quarta-feira, 12 de maio de 2021

 


Contaminação por Mercúrio:

Tudo que Você Precisa Saber

 

 


A contaminação por mercúrio, tanto do trabalhador quanto do meio ambiente, tem preocupado não somente as autoridades brasileiras, mas do mundo inteiro.

 

Apesar de ser encontrado em vários estados físicos, é na forma líquida que o mercúrio, um metal inorgânico* branco-prateado, mais tem causado danos à saúde do trabalhador, pois sua volatilização ocorre mesmo em baixas temperaturas.

 

O desgaste natural da crosta terrestre é a principal fonte do vapor de mercúrio na atmosfera terrestre. Trazido pelas águas da chuva, ao voltar para a Terra pode se transformar novamente em vapor e retornar à atmosfera, ou ser metilado pelos microrganismos presentes nos sedimentos das águas dos rios e dos mares.

 

Como metal líquido, volatiza-se e é inalado ou ingerido na forma de amálgama dentário, liberado por partículas minúsculas que se destacam, principalmente pela mastigação.

 

Embora a amálgama dentária tenha em sua composição 50% de mercúrio, e outros metais como complemento, não se tem notícia de efeitos adversos à saúde humana além de raros casos de alergia.

 

(*) Quando combinado com elementos como o cloro, enxofre ou oxigênio. No caso de um átomo de mercúrio se ligar covalentemente a pelo menos um átomo de carbono, origina compostos de mercúrio orgânico.


Onde o mercúrio é encontrado?

 

O mercúrio é encontrado em mais de dez mil produtos, como telas de computador, televisores, lâmpadas fluorescentes, termômetros, baterias etc. Como não se degrada na natureza, se apresenta com outras configurações químicas, como o metil mercúrio, contaminando plantas e animais, que intoxicam e até matam quem os consome.

 


Foi o que aconteceu no Japão nos anos 50, quando parte da população, ao consumir peixes pescados na Baia de Minamata, foram contaminados com mercúrio que uma fábrica descartava na água do riacho.

 

Centenas de pessoas ficaram doentes, com danos severos no sistema nervoso, com bebês também nascendo com deficiências físicas e mentais, já que o mercúrio ultrapassa a placenta e atinge o feto.

 

Estima-se que cerca de três mil toneladas de mercúrio são liberadas por atividades humanas, principalmente na incineração do lixo urbano e hospitalar.

 

No entanto, devido a seus processos antiquados, as indústrias de cloro-álcalis são responsáveis sozinhas por um volume significativo da contaminação do meio ambiente, utilizando toneladas de mercúrio.

 

O mercúrio também está presente nas indústrias metalúrgicas que utilizam o carvão coque, nas ourivesarias, nas indústrias de tintas aplicadas na proteção de embarcações e nas indústrias de fabricação de pesticidas, inseticidas, fungicidas.


Quais os riscos do trabalho com mercúrio?

 

Quem trabalha com mercúrio metálico está sujeito à contaminação por meio:

 

ü da pele (na forma de composto insolúvel);

ü do sistema gastrointestinal (na forma de composto solúvel);

ü das vias respiratórias (na forma de vapor).

 

Os vapores são inalados sem que a pessoa perceba, não tendo cheiro nem cor. Ao chegarem nos alvéolos pulmonares, entram na corrente sanguínea, danificando os rins, fígado, intestinos, medula óssea etc.

 

Contudo, os malefícios dessa inalação já são sentidos na parte superior do sistema respiratório, assim como na mucosa bucal e nas glândulas salivares. Posteriormente, atingem os pulmões e o cérebro.

 

Já no sistema digestivo, causam ação cáustica e geram, na fase aguda, incômodos e sérios transtornos.

 

No caso de mulheres grávidas, ao atravessar a placenta o mercúrio pode causar anomalias diversas e até um aborto.

 

Dependendo da concentração do contaminante no organismo, os efeitos são devastadores, principalmente no sistema nervoso, indo desde danos leves ao martírio de uma vida vegetativa e até à morte.

 


O que fazer em caso de acidente com mercúrio?

 

Ø Em caso de acidente com mercúrio, deve-se imediatamente:

Ø Conduzir a vítima para local fresco e ventilado;

Ø Caso a pele tenha sido atingida, lavar a área com água e sabão;

Ø Caso os olhos tenham sido atingidos, lavá-los abundantemente com água;

Ø No caso de ingestão, fazer bochecho com água repetidamente;

Ø Em todos os casos, buscar socorro médico imediato.

 

Quais são os tipos de intoxicação por mercúrio?

