quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

 


 

 

COMO PREVENIR ACIDENTES CAUSADOS PELO GÁS DE COZINHA



Como Prevenir Acidentes Causados Pelo Gás de Cozinha, o fogão é provavelmente um dos eletrodomésticos mais úteis em uma cozinha, mas pode ser muito perigoso se as precauções de segurança forem ignoradas.

 

Neste artigo eu vou explicar como prevenir acidentes decorrentes do uso do gás de cozinha – tanto na empresa como em residências – e o que fazer em caso de vazamento de gás ou explosão.

 



O que você deve saber sobre o Gás de Cozinha

 

Fogões sujos, sem manutenção e que ficam armazenados em um ambiente fechado e sem ventilação, têm um risco maior de vazamento.

 

O cheiro após algum tempo, torna-se praticamente imperceptível, e por esse motivo pode demorar muito até a pessoa perceber que está intoxicada, podendo inalar uma grande quantidade, levando à morte.

 

Assim como o Gás Natural, o GLP é considerado perigoso e, como tal, deve ser manipulado corretamente, para evitar imprevistos. Quando usado de forma correta não produz fuligem, fumaça ou cheiro durante a combustão, deixando o ambiente menos suscetível a acidentes.

 

Por ser rápido e não aquecer o ambiente, o GLP acaba sendo confortável para quem usa, já que ele aquece o local tanto quanto a lenha ou o carvão, por exemplo, mas sem tanto trabalho.

 

Por esse motivo é usado nas mais diferentes áreas, tais como:

 

Ø Doméstica

Ø Comercial

Ø Industrial

Ø Agrícola

Ø Riscos associados

 

O GLP ou GÁS DE COZINHA possui certo grau de perigo, assim como qualquer tipo de combustível. Os perigos mais comuns associados ao seu uso incluem explosões, fogo e inalação do gás.

 

A fonte desses riscos geralmente são:

 

§  Conexões de mangueira deficientes;

§  Cilindros danificados ou corroídos, além de manutenção inadequada;

§  Armazenamento incorreto do botijão, como, próximo a fontes de calor.

 

Quando o gás não queima corretamente ou é usado em uma área sem ventilação adequada, produz monóxido de carbono (CO) em excesso – um gás incolor e inodoro, que ao ser inalado se liga à hemoglobina no sangue.

 

Esse processo reduz a capacidade do sangue de transportar oxigênio, privando o corpo de oxigênio e envenenando quem estiver no local, inclusive animais.

 

Alguns dos sintomas mais comuns causados pelo envenenamento por monóxido de carbono são:

 

ü Cansaço e sonolência;

ü Falta de ar;

ü Dores de cabeça;

ü Náuseas e dores no peito e no estômago;

ü Tontura;

ü Colapso e perda de consciência.

 

Manutenção e Cuidados

 

Utilize aparelhos e eletrodomésticos apenas para o uso a que se destinam – nunca use o fogão ou o forno para qualquer outra coisa que não seja cozinhar, como por exemplo, usar o forno a gás para aquecer a casa ou secar roupas.

 

Sempre armazene o botijão ou cilindro na posição vertical e certifique-se de que haja pelo menos um extintor de incêndio em casa e local de trabalho.

 

Tentou acender o fogão, mas não conseguiu? Desligue o suprimento de gás e deixe ventilar por pelo menos três minutos, para permitir que qualquer gás se disperse antes de tentar reacender.

 

Evitando explosões – 3 dicas que podem salvar sua vida

 

Acredite ou não, as explosões causadas por gás são mais comuns do que vemos nos noticiários. Então, o que fazer se ouvir um som similar ao do assobio ou sentir o cheiro de gás dentro da sua casa ou no local de trabalho?

 

·       Desligar a mangueira ou o fluxo de gás imediatamente;

·       Abrir todas as portas e janelas do local, para que ventile;

·       Chamar o corpo de bombeiro o mais rápido possível, para que seja feita uma inspeção.

