quinta-feira, 24 de novembro de 2022

 




 

SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA QUEDAS (SPC):

COMO FUNCIONA?

 

 



Você sabe o que é o sistema de proteção contra quedas (SPQ)? Todo trabalhador tem direito a estar protegido contra riscos ocupacionais, sendo obrigação do empregador se adaptar para garantir isso.

As quedas figuram entre as principais razões por trás dos acidentes de trabalho. Além disso, também estão entre os acidentes com os maiores índices de vítimas fatais.

Por isso, o sistema de proteção contra quedas é fundamental no dia a dia do trabalhador. Quer saber mais a respeito? Continue conosco e leia o artigo na íntegra.

O que é a proteção contra quedas?
 

O sistema de proteção contra quedas são ações e equipamentos de uso coletivo e individual, utilizados para diminuir ou eliminar completamente riscos de acidentes ocupacionais. É, em geral, destinado às atividades realizadas em locais acima de dois metros do nível inferior. 

São diversas as atividades que necessitam da realização do trabalho em altura, indo desde a limpeza de janelas até a construção de arranha-céus. 

Logo, todas as operações precisam ser analisadas de perto por especialistas em segurança do trabalho. Dessa forma é possível fazer um planejamento específico a fim de garantir a segurança durante a realização do trabalho.

Entretanto, aquém das particularidades de cada tarefa, existem itens regulares para todo trabalho em altura, tanto para proteção coletiva quanto individual.

Os equipamentos devem ser usados de acordo com a necessidade e riscos de cada trabalho em altura.

 

Principais riscos para funcionários que atuam em alturas elevadas

 



Sem dúvidas, a maior preocupação em relação às quedas durante a realização do trabalho em altura são as mortes. Entretanto, existem diversos outros riscos que preocupam e não podem ser deixados de lado. 
 

Suspensão inerte
 

A suspensão inerte também representa um grande risco para os trabalhadores que executam serviços em altura. 

Elas acontecem quando o colaborador antes ou depois de cair vem a perder a consciência.

A tendência é que se ele estiver com o sistema de proteção contra quedas em seu devido lugar, ficará a salvo. No entanto, também é preciso que o resgate seja feito de forma rápida e eficiente.

A suspensão inerte, ainda que por um período curto de tempo, pode causar problemas fisiológicos muito graves, em virtude da compressão das artérias. Esse tipo de queda por provocar problemas na circulação sanguínea e, inclusive, levar ao óbito.
 

Efeito pêndulo
 

É chamado de efeito pêndulo o ato de balançar para frente, para trás e para os lados, após a queda. Isso acontece quando o profissional sofre o declive após a queda.

Com o efeito pêndulo, além da queda, o colaborador pode se chocar contra uma parede, maquinário, encanamento, equipamentos ou um outro companheiro de trabalho.

Ou seja, não apenas a queda é preocupante, mas também todas as forças adicionais que podem de alguma forma ferir o trabalhador em altura. Por isso, é indispensável o uso correto do sistema de proteção contra quedas.
 

Insolação


Um trabalhador em altura fica exposto a vários tipos de intempéries climáticas, como a chuva, raios, ventos e granizo. Além disso, o sol também representa um risco para o bem-estar do colaborador.

Nos dias em que o sol está muito forte, existe um grande risco de insolação, problema que pode provocar desmaios e vertigens. Por isso, é necessário ficar atento sempre às condições climáticas.

Mas por que a insolação é tão preocupante? Também conhecida como hipertermia, pode causar disfunções no sistema nervoso central, náuseas e vômitos, fazendo com que o risco de queda aumente.
 

Mortes e traumas

 

De acordo com o Observatório de Saúde e Segurança no Trabalho, entre os anos de 2012 e 2020 foram notificados 5.589.837 casos de acidentes no trabalho. 

Durante o mesmo período, 20.467 dos acidentes notificados resultaram no óbito do colaborador.

