segunda-feira, 17 de abril de 2023

 




 

PGR SUBSTITUI O PCMAT? TIRE AGORA SUAS DÚVIDAS!

 



As normas regulamentadoras estão sendo revisadas e atualizadas constantemente e, diante de tais mudanças, podem surgir diversas dúvidas sobre qual é norma que entrará em vigor. A NR 18 foi atualizada e trouxe muitas mudanças para a legislação obrigatória do ramo da construção civil. Você sabia que agora o PGR substitui o PCMAT?

Isso mesmo! Com a nova redação, o programa anterior foi descontinuado e passa a ser substituído pelo PGR e GRO. Não entendeu bem essa história? Então acompanhe a leitura que vamos explicar tudo para você tirar todas as suas dúvidas!

 

O que é o PGR e o PCMAT?

 

Antes de partir para as dúvidas, primeiro precisamos esclarecer do que se trata cada um desses programas. O Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção Civil - PCMAT era um documento completo que regia a prevenção de acidentes de trabalho em todo o segmento da construção civil.

Já o Programa de Gerenciamento de Risco - PGR é um novo programa implementado pela nova redação da NR 18. Ele deve ser elaborado e implementado em cada canteiro de obras, informando os riscos ocupacionais da obra e suas respectivas medidas de prevenção.

 

Do que se trata a NR 18?

 

A NR 18, publicada em fevereiro de 2020, era uma norma de aplicação, porém, após sua revisão e com as devidas alterações, passou a ser considerada uma norma de gestão de segurança e a fazer parte das legislações referentes à construção civil, de maneira obrigatória.

Com a nova redação da NR 18, o PCMAT foi descontinuado e o PPRA - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais não está incluído na nova redação, sendo ambos os programas substituídos unicamente pelo PGR.

 

Quais são os principais pontos da nova NR 18?

 

Os principais pontos tratados pela nova NR 18 são recomendações de segurança e saúde para as instalações sanitárias, da cozinha, das áreas de lazer e de outras áreas do canteiro de obras, envolvendo também diretrizes referentes a:

 

ü uso adequado dos EPI’s na construção civil;

ü previsão de riscos presentes nas obras;

ü determinação de medidas de proteção no canteiro;

ü definição das responsabilidades de cada envolvido na obra.

 

Com a nova redação, a NR 18 abrange mais aspectos de segurança e elimina os pontos que já foram contemplados por outras normas regulamentadoras, reduzindo praticamente 40% dos itens listados.

 

O PGR substitui o PCMAT?

 

Sim. Com a nova redação da NR 18, o PCMAT foi substituído pelo PGR, que passa a ser o programa obrigatório exigido pela norma. Entre as funções do programa estão o estabelecimento de processos de planejamento e organização de ordem administrativa, além da especificação de medidas e parâmetros que garantam proteção contra riscos, agentes nocivos e fatores ergonômicos aos quais os funcionários estão expostos.

Com o PGR da NR 1, que passou a vigorar em janeiro de 2022, o PPRA perdeu imediatamente sua validade. Já para o PCMAT da NR 18 há uma tolerância maior: caso ele já tenha sido elaborado para uma obra em construção, ele será válido até o término da mesma, sem a necessidade de elaborar um PGR para ela. Porém, caso não tenha sido elaborado o PCMAT da obra, deverá ser elaborado o PGR a partir da data de vigência.

 

O PGR é obrigatório nas obras?

 

Desde janeiro de 2022, tanto a implementação do PGR quanto do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais - GRO passou a ser obrigatória nas obras de construção civil em todo o território nacional.

Entretanto, não há obrigatoriedade de elaboração do PGR para quem atua como Microempreendedor Individual - MEI em nenhuma situação e nem para Microempresas - ME ou Empresas de Pequeno Porte - EPP com grau de risco 1 e 2 que não identificarem exposições ocupacionais a agentes físicos, químicos e biológicos no levantamento preliminar de perigos, conforme a NR 9.

É importante frisar que a construtora é a responsável pela elaboração da legislação. Empresas terceirizadas não precisam apresentar o PGR, entretanto, precisam entregar um inventário dos riscos ocupacionais que é incorporado ao programa.

 

O que é o GRO?

 

O Gerenciamento de Risco Ocupacional – GRO é um conjunto de processos estabelecidos pela NR 1 cujo objetivo é estruturar e integrar completamente o sistema de gerenciamento de risco das empresas. Esses processos abrangem diversos fatores essenciais para a segurança do trabalho, como:

 

ü a identificação de perigos e avaliação de riscos;

ü o controle de riscos; 

ü a análise de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho;

ü a preparação para emergências.

