terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

 



 

SAIBA COMO IMPLANTAR UMA CULTURA DE SEGURANÇA DO TRABALHO.

 

 


 

De extrema importância para as empresas, a cultura de segurança do trabalho consiste em um conjunto de valores, atitudes, comportamentos e práticas voltados para a prevenção de acidentes e a proteção da saúde dos trabalhadores.

Inclusive, deve ser incorporada em todos os níveis da organização, desde a alta liderança até os colaboradores da linha de frente, uma vez que é essencial para garantir um ambiente que preserve a vida e a integridade dos funcionários e dos gestores.

 

O que é uma cultura de segurança do trabalho?

A cultura de segurança do trabalho é o entendimento e a adoção de práticas que buscam reduzir riscos, prevenir acidentes e garantir o bem-estar dos trabalhadores. Ela envolve o comprometimento de todos os membros da organização em seguir protocolos de segurança.

A implantação desse tipo de cultura é muito mais do que uma medida para cumprir determinadas normas. Trata-se de criar um ambiente onde a segurança de todos é uma prioridade.

 

Qual a sua importância para a prevenção de acidentes?

A cultura de segurança do trabalho é fundamental para a prevenção de acidentes, pois vai além da implementação de normas e procedimentos. Ao criar um ambiente no qual os colaboradores se sentem parte do processo de segurança, aumenta-se a conscientização e o engajamento de todos.

Isso leva a uma maior vigilância sobre os riscos e a uma resposta rápida quando as condições de segurança estão comprometidas, o que pode evitar lesões, danos materiais e até fatalidades.

Sem contar que a empresa agirá de acordo com a legislação trabalhista brasileira, que prevê que todas as organizações sigam as Normas Regulamentadoras - NR’s, as quais são disponibilizadas e aplicadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT, para garantir a saúde de todas as pessoas.

 

Quais as etapas para implantar uma cultura de segurança do trabalho?

As etapas para a implantação de uma cultura de segurança do trabalho são essenciais para incorporar boas práticas com esse propósito no dia a dia da organização. Confira as principais, a seguir!

 

Diagnóstico

O primeiro passo é realizar uma análise detalhada da situação atual da segurança na empresa, o que inclui etapas como:

·       identificar riscos;

·       avaliar o histórico de acidentes;

·       ouvir os colaboradores;

·       fazer auditorias de segurança;

·       compreender o comportamento dos colaboradores em relação às práticas de segurança;

·       verificar o cumprimento das normas de segurança.

O diagnóstico ajuda a entender onde estão as falhas e quais áreas precisam de mais atenção.

 

Planejamento e definição de metas

Com base no diagnóstico, é necessário definir objetivos claros e metas mensuráveis para melhorar a segurança no ambiente de trabalho. O planejamento deve envolver ações específicas para abordar os problemas identificados, como melhorias nos processos, investimentos em equipamentos de segurança e estratégias de engajamento.

 

Comunicação

Uma comunicação eficaz inclui informar todos os colaboradores sobre os riscos, as normas de segurança e a importância de cada um adotar comportamentos seguros. Campanhas educativas, treinamentos e reuniões periódicas são ferramentas importantes nesse processo de disseminar a cultura de segurança.

Também é recomendado incentivar que os colaboradores apontem os riscos que identificarem. Para isso, a gestão empresarial precisa criar uma cultura de reportar os riscos por um meio considerado oficial.

A pessoa pode mencioná-los anonimamente. O gestor, por sua vez, deve levar a situação para a área de segurança do trabalho e para o conhecimento da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio - CIPA. Assim, será possível investigar as causas, os potenciais riscos e as melhores soluções.

Posteriormente, os resultados de melhoria devem ser repassados por meio de números ou gráficos para que toda a equipe tenha acesso às informações como forma de aprendizado.

 

Treinamento

É necessário treinar todos os funcionários para garantir que eles compreendam as práticas e os procedimentos de segurança, como:

·       Uso correto de Equipamentos de Proteção Individual - EPI’s;

·       Melhores práticas de segurança;

·       Protocolos de emergência;

·       Gestão de emergências;

·       Primeiros socorros.

O treinamento deve ser contínuo e adaptado à realidade da empresa, com reciclagens periódicas e abordagens práticas que preparem os trabalhadores para situações reais.

