quarta-feira, 6 de julho de 2022

 

 

 

NR 24 – NORMA DAS CONDIÇÕES SANITÁRIAS E DO CONFORTO NOS LOCAIS DE TRABALHO

 



A pandemia do Covid-19 fez surgir um alerta importante para qualquer empresa: cuidar das condições de higiene deve ser prioridade para a saúde e conforto dos seus colaboradores. E há no Brasil a NR 24, que determina os cuidados relacionados a esses pontos. Essa lei é importante para nós nesse momento porque envolve ações para impedir o avanço do vírus em meio às retomadas do trabalho presencial.

É dever de toda empresa, independente do porte ou setor econômico, resguardar a integridade física e mental de seus trabalhadores. Nesse cenário, as Normas Regulamentadoras, ou simplesmente NR’s, oferecem diretrizes para garantir a saúde do trabalhador nos mais variados segmentos de atuação.

As NR’s desempenham um papel fundamental no ambiente ocupacional. Afinal, são elas que estabelecem e fomentam as leis e procedimentos técnicos a serem seguidos, com o objetivo de tornar o trabalho mais seguro e evitar possíveis acidentes e afastamentos. Aqui vamos saber tudo sobre a NR 24!

 

O que é NR 24 e qual a sua importância?

 

A NR 24 é a Norma Regulamentadora que trata das Condições Sanitárias e do Conforto nos Locais de Trabalho.

Sobre o seu objetivo e campo de aplicação, ela estabelece as condições mínimas de higiene e de conforto a serem observadas pelas organizações, baseando-se no turno que contar com maior número de trabalhadores.

Vamos supor que a sua empresa conta com 2 turnos de trabalho, um com 30 funcionários e outro com 45. As ações relacionadas à NR 24 devem ser tomadas com base no turno composto por 45 pessoas. Essa é uma mudança recente da norma – veremos mais detalhes sobre ela neste mesmo conteúdo – que antes demandava um trabalho para os 75 profissionais.

Informações sobre tamanhos de banheiros, instalações sanitárias, locais para refeições, alojamentos, entre outros que dizem respeito à higiene e conforto, estão presentes no decorrer da norma. 

Ou seja, todos os detalhes para garantir o conforto dos profissionais no que diz respeito às condições sanitárias fazem parte da NR 24.

Mais do que seguir a legislação, adequar-se à NR 24 é a prova de que a empresa está comprometida. Ou seja, o comprometimento não é apenas com o crescimento de seus colaboradores, mas principalmente com a garantia das condições ideais de trabalho.

 

Principais pontos abordados na NR 24 

 

No total, são abordados 9 tópicos explicativos e 3 anexos na NR 24, que explicam detalhadamente todas as especificações necessárias sobre:

 

·       Instalações e componentes sanitários;

·       Vestiários;

·       Locais para refeições;

·       Cozinhas;

·       Alojamentos;

·       Vestimentas de trabalho.

 

Com ela, sua empresa garante os padrões de bem-estar mínimos para seus colaboradores atuarem. Isso é essencial para amenizar os riscos de acidentes ou doenças decorrentes das jornadas de trabalho. Como sabemos, em tempos de pandemia, ela também é indispensável para conter o avanço do Covid-19.

 

Por isso, a implementação correta desta norma ajuda a prevenir:

 

·       Esforço excessivo que poderia gerar problemas médicos em médio e longo prazo;

·       Contaminação ocasionada por vírus, bactérias e germes nocivos à saúde;

·       Desconfortos que influenciam a atenção do trabalhador, fazendo com que ele sofra acidentes.

 

Onde a NR 24 se aplica?

 

A aplicabilidade da NR 24 acontece em todo ambiente de trabalho no qual os trabalhadores se utilizam dos sanitários e demais dependências para troca de roupa, descanso ou alimentação.

Então, confira os detalhes sobre os itens mais importantes que possuem influência da Norma Regulamentadora 24:

 

Instalações sanitárias

 

As áreas destinadas aos sanitários deverão atender às dimensões mínimas essenciais listadas na NR. O órgão regional competente em Segurança e Medicina do Trabalho poderá, através de perícia no local, exigir alterações de metragem que atendam ao mínimo de conforto exigível.

