quarta-feira, 27 de julho de 2022

 



 

GERENCIAMENTO DE RISCOS: VEJA QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS TREINAMENTOS

 



Uma das maiores preocupações de uma empresa é com a segurança dos funcionários. Nesse sentido, o PGR é uma ferramenta estratégica da máxima importância. Trata-se do Programa de Gerenciamento de Riscos. Esse programa contribui com a prevenção de acidentes e com o cumprimento das normas de segurança definidas na legislação específica.

Em certos setores, a segurança é um fator de maior realce ainda, como acontece com a segurança na construção civil, dadas as características do trabalho no âmbito das edificações. Dessa forma, neste artigo, veremos o que é o PGR, como ele funciona e quais são os principais treinamentos para esse objetivo. Acompanhe e confira!

 

Qual é o conceito de PGR?

 

O PGR é um programa adotado pelas empresas objetivando gerenciar a totalidade dos riscos que existem no ambiente de trabalho. Ele consiste na formulação e implantação de técnicas, procedimentos E medidas administrativas, visando o controle dos riscos.

O Programa de Gerenciamento de Riscos propõe formas de combater qualquer ação que represente uma ameaça, considerando assuntos relacionados à segurança do trabalho, aos riscos ambientais, físicos, químicos, biológicos e ergonômicos e aos riscos de acidentes.

 

Qual é a finalidade desse programa?

 

A finalidade principal do PGR é prevenir a ocorrência de acidentes, já que eles podem colocar em perigo a vida dos trabalhadores, de toda uma população e também a integridade do meio ambiente. O PGR se propõe aplicar técnicas eficazes que impeçam a ocorrência de acidentes.

O Programa de Gerenciamento de Riscos precisa de uma estruturação que contemple os requisitos fundamentais para a prevenção de possíveis acidentes ambientais que, se vierem a acontecer, deverão ser adotadas ações que visem reduzir os impactos em curto, em médio e em longo prazo.

Quando existem um ou mais riscos no ambiente de trabalho, o primeiro passo é a identificação destes, com a realização de uma análise detalhada. Devem ser tomadas ações adequadas em relação a esses riscos e terceiros, caso eles não possam ser evitados ou eliminados. Dessa maneira, eles nunca se tornarão uma ameaça sem controle ou sem monitoramento.

 

Qual a sua importância?

 

O gerenciamento de riscos é importante em qualquer âmbito. Uma empresa que não considerar os riscos envolvidos em um determinado projeto, por exemplo, corre riscos de fracassar. Quando se trata de segurança do trabalho, essa importância torna-se ainda mais evidente, considerando todas as implicações negativas que a falta de uma gestão de riscos bem orientada pode causar.

Os riscos estão associados a perdas e a incertezas, sendo a gestão de riscos fundamental para que seja possível aumentar as taxas de sucesso. Não é preciso apenas identificar os riscos, o gerenciamento deles é uma importante ferramenta para diminuir as chances de que eles venham a acontecer e, caso sejam inevitáveis, seus efeitos sejam suavizados.

No caso dos processos logísticos, por exemplo, é normal que o gestor se sinta preocupado com os processos que colocam a vida de seus funcionários em risco, pois a logística trabalha com movimentação/separação de cargas e com diferentes equipamentos e veículos.

A preocupação é uma atitude proativa que evita que uma ameaça em potencial não se transforme em um perigo concreto. Os riscos só se transformam em distúrbio de maiores proporções quando não são devidamente controlados e monitorados.

Funcionários que trabalham em condições insalubres, enfrentando contínuas situações de risco, precisam ter esses riscos devidamente monitorados e controlados pelo Programa de Gerenciamento de Riscos. É o caso dos que trabalham em espaços confinados, em grandes alturas ou profundidades, com produtos perigosos, tóxicos, inflamáveis e assim por diante.

 

O que ele precisa oferecer?

 

Para ser efetivamente eficaz, o PGR precisa oferecer um conteúdo vasto e útil. São diferentes informações que embasam a análise de riscos e podem garantir o bem-estar corporativo.

