terça-feira, 5 de novembro de 2024

 




 

RISCOS QUÍMICOS NO AMBIENTE DE TRABALHO

 



O ambiente de trabalho, em regra, expõe o trabalhador a diversos riscos, seja físico, químico ou biológico.

Os riscos químicos exigem controle efetivo, pois seus efeitos podem ser potencialmente perigosos, causando desde uma irritação na pele até asfixia e morte.

 

O que são riscos químicos?

Os riscos químicos são as substâncias ou produtos que podem penetrar no organismo pela via respiratória, absorção pela pele ou por ingestão, nas formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases, etc. O efeito tóxico pode ser agudo, crônico ou ambos.

 

Quais são os tipos de riscos químicos?

Os riscos químicos classificam-se segundo suas características físico-químicas. Comumente estão na forma de aerossóis (são formados por dispersão resultante da atomização de sólidos ou líquidos ou da suspensão de poeiras e pólens).

 

Os principais aerossóis são:

Fumos: partículas sólidas com diâmetro inferior a 10μm, chegando a 1μm. São resultantes da condensação de partículas volatilizadas de metais fundidos;

Poeiras: partículas sólidas com diâmetro até 100 μm, resultantes da desintegração mecânica de substâncias.

Fumaças: resultantes da combustão incompleta de materiais orgânicos;

Névoas: gotículas líquidas com diâmetro entre 0,1 e 100 μm, resultantes da condensação de vapores ou da dispersão mecânica de líquidos;

Gases e vapores: o gás é uma substância que pode passar ao estado líquido ou sólido por efeito combinado de aumento de pressão e/ou diminuição da temperatura. O vapor é o gás de uma substância que é líquida em condições normais de temperatura e pressão.

Fuligem: partículas muito finas de produtos da queima de combustíveis minerais em caldeiras e fornalhas.

Exemplos de riscos químicos no ambiente de trabalho

 

Alguns exemplos de riscos químicos são:

Os ácidos concentrados: causam corrosão, destruindo os tecidos que com os quais entra em contato;

Solventes, óleos, amônia: causam irritação e inflamação da pele e nas vias respiratórias;

Gases como metano, etano, hidrogênio e hélio: são asfixiantes;

Benzeno: substância cancerígena;

Poeira mineral, poeira dos processos de britagem e moagem;

Monóxido de carbono, gás de cozinha;

Agrotóxicos.

 

Doenças ocupacionais causadas por riscos químicos

Quando há exposição aos riscos químicos sem proteção adequada ou em níveis acima dos limites de tolerância estabelecidos, pode desencadear doenças como:

·       Câncer;

·       Doenças respiratórias, como a asbestose, asma, pneumoconiose;

·       Anemias;

·       Queimaduras;

·       Ulcerações cutâneas.

 

Como são classificados os riscos químicos?

Ao manusear produtos químicos, a primeira providência é ler as instruções do rótulo, no recipiente ou na embalagem, observando a classificação quanto ao risco à saúde (R) que ele oferece e às medidas de segurança para o trabalho (S).

O significado dos códigos referentes às colunas (Risco e Medidas de Segurança) estão no final dos quadros.

 






Códigos de Risco – Normas “R”

