terça-feira, 6 de agosto de 2024

 





 

TREINAMENTO DE CIPA: SAIBA QUEM DEVE FAZER, TEMAS E CARGA HORÁRIA

 

 


 

A CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) é um elemento fundamental para a segurança e saúde dos trabalhadores. Instituída pela NR 5, do Ministério do Trabalho, a CIPA tem como objetivo principal prevenir acidentes e doenças ocupacionais no ambiente de trabalho.

 

“As organizações e os órgãos públicos da administração direta e indireta, bem como os órgãos dos Poderes Legislativo, Judiciário e Ministério Público, que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, devem constituir e manter CIPA”.

 

A comissão é composta por representantes dos empregadores e dos empregados, eleitos pelos próprios funcionários de cada empresa. Esses representantes têm a responsabilidade de identificar e analisar os riscos presentes nos locais de trabalho, além de propor medidas preventivas e corretivas para minimizar esses riscos.

 

O que é CIPA

A CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) é uma comissão formada por representantes dos empregados e do empregador, presente nas empresas, cujo objetivo é promover a segurança e a saúde no ambiente de trabalho. Ela é regulamentada pela Norma Regulamentadora 5 (NR 5), sendo obrigatória para a maioria das empresas, exceto aquelas de baixo risco.

 

Qual a função da CIPA

Sua principal função é identificar e prevenir riscos ocupacionais, acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. Os membros da comissão são eleitos democraticamente pelos trabalhadores da empresa e recebem treinamento específico para desempenhar suas atribuições. Eles atuam como intermediários entre os colaboradores e a gestão da empresa, visando melhorar as condições de trabalho e a conscientização sobre a segurança no ambiente laboral.

Outra importante função da CIPA é promover a conscientização dos trabalhadores por meio de campanhas educativas, treinamentos, palestras e distribuição de materiais informativos. A comissão busca sensibilizar os colaboradores sobre a importância de seguir as normas de segurança, utilizar corretamente os Equipamentos de Proteção Individual – EPI’s e relatar situações de risco.

 

Quem deve fazer o treinamento

O treinamento da CIPA é direcionado aos membros eleitos da comissão, tanto os representantes dos empregados quanto os representantes do empregador. Esses membros são escolhidos por meio de eleições realizadas na própria empresa, de acordo com as diretrizes estabelecidas pela NR 5.

 

Quais os temas do treinamento da CIPA

 

Legislação

Os membros da CIPA devem compreender a legislação trabalhista e as normas regulamentadoras pertinentes, em especial a NR 5, para conhecer seus direitos, deveres e responsabilidades.

 

Riscos e Prevenção 

O treinamento abrange a identificação dos riscos presentes no ambiente de trabalho, sejam eles físicos, químicos, biológicos, ergonômicos ou de acidentes, e como preveni-los por meio de medidas adequadas.

 

Procedimentos de Emergência

Os membros devem ser capacitados para atuar em situações de emergência, como incêndios, evacuações e primeiros socorros, garantindo a segurança e o bem-estar dos trabalhadores.

 

Investigação de Acidentes

O treinamento inclui técnicas de investigação de acidentes, para que os membros da CIPA possam analisar as causas e propor medidas corretivas visando a prevenção de novos incidentes.

 

Comunicação e Conscientização

Os membros são instruídos sobre como promover a conscientização dos trabalhadores, por meio de campanhas educativas, treinamentos e diálogos constantes sobre segurança no trabalho.

 

O treinamento é obrigatório?

O treinamento da CIPA é obrigatório e tem como objetivo preparar os membros para desempenharem suas funções de forma efetiva. Os eleitos devem receber treinamento específico antes de assumirem suas funções na comissão.

Além do treinamento inicial, os membros da CIPA também devem participar de treinamentos periódicos de reciclagem, conforme estabelecido pela NR 5. Esses treinamentos atualizam os conhecimentos dos membros e os mantêm alinhados com as práticas mais recentes de segurança no trabalho.

 

Qual é a carga horária?