 

Ele não se trata de um documento em si, como o PGR, mas sim de uma estrutura padrão de gestão que deve ser seguida no ambiente de trabalho, sendo responsabilidade da empresa promover sua implementação, conforme a realidade do trabalho executado no local.

 

O que será solicitado em caso de fiscalização?

 

Com as mudanças na legislação, o PCMAT perdeu o valor e, portanto, o PGR é o programa que será solicitado em caso de fiscalização, podendo ser apresentado em sua forma impressa ou digital.

É importante salientar que sempre que houverem mudanças significativas de ajuste no PGR, ele deverá ser atualizado para estar em conformidade com a legislação vigente. Caso não ocorra nenhuma mudança no período de 2 anos, fica valendo esse prazo limite para a sua atualização.

 

A importância de manter as normas atualizadas

 

Todas as obras iniciadas após agosto de 2021 devem, obrigatoriamente, se adaptar à nova mudança regida pela NR 18. Assim, o PCMAT passa a não ter mais validade, tendo sido substituído pelo PGR.

Quem trabalha no ramo da construção civil deve estar por dentro de todas as alterações realizadas, pois o seu desconhecimento em relação à NR 18 não isenta a construtora nem os responsáveis pela obra de responderem pelo descumprimento das normas obrigatórias de segurança do trabalho na construção civil.

Como você viu, as normas regulamentadoras de segurança estão passando por constantes revisões e atualizações. Para sua empresa se adaptar e ficar por dentro da regulamentação, saiba que sim, o PGR substitui o PCMAT com a atualização da NR 18, descontinuando a norma citada. A nova redação da NR 18 é mais completa e já abrange todos os tópicos de segurança necessários para resguardar os trabalhadores do ramo da construção civil.

 

 

 

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O QUE É FATOR DE QUEDA NR 35 E COMO CALCULAR?

 



Você sabe o que é o fator de queda NR 35? Entender sobre o assunto é indispensável para empresas e colaboradores que exercem suas atividades laborais relacionadas com altura.

Isso porque, a queda em altura está entre as principais causas de acidentes de trabalho grave ou, até mesmo, fatais. Sendo assim, a Norma Regulamentadora 35 foi criada com a finalidade de estabelecer ações com foco na prevenção desse tipo de problema. Para esclarecer os principais pontos sobre o assunto, elaboramos este artigo. Confira!

 

O que é o fator de queda?

 

O fator de queda se trata de um conceito muito relevante dentro da NR 35. Afinal, corresponde à divisão entre a distância da queda e o cumprimento do talabarte ou corda. É um termo usada na escalada e na verticalidade para estipular os riscos de queda no decorrer de uma atividade em altura. O intuito é mensurar a força de impacto realizada pelo corpo do profissional na hora do acidente.

Independentemente do peso do trabalhador ou do tempo, durante a queda a aceleração é de 10m/s². Isso significa que o fator de queda não passa por modificações por conta desses fatores, mas pela altura em que o corpo de encontra. Por este motivo, quanto menor a queda, menor o impacto sofrido pelo corpo.

 

Qual a importância do cálculo do fator de queda?

 

Por intermédio desse cálculo é possível ter um entendimento exato das consequências provocadas pelo sistema de segurança no corpo do colaborador e, especialmente pelo equipamento que suporta a queda.

Com isso, os fatores envolvidos em uma queda são originários do peso, fator de queda e do tipo de dispositivo usado. Por exemplo, o talabarte diminui de forma considerável a força de uma queda sobre o funcionário, devido a sua capacidade de absorver a energia de maneira antecipada por meio de seu absorvedor integrado.

 

Como calcular o fator de queda NR 35?

 

O fator de queda precisa ser calculado antes do início de qualquer atividade em altura para assegurar a integridade física dos profissionais. A fórmula utilizada para realizar esse cálculo é a seguinte: FQ = altura da queda/comprimento do talabarte.

 

Fator = 0 a 0,5

 

Aqui, o talabarte ou demais dispositivos usados para impedir quedas se encontra fixado em um ponto de ancoragem acima da cabeça do colaborador. É obrigatória a utilização de absorvedor de impacto e talabartes de retenção de quedas. Dessa forma, em caso de acidente, o trabalhador sofrerá um impacto menor no corpo. Então, o fator de queda igual a zero é considerado como resultado ideal de trabalho.

