quarta-feira, 12 de agosto de 2020






ENTENDA QUAL É A RELAÇÃO
ENTRE SEGURANÇA DO TRABALHO E PSICOLOGIA!


A segurança ocupacional é fundamental para que a organização possa avançar com sucesso em sua trajetória. Prover as melhores condições de trabalho possíveis para colaboradores e criar uma cultura de prevenção na empresa contribui para o sucesso corporativo e para a qualidade de vida do time. Nesse cenário, há uma importante relação entre segurança do trabalho e psicologia.




Compreender que a subjetividade e o trabalho são articulados em uma rede complexa e que promover a segurança também passa por isso é essencial para criar boas estratégias de proteção da equipe.

Pensando nisso, preparamos este conteúdo especial, com informações sobre a relação entre segurança do trabalho e psicologia. Ficou interessado? Continue acompanhando para aprender mais sobre o tema!

Qual a importância da saúde mental e do bem-estar psicológico para os colaboradores?
A saúde mental dos colaboradores é essencial para que eles tenham um bom desempenho no trabalho. Muitos podem pensar que atividades operacionais e que não são intelectuais são completamente separadas do subjetivo, mas isso é um equívoco. É impossível eliminar o fator humano do ato laboral. Na verdade, o que é preciso fazer é saber administrar essa variável tão complexa.

O colaborador precisa de qualidade de vida e de boas condições físicas e psíquicas para ter um bom rendimento. Com bem-estar, ele consegue se concentrar melhor, age de forma mais consciente e lida de maneira efetiva e equilibrada com as dificuldades e as frustrações que são parte do cotidiano da atividade.

Possibilidade de erros existe em inúmeros contextos organizacionais. A saúde mental ocupacional aumenta as chances de evitar as falhas humanas. Os riscos não são eliminados completamente, mas, certamente, a possibilidade de acidentes diminui com um time bem-disposto, consciente de suas potencialidades e limites, empenhado e agindo com maturidade e equilíbrio.





Aspectos psicológicos que podem causar acidentes de trabalho

  • Percepção: o mundo é para as pessoas aquilo que elas percebem e não necessariamente a realidade como nós vemos.

  • Fadiga mental: saturação da percepção por exposição contínua e demorada a estímulos repetitivos que tendem a provocar respostas automáticas e podem ter como consequência um acidente.

  • Fadiga mental + fadiga física: potencialização do risco de acidentes.


Qual a relação entre segurança do trabalho e psicologia?

A segurança do trabalho caminha com a psicologia, construindo possibilidades para a proteção e a conscientização dos colaboradores. O psicólogo ocupacional tem um importante papel na organização. Ele atua na disseminação de conhecimentos sobre segurança, promovendo capacitações para a assimilação do saber sobre a saúde no trabalho.

Além disso, esse profissional realiza o suporte à saúde mental na empresa, atuando na identificação de doenças associadas à atividade. Diversos quadros, como depressão, estresse e ingestão excessiva de álcool, podem estar associados a dificuldades enfrentadas na realidade laboral. O psicólogo auxilia na identificação do problema e no encaminhamento adequado, para que o funcionário possa recuperar a saúde, ter mais qualidade de vida e restaurar a capacidade produtiva.

Quais são os benefícios que a aplicação da psicologia traz para a empresa?

A aplicação da psicologia na segurança do trabalho traz grandes benefícios para a empresa. Afinal, o custo subjetivo de um acidente de trabalho é um clima de insegurança e desconfiança, o que gera aumento de conflitos e prejuízos no clima organizacional.

Outro setor que pode contribuir muito é a área de Recursos Humanos, principalmente no processo de seleção, onde, com as ferramentas apropriadas, pode identificar com razoável grau de certeza, características psicológicas que podem causar acidentes em determinadas funções.

Quando se investe em segurança do trabalho e psicologia, os colaboradores tornam-se mais conscientes dos cuidados a serem tomados e também se sentem resguardados pelas políticas empresariais. O time percebe que tem com quem contar. Isso favorece o clima organizacional, estimula melhores relacionamentos e promove o engajamento dos profissionais.

Ademais, segurança do trabalho é investimento, com retornos qualitativos e quantitativos. Um time consciente, com maturidade e bem resguardado, produz mais e com qualidade.