O treinamento terá carga horária de vinte horas, distribuídas em no máximo oito horas diárias e será realizado durante o expediente normal da empresa e poderá ser ministrado pelo SESMT da empresa, entidade patronal, entidade de trabalhadores ou por profissional que possua conhecimentos sobre os temas ministrados.

O treinamento realizado há menos de 2 (dois) anos contados da conclusão do curso pode ser aproveitado na mesma organização, observado o estabelecido na NR 1.

 

O treinamento deve ter carga horária mínima de:

a) 8 (oito) horas para estabelecimentos de grau de risco 1;
b) 12 (doze) horas para estabelecimentos de grau de risco 2;
c) 16 (dezesseis) horas para estabelecimentos de grau de risco 3; e
d) 20 (vinte) horas para estabelecimentos de grau de risco 4.

 

Quem pode ministrar o treinamento de CIPA

O treinamento da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) pode ser ministrado por profissionais habilitados e capacitados na área de segurança do trabalho. A norma regulamentadora 5 (NR 5), que trata dessa comissão, não determina uma categoria específica de profissionais que devem ministrar o treinamento, mas é importante que eles possuam conhecimento técnico e experiência na área.

Geralmente, profissionais habilitados para ministrar o treinamento de CIPA incluem engenheiros de segurança do trabalho, técnicos de segurança do trabalho, instrutores de segurança do trabalho ou outros profissionais especializados nessa área. Esses profissionais possuem conhecimento das normas regulamentadoras, das práticas de prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, além de estarem atualizados com as legislações vigentes.

Como visto, a realização do treinamento de CIPA é fundamental para garantir que os membros estejam preparados para identificar riscos, propor medidas preventivas, investigar acidentes e promover a conscientização dos trabalhadores. Dessa forma, o treinamento contribui para a efetividade da CIPA e para a promoção de um ambiente de trabalho mais seguro.

 

 



 

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DOENÇAS OCUPACIONAIS: O QUE SÃO, OS TIPOS E COMO PREVENIR

 

 


 

Doenças ocupacionais são aquelas que surgem como resultado de atividades laborais específicas. Os primeiros sintomas podem se manifestar tanto a curto quanto a longo prazo, sendo necessário realizar exames para confirmar se sua origem está relacionada ao ambiente de trabalho.

Anualmente, um grande número de trabalhadores é afastado de suas funções devido a doenças ocupacionais. Essa situação representa um custo para as empresas, caso não adotem medidas e investiguem quais são as causas.

Certas ocupações apresentam um risco maior do que outras. No entanto, um dos principais objetivos dos profissionais de segurança do trabalho é antecipar tais eventos, sugerindo mudanças na rotina laboral ao empregador.

No post de hoje vamos abordar o que é doença ocupacional, quais os tipos, o que pode causá-la, e como prevenir e tornar o ambiente de trabalho mais seguro. Continue lendo.

 

O que são doenças ocupacionais?

Doenças ocupacionais, também conhecidas como doenças relacionadas ao trabalho, são condições de saúde que resultam diretamente das atividades desempenhadas em um ambiente de trabalho. Essas doenças são causadas ou agravadas por fatores presentes no local de trabalho, tais como exposição a substâncias químicas, físicas ou biológicas nocivas, condições de trabalho inadequadas, movimentos repetitivos, posturas inadequadas, estresse ocupacional, entre outros.

As doenças ocupacionais podem variar desde problemas de saúde menores, como irritações na pele, até condições mais graves e crônicas, como lesões musculoesqueléticas, doenças respiratórias, doenças cardiovasculares, transtornos mentais relacionados ao trabalho, câncer ocupacional, entre outras.

 

Principais doenças ocupacionais:

·      Ler/Dort;

·      Dorsalgias;

·      Asma ocupacional;

·      Silicose; 

·      Dermatose ocupacional;

·      Transtornos das articulações; 

·      Varizes nos membros inferiores; 

·      Surdez/PAIR.