O PGR deve conter os riscos físicos, químicos e biológicos, as atmosferas explosivas, as deficiências de oxigênio, a ventilação, a proteção respiratória (conforme a Instrução Normativa nº 1 do dia 11/04/1994, da Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho), a investigação e a análise dos acidentes de trabalho.

Além disso, também deve abranger a organização do trabalho e a ergonomia, os riscos resultantes do trabalho em profundidades, em espaços fechados (confinados) e em lugares altos, os riscos resultantes do uso de energia elétrica, de equipamentos, de veículos e mesmo de trabalhos feitos à mão.

Por fim, também deve abordar os equipamentos de proteção individual (EPIs) de utilização obrigatória conforme a Norma Regulamentadora nº 6, a estabilidade do maciço rochoso (onde se desenvolvem as atividades dos mineradores), outros riscos decorrentes de mudanças na tecnologia e da introdução de novos recursos tecnológicos.

 

Além desse conjunto de informações, fazem parte do conteúdo do Programa de Gerenciamento de Riscos:

 

·       as informações sobre a segurança do processo;

·       a revisão dos riscos que incidem sobre os processos;

·       a gestão de modificações;

·       os procedimentos operacionais;

·       a manutenção e a garantia da integridade dos sistemas críticos;

·       a investigação de incidentes;

·       a capacitação de recursos humanos;

·       as auditorias;

·       o Plano de Ação de Emergência (PAE).

 

O Plano de Ação de Emergência

 

O PAE de pequenas, médias e grandes empresas devem conter:

 

·       a estrutura do plano;

·       a descrição das instalações envolvidas;

·       os cenários acidentais;

·       o campo de abrangência e as restrições do plano;

·       o fluxograma de acionamentos;

·       a estrutura organizacional (contendo as responsabilidades dos profissionais envolvidos);

·       as ações de respostas às situações emergenciais relacionadas com os cenários acidentais considerados, respeitando os impactos previstos no estudo dos riscos, incluindo os procedimentos de avaliações, o controle de emergência (isolamentos, combates a incêndios, controle de vazamentos, evacuações) e as ações de recuperação.

 

O Plano de Ação de Emergência deve ser divulgado, implantado e integrado com outras organizações. A documentação deve ser composta por:

 

·       cronogramas e tipos de exercícios teóricos e práticos, ou simulados, respeitando os cenários de acidentes considerados;

·       documentação anexa, que são as plantas de localização da instalação e layout, envolvendo os vizinhos que estão correndo riscos;

·       as listas de equipamentos, os relatórios, os sistemas de comunicação, os sistemas alternativos para produção de energia elétrica e as listas de acionamentos (as listas internas e as listas externas).

 

Quais são as principais etapas desse processo?

 

Para a elaboração efetiva de um Plano de Gerenciamento de Riscos completo, convém seguir algumas etapas. Seguindo as doze que abordaremos abaixo, a empresa estará apta a enfrentar riscos de qualquer natureza. Acompanhe!

 

Etapa 1: a definição do escopo

 

Os riscos se fazem presentes em diferentes áreas de uma empresa. Por esse motivo, é necessário definir qual o escopo do PGR. É necessário definir se serão analisados os riscos inerentes a um projeto específico, a um determinado processo, ao planejamento estratégico, a uma categoria de ativos ou à segurança do trabalho.

O Plano de Gerenciamento de Riscos é destinado, principalmente, a reduzir acidentes de trabalho e está estreitamente ligado à Gestão Ocupacional, ou seja, à segurança e saúde no trabalho.

 

Etapa 2: o levantamento de informações

 

Para ter uma noção mais exata sobre os riscos, vale a pena reunir funcionários e perguntar a eles o que poderia acontecer de ruim, como seria possível prevenir-se contra essas possibilidades e, no caso de elas acontecerem de qualquer jeito, o que poderia ser feito.

Trata-se do conhecido brainstorming, só que por meio de um debate voltado unicamente para o gerenciamento de riscos. É importante registrar todas as informações obtidas, pois muitas delas serão úteis nas próximas etapas.

 

Etapa 3: a identificação dos riscos e dos seus efeitos

 

Outra etapa importante no gerenciamento é a listagem dos riscos e a correspondência de cada um deles a uma consequência. No caso de ser necessário estimar valores, procure ser o mais preciso possível.

