segunda-feira, 13 de julho de 2026

 



 

ESTRESSE OCUPACIONAL: O QUE É, QUAIS TIPOS E COMO IDENTIFICAR

 

 


 

O estresse ocupacional é um dos maiores desafios enfrentados pelos profissionais em ambientes de trabalho modernos. Com a crescente demanda por produtividade e as mudanças constantes nas organizações, muitos colaboradores acabam submetidos a situações de alta pressão.

Esse fenômeno não afeta apenas a saúde dos trabalhadores, mas também a segurança no trabalho, comprometendo o desempenho e aumentando os riscos de acidentes. Entender o que é o estresse ocupacional, seus tipos, fases e como ele se relaciona com a segurança no trabalho é necessário para empresas que desejam promover um ambiente saudável e seguro.

Neste artigo falaremos sobre os fatores que contribuem para o estresse ocupacional, os tipos, quais as características do esgotamento, o impacto na segurança do trabalho, e qual o papel da empresa nesse cenário. Continue a leitura.

 

O que é estresse ocupacional?

Estresse ocupacional é a resposta física, emocional e mental que ocorre quando as exigências do trabalho ultrapassam a capacidade do indivíduo de lidar com elas de forma saudável. Ele surge quando o trabalhador se sente pressionado por fatores como alta carga de trabalho, prazos apertados, conflitos interpessoais, falta de controle sobre suas tarefas ou ambiente de trabalho desfavorável.

Embora uma certa dose de estresse seja normal e até motivadora, o estresse ocupacional excessivo ou prolongado pode levar a problemas graves, como esgotamento físico e psicológico, redução da produtividade, problemas de saúde (ansiedade, depressão, doenças cardiovasculares) e aumento no risco de acidentes de trabalho.

 

Fatores que contribuem para o estresse ocupacional

·      Carga de trabalho excessiva

·      Falta de controle sobre as atividades

·      Ambiente de trabalho hostil ou tóxico

·      Expectativas pouco claras ou conflitantes

·      Falta de apoio de colegas ou supervisores

 

Quais são os tipos de estresse?

O estresse pode ser classificado em categorias que refletem a natureza, duração e intensidade da resposta ao estressor. No contexto ocupacional, os principais tipos são:

 

Estresse agudo

É o tipo mais comum e ocorre como resposta a situações pontuais e imediatas, como prazos apertados, apresentações importantes ou crises súbitas no trabalho. Ele provoca reações rápidas no corpo, como aumento da frequência cardíaca e tensão muscular, mas geralmente desaparece quando o evento estressor termina.

 

Estresse agudo episódico

Esse tipo acontece quando o estresse agudo é recorrente. Pessoas que frequentemente enfrentam situações de pressão ou que vivem em constante estado de urgência podem desenvolver esse tipo de estresse. Ele pode ser resultado de estilos de vida caóticos ou de ambientes de trabalho com demandas excessivas e repetitivas.

 

Estresse crônico

O estresse crônico surge quando a exposição a fatores estressantes persiste por um longo período, como ambientes de trabalho tóxicos, carga de trabalho excessiva ou insegurança no emprego. Ele é perigoso porque pode passar despercebido, tornando-se parte da rotina e levando a consequências graves para a saúde física e mental.

 

Estresse traumático

Associado a eventos críticos, como acidentes graves no trabalho ou situações de risco de vida. Esse tipo de estresse pode evoluir para transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), caracterizado por flashbacks, pesadelos e hipervigilância.

Conhecer os diferentes tipos de estresse é fundamental para identificar os sinais precocemente e adotar medidas preventivas. No ambiente de trabalho, reconhecer esses tipos permite que empresas e colaboradores desenvolvam estratégias para reduzir o impacto e promover um ambiente mais saudável e seguro.

 

Qual a fase mais perigosa do estresse?

A fase mais perigosa do estresse ocupacional é o esgotamento (também conhecido como 'burnout'). Nesse estágio, o trabalhador atinge um ponto crítico em que seus recursos físicos, emocionais e mentais estão completamente exauridos, resultando em consequências graves para a saúde e segurança.

 

Características da fase de esgotamento

Exaustão física e mental: sensação constante de cansaço extremo, mesmo após períodos de descanso.

Despersonalização: atitudes sarcásticas ou desapego emocional em relação ao trabalho, colegas e até a si mesmo.

Baixa realização pessoal: sentimento de incompetência, fracasso ou inutilidade no desempenho das tarefas.

Problemas de saúde: insônia, dores musculares, problemas gastrointestinais, ansiedade e depressão são comuns.

 

Sinais de alerta

·      Queda acentuada na produtividade e aumento nos erros.

·      Falta de motivação para realizar tarefas diárias.

·      Isolamento social ou conflitos frequentes no ambiente de trabalho.

·      Sintomas físicos persistentes, como dores de cabeça, problemas cardíacos ou imunidade baixa.

 

Impacto na segurança do trabalho

O esgotamento compromete seriamente a segurança no trabalho, pois trabalhadores nessa fase tendem a estar distraídos, fatigados e propensos a cometer erros que aumentam o risco de acidentes. Empresas devem agir preventivamente para evitar que os colaboradores alcancem essa fase, oferecendo suporte, ajustando cargas de trabalho e promovendo ambientes saudáveis.

 

Como identificar estresse no ambiente de trabalho?

