quarta-feira, 6 de julho de 2022

 

 

 

 

O QUE É A ISO 45001 E COMO OBTER ESSA CERTIFICAÇÃO?

 

 



Afinal, o que é ISO 45001?

 

A ISO 45001 é uma norma internacional que visa aprimorar o desempenho das empresas no que tange à saúde e segurança do trabalho. 

Ela foi pensada para ajudar organizações dos mais variados setores econômicos. Fazendo com que consigam prevenir acidentes, bem como reduzir as lesões e as doenças ocupacionais.

De acordo com a norma, as empresas são responsáveis pela saúde física e mental dos seus colaboradores. Logo, precisam entender de que forma as atividades desempenhadas podem afetá-los. E, a partir disso, criar um plano de ação para minimizar os impactos.

Sendo assim, a ISO 45001 fornece a estrutura para que consigam gerenciar os riscos de forma mais eficaz. Com isso, preservam a vida das pessoas e, ao mesmo tempo, evitam multas e outros custos que surgem no momento em que os acidentes ocorrem.

 

Como a norma surgiu?

 

A ISO 45001 foi criada devido a necessidade de contar com uma norma que, de fato, integrasse gestão da qualidade e meio ambiente. Uma vez que, na maioria das empresas, essas áreas andam lado a lado.

Este, porém, não é o único motivo que levou ao seu surgimento. Na verdade, os números relacionados a acidentes ocupacionais é que geraram esse senso de urgência.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), 2,3 milhões de pessoas morrem e 300 milhões ficam feridas anualmente. Isso representa uma morte e 153 acidentes a cada 15 segundos no mundo.

Já no Brasil, a média é de 700 mil acidentes e doenças ocupacionais por ano – conforme dados divulgados pela Previdência Social. E mais: o país contabiliza uma morte a cada 3 horas e 40 minutos.

Preocupante, não é mesmo? Isso demonstra a importância de abordar o assunto com mais rigor. Bem como implementar um Sistema de Gestão de Saúde e Segurança no Trabalho que, de fato, vise o bem-estar dos profissionais.

 

Para que serve a ISO 45001?

 

Resumidamente, a ISO 45001 ajuda as empresas a repensarem seus processos. Visando, assim, diminuir os acidentes e as doenças ocupacionais.

Para isso, ela fornece uma estrutura que permite gerenciar os riscos e as oportunidades identificadas na organização. Fazendo com que o ambiente se torne cada vez mais seguro e saudável.

A norma reforça a importância de promover ações preventivas. Ou seja: adotar medidas para conter os eventos. Evitando, desta forma, expor o colaborador aos riscos iminentes.

 

Mas é como ocorre a melhoria na Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional? Isso se dá através de:

 

·       Desenvolvimento e implementação de uma política direcionada à saúde e segurança no trabalho;

·       Envolvimento e comprometimento dos profissionais de todos os níveis hierárquicos;

·       Estabelecimento de processos que levem em consideração o contexto da empresa;

·       Determinação dos perigos e riscos associados à atividade, buscando minimizá-los;

·       Aumento da conscientização sobre a importância de preservar, de fato, a vida dos profissionais;

·       Criação de uma cultura organizacional focada na saúde ocupacional.

 

 

Benefícios de implantar a ISO 45001 na sua empresa

 

As vantagens de agregar essa norma na organização são diversas. Com ela, a empresa consegue otimizar o gerenciamento dos riscos, reduzindo a incidência de acidentes. Consequentemente, melhora a qualidade de vida do colaborador, fazendo com que ele se torne ainda mais produtivo.

Outrossim, reduz os custos que advêm dos acidentes, afastamentos e turnover. Bem como minimiza os prejuízos financeiros decorrentes de multas e passivos trabalhistas.

 

Conheça os principais benefícios da ISO 45001 a seguir:

 

Mudança na gestão da empresa

 

A norma tem o intuito de promover uma mudança na cultura e gestão da empresa. Ou seja, ela não deve ser vista apenas como uma obrigação legal. Mas sim, estar enraizada na forma com que a organização lida com a segurança no trabalho.