Essas instalações sanitárias também deverão ser separadas por sexo. Elas precisam ser submetidas a processo contínuo de higienização, mantidos limpos e desprovidos de quaisquer odores durante toda a jornada de trabalho.

No caso do uso de mictórios, deverá ter a sua estrutura de porcelana vitrificada ou de outro material equivalente, provido de aparelho de descarga provocada ou automática, de fácil escoamento e limpeza.

 

Vestiários

 

Já em todos os estabelecimentos industriais e naqueles em que a atividade exija troca de roupas, ou onde é imposto o uso de uniforme, deverá haver um local apropriado para vestiário.

Esse espaço precisa contar com armários individuais, observada sempre a separação de sexos. E aqui existe um destaque importante: é permitido o uso rotativo de armários simples entre usuários, exceto nos casos em que estes sejam utilizados para guardar:

 

·       Equipamentos de Proteção Individual – EPI

·       Vestimentas expostas a material infectante, substâncias tóxicas, irritantes ou que provoquem sujidade.

 

Local para refeições e Cozinha

 

A NR 24 estabelece que os empregadores devem oferecer aos seus trabalhadores locais em condições de conforto e higiene para realizarem as refeições. Isso acontece nos intervalos concedidos durante a jornada de trabalho.

Não é permitido aos trabalhadores realizarem suas refeições em outro local do estabelecimento. E as cozinhas destes refeitórios deverão ficar adjacentes e com ligação para eles através de aberturas por onde serão servidas as refeições.

Algumas empresas estão dispensadas de algumas exigências da NR 24. Quanto aos refeitórios, por exemplo, se o estabelecimento interromper suas atividades por 2 (duas) horas, no período destinado às refeições, ou quando os funcionários residirem nas proximidades da empresa.

 

Alojamentos

 

Os alojamentos são locais destinados ao repouso dos operários. Esse espaço deve contar com dormitório, instalações sanitárias, refeitório, áreas de vivência e local para lavagem e secagem de roupas, todos sob responsabilidade do empregador.

A norma sempre mostra que devemos obedecer às dimensões dos locais a partir do número de funcionários que trabalham no local, a fim de se ter uma condição ideal de segurança para o trabalhador. No caso dos dormitórios, eles precisam seguir esses itens:

 

·       Ser mantidos em condições de conservação, higiene e limpeza;

·       Ser dotados de quartos;

·       Dispor de instalações sanitárias, respeitada a proporção de uma instalação sanitária com chuveiro para cada dez trabalhadores hospedados;

·       Ser separados por sexo.

 

Vestimenta de trabalho

 

Finalizando os espaços que possuem destaque na NR 24, ela ainda prevê os cuidados com a vestimenta de trabalho.

 

 

 

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MONTAR UM MODELO DE FICHA DE EPI DIGITAL

 



Para manter o controle dos equipamentos utilizados na sua empresa, é indispensável contar com um modelo de ficha de EPI. Já conhecida e muito presente na rotina de profissionais de segurança do trabalho, essa ficha é o que garante o monitoramento de uso. Bem como o fornecimento de dispositivos de qualidade para o colaborador, em prol de sua segurança e proteção.

Apesar das tendências da indústria e a intensa digitalização de processos como estratégia de negócio – atuando na produtividade e redução de desperdícios – é comum encontrar empresas que ainda fazem a ficha de EPI manualmente. Ou então em sistemas não especializados, como é o caso de planilhas de Excel.

Esse costume obsoleto pode trazer problemas à operação e causar verdadeiras dores de cabeça ao gestor. Por isso, preparamos esse material específico com tudo o que você precisa saber para preencher um modelo de ficha de EPI com o software.

 

O que é modelo de ficha de EPI?

 

Primeiramente, precisamos definir no que consiste o preenchimento desta ficha. EPI nada mais é a sigla de Equipamento de Proteção Individual, ou seja, todo acessório utilizado para proteger a integridade física dos colaboradores contra agentes nocivos à saúde. É, portanto, um método de proteção contra acidentes de trabalho.

Assim, a ficha ou checklist de EPI é o documento responsável por guardar registros de uso dos itens, suas respectivas retiradas e entregas, bem como observações de qualidade. Esses registros são obrigatórios, pois garantem o cumprimento da NR 6, a norma regulamentadora que estabelece seu uso.

