quarta-feira, 29 de junho de 2022

 

 

 

 

INDICADORES DE SEGURANÇA 

DO TRABALHO 

 

 


 

Monitorar dados da operação deve ser rotina de um gestor. Mas, para isso, é preciso saber quais são os melhores para cada setor da empresa. Sendo assim, conheça os indicadores de segurança do trabalho mais importantes e comece a acompanhar!

 

Você deseja reduzir os acidentes ocupacionais e garantir que as melhores ações estão sendo aplicadas na sua empresa? Então, deve ficar atento aos principais indicadores de segurança do trabalho. 

Isso porque, com eles, você não apenas monitora e reduz as ocorrências. Mas também acompanha uma série de fatores e pontos de melhoria para manter-se em dia com as normas vigentes.

Pensando nisso, fizemos uma lista com 12 indicadores de segurança do trabalho para você implementar agora mesmo. Acompanhe!   

 

O que são indicadores de segurança do trabalho?  

 

Os indicadores de segurança do trabalho são ferramentas estatísticas que atuam na mensuração daquilo que tem impacto na preservação da saúde e integridade física dos colaboradores. 

Entre os parâmetros mais conhecidos está a ocorrência de acidentes. Mas um bom planejamento e controle desses indicadores engloba muitos outros KPI’s, que precisam ser acompanhados continuamente. Tendo em vista que fazem parte da operação como um todo. 

Nesse sentido, ao aplicá-los na rotina, é possível identificar pontos de melhoria da segurança empresarial. Afinal, com base nesses dados, é possível entender se as ações preventivas estão de acordo com as necessidades da operação. Além de promover ajustes ou adotar novas abordagens estratégicas se necessário, a fim de otimizar a execução do trabalho.  

Isso significa que o controle da operação fica muito mais assertivo quando esses indicadores são utilizados. Eles garantem a segurança das pessoas e ainda protegem a empresa contra multas e outros problemas decorrentes de falta de cumprimento de normas técnicas.  

 

Quais são os principais indicadores de segurança do trabalho? 

 

Dependendo do tipo da operação e das características da própria organização, a empresa pode escolher um ou outro indicador para acompanhar.  

Porém, alguns deles são indispensáveis, seja qual for essa configuração. Por isso, reunimos aqui os principais indicadores de segurança do trabalho. A saber: 

 

1. Taxa de frequência de acidente 

 

Embora seja o mais conhecido, é preciso mencioná-lo nessa lista. Afinal, esse KPI pode apontar a necessidade de adotar medidas específicas para otimizar a segurança em um determinado setor, cuja taxa esteja alta. 

Nesse sentido, quanto menor for o número total de ocorrências, melhor. Você pode fazer essa análise por mês, trimestre, a cada seis meses ou, ainda, anualmente. Tudo vai depender da necessidade da sua operação.  

 

2. Taxa de gravidade dos acidentes 

 

Algo que pode ajudar na definição da frequência da análise acima é recorrer a um cronograma de acompanhamento de acidentes com ferimentos, sem ferimentos e os “quase acidentes” – aquelas situações em que eles foram evitados, mas que houve risco.  

Se o total de acidentes está aumentando, então há problemas que precisam ser solucionados o quanto antes. Quanto maior a frequência, menor deve ser o intervalo. Pois significa que você precisa estar sempre alerta para possíveis inconformidades, que têm mais chances de acontecer, apesar de técnicas de prevenção. 

Assim, avaliar os tipos de acidentes, bem como cruzar informações entre gravidade e frequência, é imprescindível para uma boa estratégia de indicadores de segurança do trabalho.   

 

3. Porcentagem de doenças ocupacionais 

 

Quando o assunto é segurança do trabalho, é comum lembrar-se primeiro dos acidentes que envolvem instalações e equipamentos, cujos riscos são reais. 

Porém, pensar em saúde também é pensar em doenças de origem laboral. Ou seja, questões que vão desde a alimentação que é feita no refeitório da empresa até eventuais problemas de estresse ou lesão por esforço repetitivo. 