 

Etapa 4: a identificação do controle de cada risco


Os controles correspondem a atividades e a procedimentos que, quando implementados, exercem sua atuação sobre um determinado risco, modificando a probabilidade de sua ocorrência ou seu impacto. Por esse motivo, é importante identificar os controles que já existem em cada risco.

 

Etapa 5: a atribuição de uma probabilidade

 

Para cada risco elencado, é importante definir se a probabilidade deles se tornarem reais é baixa, média ou alta. A atribuição não precisa ser necessariamente dessa forma. O importante é que seja possível compreender a dimensão do perigo com a ajuda de uma classificação que seja compatível com o perfil da empresa.

 

Etapa 6: a avaliação do impacto

 

Baseando-se na análise de riscos, procure classificar o impacto como baixo, médio ou alto. Caso seja preciso utilizar números, organize a lista de impactos em uma escala numérica, de forma similar ao que fez com a atribuição de probabilidade.

 

Etapa 7: a definição do nível de risco

 

Para definir o nível do risco, costuma-se fazer uso de uma tabela. Mas a utilização de um software pode ser bem melhor. Caso tenha sido aplicada a atribuição baixa, média e alta para probabilidade e impacto, basta realmente fazer uso de uma tabela.

No caso de terem sido aplicados valores numéricos, a classificação será mais complexa e um sistema automatizado é mais recomendável. Não há uma fórmula única que alinhe impacto e probabilidade, pois isso pode variar de empresa para empresa e de projeto para projeto.

 

Etapa 8: a organização dos riscos de acordo com as avaliações

 

É preciso identificar todos os riscos identificados e avaliados, dos mais graves para os menos graves.

Etapa 9: o planejamento de estratégias de mitigação e contingência

A finalidade da mitigação é diminuir ao máximo as chances de um risco se tornar real. A contingência, por sua vez, tem como finalidade diminuir os efeitos de um risco caso ele se torne real.

No geral, só são aplicados procedimentos de mitigação e contingência para gerenciamento de riscos com resultados médios ou altos. Mitigar riscos baixos também é uma possibilidade, mas os riscos médios e, principalmente, os altos devem ter prioridade.

 

Etapa 10: a análise da eficácia das estratégias aplicadas

 

Avalie se suas estratégias realmente ajudaram a diminuir a probabilidade e o impacto dos riscos. Analise suas estratégias de mitigação e de contingência e, depois, faça uma revisão na análise dos riscos.

 

Etapa 11: o cálculo do risco residual

 

Após serem aplicados os planos de mitigação e contingência, verifique se a avaliação melhorou. Caso a resposta seja positiva, é uma prova de que foi possível obter uma redução do risco, colocando-o dentro de limites aceitáveis.

 

Etapa 12: o monitoramento dos riscos

 

Esse último passo é definir como saber quando os riscos acontecerão. Somente assim, será possível identificar o momento mais oportuno para colocar as medidas corretivas em ação. Fazer uso de alertas e indicadores com certeza ajudará nesse objetivo.

É recomendável que existam gatilhos e alertas para cada um dos riscos de nível médio e de nível alto. No decorrer do projeto e das operações, o gestor terá como identificar que um determinado risco está se tornando uma preocupação efetiva.

 

Existem exigências?

 

Quem deve elaborar e assinar o PGR é a própria empresa. Muitos órgãos ambientais exigem o Plano de Gerenciamento de Riscos como uma condição ao licenciamento ambiental.

Da mesma maneira que o PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) e o PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), o PGR exige atualização anual. No caso de qualquer mudança dentro do processo de trabalho, a atualização deve ser anual também. Em relação à guarda do Programa de Gerenciamento de Riscos, o período mínimo é de 20 anos.

 

Em quais casos ele é obrigatório?

 

O Programa de Gerenciamento de Riscos foi criado pela Norma Regulamentadora NR 22, Portaria nº 732 de 22/05/2014 do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).

A instituição do PGR se deu por meio do item 22.3.7, o qual determina: “Cabe à empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira elaborar e implementar o Programa de Gerenciamento de Riscos – PGR, contemplando os aspectos desta Norma…”.