 

Por exemplo: o funcionário está usando um talabarte duplo de 1 metro e a altura da queda é de 40 centímetros. Então: FQ = 0,4 / 1 = 0,4.

 

Fator = 1

 

Nessa situação, a Travaqueda ou talabarte é inserido em um ponto de ancoragem na altura do abdômen, servindo como ponto de equilíbrio. Em caso de queda, o impacto equivale ao comprimento do dispositivo de proteção. Também é obrigatório o uso de absorvedores de impacto. Então, o fato de queda com resultado 1 ainda é recomendado.

Vamos supor que o profissional esteja usando um talabarte de 2 metros e a distância da queda seja de 2 metros: FQ = 2 / 2 = 1.

 

Fator = 2

 

Esse resultado de fator de queda é visto como a pior condição de trabalho, tendo em vista que representa um alto risco à segurança do trabalhador. Nesse caso, o ponto de ancoragem se encontra abaixo dos pés do profissional e o impacto sofrido representa 2 vezes o tamanho do dispositivo. Então, gera um impacto ainda maior no corpo da pessoa, sendo uma prática muito perigosa.

Também, o profissional corre o risco de bater várias partes do seu corpo nas extremidades da estrutura onde ele desempenha suas atividades, provocando lesões graves e, até mesmo, permanentes.

O fator de queda semelhante a 2 é o limite máximo de impacto suportado pelo equipamento e pelo corpo do indivíduo. Por isso, precisa ser evitado de qualquer maneira, sendo usado somente em situações de extrema necessidade.

Por exemplo: um talabarte de 1,5 metros e a distância da queda de 3,0 metros. Nessa situação, o cálculo terá o seguinte resultado: FQ = 3,0 / 1,5 = 2.


O que fazer para evitar acidentes no trabalho em altura?


Considerando que o fator de queda e a gravidade dos acidentes são diretamente proporcionais, o indicado é implementar práticas para minimizar o fator de queda ao máximo. O recomendado é que o profissional esteja conectado a um ponto de ancoragem acima dele, usando um talabarte menor. Também, a utilização de equipamentos de proteção precisa ser vista como prioridade pelo empregador e trabalhadores.

Tenha em mente que os Equipamentos de Proteção Individual - EPI’s são indispensáveis nesse processo. Sendo assim, é necessário investir em dispositivos de qualidade, levando em conta que só assim os itens usados vão exercer a sua finalidade que é a de garantir a saúde, bem-estar e integridade física dos colaboradores envolvidos.

Por meio dessas medidas é possível garantir que as operações e processos sejam realizados da forma adequada e em conformidade com as normas regulamentadoras, o que vai reduzir os riscos, bem como motivar os integrantes da equipe.

Também, investir em segurança significa evitar eventuais prejuízos aos profissionais e à própria empresa, que vai passar com tranquilidade por possíveis fiscalizações e auditorias.

Com isso, a companhia passa a ser vista com bons olhos pelo mercado em geral, o que vai torná-la diferenciada, competitiva e com o alcance de melhores resultados.

Conseguiu entender o que é o fator de queda NR 35, sua importância e por quais motivos é necessário realizar o seu cálculo? Esse é um aspecto bastante relevante quando o assunto é garantir a segurança dos trabalhadores que exercem suas atividades laborais em altura, levando em conta os riscos e o índice de acidentes ocasionados por quedas, bem como a gravidade da situação e as consequências que possíveis lesões podem causar.

 

 



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sábado, 15 de abril de 2023

 





 

COMPORTAMENTOS DE RISCO NO TRABALHO:

5 FORMAS PARA EVITÁ-LOS E REDUZIR ACIDENTES

 



Os comportamentos de risco no ambiente de trabalho prejudicam a saúde dos trabalhadores e são responsáveis por uma parcela significativa dos acidentes ocupacionais. Então, é responsabilidade da equipe de SST monitorar e corrigir as situações perigosas para reduzir o número de incidentes. 

Afinal de contas, a falta de cuidados e o descumprimento das diretrizes e condutas das normas regulamentadoras podem ser fatais quando envolvem colaborador e serviço. Por isso, a gestão eficiente e os treinamentos de qualidade evitam situações perigosas e tornam os trabalhadores conscientes dos seus comportamentos de risco.  

Em outras palavras, os trabalhadores inseridos em uma cultura de SST sofrem menos acidentes no ambiente de trabalho, bem como auxiliam na identificação dos riscos ocupacionais. Mas como fazer a gestão correta das situações perigosas?   