Essas áreas, juntas, desenvolvem ações para melhorar o clima organizacional, promovem o encaminhamento adequado para problemas de saúde mental e ajudam na socialização do conhecimento sobre as posturas seguras nas atividades. O resultado disso é a geração de um ciclo virtuoso de cuidado e produtividade, com aumento dos rendimentos e diminuição de custos com políticas remediadoras.

Como vimos, a segurança do trabalho e a psicologia caminham em conjunto para a promoção da segurança e da conscientização dos profissionais. Assim, elas são fundamentais para a melhoria da qualidade de vida e para o cuidado com as questões de saúde mental ocupacional.

Mais uma vez, destacamos que o apoio de um psicólogo ocupacional na empresa é essencial para que os processos caminhem com sucesso e a equipe tenha o apoio e a conscientização necessários para um bom trabalho.


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SEGURANÇA E SAÚDE NO AGRONEGÓCIO:
SAIBA MAIS SOBRE A NR 31





O agronegócio é um dos setores mais importantes da economia brasileira, uma vez que emprega, aproximadamente, 18 milhões de trabalhadores, ou seja, cerca de 20% dos profissionais no país. Mas assim como em qualquer outra atividade laboral, esses trabalhadores estão sujeitos a riscos.

É aí que entra a saúde e segurança no agronegócio, como uma questão central para quem atua no setor. Os riscos vão desde acidentes com máquinas e equipamentos utilizados na agroindústria, passando pelo risco químico devido à manipulação de agrotóxicos e, até mesmo, psicológicos, relacionados à organização do trabalho e estresse.

A Norma Regulamentadora que se refere ao trabalho nesse setor é a NR 31. Continue a leitura deste post e entenda mais sobre o que essa legislação propõe!





O que é a NR 31

Trata-se da norma que dita as regras de saúde e segurança que devem ser aplicadas no trabalho da agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aquicultura. Ainda, inclui tanto os cuidados relacionados aos trabalhadores quanto aspectos de preservação do meio ambiente.

Os principais elementos da NR 31

Por ser uma norma que se refere à uma área muito diversificada, a NR 31 tem uma série de elementos que devem ser seguidos pelos empregadores no agronegócio. Os principais são:

  • as diretrizes para o trabalho com o uso de agrotóxicos e produtos semelhantes;

  • regulamentação sobre o descarte de materiais e resíduos, reduzindo o impacto que o agronegócio gera no ambiente;

  • elementos relacionados à ergonomia para o trabalhador rural;

  • procedimentos de segurança para trabalhadores que operam máquinas e equipamentos;

  • diretrizes para o transporte de cargas, inclusive, de trabalhadores no meio rural;

  • procedimentos para os trabalhadores que precisam lidar com animais no ambiente de trabalho;

  • disposições sobre a proteção de trabalhadores em relação à exposição ao clima;

  • determinação dos EPIs que devem ser utilizados pelos trabalhadores rurais.


As obrigações do empregador rural

Além dessas e outras diretrizes, a NR 31 também traz as obrigações de um empregador rural em relação aos trabalhadores e ao ambiente de trabalho. Confira quais são as principais:

  • ser responsável por avaliar os riscos e condições de trabalho no seu ambiente e, a partir disso, adotar medidas de prevenção e de proteção dos trabalhadores;
  • promover melhorias de forma a prover ótimas condições de saúde e segurança para o time;

  • analisar causas de acidentes e doenças de modo a evitar que eles ocorram novamente;
  • instruir os colaboradores sobre os procedimentos que eles devem adotar para assegurar a própria segurança;

  • fornecer todos os EPI's necessários para salvaguardar a saúde e a segurança da equipe.


Como vimos, a NR - 31 é a principal norma que trata sobre a saúde e segurança do trabalho no agronegócio. Assim, tanto colaboradores quanto empregadores precisam conhecer suas disposições de modo a evitar acidentes, doenças e, até mesmo, dar suporte para que a indústria atue de forma coerente com o que é exigido pela legislação, evitando maiores problemas com órgãos governamentais.

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terça-feira, 11 de agosto de 2020







QUAIS CUIDADOS DEVEM SER TOMADOS
POR EMPRESAS QUE ATUAM NO SETOR DE ÓLEO E GÁS?


As empresas que atuam no setor de óleo e gás estão em um mercado que pode ser muito lucrativo. Ao mesmo tempo, é necessário seguir uma rigorosa legislação, o que previne acidentes no trabalho e grandes impactos ambientais.