 

Trabalhando com segurança

 

Garantir a segurança dos trabalhadores no local de trabalho requer algumas medidas necessárias, como por exemplo:

 

ü Comprar e instalar equipamentos a gás com um fornecedor registrado e em conformidade com as instruções do fabricante;

ü Manter registros detalhados de qualquer trabalho de manutenção realizado em tubulações de gás e eletrodomésticos;

ü Garantir ventilação e fluxo de ar adequados e verificar as conexões de gás regularmente.

 

É de extrema importância que os trabalhadores estejam envolvidos no protocolo de segurança, fazendo sugestões e levantando questionamentos pertinentes.

 

Procedimentos de emergência

 

§  Ao sentir o cheiro de gás, não tente acender o fogão para testar o vazamento;

§  Não ligue ou desligue interruptores de luz;

§  Desligue a válvula do botijão, se possível leve-o para o lado de fora e espere a chegada dos bombeiros.

 

Se houver um incêndio / Em casos de incêndio

 

O primeiro de tudo é não entrar em pânico! Tente conter o fogo com o uso de um extintor, mas se não tiver um extintor ao seu alcance use uma toalha molhada para apagar as chamas.

 

Ligue para o Corpo de Bombeiros e diga que houve um incidente com o gás de cozinha. Abra as portas e janelas, deixe ventilar e saia imediatamente do local.

 

Outras sugestões gerais de segurança na cozinha

 

Tenha cuidado redobrado ao cozinhar com óleo ou gordura, porque podem inflamar ao atingir altas temperaturas e, mantenha o fogão sempre limpo.

 

Nunca use água para apagar incêndios causados por gorduras ou óleo. A água pode fazer com que o fogo se espalhe rapidamente e cause queimaduras terríveis.

 

 

 

Ao cozinhar, fique de olho nas chamas do fogão para que não apaguem – o gás escapar de forma silenciosa, sem que você perceba.

 

Legislação

 

No Brasil não existem leis federais relacionadas ao uso de botijões ou cilindro de gás GLP, mas existem normas técnicas que fiscalizam e regulamentam instalações e mecanismos de segurança.

 

Em 2007, a ABNT criou a norma NBR 15526 – corrigida em 2016 – que estabelece os requisitos básico para que sejam executados projetos de canais de distribuição interna para gases, tanto em comércios quanto em residências, abastecidos por uma central de gás ou por gás encanado.

 

Quando se trata de leis estaduais ou municipais, pode-se dizer que em alguns lugares do país existem legislações específicas sobre o local de armazenamento dos botijões, portanto, procure saber se o seu estado ou município possui legislação específica relacionada a este assunto.

 

Compartilhe essas dicas de segurança com a sua família, colegas de trabalho e com os seus amigos.

 

 

 

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terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

 



A IMPORTÂNCIA DE AÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO. CONFIRA AQUI!

 



Os incêndios são acidentes muito temidos pela maioria das pessoas. Isso porque quando eles acontecem, os resultados são verdadeiros estragos, onde aproveitar o que sobrou depois do fogo é um desafio extremamente difícil, e em muitos casos, impossível.

 

No entanto, o que pouca gente sabe, é que existem algumas maneiras de se prevenir e evitar que os incêndios aconteçam. São pequenos detalhes e pequenas ações que podem ser realizadas durante o dia a dia para evitar que esses grandes estragos cheguem a acontecer. Além disso, além da prevenção, é também de grande importância que se aprenda a combater os incêndios, pois quando as medidas são tomadas ainda em tempo, os estragos são bem menores.

 

Dessa forma, além de se prevenir, aprender a combater os incêndios também é uma das melhoras formas de amenizar os resultados desagradáveis.

 

Sabendo disso, veja algumas dicas de como prevenir que os incêndios aconteçam, e ainda, como se comportar diante de um acontecimento como esse.

 

Dicas de prevenção:

 

1. Caixas de incêndio

Hoje em dia, é lei que todo lugar que se tenha um número significativo de circulação de pessoas, se tenha os equipamentos de segurança necessários, como as caixas de incêndio e extintores. No entanto, mais importante do que ter esses equipamentos, é mantê-los sempre em dia, em perfeitas condições para serem utilizados.

 

2. Extintores

É fundamental que os extintores estejam sempre em condições de uso, e também, que estejam bem distribuídos em locais de fácil acesso. Os extintores devem estar sempre carregados e ser revisados periodicamente, para que na hora de um acidente, ele possa ser utilizado.