Toda mudança, é claro, é vista com ressalvas. Logo, é preciso que o próprio colaborador entenda a importância de adotar os cuidados no dia a dia. Principalmente no que tange ao uso adequado dos EPI’s.

Para isso, o gestor precisa se dedicar a implementar estratégias seguras. E, ao mesmo tempo, engajar o seu time, visando o seu cumprimento.

 

Adequação à legislação brasileira

 

No Brasil, existem 35 Normas Regulamentadoras em vigor. São elas que oferecem diretrizes para garantir a saúde do trabalhador. O seu descumprimento pode levar a multas, processos judiciais, entre outras consequências.

Nesse cenário, a ISO 45001 ajuda as empresas a adequarem seus procedimentos internos. Fazendo com que estejam de acordo com aquilo que é previsto em lei. Evitando, portanto custos e despesas desnecessárias.

Junto a isso, acaba melhorando as relações de trabalho. Afinal, reduz as incertezas e os temores que podem fazer com que o profissional não consiga realizar suas atividades.

 

Prevenção de acidentes e doenças ocupacionais

 

Esse é, certamente, o benefício mais importante da ISO 45001. Ao seguir suas diretrizes, a empresa passa a elevar a segurança no trabalho. Com isso, reduz os acidentes e as doenças ocupacionais. E, consequentemente, os afastamentos, a taxa de rotatividade e os custos com seguros.

É importante destacar que a organização não é responsável apenas por disponibilizar os Equipamentos de Proteção Individual. Mas também ficar atento ao ambiente como um todo. Promovendo, assim, as melhorias necessárias para preservar a saúde do colaborador. 

 

Redução de custos

 

Muitas empresas veem a aquisição de EPIs e as adequações no ambiente de trabalho como um custo. Porém, isso nada mais é do que um investimento.

Afinal, ao gastar com proteção dos profissionais, você irá economizar no futuro. Uma vez que terá menos acidentes, afastamentos, pedidos de demissão e contratação de novos colaboradores.

Além do mais, como já mencionamos, a implantação da ISO 45001 evita multas governamentais e indenizações. Tudo isso impacta até na imagem que os clientes têm da marca.

O que significa que suas vendas também podem aumentar no momento em que você demonstra preocupação com a saúde das pessoas.

 

Qual a diferença entre a Ohsas 18001 e a ISO 45001?

 

A ISO 45001 veio para substituir a Ohsas 18001, promovendo melhorias para fortalecer ainda mais a segurança do trabalho. 

Porém, antes de falarmos sobre o que mudou, é importante destacar suas similaridades. As duas normas têm como objetivo principal gerir a prevenção de acidentes, lesões e doenças ocupacionais.

Ambas possuem requisitos em comum, que foram apenas aprimoradas, consolidadas ou expandidas no texto da ISO 45001.

E quanto às diferenças? Podemos dizer que a nova norma apresenta melhorias tanto na estrutura quanto na abordagem. Sua proposta é garantir um sistema de gestão integrado. Em que qualidade de processos e resultados e gestão ambiental passam a ser efetivados junto à segurança ocupacional.

 

Outros pontos de diferenciação são:

 

ISO 45001

 

·       Baseada em processos;

·       Possui cláusulas dinâmicas;

·       Considera tanto os riscos quanto às oportunidades;

·       Inclui os pontos de vista das partes interessadas.

 

OHSAS 18001

 

·       Baseada em procedimentos;

·       Possui cláusulas fixas, não propensas a mudanças;

·       Lida unicamente com os riscos;

·       Desconsidera os pontos de vista das partes interessadas.

 

Como implementar a ISO 45001?

 

 

Conquistar o selo ISO 45001 é importante por diversos aspectos. Além de garantir um Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional eficaz, ele também traz reconhecimento internacional. 

Sem falar que faz com que os colaboradores valorizem mais a empresa. E, ainda, ela passa a atrair novos talentos mais facilmente.

