quinta-feira, 14 de março de 2024

 





 

AVCB - O QUE É AUTO DE VISTORIA DO CORPO DE BOMBEIROS?

 


AVCB é como chamamos o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros. Ou seja, o documento emitido pelo órgão que atesta que o local foi vistoriado e está em conformidade quanto à segurança contra incêndio.

Assim, é obrigatório que todos os condomínios tenham o laudo do AVCB para que não recebam multa e também garantam a total segurança dos moradores e funcionários

 

O que é AVCB de condomínio?

O AVCB é um documento que atesta as condições seguras de um prédio perante possíveis ocorrências de incêndio ou situações de pânico

Esse laudo é absolutamente necessário devido à existência de um sistema de fiscalização instituído pelo governo brasileiro, cujo propósito é assegurar a proteção de vidas e propriedades.

 

Qual o objetivo do AVCB?

O principal objetivo do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros é conferir às edificações quanto ao cumprimento do controle de incêndio e pânico.

Dessa forma, a prática ajuda o Corpo de Bombeiros a organizar vistorias a serem realizadas periodicamente, conforme o vencimento do documento.

 



Como saber se o condomínio tem AVCB?

Para descobrir se o condomínio possui o laudo de AVCB, é possível realizar uma pesquisa utilizando o endereço ou o número da certidão do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros, diretamente no site oficial da instituição.

Além disso, a autenticidade do AVCB pode ser verificada por meio do aplicativo disponibilizado pelo Corpo de Bombeiros, permitindo a consulta da certidão através da leitura de um QR Code.

 

Quando o laudo AVCB é obrigatório?

 

A obrigatoriedade do laudo AVCB ocorre em situações de:

·       Construção e reforma;

·       Mudança da ocupação ou uso;

·       Ampliação da área construída;

·       Regularização das edificações e áreas de risco;

·       Construções provisórias (circos, eventos, etc.).

 

Quando o AVCB é dispensado?

As normas dos bombeiros para condomínios estabelecem que somente residências unifamiliares são isentas do AVCB. A legislação define que uma residência unifamiliar é aquela ocupada exclusivamente por uma única família.

 

Qual o valor da multa por falta de AVCB?

Código estadual de proteção contra Incêndios e Emergências define que as multas podem variar de 10 (dez) até 10.000 (dez mil) UFESP. Em 2023, o valor da UFESP é de R$34,26; ou seja, a multa pode variar entre de R$ 342,60 até 342.600,00 reais.

 

Como emitir o AVCB?

 

Emitir um novo AVCB ou renová-lo na cidade de São Paulo, é necessário realizar algumas etapas:

·       Elaborar ou adequar o projeto de Proteção Contra Incêndio (PCI).

·       Instalar e/ou adequar os equipamentos de combate ao incêndio.

·       Realizar treinamentos com todos os colaboradores do prédio.

·       Emitir os atestados e laudos. 

·       Solicitar a Vistoria do Corpo de Bombeiros para analisar e emitir o AVCB. 

Assim, será possível verificar se o prédio cumpre as normas dos bombeiros para condomínios, de modo a garantir a segurança dos condôminos e colaboradores.

 

O prazo de validade do laudo AVCB varia entre 1 e 5 anos. 

 

Como regularizar o AVCB?

Para efetuar a regularização de AVCB no estado de São Paulo, é preciso utilizar o Portal de Serviços do Via Fácil Bombeiros. Adicionalmente, o Corpo de Bombeiros disponibiliza um serviço de atendimento técnico presencial, porém, é necessário agendar previamente esses encontros por meio do próprio sistema Via Fácil Bombeiros.

 

Saiba quais os elementos devem constar no projeto de segurança:

·       Luzes de Emergência;

·       Portas Corta Fogo;

·       Extintores;

·       Sinalizações de Saídas de Emergência;

·       Hidrantes;

·       Sprinklers;

·       Mangueiras contra Incêndio.

 

Contudo, caso haja inadequações, o Corpo de Bombeiros apontará as irregularidades. Dessa forma, exigindo as alterações e estipulando um novo prazo para a próxima vistoria.