 

O que caracteriza uma doença ocupacional

Uma doença ocupacional é caracterizada por ter uma relação direta com o ambiente e as condições de trabalho. Existem alguns critérios que podem ajudar a identificar e caracterizar uma doença como sendo ocupacional:

 

Relação causal com o trabalho

A doença deve ter uma ligação clara e direta com as atividades e exposições no local de trabalho. Isso significa que a doença deve ser causada ou agravada por fatores presentes no ambiente de trabalho, como substâncias químicas, condições físicas adversas, movimentos repetitivos, estresse ocupacional, entre outros.

 

Exposição ocupacional

A doença deve estar relacionada à exposição a agentes ou condições específicas presentes no ambiente de trabalho. Isso pode incluir substâncias químicas tóxicas, poeiras, radiações, ruído, vibrações, condições de temperatura extrema, posturas inadequadas, entre outros fatores.

 

Caráter específico da ocupação

A doença deve estar associada a um setor ou tipo específico de trabalho. Algumas doenças ocupacionais são mais comuns em determinadas ocupações ou indústrias, devido aos riscos inerentes a essas atividades. Por exemplo, pneumoconioses (doenças pulmonares causadas pela inalação de poeiras) são mais comuns em trabalhadores da mineração ou construção civil.

 

Quais são os tipos de doenças ocupacionais

As doenças ocupacionais abrangem uma ampla variedade de condições de saúde que podem ser causadas ou agravadas pelo ambiente de trabalho. Alguns dos principais tipos de doenças ocupacionais incluem:

 

Lesões musculoesqueléticas

Essas doenças afetam os músculos, ossos, tendões, ligamentos e articulações. Exemplos incluem lesões por esforço repetitivo (LER), distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT), tendinites, tenossinovites e bursites. São comuns em atividades que envolvem movimentos repetitivos, posturas inadequadas, levantamento de cargas pesadas, entre outros.

 

Doenças respiratórias

Afetam o sistema respiratório e são causadas pela exposição a poeiras, fumos, gases, vapores e substâncias químicas irritantes ou tóxicas presentes no ambiente de trabalho. Exemplos incluem asma ocupacional, pneumoconioses (como a silicose e a asbestose), doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) relacionada ao trabalho, entre outras.

 

Intoxicações e doenças relacionadas a substâncias químicas

São causadas pela exposição a substâncias químicas tóxicas presentes no ambiente de trabalho. Podem incluir intoxicações agudas ou crônicas, danos aos órgãos internos, disfunções do sistema nervoso, câncer ocupacional, entre outras condições.

 

Doenças infecciosas

São causadas pela exposição a agentes biológicos presentes no ambiente de trabalho, como vírus, bactérias, fungos ou parasitas. Profissionais da saúde, trabalhadores em laboratórios e em ambientes com risco de contaminação são especialmente suscetíveis. Exemplos incluem tuberculose ocupacional, hepatite, infecções por HIV, entre outras.

 

Ruído e perda auditiva

A exposição prolongada a níveis elevados de ruído no ambiente de trabalho pode causar perda auditiva permanente. É comum em setores como construção, indústria, mineração, entre outros.

 

O que pode causar uma doença ocupacional

Uma doença ocupacional pode ser causada por uma combinação de fatores relacionados ao ambiente de trabalho e às condições laborais. Alguns dos principais elementos que podem contribuir para o desenvolvimento de doenças ocupacionais são:

 

Exposição a substâncias químicas

A exposição a substâncias químicas tóxicas ou irritantes no ambiente de trabalho pode levar ao desenvolvimento de doenças ocupacionais. Isso pode incluir exposição a produtos químicos industriais, solventes, pesticidas, gases, vapores, poeiras, entre outros agentes químicos nocivos.

 

Exposição a agentes biológicos

O contato com microrganismos, como vírus, bactérias, fungos ou parasitas, no ambiente de trabalho pode causar doenças infecciosas ocupacionais. Profissionais de saúde, trabalhadores em laboratórios, ambientes de saneamento e agricultura estão especialmente suscetíveis.

 

Exposição a agentes físicos

Fatores físicos presentes no ambiente de trabalho podem contribuir para doenças ocupacionais. Isso pode incluir exposição a ruído excessivo, vibrações, radiações ionizantes (como raio-x), radiações não ionizantes (como radiação ultravioleta), temperatura extrema, umidade, e pressão atmosférica anormal.