Mas como implementar a norma, na prática? Confira o nosso passo a passo:

 

1. Faça o levantamento de perigos e riscos

 

A primeira etapa consiste em realizar um diagnóstico do sistema utilizado atualmente. Estude os processos internos da empresa, bem como a sua infraestrutura. Pergunte-se, por exemplo, se as saídas de emergência estão visíveis para o caso de evacuação.

Algumas áreas que devem ser avaliadas são:

 

·       Processo produtivo;

·       Instalações;

·       Maquinário;

·       Layout dos ambientes de trabalho, incluindo a mobília utilizada;

·       Atividades rotineiras e não rotineiras;

·       Tarefas realizadas por terceiros.

 

Desta forma, você consegue identificar oportunidades e lacunas e avaliar o que, de fato, precisa ser melhorado.

Nessa varredura, é essencial vislumbrar, também, os perigos e riscos iminentes de cada atividade. Para isso, é essencial contar com o apoio da CIPA, uma vez que ela é formada justamente para garantir a saúde do colaborador.

 

2. Promova a conscientização

 

O ser humano tem uma tendência a achar que os acidentes apenas acontecem com os outros, não é mesmo? Pois é esse pensamento que, muitas vezes, faz com que as pessoas não sigam as regras e não adotem medidas preventivas.

Assim sendo, o engajamento é essencial para implantar a ISO 45001. Mas como fazer isso? Promova conversas e treinamentos, explicando a importância que a norma tem para a empresa e para o recurso humano.

Você pode, ainda, promover palestras, distribuir cartazes ou e-mails educativos e emitir alertas periódicos de segurança. O que importa é fazer com que os seus profissionais chamem para si a responsabilidade de se cuidar também.

 

3. Desenvolva um plano de ação

 

Tanto as ações de melhoria no ambiente de trabalho quanto às propostas de comunicação devem estar descritas em planos de ação. Esse planejamento detalhado é essencial porque registra as etapas que devem ser seguidas, definindo responsáveis, custos e prazos.

 

Uma metodologia muito utilizada é a 5W2H. Ela é baseada em 7 perguntas, que são:

 

·       What? – O que será feito?

·       Why? – Por que será feito?

·       Where? – Onde será feito?

·       Who? – Quem irá fazer?

·       When? – Quando será feito?

·       How? – Como será realizado?

·       How Much? – Quanto custará?

 

Veja como implementar a metodologia 5W2H na sua empresa e baixe nossa planilha completa e personalizada para colocar em prática agora mesmo!

 

4. Promova as mudanças

 

Com a análise do cenário e os planos de ação em mãos, é hora de colocar a mão na massa. Ou seja: comece a propor as mudanças no sistema atual.

A tecnologia pode ser muito útil para organizar e padronizar os processos. Bem como para não deixar nenhuma melhoria de fora. Atualmente, existem softwares para segurança do trabalho que auxiliam desde a organização das tarefas até o acompanhamento. 

 

5. Realize auditorias e externas

 

Toda empresa que pretende conquistar o selo ISO 45001 precisa passar por uma auditoria. Isso porque ela é responsável por verificar se todos os pré-requisitos para a certificação estão sendo cumpridos. E, em caso negativo, por apontar quais mudanças devem ser promovidas.

As auditorias são muito úteis para encontrar não conformidades e oportunidades. Também auxiliam no levantamento de riscos e perigos que nem sempre são tão visíveis.

Você deve estar se perguntando: é preciso contratar uma empresa para realizar isso? Neste caso, sim. Isso porque ela traz uma opinião especializada e isenta. E, ainda, está apta a assinar o documento comprovando a adequação.

 

6. Promova atualizações e busque a certificação

 

Após a auditoria, é importante realizar uma análise crítica dos dados obtidos. Trate as eventuais não conformidades e atualize o que for necessário para cumprir os requisitos de certificação.

Aqui, é importante ficar atento aos documentos exigidos. Bem como se há regras ou práticas que precisam ser adequadas no seu negócio.

Com as melhorias realizadas, é hora de procurar o órgão certificador da ISO 45001. No Brasil, quem realiza isso é o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).

Neste conteúdo, você conheceu tudo sobre a ISO 45001. Viu que os benefícios da norma são diversos, desde a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais até a redução de custos.