Essa é uma ação que também é capaz de controlar surtos, epidemias e riscos que envolvem vírus ou bactérias mais prejudiciais.  

É por isso que é necessário criar um indicador de segurança para exames de saúde planejados em cronograma. Essa iniciativa medirá a relação entre o número previsto de colaboradores que precisam fazer os exames e o número daqueles que realmente o fizeram. 

Com as avaliações em mãos, você consegue estabelecer novas políticas ou rever processos pensando em prevenção.   

 

4. Horas perdidas por acidente ou doença 

 

Um acidente ou uma doença, independentemente da gravidade de cada um deles, representa um colaborador parado, seja por alguns minutos ou vários meses.  

Saber quantas horas de trabalho foram perdidas por conta de problemas ajuda a organização a quantificar como a produção foi afetada, bem como qual foi o desperdício gerado. Assim, fica mais fácil criar políticas que evitem ocorrências.  

 

5. Produtividade da equipe 

 

De forma complementar ao item anterior, outra forma de acompanhar desperdícios, lentidão e retrabalhos é monitorar como a performance de cada colaborador é afetada por aspectos que interferem na qualidade de vida no trabalho. 

Afinal, a motivação é um grande fator para um fluxo operacional positivo e, consequentemente, para a elevar a produtividade.   

 

6. Tempo médio para resolução 

 

Quanto tempo sua operação leva para voltar ao normal após uma situação de risco ou problemas relacionados à segurança? Esse é um número que deve ser acompanhado a partir do momento em que a ocorrência é relatada pela primeira vez. 

Afinal, é com base nesse histórico que a empresa poderá calcular quanto tempo demora para investigar e resolver problemas que costumam surgir na operação, já tendo uma ideia de como proceder e quanto tempo aguardar.   

 

7. EPIs distribuídos e utilizados 

 

Embora pareçam o mesmo tipo de controle, são ações individuais e que devem ser monitoradas de forma integrada. O fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) é obrigatório sempre que a atividade envolve riscos que não podem ser evitados por medidas preventivas de ordem geral. 

Portanto, quantificar os EPI’s, bem como sua frequência de distribuição e histórico de utilização, são importantes para assegurar a empresa. Afinal, é preciso se certificar sobre a qualidade e estado de cada item. 

Já os EPI’s utilizados representam a métrica de verificação de uso dos EPI’s por parte dos colaboradores. Não apenas o recebimento, mas sim o uso de cada equipamento de forma adequada.  

Para que isso aconteça, a empresa tem o dever de ministrar treinamentos sobre a manipulação correta de todo dispositivo de segurança.  

 

8. Números de encontros da CIPA  

 

Trata-se da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, que deve ser formada obrigatoriamente em empresas que possuem mais de 20 colaboradores, independentemente dos riscos que existem no ambiente de trabalho.   

Esse grupo ajuda na criação e controle de ações que promovem a segurança. Assim, quando não há reuniões regulares junto à CIPA, os riscos aumentam, pois há falhas que apenas olhos treinados conseguem identificar – sem que haja um primeiro acidente para alertar a organização.    

 

9. Execução de manutenções preventivas  

Quando o trabalho envolve a condução de qualquer maquinário, também é preciso que a empresa se planeje quanto às manutenções desses equipamentos.  

Não apenas quando elas deixam de funcionar, o que é mais oneroso e lento de se resolver, mas sim como medida de segurança para que continuem operando normalmente – as chamadas manutenções preventivas.  

 

 

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segunda-feira, 27 de junho de 2022

 




 

 

 

 

 

 

GRO: O QUE É E O QUE MUDA EM RELAÇÃO AO PGR

 

 


 

 

No dia 17 de dezembro de 2019 foi aceita a criação de uma nova norma regulamentadora, com a finalidade de gerir os riscos ocupacionais no país.

A mudança se baseou na necessidade de abordar novos pontos de vista, além de mudar outras normas como complemento.

