segunda-feira, 24 de abril de 2023

 




 

5 PRINCIPAIS DOENÇAS OCUPACIONAIS E COMO PREVENI-LAS

 

 



Certamente, você já deve ter ouvido falar sobre as doenças ocupacionais, não é mesmo? Elas costumam acometer os colaboradores no ambiente de trabalho devido ao esforço repetitivo, às más condições de postura e de ergonomia e à exposição excessiva e constante a fatores nocivos, entre outros motivos.

Um ambiente de trabalho insalubre ou que não fornece devidamente os equipamentos de proteção individual (EPIs) está sujeito a sofrer com altas taxas de rotatividade e de absenteísmo, com o adoecimento constante de seus funcionários.

Neste artigo, vamos explicar 5 das principais doenças ocupacionais, seus sintomas e o que deve ser feito para preveni-las, a fim de preservar a saúde dos colaboradores. Com isso, é possível melhorar a produtividade e os resultados do seu negócio. Acompanhe a leitura!

 

1. LER

 

A LER, sigla para lesão por esforço repetitivo, na verdade, é uma síndrome que constitui um grupo de doenças, como tendinite, bursite, síndrome do túnel do carpo e outras mialgias (dores musculares). Elas afetam os tendões, músculos e nervos dos membros superiores, causando uma sobrecarga no organismo.

A LER é causada por atividades que envolvem uma carga intensa de trabalho e a execução de movimentos repetidos por longos períodos. Pode ser intensificada em ambientes em que há grande cobrança por produtividade.

 

Os sintomas iniciais são:

 

Ø formigamento;

Ø dores nos membros superiores e nos dedos;

Ø inflamação;

Ø dificuldade nos movimentos;

Ø insensibilidade;

Ø dormência;

Ø falta de força nas mãos.

 

O diagnóstico e o tratamento são extremamente importantes, a fim de evitar que a situação se agrave. Se isso acontecer, pode levar a um processo degenerativo dos nervos, com dores agudas e dificuldade para realizar movimentos básicos, atrapalhando a realização do trabalho e de outras tarefas rotineiras.

 

Para prevenir a LER, algumas medidas podem ser adotadas, como:


Ø utilizar o mobiliário adequado, com apoio para o pulso;

Ø manter a postura correta ao se sentar para trabalhar;

Ø deixar o monitor do computador alinhado, conforme a altura do funcionário;

Ø adotar um ritmo adequado de trabalho, com as devidas pausas para descanso.


2. Asma ocupacional

 

A asma ocupacional é uma doença que acomete o sistema respiratório. Ela é acarretada pela inalação de agentes alérgeno presentes no local de trabalho. Entre eles, poeira de materiais diversos, sujeira de carpetes, vapores, pelos de animais, fungos e substâncias químicas, como cloro, amônia ou isocianato, utilizados na fundição de metais.

 

Seus sintomas incluem:

 

Ø falta de ar (dispnéia);

Ø tosse crônica;

Ø sibilos;

Ø espirros;

Ø rinorreia;

Ø sintomas conjuntivais.

 

É comum notar o desaparecimento dos sintomas durante os períodos de afastamento do trabalho, como nas férias ou nos finais de semana. Para realizar o diagnóstico, o histórico ocupacional do colaborador deve ser investigado e, em alguns casos, o teste clínico de provocação com o fator alérgeno pode ser necessário.

O tratamento para a asma ocupacional é realizado por meio do uso de medicamentos corticoides e broncodilatadores. Caso seja possível, o funcionário deve buscar uma troca de setor ou de ambiente, a fim de diminuir a exposição aos fatores alérgeno e evitar o desencadeamento de crises.

Mas para prevenir o problema, a melhor opção é manter o ambiente higienizado e evitar a exposição ao agente causal, utilizando máscaras de proteção no ambiente de trabalho, por exemplo.

 

3. Transtornos auditivos

 

Os transtornos auditivos por exposição a ruídos e a produtos químicos são comuns em ambientes de trabalho como indústrias. Por isso, para evitar as doenças ocupacionais e garantir a proteção da saúde, é obrigatória a devida utilização dos EPI’s.