Dessa forma, o Programa de Gerenciamento de Riscos é obrigatório para empresas que desenvolvem atividades de risco, como mineradoras e suas subcontratadas. Mas é importante para todas as empresas.

A NR 22 tem a proposta de, por meio do PGR, manter a organização operando dentro dos melhores padrões de segurança, seguindo a legislação atual e o ramo de atuação da organização.

O Ministério do Trabalho e Emprego exige e realiza a fiscalização da aplicação apropriada das Documentações de Segurança, que foram criadas para assegurar a saúde e a integridade física dos funcionários.

Não cumprir o que a legislação prescreve pode causar acidentes que causam danos à saúde do funcionário e comprometem a imagem da empresa. Além disso, a organização sofrerá ônus financeiros, pagando multa ao MTE, geralmente bem pesada, e sofrendo processos judiciais de natureza trabalhista.

A NR 18 é outra importante norma que deve ser cumprida pelas empresas que atuam na área da construção civil. Ela reúne medidas preventivas para reduzir as probabilidades de acidentes no desenvolvimento de obras da construção civil, que envolvem as construções propriamente ditas, reformas, limpezas, pinturas e outras atividades.

 

Quais são os principais treinamentos?

 

Os treinamentos da NR 22, que propõe o Programa de Gerenciamento de Riscos, envolvem o combate a incêndios e os primeiros socorros, o transporte de explosivos e o treinamento para admissão na empresa.

A finalidade do treinamento é capacitar os trabalhadores sobre a necessidade de prever acidentes e atender às exigências legais sobre os riscos que envolvem a mineração. Também deixará o funcionário consciente sobre as técnicas preventivas, as medidas de controle e a eliminação dos acidentes e das doenças de trabalho.

O funcionário aprende a combater o começo de incêndio no próprio ambiente de trabalho, conhece e gerencia os riscos de incêndio na planta, aprende a evacuar o ambiente de trabalho e a fazer a comunicação do incidente, aprende quais são os tipos de extintores e como usá-los e também aprende a prestar os primeiros socorros às vítimas de um incêndio.

Atualmente, existem companhias que vão até a empresa, tornando tudo mais simples para o gestor e os trabalhadores. É o que se chama de treinamento in company. Os campos de treinamento móvel com alta tecnologia vão até sua organização com recursos tecnológicos bem avançados e padronizados.

As boas vantagens desse sistema são que o treinamento tem carga horária efetiva. A padronização pode ser aplicada em lugares diferentes. Dispensa o deslocamento do funcionário, já que a empresa é quem vai até o cliente, o que melhora ainda mais a segurança dele que não precisa ficar saindo às ruas.

O treinamento in company, embora padronizado, vai fornecer orientações respeitando a realidade física de sua organização. É possível identificar áreas de risco na empresa, reduzir gastos e tempo em todas as etapas do processo logístico e operacional. Esse tipo de treinamento também ajuda na redução do pagamento de horas extras.

 

O treinamento de Brigada de Incêndio (NR 23)

 

O treinamento de Brigada de Incêndio atende às prerrogativas da Norma Regulamentadora 23 do MTE e às diretrizes de cada estado, fornecendo uma experiência de aprendizagem prática e imersiva.

Esse treinamento costuma ser personalizado, de acordo com as necessidades de cada empresa. Existem simulações de combate ao fogo na área interna (casa da fumaça com fogo) e na área externa com diferentes tipos de simuladores. São vários níveis de treinamento de acordo com as necessidades do cliente e a carga horária varia de 4 a 40 horas.

 

O treinamento de Emergências Químicas

 

Esse tipo de treinamento faz simulações com produtos perigosos, deixando os funcionários aptos a atuar em situações de alto risco. O treinamento ensina a executar ações defensivas de contenção, a estancar vazamentos e a tomar outras ações relacionadas às emergências químicas.

São utilizados equipamentos de simulação de vazamento de amônia e derramamento de substâncias químicas. Nesse caso, o treinamento também é oferecido em níveis diferentes conforme as necessidades da empresa. A carga horária pode variar de 4 a 40 horas.