Em março de 2020, ela foi publicada e incorporada às Normas Regulamentadoras Nº 01 e Nº 09 (NR 01 e NR 09), com previsão de vigorar a partir de agosto de 2021.

O texto atualizado exige que as empresas revejam a forma como realizam a prevenção de doenças e acidentes de trabalhos, através dos conceitos de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).

Mas você sabe o que é o GRO? Sabe quais as diferenças em relação ao PGR? Verificou quais mudanças serão necessárias a partir dessa atualização?

Neste post, separamos informações essenciais para que você entenda quais as mudanças e adeque sua empresa a elas.

 

Acompanhe os tópicos que separamos:

 

·       GRO: o que é

·       O que diferencia a GRO de PGR

·       Atualização e legislação

·       Quais empresas devem aderir

 

GRO: o que é

 

O GRO define-se como um novo parâmetro da NR 01, o qual tem a finalidade de criar um método mais eficaz de identificação e gerenciamento de riscos dentro das organizações.

Entretanto, apesar de das intenções de melhorias, o GRO tem causado dúvidas em relação ao PGR.

Ainda que muitos estejam falando de substituição, na verdade os conceitos são complementares e contidos um ao outro. Entenda o motivo, continuando a leitura.

 

O que diferencia a GRO de PGR

 

Quando se fala em GRO, trata-se a respeito do centro da gestão de segurança e saúde no trabalho, a partir do gerenciamento dos riscos ocupacionais.

 

Dessa maneira, o GRO, de acordo com a definição da NR 01 é modelo central da gestão. Através do GRO partem as seguintes estratégias:

 

§  Identificação e levantamento de perigos;

§  Análise de riscos;

§  Medidas de controle e prevenção;

 

No contexto das medidas de prevenção, entre outras ações definidas pela norma regulamentadora, está o PGR.

O PGR pode ser definido como uma ramificação do GRO. Portanto, o programa é um instrumento implementado na organização para gerenciar os riscos ocupacionais, com determinadas ações.

 

São elas:

 

§  Prevenção dos riscos ocupacionais originários da atividade de trabalho;

§  Identificação de perigos que possam resultar em problemas de saúde ou lesões no exercício das atividades;

§  Avaliação dos riscos ocupacionais, de acordo com o indicativo do nível de risco;

 

 

 

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APRENDA SETE AÇÕES PARA CUIDAR DA SAÚDE DOS SEUS COLABORADORES

 


 

 

Cuidar da saúde dos colaboradores é mais do que um valor saindo do caixa da empresa. Na verdade, é um investimento a longo prazo que tem como objetivo elevar o bem-estar de quem trabalha naquele local e, consequentemente, ter um aumento na produtividade.

Sabemos que existem algumas ações básicas, como o oferecimento de convênio médico, porém, existem algumas medidas essenciais e que vão muito além disso.

Neste artigo vamos te mostrar algumas práticas capazes de transformar a vida dos seus colaboradores e te explicar como que essas atitudes estão relacionadas com o sucesso da sua empresa. Continue lendo!

 

1.  Apostar na ergonomia: é cuidar da saúde

 

A produtividade de um profissional pode estar fortemente ligada ao bem-estar dele.

Situações como o desconforto em uma cadeira de escritório ou uma forte pressão psicológica por conta de altas demandas pode influência nos resultados desse colaborador.

Tornar uma empresa ergonômica, além de melhorar a saúde de quem trabalha no local, pode ser fundamental para aumentar sua credibilidade e relevância no mercado.

Além de auxiliar na saúde do seu time, investir na ergonomia pode impactar positivamente na reputação de sua empresa.

A ginástica laboral é uma das práticas de ergonomia física mais aconselhadas para ser inseridas no local de trabalho. Afinal, poucos minutos de alongamento podem ajudar em dores e desconfortos gerados por muito tempo na mesma posição.