 

Liderança e comprometimento

As lideranças da empresa desempenham um papel importante na implantação de uma cultura de segurança do trabalho. Elas devem ser exemplos, adotando atitudes seguras e incentivando a participação ativa dos colaboradores, bem como apoiando e fornecendo os recursos necessários para a implementação de medidas de segurança.

 

Integração da segurança ao planejamento estratégico

A segurança precisa ser vista como uma prioridade estratégica da empresa. As práticas de proteção devem ser integradas aos processos operacionais e às metas organizacionais, para que a proteção seja considerada em todas as decisões empresariais.

 

Monitoramento e avaliação

Após a implementação das ações, é essencial monitorar o andamento das atividades e avaliar os resultados. Isso envolve o acompanhamento de indicadores de segurança, tais como:

·       análise das taxas de acidentes de trabalho;

·       realização de auditorias internas;

·       acompanhamento do desempenho das equipes quanto às ações adotadas;

·       identificação de possíveis falhas nos processos.

A empresa deve estar sempre disposta a revisar e a melhorar suas práticas conforme necessário.

 

Feedback e melhoria contínua

Por fim, é importante criar um ciclo de feedback em que os colaboradores possam expressar suas percepções sobre os processos de segurança. A empresa deve estar aberta a mudanças e sempre buscar aprimorar suas práticas, criando um ambiente de melhoria contínua.

Então, agora que você já sabe um pouco mais sobre a cultura de segurança do trabalho, não deixe de incorporá-la na sua empresa. Lembre-se de que esse é um processo contínuo que exige o comprometimento de todos os níveis da empresa: alta direção e colaboradores.

Cada pessoa deve ter consciência da sua responsabilidade na criação de um ambiente mais produtivo e seguro para trabalhar. Somente com o envolvimento de todos é possível construir uma sólida cultura de segurança do trabalho, alcançando os objetivos de prevenir acidentes e proteger a saúde dos trabalhadores.

 

 

 

 

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10 COMPORTAMENTOS DE RISCO NO TRABALHO

 

 


 

Comportamentos de risco no trabalho podem resultar em acidentes, lesões ou até mortes. Portanto, compreender essas condutas é fundamental para implementar estratégias eficazes de prevenção e garantir a segurança do trabalhador e a de seus colegas.

O conhecimento é necessário para promover ambientes laborais mais seguros, proteger os colaboradores e a integridade da empresa. Neste artigo, vamos abordar alguns exemplos comuns de comportamentos de risco em diferentes setores de trabalho e suas implicações.

 

O que é um comportamento de risco no trabalho?

Comportamento de risco no trabalho nada mais é do que qualquer ação ou atitude que aumente as probabilidades de ocorrência de acidentes ou incidentes. Esses comportamentos são prejudiciais à saúde física ou mental dos trabalhadores e tendem a surgir por negligência, desinformação ou falta de treinamento adequado.

 

Qual a importância da identificação para a prevenção de acidentes?

O reconhecimento e a compreensão dos comportamentos de risco são essenciais para a criação de um ambiente de trabalho seguro. Quando essas ações são prevenidas ou corrigidas, é possível reduzir drasticamente as probabilidades de acidentes e de doenças ocupacionais.

A correção de atitudes de risco contribui para a diminuição dos custos com seguros, afastamentos e indenizações. A prevenção melhora o clima organizacional e a produtividade da empresa.

 

Quais os comportamentos de risco mais comuns em ambientes de trabalho?

Os comportamentos de risco variam de acordo com o tipo de trabalho, mas há alguns que são corriqueiros e que representam sérios riscos à integridade física dos trabalhadores. A seguir, separamos alguns exemplos típicos.

1. Uso inadequado de equipamentos de proteção individual (EPI’s)

Um dos exemplos mais conhecidos é a recusa de utilizar EPI’s como capacete de segurança em um ambiente de construção ou de colocar os óculos de proteção em laboratórios. A exposição a quedas de objetos, produtos químicos ou outros perigos pode causar lesões graves, tais como contusões, queimaduras e perda de visão.

As possíveis consequências de não utilizar os equipamentos de segurança vão de lesões sérias até o óbito, bem como multas para a empresa e o aumento dos custos com seguros e indenizações.