 

O que são comportamentos de risco dentro de uma empresa? 

 

Antes de mais nada, os comportamentos de risco no trabalho são os diversos tipos de atitudes inadequadas de um trabalhador durante sua função. Em resumo, essas situações colocam em risco a própria vida do funcionário, bem como a de seus colegas.  

Então, esses comportamentos merecem a atenção dos profissionais de saúde e segurança do trabalho, pois precisam ser evitados. E isso independe da área em que a empresa atua, afinal, os perigos estão presentes em qualquer ambiente quando influenciados por atitudes humanas. 

Além disso, segundo dados do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho as máquinas e equipamentos são os principais causadores de acidentes ocupacionais. Então, grande parte dessas situações poderiam ter sido evitadas com processo de mapeamento de pontos críticos, segregação do fluxo de pessoas em áreas com máquinas e o uso de tecnologias na área de SST.  

 

Quais os principais comportamentos de risco no trabalho? 

 

Agora que você já sabe que as atitudes inadequadas se caracterizam como comportamentos de risco no trabalho, certamente você pensou em um exemplo ou outro, certo? Afinal, o fator humano pode desencadear situações perigosas com diversos fatores.  

 

Veja os principais comportamentos de risco no trabalho: 

 

1 – Improviso de ferramentas 

 

A improvisação de ferramentas é um ato responsável por muitos acidentes que poderiam ter sido evitados. Especialmente quando falamos das atividades manuais. Essa atitude é totalmente irresponsável e coloca a vida dos trabalhadores em risco. Por isso, é dever da empresa oferecer toda a estrutura necessária para que os funcionários executem suas funções com segurança, sem precisar de comportamentos de risco para cumprir com suas tarefas. 

 

2 – O não uso ou uso inadequado de EPI’s 

 

Antes de mais nada, o EPI é todo dispositivo ou produto de uso individual usado pelo profissional, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a saúde e segurança no trabalho. Apesar da sua importância, existem trabalhadores que negligenciam seu uso, então ficam expostos a acidentes. O fornecimento, manutenção e monitoramento do uso dos EPIs é de responsabilidade da empresa. Então, mais uma vez fica evidente o papel da equipe de SST em evitar os comportamentos de risco. 

 

3 – Estresse 

 

Já faz algum tempo que o estresse é apontado como uma das principais causas de acidente de trabalho, de acordo com a OMS. A sobrecarga, jornada de trabalho estendido e a desvalorização são alguns dos fatores que contribuem para esse comportamento de risco. Nesse sentido, qualquer desequilíbrio emocional pode diminuir o rendimento do trabalhador, bem como o deixar exposto a doenças ocupacionais.    

 

4 – Executar atividades sem o treinamento obrigatório 

 

Não é novidade para ninguém que conhece o universo de SST que os treinamentos obrigatórios existem para capacitar os trabalhadores a exercerem suas funções com responsabilidade e segurança. Afinal, são eles os responsáveis por ensinar a melhor forma de operar máquinas, usar EPI’s e EPC’s corretamente, bem como deixá-lo consciente sobre os riscos no ambiente em que atua. Por isso, é importante seguir as determinações das normas regulamentadoras de acordo com cada área de trabalho.  

 

5 – Insegurança ou segurança em excesso   

 

Em quinto lugar, os comportamentos de risco relacionados à insegurança ou segurança em excesso levam a atitudes perigosas. Afinal, podem gerar negligência, descuido, falta de atenção ou mesmo a má interpretação dos perigos.  

 

6 – Brincadeiras durante a jornada de trabalho  

 

É importante ter a percepção de que existe momento para tudo, então, brincar no trabalho com certeza não é adequado. Afinal, a distração, falta de prudência e de responsabilidade podem trazer grandes perigos e causar acidentes. 

 

Como evitar os comportamentos de risco no trabalho? 

 

Em primeiro lugar, para evitar os comportamentos de risco precisamos estar conscientes sobre eles, em outras palavras, ter a percepção das situações perigosas. Sendo assim, ter essa visão no ambiente de trabalho é essencial, visto que os trabalhadores estão expostos a diversos perigos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes. 

 

Sendo assim, seguir essas dicas vai evitar os comportamentos de risco no trabalho, por exemplo: 

 

·       Oferecer treinamento e fazer a gestão adequada: a capacitação dos colaboradores contribui ativamente na redução de acidentes. É importante ficar atento aos prazos de vencimento dos certificados para que o trabalhador fique com o treinamento em dia. Algumas plataformas, como é o caso do Sistema Escudo, emite alertas automáticos do vencimento de cursos e relatórios completos e personalizáveis para a gestão. 

