a cordoalha foi interceptada, causando danos à edificação.

 

Existem casos de antenas de TV em cima da caixa-d´água, em prédios que não dispõem sequer de para-raios. Por causa disso, um condomínio em Nova Iguaçu teve a estrutura de alvenaria de sua caixa-d´água atingida por um raio.

 

Foram 30 mil litros de água descendo pelas escadas do prédio, entrando nos apartamentos, jorrando para o poço dos elevadores, um verdadeiro estrago”, relata.

 

A remoção pura e simples da pastilha de Am-241contida nos equipamentos antigos é outro problema sério, segundo Dias. “O sistema de proteção contra descargas atmosféricas oferecido pelo para-raios de Franklin é diferente do radioativo.

 

Portanto, ao providenciar a retirada do captor radioativo, é necessário fazer um redimensionamento da área a ser protegida. Muitos condomínios e até órgãos públicos só trocam o captor, tornando apenas parcial a proteção de toda a área da edificação”, conclui.

 

Algumas dicas para a substituição de para-raios radioativos

 

·       Solicitar o serviço de remoção e transporte a empresas especializadas, acompanhado de reavaliação sobre o sistema de proteção do equipamento.

·       Para maior segurança, solicite ao Corpo de Bombeiros uma avaliação e vistoria do sistema de para-raios do condomínio, para tranquilizar-se a respeito de laudos fornecidos pelas empresas.

·       Fazer contato com o Instituto de Engenharia Nuclear (IEN) para toda e qualquer informação sobre o manuseio adequado do material radioativo (tel. 21 2560-4113 e site na Internet www.ien.gov.br).

·       Exigir comprovante de entrega do material radioativo, com carimbo do Instituto de Engenharia Nuclear.

 

Itens que devem ser vistoriados periodicamente para a segurança predial

 

·       Estiramento da cordoalha (cabo de cobre nu de 35 mm que desce do topo do prédio até o aterramento, no térreo).

·       Isoladores defeituosos (peças que guiam a cordoalha até o solo, mantendo-a distante da edificação uns 20 cm).

·       Solda exotérmica ao longo da cordoalha (recomendável no lugar de conectores mecânicos por permitirem melhor fluxo da descarga elétrica).

·       Aterramento de todas as massas metálicas no topo do prédio ao captor do para-raios (antenas de TV e rádio, grades etc.).

 

Vistoria da caixa de medição, no térreo.

 

 

 

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MANUAL DA SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIOS E PÂNICO

 



A implantação da sinalização de segurança contra incêndios e pânico possui o objetivo de reduzir os riscos de ocorrências, emitindo alertas a respeito das ameaças existentes no ambiente.

 

A partir daí, são adotadas as medidas de segurança que ajudam a adequar as atividades e a encontrar rotas de saída para um abandono seguro, bem como encontrar os equipamentos. A seguir, vamos falar mais sobre esses sinais. Confira!

 

Como se classifica a sinalização de segurança contra incêndios e pânico?

 

A instrução técnica determina que a sinalização seja dividida em dois grupos: básica e complementar. No entanto, ainda existe uma outra categoria: a personalizada — que difere de ambas. De acordo com as definições:

 

Sinalização básica

 

Caracteriza um conjunto referente à sinalização mínima obrigatória a todas as empresas. Divide-se nos seguintes subgrupos:

 

·       Proibição: sinalização voltada para a proibição e coibição de ações que podem desencadear um incêndio, ou agravá-lo. Possui forma redonda, cor de contraste branca, cor de segurança vermelha e a cor do símbolo é preta;

·       Alerta: usada para alertar sobre materiais e áreas que possuem um grande potencial de risco — de incêndio, choques, explosões, entre outros. Possui forma triangular, cor de contraste amarela, moldura e cor do símbolo preta;

·       Orientação e Salvamento: usada para indicar saídas e rotas de fuga. Possui forma quadrada ou retangular, a cor de contraste é verde e a cor do símbolo é fotoluminescente;

·       Equipamentos: indica a localização dos equipamentos, seus tipos e os alarmes que estão disponíveis na área. Possui forma quadrada ou retangular, cor de contraste vermelha, cor do símbolo fotoluminescente.