Quando os problemas acontecem, as empresas precisam arcar com valores de indenizações e multas, muitas vezes bastante expressivos. Por isso, é fundamental saber o que fazer para evitar que essas situações aconteçam. Neste texto, você verá qual a importância de investir na segurança dos trabalhadores e o que pode ser feito nesse sentido.

Qual a importância de investir na segurança dos trabalhadores

Os colaboradores que trabalham no segmento de óleo e gás estão expostos a vários riscos que podem colocar a saúde em perigo e contaminar o meio ambiente. Se você acha que isso é muito, saiba que as empresas também podem ser impactadas tanto na área operacional como no aspecto financeiro por essa falta de cuidado.

Os problemas dos profissionais podem ser causados por intoxicação, devido a gases como hidrocarbonetos e gás sulfídrico. Com isso, é possível gerar asfixia, narcose e irritação.

Além disso, ao transportar os produtos, é possível ter emissão de gases e vapores, podendo acontecer vazamentos, incêndios e explosões. Quem trabalha com refino também está exposto ao enxofre, hidrocarbonetos e outros gases. Na distribuição, as pessoas podem sofrer com dermatites quando entram em contato com lubrificantes ou desengordurantes de combustíveis.

No meio ambiente, os impactos também são bem visíveis. Em 2019, por exemplo, parte dos litorais do norte e nordeste sofreu com vazamento de óleo. Na ocasião, a fauna e flora marinhas foram prejudicadas, o que também impactou o dia a dia das pessoas que trabalham com turismo.

Quando a empresa responsável é encontrada, ela deve arcar com os prejuízos, o que pode diminuir o potencial da instituição ou até mesmo inviabilizar os negócios, além de afetar negativamente a imagem da mesma.

Quais medidas podem ser realizadas

Veja agora algumas medidas que devem ser realizadas para que a empresa seja mais eficiente sem deixar a segurança de lado. Importante ressaltar que as medidas mais eficazes são as tomadas a título de “prevenção”, e para isso a análise dos processos e dos indicadores é de suma importância. Além disso, podemos citar:

Utilização de EPIs de qualidade

Diversas funções na indústria de petróleo e gás precisam dos equipamentos de proteção individual. O intuito é obedecer às orientações de segurança e à legislação vigente.

Alguns itens, como soluções respiratórias, máscaras de solda e materiais refletivos, ajudam a dar mais segurança aos colaboradores, já que eles podem passar por condições desafiadoras. Quando os EPIs são ignorados ou utilizados de maneira inadequada, a possibilidade de que acidentes aconteçam é maior.

Treinamento eficaz

Todos os colaboradores precisam entender quais são os benefícios da utilização dos EPIs e a importância de seguir todas as orientações repassadas. Eles devem compreender que as regras proporcionam mais segurança ao trabalho, evitando que acidentes aconteçam.

Planejamento eficiente

Uma empresa que realmente deseja diminuir os gastos com indenizações e multas, além de trazer mais segurança para os colaboradores, precisa ter um planejamento eficiente, contando com as melhores práticas para evitar que os problemas ocorram. Ainda, ela também deve ter um plano claro para lidar com possíveis acidentes.

Por fim, destacamos que, para evitar ter problemas com a legislação de óleo e gás, é fundamental contar com a ajuda de uma empresa especializada. Ela se torna responsável por auxiliar sua instituição em todas as etapas necessárias. Com isso, os gestores ficam mais seguros de que todas as medidas necessárias serão tomadas.




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QUAL A RELAÇÃO ENTRE
SEGURANÇA DO TRABALHO E A SUSTENTABILIDADE?


Entre as principais finalidades da segurança do trabalho está a promoção de uma cultura empresarial que foque na saúde e integridade física dos funcionários. Assim, é importante que a sustentabilidade esteja alinhada com as práticas a serem implementadas, já que isso pode trazer grandes efeitos.

Durante anos, a sociedade se baseou em um modelo de desenvolvimento que não levava em consideração os impactos causados ao meio ambiente, à saúde e ao conforto dos trabalhadores. Contudo, por se tratar de um tema extremamente importante, até porque nos afeta diretamente, segurança do trabalho e sustentabilidade são assuntos que precisam ser cada vez mais debatidos e esclarecidos entre as pessoas e as empresas.

Por esse motivo, preparamos um conteúdo abordando o conceito de sustentabilidade, o atual panorama da segurança do trabalho e de que forma esses contextos se relacionam. Acompanhe!