 

3. Instalações elétricas

Construções muito antigas possuem redes elétricas também muito ultrapassadas, que muitas vezes, pode apresentar alguns sinais e riscos de incêndio. Dessa forma, a melhor forma de prevenir que acidentes aconteçam, é realizar manutenções e vistorias nas instalações elétricas, de modo a detectar possíveis falhas que podem ocasionar um incêndio futuramente.

 

4. Vazamentos de líquidos inflamáveis

Locais que possuem grandes quantidades de líquidos inflamáveis precisam tomar uma série de cuidados para que não se tenha nenhum vazamento desse material.

 

5. Ventilação

Muitas vezes, os incêndios tomam grandes proporções pela falta de ventilação. Por isso, ao fazer suas construções, procure sempre manter uma entrada de ar, através de portas e janelas em locais favoráveis.

 

Essas são algumas dicas para se prevenir contra os incêndios. Mas como reagir quando um não pode ser evitado?

 

O que se deve fazer para combater um incêndio? Confira as dicas a seguir:

 

1. Corpo de Bombeiros

Ninguém melhor que o Corpo de Bombeiros para combater de forma eficaz os incêndios. Por isso, tenha sempre em mãos o número 193, e assim que perceber os primeiros sinais de fogo, acione o Corpo de Bombeiros.

 

2. Evitar aglomerações

Durante os incêndios, as pessoas costumam ficar desesperadas e acabam se aglomerando. É importante que todos procurem a saída de emergência mais próxima e não fiquem aglomerados.

 

3. Treinamento

E por fim, principalmente quando falamos em empresas, é importante que os funcionários realizem curso de brigada de emergência, para saber como reagir diante de uma situação como essa. Assim, até que os Bombeiros cheguem ao local, os próprios funcionários podem tomar as primeiras iniciativas para evitar um desastre maior.

 

 

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GLOSSÁRIO:

ALGUNS TERMOS TÉCNICOS DE SEGURANÇA NO TRABALHO

 



Rotina apertada, tarefas intermináveis, mudanças na legislação, trabalhadores sem a devida compreensão da importância da segurança. Sem dúvida, a rotina do técnico em segurança no trabalho é muito intensa.

 

A compreensão dos colaboradores sobre a prevenção de acidentes é fator determinante na performance dos profissionais da área.

 

No post de hoje, trouxemos 15 termos técnicos de segurança no trabalho, seus significados e o que fazer para que colaboradores e a direção da empresa compreendam a importância de sua atividade. Acompanhe!

 

Atividade penosa

Compreende toda atividade que, pela natureza ou intensidade, exija do trabalhador atenção contínua, estafante, ocasionando desgaste mental e ainda esforço físico superior ao normal.

Tarefas mecanizadas onde a mínima desatenção pode trazer perdas ou riscos ao trabalhador, como um Operador de Ponte Rolante, podem estar enquadradas.

 

Acidente de Trabalho
Aquele que se verifique no local e no tempo de trabalho e produza direta ou indiretamente lesão corporal, perturbação funcional ou doença de que resulte redução na capacidade de trabalho ou de ganho ou a morte.

 

Análise de risco

Objetiva identificar riscos no ambiente, dentro das especificidades e particularidades.

Empresas onde colaboradores trabalhem em altura ou em constante contato com redes elétricas devem assegurar que a análise considerou todas as variáveis, prevenindo eventuais riscos.

 

Atividade penosa

Compreende toda atividade que, pela natureza ou intensidade, exija do trabalhador atenção contínua, estafante, ocasionando desgaste mental e ainda esforço físico superior ao normal.

Tarefas mecanizadas onde a mínima desatenção pode trazer perdas ou riscos ao trabalhador, como um Operador de Ponte Rolante, podem estar enquadradas.

 

Avaliação do Risco

Identificação e estimativa quantitativa ou qualitativa do risco para a saúde e segurança dos trabalhadores.

 

CIPA ― Comissão Interna de Prevenção de Acidentes

A CIPA foi regulamentada pela NR 05/78, alterada por instrumentos legislativos e regulamentadores ao longo dos anos.