 

A intoxicação por mercúrio pode ser classificada como aguda ou crônica. Seus principais sintomas são:

 

1) Aguda – gengivas com sangramento; vômitos, às vezes com sangue; dores profundas; sensação de sabor metálico; inflamação na cavidade bucal; dentes bambos; queda dos dentes; transtornos hepáticos graves; diarreia abundante; ardência no estomago. A intoxicação aguda pode causar morte em um ou dois dias.

 

2) Crônica – Estomatite; mau hálito; saliva excessiva; anemia; perturbação nervosa; hipertensão; problemas digestivos; inapetência.

 

Quais são as normas de segurança para trabalhos com mercúrio?

 

A Norma Regulamentadora nº 7, do Ministério do Trabalho e Emprego, determina os parâmetros para controle da exposição a substâncias químicas como o mercúrio inorgânico.

Estabeleceu-se como matriz biológica a urina, com Valor de Referência para Normalidade de até 5 microgramas de mercúrio por grama de creatinina. Como Índice Biológico Máximo Permitido, 35 microgramas de mercúrio por grama de creatinina nos trabalhadores que desenvolvem atividades diante do aludido contaminante.

 

Já a Norma Regulamentadora nº 15, que estabelece as regras para atividades e operações insalubres, define o limite do mercúrio na atmosfera de trabalho como 0,04 mg/m3 de ar, para até 48h por semana.

 

Conclusão

 

O mercúrio é um metal extremamente perigoso para a saúde humana e para o meio ambiente, mas ainda é utilizado em vários setores da indústria. Apesar das leis com relação a seu uso estarem cada vez mais rígidas, tanto nacional quanto internacionalmente, ainda é preciso cuidado.

 

Seu uso na área de saúde, por exemplo, já está proibido – como no caso dos termômetros. Ressaltamos a importância do descarte adequado de aparelhos eletrônicos e termômetros, para evitar a contaminação.

 

 

Fonte

 

https://raclite.com.br/produtos-quimicos/contaminacao-por-mercurio-tudo-que-voce-precisa-saber/

 

 

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O PERIGO DO RUÍDO NO AMBIENTE DE TRABALHO

 

 


O ouvido humano tem seu grau máximo de sensibilidade dentro de uma escala de sons baixa. Esta é a forma em que nossa espécie evoluiu: se adaptando a ouvir tanto os sons distantes dos uivos dos animais, como os tênues sussurros dos ventos sobre a vegetação.

 

Foi com o surgimento das máquinas que o homem se viu forçado a conviver com ruídos de alta intensidade. Atualmente, classificamos como ruído qualquer som que exceda os 80-85 decibéis (dB) de intensidade.

 

Como o ruído afeta a audição?

 

A capacidade do ouvido para suportar altos níveis de ruído varia de indivíduo para indivíduo, sendo impossível prever o risco da perda da audição por meio dos níveis de exposição e das percepções subjetivas da intensidade do ruído.

 

De acordo com os fonoaudiólogos, a certeza que se tem é de que os níveis elevados de ruído ocasionam danos a curto ou a longo prazo. Assim, quanto mais elevada for a intensidade do ruído e quanto mais prolongado for o tempo de exposição, maior é o perigo.

 

A perda da capacidade auditiva pelo ruído geralmente chega de forma gradual, como resultado de pequenas (porém frequentes) exposições ao ruído, ao longo de vários anos. Claro que, em casos extremos, uma única exposição a um nível muito alto pode causar surdez instantânea, um trauma acústico.

 

A explosão gerada pelo rompimento de uma mangueira de alta pressão bem perto do ouvido, por exemplo, certamente romperá o tímpano, deslocará os três ossículos (martelo, bigorna e estribo) no ouvido médio e deixará o ouvido interno exposto à surdez permanente.

 

Como nossa audição funciona?

 

Os seres humanos ouvem ao captar as ondas acústicas, transportadas até́ o tímpano pelo canal auditivo, produzindo vibrações. Estas vibrações são transmitidas para a cóclea, no ouvido interno, por meio do movimento de três ossículos: martelo, bigorna e estribo.

 

O movimento do líquido da cóclea estimula os nervos ciliados, que se expandem e se contraem à medida que decodificam a informação do som. As células nervosas transmitem esta informação ao nervo auditivo que, em seguida, a leva ao cérebro.

 

Quando nos expomos a níveis elevados de ruído, os primeiros componentes do sistema auditivo que se esgotam são as células ciliadas mais externas, as que se contraem e relaxam como músculos ao ritmo das ondas acústicas.

 

Se a exposição prolongada a níveis elevados ocorre com frequência, as células ciliadas se debilitam e se deterioram gradualmente e logo morrem.