O que é sustentabilidade?

Cabe destacar, inicialmente, que o assunto sustentabilidade começou a ser discutido pela sociedade em meados da década de 70, na Primeira Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, na Suécia.

A sustentabilidade nada mais é do que um conjunto de medidas que visam atender às necessidades da geração atual sem comprometer a qualidade de vida e o desenvolvimento das futuras gerações.

Importante ressaltar que a sustentabilidade vai muito além da causa ecológica, pois, além do meio ambiente, ela trata de aspectos sociais e econômicos.




Qual a importância da segurança do trabalho?

O Brasil, infelizmente, é um dos países que mais registram ocorrências de acidentes de trabalho, figurando na quarta colocação no ranking mundial. Desse modo, anualmente, milhares de colaboradores sofrem com a falta de segurança nos ambientes ocupacionais e acabam sendo vitimados devido à perda do controle dos riscos.

Considerando esse cenário, percebemos facilmente o quão importante e valioso é a promoção de medidas preventivas que visam a garantia da saúde e do conforto humano no trabalho, como:

  • utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC’s);

  • investimento no setor de Segurança do Trabalho;

  • criação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA);

  • conscientização dos colaboradores por meio de uma cultura interna de segurança do trabalho;

  • realização correta da análise e do mapeamento dos riscos;

  • atenção ao cumprimento das normas regulamentadoras específicas para a área de atuação da empresa (essencialmente as que se relacionam aos ambientes insalubres e à descrição de EPIs), entre outros.


Como as duas áreas se relacionam?

Engana-se quem acha que as práticas de sustentabilidade refletem apenas em benefícios para o meio ambiente e a natureza. O bem-estar humano e a qualidade de vida da sociedade também colhem os frutos.

Nesse contexto, como a segurança do trabalho tem o intuito de preservar a saúde humana e proteger o trabalhador contra os riscos ocupacionais, ela, com a sustentabilidade, também impacta o bem-estar social, proporcionando cada vez mais o desempenho de tarefas com qualidade, segurança e conforto.

Ao promover a qualidade de vida da equipe, as companhias impactam não somente a produtividade e seus resultados, mas também a vida dos funcionários, que se tornam mais motivados, o que auxilia na construção de uma sociedade sustentável, capaz de administrar os problemas gerados pelo crescimento econômico.

Quais os benefícios da segurança do trabalho e da sustentabilidade?

Entre os principais benefícios dessas ações, podemos citar:

  • prevenção de acidentes: tendo em vista que a conscientização consegue diminuir muito os riscos de que os funcionários se acidentem no ambiente laboral. Por exemplo, ao manipularem produtos químicos que possam afetar sua saúde;

  • valorização da imagem da empresa: tendo em vista que essa preocupação com os colaboradores de uma forma mais ampla e por conseguinte, sustentável, vai proporcionar uma imagem positiva no mercado;

  • motivação e engajamento da equipe: os funcionários conseguem visualizar a importância que a empresa dá ao seu time e ao ambiente externo, o que faz com que eles se sintam mais motivados e produtivos.


Como precisa ser um plano que alinhe segurança do trabalho e sustentabilidade?

Essa não é uma tarefa simples, já que o programa precisa gerar boas condições para a equipe. Entre as práticas que podem ser implementadas, destacamos:

  • desenvolver e ministrar, de forma constante e periódica, treinamentos que atualizem os colaboradores sobre as políticas, práticas e processos da organização;

  • disponibilizar e orientar sobre o uso adequado dos EPIs;

  • desenvolver boas medidas que assegurem a prevenção de doenças laborais;

  • promover campanhas de prevenção de acidentes;

  • incentivar a boa alimentação e a prática de exercícios físicos;

  • oferecer acompanhamento psicológico, entre outras estratégias.

  • fazer o pagamento de insalubridade e periculosidade de acordo com as atividades desenvolvidas por cada empregado e os requisitos presentes em lei.



Como realizar um plano eficiente?