2. Desrespeito a procedimentos de segurança

Ignorar ou modificar Procedimentos Operacionais Padronizados - POP’s no no uso de máquinas ou equipamentos pesados, como operar uma empilhadeira sem seguir as instruções de segurança, também é um exemplo típico. Quem age dessa maneira pode sofrer as seguintes consequências:

·       comprometimento da produção;

·       esmagamentos;

·       quedas;

·       incêndio;

·       ferimentos causados por falhas nos processos;

·       penalidades legais.

3. Fatores psicossociais

Esses perigos estão associados a estresse, pressão psicológica, conflitos interpessoais e fadiga excessiva. Eles podem reduzir a concentração e aumentar a probabilidade de erros e acidentes ou oferecer comportamentos impulsivos.

Os impactos psicossociais afetam diretamente a saúde mental dos trabalhadores, sendo responsáveis por afastamentos, redução da qualidade do trabalho e aumento de doenças relacionadas ao estresse.

4. Trabalho sob efeitos de álcool ou outras drogas

Existem trabalhadores que consomem substâncias que alteram o comportamento, como álcool ou outras drogas, durante ou antes de suas jornadas de trabalho. Isso pode gerar redução da atenção, reflexos mais lentos e julgamento comprometido. Confira outros riscos:

·       aumento de acidentes;

·       risco de mortes ou lesões graves;

·       impactos negativos na performance organizacional;

·       potenciais processos legais.

5. Excesso de carga ou levantamento de peso de forma inadequada

Um trabalhador que tenta levantar um objeto pesado sem a técnica correta ou sem o auxílio de equipamento apropriado, como um carrinho de transporte ou guindaste, pode ser impactado por vários danos:

·       lesões musculares;

·       distensões;

·       hérnias;

·       fraturas.

Em trabalhos que exigem esforço físico intenso, como em depósitos ou na área da construção civil, os colaboradores afetados podem necessitar de afastamentos temporários ou permanentes, assistência médica e psicológica.

6. Falta de atenção ao ambiente de trabalho

Deixar ferramentas espalhadas pelo chão, não sinalizar áreas com risco de quedas ou não fazer a manutenção preventiva de máquinas são comportamentos com potencial de causar acidentes por tropeços, quedas ou choques elétricos.

As lesões podem ser simples ou graves e, em casos mais complexos, interromper as atividades e elevar as despesas operacionais.

7. Comportamento impulsivo ou imprudente

Outro exemplo é quando um trabalhador tenta completar uma tarefa rapidamente, pulando etapas essenciais ou ignorando uma verificação de segurança, porque está com pressa para terminar o serviço.

Esses erros podem comprometer a segurança, gerar falhas em sistemas de controle ou montagem, dando origem a incidentes. Os resultados são danos à integridade do trabalhador, estragos em materiais da empresa, entre outros.

8. Exposição excessiva a condições perigosas

Trabalhar em ambientes com níveis elevados de ruído sem o uso adequado de proteção auditiva ou em locais quentes sem pausas adequadas também é considerado comportamento de risco. Afinal, pode causar:

·       perda auditiva;

·       lesões térmicas;

·       problemas respiratórios;

·       doenças relacionadas à exposição prolongada a substâncias ou ambientes tóxicos.

Nesses casos, podem ocorrer afastamentos por doenças ocupacionais, gastos com tratamentos médicos e prejuízos à saúde dos profissionais.

9. Negligência com a manutenção de equipamentos

Utilizar máquinas ou ferramentas sem realizar a devida manutenção preventiva ou trabalhar com equipamentos visivelmente danificados também são práticas com potencial de ocasionar quebras inesperadas, incêndios, explosões ou ferimentos.

10. Falta de treinamento ou capacitação

Esse comportamento se efetiva quando um trabalhador executa uma tarefa complexa sem ter recebido o treinamento adequado. A capacitação é fundamental para trabalhar com equipamento pesado ou lidar com substâncias perigosas, evitar falhas no manuseio, intoxicações e outros riscos.

 

Qual a relevância da conscientização, do treinamento e da cultura de segurança?

Os trabalhadores devem entender a relação direta entre suas atitudes e o seu bem-estar, além de serem capacitados para agir de maneira segura em diversas situações. A conscientização sobre a segurança no trabalho e a realização de treinamentos constantes são indispensáveis para reduzir comportamentos de risco.

cultura de segurança, que deve ser promovida por todos os níveis da empresa, desde a alta direção até os operários, é essencial para garantir que todos compartilhem da responsabilidade no ambiente de trabalho. Promover ambientes seguros é essencial para o sucesso organizacional.