1. Risco de explosão em estado seco;

2. Risco de explosão por choque, fricção ou outras fontes de ignição;

3. Grave risco de explosão por choque, fricção ou outras fontes de ignição;

4. Forma compostos metálicos explosivos;

5. Perigo de explosão pela ação do calor;

6. Perigo de explosão com ou sem contato com o ar;

7. Pode provocar incêndios;

8. Perigo de fogo em contato com substâncias combustíveis;

9. Perigo de explosão em contato com substâncias combustíveis;

10. Inflamável;

11. Muito inflamável;

12. Extremamente inflamável;

13. Gás extremamente inflamável;

14. Reage violentamente com a água;

15. Reage com água produzindo gases muito inflamáveis;

16. Risco de explosão em mistura com substâncias oxidantes;

17. Inflama-se espontaneamente ao ar;

18. Pode formar misturas vapor-ar explosivas;

19. Pode formar peróxidos explosivos;

20. Nocivo por inalação;

21. Nocivo em contato com a pele;

22. Nocivo por ingestão;

23. Tóxico por inalação;

24. Tóxico em contato com a pele;

25. Tóxico por ingestão;

26. Muito tóxico por inalação;

27. Muito tóxico em contato com a pele;

28. Muito tóxico por ingestão;

29. Libera gases tóxicos em contato com a água;

30. Pode inflamar-se durante o uso;

31. Libera gases tóxicos em contato com ácidos;

32. Libera gases muito tóxicos em contato com ácidos;

33. Perigo de efeitos acumulativos;

34. Provoca queimaduras;

35. Provoca graves queimaduras;

36. Irrita os olhos;

37. Irrita o sistema respiratório;

38. Irrita a pele;

39. Risco de efeitos irreversíveis;

40. Probabilidade de efeitos irreversíveis;

41. Risco de grave lesão aos olhos;

42. Probabilidade de sensibilização por inalação;

43. Probabilidade de sensibilização por contato com a pele;

44. Risco de explosão por aquecimento em ambiente fechado;

45. Pode provocar câncer;

46. Pode provocar danos genético hereditário;

47. Pode provocar efeitos teratogênicos;

48. Risco de sérios danos à saúde por exposição prolongada.

 

Códigos de medidas de segurança – Normas “S”

1. Manter fechado;

2. Manter fora do alcance das crianças;

3. Manter em local fresco;

4. Guardar fora de locais habitados;

5. Manter em …(líquido inerte especificado pelo fabricante);

6. Manter em …(gás inerte especificado pelo fabricante);

7. Manter o recipiente bem fechado;

8. Manter o recipiente em local seco;

9. Manter o recipiente em local ventilado;

10. Manter o produto em estado úmido;

11. Evitar o contato com o ar;

12. Não fechar hermeticamente o recipiente;

13. Manter afastado de alimentos;

14. Manter afastado de …(substâncias incompatíveis);

15. Manter afastado do calor;

16. Manter afastado de fontes de ignição;

17. Manter afastado de materiais combustíveis;

18. Manipular o recipiente com cuidado;

19. Não comer nem beber durante a manipulação;

20. Evitar contato com alimentos;

21. Não fumar durante a manipulação;

22. Evitar respirar o pó;

23. Evitar respirar os vapores;

24. Evitar o contato com a pele;

25. Evitar o contato com os olhos;

26. Em caso de contato com os olhos, lavar com bastante água;

27. Tirar imediatamente a roupa contaminada;

28. Em caso de contato com a pele, lavar com …(especificado pelo fabricante);

29. Não descartar resíduos na pia;

30. Nunca verter água sobre o produto;

31. Manter afastado de materiais explosivos;

32. Manter afastado de ácidos e não descartar na pia;

33. Evitar a acumulação de cargas eletrostáticas;

34. Evitar choque e fricção;

35. Tomar cuidados para o descarte;

36. Usar roupa de proteção durante a manipulação;

37. Usar luvas de proteção apropriadas;

38. Usar equipamento de respiração adequado;

39. Proteger os olhos e rosto;

40. Limpar corretamente os pisos e objetos contaminados;

41. Em caso de incêndio ou explosão, não respirar os fumos;

42. Usar equipamento de respiração adequado (fumigações);

43. Usar o extintor correto em caso de incêndio;

44. Em caso de mal-estar, procurar um médico;

45. Em caso de acidente, procurar um médico;

46. Em caso de ingestão, procurar imediatamente um médico, levando o rótulo do frasco ou o conteúdo;

47. Não ultrapassar a temperatura especificada;

48. Manter úmido com o produto especificado pelo fabricante;

49. Não passar para outro frasco;

50. Não misturar com …(especificado pelo fabricante);

51. Usar em áreas ventiladas;

52. Não recomendável para uso interior em áreas de grande superfície.

 

Como identificar os riscos químicos no ambiente de trabalho

A identificação dos riscos químicos é uma etapa essencial na gestão de saúde e segurança ocupacional, bem como o planejamento adequado, o controle, as estratégias e o estabelecimento de prioridades de ação. Também é importante identificar as fontes de riscos e as rotas de propagação. Nomeia-se os agentes que podem estar presentes e as respectivas circunstâncias e a natureza e magnitude potencial dos efeitos adversos à saúde e ao bem-estar.