 

Entre as lesões que mais acometem os trabalhadores estão:





Os municípios brasileiros com o maior número de acidentes no trabalho são:
 

1. São Paulo/SP 125.925

2. Rio de Janeiro/RJ 39.934

3. Manaus/AM 23.908

4. Salvador/BA 23.150

5. Brasília/DF 20.951

 

A construção civil figura na quinta posição entre os setores com maior número de notificações de acidentes no trabalho. O que reforça a necessidade do sistema de proteção contra quedas.
 

Importância do sistema de proteção contra quedas


Quando o assunto é segurança em altura todo cuidado é pouco. Os ambientes devem estar plenamente adaptados e preparados para que esse tipo de trabalho seja realizado sem riscos. 

Anualmente, cerca de 1,3 milhão de quedas acontecem em todo o mundo, segundo a Organização Internacional do Trabalho. Diante desses dados, iniciativas como o sistema de proteção contra quedas são indispensáveis.
 

Como funciona o Sistema de Proteção contra Quedas - SPQ?
 

O Sistema de Proteção Contra Quedas é regido pela Norma Regulamentadora 35, cabendo ao empregador a responsabilidade de implementar integralmente as medidas de proteção.
 

O que a NR 35 diz sobre o SPQ?

 

Na NR 35 estão estabelecidas as medidas de proteção fundamentais para o trabalho em altura. Ela cobre todo o processo de planejamento, organização e realização das atividades.

 

A norma determina que:

 

ü é obrigatório o uso correto de EPI’s;

ü uso correto de sistemas de ancoragem;

ü é obrigatório a existência de plano de ação em caso de emergência;

ü análise de riscos envolvidos;

ü inspeção de cordas e cabeamento;

ü análise do estado mental e físico do colaborador.

 

3 (tres) metodologias de proteção contra quedas

A fim de garantir a proteção contra as quedas, existem diversas metodologias que variam de acordo com a situação do trabalho.

 

Queda controlada


Nesta metodologia são adotados equipamentos e ações com efeito de contenção. Em outras palavras, o sistema de proteção contra quedas e todos os seus elementos são selecionados em conjunto com o planejamento do trabalho e os riscos que ele apresenta.

 

Trabalho posicionado

O modelo tem como objetivo posicionar de forma correta o trabalhador, deixando-o com as mãos livres e boa mobilidade para executar o trabalho.

 

Trabalho restrito

A metodologia faz com que o acesso do trabalhador a lugares perigosos seja restrito. Ou seja, controla a área em que as movimentações serão realizadas.
 

Existe capacitação para trabalho em altura?
 

A NR 35 estabelece que o empregador deve obrigatoriamente fornecer programas de capacitação para os colaboradores que executam trabalhos em altura.

 

Conclusão

 

O Sistema de Proteção Contra Quedas é fundamental para a segurança no ambiente de trabalho, além de ser uma obrigação legal. Portanto, não perca tempo, atualize seus conhecimentos e faça a implementação.

 



 

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terça-feira, 22 de novembro de 2022

 




 

PRIMEIRAS LEIS DE PROTEÇÃO AO TRABALHO:

COMO SURGIU?

 



Você conhece a história por trás do surgimento das primeiras leis da proteção ao trabalho? Elas remontam desde o século XIX, época em que muitos trabalhadores eram prejudicados por conta das condições do ambiente de trabalho.

Neste artigo vamos voltar no tempo e mostrar o surgimento dessas leis e como elas se desenvolveram ao longo da história!

 

Como surgiram as primeiras leis de proteção ao trabalho?

 

A Revolução Industrial é um marco sem precedentes na história da humanidade. A partir dela os processos produtivos foram profundamente mudados. 

É o início da produção em massa e do capitalismo industrial, que trouxe mais produtos para o mercado e preços mais baixos e atrativos. 

No entanto, começou-se a observar que as condições insalubres e jornadas de trabalho terríveis prejudicavam muito os trabalhadores das fábricas. Então se viu  a necessidade de regularizar e proteger em algum nível os trabalhadores.

 

Quais foram as primeiras leis do trabalho?

 

A primeira lei de proteção ao trabalho foi homologada na Inglaterra, em 1802.

 

O parlamento britânico determinou:

 

ü que a jornada de trabalho não poderia ultrapassar 12h diárias;

ü proibiu a realização de trabalho durante a noite;

ü a obrigatoriedade de que se lavasse as paredes das fábricas no mínimo duas vezes ao ano;

ü tornou obrigatória a existência de um sistema de ventilação no local de trabalho.