A perda auditiva ocorre de forma gradual. Assim, é importante que o funcionário esteja atento a qualquer sinal de diminuição na acuidade auditiva e busque ajuda médica assim que notar os sintomas.

 

Os sintomas de transtornos auditivos incluem:

 

Ø dores de cabeça;

Ø dificuldade de compreensão;

Ø tonturas;

Ø irritabilidade;

Ø zumbido no ouvido;

Ø demanda da intensidade de sons.

 

Profissionais de trânsito, de áudio, dentistas, professores e operadores em indústrias são exemplos de ocupações que devem se prevenir contra a perda auditiva, por estarem constantemente expostos a ruídos em excesso.

Ainda não existe um tratamento para a perda auditiva induzida por ruído (PAIR). Entretanto, a empresa pode disponibilizar um acompanhamento com fonoaudiólogo e deve fornecer protetores auriculares, que auxiliam na prevenção do problema.

 

4. Transtornos das articulações

 

Falta de ergonomia no ambiente de trabalho, posturas inadequadas, sobrecarga nos membros inferiores, obesidade e sedentarismo (que não são fatores ocupacionais propriamente ditos, mas que têm forte influência) podem levar o funcionário a sofrer com transtornos nas articulações. Entre eles, podemos citar artrite ou artrose.

 

Os sintomas dos transtornos nas articulações envolvem:

 

Ø rigidez matinal nas articulações;

Ø dor;

Ø inchaço;

Ø dificuldade ao andar;

Ø destruição da cartilagem articular.

 

O colaborador deve buscar o diagnóstico adequado e o respectivo tratamento para os sintomas, a fim de evitar que eles progridam e levem a dificuldades de locomoção e incapacidade de realizar as funções no trabalho. O tratamento está relacionado a uma melhora na saúde, com a prática de atividades físicas, alimentação saudável e fisioterapia, além do uso de medicamentos que aliviem a dor, em caso de artrose.

 

5. Doenças mentais relacionadas ao trabalho

 

O índice de absenteísmo relacionado a transtornos mentais no trabalho tem sido pauta de diversos estudos. A constante pressão para entregar resultados em um curto intervalo de tempo, o assédio moral no ambiente de trabalho e um clima organizacional ruim são fatores que afetam os funcionários tanto na parte mental quanto emocional. Com isso, podem somatizar sintomas físicos.

 

Os sinais de doenças mentais relacionadas ao trabalho são:

 

Ø estresse ocupacional;

Ø Síndrome de Burnout;

Ø depressão;

Ø ansiedade;

Ø síndrome do pânico.

 

As causas dessas enfermidades mentais são muito particulares e devem ser investigadas individualmente pelos psicólogos da empresa. Mas as medidas que podem ajudar na prevenção dos transtornos mentais relacionados ao trabalho são:

 

Ø fortalecimento da cultura da empresa, gerando um ambiente com empatia e valorização do trabalhador;

Ø promoção de um clima organizacional agradável;

Ø acompanhamento de perto do trabalhador pelos líderes e gestores, aumentando a confiança e o diálogo para solução de problemas.

 

Como vimos, as doenças ocupacionais, desencadeadas pelas condições do trabalho ou pelas atividades exercidas, são comuns. Portanto, devem ser observadas pelos empregadores, que têm como dever zelar pelo bem-estar e saúde de seus funcionários.

Para auxiliar na prevenção das doenças ocupacionais, as empresas devem fornecer condições adequadas de trabalho. Entre elas, um ambiente higienizado, ferramentas de trabalho compatíveis com as funções desempenhadas e materiais que melhorem a qualidade da saúde dos colaboradores.

A melhor alternativa é contar com o fornecimento adequado de EPI’s e pensar em soluções ergonômicas para o trabalhador. Além disso, incentivar pausas para descanso ao longo do expediente, a fim de evitar o esforço contínuo e repetitivo nas atividades, e manter um ambiente favorável a execução das tarefas, com a valorização dos funcionários e sem pressões excessivas.