 

Principais objetivos:


§  Regulamentar organizações com obrigatoriedade de instalação da CIPA;

§  Criação de quadro de colaboradores com atribuições na CIPA;

§  Especificar ações de prevenção de acidentes;

§  Conscientizar empregadores e trabalhadores da importância da segurança.

§  Um curso de atualização da CIPA traz aspectos relevantes, acrescentando uma visão atualizada às suas competências, podendo ser estendido a outros colaboradores.

 

Condição Insegura

Atividade exercida em locais precários, sem a devida manutenção. Por exemplo: local de trabalho com fios elétricos desencapados, expostos ou em condições de risco de choques ou incêndios.

 

Doença profissional

Decorrente de exposição a substâncias ou condições perigosas presentes em atividades diversas. Um exemplo: exposição à amônia pode trazer riscos em casos de acidentes e situações de emergência.

 

Ergonomia

Seu objetivo principal é adaptar o trabalho ao homem, melhorando as condições de trabalho e as relações homem-máquina. Pode ser construtiva, corretiva ou cognitiva.

 

Fail-Safe

É um conjunto de medidas que visa minimizar os efeitos de uma falha. Essas medidas podem ser passivas, ativas ou operacionais.

 

Flash-Over

Situação onde o calor é suficiente para inflamar materiais combustíveis e inflamáveis. Essa situação pode causar explosões pela inflamação dos gases, motivada pelo calor excessivo. O curso de Bombeiro Civil capacita trabalhadores a atuar preventivamente.

 

Imperícia

Corresponde ao trabalhador sem a qualificação necessária para exercer determinada atividade ou operar equipamentos.

Um operador de empilhadeira, por exemplo, que não esteja qualificado e atualizado sobre normas de segurança, poderá trazer riscos a si e a outros trabalhadores.

 

LER

A Lesão por Esforço Repetitivo ataca músculos, nervos e tendões, em virtude de atividade repetitiva e sem intervalos conforme regulamentação.

É outra atividade que não se limita a áreas de produção, mas principalmente atividades administrativas repetitivas.

 

Locais confinados

Independentemente da área, é qualquer local com limitação de entrada e saída da ventilação natural. Além do acúmulo de poeira e impurezas, não permite a renovação do ar.

 

Mapa de riscos

É o mapeamento dos riscos físico, químico, biológico, ergonômico e mecânico nos diversos ambientes de trabalho.

O mapa deve ser elaborado com participação da Brigada de Emergência para atuação em casos de perigo.

 

Normas Regulamentadoras

As Normas Regulamentadoras são diversas medidas técnicas que devem, obrigatoriamente, serem tomadas dependendo das atividades de uma empresa. Por este motivo, conhecê-las é imprescindível não só para a segurança dos colaboradores, como também para a segurança judicial da sua empresa. 

 

Perigo
É a propriedade intrínseca de uma instalação, atividade, equipamento, um agente ou outro componente material do trabalho com potencial para provocar danos.

 

Plano de Emergência
Conjunto de instruções e relação de meios humanos e materiais disponíveis para atuar em caso de emergência com vista à minimização dos efeitos negativos.

Planta de emergência
Planta esquemática do edifício, que tem por principal objetivo orientar, informar e instruir os utilizadores dos edifícios e instalações para os procedimentos a adoptar numa situação de emergência englobando ainda as instruções gerais de segurança e a legenda da simbologia adoptada.

 

Postura

Dentre os termos técnicos de segurança no trabalho, refere-se ao cuidado em relação a posturas nocivas que os trabalhadores pratiquem em suas tarefas.

Esse cuidado não se limita a produção ou operação, mas compreende todas as áreas da empresa.

 

Prevenção
Conjunto de políticas e programas públicos, bem como disposições ou medidas tomadas ou previstas no licenciamento e em todas as fases de actividade da empresa, do estabelecimento ou do serviço, que visem eliminar ou diminuir os riscos profissionais a que estão potencialmente expostos os trabalhadores.

 

Proteção Coletiva
Conjunto de equipamentos e medidas que têm por finalidade evitar acidentes de trabalho ou doenças profissionais, protegendo não um trabalhador específico, mas um grupo, ou a totalidade dos trabalhadores da instalação.