Fique atento: o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros é importantíssimo e pode salvar vidas.

 

Quanto custa emitir ou renovar o AVCB?

 

Para obter o AVCB, existem as seguintes taxas:

·       Taxas de Análise;

·       E Taxas de Vistoria.

 

Elas são calculadas com base na área da edificação em m² e na Unidade Fiscal do Estado de São Paulo - UFESP’s.

 

Qual é a responsabilidade do síndico em relação ao AVCB?

De acordo com a legislação atual (Decreto Estadual Nº 63.911/2018 e Lei Complementar Nº 1257/2015), os síndicos são obrigados a pedir a regularização de AVCB.

síndico pode responder civil e criminalmente, caso aconteça uma morte ou algo mais trágico. 

Por isso, é muito importante que o síndico esteja sempre em dia com o AVCB.

Estar com esse documento em dia já é muito importante também para outros itens, como o páraraios, sistemas de combate ao incêndio e as instalações de gás, por exemplo.

Por isso, não deixe o AVCB vencer. Em caso de dúvidas, o síndico deve, o quanto antes, fazer um levantamento desta documentação. 

Caso não regularize o laudo há um risco muito alto para o síndico – afinal, ele é o responsável civil e criminalmente pela edificação.

Por isso é importante realizar uma boa gestão de documentos importantes para o condomínio e ficar atento às datas e validades.

Gostou do conteúdo de hoje sobre o que é o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros? Sabia que, por decreto, o AVCB é obrigatório para condomínios residenciais. 

Se você é síndico, confira aqui algumas dicas importantes para o seu dia a dia.

 

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COMO REALIZAR UMA INSTALAÇÃO DE REDE ELÉTRICA SUBTERRÂNEA?

 



 

Realizar a instalação de rede elétrica subterrânea é uma atividade muito comum em obras. Você sabe quais são os cuidados exigidos por norma? A NBR 5410, atualizada em 2008, é a norma brasileira que determina as especificações necessárias para garantir a segurança em instalações elétricas de baixa tensão. Neste artigo, veremos o que a norma diz sobre essas instalações. Confira!

 

Eletrodutos: proteção para as linhas elétricas

As linhas elétricas precisam ser enterradas em eletrodutos de modo que fiquem salvaguardadas de deterioração causada por movimentos de terra, contato com corpos rígidos, choque de ferramentas em caso de escavações, bem como contra umidade e ações químicas causadas por elementos do solo. 

Normalmente, esses eletrodutos são feitos de Polietileno de Alta Densidade - PEAD. Esses eletrodutos precisam ser enterrados a pelo menos 70 cm de profundidade e, caso o local tenha circulação de veículos, é preciso que a profundidade seja de 1m do solo. O espaço entre duas linhas elétricas precisa ser de, no mínimo, 20 cm.

 



 

Fita de advertência subterrânea

É necessário que essa instalação seja sinalizada com algum elemento de advertência de material especial e durável, não podendo se deteriorar. Esse é um fator de segurança crucial para quando ocorre uma manutenção, A sinalização permite que qualquer um consiga identificar que há uma linha elétrica no local e tomar os devidos cuidados. 

Para essa sinalização, são utilizadas as chamadas fitas de advertência subterrânea ou fitas subterrâneas. Essas fitas precisam estar a pelo menos 20 cm do solo.

 

Mais proteção

Abaixo das fitas de advertência subterrâneas, é necessário fazer um envelopamento de concreto. Trata-se de uma proteção adicional que vai ajudar a garantir a segurança na hora de realizar manutenções com perfurações.

 

 

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quarta-feira, 13 de março de 2024

 





 

QUAIS SÃO OS DESAFIOS DOS “STANDARD OPERATING PROCEDURES - SOP’s” NA SEGURANÇA DA CADEIA DE ABASTECIMENTO?