 

 



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COMO REALIZAR A HIGIENIZAÇÃO DE EPIS? CONFIRA!

 



Que tal ouvi esse artigo? Experimente no player abaixo. Para que os equipamentos de proteção individual (EPIs) consigam cumprir com suas finalidades, é fundamental que alguns critérios sejam respeitados. Entre eles, está a higienização de EPIs. Isso porque manter os itens limpos é fundamental para que haja a segurança no ambiente laboral, além de conseguir conservá-los para que tenham uma boa durabilidade. Assim, é possível garantir a saúde, a integridade física e o bem-estar dos integrantes da equipe. Mas você sabe qual é a importância da higienização de EPIs e como realizá-la adequadamente? Preparamos este conteúdo para esclarecer suas dúvidas. Confira!

 

Qual a importância da higienização de EPI’s?

 

As práticas de higienização de EPI’s são previstas por normas. No entanto, além de evitar ações trabalhistas, é um cuidado necessário para prolongar a vida útil dos dispositivos, e assegurar a proteção dos colaboradores. Afinal, furos, rasgos e sujeiras podem causar riscos. Entre os principais aspectos a serem apontados, estão:

 

Ø Atendimento às normas reguladoras;

Ø Controle de qualidade;

Ø Segurança do trabalho;

Ø Controle de contaminação e agentes infecciosos etc.

 

Assim, empresas e empregados saem ganhando. O time se mantém saudável, as diretrizes são cumpridas, as contaminações são evitadas e a qualidade do produto é assegurada.

 

Como fazer a higienização de EPI’s corretamente?

 

Tanto a organização quanto os funcionários são responsáveis pela higienização de EPIs. Nesse caso, a empresa tem a obrigação de disponibilizar os itens apropriados para cada função cumprida pelos empregados, bem como as devidas informações a respeito da conservação dos equipamentos. Já os colaboradores devem realizar a higienização de forma periódica e cumprir com as demais orientações. Outra questão é a exigência de a companhia substituir os EPIs, caso apresentem desgastes e coloquem em risco a segurança dos trabalhadores. A seguir, confira algumas dicas de como realizar a higienização dos equipamentos de proteção individual.

 

Verifique as condições do ambiente

 

É importante fazer uma inspeção no local em que a limpeza dos EPIs será feita. Dessa forma, a primeira medida é estabelecer um lugar adequado para receber, conferir, higienizar e secar os equipamentos. Outra ação é prezar pelo comportamento dos funcionários nos ambientes que requerem a utilização dos dispositivos. Eles devem evitar tocar em materiais e superfícies que não estejam sendo diretamente usados e, assim, impedir que haja a transferência de agentes infecciosos.

 

Capacite os responsáveis

 

A capacitação dos trabalhadores que fazem a higienização de EPI’s é obrigatória, já que isso vai evitar problemas como o contato excessivo com produtos e superfícies contaminadas durante a tarefa. Também, o colaborador deverá retirar acessórios que estiver utilizando, como relógios, anéis, pulseiras e demais. Antes de vestir os EPIs para fazer a limpeza, será preciso lavar bem as mãos. Após esse cuidado, o funcionário deve vestir os dispositivos adequados conforme a recomendação da empresa, levando em conta os riscos envolvidos na higienização de EPIs aplicada no local.

 

Inicie o processo de higienização

 

Realizada toda a etapa de preparação, chegou o momento de começar a higienização. Um ponto muito importante é seguir as recomendações dos fabricantes dos equipamentos quanto à limpeza, tendo em vista que as práticas vão variar, conforme a marca e o material dos produtos. Nos casos em que houver resíduos nos equipamentos, retire e faça o descarte de maneira correta. Após, inicie o processo de passar o produto, que pode ser água e sabão ou detergente neutro, por exemplo Produtos de limpeza que podem conter substâncias corrosivas não são os mais apropriados para essa finalidade, pois podem comprometer a estrutura do equipamento. Alguns EPIs deverão ser submetidos à imersão para que a limpeza seja realizada de forma efetiva. Depois de fazer a lavagem com atenção às instruções, o enxágue é feito com água limpa ou pano úmido. Já no caso da secagem, você pode usar um pano limpo ou deixar o item em um local arejado para que a água evapore completamente.