·       Monitorar o uso correto de EPIs: se certificar com frequência de que os trabalhadores estão usando os EPIs corretamente é essencial para evitar acidentes. Além disso, analisar se o equipamento está em perfeitas condições e caso não esteja, providenciar imediatamente um novo. 

·       Avaliar a saúde mental do trabalhador: monitorar o clima organizacional, bem como os comportamentos de risco que geram conflitos entre os trabalhadores é fundamental para garantir um ambiente de trabalho saudável e evitar doenças ocupacionais, por exemplo. 

·       Cumprir com as normas regulamentadoras: as NR’s são responsáveis por definir os requisitos mínimos para que o trabalhador exerça suas atividades com segurança. Além disso, cada área possui suas próprias obrigações, então cumprir com a legislação não é uma necessidade e sim um dever; 

·       Investir em ferramentas de percepção de risco: o Mapa de Risco, por exemplo, é uma ferramenta muito útil para a consciência dos perigos no ambiente de trabalho, pois assim os trabalhadores ficam cientes das situações mais críticas. 

 

Pronto para contribuir na redução dos comportamentos de risco?  

 

Por fim, podemos concluir que cabe à empresa estimular os comportamentos seguros no trabalho. Em outras palavras, influenciar através de uma cultura de saúde e segurança faz a diferença. Então, é necessário reconhecer a importância do SST, bem como compartilhar os saberes e experiências para evitar os acidentes de trabalho. 

Além disso, os trabalhadores muitas vezes têm ciência dos comportamentos de risco, mas mesmo assim o fazem por negligência da empresa. Claro que é impossível afirmar que as atitudes imprudentes podem ser 100% eliminadas, porém, é possível trabalhar para minimizá-las sempre que possível.  

Nós do Sistema Escudo, acreditamos que os treinamentos contribuem para as ações corretas, prevenção de acidentes e consciência dos riscos.  

Por isso, investimos 4 milhões de reais em uma plataforma de treinamentos robusta que não tem o objetivo apenas de entregar conteúdo, mas sim de promover a aprendizagem. Levamos isso tão a sério que somos a 1ª universidade corporativa do Brasil com foco em SST que trabalha em total conformidade com a NR 1. Pronto para minimizar os comportamentos de risco em sua empresa e elevar a sua produtividade? Clique no banner abaixo e agende uma demonstração gratuita com nossos especialistas: 

 



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COMO FAZER A PONTE ENTRE OPERAÇÃO E ESTRATÉGIA NA SUA INDÚSTRIA USANDO A GESTÃO BASEADA EM ATIVIDADES

 



Objetivo de desempenho, indicadores e como o PPCP pode trazer resultados para a sua indústria, mesclei a prática da aplicação de indicadores e os conceitos dos 5 objetivos clássicos de custos, qualidade, confiabilidade, velocidade e flexibilidade. Fiz isso para mostrar a importância de relacionar a operação e a estratégia na sua indústria.

Na história recente, aquele é o nosso post com o maior número de acessos e por isso acho que vale muito a pena reforçar este tema. No post de hoje, vou trazer um conceito muito interessante a partir de adaptações de uma seção da minha dissertação de mestrado. Trata-se do conceito de gestão baseada em atividades. Acho que ele vai ajudar você a construir essa ponte para ligar o operacional ao estratégico na sua indústria.

 

O que é a gestão baseada em atividades

 

Tom Pryor define em seu livro Using activity based management for continuous improvement que o processo de gestão baseada em atividades (ABM – Activity Based Management) corresponde ao planejamento, melhoria e controle das atividades de uma organização para atender a clientes e a requerimentos externos. Aqui, a criação de valor para os clientes e de lucro para os acionistas são os principais objetivos de um negócio e, para alcançá-los, o valor esperado deve ser associado à utilização racional de recursos.

 

Alinhamento do modelo de negócios com as expectativas do seu cliente

 

Para oferecer ao cliente o que ele espera, é primordial que a organização conheça suas preferências e as opções encontradas em concorrentes para assumir uma posição competitiva viável. Desta forma, a definição dos produtos a serem vendidos – cada vez mais uma combinação entre bens e serviços – deve guiar a configuração do modelo de negócio da empresa, incluindo seus processos de negócio, suporte e gestão. O alinhamento entre o que está sendo buscado pelos clientes e o modelo de negócio da empresa ajuda a garantir a eficácia de seus processos, ou seja, a empresa oferece o que o cliente quer.