 

Organização Internacional do Trabalho

 

A entidade foi fundada pouco depois do fim da Primeira Guerra Mundial. O objetivo da OTI, assim como as primeiras leis de proteção ao trabalho, é garantir mais segurança para o ambiente de trabalho.

Nosso país, o Brasil, faz parte dos membros fundadores da OIT e participa da Conferência Internacional do Trabalho desde a primeira edição. Além disso, abriu o primeiro escritório da organização na América Latina. 

 

Primeira Lei de Segurança do Trabalho no Brasil

 



No entanto, o Brasil começou a legislar sobre segurança e saúde no trabalho apenas no século XX, através do decreto 3.724/1919. Ele estabelecia várias obrigações ligadas ao ambiente de trabalho.

Entre elas, as indenizações e ações judiciais em caso de acidentes no durante a jornada de trabalho.
E em 1943, no governo do então presidente Getúlio Vargas, passou a valer a Consolidação das Leis do Trabalho - CLT.

Uma das primeiras leis de proteção ao trabalho e, sem dúvidas, uma das mais importantes!

Em 1978, o Ministério do Trabalho e Emprego fez a publicação da Portaria 3.214/78, que aprovou a criação da comunidade de Normas Regulamentadoras (NR’s).

As NR’s são verdadeiros manuais técnicos de segurança do trabalho e que estabelecem diretrizes de proteção das mais diversas áreas, indo desde a industrialização até a saúde.

 

O que motivou as primeiras leis de proteção ao trabalhador?

 

Como dissemos anteriormente, as fábricas forneciam péssimas condições de trabalho, eram localizadas em ambientes inapropriados. Além disso, a utilização da mão de obra de mulheres e crianças era muito comum. 

O resultado dessas condições insalubres foi uma explosão nos casos de acidentes no trabalho, mutilações e óbitos.

E dessa forma, começaram a se formar os primeiros movimentos operários. Eles reivindicavam jornadas de trabalho mais humanas e ambientes mais saudáveis. A partir daí as leis que anteriormente só legislavam a respeito de crianças e mulheres passaram a englobar todos os trabalhadores.

Portanto, é possível afirmar que as primeiras leis de proteção ao trabalho foram instituídas por pressão dos trabalhadores que se organizaram em sindicatos para defender seus interesses. 

 

Como as leis em Segurança do Trabalho evoluíram?

 

Hoje é possível dizer que boas condições de saúde e proteção à integridade física e mental dos trabalhadores são direitos fundamentais e previstos na Constituição Federal Brasileira.

Ao longo do tempo, as primeiras leis de proteção do trabalho evoluíram para acompanhar as mudanças nas próprias relações de trabalho.

 

Veja a linha do tempo dos principais acontecimentos:

 

Ø 1919: foi criada a lei de Acidentes do Trabalho, que transformou em compulsório o seguro contra os riscos ocupacionais;

Ø 1923: marco da Previdência Social que criou o fundo de pensão e aposentadoria para ferroviários;

Ø 1930: criação do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio;

Ø 1943: consolidação da CLT, que aborda a segurança e saúde no trabalho;

Ø 1975: criação das normas regulamentadoras.

 

Tanto as normas regulamentadoras como a própria CLT passaram por muitas mudanças ao longo das décadas. E é preciso acompanhar essas mudanças.

 

Conclusão


O trabalho é inerente ao homem. E a promoção de condições de trabalho decentes e seguras foi o grande objetivo das primeiras leis de proteção ao trabalho e segue sendo um desafio até os dias de hoje.

Garantir trabalho digno é uma forma poderosa de promover a inclusão social e o crescimento econômico de toda a nação.

 

 

 

 

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CHOQUE ELÉTRICO:

PRIMEIROS SOCORROS - SAIBA COMO PROCEDER

 



A verdade é que durante a realização de trabalhos com sistemas de energia podem acontecer choques elétricos e primeiros socorros.

Mas quais são as complicações do choque elétrico? Por que é tão importante evitá-los?