 

Desmonte os itens

 

Itens como máscaras de proteção, capacete, entre outros, precisam ser desmontados para garantir que tudo seja higienizado de forma correta. Por esse motivo, remova as estruturas extras e limpe tudo com muito cuidado.

 

Tenha atenção aos EPI’s que não podem ser lavados

 

Existem alguns dispositivos que são fabricados com materiais que não podem ser lavados com muita frequência, por exemplo, o couro. Nesse tipo de situação, a limpeza continua sendo necessária, no entanto, deve ser realizada com o auxílio de um pano úmido. Uma higienização mais complexa, com água, sabão ou detergente neutro, deve ser feita ocasionalmente.

 

Tenha cuidado na hora de secar

 

Os itens que foram lavados na água corrente, bem como os que foram higienizados com pano úmido, devem ser colocados para secar na sombra, em um local devidamente ventilado. Isso porque a exposição ao sol pode afetar a integridade do dispositivo, ao mesmo tempo em que ambientes fechados podem viabilizar a formação de mofo e fungos.

 

Guarde em local apropriado

 

 

Depois que os equipamentos de proteção individual forem higienizados, é importante guardá-los em lugar apropriado. É necessário que o item esteja em local protegido de agentes que podem afetar a sua integridade, por exemplo, umidade, objetos cortantes e calor excessivo.

 

Observe os equipamentos que exigem produtos específicos

 

Existem alguns EPI’s que podem necessitar de produtos determinados na hora da limpeza, cuja recomendação deve vir do fabricante. Sendo assim, é importante sempre ter atenção a essa questão, e fazer uma verificação quando for limpar os itens. Como pode perceber, a higienização de EPI’s é um processo relevante quanto o assunto é manter os itens em perfeito estado de conservação. Dessa forma, garante que cumpram o seu papel, que é o de proteger os integrantes da equipe de agentes que possam gerar riscos no exercício de suas atividades. O ideal é colocar as dicas apresentadas em prática para assegurar que a limpeza seja feita corretamente, promover a conscientização dos colaboradores e, a partir disso, criar um ambiente laboral seguro e saudável. Este artigo foi interessante para você?

 

 



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sábado, 22 de abril de 2023

 




 

MÁSCARA PFF2: QUANDO DEVE SER USADA E QUAIS AS SUAS VANTAGENS?

 



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Durante o período da pandemia, com o surgimento das novas variantes do vírus SARS CoV-2, a adoção de medidas protetivas mais eficientes foi um ponto que ganhou atenção, especialmente com a demanda do uso da máscara PFF2.

A máscara PFF2 já era utilizada como EPI por diversos funcionários da área da saúde, mas a procura por esse modelo se tornou tão alta durante a pandemia que ele acabou ficando esgotado até para os profissionais que atuavam em áreas de risco.

Neste artigo, falaremos sobre o que é a máscara PFF2 e as vantagens do seu uso em relação a outros modelos. Acompanhe a leitura!

 

Máscara tipo PFF2 ou N95

 

A máscara do tipo PFF2 é fabricada totalmente ou parcialmente em um material especial com alta capacidade filtrante e é o modelo de EPI exigido para os profissionais que atuam na linha de frente da área da saúde, pois eles têm contato direto com diversos agentes infecciosos e necessitam estar devidamente protegidos a fim de evitar uma propagação maior do vírus e de outras doenças.

 

Vantagens do uso da máscara PFF2

 

Não foi à toa que esse tipo de modelo se tornou altamente procurado durante a pandemia de Covid-19. Essa máscara oferece uma série de vantagens em relação aos outros tipos na hora de se proteger de agentes contaminantes. Confira a seguir!

 

Maior filtragem de partículas

 

Especialmente desenvolvido visando uma proteção mais eficiente, o modelo de peça facial filtrante (PFF) tem sua numeração indicando o potencial de filtragem do material, em que o número 1 (PFF1) é capaz de filtrar aproximadamente 80% do ar, o número 2 (PFF2) filtra cerca de 94% de partículas no ar e o número 3 (PFF3) é o que tem o maior potencial de vedação, filtrando 99% de partículas, sendo muito comum o seu uso no meio industrial.