 

Risco
Probabilidade de concretização do dano em função das condições de utilização, exposição ou interação do componente material do trabalho que apresente perigo.

 

Risco técnico

É a possibilidade de acidentes específicos, considerando os aspectos técnicos da atividade. Além da prevenção, a identificação do risco técnico deve considerar a saúde do trabalhador, principalmente no caso de trabalho com produtos perigosos.

 

Sinalização de Segurança e Saúde
Sinais que alertam de forma rápida e perceptível para a existência de um risco, condicionando atitudes e transmitindo informações de segurança.

 

Trabalhador Qualificado (NR - 32)

É o trabalhador que comprove treinamento ministrado pela empresa, instituição devidamente qualificada, ou possua experiência mínima de 6 meses na função.

Um exemplo a ser citado é um Operador de Caldeiras (NR - 13), atividade sensível e com exposição a diversos riscos.

 

 

 

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quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

 



 

O QUE É O PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS – PGRS?

 

 

Hoje vamos sair um pouco da área de SST e entrar no assunto de Meio Ambiente, muitos perguntam o que é o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos – PGRS, e este será o tema de hoje.

 

Muitas empresas ainda desconhecem as soluções mais adequadas para o descarte de seus produtos e acabam poluindo o solo e o meio ambiente de forma agressiva, o que causa inúmeros problemas de saúde pública no Brasil e em todo o mundo.

 

Por esse motivo as Políticas Públicas são de fundamental importância, já que são elas que podem ajudar a planejar estratégias para solucionar e sanar esse tipo de problema, que infelizmente é tão recorrente.

 

O Plano de gerenciamento de resíduos sólidos – PGRS – é um documento de extrema importância e possui valor jurídico, para atestar que a empresa tem capacidade de gerenciar corretamente os resíduos produzidos por ela.

 

O Que é o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos

 



 

O PNRS

 

Em média, quase 90% da população brasileira vive em áreas urbanas, e esse crescimento acelerado nas cidades causou um déficit muito grande no que diz respeito a infraestrutura, desenvolvimento e saneamento básico. Tendo como objetivo reduzir esses problemas, o PNRS implementou o Plano de Gestão de Resíduos Sólidos.

 

Para que serve um PGRS?

 

Com a execução correta de um plano de gerenciamento de resíduos sólidos, é possível reconhecer quem produz esse lixo e os tipos de lixo gerados, o que resulta na destinação final apropriada de cada resíduo produzido.

 

O descarte incorreto é o responsável por muitas doenças ao redor do mundo, e com o aumento desproporcional da população, é preciso ter cautela ao produzir produtos e resíduos.

 

Como implementar um sistema de destinação eficiente?

 

Não são poucas as empresas que acabam perdendo a boa reputação e o valor de mercado que demoraram anos para construir, simplesmente por administrar de forma errada os resíduos tóxicos que produzem, o que no Brasil e em vários outros países é considerado crime ambiental, originando multas altíssimas e até mesmo prisão.

 

Para dar o start inicial na implementação de um projeto para destinar corretamente os resíduos sólidos, o primeiro de tudo é criar um planejamento e, para isso é necessário estudar alguns pontos:

 

§  Requerimento legal;

§  Fatores ambientais – resíduos ou lixos produzidos;

§  Propósito do projeto.

 

A classifica os tipos de resíduos sólidos em duas categorias:

 

·       Classe I – resíduos perigosos: corrosivos, inflamáveis, tóxicos, patogênicos e reativos;

·       Classe II – resíduos não perigosos: solúvel em água, biodegradável e não há reações químicas.

 

Essa classificação dos resíduos ajuda a definir os elementos químicos, físicos e biológicos nas amostragens, além de informações qualitativas e quantitativas.

 

A partir destas informações, serão feitas análises que vão definir o destino de cada material, através de algumas etapas:

 

·       Coleta do resíduo sólido;

·       Armazenagem do material coletado;

·       Modo de deslocamento;

·       Manuseio;

·       Destinação – finalidade.