 

Neste artigo vamos abordar sobre os tipos de acidentes envolvendo eletricidade, os primeiros socorros e a importância de treinamentos para trabalhar na área. Ficou curioso?
 

Quais são os tipos de choques elétricos?
 

São chamados de choques elétricos as descargas de eletricidade externas que em algum momento atravessam o nosso corpo.

Em outras palavras, quando uma pessoa está exposta a uma corrente elétrica externa, ela leva um choque elétrico.

 

Essa descarga é classificada em três tipos: dinâmica, estática e descargas atmosféricas.

 

Choque elétrico dinâmico: é chamado assim o aquele em que a vítima fica exposta à rede elétrica e acabe levando o choque;

Estático: acontece por meio do atrito com materiais condutores, como quando alguém sente um choque ao vestir uma blusa de lã, por exemplo.

Descargas atmosféricas:  são os raios naturais, que podem atingir uma pessoa de forma direta ou indireta, causando queimaduras e até a morte.

 

Quais as complicações do choque elétrico para uma pessoa?
 

Em caso de choque elétrico, os primeiros socorros devem ser prestados rapidamente!

A gravidade das complicações varia de acordo com o fluxo da corrente elétrica. Quanto menor a voltagem e mais rápido acontecer a assistência médica, menores as chances de existirem complicações graves.

 

Mas nos casos mais graves podem acontecer problemas como:

 

ü Lesões neurológicas

ü Danos aos nervos, seguidos de paradas respiratórias e convulsões são problemas relacionados aos choques elétricos.

 

A condição pode causar dor ou dormência nos membros inferiores e superiores, além de dificuldades para se mexer e tonturas acontecem de forma constante.

 

É importante ressaltar que qualquer tipo de choque elétrico causa alguma alteração neurológica. Todavia, se essa exposição for frequente ou em um nível elevado, os efeitos podem ser permanentes e graves.


 

Queimaduras

 

As queimaduras por si só são divididas em três graus de gravidade, indo da mais branda (primeiro grau) até as mais graves (terceiro grau). 

Queimaduras, formigamento e ardência são possíveis sequelas da exposição à corrente elétrica ou descargas atmosféricas.
 

Problemas cardíacos

 

Parada cardíaca, motivada por conta da contração muscular em volta do coração, e fibrilação cardíaca, que acontece quando as batidas do coração ficam rápidas e irregulares, podem acontecer após o choque.

Em todos os casos de choque elétrico, os primeiros socorros podem fazer toda a diferença!
 

Choque elétrico: Como funcionam os primeiros socorros?

 

Algumas ações devem ser feitas antes do atendimento hospitalar chegar, são o que chamamos de primeiros socorros.

 

No caso dos choques elétricos, os procedimentos mais comuns são:
 

·       Afaste a pessoa da fonte elétrica

 

Desligue a fonte de energia elétrica, mas sem manter contato físico com a vítima.


Em seguida, afaste a pessoa da fonte que causou o choque com o auxílio de materiais não condutores, como a madeira, plástico ou borracha.

 

Observe se a pessoa está consciente
 

Certifique-se de que a vítima está acordada e respirando bem. Se ela estiver consciente busque acalmá-la até a chegada da ambulância.

Se estiver inconsciente, mas com respiração normal, deite-a de lado por medida de segurança.

 

No entanto, se ela estiver sem consciência, faça massagem cardíaca e respiração boca a boca.

Esses procedimentos são importantes para evitar as complicações que citamos anteriormente, como as paradas cardíacas e respiratórias.
 

Chame uma ambulância

 

Embora após o choque elétrico os primeiros socorros sejam fundamentais, eles não substituem o atendimento hospitalar completo. 

Por isso, sempre que acontecer algum acidente envolvendo eletricidade, uma ambulância deve ser chamada e a equipe médica acionada.

O paciente precisa passar por uma avaliação em casos leves e, possivelmente, internações nos casos de maior gravidade.
 

A importância de fazer um treinamento de primeiros socorros


Infelizmente, não existem formas de garantir 100% de segurança no trabalho, existem sempre riscos, por mais que mínimos, da ocorrência de acidentes. 