Embora os sinais possam variar de pessoa para pessoa, existem indicadores comportamentais, emocionais e físicos que ajudam a reconhecer quando um colaborador ou uma equipe está sofrendo com estresse ocupacional. A seguir listamos os sinais mais comuns, acompanhe:

 

Sinais comportamentais

·      Queda na produtividade: desempenho reduzido, aumento nos erros e dificuldade em cumprir prazos.

·      Mudanças de Comportamento: isolamento, irritabilidade, procrastinação ou explosões de raiva.

·      Presenteísmo: o colaborador está fisicamente presente, mas não consegue se concentrar ou ser produtivo.

·      Absenteísmo: aumento na frequência de faltas ou licenças médicas.

 

Sinais emocionais

·      Ansiedade e irritabilidade: sensação constante de tensão, preocupação excessiva ou impaciência.

·      Desmotivação: falta de interesse nas atividades, apatia e desânimo geral.

·      Mudanças de humor: oscilações emocionais frequentes, com períodos de euforia seguidos por desânimo.

·      Sensação de sobrecarga: sentimento de que as demandas de trabalho são incontroláveis.

 

Sinais físicos

·      Fadiga excessiva: cansaço persistente, mesmo após descanso.

·      Dores de cabeça e musculares: tensão nos ombros, pescoço e costas.

·      Distúrbios do sono: insônia ou sono não reparador.

·      Problemas gastrointestinais: náuseas, dores estomacais ou alterações no apetite.

 

Fatores de risco

·      Carga de trabalho excessiva: exigências que excedem as capacidades do colaborador.

·      Falta de controle: ausência de autonomia ou participação nas decisões.

·      Conflitos interpessoais: problemas com colegas ou superiores.

·      Ambiente hostil: pressão constante, assédio moral ou falta de apoio.

Reconhecer o estresse no ambiente de trabalho é o primeiro passo para criar estratégias eficazes de prevenção. A identificação precoce permite que empresas implementem ações corretivas, promovendo um ambiente de trabalho mais saudável, seguro e produtivo.

 

Qual é o papel da empresa?

Cabe à organização implementar políticas e práticas que previnam o estresse excessivo, ofereçam suporte aos colaboradores e promovam o bem-estar. Veja a seguir as principais responsabilidades da empresa:

 

Identificação do estresse ocupacional

·      Realizar avaliações periódicas de clima organizacional e saúde mental.

·      Monitorar indicadores como absenteísmo, presenteísmo, rotatividade e reclamações para identificar sinais de estresse.

 

Criação de um ambiente saudável

·      Carga de trabalho balanceada: garantir que as demandas sejam compatíveis com as capacidades dos colaboradores.

·      Horários flexíveis: oferecer alternativas como trabalho remoto e jornada flexível para equilibrar vida pessoal e profissional.

·      Ergonomia: proporcionar um ambiente físico confortável, com mobiliário adequado e condições seguras.

 

Promoção de suporte psicológico

·      Disponibilizar Programas de Assistência ao Empregado (PAE), com acesso a psicólogos e orientações especializadas.

·      Implementar canais de comunicação para que os colaboradores possam expressar suas preocupações de forma segura e confidencial.

 

Educação e treinamento

·      Oferecer palestras e workshops sobre gestão do estresse, inteligência emocional e resiliência.

·      Promover campanhas de conscientização sobre saúde mental no ambiente de trabalho.

 

Políticas de prevenção e intervenção

·      Criar políticas claras para prevenir assédio moral, sobrecarga de trabalho e outros fatores de risco.

·      Garantir que os colaboradores tenham acesso a pausas regulares e períodos adequados de descanso.

 

Relação com a Segurança do Trabalho

O estresse ocupacional afeta diretamente a segurança do trabalho, pois trabalhadores estressados são mais propensos a cometer erros, sofrer acidentes e apresentar problemas de saúde. Portanto, a empresa deve:

·      Integrar a gestão do estresse às políticas de Saúde e Segurança do Trabalho (SST).

·      Garantir que medidas preventivas incluam não apenas riscos físicos, mas também riscos psicossociais.

 

Conclusão

O estresse ocupacional afeta tanto a saúde dos trabalhadores quanto a produtividade das empresas. Quando não gerenciado, pode levar ao esgotamento físico e emocional, além de aumentar o risco de acidentes de trabalho. A identificação precoce dos sinais de estresse, aliada a políticas organizacionais eficazes, ajuda a promover um ambiente seguro, saudável e produtivo.

As empresas, por sua vez, podem criar ambientes de trabalho equilibrados, oferecer suporte psicológico, capacitar lideranças empáticas e integrar a gestão do estresse às políticas de Saúde e Segurança do Trabalho (SST). Dessa forma, conseguem não apenas proteger seus colaboradores, mas também impulsionar resultados positivos, como maior engajamento, retenção de talentos e redução de custos associados ao absenteísmo e à rotatividade.

Investir na prevenção e no manejo do estresse ocupacional é uma estratégia que visa construir uma cultura organizacional sólida, onde o bem-estar dos colaboradores é prioridade, resultando em um ambiente mais seguro, humano e produtivo.

 

 

 

 


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sexta-feira, 10 de julho de 2026

 



 

ATUALIZAÇÃO DA NR-16 - NOVOS CRITÉRIOS DE PERICULOSIDADE PARA MOTOCICLISTAS E IMPACTOS PARA AS EMPRESAS

 

 


 

A NR-16, que trata das atividades e operações perigosas, foi atualizada com a publicação da Portaria MTE nº 2.021, de 03 de dezembro de 2025, que instituiu o Anexo V — Atividades Perigosas em Motocicleta.