Além disso, esses processos devem ser habilitados por infraestrutura que inclui instalações, equipamentos, materiais, capital, tecnologia sistemas, pessoas e procedimentos. A disponibilização dessa infraestrutura se traduz no consumo de recursos, que deve ser racional, pois representa custos para a organização. Quanto menos recursos forem consumidos para ofertar um determinado produto (ou a carteira de produtos), mais eficiente é organização.

Portanto, de acordo com os princípios do ABM, para ser eficaz e eficiente, as atividades devem ser gerenciadas levando-se em conta aspectos de diferenciação e de custo, respectivamente. Com isto é possível fazer uma ligação entre a gestão baseada em atividades e a análise estratégica, em que aspetos de custos e de diferenciação podem determinar a vantagem competitiva de uma organização.

 

O que é a vantagem competitiva

 

Em seu livro Competitive advantage, Michael Porter mostra que a vantagem competitiva surge da diferença entre o valor que a empresa cria para seus clientes e o custo que ela tem para criá-lo. Obviamente, quanto maior essa diferença, maior sua vantagem competitiva. As citações a seguir retratam algumas das ideias deste autor:

 

“As empresas em geral podem adotar três tipos de estratégia competitiva: estratégia de liderança em custos, estratégia de diferenciação e estratégia de foco. A primeira visa obter vantagens competitivas pela oferta de produtos e serviços (em geral padronizados) a custos mais baixos do que os concorrentes. A segunda busca alcançar vantagens pela introdução de um ou mais elementos de diferenciação nos produtos e serviços, que justifiquem preços mais elevados. E o terceiro tipo de estratégia (foco) objetiva obter vantagens competitivas ou pela oferta de produtos e serviços com menores custos, ou pela diferenciação dos mesmos, mas em um segmento de mercado mais localizado ou restrito. ”

 

“A estratégia competitiva visa estabelecer uma posição lucrativa e sustentável contra as forças que determinam a competição industrial. A estratégia competitiva de uma empresa será desdobrada em geral em estratégias funcionais como as estratégias de marketing, de produção, financeira e tecnológica, buscando-se compor um todo coeso e harmônico de planos e ações que propiciem a aquisição de vantagens competitivas pela melhoria dos processos de negócios ou de elementos na “cadeia de valor” da empresa. ”

 

“O desafio enfrentado pela gerência consiste em escolher ou criar um contexto ambiental em que as competências e recursos da empresa possam produzir vantagens competitivas. ”

 

O papel da internet na formação do novo consumidor

 

O fim da década de 1990 e o início da década passada marcaram a revolução da informação com a massificação do acesso à Internet. Esta era cria um contexto em que é importantíssimo para as organizações perceberem que é cada vez mais necessário rapidamente desenvolver e colocar no mercado produtos que atendam aos anseios de seus clientes a preços competitivos.

Neste contexto, na maioria dos mercados já não é mais possível escolher entre custo e diferenciação – é preciso combinar ambos, e os novos produtos devem entrar logo nas carteiras de produção e venda das organizações de forma a torná-las mais lucrativas.

Para tanto, informações relevantes sobre custo e utilização de capacidade são vitais para o gerenciamento de uma organização. A análise estratégica reconhece que para se determinar a posição competitiva de uma empresa em um determinado mercado é preciso considerar custo e diferenciação, ao invés de custo ou diferenciação. É importante considerar como essas duas variáveis estão relacionadas.

 

Um exemplo clássico e ao mesmo tempo atual

 

Seguindo o raciocínio apresentado, na grande maioria dos casos não é mais aceitável o fato de que para aumentar a diferenciação é imperioso que os custos aumentem. Isto significa que todas as áreas da sua indústria devem interagir e buscar formas de ter produtos diferenciados e ao mesmo tempo ter custos mais competitivos.

Por exemplo, desde os anos 1970 e 1980 fabricantes japoneses constataram que reduzindo o índice de defeitos poderiam fazer produtos de qualidade superior a um custo menor, ou seja, produtos com mais diferenciação e com menor custo. Com isso, mesmo na conjuntura de crise financeira atual no Brasil, as montadoras japonesas são as que estão enfrentando menos turbulências, como você pode conferir na excelente matéria da Folha publicada há duas semanas: Montadoras com produção enxuta escapam da crise e investem.