Então, agora que você já entendeu um pouco mais sobre o comportamento de risco no trabalho, não deixe de programar treinamentos para todas as equipes da sua empresa. Com isso, os times poderão trabalhar juntos para corrigir eventuais comportamentos inseguros, criando um ambiente mais seguro e produtivo para todos.

 

 

 

 

 

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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

 



 

GRO E PGR

O QUE SÃO E COMO IMPACTAM SST?

 


A segurança no trabalho é uma prioridade para empresas que buscam proteger seus colaboradores e garantir um ambiente saudável. Mas você sabe como o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) pode transformar a gestão de segurança no seu negócio?

Continue a leitura e descubra tudo sobre o GRO, sua relação com o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e como ele é fundamental para a saúde e segurança do trabalho.

 

O que é o GRO e como ele funciona?

O GRO é um conjunto de práticas e ações que visa identificar, avaliar e prevenir os riscos que podem comprometer a saúde e a segurança dos trabalhadores. Ele está inserido dentro das diretrizes de Saúde e Segurança no Trabalho (SST) e tem como objetivo criar um ambiente de trabalho mais seguro, minimizando o número de acidentes e doenças ocupacionais.

A regulamentação do GRO está prevista na NR-1 , que, em sua versão mais atualizada, tornou obrigatório o gerenciamento deste dentro das empresas. A Norma é a responsável por diretrizes claras e objetivas para a implementação de práticas preventivas no ambiente de trabalho. 

 

GRO x PGR: qual a diferença?

O GRO, na prática, é operacionalizado por meio do PGR, que possui dois componentes fundamentais:

Inventário de riscos ocupacionais: a identificação e avaliação dos perigos no ambiente de trabalho, com o objetivo de mapear os riscos presentes.

Plano de ação: o plano que define as ações e medidas para eliminar, reduzir ou controlar esses riscos de forma eficaz.

 

Embora o GRO e o PGR estejam profundamente relacionados, suas funções são distintas:

GRO: trata-se de todo o processo de gerenciamento de riscos ocupacionais, incluindo normas, planos, programas e cronogramas estabelecidos pela legislação. Ele é um processo contínuo e integrado de gestão da segurança no trabalho.

PGR: é a ferramenta que operacionaliza o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. O PGR traduz as diretrizes do GRO em documentos específicos, como o Inventário de Riscos e o Plano de Ação – que explicamos acima –, focando principalmente na prevenção de acidentes e na melhoria contínua do ambiente de trabalho.

 

Benefícios do GRO para a SST

Implementar o GRO traz uma série de vantagens para a empresa, tanto em termos de segurança quanto de produtividade.  

Redução de acidentes e doenças ocupacionais: ao identificar e mitigar riscos, o GRO contribui diretamente para a redução de incidentes que possam afetar a saúde e segurança dos colaboradores.

Ambiente de trabalho mais seguro: a implementação das medidas do GRO resulta em um ambiente mais seguro, o que favorece o bem-estar dos colaboradores e a confiança deles na empresa.

Legislação em dia: adotar o GRO garante que sua empresa esteja regulamentada com as exigências da NR-1, evitando penalidades e reforçando sua imagem como empresa responsável e comprometida com a segurança.

Preservação ambiental: além de focar na segurança dos trabalhadores, o Gerenciamento também considera a preservação ambiental, levando em conta os impactos ambientais das atividades da empresa.

 

Quem implementa o GRO?

A implementação do GRO é responsabilidade dos gestores e dos profissionais especializados em segurança do trabalho, como engenheiros, técnicos e membros da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes). Empresas de todos os portes, independentemente de sua classificação de risco, devem adotar as práticas previstas pela NR-1, assegurando que seus colaboradores estejam protegidos contra possíveis riscos no ambiente de trabalho.

 

Por que implementar?

Empresas que adotam práticas de SST demonstram comprometimento com a segurança, o que, por consequência, eleva a confiança da equipe e reduz custos relacionados a acidentes e afastamentos.

Para garantir uma implementação eficiente do GRO, é fundamental contar com o apoio de especialistas em Saúde e Segurança do Trabalho. O Grupo Ocupacional oferece soluções completas para empresas de todos os tamanhos, ajudando na criação de um ambiente mais seguro e em conformidade com as normas legais.