A nova regulamentação entra em vigor em 03 de abril de 2026, estabelecendo critérios técnicos claros para caracterização e descaracterização da periculosidade nas atividades que envolvem o uso de motocicletas.

Essa atualização representa um avanço significativo na segurança jurídica e técnica, ao detalhar de forma objetiva situações que, até então, eram amplamente discutidas no âmbito administrativo e judicial.

Contexto legal da periculosidade para motociclistas

A periculosidade para trabalhadores que utilizam motocicletas não é um tema recente no Brasil. A Lei nº 12.997/2014 alterou o artigo 193 da CLT, incluindo essa atividade como potencialmente perigosa. No entanto, por muitos anos, a ausência de regulamentação técnica clara gerou um cenário de insegurança jurídica.

Na prática, isso se refletia em interpretações divergentes entre empresas, fiscalizações e decisões judiciais. Algumas organizações optavam por pagar o adicional de forma generalizada para evitar passivos trabalhistas, enquanto outras adotavam uma postura restritiva, muitas vezes questionada judicialmente.

A criação do Anexo V da NR-16 surge justamente para eliminar essa lacuna, trazendo critérios técnicos objetivos e padronizando a forma de análise da atividade.

Objetivo do Anexo V da NR-16

O Anexo V foi estruturado para transformar um conceito legal amplo em um processo técnico de avaliação. A norma passa a estabelecer que a caracterização da periculosidade não depende apenas da existência da motocicleta na atividade, mas sim do contexto em que ela é utilizada.

Isso significa que a análise deve considerar o ambiente de trabalho, a forma de execução da atividade e o nível de exposição ao risco. Essa abordagem reduz a subjetividade e fortalece o papel técnico do profissional de segurança do trabalho, que passa a ter parâmetros mais claros para fundamentar suas conclusões.

Critérios técnicos para caracterização da periculosidade

A caracterização da periculosidade passa a depender de uma análise integrada de três elementos principais: o uso da motocicleta, o ambiente em que a atividade é realizada e a frequência da exposição ao risco.

Utilização da motocicleta como ferramenta de trabalho

A norma deixa claro que a motocicleta precisa estar diretamente vinculada à atividade profissional. Isso significa que não basta o trabalhador eventualmente utilizar esse meio de transporte; é necessário que ele seja essencial para a execução da função.

Na prática, isso diferencia claramente situações em que a motocicleta é apenas um meio ocasional de deslocamento daquelas em que ela é indispensável para o trabalho, como ocorre com entregadores, técnicos de campo ou profissionais que realizam atendimento externo. Esse vínculo direto com a atividade é o que justifica a análise da periculosidade.

Atuação em vias públicas

Outro ponto central é o ambiente onde a atividade ocorre. A norma considera que a exposição ao risco está diretamente associada à circulação em vias públicas, onde o trabalhador está sujeito a um ambiente não controlado.

O trânsito apresenta variáveis imprevisíveis, como comportamento de terceiros, condições da via, fluxo intenso de veículos e situações inesperadas. Essa combinação cria um cenário de risco elevado, principalmente para motociclistas, que possuem menor proteção física em comparação com outros veículos.

Por isso, a atuação em vias públicas é um elemento determinante para a caracterização da periculosidade.

Exposição habitual e permanente

A habitualidade da exposição ao risco é um fator decisivo na análise. A norma exige que o trabalhador esteja exposto de forma contínua ou frequente, inserida na rotina da atividade.

Isso evita distorções, como enquadrar atividades pontuais ou esporádicas como perigosas. A lógica é que o adicional de periculosidade deve refletir uma condição permanente de risco, e não situações eventuais.

Essa exigência reforça a necessidade de uma análise criteriosa da atividade, considerando a frequência real de utilização da motocicleta.

Natureza do risco na atividade com motocicleta

O risco associado à atividade com motocicleta não está apenas no veículo, mas na combinação de fatores que envolvem sua utilização. A motocicleta, por sua própria natureza, oferece menor proteção ao condutor, deixando o trabalhador mais exposto em caso de acidente.

Além disso, o trânsito é um ambiente dinâmico e imprevisível, onde o comportamento de outros condutores, as condições da via e fatores externos influenciam diretamente o nível de risco. Essa combinação de alta probabilidade de ocorrência de acidentes com elevada gravidade das consequências é o que fundamenta tecnicamente o enquadramento da atividade como perigosa.

Situações que descaracterizam a periculosidade

A norma também avança ao definir de forma clara as situações em que a periculosidade não se aplica, evitando generalizações e enquadramentos indevidos.

Deslocamento residência-trabalho

O uso da motocicleta para deslocamento entre a residência e o local de trabalho não caracteriza periculosidade. Esse entendimento se baseia no fato de que esse trajeto não faz parte da execução da atividade laboral, além de não estar sob controle direto do empregador.

Embora exista risco nesse deslocamento, ele não é considerado um risco ocupacional nos termos da norma, o que afasta a obrigatoriedade do adicional.

Uso eventual ou esporádico

A utilização eventual da motocicleta também não configura periculosidade. Quando o uso ocorre de forma esporádica, sem integrar a rotina do trabalhador, não há exposição contínua ao risco.

Esse critério é importante para evitar que situações pontuais, como substituições ocasionais ou atividades não recorrentes, sejam enquadradas como perigosas. A norma reforça que a habitualidade é essencial para a caracterização.