 

 

 

Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais. 

 

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 

 

 

 

 

 

 

NR 24 – NORMA DAS CONDIÇÕES SANITÁRIAS E DO CONFORTO NOS LOCAIS DE TRABALHO

 



A pandemia do Covid-19 fez surgir um alerta importante para qualquer empresa: cuidar das condições de higiene deve ser prioridade para a saúde e conforto dos seus colaboradores. E há no Brasil a NR 24, que determina os cuidados relacionados a esses pontos. Essa lei é importante para nós nesse momento porque envolve ações para impedir o avanço do vírus em meio às retomadas do trabalho presencial.

É dever de toda empresa, independente do porte ou setor econômico, resguardar a integridade física e mental de seus trabalhadores. Nesse cenário, as Normas Regulamentadoras, ou simplesmente NR’s, oferecem diretrizes para garantir a saúde do trabalhador nos mais variados segmentos de atuação.

As NR’s desempenham um papel fundamental no ambiente ocupacional. Afinal, são elas que estabelecem e fomentam as leis e procedimentos técnicos a serem seguidos, com o objetivo de tornar o trabalho mais seguro e evitar possíveis acidentes e afastamentos. Aqui vamos saber tudo sobre a NR 24!

 

O que é NR 24 e qual a sua importância?

 

A NR 24 é a Norma Regulamentadora que trata das Condições Sanitárias e do Conforto nos Locais de Trabalho.

Sobre o seu objetivo e campo de aplicação, ela estabelece as condições mínimas de higiene e de conforto a serem observadas pelas organizações, baseando-se no turno que contar com maior número de trabalhadores.

Vamos supor que a sua empresa conta com 2 turnos de trabalho, um com 30 funcionários e outro com 45. As ações relacionadas à NR 24 devem ser tomadas com base no turno composto por 45 pessoas. Essa é uma mudança recente da norma – veremos mais detalhes sobre ela neste mesmo conteúdo – que antes demandava um trabalho para os 75 profissionais.

Informações sobre tamanhos de banheiros, instalações sanitárias, locais para refeições, alojamentos, entre outros que dizem respeito à higiene e conforto, estão presentes no decorrer da norma. 

Ou seja, todos os detalhes para garantir o conforto dos profissionais no que diz respeito às condições sanitárias fazem parte da NR 24.

Mais do que seguir a legislação, adequar-se à NR 24 é a prova de que a empresa está comprometida. Ou seja, o comprometimento não é apenas com o crescimento de seus colaboradores, mas principalmente com a garantia das condições ideais de trabalho.

 

Principais pontos abordados na NR 24 

 

No total, são abordados 9 tópicos explicativos e 3 anexos na NR 24, que explicam detalhadamente todas as especificações necessárias sobre:

 

·       Instalações e componentes sanitários;

·       Vestiários;

·       Locais para refeições;

·       Cozinhas;

·       Alojamentos;

·       Vestimentas de trabalho.

 

Com ela, sua empresa garante os padrões de bem-estar mínimos para seus colaboradores atuarem. Isso é essencial para amenizar os riscos de acidentes ou doenças decorrentes das jornadas de trabalho. Como sabemos, em tempos de pandemia, ela também é indispensável para conter o avanço do Covid-19.

 

Por isso, a implementação correta desta norma ajuda a prevenir:

 

·       Esforço excessivo que poderia gerar problemas médicos em médio e longo prazo;

·       Contaminação ocasionada por vírus, bactérias e germes nocivos à saúde;

·       Desconfortos que influenciam a atenção do trabalhador, fazendo com que ele sofra acidentes.

 

Onde a NR 24 se aplica?

 

A aplicabilidade da NR 24 acontece em todo ambiente de trabalho no qual os trabalhadores se utilizam dos sanitários e demais dependências para troca de roupa, descanso ou alimentação.

Então, confira os detalhes sobre os itens mais importantes que possuem influência da Norma Regulamentadora 24:

 

Instalações sanitárias

 

As áreas destinadas aos sanitários deverão atender às dimensões mínimas essenciais listadas na NR. O órgão regional competente em Segurança e Medicina do Trabalho poderá, através de perícia no local, exigir alterações de metragem que atendam ao mínimo de conforto exigível.