 

Movimentos repetitivos e posturas inadequadas

Atividades que envolvem movimentos repetitivos, esforços excessivos, vibrações ou posturas inadequadas podem levar ao desenvolvimento de lesões musculoesqueléticas ocupacionais. Trabalhadores que executam tarefas repetitivas, como digitação, montagem de peças, carregamento de cargas, estão mais propensos a desenvolver essas condições.

 

Fatores ergonômicos

A falta de adaptação ergonômica dos postos de trabalho, como mobiliário inadequado, falta de ajuste de cadeiras e mesas, ausência de pausas adequadas e falta de treinamento ergonômico, pode contribuir para o desenvolvimento de doenças musculoesqueléticas ocupacionais.

 

Como prevenir doenças ocupacionais

A prevenção de doenças ocupacionais é essencial para garantir a saúde e a segurança dos trabalhadores. A seguir citamos algumas medidas de prevenção.

 

Avaliação de riscos

Realize uma avaliação completa dos riscos presentes no ambiente de trabalho. Identifique e analise os perigos relacionados a substâncias químicas, agentes biológicos, agentes físicos, movimentos repetitivos, posturas inadequadas, estresse ocupacional e outros fatores que possam afetar a saúde dos trabalhadores.

 

Controle de riscos

Implemente medidas de controle adequadas para reduzir ou eliminar os riscos identificados. Isso pode incluir a substituição de substâncias químicas perigosas por alternativas menos nocivas, a implantação de sistemas de ventilação adequados, o fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPIs), e a adoção de práticas de trabalho seguras e ergonômicas.

 

Treinamento e conscientização

Forneça treinamento adequado aos trabalhadores sobre os riscos ocupacionais presentes em seu trabalho, bem como as medidas de prevenção e os procedimentos de segurança. Promova a conscientização sobre a importância da saúde ocupacional e a adoção de boas práticas.

 

Uso de Equipamentos de Proteção Individual - EPI’s

Garanta que os trabalhadores tenham acesso aos EPI’s apropriados e que sejam devidamente treinados em sua utilização correta. Os EPI’s podem incluir óculos de proteção, luvas, máscaras respiratórias, protetores auriculares, capacetes, entre outros, dependendo dos riscos presentes no ambiente de trabalho.

 

Ergonomia no local de trabalho

Adote princípios ergonômicos para o projeto dos postos de trabalho, mobiliário e ferramentas utilizados pelos trabalhadores. Garanta que os trabalhadores tenham uma postura adequada, façam pausas regulares, usem mobiliário ajustável e evitem movimentos repetitivos que possam levar a lesões musculoesqueléticas.

 

Programas de saúde e bem-estar

Implemente programas de promoção da saúde e bem-estar no local de trabalho. Isso pode incluir a oferta de exames médicos periódicos, atividades físicas, programas de gerenciamento de estresse, acesso a serviços de apoio psicossocial e incentivo a um estilo de vida saudável.

 

Qual a importância da prevenção

 

A prevenção de doenças ocupacionais é importante por diversas razões, tais como:

·      Proteção da saúde dos trabalhadores

·      Redução de custos

·      Cumprimento das obrigações legais

·      Melhoria do ambiente de trabalho

·      Responsabilidade social corporativa

·      Diminui os índices de afastamento

·      Aumenta a produtividade

 

A prevenção de doenças ocupacionais é fundamental para proteger a saúde dos trabalhadores, reduzir os custos associados, cumprir obrigações legais, melhorar o ambiente de trabalho e promover a responsabilidade social corporativa. É um investimento que traz benefícios para as empresas, os trabalhadores e a sociedade como um todo.

A implementação de medidas preventivas, como avaliação de riscos, controle de exposição a agentes nocivos, treinamento adequado, uso de equipamentos de proteção, práticas ergonômicas e programas de saúde e bem-estar, são fundamentais para garantir um ambiente de trabalho seguro e saudável.