 

 


 

O princípio subjacente aos “Standard Operating Procedures - SOP’s” é simples: fornecem uma descrição pormenorizada de um determinado procedimento. O engenheiro e autor Giles Johnston descreve mesmo os PON como “a melhor forma acordada de documentar a execução de uma tarefa”. Estas ferramentas operacionais são um tremendo motor de eficiência, segurança e qualidade para as empresas. É por isso que desempenham um papel fundamental na cadeia de abastecimento, especialmente no atual contexto de desafios.


“Standard Operating Procedures - SOP’s”:

Os Standard Operating Procedure, também designados por Procedimentos Operacionais Normalizados, consistem na descrição de um procedimento ou processo de trabalho com o objetivo de melhorar a eficiência. Mais especificamente, assumem a forma de um conjunto de instruções escritas que explicam minuciosamente como um processo deve ser realizado.

 

Qualquer SOP eficaz apresenta os seguintes requisitos:

·       O nome da empresa;

·       Um título descritivo;

·       Números de identificação (data, versão, etc.);

·       Os objetivos;

·       As responsabilidades de cada pessoa;

·       Instruções claras e passo a passo.

 

Estas ferramentas são geralmente utilizadas para tarefas estratégicas e recorrentes para simplificar a comunicação, evitar erros e garantir um certo grau de consistência. É uma excelente forma de garantir que cada membro da equipa aplica os mesmos processos para concluir uma tarefa. Permitem também determinar as funções e responsabilidades de cada um, bem como os tempos de execução.

 

Em última análise, estas orientações têm múltiplas funções e são utilizadas para:

·       Integração de funcionários

·       Formação da equipa;

·       Promoção da polivalência;

·       Garantir a transferência de competências;

·       Garantir a conformidade;

·       Redução de riscos;

·       Normalização da resolução de problemas…

 

Estas técnicas podem ser aplicadas num grande número de domínios. No entanto, são um aspeto essencial de qualquer cadeia de abastecimento, especialmente em sectores sensíveis (farmacêutico, alimentar, etc.). Asseguram o bom funcionamento e a segurança das operações da cadeia de abastecimento. Com a fiabilidade e a fluidez da cadeia de abastecimento sob pressão, isto oferece vantagens inegáveis aos decisores que procuram otimizar as suas operações e processos internos.

Existem tantos tipos de SOP’s como formas de fazer as coisas numa empresa. Os departamentos de procurement podem implementar procedimentos para gerir os concursos, a seleção de fornecedores, a gestão dos contratos, a (re) negociação das condições com os fornecedores, a eliminação das despesas irregulares, a gestão da qualidade, etc.

 

Quais são os benefícios dos SOP’s?

Graças aos SOP’s, as empresas podem otimizar e controlar melhor toda a sua cadeia de abastecimento para uma maior eficiência a longo prazo.

 

Melhorar o desempenho

Ao encorajar a utilização otimizada de recursos e ao eliminar ineficiências, os SOP’s contribuem para um melhor desempenho. Com processos e documentação bem definidos e normalizados, é mais fácil identificar os estrangulamentos, reduzir os prazos de entrega e melhorar a produtividade global da cadeia de abastecimento.

 

Redução de custos

Permitem reduzir os custos operacionais. Ao otimizar os processos de negócio, as empresas podem eliminar todos os desperdícios. Na terminologia Lean, trata-se de todas as atividades que consomem recursos, mas que não trazem valor para os clientes. Esta eficiência operacional traduz-se diretamente numa maior rentabilidade.

 

Gerir os riscos

Desempenham um papel crucial na gestão do risco e na conformidade com os regulamentos do sector. Ao estabelecer protocolos claros e garantir um controlo rigoroso, as empresas podem antecipar melhor os riscos potenciais, responder adequadamente em caso de incidentes e garantir a conformidade com as normas e regulamentos aplicáveis.

 

Melhorar a comunicação

Estabelecem uma linguagem comum dentro da organização. Facilitam o intercâmbio entre as várias partes interessadas da cadeia de abastecimento, promovendo assim a colaboração e a coordenação entre departamentos, fornecedores e parceiros externos. Esta comunicação melhorada ajuda a reduzir os mal-entendidos e os conflitos, reforçando assim as relações comerciais.