Existem alguns fatores que devem ser observados no momento da elaboração de um bom plano. Conheça alguns deles:

  • identifique os erros: quando uma atividade é executada de forma diversa do esperado, o funcionário pode se expor a certos riscos desnecessários. Então, é preciso montar uma orientação sobre como proceder com eficácia;

  • faça uma boa gestão dos riscos: entender e mapear os riscos que ocorrem em cada função desempenhada dentro da empresa simplifica a reestruturação dos processos e a procura por novas maneiras de execução;

  • analise a gravidade do perigo da atividade: entender qual é o nível de gravidade de cada atividade ou situação de risco também é necessário para implementar medidas realmente eficazes;

  • avalie e entenda a exposição: verifique qual é o período em que o colaborador fica exposto às situações que geram ameaças;

  • analise as probabilidades de ocorrência de um acidente: averigue de forma minuciosa as chances do acidente gerar sequelas nocivas à saúde e ao meio ambiente, considerando todos os pontos anteriormente apontados.


Após compreender todos os aspectos, é necessário ter em mente que cada organização deve construir seu próprio plano de segurança do trabalho e sustentabilidade, conforme o seu desenvolvimento no mercado, atividades exercidas e seus principais riscos.

Por esse motivo, o ideal é contar com a ajuda de uma empresa especializada em gestão de riscos, que presta consultoria, assessoria, treinamento e assistência técnica pericial em saúde ocupacional, segurança do trabalho e meio ambiente, como a SAFE.

Por meio de experiência no assunto e uma equipe altamente qualificada, é possível usufruir de vários benefícios importantes para os resultados do negócio.

Portanto, agora que você já sabe como a segurança do trabalho e a sustentabilidade se relacionam, fica mais simples perceber como é importante uma empresa investir em ambientes ocupacionais seguros e práticas de produção/desenvolvimento classificadas como sustentáveis. Vale ressaltar ainda que essas medidas jamais devem ser encaradas como uma despesa, mas sim como um investimento, que seguramente dará retorno.



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sexta-feira, 7 de agosto de 2020






O QUE É BIOSSEGURANÇA E
POR QUE É TÃO IMPORTANTE


Basicamente todos os ambientes de trabalho fornecem riscos aos seus trabalhadores, sendo um destes riscos, os biológicos, que além de serem nocivos à saúde de trabalhadores, também podem afetar o ambiente e terceiros e um dos meios de prevenção deste risco é a biossegurança.

Principalmente quando se trata da manutenção da cultura de SST em ambientes, principalmente, hospitalares, laboratoriais e farmacêuticos, a biossegurança é um fator de prevenção fundamental para a segurança dos profissionais da saúde, entre outros trabalhadores que circulam ou permanecem no ambiente de trabalho.



O Observatório de Segurança e Saúde do Trabalho (SmartLab) demonstra que as Atividades de atendimento hospitalar e Atividades de atenção ambulatorial executadas por médicos e odontólogos fazem parte do ranking das 10 atividades mais críticas que registram acidentes de trabalho por agente biológico no Brasil, no período de 2015 a 2018.

Ranking das 10 Atividades Econômicas com Mais Notificações de Acidentes de Trabalho

No acervo de entrevistas disponíveis no portal da Universidade Aberta da Saúde do Brasil (UNA-SUS) é destacado que a biossegurança “… são ações voltadas para prevenção, proteção do trabalhador e a minimização de riscos, visando a saúde do ser humano, animais, preservação do meio ambiente e a qualidade dos resultados.

São diversas as medidas de segurança que devem ser tomadas para garantir a integridade do profissional, para isso faz-se necessário o hábito das boas práticas e a fiscalização dos responsáveis por preservar a segurança.”.

Desse modo, esta é uma das principais medidas de segurança a serem adotadas nos ambientes de trabalho, e para esclarecer melhor o assunto, trouxemos esse artigo para explicar o que é biossegurança.



O que é Biossegurança?

A biossegurança é um conjunto de normas e medidas empregadas para prevenir os trabalhadores de riscos biológicos e evitar acidentes de trabalho envolvendo os agentes biológicos, agindo diretamente na contenção e eliminação dos riscos de exposição.

As medidas de prevenção são mais comumente aplicadas em hospitais e instalações laboratoriais, no controle dos agentes biológicos aos quais os profissionais ficam expostos.

Os riscos biológicos podem ser considerados como microorganismos tais como, bactérias, fungos, protozoários, vírus, parasitas etc., agentes biológicos que ao invadir o organismo humano por via cutânea, digestiva e/ou respiratória causam algum tipo de patologia como, por exemplo, tuberculose, AIDS, hepatites, tétano, micoses etc.