 

Estruturando o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos

 

Para elaborar o PGRS da sua empresa, é necessário coletar as seguintes informações:

 

Descrição do empreendimento

 

§  Razão Social, CNPJ, Inscrição Estadual e Nome Fantasia

§  Atividade Principal;

§  Endereço – Estado, Município, CEP, Telefone, Fax; E-mail;

§  Número total de funcionários (próprios e terceirizados);

§  Representante legal.

 

Identificação do Responsável Técnico

 

Responsável Técnico pela elaboração do PGRS – nome, formação, e-mail, telefone e Anotação de Responsabilidade Técnica do respectivo conselho de classe;

Responsável Técnico pela implantação do PGRS – nome, formação, contato e registro no conselho de classe da formação.

 

Diagnóstico dos Resíduos Sólidos

 

·       Origem, volume e características dos resíduos – Consiste na classificação dos resíduos baseado nos laudos de análise química, segundo a NBR- 10.004 da ABNT. Nesta etapa as empresas devem classificar, quantificar, indicar formas para a correta identificação e segregação na origem, dos resíduos gerados por área/unidade/setor da empresa;

·       Dados detalhados dos responsáveis de cada etapa do gerenciamento de resíduos sólidos – O PGRS deverá ser realizado por um responsável técnico, devidamente registrado no Conselho Profissional;

·       Definir procedimentos operacionais relativos ao gerenciamento de resíduos sólidos;

·       Plano de contingência – O PGRS deve especificar quais as ações preventivas e corretivas para o controle e minimização de danos causados ao meio ambiente e ao patrimônio;

·       Metas e procedimentos de minimização da geração de resíduos, como os programas de redução na fonte, entre outros.

 

Desde 2010, por meio da Lei 12.305/2010, a implantação do PGRS é obrigatória para empresas de várias áreas e segmentos.

 

·       Empresas geradoras de resíduos provenientes do serviço público de saneamento básico, exceto os resíduos sólidos urbanos domiciliares e de limpeza urbana. Nessa categoria estão as empresas de tratamento de água e esgoto, drenagem de água pluvial, as prefeituras que prestam os serviços públicos de saneamento básico por conta própria, entre outros;

·       Empresas geradoras de resíduos industriais – todas as indústrias do país, desde a indústria alimentícia, de equipamentos eletrônicos, calçados, roupas, etc;

·       Empresas geradoras de resíduos da área da saúde – resíduos gerados em hospitais, consultórios, clínicas e pela indústria farmacêutica;

·       Empresas geradoras de resíduos da construção civil – as empresas de reforma, reparo, construção e demolição;

·       Empresas geradoras de resíduos perigosos, ou caracterizados como não perigosos, por sua natureza, composição ou volume;

·       Empresas geradoras de resíduos de serviços de transporte – empresas de transporte originários de portos, aeroportos, terminais alfandegários, rodoviários, ferroviários e passagens de fronteira.

·       Empresas geradoras de resíduos de atividades agropecuárias e silviculturas, incluídos os relacionados a insumos utilizados nessas atividades – frigoríficos, matadouros, abatedouros, açougues, indústria de processamento de produtos agrícolas como arroz, mandioca, milho, soja, feijão, etc.

 

O que acontece se uma empresa recusar o PGRS?

 

O Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos – PGRS precisa ser elaborado a nível federal, estadual e municipal.

Os responsáveis pela implantação do PGRS têm por obrigação apresentar informações detalhadas sobre os processos de implementação e operacionalização do plano, além de fazer uma atualização anual, caso contrário, pode sofrer penalidades como multas e prisão dos responsáveis.

 



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MEMBRO REELEITO PRECISA FAZER O TREINAMENTO DA CIPA?

 

Você já ouviu falar da CIPA?

 



A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes é representada por representantes dos empregadores e representantes eleitos por funcionários, os quais respeitam a Norma Regulamentadora nº 5.

 

Os membros escolhidos cumprem o mandato de um ano, com possível reeleição. Antes de assumirem seus respectivos cargos, cada membro passa por um determinado treinamento.

 

E a pergunta que recebemos constantemente é se: Membro Reeleito Precisa Fazer o Treinamento da CIPA

 

Essa dúvida é muito comum e nas linhas que se seguem neste artigo, exploramos este treinamento nos termos legislativos, como funciona o processo de eleição e reeleição da CIPA e responder a esta pergunta em questão.