É por meio de um modelo padrão ou personalizado de ficha de EPI, ainda, que é possível comprovar ao Ministério do Trabalho que a sua empresa forneceu o EPI correto para o colaborador. 

Sendo assim, além de preservar a saúde dos profissionais, esse documento ainda evita multas e mantém a sua empresa de acordo com a lei. 

 

Como fazer um modelo de ficha de EPI?

 

O primeiro dado que deve constar é o número da ficha. Isso porque é com essa informação que se poderá rastrear quantas fichas já foram emitidas, facilitando a organização e a localização de cada documento.

Além disso, o modelo de ficha de EPI precisa trazer os dados do colaborador que receberá o EPI, tais como número de registro e cargo, e outros que o gestor julgar necessário, como data de admissão e meio de contato.

Também devem constar as descrições dos equipamentos, quantidade, datas de retirada e previsão de devolução.

É preciso separar um espaço para que o colaborador possa declarar que recebeu os itens necessários de acordo com a atividade exercida. Por fim, a ficha precisa manter um ambiente dedicado às observações caso seja necessário substituir algum modelo ou mesmo atestar perda ou falha de equipamento.

Porém, como falamos, o preenchimento manual dessas fichas já ficou no passado. Basta olhar para a operação e perceber que o controle de fichas, uma a uma, é muito mais lento e suscetível a erros que o preenchimento digital. Além dos erros que podem surgir, resultando em acidentes e até multas.

A empresa que prevê seu crescimento não pode ficar estagnada. Afinal, enquanto perde-se tempo com o preenchimento e organização manuais da ficha de EPI, os concorrentes conseguem entregar mais e melhor.

Portanto, digitalizar a operação é parte de uma estratégia para aumentar sua competitividade no mercado.

Para quem deseja otimizar tempo e garantir a eficiência da sua gestão, o checklist é a opção. 

 

Para criar um modelo de ficha de EPI

 

Como falamos, o recurso do checklist online aplicado aos modelos de fichas de EPI representa alguns avanços para a operação. Afinal, os cadastros são simplificados e é possível criar checklists para cada setor ou tipo de equipamento. Tudo por meio de um sistema em nuvem, que pode ser acessado de onde e quando quiser.

O controle deixa de ser um problema, bem como impressões e arquivos estocados que em nada agregam à empresa, e ainda comprometem as boas práticas de cuidados ao meio ambiente.

Utilizando um sistema como o Checklist Fácil, é possível personalizar a criação desses checklists, adicionando cada informação que deve ser inspecionada, tais como entregas, limpeza e armazenamento, sem comprometer a coerência e objetividade do documento.

Para entender como tudo isso funciona na prática, confira um passo a passo para criar um modelo de ficha de EPI no nosso sistema. 

 

1. Crie uma categoria de produto 

 

Organização, objetividade e clareza são palavras de ordem quando o assunto é ficha de EPI. Por isso, criar um banco de dados é o primeiro passo para manter todas as informações em seu devido lugar.

Assim, basta elaborar esse banco com a listagem dos produtos e suas respectivas descrições, separando cada um desses itens por categorias. A aplicação do checklist é feita por meio do código de barras desses produtos.

Consequentemente, é possível ter acesso à informação do banco e validar o que deve ser adotado quando necessário! Simples, não é mesmo?

 

2. Cadastre checklists por imagem

 

A fim de garantir ainda mais assertividade no monitoramento de EPI’s, é possível recorrer aos recursos visuais para aprovação e controle das fichas. Assim, o segundo passo para garantir a organização é acrescentar imagens em seus checklists.

Dessa maneira, a partir delas, o gestor pode pontuar questões que devem ser analisadas no EPI, simplificando o trabalho dos auditores. Essas perguntas são criadas dentro do checklist, na própria imagem do item que você deseja apontar qualquer problema ou observação.

Essa é a funcionalidade certa para auditores que precisam fazer checklists de EPI’s e que não os conhecem o suficiente, pois a imagem facilita a visualização e permite que dúvidas sejam esclarecidas a tempo.  

 

3. Agende os checklists

 

Para que tudo seja cumprido de acordo com os prazos determinados conforme cronograma, é importante compartilhar os avanços da operação com todos os envolvidos.