Assim, na identificação dos riscos químicos deve ser feito um estudo minucioso dos processos e operações de trabalho, das matérias-primas, das substâncias químicas utilizadas ou geradas, dos produtos finais e subprodutos possíveis, bem como da eventual formação acidental de substâncias químicas, da decomposição de materiais, da queima de combustíveis ou da presença de impurezas.

 

Em síntese, a identificação dos riscos pode ser dividida em:

I. Caracterização do local de trabalho;

II. Descrição do padrão de exposição; e

III. Análise e Avaliação de riscos.

 

O que diz a nova NR-9 sobre os agentes químicos?

A nova NR-9 dispõe os requisitos para a avaliação das exposições ocupacionais a agentes físicos, químicos e biológicos quando identificados no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), previsto na NR-1, e subsidiá-lo quanto às medidas de prevenção para os riscos ocupacionais.

Dessa forma, as medidas de prevenção estabelecidas pela NR-9 se aplicam onde houver exposições ocupacionais aos agentes físicos, químicos e biológicos.

Porém, a nova NR-9 destaca que para fins de caracterização de atividades ou operações insalubres ou perigosas, devem ser aplicadas as disposições previstas na NR-15 (Atividades e operações insalubres) e NR-16 (Atividades e operações perigosas).

 

Os agentes químicos na NR-15

Os agentes químicos na Norma Regulamentadora nº 15 (NR-15) são avaliados de forma qualitativa e quantitativa, conforme os anexos abaixo:

 

Anexos 11 – Agentes químicos cuja insalubridade é caracterizada por limite de tolerância e inspeção no local de trabalho

Neste caso, a avaliação será quantitativa e a caracterização de insalubridade ocorrerá quando forem ultrapassados os limites de tolerância constantes do Quadro nº 1 do Anexo 11.

 

Anexo 12 – Limites de tolerância para poeiras minerais

Neste caso, a avaliação será quantitativa e a caracterização de insalubridade ocorrerá quando forem ultrapassados os limites de tolerância para as poeiras minerais (asbesto, manganês e seus compostos e sílica livre cristalizada) constantes no Anexo 12.

 

Anexo 13 – Agentes químicos

Este anexo traz a relação das atividades e operações envolvendo agentes químicos, consideradas insalubres em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho. Porém, excluem-se desta relação às atividades ou operações com os agentes químicos constantes dos Anexos 11 e 12.

Com relação ao anexo 13, a avaliação será qualitativa e a caracterização de insalubridade ocorrerá pelo simples fato de estar presente no ambiente de trabalho, não possuindo limites de tolerância estabelecidos pela NR-15.

O anexo 13 (agentes químicos) estabelece 3 (três) graus (mínimo, médio e máximo) de insalubridade, conforme a relação das atividades ou operações com os agentes químicos constantes no anexo.

 

Como prevenir dos riscos químicos no ambiente de trabalho

Alguns riscos ambientais são fáceis de identificar, os irritantes, por exemplo, que tem efeito imediato após a exposição ou inalação. Outros são mais difíceis, como as substâncias químicas formadas acidentalmente cujas propriedades não estão devidamente descritas no rótulo da embalagem e nas especificações técnicas. Por isso, é importante identificar e classificar corretamente os riscos existentes no ambiente de trabalho.

Após identificar e avaliar um risco é necessário decidir quais intervenções e métodos são adequados para controlá-lo.

 

Os métodos de controle são divididos em quatro categorias:

1. Controle de Engenharia: são medidas que eliminam ou reduzem a utilização ou a formação de agentes prejudiciais à saúde; previnem a liberação ou disseminação dos agentes no ambiente de trabalho e reduzem os níveis de concentração dos agentes:

·       Ventilação geral e localizada;

·       Isolamento (instalar barreira entre o trabalhador e o agente/fonte);

·       Substituição por materiais menos tóxicos, inflamáveis, etc;

·       Mudanças no processo com eliminação de estágios perigosos.

2. Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC);

3. Controles Administrativos: Mudanças na maneira de executar o processo de trabalho, como, por exemplo, redução do tempo de trabalho em zona perigosa, rodízio de pessoal, criação de turnos, proibição de horas extras;

4. Equipamentos de Proteção Individual (EPI): É importante destacar que o EPI só é usado em situações nas quais os controles de engenharia e administrativos são insuficientes. Isoladamente o EPI não oferece proteção significativa aos trabalhadores.

 



 

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segunda-feira, 4 de novembro de 2024

 




 

CONSTRUÇÃO CIVIL: COMO DIMINUIR ACIDENTES COM ELETRICIDADE

 



Não é raro observar acidentes com eletricidade durante a prática da construção civil. Essa área lida com muitos equipamentos e diversos outros riscos de acidentes de trabalho, por isso é importante ficar atento a cada detalhe para se prevenir. De fato, há dicas simples que podem facilitar essa prevenção.

Se você trabalha na construção civil, especialmente como responsável pelas equipes, sabe que o custo da prevenção é menor do que o da reparação dos danos. Portanto, deve sempre ter atenção a esse tema!

 

Legislação nacional

Os acidentes com eletricidade não devem ser prevenidos apenas de forma espontânea. Na verdade, esse cuidado já está previsto em diversas leis nacionais, portanto pode causar multas e até mesmo a prisão caso não seja cumprido.

Um acontecimento importante em toda legislação do país sobre acidentes com eletricidade foi o acidente da Boate Kiss, em 2017. Com isso, boa parte das leis foi atualizada, inclusive aquelas que regulamentam a construção civil.

 

Atualmente, as principais normas regulamentadoras sobre o tema são as seguintes:

Ø NBR 12615 (Sistema de Combate a Incêndio por Espuma);

Ø NBR 12692 (Inspeção, Manutenção e Recarga em Extintores de Incêndio);

Ø NBR 11742 (Porta Corta-Fogo para Saída de Emergência).

 

É claro que há outras regulamentações conforme cada caso particular para diminuir acidentes com eletricidade. A categoria de risco do ambiente também será determinante, por isso você deve buscar conhecer melhor esses detalhes, assim como a sua equipe.

Você deve conhecer também as NR’s 10 e 23. A NR 10 estabelece as diretrizes para a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos nos ambientes de trabalho para garantir a segurança e a saúde dos colaboradores que trabalhem, direta ou indiretamente, com instalações elétricas e serviços com eletricidade. Já a NR 23 orienta sobre o que deve ser feito em casos de incêndio.

 

Prevenindo acidentes com eletricidade

E como realmente prevenir acidentes com eletricidade? Há algumas formas bem simples de começar a fazer isso, por isso você deve sempre manter a sua equipe atualizada sobre as medidas mais eficazes. Confira melhor nos tópicos a seguir!

 

Conhecer as normas do Corpo de Bombeiros

Além das normas regulamentadoras que você viu acima e são muito importantes, cada estado e cidade pode ter a sua legislação adicional. Por isso, antes de qualquer obra é necessário se atualizar sobre as regras do Corpo de Bombeiros.

Há muitos detalhes que você e a sua equipe devem conhecer. Entre eles estão os prazos e equipamentos exigidos na prevenção de acidentes com eletricidade. Verifique ainda o que é indicado conforme o tipo de edificação que esteja construindo.

 

Contratar profissionais especializados

Se você não entende bem do assunto, contrate quem entenda. Essa é uma regra que vale para vários casos, não é mesmo? É como diagnosticar uma doença no seu corpo: você irá procurar um médico para fazer isso.

Portanto, na hora de prevenir acidentes com eletricidade na construção civil, confie em especialistas no tema. Eles poderão orientar sobre todos os aspectos que precisam ser revistos no projeto e até mesmo conversar com a sua equipe, se necessário.

 

Armazenar produtos e equipamentos em segurança

Um dos principais causadores de acidentes com eletricidade em obras é justamente a falta de organização. Muitos produtos e equipamentos ficam expostos no canteiro de obras sem a devida precaução e acabam causando esse tipo de problema, entre outros.

Por isso, é fundamental que se afaste produtos químicos e inflamáveis das fontes de ignição. Além disso, o ideal é que sejam manuseados somente por colaboradores que sejam treinados para isso e saibam a forma correta de uso.