 

Sinalização Complementar

 

Como o nome sugere, visa complementar a sinalização básica, auxiliando na redução dos riscos. Estão nessa categoria:

 

·       Rota de saída: placas usadas para indicar o trajeto completo para uma rota de fuga. Finaliza na saída de emergência;

·       Obstáculos: indica quais são bloqueios presentes na rota de fuga. Podem ser paredes, pilares, vigas, degraus e desníveis, por exemplo;

·       Sistemas hidráulicos: mostra as tubulações e os acessórios usados no sistema de hidrantes.

 

Sinalização personalizada

 

Nesse caso a sinalização é especial, como placas escritas em língua estrangeira e medidas de proteção existentes. No caso do uso em outras línguas, ela deve ser complementar, ou seja: o texto em língua portuguesa não deve ser retirado.

 

Como é o processo de implantação?

 

Existem algumas regras básicas a respeito da implantação das placas de sinalização de segurança contra incêndios e pânico.

 

Dentre elas:

 

·       Instalação em locais visíveis, a uma altura de 1,80m, no mínimo;

·       Devem possuir, no máximo, uma distância de 15 metros entre si. A distância máxima a ser percorrida até uma sinalização de saída não deve ser superior a 7,5m;

·       Ao instalar equipamentos e alarmes em pilares, deve-se usar sinalizações em todos os lados visíveis;

·       Quando houver algum obstáculo que impeça ou dificulte a visualização da placa, ela deve ter sua altura alterada, até que seja possível vê-la adequadamente;

·       Como mencionamos, se necessário incluir sinalizações em outro idioma, o texto da língua original não deve ser removido.

·       A sinalização que indica a rota de saída deve ser fixada em uma altura que esteja entre 0,25 e 0,50m do piso. Com relação ao espaçamento entre si, devem estar a 3m de distância, no máximo;

·       Sinalizações referentes a portas de emergência e de saída devem ser fixadas logo acima, a uma distância de, no máximo, 10cm do batente.

 

Quais são os requisitos necessários?

 

Os requisitos necessários para garantir a sinalização de segurança contra incêndios e pânico estão previstos na NBR 13.434/2005. Eles precisam ser comprovados para que sejam aceitos, de acordo com a legislação vigente. São eles:

 

§  Propagação da chama;

§  Resistência à água;

§  Resistência a detergentes;

§  Resistência a sabão;

§  Resistência a agentes químicos e lavagem;

§  Resistência a óleo e gordura;

§  Resistência ao intemperismo;

§  Resistência à névoa salina;

§  Efeito fotoluminescente (se alimentam da luz e, na ausência dela, emitem brilho luminoso).

 

Qual é o layout mais adequado?

 

As categorias de sinalização se referem a situações específicas. A norma NBR 13434 determina quais são os locais de instalação de cada uma delas. Isso envolve a área, a altura e a distância entre elas, por exemplo.

 

Nesse sentido, deve-se identificar os locais e equipamentos e sinalizar a respeito dos riscos e dos cuidados.

 

Equipamentos

 

Sinalização de todos os equipamentos e alarmes que existem na empresa, tais como: Central de Alarme e Incêndio, hidrantes, extintores, bomba de incêndio, abrigo de mangueiras, entre outros.

 

Proibições

 

Locais em que existem proibições devido ao risco que representam. São os casos do uso de placas de proibido fumar, produzir chamas e entrar e transitar sem equipamentos de segurança, por exemplo.

 

Saídas

 

Sinalização de todas as saídas, portas corta-fogo e a criação de rotas de fuga, considerando a planta da edificação e os caminhos possíveis.

 

Locais de risco

 

Identificação de todos os locais que oferecem riscos — à saúde e à vida. Nesse caso, é necessário fixar as placas de alerta expondo as ameaças, como choques, risco de quedas e de explosões e outros.