 

2.  Promova uma alimentação de qualidade

 

Existem algumas empresas que além de oferecer benefícios como ticket alimentação ou cesta básica, também fornecem refeições no local.

Nesse caso, é fundamental que todo o cardápio seja feito e aprovado por um nutricionista. Afinal, eles estudaram e são altamente capacitados para entregar opções saudáveis e equilibradas.

Vale lembrar que, neste caso, não são apenas os trabalhadores que saem ganhando.

De acordo com o Programa de Alimentação do Trabalhador, empresas que são inscritas neste projeto têm o valor investido nas refeições integralmente descontado do Imposto de Renda.

3.  Disponibilize equipamentos de qualidade

 

É fundamental que a sua empresa forneça boas condições. De nada adianta ter pessoas altamente competentes e as ferramentas que a sua empresa oferece deixam a desejar.

Equipamentos e sistemas antigos podem gerar um atraso no trabalho e, consequentemente, diminuem o volume de produção.

Imagine que um colaborador trabalha em uma empresa de convênios odontológicos que disponibilizou um computador antigo e com o processador desatualizado.

Certamente o seu rendimento será prejudicado, pois além de demorar para abrir alguns programas, alguns softwares podem nem ser compatíveis com a máquina.

Essas frustrações podem vir a estressar o seu colaborador diariamente, chegando ao ponto de exaustão. A fim de evitar isso, cabe à organização o investimento em equipamentos de qualidade.

 

4.  Incentive o trabalho em equipe

 

Um ambiente unido em que todos se ajudam certamente terá a aprovação dos seus colaboradores, que terão um bom equilíbrio psicológico.

 

Sabemos que dentro das empresas, principalmente se trabalharem com metas, é muito provável que haja um volume alto de competitividade.

Contudo, essas pequenas desavenças podem vir a acarretar o desempenho do time como um todo e uma alta taxa de estresse.

Por isso, crie dinâmicas que aproximem as equipes e procure criar um pilar de colaboração na cultura de sua empresa.

 

5.  Disponibilize bons benefícios

 

Os benefícios empresariais são uma forma de agradar e reter os seus talentos. Contudo, eles também podem auxiliar fortemente na saúde dos colaboradores.

Alguns dos benefícios mais comuns são: plano médico, convênio odontológico e vale alimentação.

Contudo, existem alguns diferenciais que podem ajudar na satisfação e bem-estar dos profissionais.

Que tal começar a investir em assinaturas com academias, descontos em lojas de departamento e até mesmo um day-off no dia do aniversário?

 

6.  Ofereça um ambiente seguro

 

Além de garantir que as necessidades como a disponibilização de convenio dental sejam supridas, é preciso que o ambiente de trabalho seja um lugar seguro de se estar.

Portanto, é fundamental que todas as normas de segurança sejam cumpridas.

A disponibilização de extintores de incêndio e a revisão de instalações elétricas devem ser primordiais em toda e qualquer empresa.

Dependendo da área de atuação, é essencial disponibilizar equipamentos de proteção individual para a segurança de toda a sua equipe.

 

7.  Promova um clima motivacional: também é cuidar da saúde

 

Trabalhar em um ambiente encorajador é essencial para que os trabalhadores se sintam mais felizes, fazendo com que eles tenham um melhor rendimento e comecem a se sentirem mais capazes de realizar as atividades propostas.

Isso está fortemente ligado às lideranças existentes na empresa. Uma vez que boas lideranças buscam resolver os problemas juntos e fazem com que as soluções sejam encontradas de forma mais simples.

Afinal, líderes caminham junto com a sua equipe até o objetivo, chefes apenas ficam no aguardo dos resultados.

Vamos cuidar da saúde? Considerações finais

Neste texto você pôde descobrir algumas das diversas maneiras de cuidar da saúde dos colaboradores.

Contudo, ainda é preciso dizer que é essencial discernir quais são as necessidades específicas e ter a Proatividade de reconhecer os erros e começar a trabalhar na melhoria contínua.