Nesse sentido, fazer agendamentos para aplicações do checklists estrutura a equipe para um fluxo de trabalho muito mais fluido e coerente.

 


Você ainda pode compartilhar esses agendamentos por e-mail. Esse agendamento irá para os eventos da agenda em questão se você cadastrar o usuário no momento da sua criação. 

 

4. Faça pesquisas de satisfação interna

 

Como você faz para verificar se as ações estão sendo adequadas também para os colaboradores? A melhor forma de planejar isso é por meio de pesquisas internas.

O Checklist Fácil permite a geração de questionários, que podem ser compartilhados para a equipe e respondidos digitalmente, através de um link ou QR Code. Esses questionários podem ser personalizados de acordo com a necessidade da sua operação e do seu time. 

 

5. Adote a escala índice

 

Já em termos de segurança do trabalho, uma forma de deixar a operação ainda mais confiável é configurando e coletando índices em relação a comportamentos. Com essa coleta, você pode gerar um relatório de ICS, isto é, Índice de Comportamento Seguro.

Trata-se de um dos indicadores de desempenho mais importantes para a área, que define tomadas de decisão, bem como auxiliam na criação de um histórico comparativo, a fim de saber o quanto e em quanto tempo seus processos evoluíram. 

 

6. Crie planos de ação personalizados

 

A criação de planos de ação é fundamental, a fim de fazer a correta aplicação de checklists para controle de fichas de EPI. Mas nem sempre esses planos de ação precisam obedecer ao mesmo padrão de forma imutável, o que muitas vezes acaba até comprometendo a assertividade da gestão.

Para monitorar os detalhes, você pode criar planos de ação personalizados no Checklist Fácil, pensando nas não conformidades que costumam ocorrer. Assim, elas podem ser resolvidas ainda mais rapidamente. Para isso, você pode usar o padrão 5W2H disponibilizado na solução e personalizá-lo, por exemplo.   

 

7. Gerencie os dados através de relatórios 

 

Por fim, mas não menos importante, o uso de relatórios gerenciais auxilia o monitoramento e tomadas de decisão e, por isso, podemos considerá-los uma estratégia para aumento da competitividade do negócio.

Na gestão de EPIs, esses relatórios também são importantes. No Brasil, 60% das empresas já usam data&analytics para orientar suas estratégias. Seja no desenvolvimento de produtos ou mesmo na gestão de riscos, análise de força de trabalho e otimização de custos – que são os 5 principais usos dessa tecnologia no mercado brasileiro, de acordo com a pesquisa State of Enterprise Analytics 2019.

Com o Checklist Fácil, você pode criar seus próprios painéis de indicadores, extraindo relatórios dinâmicos e diversos de acordo com seu segmento. A importação de dados é automática, o que ajuda na elaboração dos painéis que mais fazem sentido com sua operação, de acordo com número de colaboradores, EPIs utilizados, periodicidade das fichas, etc.   

 

Qual a importância de contar com um modelo de ficha de EPI?

 

Concluímos, portanto, que o modelo de ficha de EPI serve tanto para fins administrativos como para fins legais. Isso porque ele pode fornecer informações importantes para gestão da operação, prevendo itens em estoque, bem como preparando melhor o setor de compras.

Afinal, é um documento que permite o levantamento de período médio de troca de um determinado EPI, bem como monitorar a necessidade de troca de equipamentos, além dos casos de perdas ou danos.

Já a questão legal compreende os resultados de auditoria, em que o fiscal irá conferir se os trabalhadores realmente receberam os EPI’s quando foi realizada cada troca, e se o preenchimento está adequado, sem dados faltantes.

Há também os casos em que o colaborador pode recorrer à justiça alegando insalubridade por não ter tido acesso a algum EPI, requerendo indenização da empresa. Nesse momento, a ficha deve ser apresentada para comprovar o recebimento e as trocas periódicas.

Para saber qual EPI é necessário para cada função, evitando esse tipo de situação, basta conferir os sindicatos ou órgãos nacionais voltados à segurança e saúde no trabalho. Além disso, vale investir em treinamentos para que os colaboradores entendam a importância de utilização e boas práticas com os EPI’s, como guarda e conservação, por exemplo.

Também é importante que o gestor comunique ao MTE qualquer irregularidade observada ao longo de todo esse processo.