 

O treinamento de trabalho/resgate em espaço confinado (NR 33)

 

Esse treinamento deve atender às prerrogativas da Norma Regulamentadora 33 do Ministério do Trabalho e Emprego, deixando o funcionário capacitado para desenvolver ações em diferentes níveis de especialização.

O treinamento para resgate em espaços confinados tem como objetivo qualificar o funcionário para desenvolver técnicas e planos para a realização de operações de resgate em diferentes situações de emergência. O treinamento é oferecido em níveis diferentes conforme as necessidades de cada empresa e a carga horária pode variar de 4 a 40 horas.

 

O treinamento de trabalho/resgate em altura

 

O treinamento de trabalho em altura deve atender de forma completa às prerrogativas da Norma Regulamentadora 35 do MTE, preparando o funcionário para agir em diferentes ambientes e em diversos níveis de especialização.

Ele tem como objetivo qualificar o funcionário para o desenvolvimento de planos e estratégias para efetuar operações de resgate em diversas situações emergenciais. É ofertado em níveis diferentes respeitando as necessidades da empresa e a carga horária varia de 4 e 40 horas.

 

O treinamento de atendimento pré-hospitalar (APH)

 

O treinamento de atendimento pré-hospitalar ou de primeiros socorros capacita o funcionário na realização de ações de emergência no caso de acidentes.

Também é realizado o treinamento em DEA (Desfibrilador Externo Automático) para reanimação cardiorrespiratória e atendimentos cardiovasculares de emergência.

O treinamento é ofertado em diversos níveis respeitando as necessidades da empresa com uma carga horária que varia de 4 a 40 horas.

 

Outros treinamentos

 

O Programa de Gerenciamento de Riscos ainda contempla diferentes outros cursos, como o treinamento da Norma Regulamentadora 5, que é o da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes).

 

Existem treinamentos relativos a outras normas:

 

Norma Regulamentadora 6: que trata dos equipamentos de proteção individual (EPI’s);

Norma Regulamentadora 10: que fala da segurança em instalações e serviços em eletricidade;

Norma Regulamentadora 11: que trata do transporte, armazenagem, movimentação e manuseio de materiais;

Norma Regulamentadora 12: que trata da segurança no trabalho em máquinas e em equipamentos;

Norma Regulamentadora 13: que aborda a questão das caldeiras e dos vasos de pressão;

Norma Regulamentadora 18: sobre as condições de ambiente de trabalho na indústria da construção;

Norma Regulamentadora 20: cujo foco é a segurança e saúde no trabalho com inflamáveis e combustíveis.

Outro treinamento que merece menção é o de aperfeiçoamento de bombeiro civil, que visa aprofundar os conhecimentos e as práticas do profissional que atua no corpo de bombeiros.

A realização de treinamentos específicos contribui para tornar os PGR’s mais funcionais e melhorar a imagem da empresa. A falta de treinamento pode ocasionar problemas graves, que afetam o funcionário e a empresa, tanto do ponto de vista financeiro quanto organizacional.

O gerenciamento de riscos integra um programa que pretende otimizar a segurança do trabalho, garantindo uma melhor qualidade de vida para todos os funcionários, mesmo para aqueles que lidam com situações adversas diariamente.

 

 



 

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SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA: POR QUE DEVE SER REALIZADA DA MANEIRA CORRETA?

 



 

Independentemente do tipo de atividade exercida pela empresa, é relevante que o ambiente laboral tenha sinalização de segurança a fim de promover e garantir, além de qualidade no local de trabalho, a proteção dos profissionais.

Pensando em elucidar as questões inerentes a esse tema, elaboramos esta publicação na qual abordaremos o porquê da importância da utilização dos meios adequados de sinalização de segurança e como fazer de maneira que atenda aos padrões legais. Confira!

 

A importância da sinalização de segurança

 

A sinalização é um conjunto de estímulos que proporcionam a melhor orientação para os profissionais, os quais saberão se comportar em determinados locais e circunstâncias sinalizados. Dessa forma, ela tem muita importância quando o assunto é a segurança laboral.

Destarte, a sinalização de segurança tem como escopo informar os empregados dos riscos inerentes à atividade profissional. Isso faz com que os indivíduos tomem atitudes preventivas e de autoproteção.