 

No entanto, capacitar os colaboradores para, além de evitar que os acidentes ocupacionais aconteçam, também saberem como agir diante das eventualidades é fundamental.

 

E um dos treinamentos mais importantes é o curso de primeiros socorros. Afinal, eles podem ser a diferença entre consequências mais brandas e ocorrências que exigem cuidados avançados e, até mesmo, o óbito.

 

Uma equipe bem treinada é capaz de reduzir drasticamente o número de acidentes ocupacionais envolvendo choques elétricos, além de saber como reduzir de forma segura os impactos dos mesmos.

 

A NR7, estabelece que é de responsabilidade do empregador proporcionar capacitação em primeiros socorros aos seus colaboradores.

 

O treinamento pode ser dado por meio da contratação de técnicos ou engenheiros especializados em segurança do trabalho. Ou seja, através de consultorias e empresas especializadas no segmento.

 

O fato é que o treinamento de primeiros socorros seja ministrado de forma eficiente.

 

Para exemplificar melhor, se existem trabalhos que devem ser feitos em altura, o ideal é que os trabalhadores sejam treinados para realizar primeiros socorros em vítimas de quedas.

 

O mesmo vale para trabalhadores que lidam com correntes elétricas e precisam estar cientes de como agir em casos de acidentes ocupacionais que necessitem de primeiros socorros.

 

Logo, é muito importante que a empresa identifique quais são os maiores riscos que correm os colaboradores e, a partir daí, trabalhe para tornar o ambiente mais seguro para todos que estão envolvidos no projeto.

  

Conclusão


Como você viu, em caso de choque elétrico os primeiros socorros são primordiais. E tão importante quanto a existência desse atendimento prévio, é que ele seja feito da forma correta.

 

Por isso, é fundamental investir na formação e capacitação dos profissionais que atuam no setor de energia elétrica. Dessa forma eles estarão prontos para gerir os possíveis acidentes ocupacionais.

 




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segunda-feira, 21 de novembro de 2022

 




 

PLANO DE EMERGÊNCIA:

FINALIDADE, VANTAGENS E COMO ELABORAR

 



O principal objetivo de um plano de emergência é, mesmo em situações adversas, garantir a segurança dos colaboradores e minimizar os danos causados por possíveis acidentes.

Mas não basta elaborar um plano, é preciso implementar as medidas de prevenção e treinar a todos para que saibam quais atitudes tomar durante uma emergência.

Quer saber mais sobre o plano de emergência e suas características? Continue a leitura!

 

O que é um plano de emergência?

 

Algumas áreas de trabalho oferecem riscos ocupacionais para os colaboradores, seja por conta do local ou das atividades propriamente ditas.

Trabalhos em altura, siderúrgica, etc, são exemplos de ocupações que podem trazer riscos implícitos e explícitos.

Nesse cenário, a determinação de quais serão as medidas adotadas mediante um evento perigoso, tanto durante quanto depois, devem ser formatadas em um documento que chamamos de plano de emergência.

Nesse plano, deve ser levado em conta as possibilidades de riscos existentes e preparar todos os colaboradores para uma eventual emergência.

Logo, o plano de emergência visa não apenas a capacitação e preparo dos trabalhadores, mas também a destinação de recursos para minimizar os riscos.

Dessa forma, os riscos maiores são evitados e os acidentes graves e fatalidades também têm seu índice reduzido e, em alguns casos, zerado.

Em geral, os incêndios são as ocorrências que mais trazem preocupação para as empresas brasileiras. Por isso, é muito comum que existam planos de emergência focados no seu controle e prevenção.

Entretanto, os demais riscos não podem ser em hipótese alguma ignorados.
 

 

Qual a finalidade do plano de emergência dentro das empresas?

 

Como dissemos anteriormente, o plano de emergência é um documento que tem como principal objetivo guardar a segurança dos colaboradores. 

Mas além disso, também deve trazer os detalhes dos riscos existentes e quais são os procedimentos básicos a serem seguidos em caso de emergência.

 

O que um plano de emergência deve conter?

 

Algumas informações obrigatórias devem constar no plano de emergência, como por exemplo a apresentação de uma planta de risco. Ela tem como objetivo facilitar o acesso ao ambiente para as equipes de emergência.