 

Vedação completa

 

Além de ser eficiente na filtragem, o modelo da máscara PFF2 encaixa-se perfeitamente no rosto, fornecendo a vedação completa do queixo até o nariz, evitando que essas regiões fiquem expostas a materiais infectantes. Por ter sido desenvolvida para profissionais da saúde, ela é confortável para ser utilizada por períodos mais longos, acompanhando a jornada completa de 8 horas de trabalho do profissional.

 

Reaproveitamento do uso

 

Outra vantagem do uso do modelo PFF2 é a possibilidade de reutilização da máscara, o que impacta não só os gastos com esse material de proteção, como também os danos ao meio ambiente, que podem ser minimizados. Para higienizá-la, basta retirar a máscara após o uso, tomando as devidas precauções, e pendurá-la em um local limpo e arejado, sem exposição ao sol e sem molhá-la ou lavá-la.

 

Modo de usar a máscara PFF2

 

Para garantir a eficiência e a proteção completa da máscara PFF2, o usuário deve seguir as recomendações para usá-la corretamente. A forma adequada do uso envolve, primeiramente, a higienização das mãos antes de manusear a máscara e, em seguida, o posicionamento das alças na parte de trás das orelhas, certificando a cobertura completa da região do nariz e da boca e o ajuste perfeito da máscara, a fim de evitar que o usuário fique tocando o rosto constantemente, correndo o risco de contaminações.

Como vimos, a máscara PFF2, que era amplamente usada por profissionais da linha de frente, passou a ser um item importante para a população durante a pandemia, por fornecer uma proteção eficiente com a tecnologia de filtragem de partículas. Mesmo com as novas normas sobre a liberação do uso de máscaras em ambientes abertos e fechados no Brasil, essa máscara continua sendo uma opção válida para os profissionais que atuam na área da saúde.

 



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RUÍDO OCUPACIONAL: O QUE PRECISO SABER SOBRE O ASSUNTO?

 



Alguns dos riscos mais latentes em ambientes de trabalho estão relacionados ao ruído ocupacional. É necessário aplicar medidas de controle de risco para preservar a saúde e a segurança dos profissionais no ambiente laboral.

Mas o que é caracterizado como um ruído ocupacional? Saiba neste artigo como minimizar esses riscos e quais normativas se aplicam para a regularização da empresa.

 

O que é o ruído ocupacional?

 

Todo som ou poluição sonora indesejada e que pode interferir, de alguma forma, nas atividades dos profissionais e comprometer a sua qualidade de vida é considerado um ruído ocupacional.

Alguns instrumentos de trabalho são os responsáveis por essa poluição sonora, mas, dependendo da atividade executada, é inevitável o uso dessas ferramentas. Por isso, é importante que a empresa estabeleça ações de prevenção da saúde corporativa, para garantir um ambiente de trabalho sem a incidência de doenças ou problemas de saúde na sua equipe.

 

Quais são as normas trabalhistas aplicáveis ao assunto ruído ocupacional?

 

A Norma Regulamentadora 15 é direcionada ao trato sobre ruído ocupacional. Ela determina as atividades insalubres e define a tolerância de volumes permitidos para o ambiente laboral.

Além da NR-15, existe a NR-17, que também é muito importante para as questões empresariais por estabelecer o cuidado com a ergonomia no ambiente corporativo. Ela garante que os profissionais estejam protegidos contra lesões por esforço repetitivo.

Ainda, para fomentar a segurança e a proteção no ambiente de trabalho, temos a NR-6, que trata da importância dos EPI’s - Equipamentos de Proteção Individual e que estabelece a relevância da proteção de ruído ocupacional.

Para medir os níveis de ruídos, a norma vigente é a NBR 10152, que determina tanto os níveis quanto a tolerância de volume para diferentes locais de trabalho. Essas informações são importantes para que a empresa possa definir ações de maior efetividade no que se refere à proteção de sua equipe exposta em ambientes com ruído ocupacional.