 



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RISCOS OCUPACIONAIS: ENTENDA OS 5 TIPOS

 


Riscos ocupacionais são situações ou condições no ambiente de trabalho que podem causar danos à saúde ou integridade física dos trabalhadores. Esses riscos podem variar desde exposições a agentes químicos até condições ergonômicas inadequadas, e sua identificação e gestão são importantes para garantir a segurança e o bem-estar dos colaboradores.

 

Os 5 tipos de riscos ocupacionais

1. Riscos Físicos

Riscos físicos são fatores ambientais que podem causar danos à saúde dos trabalhadores. Eles incluem:

Ruído: exposição a níveis elevados de ruído pode causar perda auditiva e estresse.

Vibrações: equipamentos que vibram podem provocar lesões musculoesqueléticas.

Temperatura: trabalhar em condições extremas de calor ou frio pode levar a doenças ocupacionais.

Radiações: exposição a radiações ionizantes ou não ionizantes pode causar sérios problemas de saúde.

 

2. Riscos Ergonômicos

Riscos ergonômicos: estão relacionados ao design do ambiente de trabalho e como ele interage com o corpo humano. 

Postura inadequada: trabalhar em posições desconfortáveis pode causar dores e lesões musculoesqueléticas.

Movimentos repetitivos: atividades que envolvem repetição de movimentos podem levar a distúrbios como LER/DORT.

Esforço físico excessivo: levantamento de peso ou aplicação de força podem causar lesões.

 

3. Riscos Biológicos

Riscos biológicos envolvem a exposição a microorganismos que podem causar doenças. Esses riscos são comuns em setores como saúde e agricultura. A transmissão pode ocorrer pelo contato com:

Bactérias: podem causar infecções graves.

Vírus: exposição a vírus como o da gripe ou COVID-19

Fungos: podem causar alergias e infecções.

 

4. Riscos Químicos

Riscos químicos são provocados pela exposição a substâncias químicas perigosas. Elas podem ser encontradas em várias indústrias, desde fábricas até laboratórios. Incluem:

Gases tóxicos: inalação de gases como monóxido de carbono.

Poeiras e fumos: inalação de partículas finas, o que pode causar doenças respiratórias.

Produtos químicos: manipulação de ácidos e solventes, o que pode causar queimaduras e intoxicações.

 

5. Riscos de Acidente

Riscos de acidente estão relacionados à possibilidade de ocorrerem eventos inesperados que podem causar lesões, como:

Quedas: escorregões ou quedas de alturas.

Choques elétricos: contato com equipamentos elétricos mal isolados.

Colisões: acidentes envolvendo veículos ou maquinário pesado.

 

Classificação por cores

Para facilitar a identificação dos riscos ocupacionais e garantir que as medidas de proteção sejam adequadas, as cores são frequentemente utilizadas para representar diferentes tipos de riscos.  

 

1. Verde — Riscos Físicos:

A cor verde é usada para identificar riscos físicos no ambiente de trabalho. Isso inclui exposição a ruídos altos, vibrações contínuas, temperaturas extremamente altas ou baixas, radiação, umidade excessiva e pressões anormais. Esses fatores podem afetar a saúde dos colaboradores a curto e longo prazo.

 

2. Vermelho — Riscos Químicos:

O vermelho alerta para a presença de riscos químicos. Esses riscos podem vir da poeira, fumos, gases, névoas e outras substâncias químicas. A exposição pode ocorrer por meio da respiração, contato com a pele ou ingestão, oferecendo uma ampla gama de riscos à saúde, desde irritações leves até doenças crônicas.

 

3. Amarelo — Riscos Ergonômicos:

Identificados pela cor amarela, os riscos ergonômicos envolvem aspectos do ambiente de trabalho que podem causar desconforto ou lesões musculoesqueléticas, como posturas inadequadas, esforços físicos excessivos e repetição de tarefas. Esses riscos são especialmente preocupantes em trabalhos que exigem movimentos repetitivos ou posições forçadas durante longos períodos.

 

4. Marrom — Riscos Biológicos:

A cor marrom é usada para indicar a presença de riscos biológicos. Esses riscos são representados pela exposição a agentes biológicos, como vírus, fungos, bactérias e outros micro-organismos. Eles podem ser particularmente perigosos, pois são capazes de provocar uma variedade de doenças infecciosas.