 

Como complementar a eficácia da sinalização?

 

A implantação de uma sinalização de segurança contra incêndios e pânico é uma exigência que precisa ser cumprida pelas empresas. No entanto, somente essa prática não é suficiente para assegurar os cuidados com os colaboradores.

 

Os treinamentos são necessários para conscientizar e capacitar as pessoas a respeito do significado das placas, a melhor maneira de agir durante determinadas situações e, principalmente, deixar claro quais são as rotas de fuga — tudo isso além de serem obrigatórios para a formação de uma brigada de incêndio.

 

A sinalização de segurança contra incêndios e pânico deve obedecer algumas regras básicas que são definidas pela NBR 13434. A ideia é criar um ambiente e condições de trabalho mais seguras para os profissionais, além de fornecer meios de contornar as situações em que os riscos se concretizam.

 

 

 

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segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

 




 

LEITURA OBRIGATÓRIA: OS 5 MELHORES LIVROS SOBRE SEGURANÇA DO TRABALHO

 



A segurança é um dos temas mais importantes na rotina das empresas e indústrias. Sem dúvida, zelar pela integridade dos funcionários e evitar acidentes é algo primordial para qualquer organização. Porém, ainda temos muito a evoluir nessa área.

 

O Brasil é o quarto país com mais acidentes de trabalho, sendo que entre 2007 e 2013 foram pagos mais de 70 bilhões em indenizações. Esses números só mostram que é preciso melhorar urgentemente a questão da segurança profissional, buscando treinamentos especializados e mais conhecimento técnico. 

 

Para auxiliar nessa caminhada em busca de um ambiente de trabalho sem acidentes, selecionamos os 5 melhores livros sobre segurança do trabalho. São diversas obras que podem orientar o trabalho de técnicos e gerentes de segurança durante seu dia a dia e também na elaboração de planos estratégicos. Confira.

 

1. Manual prático da segurança no trabalho — Vários autores (ed. Yendis)

 

Mais do que apenas um livro sobre o tema, o Manual é uma espécie de curso sobre a segurança do trabalho, que foi elaborado por diversos especialistas.

 

Ele possui uma leitura direcionada e foi criado para alunos dos cursos relacionados ao tema, mas nada impede que seu conteúdo seja absorvido por outros leitores. 

 

O livro aborda diversos aspectos relacionados à segurança e não apenas questões técnicas. Há também capítulos que falam sobre trabalho sustentável, controle de custos em empresas e cadeias de produção. 

 

2. Segurança e Medicina do Trabalho — Vários autores (ed. Atlas)

 

Esse livro é considerado um dos “clássicos” da literatura especializada. Há mais de três décadas ele é utilizado por médicos do trabalho e técnicos em segurança.

 

A equipe responsável pela edição do livro efetua constantes mudanças em suas páginas para que ele não se torne um manual desatualizado. A obra possui caráter mais técnico que o primeiro livro da lista, principalmente por conter todas as normas e legislações complementares sobre segurança e medicina ocupacional. 

 

 

3. Noções básicas de direito para Técnicos em Segurança do Trabalho — Diva Barbosa Nunes (ed. Difusão) 

 

Livros sobre segurança do trabalho não se resumem apenas a textos explicando normas técnicas, termos e regras. É possível ir além e encontrar obras que abordam outros pontos do tema, como é o caso desse livro.

 

Ele foi feito para fornecer as informações sobre a legislação brasileira e ajudar técnicos e gestores a compreenderem como o tema da segurança se apresenta nas leis brasileiras. Uma ótima leitura para os gestores da área e também para a equipe jurídica da empresa.

 

4. CIPA: NR5 — Implementando e Mantendo — Nestor Waldhelm Neto (ed. Viena)

 

As CIPA’s (Comissões Internas de Prevenção de Acidentes) são grupos de trabalhadores e gestores das mais diversas áreas de uma empresa que se unem com um único propósito: debater e elaborar ações relacionadas à segurança.