 

Os danos no ouvido interno são irreversíveis

 

A cóclea, no ouvido interno, contém entre 16.000 e 20.000 proeminências similares a pelos, que se denominam células ciliadas, cada uma delas sintonizada para receber sons que variam em timbre e frequência. O tecido do ouvido interno difere de outras partes do corpo em um aspecto vital: suas células não podem regenerar-se.

 

Por isso, todo dano no ouvido interno é irreversível. Não existem evidências científicas suficientes que sugiram que este dano interno possa ser revertido em qualquer espécie de mamíferos. Temos que nos conformar com o par de ouvidos que recebemos ao nascer.

 

A perda da capacidade auditiva causa pelo ruído pode ser aliviada com o uso de dispositivos técnicos, mas seu uso pode ser incômodo. Já os problemas de audição ocasionados por doenças, acidentes ou defeitos congênitos podem ser reparados com cirurgia, mas só nas partes externas do ouvido.

 

A luta para preservar a audição é uma batalha que deve durar a vida toda. Não temos uma segunda oportunidade. Simplesmente temos que cuidar muito bem de nossos ouvidos. Diferente de outros órgãos, eles não melhoram com estímulos ou exercícios.

 

Quais são os sinais de perda auditiva?

 

A perda da audição ocasionada pelo ruído é um processo gradual que normalmente passa despercebido. Nas etapas iniciais, a única forma de se perceber o problema é submetendo o ouvido a várias frequências de sons.

 

O primeiro sinal da perda auditiva é uma queda em forma de “V” nas frequências de 4.000 a 6.000 Hz, que representam a escala de audição mais sensível do ouvido. Mesmo que o paciente não perceba sua perda de audição, é possível que até 90% das células nervosas sintonizadas com estas frequências estejam destruídas por completo.

 

Os primeiros sinais que o paciente percebe ocorrem nos tons altos. Distinguir as consoantes pode tornar-se cada vez mais difícil.

 

Já o zumbido representa um sinal muito sério, indicando que as exposições do paciente a níveis de ruído elevados são tão frequentes que os nervos ciliados na cóclea estão em estado de fadiga pelas pressões sucessivas.

 

São sintomas que costumam desaparecer no começo, porém se a exposição ao ruído intenso continuar, o dano pode se tornar permanentemente.

 

O ruído inesperado, como o de uma arma de fogo ou de um martelo, pode ser especialmente perigoso por “pegar” o ouvido de surpresa. Pela mesma razão, aquele ruído chato constante pode ser enganoso, pois o ouvido acaba se acostumando, aceitando-o, mesmo sendo de intensidade já prejudicial.

 

Quando estamos expostos a níveis de ruídos elevados, mas só “levemente,” como costumamos justificar, estamos subestimando o perigo.

 

Proteção nunca é demais

 

A escala de decibéis pode confundir as pessoas que estão acostumadas a pensar em quilo, metro, minuto etc. Um aumento do ruído em três decibéis pode até parecer pouco, mas este valor representa a duplicação da intensidade do ruído.

 

Em média, o ouvido humano é incapaz de detectar um aumento de menos de dez decibéis. Sem dúvida, o ruído nesses níveis é superior em mais de oito vezes o nível original. Importante: o ouvido humano se mostra menos sensível num meio ruidoso.

 

 

A única forma confiável de saber a intensidade de um ruído é medindo-a. Melhor ainda é não correr riscos e evitar a exposição ao ruído alto fazendo uso de abafadores do tipo concha ou plugs de inserção.

 

É bem provável que a porcentagem de pessoas no mundo que sofrem de deficiência auditiva em um ou em ambos os ouvidos aumente no futuro.

 

Basta observarmos o número de jovens expostos a níveis de ruídos cada vez mais altos, vindos dos sons potentes nos automóveis, em casa, nos fones de ouvido, e em shows. O limite “seguro” nesses casos é sempre excedido.

 

Além disso, alguns indivíduos têm predisposição genética para perda de audição por exposição ao ruído. Para estas pessoas, o limite de 85 dB para 8h de trabalho pode ser excessivo. A opção mais segura é manter uma média de 75 dB.

 

Conclusão

 

O ruído é um dos maiores inimigos da saúde dos trabalhadores, especialmente na indústria. Esperamos que as informações trazidas nesse post tenham ajudado a conscientizar você e sua equipe sobre a importância de cuidar da audição – afinal, o primeiro passo para isso é o conhecimento.

 

Fonte

https://raclite.com.br/geral/o-perigo-do-ruido-no-ambiente-de-trabalho/

 

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domingo, 9 de maio de 2021




 

5 PRINCIPAIS PONTOS DA NORMA REGULAMENTADORA Nº 37:



 

SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO NAS PLATAFORMAS DE PETRÓLEO

 

Em 21 de dezembro de 2018, o Ministério Público do Trabalho e Emprego (MTE) publicou a Portaria nº 1.186, a qual aprovava o texto de uma nova Norma Regulamentadora: a NR 37.