Ademais, essas medidas reduzirão os riscos de acidentes trabalhistas, otimizando a qualidade do ambiente laboral. Assim, os trabalhadores poderão exercer as suas atribuições de maneira tranquila e responsável, algo que aumentará os resultados da empresa.

Vale destacar que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), mesmo implícita, prevê a obrigatoriedade de se adotar medidas de segurança, mediante uso dos instrumentos de sinalização laboral. Já as normas regulamentadoras, a exemplo da NR 26, são responsáveis por especificar cada caso.

 

As seis categorias da sinalização de segurança

 

É preciso frisar que os sinais, as suas cores e formas, assim como os seus números e dimensões serão variáveis conforme o grau de risco, da importância, do perigo e da extensão a cobrir cada zona. Vejamos as categorias:

 

1. Sinalização de perigo

 

Indica a necessidade de adoção de cautela, precaução ou que não se tenha acesso ao local em virtude do perigo presente. Será instalado um símbolo de cor negra sobre uma base amarela, borda negra em formato triangular.

Essa placa trará a informação que o setor é uma área restrita, traz risco de contaminação ou de queda de objetos, como exemplo, pode ser um espaço de alta tensão, dentre outras condições.

 

2. Sinalização de emergência

 

Demonstra saídas ou equipamentos de emergências e rotas de fuga, entre outros. Nesses casos, utilizam uma figura branca em cima de um fundo verde em geometria retangular ou quadrada.

É uma maneira de orientar, estratégica e imediatamente, em casos de incêndio, vazamentos de gás ou outras situações de perigo que necessitem de evasão rápida.

 

3. Sinalização de proibição

 

É um guia de quais atitudes são proibidas em determinados lugares ou no tocante a materiais, equipamentos ou substâncias. É feito o uso de dísticos com fundo vermelho e com formato retangular.

Assim, ocorrerá a eficiente prevenção de acidentes laborais, o que torna o ambiente mais seguro, proporcionando melhor desempenho daqueles que fazem parte da empresa.

 

4. Sinalização de obrigação

 

Tem como fim indicar a obrigatoriedade do uso de equipamento de proteção individual (EPI), em momentos ou locais definidos. Esse aviso é feito mediante um pictograma branco sobre fundo azul e de forma circular.

Seu principal objetivo é prevenir acidentes no ambiente de trabalho, os quais acarretam grandes prejuízos para os empregados e empregadores.

 

5. Sinalização de incêndio

 

É uma medida de segurança indispensável que objetiva sinalizar e facilitar a evacuação ágil do espaço, assim como viabilizar a localização de equipamentos para o trabalho de combate ao incêndio. Usa-se um sinal branco por cima de um fundo vermelho no retângulo ou quadrado.

Em situações como essa, é normal que as pessoas entrem em desespero. Sendo assim, a sinalização adequada será um guia para seguirem as rotas de fuga, evitando a ida para uma direção equivocada. Além disso, acelera o trabalho do Corpo de Bombeiros.

 

6. Sinalização de obstáculos e locais perigosos

 

Indica quais locais possuem obstáculos ou são perigosos, sobretudo para facilitar a imediata saída das pessoas dos setores em situações de extrema necessidade de evacuação rápida e sem pânico.

Utiliza-se listras de cor vermelho e branco ou amarelo e negro, alternadas com superfícies sensivelmente similares e uma inclinação de cerca de 45º. São faixas que ficam entorno da zona perigosa ou do obstáculo.

 

Algumas cores usadas em variados tipos de sinalização

 

A norma regulamentadora NR 26 junto à norma técnica NBR 7195 determinam quais cores serão utilizadas para cada tipo de sinalização, a fim de implementar meios de orientação para prevenir possíveis acidentes. Vejamos:

 

1. Vermelha

 

A cor vermelha destaca circunstâncias em que será obrigatório o uso de equipamentos de proteção e de combate a incêndios. Além disso, indica pontos de parada obrigatória e de saída de emergência.

 

2. Amarela

 

Essa cor é usada para apontar avisos em relação a cuidados a serem tomados, como no caso de meios-fios ou diferenças de nível, onde haja necessidade de chamar atenção.