As medidas de biossegurança abrangem uma gama de atitudes envolvendo os agentes biológicos, indo desde o uso adequado de EPI’s ao transporte e descarte de lixo hospitalar e equipamentos, tendo sempre como objetivo evitar a contaminação de pessoas e do meio ambiente ao redor.

Biossegurança na Legislação Brasileira

As normas de biossegurança estão presentes na legislação brasileira com o intuito de preservar a vida e promover mais segurança em qualquer atividade que envolva agentes biológicos, dispostas na Lei de Biossegurança 11.105 de 24 de Março de 2015.

Além da segurança em diversos ambientes de trabalho que possam ser expostos a riscos biológicos, como hospitais, laboratórios farmacêuticos, clínicos, hemocentros, centros de pesquisa e universidades, nesta lei, constam ainda a lista dos riscos relativos às técnicas de manipulação de organismos, alimentos transgênicos, etc.

A Biossegurança na SST

A relação da biossegurança com a Segurança e Saúde do Trabalho é pertinente para prevenir acidentes de trabalho, visto que se trata de um conjunto de medidas para eliminar ou amenizar um risco ocupacional e são os trabalhadores da área da saúde que ficam diretamente expostos à este risco.

Do ponto de vista da saúde ocupacional, os acidentes mais comuns nesta área são cortes ou perfurações e caso o ferimento entre em contato com um agente biológico uma contaminação pode acontecer com o profissional da saúde. Acidentes de trabalho que podem ser evitados com a implantação de práticas relacionadas com a Segurança e Saúde do Trabalho.

Como qualquer outra medida de segurança, a Biossegurança evita acidentes dos mais diversos tipos, desde o simples uso dos EPI’s evitando a contaminação ao descarte correto de resíduos evitando contaminação de terceiros e do ambiente em torno do hospital, por exemplo.

Reduzir os riscos aos quais os trabalhadores estão expostos é essencial nestes casos, ainda mais se levarmos em conta os tipos de materiais e de reagentes que eles utilizam em suas rotinas e ambientes de trabalho.

A Segurança do Trabalho destes ambientes depende da adoção e do cumprimento das normas de Biossegurança, e são os técnicos e engenheiros de segurança que, com base na identificação prévia dos riscos, recomendam e aplicam essas normas.

Para amenizar os riscos de um ambiente hospitalar, há desde as medidas de segurança mais simples, como os procedimentos relacionados com as Boas Práticas de Limpeza ou Higiene (BPL) e/ou a adoção de EPI’s até mais amplas, como redesenhos do layout e/ou os sistemas de esterilização do ar, exemplos de medidas de proteção coletiva. Além disso, é necessário planejar um conjunto de treinamentos periódico de todos os trabalhadores sobre os procedimentos de biossegurança.

As principais medidas de biossegurança do Trabalho voltadas para reduzir os níveis de exposição aos riscos biológicos são:

EPI – Equipamento de Proteção Individual

  • Luvas: Para enfermeiros, médicos, agentes de laboratório, etc. Sendo descartáveis.

  • Jalecos e aventais de manga longa: Devem estar sempre fechados, serem lavados e descontaminados após o uso e nunca devem ser usados fora do ambiente de trabalho;

  • Máscaras: Para evitar a inalação dos agentes nocivos;

  • Óculos de proteção, protetor facial: Para evitar contaminação pelas vias aéreas;

  • Sapatos fechados: Também devem sempre ser lavados e esterilizados após o uso e jamais serem usados fora do ambiente hospitalar.


EPC – Equipamento de Proteção Coletiva

  • Cabines de segurança: Equipamentos que contém os agentes infecciosos;

  • Lava olhos: Muito comum em laboratórios, instrumento utilizado para limpeza rápida dos olhos;

  • Autoclave: Esteriliza instrumentos por calor.


O processo de avaliação dos riscos no ambiente de trabalho e a implantação do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) também são medidas técnicas críticas que garantem a biossegurança dos trabalhadores.

São procedimentos da Segurança e Saúde do Trabalho que também devem ser apoiadas com medidas educacionais (treinamentos, Dialogo Diário de Segurança (DDS), palestras etc.) e medidas médicas definidas no Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), entre outros programas elaborados para a biossegurança.

Uma outra prática que auxilia é a Inspeção da Segurança e Saúde do Trabalho a partir dos requisitos das Normas Regulamentadoras (NR’s) consideradas. É uma prática que pode ser conduzida com o uso da tecnologia e agiliza as inspeções de segurança por meio de um aplicativo e gera relatórios automaticamente para os responsáveis pela biossegurança.