É essencial que as empresas, os empregadores, os trabalhadores e os órgãos reguladores trabalhem juntos para criar e manter um ambiente de trabalho seguro. A prevenção de doenças ocupacionais é um investimento que resulta em benefícios de longo prazo para todos os envolvidos, promovendo a saúde, o bem-estar e a sustentabilidade das organizações.

 

 



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segunda-feira, 5 de agosto de 2024

 






 

CICLONE TORÁCICO OU BGI, CONHEÇA MAIS DESSE ACESSÓRIO

 

 


 

É comum ouvirmos falar sobre os ciclones de Nylon e de Alumínio quando se trata da coleta e separação de partículas. No entanto, é importante destacar que esses não são os únicos acessórios utilizados nesse processo. Um ciclone de extrema relevância para a higiene ocupacional é o BGI, que é projetado não apenas para a coleta da fração torácica, mas esse ciclone faz mais do que isso. Acompanhe este artigo! 

 

BGI 

Na realidade, o ciclone que comumente chamamos de BGI não é o seu nome propriamente dito; ‘BGI’ é, na verdade, o nome da empresa responsável pela criação desse separador de partículas, entre outros equipamentos notáveis. Fundada em 1971, a BGI Incorporated é uma empresa de fabricação de renome, certificada pela ISO 9001, dedicada ao desenvolvimento de métodos e equipamentos voltados principalmente para a amostragem de partículas no ar. Os produtos da BGI desempenham um papel crucial no mercado de higiene industrial, onde são empregados para avaliar a exposição dos trabalhadores em uma variedade de setores e para a realização de estudos e controle da poluição atmosférica. O portfólio da BGI abrange uma gama de produtos essenciais, incluindo amostradores de ar, separadores de partículas, bombas, tubos de amostragem e calibradores de fluxo de gás. Na área ambiental, os amostradores de partículas desenvolvidos pela BGI figuraram entre os primeiros a serem introduzidos no mercado e têm sido reconhecidos desde o início como amostradores ‘de referência’ pela Agência de Proteção Ambiental (EPA). 

 

O Ciclone 

O acessório frequentemente referido como ‘ciclone BGI’ ou ‘ciclone torácico’ é, na verdade, conhecido como GK2.69. O ciclone GK2.69 opera a uma taxa de 1,6 L/min, seguindo a convenção para a amostragem de poeira torácica, com um corte de 50% a 10 mícrons. No entanto, ele também pode ser usado a uma taxa de 4,2 L/min, de acordo com a curva de distribuição de tamanho de partículas respiráveis da US-ACGIH, com um corte de 50% em 4 mícrons. Além disso, o GK2.69 é compatível com cassetes do estilo NIOSH, de 3 peças, 37 mm e 5 mícrons, feitas de PVC. 

 

Portanto, seu ciclone torácico não precisa permanecer inativo acumulando poeira; ele pode ser empregado em situações que demandem a coleta eficiente de uma grande quantidade de partículas em um espaço de tempo reduzido, demonstrando assim sua versatilidade e utilidade. 

 

 

 

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POSSO UTILIZAR O MESMO AMOSTRADOR DA CALIBRAÇÃO PARA A COLETA?

 

 


 

A calibração da bomba de amostragem é um passo crucial para garantir a precisão e confiabilidade dos resultados da amostragem. No entanto, existe uma prática comum de usar o mesmo amostrador tanto para a calibração da bomba quanto para a coleta das amostras de ar ambiente. Este artigo discutirá porque essa prática pode levar a resultados imprecisos e subestimar os riscos de exposição a agentes químicos. 

 

Fundamentos da Calibração da Bomba de Amostragem 

A calibração da bomba de amostragem envolve ajustar a taxa de fluxo da bomba para garantir que ela esteja coletando uma quantidade conhecida de ar durante um determinado período de tempo. Isso é essencial para calcular com precisão a concentração dos contaminantes no ar. A calibração geralmente é feita usando um dispositivo de calibração, como um calibrador de fluxo, que fornece uma taxa de fluxo conhecida. 