 

 

 

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quarta-feira, 29 de junho de 2022

 

 

 

COMO PROMOVER SST NA SUA EMPRESA

 

 


 

O bem-estar e a qualidade de vida dos colaboradores são grandes estratégias para a produtividade. Confira os passos para implementar rotinas de Saúde e Segurança no Trabalho.

 

Você sabia que, em todo o mundo, um trabalhador morre por acidente de trabalho ou doença laboral a cada 15 segundos? Desses profissionais, mais de 20 mil são brasileiros, o que é o mesmo que 6 óbitos a cada 100 mil empregos formais. Com números tão expressivos, é inegável a necessidade de planejar a Saúde e Segurança do Trabalho no ambiente de trabalho.

O apontamento é do Ministério Público do Trabalho - MPT e da Organização Internacional do Trabalho - OIT e contempla o período de 2012 a 2020. Entre os países do G20, o Brasil ocupa a segunda colocação em mortalidade no trabalho, ficando atrás apenas do México.

Mas como reverter esse cenário? Aqui, você entenderá o conceito de SST e como normas, práticas e procedimentos podem minimizar ou até extinguir riscos ocupacionais que podem acontecer na sua organização. Boa leitura!

 

O que é saúde e segurança no trabalho?

 

Saúde e Segurança no Trabalho, ou SST, são normas e procedimentos exigidos legalmente à empresa e pessoas colaboradoras, de forma a resguardar a vida no ambiente profissional, evitando doenças e prevenindo acidentes.

Seu foco está na proteção da integridade física da pessoa trabalhadora. Para garantir que as normas regulamentadas por lei sejam seguidas por todas as organizações brasileiras, existem profissionais específicos para atuar nesse setor.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) é o principal órgão responsável pela fiscalização e correta aplicação das Normas Regulamentadoras (NR’s) previstas por lei.

Em visitas presenciais, o MTE tem a obrigação de averiguar condições e aprovar organizações que respeitam as normas, bem como orientar ou punir aquelas que não estão de acordo com padrões estabelecidos, seja aplicando multas, embargando obras, interditando estabelecimentos, máquinas, equipamentos, etc.

 

Qual a relação entre segurança e saúde no trabalho?

 

Zelar pela segurança e pela saúde da pessoa trabalhadora é uma ação que contribui para a manutenção da saúde individual do profissional, como também de sua capacidade de contribuição social na comunidade e na família.

Em paralelo, essas ações também potencializam resultados para a organização, uma vez que reduzem afastamentos a longo prazo e contribuem para o aumento da capacidade laboral do colaborador.

Ou seja, é um esforço que visa o aumento da produtividade e, indiretamente, contribui para a competitividade da empresa no mercado industrial brasileiro.

Além de tudo isso, vale destacar que a implementação de boas práticas também alinha a empresa às modernas posturas de responsabilidade social promovidas por ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa).

ESG que nada mais é que uma pontuação sobre um conjunto de métricas específicas relacionadas a ativos intangíveis na organização, e preveem um crescimento sustentável e responsável por parte das companhias, o que atrai mais investidores e deixa a empresa mais visível no mercado.

Afinal, a ocorrência de acidentes de trabalho acarreta danos sociais imediatos, que comprometem a saúde e a integridade física do trabalhador e seus dependentes.

Tudo isso gera custos para a sociedade, tanto no sistema de saúde como na Previdência, além do próprio absenteísmo e aumento de custos da empresa com a seguridade.

 

Por que saúde e segurança do trabalho são importantes?

 

Para estabelecer o que deve ser feito em relação à saúde e segurança do trabalho, o Brasil conta com Normas Regulamentadoras (NR’s) desde a década de 1970. Elas foram criadas com este objetivo de prevenir acidentes e doenças provocadas ou agravadas pelo trabalho executado. Portanto, proteger as pessoas colaboradoras é lei!

Entre essas NR’s, podemos encontrar parâmetros mínimos e instruções que devem ser cumpridas por todas as empresas brasileiras. Ao todo, são 35 NR’s que abrangem questões que vão desde iluminação e acústicas adequadas no ambiente laboral, até o uso de equipamentos de proteção individual (EPI’s).