 

5. Azul — Riscos de Acidentes:

A tonalidade azul representa riscos potenciais de acidentes, incluindo incêndio, explosão, quedas, descargas elétricas e fraturas. Esses perigos envolvem situações que podem resultar em lesões graves imediatas ou mesmo fatais para os trabalhadores expostos. 

 

O que a lei prevê

Por meio das Normas Regulamentadoras (NR’s), a legislação brasileira estabelece diretrizes que as empresas devem seguir para minimizar e controlar os riscos ocupacionais. 

Essas normas abrangem desde a implementação de Equipamentos de Proteção Individual até a adoção de programas de prevenção de riscos ambientais.

Entre as principais NR’s relacionadas aos riscos ocupacionais, estão:

NR-09 - Avaliação e controle das exposições ocupacionais a agentes físicos, químicos e biológicos: estabelece diretrizes para a identificação, avaliação e controle dos riscos ambientais presentes no ambiente de trabalho.

NR-15 – Atividades e Operações Insalubres: define as atividades que podem expor os trabalhadores a condições insalubres e estabelece medidas para controle.

NR-17 – Ergonomia: aborda as condições que devem ser adequadas para garantir a saúde e a segurança dos trabalhadores, prevenindo problemas relacionados à ergonomia.NR-32 – Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde: foca na proteção dos trabalhadores de saúde frente a riscos biológicos e outros perigos específicos da área.

 

Gestão de riscos

Identificar e gerenciar riscos ocupacionais não é apenas uma prática essencial para prevenir acidentes e doenças no local de trabalho, mas também um componente fundamental para estabelecer uma sólida cultura de segurança. A proteção efetiva da saúde e da segurança dos trabalhadores requer educação contínua e treinamento adequado.

O uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s), avaliações periódicas e aprimoramento constante dos procedimentos de segurança são essenciais para criar um ambiente de trabalho seguro. 

Afinal, cultivar uma cultura de segurança no trabalho não apenas protege os colaboradores, mas também eleva a produtividade e diminui os custos associados com acidentes e doenças ocupacionais.

Priorizar a saúde e segurança na sua organização resulta em um ambiente de trabalho mais seguro e saudável, trazendo benefícios tangíveis para todos.

Entre em contato conosco para saber mais sobre nossos serviços de segurança e saúde no trabalho e como podemos ajudar a sua empresa a criar um ambiente seguro e produtivo para todos.

 



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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

 



 

EVITE MULTAS POR IRREGULARIDADE NOS EXAMES OCUPACIONAIS – ASO

 

O médico avalia a saúde física e mental do colaborador.

 

Os exames ocupacionais são um direito do colaborador e uma obrigação da empresa, é com eles que conseguimos o Atestado de Saúde Ocupacional - ASO.

Mas você sabe quais são os tipos de exames obrigatórios, porquê deve realizá-los e quais as penalidades para a empresa que negligencia a realização desses? É o que explicaremos nesse artigo, continue lendo para saber mais.

 

O que é o eSocial

O eSocial é um programa do governo que disponibiliza uma plataforma online, onde os dados e informações dos colaboradores, além de outras informações devem ser registrados de forma digital.

Ele faz parte do SPED, um projeto que tem como finalidade reduzir a burocracia dos processos empresariais, e além do governo federal, também é uma iniciativa apoiada pela Caixa Econômica, INSS e Ministério do Trabalho.

O uso do sistema é obrigatório para pessoas jurídicas incluindo MEI’s, estagiários, cooperados, avulsos, sem vínculo empregatício e também é válido para pessoas que tenham contratado diarista para cuidados domésticos.

 

Quais exames ocupacionais são obrigatórios?

Os exames que o colaborador deve ser submetido a fazer, nada mais são do que avaliações médicas para avaliar sua aptidão antes de assumir o trabalho em uma função específica. Esses exames são obrigatórios e os custos ficam por conta da empresa, conforme o artigo 168 da CLT.

 

Ainda dentro desse artigo, os exames obrigatórios especificados são esses:

Exames admissionais: São realizados antes do colaborador assumir suas tarefas ocupacionais, sua função é detectar doenças ocupacionais ou lesões já existentes antes de iniciar o trabalho.

Exames demissionais: Quando ocorre o desligamento da empresa, esse exame é obrigatório para avaliar a saúde do colaborador a fim de identificar doença ocupacional ocasionada pelas tarefas da função desempenhada enquanto ainda contratado.