 

Esta Nova NR dispõe sobre Saúde e Segurança do Trabalho nas Plataformas de Petróleo nas águas de jurisdição brasileira, e seu texto, apesar de publicado em 2018, entrou em vigor somente em 21 de dezembro de 2019.

 

Em 2010, o MTE, já preocupado com a ausência de normas próprias de Saúde e Segurança de Trabalho nas Plataformas de Petróleo, adicionou o Anexo II ao texto da NR 30 – que dispõe sobre Segurança e Saúde no Trabalho dos Aquaviários – a fim de regulamentar algumas questões envolvendo a segurança do trabalho nas plataformas de petróleo.

 

No entanto, por ser um trabalho que envolve muitos riscos próprios e inerentes a algumas operações, desde 2013 fala-se na criação de uma norma própria, e, eis que em 2018 ela é publicada.

 

Em seu texto, podemos notar obrigações voltadas tanto para a operadora de instalação, quanto para a operadora de contrato, bem como direito e deveres aplicáveis aos trabalhadores que operem na plataforma.

 

Assim, área de saúde e segurança do trabalho, e que entrou em vigor na recentíssima data de 21 de dezembro/2019, nós elaboramos este artigo visando a explanar 05 pontos notórios trazidos pela NR 37.

 

 

1. Quais são os direitos e obrigações dos trabalhadores que operam na Plataforma de Petróleo?

 

A primeira obrigação que merece ser destacada é que cabe ao trabalhador colaborar com o cumprimento de todas as disposições regulamentares, legais e internas, aplicáveis ao ambiente de trabalho, inclusive aquelas envolvendo sua saúde, segurança e bem-estar a bordo.

Outra obrigação inerente ao trabalhador é a de comunicar ao seu superior hierárquico qualquer tipo de situação que apresente risco à saúde e segurança própria ou de terceiros.

 

Por fim, a NR 37 ainda impõe que aquele trabalhador que faz uso de medicação controlada, deverá portar esses medicamentos na quantidade adequada para uso próprio, os quais deverão estar sempre acompanhados da devida prescrição médica e, claro, dentro do prazo de validade.


Já quanto aos direitos desses trabalhadores, observamos 4 deles pontuados no item 37.4.1 da NR37, quais sejam:

 

a)   interromper a sua tarefa, com base em sua capacitação e experiência, quando constatar evidência de risco grave e iminente para sua segurança e saúde ou de outras pessoas, informando imediatamente ao seu superior hierárquico

b)  ser informado sobre os riscos existentes nos locais de trabalho e áreas de vivência e suas possíveis consequências que possam comprometer a sua segurança e saúde;

c)    ser comunicado sobre ordens, instruções, recomendações ou notificações relativas as suas atividades ou ambientes de trabalho, feitas pela auditoria fiscal do trabalho relacionadas com o ambiente laboral;

d)  comunicar ao empregador e ao Ministério do Trabalho sobre qualquer risco potencial que considere capaz de gerar um acidente ampliado.

 

2. Quais são os principais documentos citados?

 

A NR37 determina que toda a documentação prevista em seu texto deve permanecer arquivada na plataforma por, no mínimo, 5 anos, seja em meio físico ou meio eletrônico.

 

Toda a documentação deve estar disponível em língua portuguesa de fácil leitura e compreensão, e deve estar organizada e arquivada em local de fácil e rápido acesso.

 

Dentre os principais documentos citados, podemos destacar os seguintes:

 

DIM (Declaração de Instalação Marítima)

 

É um documento hábil a regularizar a Plataforma de Petróleo e deve ser protocolado pela Operadora da Instalação, no mínimo 90 dias antes do:

 

Ø Início das atividades de perfuração, no caso de plataforma de perfuração;

Ø Final da ancoragem no local de operação, em se tratando de plataforma de produção flutuante;

Ø Término da montagem no local de operação, no caso de plataforma fixa;

Ø Início da prestação de serviços, para as instalações de apoio.

 

PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional)

 

Documento a ser elaborado pela Operadora de Instalação, bem como pelas empresas prestadoras de serviços permanentes a bordo, sempre seguindo as regras da NR 37 e, complementarmente, o disposto na NR 7

 

PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais)

 

Documento a ser elaborado pela Operadora de Instalação, bem como pelas empresas prestadoras de serviços permanentes a bordo, sempre seguindo as regras da NR 37 e NR 09, nesta ordem.