 

Quais são os limites de tolerância para ruído contínuo ou intermitente?

 

Para compreender a tolerância de volume, precisamos falar sobre os tipos de ruído ocupacional existentes.

 

Assim, os ruídos são definidos por:

 

·       Ruído de impacto: tem a duração de alguns segundos, devido à execução de uma atividade específica;

·       Ruído contínuo ou intermitente: é aquele cuja duração é maior e, devido à sua ação prolongada, causa grandes riscos para a saúde auditiva dos seus colaboradores.

 

Sempre que houver a necessidade de utilizar um protetor auditivo pelo profissional, deve ser considerado o nível de atenuação do ruído. Nessa perspectiva, a aplicação das NRR e NRRsf é fundamental.

 

Vamos conhecer um pouquinho mais sobre cada uma dessas normas.

 

·       NRR - Noise Reduction: utiliza o teste dos protetores em profissionais treinados para determinar a capacidade de atenuação do equipamento de proteção;

·       NRRsf: determina que os testes sejam realizados por profissionais não experientes, pois é necessário que os resultados obtidos nessas avaliações se aproximem o máximo possível da realidade.

 

A tolerância de ruído permitida é de até 115dB, e o profissional precisa utilizar proteção adequada para causar menor impacto na sua saúde.

 

Alguns EPI’s utilizados para ruído ocupacional são:

 

·       Protetor auditivo circum auricular;

·       Protetor auditivo de inserção;

·       Protetor auditivo semi-auricular.

 

Cada protetor auditivo deve ser escolhido para uso conforme os níveis de ruídos identificados no ambiente de trabalho. Os equipamentos de proteção devem ser distribuídos entre a sua equipe de forma gratuita pelo empregador. É obrigação dos colaboradores que recebem esses equipamentos fazer a utilização com compromisso e responsabilidade.

 

Como implementar o programa de conservação auditiva na empresa?

 

O PCA é o Programa de Conservação Auditiva e é um projeto aplicado no ambiente corporativo com a finalidade de determinar medidas específicas para a prevenção da surdez no decorrer das atividades laborais. A NR-7 é a que estabelece a necessidade desse projeto e a obrigatoriedade de aplicação em todas as empresas que apresentarem atividades com ruído ocupacional.

Esse projeto é de extrema importância para os colaboradores da empresa. É um cuidado que fomenta a proteção do profissional e determina ações importantes para um ambiente de trabalho mais agradável e sem o comprometimento da saúde corporativa.

 

Como reduzir o ruído ocupacional?

 

Reduzir a exposição dos profissionais em ambientes com ruído ocupacional é imprescindível para um melhor desempenho e para a minimização de riscos e acidentes nos locais de trabalho. Por isso, é importante determinar ações capazes de tornar esses espaços mais agradáveis e que gerem uma maior qualidade de vida para a sua equipe.

Algumas ações podem ser realizadas para reduzir o ruído ocupacional. 

 

Protetor auditivo

 

Os protetores auditivos são EPIs que auxiliam na proteção dos profissionais durante o desempenho de suas atividades. No entanto, é necessário ressaltar que o ambiente todo deve estar adequado para a redução do ruído ocupacional.

 

Redução e reposicionamento de máquinas

 

Muitos dos ruídos no ambiente de trabalho acontecem devido ao contínuo manejo de máquinas. Para minimizar os riscos de surdez, uma alternativa é manter os maquinários ligados em local afastado da sua equipe. Outra estratégia é reduzir a quantidade de equipamentos dispostos em um único espaço.

 

Isolamento acústico

 

Existem alguns materiais muito eficientes para o isolamento acústico. Essa ação faz com que o som não se propague de forma tão intensa e promova um ambiente mais agradável para a equipe que precisa atuar nesse espaço.

 

Divisão da equipe em turnos nos locais com ruído ocupacional

 

É uma opção para diminuir a incidência de profissionais em contato contínuo com o ruído ocupacional. Algumas empresas estão reduzindo a carga horária de trabalho do profissional em locais com ruídos altos. Outras estão remanejando a equipe para atuar com revezamento e permanecer menos tempo expostos a ruídos elevados.