Exames periódicos: Exames que devem ser feitos regularmente de acordo com o tempo previsto de cada função, ou em situações de afastamento com mais de 30 dias, mudança de setor, entre outros. São exames de rotina e seu papel é tão importante quanto os outros dois para prevenir doenças ocupacionais.

Exames complementares: Nesse caso, são os exames solicitados pelo médico quando o mesmo achar necessário.

Todos os 4 tipos de exames obrigatórios devem conter a anamnese, exame físico, mental e exames complementares quando necessário, todos atendendo os critérios estabelecidos pela NR-07.

 

Qual a penalidade por falta de exame ocupacional?

Já vimos a importância dos exames ocupacionais e quais benefícios pode trazer para o colaborador e para a empresa, mas afinal, o que a falta deles pode acarretar?

A multa prevista para o descumprimento dessa lei, de acordo com o artigo 201 da CLT, vai de R$ 402,53 até R$ 4.025,33. Entretanto, se após o pagamento da multa a empresa novamente negligenciar os exames dos colaboradores, o valor da multa pode ser cobrado em dobro por reincidência.

 

Quer facilitar a gestão e agendamento dos exames?

Convenhamos que o agendamento dos exames ocupacionais nem sempre é uma tarefa rápida, requer prospecção de clínicas parceiras, tempo para agendamento, relembrar o momento de refazer os exames, enfim…. Essa dor de cabeça você não precisa mais passar!

Chega de burocracia, com o Vlow a nossa plataforma digital e integrada, você consegue acessar informações sobre agendamento dos exames ocupacionais, recebe alertas quando estiver próximo do prazo de vencimento, agenda com clínicas parceiras em poucas horas e também garante registro dos laudos médicos de acordo com o perfil de cada colaborador.

 

 

 



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FUTURO DA SAÚDE/MEDICINA OCUPACIONAL NO HOME OFFICE OU HÍBRIDO.

 


 

Desde 2019 nosso modelo de trabalho vem sendo adaptado devido aos impactos causados pela pandemia. Diante dessa situação, as empresas começaram a permitir que colaboradores exercessem suas atividades profissionais em casa, o que chamamos de home office, teletrabalho ou trabalho remoto.

Apesar de parecer uma metodologia nova, o home office já vem sendo adotado por empresas brasileiras desde 1997, período onde computadores pessoais e internet estavam se popularizando.

Porém, apenas durante o cenário de COVID-19 -quando recorremos ao teletrabalho como medida preventiva ao vírus- é que o termo passou a ser comumente usado. Cada dia mais organizações inserem o home office em sua cultura, uma vez que o trabalho remoto abre um leque de possibilidades para a contratação de colaboradores em outros municípios, estados e até mesmo países, desconstruindo a limitação de candidatos do modelo presencial.  

Essa mudança, aliada às novas tecnologias e uma vasta cobertura de internet, permitiu-nos adaptar a uma nova realidade, e a segurança do trabalho precisou se moldar aos novos hábitos. 

 

A medicina ocupacional é um direito no home office

Quando registrado em carteira pelo regime CLT, o colaborador mesmo trabalhando a domicílio tem seus direitos garantidos pela legislação trabalhista. A empresa precisa oferecer os materiais necessários e todo o suporte imprescindível para exercer a função, além de garantir segurança e proteção.

Algumas questões entram em vigor mesmo quando se trata do home office, como é o caso do acidente de trabalho, considerado válido quando ocorre durante o horário de expediente do colaborador enquanto está em casa. Não apenas nisso, na verdade a segurança do trabalho envolve questões relacionadas a todos os aspectos que podem ser prejudiciais à saúde em sua rotina profissional, incluindo assédio sexual e ético, violência, doença ocupacional, acidentes e outros. 

 

A segurança do trabalho no home office

Quando o ambiente familiar se junta ao espaço de trabalho, a casa e seus moradores geralmente passam por um período de adaptação. A escolha do local adequado para o escritório é o passo inicial, portanto, pode ser necessário adquirir novas mobílias e equipamentos para melhorar a qualidade da rotina. 

Outro ponto importante a destacar é a questão do isolamento, que pode gerar aumento no estresse, acompanhado de maus hábitos alimentares, diminuição da prática de exercícios físicos, sono desregulado e vícios.