 

Nessa obra de Nestor Waldhelm estão contidas informações cruciais para montar uma Comissão de prevenção atuante e que seja capaz de propor exercícios benéficos para a segurança. Ele serve como uma “aula” sobre CIPA’s e ainda traz exercícios para serem resolvidos pelos leitores. 

 

5. Dia a dia da Prevenção — Cosmo P. de Moraes Junior (ed. Senac Rio) 

 

Nesse livro são abordados os pilares que sustentam a gestão de segurança do trabalho em seu cotidiano: planejamento, responsabilidade, capacitação e atitude. O texto do autor é um convite à reflexão sobre métodos adotados no local de trabalho e faz o leitor pensar em práticas mais eficientes. 

 

Esses cinco livros sobre segurança do trabalho possuem informações o bastante para mudar totalmente sua perspectiva e a forma como você encara o assunto. Lembre-se de que a leitura é sempre uma fonte inesgotável de conhecimento, basta apenas procurar os livros certos! 

 

 

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APRENDA A FAZER UM MAPA DE RISCOS E EVITE ACIDENTES DE TRABALHO

 



Se você atua na área de segurança do trabalho e anda buscando alguma ideia para inovar em seu serviço, está na hora de conhecer melhor o mapa de riscos. Essa é uma ferramenta bem interessante para empresas e gestores que buscam diminuir os acidentes de trabalho em seu cotidiano.

 

Veja as principais informações a respeito desse recurso, garanta melhores resultados e valorize seu trabalho perante seus colegas e chefes. Acompanhe!

 



O mapa de riscos contra os acidentes de trabalho

 

Desenvolvido na Itália nos anos 60, o mapa de riscos foi mais divulgado em nosso país por causa da crescente industrialização ocorrida na da década de 70.

 

Trata-se de uma ferramenta que oferece uma visualização intuitiva dos potenciais riscos no desenvolvimento do trabalho por parte dos funcionários de uma empresa.

 

Ele é uma peça-chave na segurança para diminuir o grau de riscos e deve constar em toda empresa que apresentar qualquer tipo de riscos de trabalho, independentemente do seu tamanho ou segmento. Por isso, se sua empresa ainda não tem um, é bom reconsiderar sobre a necessidade de resolver essa pendência.

 

Com indicações padronizadas e de rápido entendimento, seu objetivo principal é, depois de um estudo prévio e bem orientado, mostrar a todos que costumam atuar em determinadas áreas quais os riscos mais elevados de acidentes ou do desenvolvimento de doenças decorrentes do trabalho.

 

Regulamentação e responsabilidades

 

A Comissão Interna de Prevenção a Acidentes (CIPA) tem a responsabilidade de elaborar o mapa de riscos perante a NR 5. Também de acordo com a normativa, cabe multa à empresa que não tiver um mapa de riscos.

 

Para mais detalhes sobre essa legislação, sugerimos que você dê uma olhada nos itens 5.16 e 1.7, Letra A da NR 5. Além disso, um curso na área de segurança do trabalho pode te capacitar ainda mais para a função.

 

Ainda sobre a confecção do seu mapa de riscos para evitar acidentes de trabalho e doenças correlatas, é importante que você busque apoio na hora de confeccioná-lo. Além de envolver o pessoal da CIPA, você deve buscar a equipe do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT).

 

Todos os dois grupos já passaram por experiências de trabalhos anteriores e conseguem levantar mais estatísticas sobre o mundo dos acidentes de trabalho, o que ajuda bastante na hora de desenvolver um plano de prevenção a acidentes.

 

No desenvolvimento do seu mapa de riscos é muito importante que você busque ainda a participação de mais dois grupos diretamente envolvidos no assunto: seu pessoal de casa mais experiente e também os funcionários que vivenciam o ambiente.