Dessa forma, os resultados obtidos serão muito maiores do que todo o investimento inicial!

 

 

 

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sábado, 25 de junho de 2022

 



 

QUAL CENÁRIO ESPERAR PARA A REALIZAÇÃO DA SIPAT 2022

 

 


 

Mesmo com todas as restrições e isolamento social que foram impostas em 2020, assuntos como a saúde e segurança do trabalhador ainda é prioridade. Dessa forma, a Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT) deve ocorrer, obrigatoriamente, como todos os anos.

Pensando na melhor maneira de realizar o evento da sua empresa, esse artigo traz informações de como realizar a SIPAT 2022 presencial com cuidados extras, afim de evitar aglomerações e contágio durante o evento.

 

Os tópicos abordados serão:

 

·       O que é a SIPAT?

·       Formas de realizar presencialmente a SIPAT 2022

·       Divisão de equipes ao longo dos dias para as palestras

·       A mudança no comportamento das pessoas

·       O uso da tecnologia para o engajamento na SIPAT

·       Conclusão

 

O que é a SIPAT?

 

Toda empresa que tem a CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho) deve realizar, até o final de todos os anos, a Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT).

A SIPAT é regulamentada pelo item 5.16 da NR-5, Portaria MTE/DSST n° 8/99, de caráter obrigatório, sendo considerada como uma Campanha de Saúde e Segurança

Esse evento tem como objetivo conscientizar os colaboradores sobre a importância da segurança nos locais de trabalho e quais são os atos fundamentais para que o trabalhador se mantenha fora de perigo. Assim, as atividades e palestras desenvolvidas apresentam os procedimentos para que as tarefas sejam feitas sem acidentes, respeitando os procedimentos corretos de segurança de maquinas, equipamentos, produtos etc.

Não somente, na SIPAT também são abordadas palestras de saúde, com temas relacionados ao HIV, LER-DORT a importância da atividade física, ergonomia e ginastica laboral, por exemplo.

Para que o propósito do evento seja atingido com sucesso, é necessário que as pessoas responsáveis pela empresa, os componentes da CIPA e técnicos de segurança do trabalho percebam as necessidades daquele seguimento, para conscientizar os funcionários sobre a importância da segurança e prevenção a acidentes.

 

Formas de realizar presencialmente a SIPAT

 

Como vimos anteriormente, a SIPAT deve ocorrer mesmo com as mudanças na rotina “graças ao Coronavírus”. Entretanto, o evento não poderá acontecer como nos anos anteriores.

Bem, como a SIPAT funciona? De forma geral, as empresas organizam palestras para os funcionários em auditórios ou grandes salas, e dependendo do tamanho do quadro de colaboradores, as atividades podem ser realizadas em ambientes externos ao local de trabalho, como teatros e ginásios.

Contudo, nesse ano em especial, os organizadores devem estar atentos em relação a aglomerações, para evitar o contágio do COVID-19.

A seguir, separamos algumas dicas para realizar a SIPAT de forma mais segura.

 

Divisão de equipes ao longo dos dias para as palestras

 

Essa tática pode funcionar bem para evitar a aglomeração de pessoas. Contudo, é necessário manter a constante higienização do ambiente. Dessa forma, periodicamente, é necessário higienizar interruptores, botões, maquinas de café e bebedouros por exemplo.

O uso do álcool em gel ainda é essencial. Assim, os organizadores devem disponibilizar nas salas de forma que todas as pessoas possam ter acesso.

Máscaras devem ser utilizadas também. Mesmo com a divisão de equipes para tornar o ambiente menos aglomerado, é necessário o uso desse equipamento de proteção.

Também, mesmo com o número reduzido de pessoas por treinamento, é recomendável que seja realizado em ambientes mais arejados, se possível em áreas externas que permitam a circulação do ar. Dessa forma, as partículas não ficam concentradas no ambiente.