 

3. Branca

 

É utilizada para demarcar setores de circulação exclusiva para determinadas pessoas, assim como para destacar coletores de resíduos gerais e de serviços de saúde. Também é aplicada nos entornos dos equipamentos de socorro e urgência, dentre outras situações.

 

4. Preta

 

É empregada para sinalizar coletores de resíduos, exceto os relacionados a serviços de saúde e materiais de alta temperatura.

 

5. Azul

 

Essa cor visa orientar alguma obrigação, como usar algum equipamento de proteção ou não movimentar algum instrumento.

 

6. Verde

 

Tem como finalidade indicar segurança vinculada a algum tipo de objeto de primeiros socorros, locais de proteção ou salvamento.

 

7. Púrpura

 

Essa cor sinaliza os perigos relacionados a radiações eletromagnéticas e partículas nucleares.

A importância de contar com uma empresa especializada

Ter o auxílio de uma empresa especialista para a instalação dos sinais de segurança é imprescindível, pois ela respeitará as regras estabelecidas pelas normas. Com isso, evitará que o empregador seja responsabilizado, o que pode ocasionar sérios danos, ademais, contribuirá na proteção concreta dos trabalhadores.

Esperamos que você tenha compreendido a relevância de adotar esses instrumentos de segurança, pelo fato de trazer benefícios tanto para os trabalhadores quanto para as empresas.

Gostou de saber sobre a sinalização de segurança? Aproveite e entenda a respeito da segurança do trabalho na construção civil. Até mais!

 



 

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terça-feira, 26 de julho de 2022

 

 

 

 

AUDITORIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO:

COMO FUNCIONA E QUANDO FAZER?

 


 

 

O nome “auditoria” vem do verbo em inglês “to audit”, ele pode ser traduzido como examinar, ajustar, corrigir ou justificar. Sabendo disso, pense: quando foi a última vez que a sua empresa efetuou uma auditoria de segurança no trabalho?

Esse é um processo muito importante para garantir que todas as normas regulamentadoras estejam sendo cumpridas devidamente dentro de uma organização. Estar nos conformes dessas regras é fundamental não somente para atender a questões legislativas, mas também para garantir um ambiente de trabalho saudável e seguro.

Por isso, a empresa deve sempre controlar os riscos a que estão expostos os seus colaboradores. Quer saber mais sobre auditoria em segurança no trabalho? Então continue lendo este texto!

 

Qual o objetivo de uma auditoria?

 

Como explicamos brevemente, a auditoria é um processo cujo principal objetivo é obter informações, com base em evidências, que serão utilizadas para uma análise de confiabilidade e eficiência do sistema de gestão de segurança de trabalho. É por meio dela que os gestores conseguem identificar pontos fora do padrão de conformidade.

Mesmo pequenas irregularidades podem causar acidentes de trabalho, doenças ocupacionais e degradação do meio ambiente. Com dados acurados em mãos, é possível traçar planos de ação mais efetivos, capazes de garantir a saúde e segurança dos seus colaboradores.

 

Quais são os tipos de auditoria?

 

Auditorias podem ser realizadas em qualquer parte de uma organização, especialmente naqueles setores mais problemáticos. Cada área tem objetivos diferentes e isso deve ser levado em consideração. Basicamente, existem três tipos dela:

Auditoria de primeira parte ou interna: feita por uma organização para ela mesma, visando melhorar o desempenho e diminuir as divergências em relação às normas de segurança;

Auditoria de segunda parte: também chamada de auditoria no fornecedor, pode ser feito pela empresa ou por terceiros para avaliar a conformidade do sistema com os requisitos legais ou contratuais;

Auditoria de terceira parte ou externa: realizada por auditores terceirizados para fins de certificação.

Além dessas três principais, existem algumas outras, cujos objetivos são mais complexos, como auditorias conjuntas, de concessão, de seguimento etc.

 

Como planejar uma auditoria?

 

Tudo que é feito com um bom planejamento tem mais chances de atingir o sucesso. Isso não seria diferente em um processo de auditoria de segurança no trabalho, concorda? O primeiro passo é definir o objetivo da auditoria, para em seguida elencar atividades e documentos integrantes dessa parte da análise.