Outro ponto importante é a sinalização de segurança. Sempre que houver risco de acidentes com eletricidade nos produtos e equipamentos em volta, mantenha isso bem visível para que as pessoas evitem mexer neles sem ter preparo.

 

Realizar a manutenção preventiva dos equipamentos elétricos

Os equipamentos elétricos também precisam de manutenção. Se isso não acontecer, o risco de acidentes com eletricidade aumenta de forma considerável.

Se você tem utilizado alguns equipamentos por muito tempo sem reparar nisso, redobre a atenção. Contrate profissionais para realizar a manutenção ou até mesmo descarte aqueles que possuam defeitos arriscados. Uma 'falha de contato' que parece inocente pode causar um grande incêndio!

 

Investir em extintores e hidrantes

O seu canteiro de obra está bem equipado com hidrantes, mangueiras e extintores de incêndio? Muitos pensam que sim, mas quando pesquisam sobre o assunto ou recebem treinamentos descobrem o contrário.

A quantidade de extintores necessários depende de uma série de fatores. A localização dos hidrantes e mangueiras também precisa seguir uma lógica eficiente caso seja necessário o seu uso.

E é importante lembrar do tópico acima sobre manutenção: os seus extintores estão na validade e prontos para o uso? São muitos detalhes, mas todos são importantes para evitar acidentes com eletricidade na construção civil e proteger você, seus colaboradores e o patrimônio.

Quer capacitar seus colaboradores sobre o tema? Conheça nossos cursos de instalações elétricas e tenha mais segurança e eficiência em seu canteiro de obras.

 




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PORTADORES DE DEFICIÊNCIA FÍSICA: QUAL A IMPORTÂNCIA DO USO DE EPI’s

 



Com o aumento da inclusão nos ambientes de trabalho, fica ainda mais importante conhecer a legislação sobre os EPI’s para portadores de deficiência física. Graças à Portaria 877/2018 do Ministério do Trabalho, o item 6.8.1 da NR 6 foi alterado de forma a proteger também a integridade física e a saúde dos trabalhadores com deficiência física. A partir de então, as empresas devem fornecer EPI’s adaptados sempre que possuir em seu quadro funcional colaboradores portadores de deficiência.

 

Neste artigo você vai conhecer um pouco mais sobre este assunto!

 

O que diz a NR 06 sobre EPIs para portadores de deficiência física?

A NR 6, mais conhecida como norma do Equipamento de Proteção Individual, dispõe de regras específicas sobre o fornecimento, uso e fiscalização do uso de EPIs nos mais variados ambientes de trabalho. Para quem não sabe, equipamentos de proteção individual são dispositivos utilizados pelo trabalhador para prevenir acidentes e doenças ocupacionais.

O problema é que antes da Portaria 877/2018, a NR 6 fazia menção ao uso de EPIs de forma genérica, sem levar em conta possíveis alterações fisiológicas ou anatômicas dos trabalhadores portadores de deficiência. Para corrigir tal problema e aumentar a inclusão de PCDs no mercado de trabalho, o MTE modificou o item 6.8.1 da norma regulamentadora.

 

De acordo com o novo texto, o fabricante de EPI deverá:

Ø Promover adaptação do EPI detentor de Certificado de Aprovação para pessoas com deficiência.

Ø Possuir Certificado de Aprovação (CA) específico para pessoas com deficiência.

 

Já com relação às responsabilidades do empregador, a norma também define algumas regras importantes, tais como:

Ø Adquirir os EPIs para portadores de deficiência física adequados para cada função e com Certificado de Aprovação (CA);

Ø Distribuir gratuitamente os EPIs;

Ø Orientar os colaboradores sobre o uso correto do equipamento de proteção;

Ø Exigir o uso do EPI;

Ø Realizar a manutenção dos equipamentos e a troca sempre que for necessário.

 

Por que ter EPI’s para PCD’s?

Pensar na importância dos EPIs para portadores de deficiência física é um assunto urgente, principalmente se você é gestor de alguma empresa ou indústria. Afinal, o uso desse tipo de equipamento é essencial para prevenir acidentes e doenças ocupacionais. E no caso de portadores de deficiência física, essa importância ganha ainda mais relevância.