 

As mudanças no comportamento das pessoas

 

O modelo tradicional para a realização da SIPAT já não é mais tão atrativo para as pessoas. Isso porque o modo de repassar os conteúdos, baseados em atividades passivas, como as palestras em que todos os funcionários estão como ouvintes já não engaja mais.

Esse tipo de comportamento não permite que as informações sejam tão bem assimiladas, e é comum que as pessoas não façam no dia a dia o que acabaram de aprender durante o treinamento.

Então, aliado a proposta da redução das atividades em equipes, os organizadores devem propor dinâmicas mais ativas, onde o colaborador é protagonista do seu aprendizado.

É importante abordar assuntos de maneira a chamar a atenção das pessoas, e que possibilitem o compartilhamento de experiências e conhecimentos. A sugestão é buscar formas de estruturar bem o conteúdo e passa-los de forma mais leve e divertida.

Outra vertente que podemos trabalhar é a criação do senso de equipe. Mesmo com a necessidade de distanciamento para a preservação da saúde, a SIPAT é um ótimo momento para reestabelecer o senso de equipe entre nos funcionários. Com os devidos cuidados, é possível realizar tarefas em grupo, onde são permitidas trocas de conhecimento que possibilita o aprendizado.

Dessa forma, é possível mudar o comportamento das pessoas quanto a assimilação dos conteúdos. As metodologias ativas permitem que o aprendizado seja maior e com isso, levado para o dia a dia no ambiente de trabalho.

 

O uso da tecnologia para o engajamento na SIPAT 2022

 

A tecnologia tem sido uma ferramenta importante no ambiente de trabalho para a realização das atividades de maneira remota. Com isso, é válido pensar nela como uma forma complementar a SIPAT 2022 presencial.

Logo, algumas atividades podem ser realizadas de forma remota, com a presença de videoconferência dos palestrantes, a implementação de jogos online e rankings entre os colaboradores por exemplo. Não somente, a realidade aumentada é uma ferramenta muito interessante de engajamento.

Nesse cenário, o uso de ferramentas digitais é precioso, com ela é possível compartilhar imagens, vídeos, esquemas etc.

Hoje existe uma adesão maior das pessoas quanto o uso utilizando as ferramentas tecnológicas, é fácil absorver conteúdos como os vídeos no youtube e tutoriais da internet. Assim, esse é o indicativo de que os temas da SIPAT 2022 podem sim serem abordados de forma eletrônica, facilitando o aprendizado.

 

Conclusão

 

Como vimos anteriormente, com cuidados extras, é possível realizar a SIPAT 2022 com sucesso, e com o bônus de tornar o evento mais interativo para as pessoas.

Ainda, é conveniente apostar nas ferramentas digitais. Assim, é possível perceber um maior interesse e interação dos funcionários, com atividades lúdicas para tratar de assuntos tão sérios como a Saúde e Segurança.

O mais importante é que os conteúdos sejam bem aproveitados pelos colaboradores, afim de fazer diferença na vida dos profissionais. Por isso, as Palestras e Treinamentos focados no desenvolvimento de pessoas, com o intuito de ajudar a eliminar os índices de acidente de trabalho.

 

 



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AFINAL, O QUE É RUÍDO OCUPACIONAL CONFORME A NR-15?

 



O ambiente de trabalho pode proporcionar diversas opções de insalubridade, dentre eles o ruído ocupacional. Autores que realizaram estudos voltados a saúde bem como segurança do trabalho, afirmam que a surdez no Brasil é a segunda maior causa de doença profissional.

As formas de poluição sonora mais frequentes decerto são encontradas nas áreas industriais. No Brasil, estudos que acompanharam trabalhadores metalúrgicos associou a exposição ao ruído industrial a ocorrência de acidentes do trabalho fatais.

Nesse artigo, abordaremos algumas definições de ruído de acordo com a NR-15, os tipos de ruídos e os limites de tolerância estabelecidos pela norma regulamentadora.

 

Definição de Ruído

 

O ruído é definido como uma mistura de sons e tons não harmoniosos com frequências diferentes entre si. Esse fato origina a sobreposição de várias vibrações distintas, e desse modo, ocasiona uma sensação sonora indesejável.