Atividades em ambientes controlados

Quando a atividade ocorre exclusivamente em ambientes internos ou áreas privadas, a periculosidade tende a não se caracterizar. Isso ocorre porque esses ambientes permitem maior controle das condições de operação, como sinalização, organização do tráfego e procedimentos internos.

Esse controle reduz significativamente a probabilidade de acidentes graves, diferenciando esses cenários das vias públicas, onde o risco é mais elevado e menos previsível.

Laudo técnico: elemento central da caracterização

A nova NR-16 reforça o papel do laudo técnico como base para a tomada de decisão. A caracterização da periculosidade passa a depender de uma análise formal, fundamentada e documentada.

Estrutura do laudo

Um laudo técnico consistente deve apresentar uma descrição detalhada da atividade, analisando o ambiente de trabalho, a forma de execução das tarefas e a frequência de exposição ao risco. Essa análise precisa ser técnica, baseada em evidências e alinhada com os critérios estabelecidos na norma.

A qualidade desse documento é fundamental, pois ele será utilizado como referência tanto para a empresa quanto para fiscalizações e eventuais processos judiciais.

Responsabilidade e implicações

A elaboração do laudo implica responsabilidade técnica por parte do profissional que o assina. Isso exige rigor na análise e fundamentação adequada das conclusões.

Um laudo mal elaborado pode expor a empresa a riscos trabalhistas, enquanto um documento bem estruturado contribui para segurança jurídica e consistência na gestão de SST.

Adicional de periculosidade: critérios e aplicação

O adicional de periculosidade permanece com o percentual de 30% sobre o salário-base, conforme previsto na legislação.

Base de cálculo

A aplicação sobre o salário-base significa que o cálculo não considera outros adicionais ou gratificações. Essa definição garante padronização na forma de pagamento e evita distorções na aplicação do adicional.

Condição de pagamento

O pagamento do adicional está diretamente vinculado à condição de exposição ao risco. Caso essa condição deixe de existir, seja por mudança de função ou alteração no processo de trabalho, o adicional pode ser cessado, desde que haja justificativa técnica adequada.

Esse aspecto exige monitoramento contínuo por parte da empresa.

Impactos para empresas e gestão de SST

A atualização da NR-16 exige uma abordagem mais estruturada por parte das empresas na gestão da periculosidade.

Revisão de processos internos

Será necessário revisar atividades, funções e a forma como a motocicleta é utilizada dentro da operação. Essa análise pode levar à reclassificação de funções e ajustes na organização do trabalho.

Integração com o PGR

A análise da periculosidade deve estar integrada ao Programa de Gerenciamento de Riscos, considerando a identificação do perigo, avaliação do risco e definição de medidas de controle.

Essa integração fortalece a consistência da gestão de SST.

Gestão de custos e passivos

A norma traz maior previsibilidade, permitindo que as empresas identifiquem corretamente quando o adicional é devido e quando não é. Isso pode gerar tanto aumento de custos quanto redução de passivos, dependendo da situação.

Conclusão: evolução técnica da NR-16

A criação do Anexo V representa um avanço importante na regulamentação das atividades com motocicleta. A norma estabelece critérios claros, reduz a subjetividade e fortalece a análise técnica.

Para as empresas, o desafio passa a ser estruturar corretamente essa análise, integrando a periculosidade à gestão de riscos e garantindo conformidade com a legislação.

 

 

 

 

 

 

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ABSENTEÍSMO - O QUE É, IMPACTOS E COMO DIMINUIR NAS EMPRESAS

 

 


 

O absenteísmo e o turnover são dois grandes desafios enfrentados pelas empresas no dia a dia. Ambos podem gerar custos elevados, comprometer a produtividade e, sobretudo, afetar diretamente a segurança do trabalho. Entender suas causas e como preveni-los mantém um ambiente saudável e seguro para todos os colaboradores.

O absenteísmo é caracterizado pela ausência dos funcionários no ambiente de trabalho, seja por motivos justificados ou não. Ele pode ocorrer por questões de saúde, problemas pessoais, acidentes de trabalho ou até mesmo falta de engajamento. Quando o absenteísmo é frequente, as empresas enfrentam dificuldades em manter a continuidade dos processos, o que pode levar a um aumento nos riscos relacionados à segurança.

Para combater o absenteísmo e o turnover, as empresas precisam investir em práticas eficazes de gestão de pessoas, com foco na segurança e no bem-estar dos colaboradores.

No artigo de hoje falaremos sobre absenteísmo, tipos, principais causas, impactos para as empresas e como reduzir. Continue a leitura.

O que é absenteísmo?

Absenteísmo é o termo usado para descrever a ausência frequente ou prolongada de um colaborador do ambiente de trabalho, seja por motivos justificados ou não. Ele pode incluir faltas, atrasos e saídas antecipadas, e pode ser resultado de diversos fatores, como problemas de saúde, questões pessoais, falta de engajamento, acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais.

Existem dois tipos principais de absenteísmo:

Absenteísmo justificado: ocorre quando o colaborador tem uma razão legítima para a ausência, como doenças, licenças médicas, emergências familiares ou obrigações legais. Nesses casos, geralmente é possível prever ou justificar a ausência com documentos médicos ou autorizações formais.