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PERDA AUDITIVA INDUZIDA POR RUÍDO:
O QUE É E COMO PREVENIR?



A perda auditiva induzida por ruído — também chamada de PAIR — é uma doença ocupacional caracterizada pela redução progressiva da audição, devido à exposição frequente a graus elevados de ruído no ambiente de trabalho. Essa perda costuma ser lenta e não leva à surdez total, porém a diminuição da capacidade auditiva é significativa e perceptível.

As indústrias são os locais mais propícios para a ocorrência dessa enfermidade nos colaboradores, por isso, é necessário investir em ações preventivas para garantir a saúde e bem-estar de toda a equipe.




Continue lendo este conteúdo para saber um pouco mais sobre a perda de audição e como preveni-la.

Qual a definição da PAIR?

De a acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID) 10-H 83.3, a PAIR é uma enfermidade laboral que representa a redução gradual da audição. Ela é neurossensorial (problemas no ouvido interno), irreversível e pode ser não progressiva, caso a exposição ao ruído seja eliminada.

Os segmentos que apresentam ruído mais abundante são:

  • construção civil;

  • fábricas de alimentos;

  • marcenarias;

  • marmorarias;

  • metalúrgicas;

  • tecelagens.


Além disso, existem outros agentes causais, que atuam de maneira isolada ou simultânea à exposição ao ruído constante, podendo também prejudicar a percepção de escuta do colaborador:

  • químicos — arsênio, cobalto, manganês, mercúrio e solventes;

  • físicos — calor intenso, radiações e vibrações;

  • biológicos — bactérias e vírus.


Quais são os sintomas da doença?

Inicialmente, é difícil notar uma PAIR, pois é uma enfermidade silenciosa e gradual que costuma ser percebida muito tempo depois.

Porém, há alguns sintomas que podem indicar o problema.

  • Auditivos:

  • dificuldade em escutar conversas em ambientes barulhentos;

  • incapacidade de ouvir sons mais agudos;

  • sensação de pressão no ouvido;

  • presença de zumbidos, especialmente quando está em local silencioso;

  • os sons parecem distantes e abafados.

  • Não-auditivos:

  • coceira no ouvido;

  • dificuldade para falar;

  • dor de cabeça constante;

  • insônia;

  • transtornos neurológicos.


Esses sintomas podem durar horas ou dias após a exposição ao barulho. Mesmo que esses sinais cessem, algumas células do sistema auditivo podem ter sido danificadas de forma definitiva. Por isso, é necessário aplicar normas preventivas.

Como evitar a perda auditiva induzida por ruído?

Além do uso obrigatório de protetores auriculares, as medidas que devem ser tomadas em ambiente laboral para evitar a PAIR são:

  • fazer a lubrificação e manutenção das máquinas e equipamentos;

  • orientar sobre quanto tempo um funcionário pode ficar sujeito a uma determinada fonte de ruído;

  • instalar barreiras acústicas nas máquinas, paredes e teto;

  • utilizar maquinários e ferramentas mais silenciosas;

  • se possível, operar máquinas ruidosas durante os horários em que os colaboradores não estão próximos;

  • oferecer um ambiente onde a equipe fique longe de ruídos em períodos de descanso e alimentação;

  • eliminar completamente o ruído em setores que exigem atividades mentais (administração, contabilidade, gestão, enfermaria, RH etc.).


Tudo isso deve ser providenciado com o apoio do Programa de Conservação Auditiva (PCA), que reúne medidas coordenadas para prevenir a PAIR. Além disso, esse documento deve estar anexado ao Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA).

Os principais objetivos do PCA são:

  • adequar a empresa às exigências trabalhistas;

  • fazer o diagnóstico precoce de problemas na audição por meio de exames (audiometria);

  • identificar e tratar funcionários com déficit auditivo;

  • diminuir o custo de insalubridade.


E então, compreendeu o que é a perda auditiva induzida por ruído e como evitá-la na sua empresa? Se você investir em medidas preventivas para eliminar o surgimento da PAIR, certamente vai melhorar a qualidade de vida dos seus colaboradores, além de livrar-se de multas e processos trabalhistas.

O que achou deste conteúdo? Ainda tem dúvidas sobre o tema? Utilize o campo de comentários abaixo e envie sua pergunta para nós.



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