Entre as ações mais utilizadas pelas empresas para atenuar o ruído ocupacional está a aplicação de cabines acústicas, barreiras, portas e atenuadores acústicos. Alguns equipamentos emitem ruídos altos por motivos como peças soltas, necessidade de lubrificação em engrenagens etc. Nesses casos, a manutenção dos equipamentos é uma opção capaz de promover bons resultados para a saúde corporativa da sua empresa.

 

 



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sexta-feira, 21 de abril de 2023

 




 

USO SEGURO DAS MÁQUINAS – RESPONSABILIDADES

 



A falta do uso seguro das máquinas, provoca anualmente milhares acidentes e doenças do trabalho, levando ao alto custo para empregadores com perda de tempo e afastamentos de funcionários, além de provocar dor e sofrimento à trabalhadores e familiares.

O não uso seguro das máquinas por trabalhadores que as operam sem os devidos cuidados preventivos, sofrem ferimentos horríveis, os quais são transformadores de forma negativa para empregador, empregado e familiares.

A falta de controle de riscos na fase de projeto, a falta de manutenção, a falta de treinamento e o uso inadequado de máquinas são as causas frequentes de mortes, amputações, lesões por manuseio manual, lesões por esmagamento, queimaduras e fraturas nos dedos, mãos e braços.

Mas todas essas lesões são evitáveis e é justamente sobre isso que vou tratar nesse post!

 

Responsabilidades quanto acidentes envolvendo máquinas




Muitos profissionais podem ser responsabilizados por um acidente, independentemente de o operador ter feito uso seguro das máquinas ou não.

 

Os profissionais que pode ser atribuído responsabilidades são:

 

·       Projetistas de máquinas e instalações,

·       Fabricantes;

·       Fornecedores;

·       Instaladores;

·       Operadores;

·       Empregadores e;

·       Proprietários de máquinas.

 

Essas pessoas são chamadas de "detentores de deveres''. Os detentores de serviço devem tomar todas as medidas possíveis para garantir que as máquinas no local de trabalho sejam projetadas com segurança e sejam adequadamente protegidas para reduzir o risco de ferimentos ou danos.

 

Responsabilidades dos empregadores

 

Os empregadores são responsáveis ​​pela saúde e segurança de seus funcionários e de qualquer outra pessoa que possa ser prejudicada pelas ações ou omissões de seus funcionários.

 

Os empregadores devem, na medida do possível:

 

·       Manter os trabalhadores a salvo de perigos no trabalho, identificando e gerenciando perigos;

·       Verificar se o trabalho realizado é seguro;

·       Fornecer roupas e equipamentos de proteção individual;

·       Treinar e supervisionar trabalhadores para que possam trabalhar com segurança;

·       Fornecer um sistema de notificação de acidentes e acompanhar quaisquer acidentes, feridos ou quase acidentes;

·       Desenvolver procedimentos para lidar com emergências;

 

Se você não puder eliminar ou isolar os riscos, trabalhe na hierarquia de opções de proteção para minimizar o risco.

 

A minimização inclui:

 

·       Usar equipamento de proteção individual;

·       Monitorar a saúde e o ambiente de trabalho;

·       Usar procedimentos operacionais no uso seguro das máquinas;

·       Treinamento;

·       Usar sistemas seguros de trabalho.

 

O objetivo é criar um ambiente de trabalho seguro e sistemas de trabalho seguros para quem trabalha com as máquinas ou permanece próximo a estas.

 

Tipos de lesões que o uso seguro das máquinas pode evitar

 



Máquinas podem ferir pessoas por:

 

·       Esmagamento

·       Cortes

·       Cisalhamentos

·       Queimaduras

·       Lacerações

·       Fraturas

·       Luxação

·       Amputação

·       Esmagamento

·       Choque elétrico

·       Perda de audição

 

Situações que podem gerar acidentes

 

Há muitas situações que podem provocar um acidente ou desencadear uma doença do trabalho ou profissional.