 

O elo entre operação e estratégia

 

Esta filosofia, que está sendo discutida neste post, requer a compreensão do modelo de negócios da organização e a implantação de um sistema de custeio moderno, como por exemplo o que mencionei no post em que falo sobre 3 princípios do ABC. A partir daí a dimensão de diferenciação deve ser analisada ao se estudar a contribuição das atividades em reforçar os atributos competitivos da empresa.

 

Um esquema com as aplicações do ABM

 

Quando se começa a pensar nesses termos, frequentemente descobre-se que uma considerável parte do trabalho realizado não gera valor. Por outro lado, atividades que deveriam ser geradoras de valor podem estar sendo mal desempenhadas e não cumprindo com seu propósito. Finalmente, novas fontes de diferenciação podem ser criadas, através da execução de novas atividades que estejam alinhadas com o posicionamento competitivo da organização.

Um esquema com as aplicações do ABM é apresentado na figura a seguir. O primeiro nível subdivide as aplicações entre estratégicas e operacionais. Tanto em nível estratégico quanto operacional é possível analisar cenários através de decisões calculadas, ou descobrir falhas na arquitetura e desempenho do modelo de negócios. A utilização de análise de cenários habilita tanto a tomada de decisão como descobertas de falhas neste modelo de negócios, possibilitando a melhoria contínua dos processos produtivos da empresa.

 

Fonte: Adaptação de COKINS, Gary.

 

Aplicações estratégicas do ABM

 

Os objetos finais de custeio são o que a empresa faz e como e para quem ela vende – produtos (bens e serviços), clientes, mercados, canais de comercialização etc. As características dos bens e serviços oferecidos devem estar alinhadas com as expectativas do mercado e dos clientes. Os canais de comercialização são o meio pelo qual os produtos são oferecidos a esses clientes.

Os processos empresariais e atividades devem ser desempenhados visando atender seus objetos finais de custeio, isto é, os objetivos das atividades devem estar alinhados com os objetivos estratégicos da organização.

Com isso, pode-se chegar à dimensão da eficácia dos processos empresariais, analisando se a organização está fazendo a coisa certa. Para saber se a organização está sendo eficaz, é preciso saber por que cada atividade está sendo realizada.

 

Aplicações operacionais do ABM

 

A execução das atividades é habilitada por uma infraestrutura de recursos: procedimentos, documentos, pessoas, espaço, equipamentos etc. Esses recursos devem habilitar a execução das atividades exigidas pelas demandas estratégicas. Por outro lado, o consumo desses recursos se traduz em custo para organização, portanto é preciso que sua utilização seja feita de maneira racional.

Essa é a dimensão da eficiência dos processos empresariais, que envolve uma avaliação de se a organização está fazendo as coisas de maneira certa. Para saber se a organização está sendo eficiente, é preciso saber como cada atividade está sendo realizada.

 

Tomada de decisão calculada

 

Em quaisquer níveis hierárquicos nos ambientes de negócios há decisões a serem tomadas. É comum a pessoa responsável pelas tomadas de decisões se deparar com situações em que há duas opções: projetar ou não o produto, aceitar ou não a encomenda, modificar ou manter os preços etc.

O ABM permite cálculos que apoiam a tomada de decisão nas situações desse tipo, em que há duas respostas possíveis, sim ou não. Neste sentido, um bom que habilite a implantação do ABM é primordial, pois apoia diversos tipos de decisões calculadas. Sempre é bom lembrar o que em seus módulos de custos e de programação fina permite uma série de decisões que certamente seriam muito mais difíceis, e arriscadas, sem o seu apoio.

 

Descobertas e melhoria contínua

 

As informações geradas por um sistema de informação gerencial devem ser capazes de apontar a lucratividade de clientes e produtos. Com isso a organização pode focar nos produtos e clientes que prejudicam sua lucratividade, compreendendo as causas e procurando reverter essa situação.

Mas compreender as causas dos lucros ou dos prejuízos não é o principal. A melhoria contínua é a aplicação mais valiosa do ABM. Para isso, o sistema deve permitir a identificação dos processos empresariais e atividades que necessitam de melhorias e, com isso, levar a soluções efetivas.  Uma analogia comumente utilizada é a medicina: o sistema ABM deve apoiar o diagnóstico dos problemas e suas causas, habilitando o tratamento correto.

É comum descobrir atividades redundantes ou que simplesmente não geram valor. Atividades que geram valor para o negócio devem ser analisadas comparando-se nível de valor gerado com o custo consumido.