 

Implementação de SOP’s: 5 passos a seguir

A implementação de “Standard Operating Procedures” requer uma abordagem estruturada e o envolvimento de todas as partes interessadas. Esta abordagem pode ser dividida em cinco etapas necessárias.

 

1. Avaliar necessidades

É essencial compreender as necessidades específicas da sua empresa para conceber e redigir um SOP adequado. Para tal, deve discutir o assunto com a equipa que irá realizar as tarefas relevantes.

 

2. Conceber procedimentos

O SOP deve ser concebido em pormenor, tendo em conta todos os elementos da cadeia de abastecimento. Isto significa identificar os objetivos, o âmbito e o formato adequado. Depois de o procedimento ter sido escrito e complementado com os recursos relevantes, é vital testá-lo num ambiente controlado.

Os SOP’s não seguem um formato específico. Podem assumir a forma de um documento de texto, gráfico, fluxograma, vídeo curto, etc. Ao criar um SOP, é necessário escolher o formato que facilite a compreensão e a adoção dos procedimentos por todos.

 

3. Formação do pessoal

A formação é um passo essencial para garantir que todas as equipas compreendem e seguem corretamente os SOPs. Como parte do programa de formação, pode ser útil incluir cenários práticos que ilustrem a forma como estes procedimentos são aplicados em situações reais.

 

4. Implementação progressiva

A implementação do SOP deve ser gradual para permitir uma transição suave. Por exemplo, pode começar por implementar os SOP num departamento piloto antes de os alargar a toda a organização. Se estiver a atualizar um procedimento existente, é importante informar as equipas relevantes das principais alterações.

 

5. Melhoria contínua

Os SOP’s não são imutáveis. É essencial monitorizar a sua eficácia e melhorá-los continuamente à luz do feedback dado pelos utilizadores. Paralelamente, as empresas podem iniciar a digitalização dos seus procedimentos utilizando software de gestão específico. Estas soluções facilitam significativamente o controlo e a melhoria contínua.

Os “Standard Operating Procedures” são, por conseguinte, uma pedra angular para garantir a eficiência e a segurança na cadeia de abastecimento de uma empresa. Conduzem a uma maior eficiência, a uma maior rentabilidade e a uma maior satisfação dos clientes. Embora a introdução de SOPs exija um planeamento meticuloso, os muitos benefícios que proporcionam significam que devem ser vistos como um investimento estratégico no desenvolvimento de atividades.

 

 


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COMO DESCARTAR ABSORVENTES INDUSTRIAIS?

 


 

A destinação correta aos resíduos provenientes da indústria deve, também, fazer parte de um programa de proteção ambiental.

 

A responsabilidade ambiental e ecológica é, cada vez mais, uma preocupação e também uma política das corporações. O uso dos absorventes industriais é fundamental deste ponto de vista, pois são capazes de limpar, controlar e conter, de forma rápida e eficiente, vazamentos e derramamentos de óleos e produtos químicos.

Com a ação desses absorventes, é possível evitar graves impactos ambientais e contaminação de solos, além de prevenir também acidentes. Entretanto, a responsabilidade com o meio ambiente não para por aí.

A destinação correta aos resíduos provenientes da indústria deve, também, fazer parte de um programa de proteção ambiental.

 

Absorventes usados podem ser descartados como lixo comum?

 

Jamais. Cada resíduo tem um descarte específico de acordo com as suas propriedades físicas, infectocontagiosas e químicas e seus respectivos impactos na saúde pública e meio ambiente.

A norma NBR 10.004 de 09/1987 é a responsável por regulamentar os resíduos industriais sólidos, onde se enquadram os absorventes industriais, seja o específico ou universal. Segundo a norma, os resíduos com óleo são de classe II: perigosos e não inertes.

Os absorventes costumam reter no mínimo cinco vezes o seu próprio peso, e com essa alta quantidade de óleo a melhor destinação que podem receber é serem transformados em combustível.