 

O Problema de Usar o Mesmo Amostrador 

Usar o mesmo amostrador tanto para a calibração da bomba quanto para a coleta de amostras de ar pode introduzir um viés nos resultados da avaliação. Isso ocorre porque os amostradores durante a calibração podem ser contaminados. Se o ambiente no qual a calibração esteja sendo feita houver a presença do agente no ar, ele será coletado no amostrador, em todo o período que a calibração for realizada e esse tempo de coleta não será contabilizado, podendo ter um resultado superestimado. 

Além disso, a exposição a diferentes agentes químicos pode ter efeitos variados nos componentes do amostrador. Isso pode alterar a taxa de fluxo ao longo do tempo de maneira inconsistente para diferentes contaminantes, distorcendo ainda mais os resultados. 

 

 



 

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sexta-feira, 2 de agosto de 2024

 





 

QUALQUER COMPOSTO QUE TEM BENZENO GERA APOSENTADORIA ESPECIAL?

 



A relação entre a exposição a compostos contendo benzeno e a concessão de aposentadoria especial tem sido um tema de grande interesse e debate nos últimos anos. O benzeno, um composto químico presente em várias indústrias e processos, é conhecido por seus potenciais efeitos nocivos à saúde dos trabalhadores que têm contato direto com ele. A busca por entender se qualquer composto que contenha benzeno pode levar à concessão de aposentadoria especial é um tópico crucial, pois impacta diretamente a vida e o bem-estar dos trabalhadores expostos a essa substância. 

 

Benzeno 

O benzeno é um hidrocarboneto aromático de fórmula química C6H6, conhecido por sua estrutura de anel hexagonal de átomos de carbono, cada um dos quais está ligado a um átomo de hidrogênio. É um líquido incolor altamente inflamável e volátil com um odor adocicado, amplamente utilizado na indústria química como matéria-prima para a produção de uma variedade de produtos, como plásticos, borrachas, solventes, tintas e explosivos. Embora o benzeno tenha uma aplicação industrial significativa, ele também é reconhecido por ser potencialmente tóxico e cancerígeno para os seres humanos. A exposição prolongada ou repetida ao benzeno pode representar sérios riscos à saúde, incluindo o desenvolvimento de doenças graves, como a leucemia mieloide aguda. Portanto, seu manuseio seguro e a regulamentação estrita de sua presença em locais de trabalho são essenciais para proteger a saúde e a segurança dos trabalhadores. 

 

A LINACH e o benzeno 

A LINACH é uma lista elaborada por autoridades de saúde e segurança do trabalho que identifica substâncias químicas e agentes que têm sido associados ao desenvolvimento de câncer em seres humanos. O benzeno, devido à sua comprovada capacidade de causar câncer, é inserido nessa lista com base em estudos científicos e epidemiológicos. Importante destacar que, de acordo com as normas e regulamentações de segurança ocupacional, a presença de benzeno em um ambiente de trabalho que possa gerar riscos à saúde do trabalhador pode dar enquadramento à concessão de aposentadoria especial. Isso ocorre porque a exposição a essa substância pode resultar em sérios danos à saúde a longo prazo, incluindo o desenvolvimento de doenças malignas, tornando imperativa a proteção e compensação adequada aos trabalhadores expostos. 

 

Quantidade mínima de benzeno 

Mas é qualquer quantidade de benzeno presente em um composto que gera o enquadramento? Para acabar com essa dúvida foi emitida uma nota técnica pela Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (FUNDACETRO), nota técnica nº 1/2022/EARJ na qual está escrito: “Os únicos hidrocarbonetos aromáticos que estão listados no Grupo 1 da LINACH são o benzeno e o benzo[a]pireno. Ainda nesse sentindo, quando for avaliada uma mistura que contenha essas substâncias, segundo as normas do Sistema Globalmente Harmonizado para classificação e rotulagem de produtos químicos (GHS, adotado pela NR-26), somente devem ser considerados carcinogênicos se as misturas que os contenham possuam concentração superior à de 0,1% em massa desses agentes.”. 

 

 

 

 

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POSSO UTILIZAR O MESMO AMOSTRADOR DA CALIBRAÇÃO PARA A COLETA?