Absenteísmo injustificado: refere-se a ausências sem motivo claro ou justificativa, como faltas recorrentes sem aviso prévio, atrasos contínuos ou saídas antecipadas frequentes. Esse tipo de absenteísmo pode sinalizar problemas de engajamento ou desmotivação por parte do colaborador.

O absenteísmo pode impactar negativamente as empresas, resultando em perda de produtividade, aumento de custos e até problemas relacionados à segurança do trabalho, quando sobrecarrega outros colaboradores ou afeta o fluxo normal de atividades.

Principais causas do absenteísmo

O absenteísmo no ambiente de trabalho pode ser atribuído a diversos fatores, que geralmente se interrelacionam. Entre os mais comuns podemos citar:

Problemas de saúde

Doenças físicas: resfriados, gripes, dores crônicas, problemas musculoesqueléticos (como dores nas costas) e doenças mais graves podem resultar em afastamentos regulares.

Doenças ocupacionais: condições de trabalho inadequadas, como ergonomia deficiente, exposição a agentes nocivos e estresse, podem gerar doenças ocupacionais, levando ao absenteísmo.

Acidentes de trabalho: funcionários que sofrem acidentes no ambiente de trabalho podem precisar de tempo para se recuperar, aumentando o número de ausências.

Saúde mental

Estresse: excesso de pressão no ambiente de trabalho, falta de equilíbrio entre vida pessoal e profissional e prazos apertados podem causar estresse elevado, levando a faltas frequentes.

Depressão e ansiedade: transtornos mentais estão cada vez mais comuns no ambiente de trabalho e podem resultar em longos períodos de afastamento se não forem devidamente tratados.

Insatisfação com o trabalho

Falta de motivação e engajamento: funcionários desmotivados ou insatisfeitos com o ambiente de trabalho, suas funções ou remuneração tendem a faltar com mais frequência.

Falta de reconhecimento: quando os colaboradores não se sentem valorizados ou reconhecidos por seus esforços, a desmotivação pode levar ao aumento de ausências.

Condições de trabalho inadequadas

Ambiente de trabalho inseguro: locais de trabalho com altos índices de acidentes, condições insalubres ou que oferecem pouca proteção aos funcionários podem gerar afastamentos frequentes.

Sobrecarga de trabalho: a distribuição desigual de tarefas ou uma carga de trabalho excessiva pode causar desgaste físico e emocional, levando a faltas.

Cultura organizacional

Falta de suporte e clima organizacional negativo: um ambiente de trabalho negativo, com má gestão, falta de comunicação e ausência de apoio aos colaboradores, pode aumentar significativamente o absenteísmo.

Qual o impacto para as empresas?

O absenteísmo pode gerar impactos significativos nas empresas, tanto em termos financeiros quanto na eficiência e segurança do ambiente de trabalho. A seguir listamos os principais:

Redução da produtividade

Quando colaboradores faltam com frequência, as equipes ficam desfalcadas, resultando em:

Atrasos na execução de tarefas: a ausência de um membro pode interromper o fluxo de trabalho, atrasando prazos e metas.

Sobrecarga dos outros funcionários: a equipe restante pode ser sobrecarregada, o que, por sua vez, aumenta o risco de erros, fadiga e até acidentes de trabalho.

Aumento de custos operacionais

O absenteísmo pode causar um aumento nos custos para a empresa, como:

Pagamentos por horas extras: outros funcionários precisam cobrir a ausência, muitas vezes fazendo horas extras, o que gera custos adicionais.

Contratação temporária: dependendo da duração do absenteísmo, a empresa pode precisar contratar trabalhadores temporários ou substituir os ausentes, o que também eleva as despesas.

Treinamento de novos funcionários: quando substitutos são necessários, o treinamento deles envolve tempo e recursos adicionais.

Aumento dos riscos à segurança do trabalho

O absenteísmo pode afetar diretamente a segurança no ambiente de trabalho, já que:

·      Funcionários sobrecarregados ficam mais suscetíveis a acidentes devido ao estresse e à fadiga.

·      Novos funcionários ou temporários podem não estar totalmente familiarizados com as normas de segurança, aumentando os riscos de incidentes.

·      Ausência de funcionários experientes pode significar que normas e práticas de segurança não sejam seguidas rigorosamente.

Prejuízo ao clima organizacional

Quando o absenteísmo se torna frequente, o clima organizacional pode se enfraquecer:

Motivação baixa entre os funcionários: aqueles que permanecem na empresa podem se sentir sobrecarregados ou injustiçados, o que afeta o moral da equipe.

Aumento de conflitos internos: a sobrecarga de trabalho gerada pelas ausências pode resultar em tensões e conflitos entre os colaboradores.

Aumento do turnover

O absenteísmo elevado pode contribuir para o aumento da rotatividade (turnover) de funcionários. A insatisfação com a sobrecarga de trabalho ou a desmotivação causada por um ambiente de trabalho mal gerido pode levar os funcionários a buscarem oportunidades em outras empresas. Isso gera um ciclo negativo de absenteísmo e turnover, dificultando a estabilidade da força de trabalho.

As empresas precisam desenvolver estratégias eficientes de gestão de pessoas, como promover um ambiente de trabalho saudável, implementar programas de segurança do trabalho e investir em políticas de bem-estar e reconhecimento. O monitoramento regular das taxas de absenteísmo também permite que a organização identifique rapidamente problemas e adote medidas corretivas.

Como diminuir o absenteísmo?