Se uso adequado do EPI é importante para garantir a segurança dos colaboradores durante o exercício das suas atividades laborais, por que seria diferente para um PCD? Se é incômodo trabalhar com uma bota de segurança maior do que o pé, um capacete que vive caindo toda hora, imagina o nível de riscos a que esses colaboradores estão submetidos? A chance de sofrer um acidente e não ser protegido é bem maior, certo?

Além disso, todo colaborador tem direito por lei a trabalhar de forma protegida. Isto é, realizar a sua atividade sem estar exposto a riscos. E nesse caso, o EPI é o grande protagonista da saúde e da segurança no trabalho. Ele deve ser oferecido pelo empregador e utilizado com responsabilidade pelo empregado.

Cabe ainda ressaltar que oferecer um EPI não adaptado para o corpo do trabalhador com deficiência física, pode comprometer significativamente a sua produtividade no trabalho. E não apenas isso, pode ainda afetar o seu emocional, ao perceber que não lhe é dada a devida importância.

Além de respeitar as características de quem o utilizará, é preciso ainda garantir a qualidade do equipamento. Nesse sentido, os EPIs para portadores de deficiência física devem oferecer segurança, mas também encaixe perfeito no corpo e conforto. O assunto é tão importante que a Comissão Nacional Tripartite do Ministério do Trabalho fez as mudanças na lei.

Antes dessa alteração acontecer, os empregadores não tinham o compromisso de comprar um EPI que tivesse a certificação oficial para PCD. Agora, entretanto, isso é lei, e, portanto, obrigatório.

 

Avanços positivos

As mudanças na legislação demonstram que a preocupação com os portadores de deficiência física tem aumentado. A alteração da NR 6 foi uma importante conquista para essas pessoas, pois aumenta a inclusão delas no mercado de trabalho, o que é ótimo. No Brasil, aproximadamente 24% da população possui algum tipo de deficiência física. Porém, apenas 1% das vagas formais de trabalho são ocupadas por PCD’s, segundo dados da RAIS.

Agora que essas pessoas estão mais protegidas legalmente e correm menos riscos nos locais de trabalho, a expectativa é que esse cenário mude. Com os EPIs para portadores de deficiência física, elas passam a ter mais acesso à Saúde e Segurança no Trabalho. E isso, por sua vez, aumenta as chances de contratação em diferentes setores da economia brasileira.

Os EPI’s para PCD’s devem seguir evoluindo no mercado com opções cada vez mais seguras e adaptadas. Se você é um gestor e conta com portadores de deficiência na equipe, precisa entender que o cuidado com cada pessoa é o primeiro passo para o sucesso da empresa.

Quer capacitar os seus colaboradores para o uso correto do EPI? Conheça nossos cursos online, semipresenciais ou presenciais, todos ministrados por profissionais referência em Saúde e Segurança do Trabalho.

 

 

 

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sexta-feira, 1 de novembro de 2024

 




 

QUAL A IMPORTÂNCIA DOS PRIMEIROS SOCORROS NO TRÂNSITO?

 


 

De acordo com o anuário da PRF (Polícia Rodoviária Federal), em 2021 foram registrados 64.441 acidentes de trânsito no Brasil, 893 ocorrências a mais do que em 2020. Esses acidentes resultaram em 5.381 mortes e 71.480 feridos, números que revelam os perigos das estradas e rodovias brasileiras, bem como a importância dos primeiros socorros no trânsito.

Matéria amplamente discutida nas autoescolas e obrigatoriedade prevista no CTB (Código de Trânsito Brasileiro), os primeiros socorros diminuem o sofrimento das vítimas de acidentes e ajudam a estabilizar as suas condições de saúde até a chegada das equipes de emergência. Em outras palavras, os procedimentos de primeiros socorros no trânsito salvam vidas. Saiba mais sobre o assunto neste artigo.


O que são primeiros socorros?

Como o próprio nome sugere, são práticas de socorro básicas que ajudam a estabilizar a condição de saúde das vítimas de acidentes de trânsito até a chegada de equipe médica competente.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, deixar de prestar socorro ao condutor envolvido em um acidente, bem como aos passageiros do veículo é considerada infração que varia de grave a gravíssima, dependendo do tipo de omissão. Entre as penalidades previstas na legislação, podemos citar as multas, a suspensão do direito de dirigir e até a detenção.