 

Juntamente aos registros dos acidentes de trabalho que possam ter acontecido em sua empresa, o pessoal com mais tempo no negócio poderá detalhar melhor os casos que conhecem e trazer informações que talvez não tenham sido propriamente registradas, mas que serão úteis na elaboração do seu mapa de riscos.

 

Quanto aos colaboradores que atualmente exercem funções dentro da planta, eles são muito importantes para oferecer impressões sobre o que reparam na rotina do trabalho.

 

Esses depoimentos, com certeza, vão corroborar com algumas impressões sobre os perigos iminentes que talvez você já tenha considerado ou oferecer pistas de novas ameaças ainda não listadas.

 

Considerando toda essa experiência conjunta com a metodologia já conhecida e experimentada da ferramenta e com um bom cruzamento de informações da sua folha de pessoal, que vai trazer detalhes à tona como idade, gênero, ferramentas utilizadas e função, você terá em mãos tudo o que é necessário para o desenvolvimento de um bom mapa de riscos.

 

A criação do seu mapa de riscos

 

Levantadas as informações relevantes para a tarefa, é chegada a hora da efetiva criação do seu mapa. Para isso, ter uma planta baixa da empresa é uma ótima ideia, mas se não houver, tudo bem: um croqui resolve.

 

Para ficar de fácil entendimento, o mapa de riscos trabalha com informações gráficas alterando tamanhos de formas e cores.

 

Utilizando o croqui ou planta da empresa, identifique as áreas onde existem os riscos. A classificação deles será dada pelas seguintes cores:

 

1. Grupo de riscos físicos (VERDE): vibrações, radiação ionizante e não ionizante, calor, frio umidade e pressões anormais.

2. Grupo de riscos químicos (VERMELHO): neblinas, gases, vapores, poeiras, fumos, substâncias compostas e produtos químicos em geral.

3. Grupo de riscos biológicos (MARROM): bactérias, vírus, parasitas, bactérias e bacilos.

4. Grupo de riscos ergonômicos (AMARELO): levantamento e transporte manual de peso, controle rígido de produtividade, esforço físico intenso, imposição de ritmos excessivos, trabalho em turno noturno, monotonia e repetitividade, jornadas de trabalho prolongadas e outras situações provocadoras de estresses psíquico e físico.

5. Grupo de riscos de acidentes (AZUL): máquinas e equipamentos sem proteção, iluminação inadequada, probabilidade de incêndios ou explosões, animais peçonhentos, arranjo físico inadequado, armazenamento inadequado e outras situações que possam acabar em acidentes.

 

Para identificar na sua planta a gravidade do risco correspondente a cada cor conforme indicada, você deverá incluir círculos com tamanhos diferentes e nas cores dos riscos relacionados. Para os riscos de acidentes de trabalho menos expressivos, coloque um círculo pequeno.

 

Em locais onde as chances de acidades e doenças de trabalho são razoáveis, utilize círculos medianos. As regiões onde os riscos forem maiores deverão ser indicadas com círculos maiores.

 

Utilizando tais proporções de tamanhos dos círculos com a atenção que deve ser dada a cada ameaça e o tipo de perigo indicado pela cor, somente falta fazer uma coisa: escrever exatamente qual o risco indicado no mapa.

 

Assim, se uma área for identificada com um círculo verde (riscos físicos), é importante que você coloque, por exemplo, a palavra “calor”. Dessa maneira, todos saberão que há alguma chance de acidentes naquela área por queimaduras físicas.

 

Depois de feito todo o trabalho, é muito importante que você cuide para que cada mapa de risco seja afixado nas áreas correspondentes e que todos os funcionários sejam informados de como eles identificam os riscos daquele setor.

 

 

 

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domingo, 23 de janeiro de 2022

 




 

GUIA DAS NORMAS REGULAMENTADORAS – NR’s

 



A segurança no trabalho é regulamentada por diversas normas que devem ser observadas pelos empresários e, para garantir essa segurança, o esforço dos técnicos de segurança do trabalho é essencial.