Além da proteção à vida e à integridade física, as NR’s reduzem afastamentos e o presenteísmo – quando o colaborador está no ambiente de trabalho, embora não esteja executando sua função. As NR’s também contribuem para a estabilização de um indicador bastante importante para a segurança do trabalho, o chamado Fator Acidentário de Prevenção (FAP).

 

As principais NR’s sobre saúde e segurança no trabalho

 

Apesar da existência das NR’s, nem sempre elas são cumpridas, o que gera punições para a empresa irregular, além de contribuir para os números alarmantes que vimos no começo deste artigo.

É por isso que o Governo Federal se propôs a analisar periodicamente as modificações que possam ser necessárias. Ao todo, existem hoje 37 Normas Regulamentadoras que visam proteger os trabalhadores brasileiros. No entanto, duas delas — a de número 2 e número 27 — foram revogadas.

 

Entre as NR’s mais relevantes, estão:

 

Ø NR5 – Estabelece a criação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) que visa garantir a qualidade dos equipamentos de segurança;

Ø NR6 – Define a obrigatoriedade de uso de EPI’s de forma gratuita por parte da empresa, Certificado de Autorização (CA) e realização de treinamento para utilização e guarda desses equipamentos;

Ø NR10 – Especifica os riscos relacionados a instalações elétricas e fontes de eletricidade em geral. Também ressalta tudo o que é preciso para executar esse tipo de função, inclusive proteções completas para pés, mãos e cabeça com revestimentos isolantes;

Ø NR16 – Discorre sobre as responsabilidades do empregador e os direitos das pessoas trabalhadoras que atuam em situações perigosas. Dependendo do nível de exposição ao risco, o colaborador pode ou não receber o adicional salarial.

Ø NR20 – Oferece os padrões de segurança obrigatórios para manipulação de combustíveis e inflamáveis;

Ø NR23 – Estabelece medidas de prevenção a incêndios;

Ø NR28 – Define possíveis penalidades para o não cumprimento das outras NR’s;

Ø NR33 – Versa sobre ventilação, limitação de acesso e saídas, e escassez ou excesso de oxigênio;

Ø NR35 – Trata de qualquer atividade realizada acima de dois metros do solo.

 

 

Seis dicas para manter a Saúde e a Segurança no Trabalho

 

Trazemos aqui orientações fundamentais para você adequar sua empresa ao conceito de saúde e segurança do trabalho que, além de obrigatórias, garantem a fluidez e a assertividade de processos dentro de uma organização. Confira!

 

1. Disponibilização de EPI’s

 

Os equipamentos de proteção individual são regulamentados pela NR 6. Existe uma variedade de dispositivos desse tipo, cada um com sua especificidade, a fim de proteger diferentes partes do corpo humano que possam sofrer danos sem esse cuidado.

 

Os principais são os EPIs para:

 

·       Cabeça;

·       Vias respiratórias;

·       Audição;

·       Olhos e face;

·       Pés e pernas;

·       Mãos e braços;

·       Tronco (antiquedas).

 

 

Como há essa diversidade, torna-se necessário verificar, de acordo com o ramo da empresa e o trabalho a ser executado, quais são os EPI’s necessários para determinadas funções, uma vez que, em alguns casos, há a necessidade de disponibilização de mais de um tipo para o mesmo colaborador executar sua tarefa.

Quem trabalha com eletricidade, por exemplo, deve usar luvas, botas e capacete emborrachados.

Vale destacar que todos os EPI’s devem estar com seus respectivos Certificados de Aprovação válidos. Caso contrário, em uma eventual fiscalização, considera-se que o trabalhador não esteve usando o EPI.

 

2. Promoção de treinamentos

 

Tanto a utilização de EPIs como o cumprimento de outras normas de segurança requerem capacitações e treinamentos para os funcionários. Assim, podemos citar as principais formas de promover esse entendimento:

Integração: evento que ocorre com novos colaboradores em seus primeiros dias na empresa. São alertados sobre as condições de trabalho e possíveis riscos de suas funções;

Conscientização: palestras motivacionais que disseminam instruções sobre medidas corretas e melhores práticas no ambiente de trabalho, com foco no entendimento dos riscos aos quais estão expostos;

Análise de riscos: apresenta técnicas de antecipação de problemas e acompanhamento a fim de evitar acidentes e riscos potenciais;

Prevenção: também são palestras que reforçam a cultura de boas práticas. Aqui, o foco é manter a informação alinhada e atualizada entre todos os setores;

Ergonomia: indica métodos para manter a boa postura e as melhores formas de evitar lesões por esforços repetitivos (LER) e os distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT).