Vale dizer que os primeiros socorros no trânsito não estão restritos apenas aos envolvidos diretamente no acidente. Portanto, mesmo que você esteja passando no local na hora da ocorrência, deverá prestar socorro às vítimas. E ainda que não saiba o que fazer, o CTB orienta sobre algumas práticas primordiais para garantir a segurança de todos.

 

Sinalização de segurança

Diante de um acidente de trânsito, o primeiro passo é sinalizar o local para evitar a ocorrência de outro acidente. Nesse caso, o ideal é utilizar o triângulo de segurança em uma distância compatível com o limite de velocidade da via. Contudo, na falta deste, utilize galhos de árvore ou qualquer outro item que sirva como obstáculo.

 

 

Providencie o socorro

Sinalizado o local do acidente, é hora de solicitar socorro às vítimas. Para tal, entre em contato com a autoridade competente local, como o SAMU, Corpo de Bombeiros ou Polícia Rodoviária Federal, por exemplo. Na hora de realizar o atendimento telefônico, informe aos atendentes sobre o estado das vítimas e realize os procedimentos solicitados pela equipe.

 

Principais procedimentos de primeiros socorros no trânsito

De fato, ninguém está preparado para se envolver em um acidente, mesmo que indiretamente. Todavia, saiba que a ajuda certa no momento certo pode salvar vidas. E mesmo que você não seja médico, enfermeiro ou profissional da área da saúde, pode contribuir para estabilizar condutores, passageiros e pedestres até a chegada do serviço de emergência.

Na hora de prestar primeiros socorros no trânsito, em primeiro lugar mantenha a calma e certifique-se de estar em um local seguro da via. Além disso, evite tocar nas vítimas, a menos que as equipes de atendimento solicitem. Isso impede o surgimento ou agravamento de lesões físicas, ainda que não aparentes. Além destas, outras ações também podem ser bem úteis, como:

 

Mantenha a vítima consciente

Caso a vítima esteja consciente, converse com ela, em tom calmo e amigável. Diga que o socorro está a caminho, profira palavras otimistas e mantenha-a consciente. Durante a conversa, procure saber o nome da pessoa, onde ela mora, entre outros dados importantes que podem contribuir positivamente para o seu atendimento.

 

Caso seja necessário, inicie a massagem cardíaca

Agora, se a vítima não estiver respirando, pode ser preciso iniciar a massagem cardíaca. A técnica de primeiros socorros serve para reanimar as vítimas no caso de uma parada cardíaca. Apesar de simples, a técnica deve ser realizada por pessoas aptas, mas que não precisam ser necessariamente profissionais de saúde.

No caso de primeiros socorros no trânsito, é preciso ajoelhar-se ao lado da vítima ou colocar-se próximo a ela. Na sequência, a orientação é que se posicione uma mão sobre a outra em cima do osso do peito da pessoa, fazendo cerca de 100 compressões por minuto.

Contudo, caso passe por uma situação de emergência e não saiba o que fazer, busque orientações do SAMU. Por telefone, as equipes de atendimento irão conduzi-lo sobre a aplicação das manobras. Cabe ainda ressaltar que mesmo que você seja capacitado a realizar o procedimento, ele não exclui a necessidade de solicitar socorro médico de emergência.

 

O que não fazer durante os primeiros socorros no trânsito?

Ø Não mexer na vítima, a menos que seja solicitado pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência;

Ø Não medicar a vítima ou oferecer água e comida;

Ø Não retirar capacetes de motociclistas;

Ø Não aplicar torniquetes.

 

 

 

 

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COMO MELHORAR A SEGURANÇA DO TRABALHO EM PORTOS E EMBARCAÇÕES MARÍTIMAS

 



A atividade portuária envolve muitos riscos para quem trabalha na área. Por isso, a segurança do trabalho em portos e embarcações é um tema importante e que possui normas específicas. O desafio é estar sempre atento para diminuir os riscos que podem causar acidentes graves.

Embora o Brasil tenha leis específicas para a segurança do trabalho em portos e embarcações, nem sempre elas são seguidas. Com isso, os trabalhadores ficam expostos a mais riscos do que em um espaço normal em terra, por exemplo.