 

ASO (Atestado de Saúde ocupacional)

 

Segundo o Item 37.3.1.2, “é proibido o acesso de trabalhador à plataforma sem que a cópia, em meio físico ou digital, do seu Atestado de Saúde Ocupacional – ASO esteja disponível a bordo ou cuja validade esteja vencida ou a vencer dentro do período de embarque”;

 

PRE (Plano de Resposta à Emergência)

 

A ser elaborado pela Operadora de Instalação, trata-se de documento que deve contemplar ações específicas a serem adotadas caso ocorram situações que exponham os trabalhadores à situação de risco.

 

3. Capacitação, qualificação e habilitação dos trabalhadores

 

A primeira regra trazida pela NR 37 é que todos os treinamentos devem ser ministrados de forma presencial, durante a jornada de trabalho e a cargo do empregador.

 

Outra regra que merece destaque é aquela que exige que sempre deverá ser ministrado um treinamento antes do primeiro embarque do trabalhador na Plataforma, com carga horária mínima de 6 horas, abordando, no mínimo, os assuntos elencados no item 37.8.10.2, sendo eles os seguintes:

 

a)   Meios e procedimentos de acesso à plataforma;

b)  Condições e meio ambiente de trabalho;

c)   Substâncias combustíveis e inflamáveis presentes a bordo: características, propriedades, perigos e riscos;

d)  Áreas classificadas, fontes de ignição e seu controle;

e)   Riscos ambientais existentes na área da plataforma;

f)    Medidas de segurança disponíveis para o controle dos riscos operacionais a bordo;

g)  Outros riscos inerentes às atividades específicas dos trabalhadores e as suas medidas de controle e eliminação;

h)  Riscos psicossociais decorrentes de vários estressores como jornada prolongada, trabalho em turnos e noturno, abordando seus efeitos nas atividades laborais e na saúde;

i)     Riscos radiológicos de origem industrial ou de ocorrência natural, quando existentes;

j)     Produtos químicos perigosos e explosivos armazenados e manuseados a bordo;

k)  Ficha de Informação de Segurança de Produtos Químicos – FISPQ;

l)     Equipamentos de Proteção Coletiva – EPC;

m) Equipamentos de Proteção Individual – EPI;

n)  Procedimentos a serem adotados em situações de emergência

 

No mais, a NR37 ainda dispõe sobre vários outros tipos de treinamento, sua respectiva carga horária e conteúdo obrigatória, a serem ministrados em situações especiais, de acordo com o determinado na norma.

 

4. Da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes em Plataformas (CIPLAT)

 

Comissão destinada a prevenir acidentes de trabalho nas Plataformas, a CIPLAT deve ser dimensionada pelas empresas prestadoras de serviços permanentes a bordo, bem como pela operadora da instalação, e deverá ser composta por representantes indicados pelo empregador e eleitos pelos trabalhadores.

 

Como exceção à regra, caso a Plataforma conte com menos de 20 trabalhadores a bordo, é permitido que a operadora da instalação designe um representante para cumprir com os objetivos da CIPLAT.

 

Uma vez formada, a CIPLAT terá vigência por dois anos, sendo permitida sua reeleição.

 

5. Atenção mais que especial à saúde dos trabalhadores da Plataforma

 

A NR 37 traz diversos itens visando a promoção, proteção, recuperação e a prevenção de agravos à saúde dos trabalhadores da plataforma, dentre os quais podemos citar os seguintes:

 

Ø Realizações de exames e vacinações, previamente aos embarques;

Ø Serviços gratuitos de assistência à saúde a bordo e em terra;

Ø Desembarque e remoção do trabalhador para unidade de saúde em terra, no caso de necessidade de cuidados médicos complementares;

Ø Programas de educação em saúde, incluindo temas sobre alimentação saudável;

Ø Programas de promoção e prevenção da saúde;

 

Acompanhamento pelos médicos coordenadores dos PCMSO da operadora da instalação e das empresas prestadoras de serviços, em todos os casos de acidentes e adoecimentos ocupacionais ocorridos a bordo com os trabalhadores próprios e terceirizados.

 

Por fim, também a fim de promover a saúde do trabalhador, a NR 37 também determina que cabe ao empregador realizar o controle da potabilidade da água para consumo dos trabalhadores, disponibilizando água potável e pura, de acordo com os requisitos de potabilidade.

 

Também é exigido que seja realizada regular manutenção, monitoramento e limpeza do sistema de ar climatizado, bem como que todo o alimento servido aos trabalhadores seja manipulado em ambiente fisicamente adequado e servido de acordo com as normas de higiene.