 

3. Designação de uma equipe

 

Por ser um assunto bastante complexo e que deve ser monitorado continuamente, é importante que as empresas contem com uma equipe orientada a esse fim, a CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes.

 

Ela deve ser composta por profissionais capacitados e capazes de analisar qualitativamente a rotina dos demais colaboradores.

 

Assim, entre suas funções, está:

 

·       Verificação de uso correto do EPI;

·       Fiscalização de ações;

·       Realização de simulações (como é o caso de incêndios);

·       Estimular ações e ministrar campanhas e feiras, como SIPAT (Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho);

·       Estabelecer medidas de prevenção;

·       Criar ou promover programas específicos;

·       Corrigir colaboradores quando algo está errado.

·       A CIPA deve ser constituída por representantes indicados pela direção e eleitos por colaboradores.

 

4. Consultas em fontes confiáveis

 

Com tanta informação simultânea em tantos canais, bem como o movimento de notícias falsas (Fake News) em evidência, é recomendado seguir as orientações de fontes confiáveis. Isso vai garantir que o seu negócio esteja de acordo com as normas regulamentadoras.

Portanto, consulte documentações de órgãos oficiais para atender, de maneira adequada, às exigências necessárias para manter a saúde e a segurança no trabalho.

Além do Ministério do Trabalho e Emprego, a Anvisa, o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Vigilância Sanitária são boas fontes para consulta.

 

5. Criação de rotinas de higienização

 

Em termos de doenças transmissíveis, a prevenção é o caminho mais efetivo para a segurança. Portanto, uma rotina de higienização deve ser implementada, até que se torne um hábito.

Uma forma de fazer isso é realizando inspeções diárias de limpeza e organização do ambiente, por meio de checklists. Repetir a atividade eleva o padrão de higiene do local, tornando a saúde e a segurança no trabalho cada vez mais efetiva.

Também é importante que todos os setores estejam cientes das práticas. Assim, há uma fiscalização interna, entre os próprios colegas. Isso contribui para agilizar e educar sobre a urgência desses processos.

 

6. Instrução a clientes, fornecedores e terceirizados

 

Dependendo da configuração do seu negócio, por vezes se faz necessário receber clientes, fornecedores ou mesmo colaboradores terceirizados. Todos eles também devem estar a par das rotinas de segurança do local.

Isso significa que eles também precisam cumprir regras que os colaboradores estão cumprindo. Por exemplo, em caso de obra, um terceirizado também deve contar com os EPIs adequados para circular no local.

 

Os benefícios da saúde e segurança no trabalho

 

Além de proteger a vida dos trabalhadores, as ações relacionadas à saúde e segurança do trabalho estão diretamente relacionadas ao aumento de produtividade, uma vez que permitem o controle do estresse, que tende a gerar dores de cabeça e musculares.

Nesse sentido, além do presenteísmo que já mencionamos, essas ações também reduzem o absenteísmo, ou seja, faltas ao trabalho. Isso porque quando o colaborador não está saudável, há maior ocorrência de ausências devido ao mal-estar.

Afastamentos por acidentes e doenças ocupacionais também são minimizados e, uma vez motivados, os resultados para a organização são ainda mais positivos.

Os custos também são reduzidos! Afinal, minimiza gastos com assistência médica e de sinistralidade do plano de saúde. As ações do SST evitam o surgimento de patologias, como diabetes, hipertensão, osteoporose, ansiedade, obesidade e depressão.

Mitiga-se também a apresentação de licenças médicas e indenizações geradas por acidentes. Além disso, deve-se considerar os tempos de paradas de produção após a perda de força de trabalho.

Vale destacar que, para a empresa, ainda há as vantagens sobre a melhoria de sua própria imagem no mercado, que vem em decorrência do crescimento de sua responsabilidade social. O negócio se posiciona melhor no mercado, o que favorece a reputação, e se torna uma autoridade no segmento em que está inserido.

 

 

 

 

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