Promover o bem-estar no ambiente de trabalho

Investir na saúde física e mental dos colaboradores influencia na redução do absenteísmo:

Programas de saúde ocupacional: realizar campanhas de conscientização sobre cuidados com a saúde, incentivar check-ups médicos periódicos e fornecer apoio para adoção de hábitos saudáveis (como ginástica laboral e alimentação adequada).

Apoio à saúde mental: oferecer suporte psicológico, como terapia ocupacional ou coaching, pode ajudar a prevenir o absenteísmo causado por estresse, ansiedade e depressão. A criação de espaços para descompressão e diálogo também pode ser benéfica.

Investir na segurança do trabalho

Garantir um ambiente seguro é fundamental para reduzir acidentes e doenças ocupacionais:

Treinamentos constantes de segurança: educar os funcionários sobre práticas seguras, uso adequado de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e protocolos de segurança pode minimizar o risco de acidentes e afastamentos.

Ergonomia: adotar soluções ergonômicas adequadas ao ambiente de trabalho reduz lesões por esforço repetitivo e outros problemas de saúde que causam afastamentos.

Melhorar o clima organizacional

Um ambiente de trabalho positivo e colaboradores engajados tendem a faltar menos:

Reconhecimento e valorização: criar uma cultura de reconhecimento, na qual os colaboradores se sintam valorizados por seus esforços e conquistas, aumenta a motivação e o comprometimento.

Programas de desenvolvimento e carreira: investir no desenvolvimento pessoal e profissional dos funcionários por meio de capacitações e planos de carreira gera mais satisfação e retenção.

Comunicação aberta: manter uma comunicação clara e transparente entre gestão e colaboradores, permitindo que problemas sejam discutidos e resolvidos com antecedência, evita o acúmulo de frustrações.

Monitorar e analisar o absenteísmo

Acompanhar de perto as taxas de absenteísmo e suas causas permite ações preventivas mais rápidas:

Indicadores de absenteísmo: criar um sistema de monitoramento que registre as ausências e suas razões, para identificar padrões e tendências.

Pesquisa de clima organizacional: realizar pesquisas periódicas para entender o nível de satisfação dos colaboradores e possíveis fontes de insatisfação ou estresse.

Gerenciamento de afastamentos

Gerir corretamente os afastamentos e facilitar o retorno dos colaboradores ao trabalho pode reduzir a reincidência do absenteísmo:

Programas de retorno ao trabalho: para colaboradores que se ausentaram por motivos de saúde ou acidentes, criar programas de retorno gradual ao trabalho, oferecendo suporte médico e psicológico quando necessário.

Assistência a colaboradores afastados: manter contato com os funcionários afastados para oferecer suporte durante o período de ausência pode acelerar o processo de recuperação e evitar afastamentos prolongados.

Implementar essas práticas de maneira consistente pode não só reduzir o absenteísmo, mas também aumentar a produtividade, o engajamento e a satisfação dos colaboradores, criando um ambiente de trabalho mais saudável e eficiente.

Conclusão

Como vimos, o absenteísmo é um desafio significativo para as empresas, com impactos diretos na produtividade, nos custos operacionais e na segurança do trabalho. Reduzir as taxas de ausência requer uma abordagem estratégica que envolve a promoção da saúde física e mental dos colaboradores, a melhoria do ambiente de trabalho, e a criação de políticas flexíveis que incentivem o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal.

Empresas que investem em programas de segurança do trabalho, políticas de bem-estar e gestão de pessoas tendem a observar uma diminuição significativa no absenteísmo e, consequentemente, uma melhoria no desempenho geral. O acompanhamento contínuo das causas das ausências e a implementação de soluções personalizadas para cada situação criam um ambiente mais produtivo, saudável e seguro para todos.

A adoção de práticas eficazes de gestão de absenteísmo também resulta em uma cultura organizacional mais forte e engajada, promovendo a retenção de talentos.

 

 



 

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quarta-feira, 8 de julho de 2026

 



 

DECISÃO JUDICIAL IMPEDE SANÇÕES SOBRE RISCOS PSICOSSOCIAIS PARA EMPRESAS LIGADAS À FIESP

 

 


 

Por Redação Proteção — A FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) obteve, na última segunda-feira (16), uma decisão favorável na Justiça Federal de São Paulo que impede o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) de aplicar determinadas sanções administrativas relacionadas aos fatores de riscos psicossociais previstos em três subitens da NR 1.

A decisão, proferida pela juíza Cristiane Farias Rodrigues dos Santos, da 9ª Vara Cível Federal de São Paulo, beneficia as cerca de 130 mil empresas representadas pela Fiesp e por seus 131 sindicatos patronais filiados.

A medida não suspende nem anula a atualização da NR 1, que permanece integralmente em vigor. Também não desobriga as empresas de cumprir as exigências previstas na norma. O que a decisão determina, em caráter provisório, é que o MTE não poderá autuar, multar ou aplicar outras sanções administrativas relacionadas à expressão “fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho” presente em três subitens específicos da norma:

·      1.5.3.1.4, que define a abrangência do gerenciamento de riscos ocupacionais;

·      1.5.3.2.1, que estabelece que a organização deve considerar as condições de trabalho, incluindo os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho;

·      1.5.4.4.5.3, que trata da avaliação da probabilidade de lesões ou agravos à saúde decorrentes desses fatores.

 

É importante destacar que a decisão alcança apenas os três subitens questionados na Ação Civil Pública movida pela Fiesp e se aplica exclusivamente às empresas representadas pela entidade. Além disso, trata-se de uma decisão provisória, que ainda pode ser revista pelas instâncias superiores ao longo do processo.