 

 

 

 

Fonte:

 

https://amblegis.com.br/saude-e-seguranca-do-trabalho/5-principais-pontos-da-norma-regulamentadora-no-37-saude-e-seguranca-do-trabalho-nas-plataformas-de-petroleo/

 

 

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sexta-feira, 7 de maio de 2021

 



 

VOCÊ PRECISA SABER USAR O TRAVAQUEDAS PARA TRABALHO EM ALTURA!




Qualquer tipo de atividade realizada em uma empresa precisa de atenção e cuidados de todos os colaboradores. Mas, quando se trata de trabalho em altura, toda precaução é pouca para que os acidentes sejam evitados. Eis a importância do dispositivo travaquedas.

 


Assim, é importante que o empregador invista em equipamentos de segurança de qualidade, principalmente quando se tratar de equipamento de proteção individual (EPI). Além disso, é indispensável que mostre a toda equipe a necessidade de usá-los de forma adequada.

 

Por isso, um dos dispositivos de segurança que deve estar presente no dia a dia daqueles que trabalham em altura é o travaquedas. Quer saber um pouco mais sobre esse equipamento de proteção contra quedas? Então, leia este post até o fim e fique bem informado.

 

Saiba o que é o travaquedas para trabalho em altura

 

Trabalho em altura é aquele que precisa ser executado acima de dois metros do solo, oferecendo um maior risco de queda para o funcionário. Por isso, a necessidade de pensar no bem-estar e na segurança do trabalhador é ainda maior.

 

Assim, para quem realiza esse tipo de trabalho, o travaquedas é um equipamento de segurança individual indispensável. O equipamento faz a conexão do cinto de segurança do trabalhador a um ponto de ancoragem seguro e capaz de suportar a carga de uma eventual queda.

 

Esse dispositivo mecânico retém uma eventual queda do trabalhador enquanto estiver realizando suas atividades em altura., Nenhuma atividade em condição de altura pode ser realizada sem o emprego de segurança dessa natureza.

 

É importante ressaltar que a função do equipamento independe da ação daquele que o utiliza. Outro detalhe de relevância é que, sempre que ele for oferecido pelo empregador, será considerado um item de uso obrigatório enquanto o colaborador realizar atividade em altura.

 


Conheça a diferença entre travaquedas e talabarte

 

Tanto o travaquedas como o talabarte são considerados dispositivos de segurança de grande utilização importância na realização de trabalho em altura. Os dois equipamentos, em circunstâncias diferentes, evitam a queda do trabalhador e o consequente impacto na colisão com o solo.

 

É importante ressaltar que desde 2015, por decisão do Ministério do Trabalho, esses dois dispositivos não são mais considerados EPIs. Por essa razão, não podem receber um Certificado de Aprovação (CA).

 

Na verdade, por serem acessórios do cinto de segurança (este sim, um EPI), não podem ser utilizados desvinculados deste. Sua aquisição também deve levar em conta a exigência de que sejam do mesmo fabricante do cinto de segurança para garantia de uma perfeita conexão.

 

Travaquedas e talabarte são equipamentos que estão disponíveis em vários modelos, cada um mais adequado a determinada condição ou atividade. Suas respectivas aplicações se dão em situações diferenciadas, como você verá a seguir.

 

Existe um conceito em segurança do trabalho importante na diferenciação desses dois equipamentos: a chamada linha de vida. Trata-se de um cabo (pode ser uma corda, cinta ou fita) ao qual o trabalhador algumas vezes se conecta para realizar o trabalho em altura.

 

A linha de vida pode ser horizontal, como nos casos de trabalho à beira de lajes, por exemplo, ou vertical, quando o operador permanece pendurado. Nos dois casos, o exercício da atividade depende daquela conexão com o cabo.

 

O dispositivo travaquedas é empregado nas situações em que existe uma linha de vida na atividade que está sendo desenvolvida. Ele faz a conexão entre o cinto de segurança e o cabo, a fim de amortecer, com um curto percurso, uma ocorrência de queda do trabalhador.

 

Por sua vez, o talabarte é comumente utilizado nas operações em que não se faz uso de uma linha de vida. Sua forma de contenção em caso de queda permite um pequeno deslocamento, maior que no caso do travaquedas.

 

Pelo exposto, percebe-se que o talabarte tem a função de permitir que o trabalhador se desloque com segurança de um lado para outro. Por sua vez, o dispositivo travaquedas objetivo impedir a queda do colaborador por meio do travamento do cinto de segurança.

 


Conheça os tipos de travaquedas para trabalhos em altura

 

Você encontrará no mercado vários tipos de travaquedas. Ele pode ser encontrado com sistema retrátil em cabo de aço galvanizado, inox ou corda sintética ou deslizantes para uso em linhas de vida em corda ou cabo de aço. Assim, a escolha do equipamento correto dependerá da atividade que será desempenhada. Confira a seguir algumas especificações sobre cada um dos referidos tipos:

 

Modelo retrátil

 

Ideal para trabalhos realizados em lugares com exigência de movimentação do trabalhador, uma vez que permite que o usuário se movimente em várias direções, por exemplo. Eles são recomendados para tarefas como conferência e arrumação de cargas em caminhões ou vagões, assim como na manutenção de máquinas e equipamentos.