A planta deve estar sempre à vista, preferencialmente na entrada do ambiente de trabalho.

 

Além disso, outras informações devem constar, como:

 

Ø Tipo de construção;

Ø Natureza da ocupação;

Ø Pessoas que ocupam o espaço, total, por setor, área e andar (em caso de prédios);

Ø Informações de funcionamento;

Ø Se existem pessoas com necessidades especiais;

Ø Quais os recursos humanos e materiais disponíveis.

 

Quem pode elaborar o plano de emergência?

 

Algumas organizações internas podem ser responsáveis pela elaboração do plano de emergência. 


Entre elas a Comissão Interna de Prevenção a Acidentes de Trabalho - CIPA e o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho - SESMT.


A complexidade do plano pode variar de acordo com o tamanho da empresa. É possível que nem todos os detalhes se façam necessários. No entanto, a recomendação geral é de que ele seja criado e repassado para os colaboradores.

Para elaborar o PAE, o profissional deve ser plenamente capacitado e possuir formação acadêmica ou curso técnico na área. Entretanto, a equipe como um todo deve trabalhar para tornar as diretrizes de segurança parte da rotina.

 

O plano de emergência exige ainda um centro de coordenação de emergência que deve realizar as seguintes atividades:

 

Ø Detecção e análise de risco;

Ø Planejamento e coordenação de ações pré, durante e pós-acidente;

Ø Sinalização do ambiente;

Ø Comunicação com a equipe socorrista exterior.

 

Como elaborar um plano de emergência de uma empresa?

Como dissemos, a complexidade de um plano de emergência e, por consequência, o processo de elaboração podem variar. 

No entanto, em linhas gerais, ele pode seguir as etapas abaixo!

 

Detecção e análise de riscos

 

Qualquer plano deve tomar como ponto de partida o reconhecimento de quais são os riscos que existem na organização. Isto permite a identificação dos possíveis tipos de emergências.

A cada risco detectado, é preciso estabelecer quais serão as ações para mitigar o problema caso alguma eventualidade ocorra.

 

Estabelecimento dos recursos

 

Após a identificação e análise dos riscos, é o momento de definir quais recursos serão necessários para implantar as medidas de prevenção. 

Esses recursos podem incluir mudanças nas instalações, equipamentos de proteção coletiva e individual, além de ferramentas.

 

Transposição do plano de emergência para uma planta baixa

 

Áreas de escape, pontos mais sensíveis, saídas de emergência, localização dos brigadistas, são exemplos de informações que devem constar da planta baixa do local. Todos eles devem estar pontuados de forma clara.

E durante o treinamento, todo o pessoal deve ser instruído e conhecer esses pontos que são fundamentais para as manobras de emergência.

 

Acionamento do plano de emergência

 

Depois de elaborado e com todos os colaboradores instruídos, é importante definir como será feito o acionamento do plano de emergência caso alguma situação aconteça.

Esse passo é fundamental para garantir que nenhum colaborador fique sem saber o que está acontecendo ou sem saber o que fazer.

 

Vantagens do plano de emergência


Diversas empresas são obrigadas a desenvolverem um plano de emergência, em decorrência de suas atividades, especialmente as do ramo industrial. Porém, a elaboração do plano também oferece vantagens como:

 

Preservação das vidas dos colaboradores

 

Este é de longe o principal motivo por trás do desenvolvimento de um plano de emergência. Afinal, o capital humano uma vez perdido não pode ser reposto. 


Redução de danos

 

Além da mitigação de riscos ao capital humano, um plano de emergência também diminui as perdas econômicas, uma vez que também age na prevenção de acidentes e destruição de estrutura.

 

Atendimento à legislação

 

A lei brasileira obriga as empresas a elaborarem um plano de emergência e cumprimento de demais diretrizes estabelecidas nas várias normas regulamentadoras.

 

Conclusão

 

O plano de emergência é um passo fundamental para que o trabalho seja feito em segurança, além de evitar ações trabalhistas e embargos legais. Mantenha esse passo sempre atualizado e evite problemas.

 

 

 

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