 

Para um bom exercício de suas funções é importante dominar as Normas Regulamentadoras e seus termos técnicos.

 

Normas Regulamentadoras

 

A CLT regulamenta em seu art. 200 que caberá ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) estabelecer disposições complementares às normas de proteção do trabalhador tratadas na lei.

 

Visando cumprir a determinação legal, as Normas Regulamentadoras foram criadas pelo MTE com a finalidade de padronizar diversos procedimentos relacionados à segurança e à medicina do trabalho.

 

Atualmente, existem 35 NR’s vigentes (a NR-27 foi revogada). São elas:

 

NR-1: disposições gerais;

NR-2: inspeção prévia;

NR-3: embargo ou interdição;

NR-4: serviços especializados em engenharia de segurança e em medicina do trabalho;

NR-5: Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA);

NR-6: Equipamentos de Proteção Individual (EPI);

NR-7: programa de controle médico de saúde ocupacional;

NR-8: edificações;

NR-9: programa de prevenção de riscos ambientais;

NR-10: segurança em instalações e serviços em eletricidade;

NR-11: transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais;

NR-12: segurança no trabalho em máquinas e equipamentos;

NR-13: caldeiras e vasos de pressão;

NR-14: fornos;

NR-15: atividades e operações insalubres;

NR-16: atividades e operações perigosas;

NR-17: ergonomia;

NR-18: condições e ambiente de trabalho na indústria da construção;

NR-19: explosivos;

NR-20: segurança e saúde no trabalho com inflamáveis e combustíveis;

NR-21: trabalhos a céu aberto;

NR-22: segurança e saúde ocupacional na mineração;

NR-23: proteção contra incêndio;

NR-24: condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho;

NR-25: resíduos industriais;

NR-26: sinalização de segurança;

NR-28: fiscalização e penalidades;

NR-29: segurança e saúde no trabalho portuário;

NR-30: segurança e saúde no trabalho aquaviário;

NR-31: segurança e saúde no trabalho na agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aquicultura;

NR-32: segurança e saúde no trabalho nos serviços de saúde;

NR-33: segurança e saúde nos trabalhos em espaços confinados;

NR-34: condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção, reparação e desmonte naval;

NR-35: trabalho em altura;

NR-36: segurança e saúde no trabalho em empresas de abate e processamento de carnes e derivados.

 

Essas normas devem ser de conhecimento do profissional técnico em segurança do trabalho, pois são determinantes no desempenho de sua atividade.

 

Glossário de termos

 

Para compreender corretamente as instruções e regras contidas nas normas regulamentadores, é importante entender também os termos de segurança do trabalho utilizados.

 

Para ajudar, elencamos os principais em ordem alfabética. Confira:

 

Acidente de trabalho: aquele que ocorre dentro ou a serviço da empresa ou no trajeto de ida e volta e cause lesão corporal ou perturbação funcional no empregado.

Agente de risco: agente que provoca riscos à saúde, segurança e meio ambiente.

Adicional de insalubridade: adicional pago aos funcionários que trabalham em condições insalubres.

Adicional de Penosidade: adicional pago aos funcionários que trabalham em condições penosas.

Adicional de periculosidade: adicional pago aos funcionários que trabalham em condições perigosas.

Agentes biológicos: micro-organismos e parasitas infectocontagiosos vivos e suas toxinas, como vírus, bactérias, fungos, etc.

Agentes ergonômicos: aqueles referentes ao ritmo e frequência do trabalho, como equipamentos e instrumentos que geram desgaste físico, emocional, dores musculares, etc.

Agentes físicos: ruídos, vibrações, radiações ionizantes, temperaturas ou pressões atmosféricas anormais e outras energias.

Agentes químicos: produtos, compostos ou substâncias químicas aos quais os trabalhadores estejam expostos e possam ter contato pela via respiratória, pela pele ou por ingestão.

Avaliação de risco: investigação da magnitude do risco, para calcular a probabilidade de eventos que causem perdas ou danos e seus impactos.