 

Você sabe aonde quer chegar? Como vai chegar lá?

 

Eu sou muito suspeito para falar da gestão baseada em atividades, pois sou seu fã há mais de 13 anos. Com a evolução dos sistemas de informação, os conceitos apresentados neste post estão cada vez mais próximos das indústrias brasileiras, inclusive das micro e pequenas indústrias que muitas vezes tem donos que acreditam que esses conceitos só podem ser aplicados nas grandes empresas.

Seja você dono de um micro indústria, ou gestor de uma indústria de maior porte, pode ter certeza que é possível obter resultados fantásticos a partir da construção da ponte entre as operações e a estratégia.

 

 



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sexta-feira, 14 de abril de 2023

 




 

QUAL A IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA DO TRABALHO NA INDÚSTRIA?

 



Proteger a saúde e a integridade dos colaboradores é uma obrigação das empresas. Quando elas investem em segurança do trabalho, além de estarem cumprindo as exigências legais, ainda criam uma filosofia organizacional com propósitos, favorecendo o desenvolvimento de pessoas.

 

Quais são as normas regulamentadoras da segurança do trabalho?

 

As normas regulamentadoras da segurança do trabalho — Normas Regulamentadoras (NR’s) — são determinadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e têm como objetivo zelar pela segurança e integridade dos colaboradores.

Todas as empresas (tanto públicas quanto privadas) que tenham empregados contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) precisam obedecer às leis vigentes relacionadas ao assunto.

Sendo assim, existem diversas leis (mais de 30) que visam manter a integridade física e emocional dos colaboradores, evitando acidentes laborais. Portanto, vale a pena dar uma estudada em cada uma delas para conferir quais se aplicam em cada negócio.

 

Quais são os benefícios de aplicar a segurança do trabalho nas indústrias?

 

Elaborar estratégias para evitar acidentes em uma indústria traz benefícios para qualquer tipo de negócio. Vamos conferir quais são eles? Veja!

 

Conserva melhor as instalações da empresa

 

Além de preservar e proteger a saúde do colaborador, apostar na segurança do trabalho beneficia também as instalações da empresa a edificação como um todo e o patrimônio.

Isso acontece porque as pessoas estão conscientes e preocupadas em proteger a integridade física de todos, assim como o ambiente de trabalho.

 

Reduz os custos

 

Precisamos considerar que a segurança do trabalho deve ser vista como um investimento. Quando os colaboradores entendem a importância de proteger a si e aos colegas, há um aumento na produtividade, promovendo uma melhoria na qualidade da produção. Consequentemente, há a otimização dos custos.

 

Garantir um clima saudável

 

Quando a empresa investe em ações que visam proteger os colaboradores, a motivação se eleva e há uma melhora no clima organizacional. Além disso, há uma melhoria na reputação da indústria, pois contribui com a responsabilidade socioambiental.

 

Como implementar a segurança do trabalho na sua empresa?

 

Existem diversas ações que a sua empresa pode fazer para implementar a segurança do trabalho.

Queremos trazer alguns insights para que você crie um ambiente mais seguro e protegido na sua indústria.

 

Confira:

 

·       atualize-se sobre as leis de forma constante;

·       contrate uma consultoria em segurança do trabalho;

·       disponibilize treinamentos, cursos e workshops aos colaboradores;

·       desenvolva uma boa análise de riscos;

·       avalie a qualidade do trabalho;

·       certifique-se de que todos os colaboradores cumprem as normas diariamente;

·       invista nos melhores equipamentos de proteção.

 

Qual é a relação da segurança no trabalho e a prevenção de incêndios?

 

O fogo é um dos maiores perigos para uma empresa, uma vez que afeta o patrimônio e as pessoas no local. Por isso, ter um bom plano de prevenção de incêndios se torna fundamental.

A NR 23 é a que traz informações importantes relacionadas à proteção contra incêndios. Ela determina que as empresas adotem medidas de acordo com a legislação estadual e as normas técnicas aplicáveis.

 

A empresa é responsável por providenciar a todos os trabalhadores treinamentos e informações sobre:

 

·       utilização dos equipamentos de combate ao incêndio;

·       procedimentos para evacuação dos locais de trabalho com segurança;

·       dispositivos de alarme existentes.

 

Também é obrigatório que a empresa tenha saídas devidamente sinalizadas e em número suficiente para que os colaboradores possam sair com segurança, em caso de evacuação do prédio em emergências.

 

 



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