Neste artigo você vai entender melhor como pode melhorar a segurança do trabalho em portos e embarcações para identificar todos os riscos e criar estratégias contra cada um!

 

Normas regulamentadoras

Antes de entender sobre as medidas de prevenção contra acidentes em portos e embarcações, você deve conhecer a legislação brasileira. Atualmente, estão em vigor a NR 29, dedicada à Segurança e Saúde no Trabalho Portuário, e a NR 30, que trata o mesmo tema para atividades aquaviárias. Ambas as normas determinam principalmente como deve ser executado o trabalho nessas condições e quais são os dispositivos de segurança.

A NR 29, por exemplo, especifica que é responsabilidade do empregador oferecer todas as condições de segurança, saúde e higiene ocupacional. Além disso, deve elaborar o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) e fornecer os EPI’s corretos.

Já os trabalhadores, segundo a NR 29, devem seguir todas as orientações legais e utilizar os EPI’s fornecidos. Se houver qualquer falha ou deficiência na operação, o trabalhador deve comunicar ao empregador.

Esses são apenas alguns exemplos do que as normas tratam. De forma geral, elas servem para proteger o trabalhador que está exposto a riscos muito altos. Contudo, quando o trabalho é executado corretamente, esses riscos diminuem ao máximo e todos ficam protegidos.

 

Medidas para a segurança do trabalho em portos e embarcações marítimas

Melhorar a segurança do trabalho em portos e embarcações é uma obrigação constante dos empregadores, conforme você viu acima. Porém, é claro que isso também depende de mobilizar os trabalhadores para que estejam sempre atentos. Confira a seguir algumas dicas para melhorar todo esse processo!

 

Invista em treinamentos profissionais

O ponto mais importante é ter profissionais sempre preparados contra acidentes. E como fazer isso? Através de treinamentos constantes! Eles podem ser feitos através de palestras ou até mesmo pequenos cursos sobre como podem identificar riscos ou agir em situações de acidentes. Desta forma, mesmo que alguma coisa aconteça, eles podem minimizar os danos.

Além disso, lembre-se de que o trabalhador é quem vive diariamente no local de trabalho a realidade ao redor. Portanto, ninguém melhor do que ele para saber identificar quando algo não está correto. Se for bem orientado, irá passar a informação aos responsáveis.

Ainda, é muito importante que cada pessoa atue apenas naquilo para o qual foi preparada. Se o seu trabalhador não tem treinamento para subir no navio, por exemplo, então é melhor que não faça isso.

 

Forneça os EPI’s

A segurança do trabalho em portos e embarcações precisa sempre contar com os equipamentos de proteção corretos.

 

Os chamados EPI’s são fundamentais e variam conforme cada situação.

Lembre-se de que navios e portos são ambientes de muita poluição sonora. Portanto, esse já deve ser um tipo de problema prevenido com EPIs. O mesmo serve para o solo, que normalmente estará molhado e precisa de calçados específicos.

Capacetes, óculos especiais, guindastes com características específicas e muitos outros detalhes também podem ser citados. Quando você conhece as normas regulamentadoras, fica mais fácil se adequar e fornecer todos os EPIs necessários de acordo com o seu contexto.

 

Faça a sinalização adequada

Em áreas portuárias, especialmente, há muitos espaços onde somente determinadas pessoas podem entrar. Isso acontece principalmente porque há máquinas e veículos transitando ou até mesmo riscos no chão próximos da água.

Portanto, você precisa ter atenção à sinalização ao redor. Deixe bem claro quem pode ou não entrar e até mesmo em quais condições. A NR 29, em especial, alerta bastante sobre essa questão e dá algumas orientações sobre como sinalizar o espaço ao redor na zona portuária.

 

Promova a conscientização

Se você pretende contar com o apoio de todos os colaboradores para evitar acidentes, precisa estimular para que cada um faça a sua parte. Através de conteúdo, debates e até mesmo palestras e workshops é possível criar esse envolvimento das equipes.

A segurança do trabalho em portos e embarcações deve ser um assunto frequente na empresa. Se você falar sobre isso apenas uma vez por ano, não espere que os colaboradores entendam essa importância.

 

 

 


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