Abaixo algumas situações de podem ocasionar o indesejável:

 

·       Máquinas sem proteção permitindo que os operadores alcancem partes perigosas da máquina;

·       Proteções não fixadas com segurança e removidas facilmente enquanto a máquina estiver em uso;

·       Proteções inadequadas, que permitem o operador entrar na área de risco facilmente e ficar exposto aos riscos;

·       Remoção das proteções para manutenção e não a recolocar novamente antes de voltar à produção;

·       Proteções Inter travadas que podem abrir enquanto as peças ainda estão se movendo ou escorrendo;

·       Falta de treinamentos operacional aos operadores;

·       Inexistência de sensores de segurança, que permitem o funcionamento da máquina mesmo estando aberta;

·       Movimentação de materiais ou peças pesadas sem auxílio de equipamento;

·       O não uso ou a falta de EPI – Equipamentos de Proteção Individual;

·       Condições psicológica ou fisiológica do operador;

·       Inexperiência do operador;

·       Capacitação do operador deficiente ou inexistente;

 

Esses são apenas alguns motivos que podem gerar acidentes ou doenças do trabalho, mas existem muitos outros.

Os empregadores devem garantir que qualquer pessoa que for contratada, tenha orientação quanto a operação, perigos e riscos existentes, sobre a importância e obrigatoriedade do uso seguro das máquinas, sobre as proteções de segurança, uso dos Equipamentos de Proteção individual e principalmente sobre as medidas preventivas que devem ser adotadas.

 

Exemplos comuns de uso inadequado

 



Você corre um risco maior de ferimentos se a máquina não estiver sendo usada corretamente, por exemplo:

 

·       Usando máquinas com proteções ausentes ou inadequadas para acelerar a produção;

·       Os Inter travamentos da proteção são substituídos ou ausentes, permitindo que a proteção permaneça aberta enquanto a máquina ainda está em movimento;

·       Fazendo a limpeza ou manutenção, sem seguir os procedimentos de isolamento e travamento;

·       Realizar trabalhos de inspeção ou manutenção sem bloquear a máquina;

·       Os controles de segurança foram mal utilizados. Por exemplo, botões de parada de emergência sendo usados ​​para iniciar e parar máquinas.

 

O que você precisa fazer

 

Se você acredita que você ou outros trabalhadores podem se machucar ao trabalhar com máquinas no seu local de trabalho, converse com seu empregador ou representante de saúde e segurança sobre suas preocupações.

 

Participe ajudando a identificar e resolver problemas.

 

·       Cuide da sua saúde e segurança;

·       Não tenha atitudes que exponha à risco a saúde e a segurança de outras pessoas;

·       Siga as instruções de saúde e segurança;

·       Cumpra as políticas e procedimentos seguros da empresa;

 

Orientações para operadores de máquinas

 

Operar uma máquina somente se você tiver sido treinado e seu empregador o tenha autorizado a operá-la.

Sempre siga os procedimentos operacionais para instalação, operação, limpeza e manutenção da máquina.

Se houver dificuldades para seguir os procedimentos, discuta-os com seu supervisor, com sugestões melhores;

Sempre que necessário, amarre o cabelo para trás ou use uma rede para o cabelo ou gorro e use roupas justas para evitar emaranhamento em uma máquina.


Não use a máquina se as proteções foram removidas.


Não use a máquina se os Inter travamentos não estiverem funcionando.

Não remova proteções ou substitua dispositivos de segurança, incluindo Inter travamentos.

Se necessário, realize uma verificação antes da partida antes de usar o maquinário para confirmar se é seguro usá-lo.

Onde as proteções forem ajustáveis, ajuste-as para fornecer a melhor proteção ao realizar o trabalho.

Evite dobrar, torcer, levantar pesos pesados ​​e movimentos repetitivos que possam causar ferimentos no manuseio manual.

Siga as instruções, procedimentos operacionais seguros e sinalização e use o Equipamento de Proteção Individual – EPI necessário, como óculos de proteção e protetores auriculares, etc.

Mantenha a área ao redor da máquina limpa e arrumada para evitar escorregões e tropeções.

 

 



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