O poder calorífico dos resíduos oleosos é maior do que o de diversos combustíveis existentes no mercado. Esta destinação só pode ser implementada com uma licença apropriada dos órgãos de responsabilidade ambiental.

 

Para os absorventes embebidos em óleo há três indicações mais comuns:

 

1. Coprocessamento em fornos

Esta é uma alternativa altamente sustentável, e também uma via bastante econômica de dar um destino ecológico ao lixo residual oleoso. A indústria do cimento utiliza energia em grandes quantidades para realizar suas atividades, e a alta quantidade de calor emanado da queima dos absorventes industriais oleosos poderá ser aproveitado por empresas deste tipo.

 

2. Incineração

A tecnologia de incineração hoje é altamente segura e confiável, destrói quase 100% do resíduo e deixa o material em baixo volume. A incineração destrói os resíduos através de altas temperaturas, e todos os gases que resultam desse processo devem ser tratados antes de ir para o meio ambiente. As cinzas desses resíduos, após devidamente avaliadas, devem ser enterradas em aterro industrial licenciado.

 

3. Destinação para aterros

Uma das mais populares medidas de tratamento de resíduo oleoso é enterrar em locais destinados especificamente para isso, em áreas que garantem segurança ao meio ambiente e impedem ou minimizam qualquer risco de poluição. Sempre verifique se o aterro com o qual vai estabelecer o serviço está em total conformidade com as exigências dos órgãos competentes.

Como você pode ter percebido a destinação dos absorventes industriais, ou qualquer outro resíduo sólido oleoso, envolverá gastos. Por isso avalie bem qual forma de descarte seguro e ecologicamente responsável tem o melhor custo benefício para sua empresa. Nunca opte por um descarte descuidado, pois pode gerar graves acidentes e consequências para o ambiente.

 

 



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terça-feira, 12 de março de 2024

 





 

INDICADORES DE SEGURANÇA DO TRABALHO -  

CONHEÇA OS 12 PRINCIPAIS

 


 

O monitoramento dos indicadores de segurança do trabalho é uma prática crucial. Esses indicadores fornecem insights sobre o desempenho da empresa em relação à segurança dos trabalhadores, o que evita e reduz acidentes. 

 

Continue a leitura e confira as seguintes informações sobre esse assunto: 

·       O que são indicadores de segurança do trabalho?

·       Como são definidos os indicadores de segurança do trabalho?

·       Os 12 principais indicadores de segurança do trabalho

·       Por que acompanhar os indicadores de segurança do trabalho?

·       Como melhorar os indicadores de segurança do trabalho na sua empresa?
 

O que são indicadores de segurança do trabalho?

Antes de mergulharmos nos detalhes dos indicadores, é importante compreender o que são e por que são essenciais. 

Indicadores de segurança do trabalho desempenham um papel fundamental na avaliação e melhoria da segurança nos ambientes de trabalho. 

Eles são métricos quantitativas e qualitativas que permitem a análise objetiva do desempenho de uma empresa em relação à segurança de seus colaboradores.

A principal função dos indicadores de segurança do trabalho é proporcionar um meio eficaz de mensurar o progresso e a eficácia das iniciativas de segurança em uma organização. 

Eles não apenas identificam áreas de melhoria, mas também ajudam a manter um ambiente de trabalho mais seguro, prevenindo acidentes e doenças ocupacionais. 

 

Como são definidos os indicadores de segurança do trabalho?

A definição de indicadores de segurança do trabalho é um processo que envolve considerar o tipo de negócio, os riscos específicos da empresa e os objetivos de segurança. 

Eles são frequentemente escolhidos com base na sua capacidade de fornecer informações relevantes sobre a eficácia das medidas de segurança adotadas. 

Dessa forma os indicadores podem ser aplicados em uma ampla variedade de setores e contextos, incluindo indústrias, construção civil, saúde, serviços e muito mais. 

Qualquer local de trabalho onde haja riscos para a saúde e segurança dos colaboradores pode se beneficiar do monitoramento de indicadores de segurança do trabalho.