Blindagem: utilização de barreiras constituídas de materiais que absorvam radiações ionizantes.

Bem intangível: bem que não é físico, como uma marca ou o conhecimento.

Bem tangível: bem físico, como uma máquina.

Biossegurança: procedimentos que buscam evitar ou controlar possíveis problemas de saúde ou danos ao meio ambiente.

Classes de Fogo: é a classificação do tipo de fogo, conforme o material combustível e onde ocorre.

Doença do trabalho: aquela adquirida ou desencadeada por condições inadequadas de trabalho, expondo o trabalhador a agentes nocivos à saúde.

Doença ocupacional ou profissional: decorre da exposição a substâncias ou condições perigosas inerentes ao trabalho e atividades profissionais ou ocupacionais.

Critério de Referência (CR): Nível médio para o qual a exposição corresponderá a uma dose de 100% em um período normal de trabalho de 8 horas.

Equipamento de Proteção Individual (EPI): dispositivo de uso individual com finalidade de proteger a saúde e integridade física do trabalhador.

Estratégia de tratamento de risco: estabelece diferentes formas de gerir os riscos.

Fail-safe: conjunto de medidas para minimizar efeitos de uma falha.

Grau de risco: pode ser de 1 a 4, quanto maior a possibilidade de ocorrência de acidentes de trabalho, maior o grau de risco.

Impacto financeiro: cálculo de custos diretos e indiretos dos riscos, caso se concretizem.

Imperícia: falta de habilidade, experiência ou aptidão necessárias para o exercício da função ou profissão.

Imprudência: falta involuntária na observância de medidas de precaução e segurança necessária para evitar um mal ou infração da lei.

Limite de tolerância: limite da intensidade máxima tolerada de exposição a determinados agentes.

Locais confinados: espaços com limitação na entrada e saída de ventilação natural.

Mapa de riscos: mapa que indica os riscos no ambiente de trabalho.

Material combustível: possui ponto de fulgor maior ou igual a 70⁰ e menor ou igual a 93,3⁰.

Material inflamável: possui ponto de fulgor menor que 70⁰.

Nível de Exposição Normalizado (NEN): exposição convertida para a jornada de trabalho de 8 horas, comparada ao limite de exposição.

Nível de ação: ponto de partida das ações preventivas para minimizar as chances de exposições e agentes ultrapassarem os limites.

Nível de exposição: nível médio da exposição ocupacional diária.

Perfil Profissiográfico: descrição detalhada e individualizada de cada uma das funções existentes em uma empresa.

Plano de contingência: medida que utiliza normas e procedimentos a serem adotados, com atribuição de responsabilidades em caso de desastres.

Plano de continuidade: medidas planejadas em caso de risco para atividades e processos de funcionamento caso ocorra algum sinistro.

Plano de emergência: normas e procedimentos para minimizar os efeitos de situações envolvendo incêndios e suas consequências.

Plano de gerenciamento de crise: determina as ações e os responsáveis no caso de uma crise.

Plano de gerenciamento de riscos: análise e diagnósticos para definição de estratégias políticas e econômicas em caso de probabilidades de risco.

Radiação ionizante: radiação que ioniza os átomos e moléculas de uma superfície ao incidir sobre ela.

Radiação não-ionizante: radiação que não ioniza os átomos e moléculas.

Risco biológico: risco pelo contato com micro-organismos nocivos à saúde.

Risco humano: risco originado em ação ou omissão humana.

Risco natural: causado por fenômenos naturais.

Risco técnico: aquele resultante do mau emprego ou falha de equipamentos, utensílios ou instrumentos.

Ruído contínuo: ruído com duração superior a 1 segundo e sem intervalos.

Ruído intermitente: ruído que apresenta interrupções em sua emissão.

 

Como visto, a segurança do trabalho envolve diversas normas e termos técnicos que devem ser de conhecimento do profissional, por isso é sempre bom manter-se atualizado!

 

 

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