O objetivo pode ser a obtenção de uma certificação, a redução do número de acidentes ou até mesmo a coleta de dados para verificar a eficiência dos processos de saúde e segurança da organização. 

 

O escopo, isto é, todos os processos que serão auditados, também devem ser perfeitamente delineados, de preferência com a elaboração de um checklist. Não sabe o que incluir no seu checklist? Não se preocupe! Logo no tópico seguinte damos algumas dicas!

 

O que incluir no checklist?

 

Quais são os atributos mínimos de cada atividade? Ao responder essa pergunta, você já dá o primeiro passo para fazer um bom checklist. Considere fatores como materiais e ferramentas utilizados e suas condições, preparação da máquina antes de seu funcionamento, procedimentos e equipamentos de segurança a serem realizados antes, durante e após as atividades etc.

Lembre-se de documentar tudo, pois, em caso de acidente, será necessário verificar se todos os pontos foram devidamente avaliados. Use formulários como guias e atente-se ao máximo às especificações técnicas.

Mantenha sempre suas checklists atualizadas visando a aplicação constante de novas práticas, assegurando-se de que todos os processos e equipamentos estejam inclusos na sua auditoria.

Algumas perguntas que você pode fazer a si mesmo em prol de uma checklist para auditoria de segurança no trabalho são: “Quais são os deveres exigidos pela legislação? Eles estão sendo cumpridos? Os equipamentos estão passando por manutenção dentro do prazo certo? Os funcionários usam os EPIs corretos para cada atividade exercida? Os trabalhadores sabem como reportar possíveis falhas? ”, entre outras.

 

Como implementar a auditoria?

 

Agora que você já definiu o objetivo e fez um checklist completo, está na hora de colocar a mão na massa. As pessoas responsáveis por avaliar os critérios estabelecidos devem ser profissionais habilitados, como técnicos ou engenheiros. Esses são chamados auditores.

O ideal é que os auditores não costumem realizar as operações e processos que irão avaliar, pois pessoas já atuantes em determinadas atividades podem fixar padrões em relação a algumas situações e, com isso, alguns erros podem passar despercebidos, diminuindo a confiabilidade da auditoria.

O principal trabalho desses profissionais é utilizar as checklists, fazer observações e registrar evidências por meio de fotos e vídeos. Toda a documentação fará parte de um relatório, elaborado ao fim do processo de auditoria. Esse documento descreverá todas as atividades aplicadas na auditoria, além de elencar as inconformidades encontradas.

Os pontos fortes também devem ser destacados. Quanto mais completo e detalhado o relatório, sem perder a objetividade, melhor será para uma análise e planejamento de possíveis melhorias e projetos de redução de custos.

 

Por que realizar uma auditoria?

 

Agora você já sabe como realizar uma auditoria do começo ao fim. Mas será que se convenceu de todas as vantagens trazidas ao realizá-la? Se ainda não, esse é o momento.

Reduz ameaças de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais

Como discutimos durante todo este texto, a auditoria objetiva, justamente, identificar todos os problemas que coloquem em perigo a saúde e a segurança dos empregados de uma organização. Sabendo quais são esses problemas, é mais fácil elaborar um plano de ação.

 

Melhora o ambiente de atuação

 

Um espaço laboral mais seguro, limpo e organizado (porque a auditoria pode avaliar a higiene também, já que isso afeta a saúde) é muito melhor para se trabalhar. Tem como discordar dessa afirmação? Ninguém gosta de estar em um local desorganizado, além de segurança e limpeza serem necessidades básicas do ser humano.

 

Diminui os riscos de multa

 

As Normas Regulamentadoras existem e são fiscalizadas pelos órgãos responsáveis. Isso significa que se eles identificarem irregularidades, a empresa sofrerá as penalidades previstas. Com auditorias frequentes, o número de inconformidade cai e, consequentemente, o risco de multas também é reduzido.

E aí, se convenceu? Então agora é sua vez! Pegue essas dicas e comece a planejar a sua próxima auditoria de segurança no trabalho. Tenha certeza de que não se arrependerá.

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