 



A calibração da bomba de amostragem é um passo crucial para garantir a precisão e confiabilidade dos resultados da amostragem. No entanto, existe uma prática comum de usar o mesmo amostrador tanto para a calibração da bomba quanto para a coleta das amostras de ar ambiente. Este artigo discutirá porque essa prática pode levar a resultados imprecisos e subestimar os riscos de exposição a agentes químicos. 

 

Fundamentos da Calibração da Bomba de Amostragem 

A calibração da bomba de amostragem envolve ajustar a taxa de fluxo da bomba para garantir que ela esteja coletando uma quantidade conhecida de ar durante um determinado período de tempo. Isso é essencial para calcular com precisão a concentração dos contaminantes no ar. A calibração geralmente é feita usando um dispositivo de calibração, como um calibrador de fluxo, que fornece uma taxa de fluxo conhecida. 

 

O Problema de Usar o Mesmo Amostrador 

Usar o mesmo amostrador tanto para a calibração da bomba quanto para a coleta de amostras de ar pode introduzir um viés nos resultados da avaliação. Isso ocorre porque os amostradores durante a calibração podem ser contaminados. Se o ambiente no qual a calibração esteja sendo feita houver a presença do agente no ar, ele será coletado no amostrador, em todo o período que a calibração for realizada e esse tempo de coleta não será contabilizado, podendo ter um resultado superestimado. 

Além disso, a exposição a diferentes agentes químicos pode ter efeitos variados nos componentes do amostrador. Isso pode alterar a taxa de fluxo ao longo do tempo de maneira inconsistente para diferentes contaminantes, distorcendo ainda mais os resultados. 

 

Boas Práticas Recomendadas 

Para garantir resultados de avaliação precisos e confiáveis, é altamente recomendável que amostradores diferentes sejam usados para calibração da bomba e coleta de amostras de ar. Isso minimiza os riscos de viés nos resultados. 

Além disso, é fundamental seguir os procedimentos de calibração recomendados pelo fabricante da bomba de amostragem e usar dispositivos de calibração confiáveis. O monitoramento regular do desempenho do amostrador e a manutenção adequada também são práticas essenciais para garantir resultados precisos. 

 

 

 

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quinta-feira, 1 de agosto de 2024

 






 

AVALIAÇÃO DE AGENTES QUÍMICOS NO PIOR CENÁRIO

 



A higiene ocupacional desempenha um papel crucial na proteção da saúde e segurança dos trabalhadores expostos a agentes químicos no ambiente de trabalho. Em certos casos, podem ser necessárias avaliações e uma estratégia de amostragem é essencial para o sucesso das avaliações e também para economia do cliente. Uma estratégia muito utilizada é a coleta no pior cenário. 

 

Avaliação no pior cenário 

Na amostragem de pior cenário, seleciona-se de forma não aleatória os trabalhadores em que se acredita, subjetivamente, terem as maiores exposições. Se nenhuma amostra de pior cenário exceder o(s) limite(s) de exposição ocupacional, podemos estar subjetivamente satisfeitos (mas não estatisticamente confiantes) de que o perfil de exposição é aceitável.  

Por exemplo, os operadores de fábrica que têm funções de trabalho semelhantes dentro de uma unidade de produção de uma fábrica podem ser identificados como um grupo homogêneo de exposição (GHE). Para esses trabalhadores, uma exposição de pior cenário pode ocorrer em um dia em que sua unidade de processo gere a maior produção. Tal dia seria subjetivamente considerado o período de exposição de pior cenário e alvo de avaliação.  

 

Vantagens e limitações 

As vantagens em utilizar esse método para a amostragem dos agentes químicos é que menos amostras são normalmente coletadas para tomar uma decisão, e habilidades estatísticas não são necessárias.  

Porém, baseia-se em julgamentos subjetivos sobre as piores condições de exposição, é difícil de capturar o(s) período(s) real(is) de exposição no pior cenário, exige que o higienista ocupacional reconheça as condições ambientais e as práticas de trabalho dos funcionários que têm o efeito mais significativo nas exposições dos funcionários, e decisões sobre a aceitabilidade da exposição são feitas sem um nível conhecido de confiança. 