Os ruídos podem ser provenientes de diversas fontes, como máquinas, equipamentos, rolamentos e peças não lubrificados, engrenagens, estruturas desreguladas e partes móveis desalinhadas.

As consequências da exposição ao ruído ocupacional são bastante indesejadas. Podemos citar o cansaço, irritação, dores de cabeça, redução da audição, surdez, aumento da pressão arterial, problemas do aparelho digestivo, taquicardia, infarto. Os níveis de intensidade e tempo de exposição definem a intensidade das consequências.

 

Segundo a NR-15, o ruído pode ser classificado em:

 

§  Contínuo (estável, com variações máximas de 3 a 5 dB(A).

§  Intermitente (oscilações de maior ou menor intensidade)

§  Ruído de impacto (apresenta picos de ruído com duração menor de 1 segundo).

 

A NR-15 em seus anexos I e II, definem para fins de avaliações em higiene ocupacional apenas os ruídos Contínuo ou intermitente e o de Impacto.

Ainda, para definir os níveis de ruído em que os trabalhadores são expostos, é utilizado a LEQ (Equivalent Sound Level).  Com esta metodologia, calcula-se a média de ruído (em decibéis) em que os trabalhadores ficam expostos.

 

Ruído Contínuo ou Intermitente

 

De acordo com a NR-15, os ruídos contínuos e intermitentes são aqueles que não são de ruídos de impacto. Os níveis de ruído contínuo ou intermitente devem ser medidos em decibéis (dB) com instrumento de nível de pressão sonora operando no circuito de compensação “A” e circuito de resposta lenta (SLOW).

Lembrando que as leituras devem ser feitas próximas ao ouvido do trabalhador. Quanto a essa classe de ruído, não é permitida exposição a níveis de ruído acima de 115 dB (A) para indivíduos que não estejam adequadamente protegidos.

 

Ruído de impacto

 

A NR-15 classifica como ruído de impacto aquele que apresenta picos de energia acústica de duração inferior a 1 (um) segundo, a intervalos superiores a 1 (um) segundo. Os níveis de impacto deverão ser avaliados em decibéis (dB), com medidor de nível de pressão sonora operando no circuito linear e circuito de resposta para impacto. Da mesma forma, as leituras devem ser feitas próximas ao ouvido do trabalhador.

O limite de tolerância para ruído de impacto será de 130 dB (linear). As atividades ou operações que exponham os trabalhadores, sem proteção adequada, a níveis de ruído de impacto superiores a 140 dB (LINEAR), medidos no circuito de resposta para impacto, ou superiores a 130 dB (C), medidos no circuito de resposta rápida (FAST), oferecerão risco grave e iminente.

 

Ruído Ocupacional: limites de tolerância na NR-15

 

O quadro abaixo apresenta os limites permissíveis relacionados ao nível de ruídos em decibéis (Db). Lembrando que, para análise do ruído, sempre é considerada a exposição na jornada de 08 horas de trabalho.

O “Limite de Tolerância” exposta na NR-15 apresenta a intensidade máxima ou mínima, relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente, que não causará danos à saúde do trabalhador, durante a sua vida laboral.





Parte superior do formulário

 

 

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sexta-feira, 24 de junho de 2022

 




 

 

COMO PREVENIR DOENÇAS ASSOCIADAS AOS RISCOS ERGONÔMICOS?

 




 

A ergonomia ou engenharia humana é uma área da ciência que estuda as relações entre o homem e seu ambiente de trabalho. O objetivo da ergonomia é gerar uma relação saudável mutuamente, criando eficiência humana e bem-estar no trabalho.

Contudo, quando esta relação não está equilibrada, são geradas as doenças associadas aos riscos ergonômicos. Estas estão relacionadas com as doenças ocupacionais. As doenças associadas aos riscos ergonômicos representam um dos maiores números de acidentes de trabalho.