 

Modelo para corda

 

Para esse tipo de travaquedas, é muito importante atentar ao tamanho da corda, a fim de evitar acidentes. O modelo para cordas pode ser utilizado em lugares abertos ou fechados. Ele pode ser empregado, por exemplo, em movimentação vertical, acesso em espaço confinado e trabalhos em altura nos planos inclinados.

 

Modelo para cabo de aço

 

Esse modelo de travaquedas deve ser utilizado em sistema de proteção contra quedas composto em linhas verticais de cabo de aço galvanizado ou inox. Pode ser empregado, por exemplo, em movimentação vertical nas escadas tipo marinheiro tanto internas quanto externas, em fábricas, navios e obras, entre outros.

 

Aprenda a usar o travaquedas

 

Para que o travaquedas exerça a sua função de garantir segurança ao trabalhador e proteja sua vida, é preciso que seja feito o uso correto do equipamento. Afinal, de nada adianta fornecê-lo ao funcionário se não instruí-lo de maneira eficaz.

 

Com a finalidade de ajudar você, vamos mostrar a seguir a forma correta de usar o equipamento. Siga o passo a passo para melhor compreensão.

 


Conecte o dispositivo no cinturão

 

Antes de tudo, é necessário verificar se a espessura da corda ou do cabo de aço será suficiente para suportar o peso do trabalhador no caso de uma queda. Leve em conta que cada passo deve ser antecedido por uma avaliação do material e das condições em que será aplicado.

 

Certificada essa parte, é preciso conectar, de maneira correta e segura, o travaquedas no cinturão. Lembre-se de fazer isso enquanto o funcionário ainda estiver no chão ou piso inferior.

 

Verifique o funcionamento do equipamento

 

Ao usar o travaquedas, é de grande importância que você o faça conforme especificado pelo manual do fabricante. Leia-o atentamente antes de iniciar qualquer procedimento.

 


Conecte corretamente o dispositivo

 

Você deve ficar atento à posição correta da conexão na linha de vida (corda ou cabo de aço) ou no ponto de ancoragem devidamente definido. Para que não haja dúvidas, o próprio equipamento indica qual é a maneira certa de conectá-lo.

 

Não desconsidere essa orientação: não seguir as instruções, comprometerá o funcionamento correto do dispositivo de segurança.

 

Verifique se está devidamente travado

 

É preciso tomar alguns cuidados nessa etapa, pois, ao encaixar a corda, você deve verificar se o aparelho ficou fechado da maneira correta. Caso contrário, o trabalhador estará sujeito ao risco de o equipamento de proteção individual não funcionar de forma eficaz, caso ocorra uma queda.

 

Acione a trava, caso necessário

 

Para ter a certeza de que o equipamento funcionará de maneira adequada, lembre-se de acionar a trava de segurança nos travaquedas que possuem este mecanismo.

 

Faça um teste antes de usar o travaquedas

 

Antes do efetivo uso do dispositivo, é recomendável que o empregado faça uma simulação para verificar se o equipamento funcionaria caso ocorresse uma possível queda.

 

Se perceber uma falha, veja o que a ocasionou. Caso o colaborador esteja inseguro, é importante que solicite a ajuda de um técnico para verificar a causa do problema. Se não observou nenhuma eventualidade ao realizar o teste, é sinal de que o travaquedas está seguro para a realização das tarefas.

 

Cuide bem do dispositivo travaquedas

 

O travaquedas é um dispositivo individual e necessita de cuidados de higienização para sua adequada conservação. Do mesmo modo, deve ser permanentemente verificada a necessidade de alguma manutenção do equipamento quando não estiver em uso. Afinal, isso não pode ser descoberto no momento do uso, não é mesmo?

 

A manutenção do dispositivo deve ser realizada uma ou mais vezes por ano e sempre que houver demanda. Leve em conta, ainda, o prazo de validade do equipamento.

 

Por seu turno, uma higienização realizada semanalmente, além de manter o equipamento limpo, evita a ocorrência de desgastes e oxidação. O procedimento de limpeza pode ser assim resumido:

 

Ø usar um pano úmido com um pouco de sabão para partes metálicas;

Ø enxaguar o pano e passe-o ainda úmido para remover o sabão;

Ø seque o dispositivo com um pano seco;

Ø nas partes têxteis do equipamento, lavar com água e sabão;

Ø secar à sombra.