 

Os 12 principais indicadores de segurança do trabalho

Confira os principais indicadores de segurança abaixo:

 

1. Taxa de frequência de acidente

A taxa de frequência de acidente é uma métrica fundamental que indica o número de acidentes de trabalho em relação à quantidade de horas trabalhadas. Quanto menor essa taxa, melhor a segurança do local.

Por exemplo, se em uma fábrica, nos últimos 12 meses, ocorreram 10 acidentes de trabalho e a empresa registrou um total de 200.000 horas trabalhadas. 

Nesse caso, a taxa de frequência de acidente é calculada como 10 / 200.000 = 0,00005, o que representa 0,005% de acidentes a cada 100 horas de trabalho.

 

2. Taxa de gravidade dos acidentes

Esta métrica avalia a gravidade dos acidentes, levando em conta fatores como tempo de afastamento e lesões. Uma baixa taxa de gravidade é um indicativo de boas práticas de segurança.

Se um trabalhador sofreu uma lesão e ficou afastado por 15 dias, e outro teve um corte superficial que não o afastou. Assim, a gravidade média desses acidentes é calculada como (15 + 0) / 2 = 7,5 dias perdidos por acidente.

 

3. Porcentagem de doenças ocupacionais

A porcentagem de doenças ocupacionais é um indicador crítico da saúde dos trabalhadores. 

Monitorar essa métrica ajuda a prevenir condições prejudiciais à saúde no ambiente de trabalho.

Em um ambiente de trabalho com um total de 50 funcionários, 5 desenvolveram doenças relacionadas ao ambiente de trabalho. A porcentagem de doenças ocupacionais é de (5 / 50) * 100 = 10%.

 

4. Horas perdidas por acidente ou doença

O tempo perdido devido a acidentes ou doenças é um custo invisível para as empresas. Reduzir esse tempo é um objetivo importante.

Um colaborador sofreu um acidente que o afastou por 10 dias. Portanto, a empresa perdeu 10 dias de trabalho devido a esse acidente.

Saber as horas de trabalho perdidas esclarece como a produção foi afetada, bem como qual foi o desperdício gerado. Da mesma forma, isso também facilita criar políticas que evitem outras ocorrências. 

 

5. Produtividade da equipe

Uma equipe saudável e segura tende a ser mais produtiva. Avaliar a produtividade é um indicador indireto de eficácia das medidas de segurança.

A equipe de produção fabricou 100 unidades em um dia, por exemplo, antes da implantação de melhorias na segurança operacional. Após a implementação, a equipe produziu 120 unidades em um dia, ou seja, um aumento de produtividade.

 

6. Tempo médio para resolução

Este indicador mede o tempo necessário para resolver questões relacionadas à segurança. Uma resolução mais rápida é sempre desejável, pois significa mitigar riscos e não afetar produtividade.

 

7. EPI’s distribuídos e utilizados

O uso adequado de Equipamentos de Proteção Individual - EPI é fundamental para a segurança no trabalho. 

Esse indicador visa monitorar a distribuição e utilização desses equipamentos no dia a dia de trabalho e durante uma auditoria, além de quantificar e analisar o estado de cada item.

 

8. Números de encontros da CIPA

A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA desempenha um papel importante na segurança. 

Acompanhar o número de reuniões realizadas pode indicar o envolvimento dos colaboradores na segurança.

 

9. Execução de manutenções preventivas

Manutenções industriais regulares reduzem o risco de acidentes relacionados a falhas mecânicas. Avaliar a execução dessas manutenções é crucial para manter um ambiente seguro e garantir que a empresa atue em conformidade com as normas regulamentadoras.

Esse indicador pode ser mensurado a partir do número de manutenções preventivas previstas para um semestre, por exemplo. Uma indústria pode programar 5 manutenções nas máquinas de uma linha de produção e monitorar se completou todas elas dentro do prazo estabelecido.

 

10. Quantidade de inspeções realizadas

Realizar inspeções regularmente ajuda a identificar potenciais riscos. Por isso, monitorar a quantidade de inspeções realizadas é um indicador-chave.