 

O que diz a FIESP

A Federação argumenta que a nova exigência gera insegurança jurídica por utilizar conceitos considerados genéricos e pouco objetivos, o que, na avaliação da entidade, dificultaria sua aplicação prática e o cumprimento das obrigações pelas empresas. A Fiesp divulgou seu posicionamento em nota oficial.

 

NR-1 atualizada continua valendo

Independentemente da decisão judicial, a atualização da NR 1 permanece em vigor. O GRO (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais), o PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos), o inventário de riscos e as demais obrigações previstas na norma continuam obrigatórios.

Os fatores de riscos psicossociais também continuam existindo nos ambientes de trabalho e devem ser gerenciados pelas organizações. Sobrecarga crônica, metas incompatíveis com a realidade, assédio, ausência de autonomia e deterioração do clima organizacional são exemplos de situações que podem contribuir para o adoecimento dos trabalhadores.

“O Tribunal Superior do Trabalho reconhece há anos o nexo entre condições organizacionais e adoecimentos como burnout, ansiedade e depressão”, destaca o portal RS Data.

 

Impacto prático

Na avaliação do RS Data, a decisão judicial não deve levar as empresas à interrupção das ações de gerenciamento dos riscos psicossociais. A recomendação é dar continuidade ao inventário de riscos psicossociais, documentar a metodologia utilizada e manter o plano de ação atualizado no PGR.

Para as indústrias paulistas potencialmente abrangidas pela decisão, a orientação é confirmar, junto à assessoria jurídica, se o sindicato patronal da categoria está entre os representados no processo. Mesmo nesses casos, especialistas recomendam não interromper o PGR nem retirar os riscos psicossociais do inventário, uma vez que a decisão tem caráter provisório e a NR-1 permanece integralmente vigente.

 

Fonte: https://protecao.com.br/

 






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USO CORRETO DE EPI

 

 


 

O uso de EPI’s é peça chave para a Segurança do Trabalho nas empresas. Isso porque eles configuram a última saída para assegurar a saúde e a segurança física dos trabalhadores em um local ou atividade de risco. No entanto, eles não fazem o trabalho sozinhos.

Para que sejam de fato eficientes, é preciso tomar alguns cuidados fundamentais tanto quanto ao uso de EPI’s como quanto à sua guarda e conservação. Isso porque cada equipamento é fabricado de uma forma e, portanto, cada um possui suas recomendações de utilização e cuidados.

Essas indicações são dadas pelos próprios fabricantes e é importante prestar atenção sempre ao que é recomendado. No entanto, existem algumas dicas práticas e bem simples que são iguais para todos ou a maioria dos equipamentos.

Por isso, no artigo de hoje, reunimos as melhores práticas para o cuidado e o uso de EPI’s e como você pode aplicar esse conhecimento na sua empresa, com os seus colegas ou funcionários. Tenha uma boa leitura e compartilhe este artigo! 

 

Boas práticas para o Uso de EPI’s – 8 dicas

 

1) Siga sempre as Instruções do Fabricante

Sem sombra de dúvidas, o primeiro grande passo para o correto uso de EPIs é seguir as recomendações do fabricante. Não há ninguém com maior autoridade para dizer como um produto deve ser utilizado, lavado, conservado ou armazenado do que o responsável pela fabricação. Portanto siga sempre as instruções recomendadas e oriente os colaboradores de sempre fazerem o mesmo. 

 

2) Respeite as limitações do Certificado de Aprovação

Se um equipamento é EPI, então ele deve ter CA – Certificado de Aprovação. Este certificado é o que garante que o produto tenha sido fabricado conforme recomendam as autoridades locais. Dessa forma, torna-se apto a oferecer a proteção a qual se destina. 

Após buscar por um determinado equipamento, faça uma consulta online quanto ao CA do produto. No site oficial você encontrará os riscos aos quais o EPI protege entre outras informações bem importantes e interessantes de se ter conhecimento. 

 

3) Utilizar EPI somente durante as atividades

Existem muitos trabalhadores que pensam que o EPI deve ser utilizado a todo instante, o que não é verdade! O uso de EPI’s só é permitido e obrigatório durante a realização de uma determinada atividade ou presença em um determinado local de risco. Após a finalização dessas situações, o equipamento deve ser retirado e armazenado no local apropriado. 

 

4) Realize um processo de Higienização correto em cada EPI

Para que possuam boa durabilidade e ofereçam a segurança desejada por mais tempo, é fundamental que haja um processo correto de Higienização dos EPI’s. No entanto, cada equipamento possui suas instruções que devem ser respeitadas a fim de não danificar o produto. 

A melhor maneira de saber o processo ideal de higienização de cada equipamento é consultando as recomendações do fabricante. Porém, existem algumas práticas comuns a vários produtos, como: lavar sempre com sabão neutro; secar à sombra; não guardar o produto úmido; entre outros. 

Dicas de Higienização específicas:

Luvas de Segurança: quando não for descartável, lave as luvas com sabão neutro ou à seco no final do expediente. Não guarde o produto úmido e deixe-o secar sempre à sombra. Se necessário, tenha um segundo par para revesar. 

Calçados de Segurança: ao retirar o calçado, deixe o EPI “descansando” em uma local seco e arejado. Não exponha o produto ao sol intenso e faça uma lavagem completa a cada 15 dias, 1 mês ou de acordo com a recomendação do fabricante.