 


Saiba da importância dos itens de segurança em altura

 

O trabalho em altura precisa ser abordado com uma atenção diferenciada, principalmente em razão dos elevados riscos envolvidos com atividades nessas condições. A ocorrência de um acidente sem a adoção dos devidos cuidados de proteção pode trazer consequências graves e até fatais.

 

Itens de segurança sempre são indispensáveis e sua utilização adequada não pode ser descuidada. Por esse motivo, em especial na atividade em altura, a própria regulamentação normativa confere tratamento ainda mais ampliado aos cuidados que precisam ser adotados.

 

Nesse sentido, outro aspecto de importância na utilização de itens de segurança para o trabalho em altura está no adequado cumprimento das normas que regulam o assunto. Os custos resultantes de uma abordagem fiscalizadora flagrando o descumprimento daquelas previsões podem ser muito elevados.

 

Por sua vez, a responsabilidade assumida com a segurança do pessoal que opera em altura é essencial na construção de uma cultura preventiva no ambiente laboral. Tanto os equipamentos utilizados como a própria atividade chamam a atenção de outros colaboradores, provocando a visualização dos cuidados adotados e fortalecendo a ideia de prevenção.

 

De modo geral, devem ser considerados os seguintes equipamentos para a segurança do trabalho em altura, entre outros:

 

Ø ancoragem;

Ø cabos e cordas (linha de vida);

Ø cinto de segurança;

Ø trava-quedas;

Ø talabartes;

Ø escada;

Ø polias;

Ø conectores;

Ø capacete;

Ø óculos de segurança;

Ø luvas;

Ø calçado de segurança.

 

Equipamentos de segurança em geral, mas particularmente o dispositivo travaquedas deve ser utilizado em treinamentos constantes em pequenas alturas seguras. É indispensável a experiência do trabalhador com o uso do equipamento, não apenas na sua instalação, mas sentindo de fato como opera.

 

Observe a certificação do item e compre-o de um fornecedor bem-conceituado

 

Quando a empresa vai adquirir um equipamento de proteção individual, ela não deve levar em conta apenas o valor a ser desembolsado (o preço do produto). O excesso de economia, sem olhar a qualidade, não é compatível com um ambiente laboral seguro.

 

Nesse sentido, a atenção deve ser redobrada ao comprar um travaquedas. Assim, é indispensável observar se o fabricante obedeceu àquilo que prescreve a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e o INMETRO, pois é o que indicará se o produto oferece a qualidade necessária.

 

Além disso, como se viu, o travaquedas deve estar associado ao cinto de segurança produzido pelo mesmo fabricante. Assim, juntamente com a documentação técnica do dispositivo, considere a origem e, preferencialmente, faça a aquisição conjunta de cinto e travaquedas.

 

Embora o travaquedas não possua CA, todo produto considerado EPI deve estar com seu respectivo CA atualizado e vigente. Verificar essa condição é indispensável nos momentos de aquisição de equipamentos de segurança e o pessoal responsável pelas compras da empresa deve estar ciente desses detalhes.

 

Assim, ao adquirir o cinto de segurança e o travaquedas necessário, é importante fazer essa verificação. A certificação do Ministério do Trabalho, da ABNT, do INMETRO e demais órgãos certificadores devem ser levados a sério pois são a garantia da segurança necessária na fabricação dos equipamentos de segurança.

 

Finalmente, considere avaliar com cuidado o fornecedor dos equipamentos de segurança para a empresa. Veja mais detalhes a seguir.

 

Escolha o fornecedor adequado para seus itens de segurança

 

Um ponto de extrema importância é a escolha correta da empresa que fornecerá o equipamento para fins de segurança do trabalho. Dessa forma, diversos aspectos da empresa que comercializa os itens necessários devem ser avaliados.

 

É preciso, antes de tudo, que seja uma empresa com credibilidade no mercado. Isso significa que se trata de um fornecedor que conquistou a confiança dos usuários por razões diversas como, por exemplo, pela qualidade dos produtos fornecidos.

 

Além disso, observe a experiência desse fornecedor e por quanto tempo vem operando no setor de EPI e demais equipamentos de segurança. Verifique se todo o tempo vem comercializando apenas produtos que tenham passado por um rígido controle de qualidade.

 


Com essas ações, você dará o primeiro passo para garantir a segurança, o conforto e o bem-estar dos funcionários da sua empresa.

 

Como visto, o dispositivo travaquedas é um equipamento de proteção indispensável para os colaboradores que executam trabalho em altura. Por isso, é importante seguir as instruções do fabricante e as nossas dicas, que ajudarão a proporcionar um ambiente seguro a seus empregados.

 

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