Além disso, a duração do tempo em frente aos monitores aumenta e a dificuldade para controlar a jornada de trabalho pode levar a um aumento significativo de horas trabalhadas, além do limite permitido pela CLT. Nesse cenário, a segurança do trabalho deve considerar problemas em diversos aspectos da saúde, inclusive lesão física devido ao risco ergonômico.

 

Mas qual o futuro da segurança no home office e híbrido?

Como a pandemia ainda não acabou, é incerto o que se pode prever da segurança no trabalho nos próximos anos, visto que esporadicamente novas leis surgem temporariamente como prevenção.

Podemos afirmar que o home office vai continuar sendo um modelo adotado por muitas empresas, mesmo após o fim da pandemia. Atualmente, as vacinas são mais eficazes e de fácil acesso para a população, o que levou a alguns municípios a possibilidade de vetar a lei obrigatória do uso de máscaras em locais públicos, consequentemente permitindo o modelo de trabalho híbrido (onde o colaborador divide sua rotina entre domicílio e a empresa).

 Mas quais práticas podem ser adotadas para melhorar a segurança no trabalho daqui para frente? 

 

Política de trabalho remoto

Elaborando uma política de trabalho remoto, deve-se considerar os riscos de acidentes de trabalho, lesões e em alguns casos doenças de maior complexidade, que podem surgir devido à condição inadequada do ambiente onde o colaborador exerce sua função.

É importante ponderar a necessidade de profissionais qualificados para a adaptação da ergonomia, práticas simples podem melhorar a qualidade de trabalho, saúde e conforto, evitando causar danos.

Outra forma de assegurar o bem-estar do colaborador é incentivar a prática de exercícios físicos, tanto no modelo online quanto no presencial, através de estratégias e planejamento a empresa pode promover uma sessão de yoga, meditação, alongamento ou oferecer auxílio para a prática de exercícios. 

Existem outras alternativas que podem auxiliar os relacionamentos no ambiente de trabalho e também a saúde emocional, como happy hours, auxílio psicológico e atividades interativas com a equipe.

 

Acompanhamento

Orientar o colaborador quanto aos cuidados com a saúde e incentivar a realizar check ups de rotina ajuda na prevenção de danos e doenças que podem ser agravadas com o tempo. O acompanhamento pode ser quanto às condições de saúde e também da condição do local de trabalho, incluindo promover cuidados com a higienização para um local mais adequado.

O acompanhamento aos colaboradores se inicia a partir do exame admissional, etapa imprescindível durante a contratação, pois é com ele que avaliamos a saúde física e emocional para verificar se o candidato está apto a exercer aquele trabalho. 

Apesar de ser uma etapa que, muitas vezes, pode levar tempo pela dificuldade de agendar horário com clínicas especializadas, porém atualmente já existem outras formas de avaliação (inclusive virtual) para acelerar esse processo.

 

Treinamentos

A adaptação para o home office pode ser um desafio para alguns, nesse caso os treinamentos são essenciais para sanar dúvidas e orientar, tornando a rotina mais produtiva e saudável.

Tanto no modelo híbrido quanto virtual, fornece cursos, organizar workshops, treinamentos, disponibilizar conteúdos virtuais e investir no desenvolvimento do colaborador, hoje em dia se tornou tendência entre muitas organizações.

A ginástica laboral no modelo home office, por exemplo, é uma forma humanizada e dinâmica de garantir a saúde física e ergonômica do colaborador. Trata-se de pequenos intervalos de 5 a 10 minutos durante o expediente, para praticar uma série de alongamentos, exercícios e uma melhor utilização da capacidade funcional, prevenindo lesões ocupacionais.

Você não precisa se preocupar com a implementação dessa rotina! Oferecemos treinamentos educacionais e sociais que vão desde o acompanhamento dessa prática de ginástica laboral até primeiros socorros e orientações para trabalhos executados em locais altos.

Trata-se de um investimento que, principalmente em tempos como esses onde há muita apreensão e necessidade de adaptação, contribui para a integridade física e emocional, garante um ambiente de trabalho mais agradável e influencia a produtividade da equipe. 

O home office é apontado por muitas empresas como um modelo de trabalho que resulta em maior produtividade, quando bem administrado pela empresa. Cada dia mais empresas estão abrindo suas portas para o trabalho remoto ou híbrido, muitas extinguiram seus escritórios mantendo apenas o espaço virtual, portanto é importante se atentar e estudar mais a fundo como a medicina ocupacional pode contribuir para o bem de todos. 

 

 

 


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