Óculos de Proteção: alguns óculos de proteção podem ser lavados com detergente e sabão neutro. Para secar, deixe o óculos à sombra ou então utilize toalhas macias ou papel toalha. Cuide para não utilizar materiais que possam arranhar ou danificar as lentes!

Capacetes de Segurança: este EPI é mais simples pois geralmente suja superficialmente. Assim, lembre-se de passar um pano úmido no final do dia e deixar o produto à sombra e em local arejado caso haja suor da cabeça.  

Normalmente, a suspensão dos capacetes vem com uma tira de absorção de suor na região da testa que é facilmente removida e pode ser limpa com frequência.

Respiradores: os filtros dos respiradores devem ser trocados sempre que necessário e os equipamentos de uso único devem ser descartados. Quanto às máscaras, pode-se passar um pano úmido para retirar o excesso de poeira ou outro contaminante. 

Protetores Auditivos: protetores auditivos e protetores auriculares devem ser higienizados diariamente, logo após o uso. Por conter secreções naturais dos ouvidos, é importante lavar direitinho com sabão neutro ou à seco. Não guarde o produto se estiver úmido e deixe-o secar sempre à sombra. 

Quando estiver saturado de muitas higienizações ou devido a própria ação do tempo, existem kits de reposição de algumas peças. Consulte no momento da compra!

 

5) Armazene os EPIs adequadamente

Saber onde está cada um dos EPI’s é mais do que uma questão de organização, é algo que contribui para a vida útil do equipamento. Você precisa ter certeza que o produto está abrigado do calor e da umidade, longe de objetos pontiagudos, entre outras situações que pudessem danificar alguma coisa. Além disso, não guarde os Equipamentos de Proteção junto das roupas dos funcionários, é importante que haja um isolamento para evitar possíveis contaminações ou coisas parecidas. 

 

6) Realize Treinamentos em Equipe

Como nós sempre falamos aqui na loja: a informação anda de mãos dadas com a prevenção! Não há Segurança do Trabalho sem conhecimento. Por este motivo, organize não só um treinamento com a sua equipe, como um calendário de treinamentos, principalmente sobre o uso de EPI’s.

Muitas vezes, são muitos os equipamentos a serem utilizados, o que pode causar uma confusão ou até mesmo uma negação dos colaboradores para utilizá-los. No entanto, é importante salientar da importância e conscientizar a equipe com frequência. 

Reúna as principais recomendações dos fabricantes e faça treinamentos periódicos para atualizar e informar a todos sobre o uso de EPIs e a sua importância. Manipular os equipamentos da maneira errada ou utilizá-los para fins que não são os recomendados pelo fabricante pode fazer com que fiquem sujeitos a quebras e tenham sua vida útil reduzida.

Além do mais, a utilização errada de um equipamento pode colocar a vida do trabalhador em risco e tornar a sua empresa suscetível a processos judiciais. Educando os colaboradores, você estará evitando que esses problemas aconteçam e colaborando para a Segurança do Trabalho na sua empresa.

 

7) Fique de olho no Prazo de Validade

Durante a utilização do EPI, é muito importante ficar atento ao prazo de validade do equipamento. Isso porque a partir daquela data limite, o produto não estará mais apto a oferecer a proteção necessária e esperada pelo usuário. Colocando, assim, a vida do colaborador em risco!  Além disso, a empresa também será autuada se um funcionário for pego utilizando EPI fora da validade. Portanto, fique atento aos prazos até mesmo para realizar um controle de EPI adequado. 

 

8) Atente-se ao estado dos EPI’s

Além do prazo de validade, é importante ficar atento ao estado de conservação do Equipamento. Muitas vezes, mesmo dentro da validade, o EPI pode ser danificado por conta de algum impacto ou contaminação. Nestes casos, é fundamental que seja feita a substituição do produto. 

É interessante fazer um checklist dos pontos críticos dos produtos e informar aos usuários, para que eles mesmos possam fazer essa checagem, antes de iniciar os trabalhos. Também é muito importante que um responsável, gerente, encarregado ou o próprio SESMT façam esse checklist um pouco mais minucioso em todos os EPIs com uma certa frequência.

Dessa forma, o investimento que a sua empresa precisará fazer em EPIs será reduzido drasticamente, sem dúvidas pois, vai evitar trocas e descartes frequentes de produtos que ainda poderia ser utilizado sem nenhum ônus a proteção dos trabalhadores.

 

O cuidado com o uso de EPI’s é fundamental

Está certo que é dever do empresário fornecer os equipamentos adequados aos riscos a fim de proteger os trabalhadores. No entanto, segundo a NR 6, também é dever da empresa fazer com que o uso de EPI’s seja eficiente, correto e seguro em todos os locais.

Bem como, fazer a utilização correta, cuidar e armazenar os Equipamentos de Proteção são responsabilidades dos colaboradores. No entanto, a equipe não tem como saber se você não passar a orientação adequada! Aqui, reforçamos mais uma vez a importância da realização de treinamentos periódicos, reuniões e atualizações em equipe. 

Precisando de alguma solução em segurança do Trabalho? Conte sempre com a Prometal EPI’s! Aqui nós não oferecemos apenas EPI’s, EPC’s, Uniformes e Sinalização. Oferecemos também uma parceria, vantagens exclusivas e orientações de qualidade! 

 

 

 

 

 

 

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