Durante um trimestre, uma empresa pode definir como meta realizar 5 inspeções de segurança para identificar potenciais riscos, uso adequado de EPIs ou atualização de procedimentos, por exemplo.

 

11. Não conformidades detectadas

Atrelado às inspeções internas, este indicador rastreia o número de não-conformidades encontradas durante auditorias de segurança.

Para isso, é necessário calcular o número de inspeções realizadas e relacionar ao total de não-conformidades encontradas e traçar um plano de ação para resolvê-las.

 

12. Custos com multas

Multas por violações de normas de segurança são custos indesejados. Reduzir esses custos é um objetivo financeiro e de segurança.

 

Por que acompanhar os indicadores de segurança do trabalho?

Acompanhar os indicadores de segurança do trabalho é uma prática essencial para qualquer empresa que valorize a segurança de seus colaboradores. 

Além disso, manter-se em conformidade com as regulamentações de segurança é uma obrigação legal e esses são alguns motivos para implantar e acompanhar esses indicadores:

·       Conformidade com normas regulamentadoras: O cumprimento das Normas Regulamentadoras - NR’s no Brasil é uma exigência legal. Acompanhar os indicadores de segurança do trabalho ajuda a garantir que sua empresa esteja alinhada com as regulamentações, evitando multas e problemas jurídicos;

·       Prevenção de acidentes: Acompanhar os indicadores permite identificar áreas de risco e implementar medidas de prevenção de acidentes. Isso ajuda a manter os trabalhadores seguros e saudáveis;

·       Demonstração de compromisso: O acompanhamento de indicadores de segurança demonstra um compromisso sério com a segurança no trabalho, o que melhora a imagem da empresa e pode atrair talentos e clientes preocupados com a segurança;

·       Redução de custos: Acidentes e doenças ocupacionais resultam em custos significativos, incluindo licenças médicas e perda de produtividade. A melhoria dos indicadores ajuda a reduzir esses custos;

·       Responsabilidade social: Priorizar a segurança dos colaboradores é uma questão de responsabilidade social corporativa. Mostra preocupação com o bem-estar dos trabalhadores e da comunidade.

 

Como melhorar indicadores de segurança do trabalho na sua empresa?

Melhorar os indicadores de segurança do trabalho exige um compromisso contínuo, por isso reunimos algumas dicas práticas para aprimorar esses indicadores e como os serviços de bloqueio e etiquetagem:

·       Sinalização adequada: Utilize etiquetas e placas de sinalização, como etiquetas de bloqueio e placas de advertência, para sinalizar adequadamente áreas de risco, manutenções em andamento e equipamentos perigosos.

·       Consultoria: Aproveite o Programa Loto, serviço de consultoria da Tagout para realizar auditorias de segurança, revisar procedimentos internos e fornecer treinamento especializado aos colaboradores. Isso ajuda a garantir conformidade e implementar boas práticas de segurança;

·       Automatização de processos: O software é uma solução moderna para o monitoramento de bloqueio e etiquetagem. Ele permite gerenciar todo o processo na nuvem, rastreando equipamentos e técnicos em tempo real. Isso simplifica a gestão da segurança e facilita o acompanhamento de indicadores.

·       Treinamento contínuo: Invista em treinamentos regulares para garantir que os colaboradores estejam cientes das melhores práticas de segurança. A Tagout oferece serviços de treinamento que podem ser personalizados para as necessidades da sua empresa;

 

Os indicadores de segurança do trabalho são pilares essenciais para a prevenção de acidentes, garantia do cumprimento de normas e promoção do bem-estar dos colaboradores. 

Por meio da análise cuidadosa desses indicadores, as empresas podem identificar áreas de risco, implementar medidas preventivas e demonstrar seu compromisso com a segurança.

O Bloqueio e Etiquetagem está à disposição para ajudar sua empresa a aprimorar os indicadores de segurança do trabalho. 

Entre em contato conosco e leve a segurança da sua empresa a um nível superior.

 

 



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