 

Membro Reeleito Precisa Fazer o Treinamento da CIPA?

 

Antes de responder a esta pergunta vamos entender Como Funciona o Treinamento Dos Membros Integrantes da CIPA

 

Todos os membros, desde titulares até mesmo suplentes devem realizar o treinamento da CIPA. Dentro destas atribuições, devemos destacar.

 

§  A participação da implementação e do controle da qualidade de medidas de prevenção;

§  A divulgação e promoção das normas regulamentadoras;

§  Verificação frequente do ambiente de trabalho, os quais riscos e perigos devem ser identificados e remediados com as medidas protetivas;

§  A colaboração do desenvolvimento e implementação de programas de segurança;

§  Identificação de riscos no trabalho por meio da elaboração de mapas de riscos.

 

Diante de tantas exigências, é necessário um treinamento para preparar titulares e suplementos para a execução destas atribuições que estão diretamente relacionadas na área de Segurança e Saúde do Trabalho.

 

Sendo assim, a NR-05 impõe a obrigatoriedade de treinamento a todos os membros da CIPA, titulares e suplentes, antes da posse.

 

Este treinamento pode ser realizado em até trinta dias após a posse dos membros eleitos.

 

O objetivo do curso da CIPA é fornecer aos alunos conhecimentos sobre a Norma nº 5 (NR-5) MTE (Ministério do Trabalho) Percepção de riscos, função Cipista, responsabilidade social, participação em reuniões e atendimento de outras normas aplicáveis à gestão de SMS.

 

Qual é o Conhecimento Adquirido?

 

Antes de mais nada, os candidatos ao treinamento devem estar em condições mínimas de física, para serem considerados aptos para a realização dos exercícios e simulações previstos no treinamento.

 

O treinamento permite:

 

§  Estudar o meio ambiente, as condições de trabalho bem como os riscos decorrentes do processo produtivo;

§  Metodologia de pesquisa e análise de acidentes e doenças profissionais;

§  Compreender os acidentes e doenças decorrentes da exposição a riscos na empresa;

§  Compreendendo a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – AIDS e medidas de prevenção;

§  Compreender as leis trabalhistas e previdenciárias relativas à segurança e saúde no trabalho;

§  Princípios gerais de higiene ocupacional e medidas de controle de risco;

§  Organização da CIPA e demais assuntos necessários ao exercício das atribuições da Comissão;

§  Percepção de risco;

§  Conhecimento para elaboração de mapas de risco;

§  Noções teóricas e práticas de primeiros socorros.

 

O curso será ministrado em expediente do trabalho com uma carga horária bem distribuída de modo que complete 20 horas.

 

O treinamento é válido por um ano, de acordo com a NR-5.

 

Membro Reeleito Tem Necessidade Em Fazer o Treinamento da CIPA?

 

Respondendo a dúvida do artigo, membro reeleito precisa realizar o treinamento da CIPA outra vez? Sim! Precisa, visto que pode haver mudanças no ambiente e nas normas de segurança do local de trabalho que alteram os níveis de riscos e segurança dos trabalhadores.

 

Vale ressaltar que a Norma Regulamentadora 05 não declara que o treinamento anterior pode ser aproveitado para a CIPA do mandato vigente.

 

Logo conclui-se que o membro reeleito da CIPA deve realizar a repetição do treinamento.

 

Revise Suas Políticas e Procedimento

 

Uma vez por ano, assim como após acidentes de trabalho, revise as políticas e procedimentos de segurança de sua organização.

 

Eles ainda se aplicam aos riscos que seus funcionários enfrentam? Se você mudou a forma como executa uma tarefa, começou a usar novos equipamentos ou ferramentas ou mudou-se para um novo local, seu comitê de saúde e segurança deve atualizar esses documentos.

 

Quando e se você atualizar os protocolos de segurança, comunique as mudanças aos seus funcionários e membros da CIPA. Envie um e-mail para toda a empresa detalhando as mudanças para pequenas atualizações, mas forneça treinamento atualizado se uma política ou procedimento mudar significativamente.

 

 

 

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