Acompanhe o artigo e saiba mais sobre como prevenir as doenças associadas aos riscos ergonômicos.

 

O que são riscos ergonômicos?

 

Podem ser considerados riscos ergonômicos quaisquer circunstancias de trabalho que geram esforço físico, levantamento de peso, postura inadequada, controle rígido de produtividade, situação de estresse, trabalhos em período noturno, jornada de trabalho prolongada, monotonia e repetitividade, além da imposição de rotina intensa. Com o passar do tempo, a tendência de piorar as condições é exponencial.

É certo que os riscos ergonômicos podem gerar distúrbios psicológicos e fisiológicos, além de provocar sérios danos à saúde do trabalhador porque produzem alterações no organismo e estado emocional.

As doenças associadas podem comprometer a produtividade, saúde e segurança do trabalhador, LER/DORT, cansaço físico, dores musculares, hipertensão arterial, alteração do sono, diabetes, doenças nervosas, taquicardia, doenças do aparelho digestivo (gastrite e úlcera), tensão, ansiedade e problemas de coluna.

Assim, devido a alta exposição dos trabalhadores aos riscos ergonômicos, foi criada a NR-17 pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Esta norma tem como intuito estabelecer os parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores. Dessa forma, o ambiente de trabalho poderá ter condições melhores para que os trabalhadores possam ter uma qualidade de vida melhor, ao realizar suas tarefas.

 

Dicas para prevenir doenças relacionadas

 

Além das orientações estabelecidas na NR-17, a Administração de Segurança e Saúde Social Ocupacional dos Estados Unidos (OSHA) determina as seguintes implementações para o processo de ergonomia:

 

§  Ofereça apoio da alta administração

 

É dever dos gestores a responsabilidade sobre a ergonomia. Dessa forma, a alta administração deve definir os objetivos para o processo ergonômico, com a promoção das práticas em prol da saúde ergonômica dos trabalhadores, tendo como fim, prevenir as doenças relacionadas aos riscos ergonômicos.

 

§  Envolva os trabalhadores

 

Os trabalhadores devem ser os protagonistas na identificação dos riscos ergonômicos, afinal, são estas pessoas que lidam diariamente com a suas atividades. Por isso, no momento do mapeamento dos riscos, é imprescindível a participação dos colaboradores, para oferecer sugestões e apresentar as preocupações, com o intuito de reduzir ou eliminar os riscos.

 

§  Ofereça treinamento

       

O treinamento é uma ação importante para a conscientização dos trabalhadores. Dessa forma, é possível apresentar os conceitos da ergonomia e seus elementos, além de auxiliar na identificação dos riscos que a má ergonomia pode gerar para a saúde do trabalhador.

 

§  Identifique os riscos ergonômicos

 

É importante que os riscos ergonômicos sejam identificados antes que estes desenvolvam doenças ocupacionais. Por isso, é necessário a análise constante desses riscos.

 

§  Equipamentos e ferramentas

 

Para evitar doenças associadas aos riscos ergonômicos, é preciso que a empresa forneça aos trabalhadores equipamentos de trabalho com condições ergonômicas. De preferencia com materiais mais leves e com design que prejudiquem ao mínimo a saúde do trabalhador.

 

§  Encoraje os trabalhadores a reportarem os riscos

 

Os trabalhadores precisam reportar os riscos ergonômicos oferecidos no ambiente laboral. Dessa forma, essa ação auxilia na prevenção e redução das doenças ocupacionais.

 

§  Implemente soluções a fim de controlar os riscos

 

No Brasil, contamos com a NR-17 como instrumento para orientar os estabelecimentos para controlar, reduzir ou eliminar os riscos.

 

§  Avalie o processo

 

Ainda, é necessário avaliar se o processo de implementação para prevenção das doenças relacionadas aos riscos ergonômicos está sendo efetivo. Os gestores e trabalhadores devem avaliar se os objetivos iniciais foram alcançados.

 

 



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