 

Utilizar esse método de amostragem de agentes químicos apresenta algumas vantagens, como a coleta de menos amostras para tomada de decisão, dispensando a necessidade de habilidades estatísticas. 

Porém, é importante ressaltar que esse método se baseia em julgamentos subjetivos para identificar as piores condições de exposição, o que dificulta a captura dos períodos reais dos piores cenários de exposição. Além disso, requer que o higienista ocupacional conheça a fundo as condições ambientais e as práticas de trabalho que mais afetam as exposições dos funcionários, e as decisões sobre a aceitabilidade da exposição são tomadas sem um nível conhecido de confiança. 

 

 

 



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PRINCIPAIS CAUSAS DE ACIDENTES POR QUEDAS | TRABALHO EM ALTURA

 



Os mecanismos criados pela NR 35 definem os requisitos e as medidas de proteção dos trabalhadores que ganham a vida em altura. A atividade exige três fatores básicos ao profissional: condicionamento físico, psicológico e conhecimento técnico.

O fato é que, quanto maior a altura, consequentemente maior será o risco de acidentes. Nesse cenário, conheça as principais causas de incidentes por quedas.

 

Falta de planejamento

O princípio básico da atividade consiste na análise prévia do local de trabalho, bem como as atividades que ali serão exercidas. Quando esses pontos não são observados corretamente, coloca-se em risco a segurança do profissional e de toda a estrutura.

Essa etapa deve ser realizada tanto pelo empregador como pelo próprio trabalhador. Devido à sua experiência com o trabalho, o colaborador que realiza as atividades em altura consegue ter uma maior percepção sobre os possíveis riscos e, por isso, a perspectiva dele deve ser levada em consideração.

 

Falta de treinamento adequado

Ainda hoje existem no Brasil trabalhadores que exercem ilegalmente a profissão que lida diretamente com o trabalho em altura. De acordo com a NR 35.3.2, “considera-se trabalhador capacitado para trabalho em altura aquele que foi submetido e aprovado em treinamento, teórico e prático, com carga horária mínima de oito horas”.

Uma vez qualificado por uma empresa reconhecida pelo MTE, o profissional pode aprimorar ainda mais suas habilidades realizando treinamentos de reciclagem. É função do empregador fornecer os programas de capacitação e treinamento aos colaboradores.

 

Falta ou uso inadequado de equipamentos de segurança

Seja para proteção individual ou coletiva, a utilização de equipamentos é uma exigência da legislação para atividade em altura. A falta ou o uso inadequado dos mesmos representam grave risco à saúde do trabalhador. Vale ressaltar que os equipamentos devem estar certificados e precisam estar em bom estado.

Não basta somente o uso dos equipamentos. É necessário que durante as capacitações e treinamentos, o trabalhador aprenda a lidar com este tipo de aparelhagem tanto no momento de seleção, de inspeção e de conservação quanto as limitações para o seu uso.

 

Excesso de trabalho

A carga excessiva de trabalho ainda é uma realidade no país. A atividade em altura exige condicionamento físico por parte do trabalhador. Para estar apto a exercer suas atividades, é preciso que o tempo de descanso seja respeitado.

O condicionamento físico e psicológico é fundamental para que o trabalho em altura seja exercido. Como, muitas vezes, tratam-se de condições extremas, o trabalhador precisa estar em dia com sua saúde e mentalmente estável.

 

Excesso de confiança

Da mesma forma que o medo pode ser um limitador para atividade, o excesso de confiança pode levar perigo ao próprio profissional e aos colegas. O relaxamento natural após uma falsa sensação de controle na atividade pode fazer com que ocorram acidentes de trabalho.

Por mais que o trabalhador execute as atividades há muitos anos, quando falamos em trabalho em altura, é preciso que cada dia seja encarado como o primeiro. A checagem dos equipamentos e das suas condições de uso, os exames regulares e as atualizações em cursos e treinamentos se fazem necessárias para não colocar o trabalhador em risco.





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