Essas instalações sanitárias também deverão ser separadas por sexo. Elas precisam ser submetidas a processo contínuo de higienização, mantidos limpos e desprovidos de quaisquer odores durante toda a jornada de trabalho.

No caso do uso de mictórios, deverá ter a sua estrutura de porcelana vitrificada ou de outro material equivalente, provido de aparelho de descarga provocada ou automática, de fácil escoamento e limpeza.

 

Vestiários

 

Já em todos os estabelecimentos industriais e naqueles em que a atividade exija troca de roupas, ou onde é imposto o uso de uniforme, deverá haver um local apropriado para vestiário.

Esse espaço precisa contar com armários individuais, observada sempre a separação de sexos. E aqui existe um destaque importante: é permitido o uso rotativo de armários simples entre usuários, exceto nos casos em que estes sejam utilizados para guardar:

 

·       Equipamentos de Proteção Individual – EPI

·       Vestimentas expostas a material infectante, substâncias tóxicas, irritantes ou que provoquem sujidade.

 

Local para refeições e Cozinha

 

A NR 24 estabelece que os empregadores devem oferecer aos seus trabalhadores locais em condições de conforto e higiene para realizarem as refeições. Isso acontece nos intervalos concedidos durante a jornada de trabalho.

Não é permitido aos trabalhadores realizarem suas refeições em outro local do estabelecimento. E as cozinhas destes refeitórios deverão ficar adjacentes e com ligação para eles através de aberturas por onde serão servidas as refeições.

Algumas empresas estão dispensadas de algumas exigências da NR 24. Quanto aos refeitórios, por exemplo, se o estabelecimento interromper suas atividades por 2 (duas) horas, no período destinado às refeições, ou quando os funcionários residirem nas proximidades da empresa.

 

Alojamentos

 

Os alojamentos são locais destinados ao repouso dos operários. Esse espaço deve contar com dormitório, instalações sanitárias, refeitório, áreas de vivência e local para lavagem e secagem de roupas, todos sob responsabilidade do empregador.

A norma sempre mostra que devemos obedecer às dimensões dos locais a partir do número de funcionários que trabalham no local, a fim de se ter uma condição ideal de segurança para o trabalhador. No caso dos dormitórios, eles precisam seguir esses itens:

 

·       Ser mantidos em condições de conservação, higiene e limpeza;

·       Ser dotados de quartos;

·       Dispor de instalações sanitárias, respeitada a proporção de uma instalação sanitária com chuveiro para cada dez trabalhadores hospedados;

·       Ser separados por sexo.

 

Vestimenta de trabalho

 

Finalizando os espaços que possuem destaque na NR 24, ela ainda prevê os cuidados com a vestimenta de trabalho.

 

 

 

Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais. 

 

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 

 

 

MONTAR UM MODELO DE FICHA DE EPI DIGITAL

 



Para manter o controle dos equipamentos utilizados na sua empresa, é indispensável contar com um modelo de ficha de EPI. Já conhecida e muito presente na rotina de profissionais de segurança do trabalho, essa ficha é o que garante o monitoramento de uso. Bem como o fornecimento de dispositivos de qualidade para o colaborador, em prol de sua segurança e proteção.

Apesar das tendências da indústria e a intensa digitalização de processos como estratégia de negócio – atuando na produtividade e redução de desperdícios – é comum encontrar empresas que ainda fazem a ficha de EPI manualmente. Ou então em sistemas não especializados, como é o caso de planilhas de Excel.

Esse costume obsoleto pode trazer problemas à operação e causar verdadeiras dores de cabeça ao gestor. Por isso, preparamos esse material específico com tudo o que você precisa saber para preencher um modelo de ficha de EPI com o software.

 

O que é modelo de ficha de EPI?

 

Primeiramente, precisamos definir no que consiste o preenchimento desta ficha. EPI nada mais é a sigla de Equipamento de Proteção Individual, ou seja, todo acessório utilizado para proteger a integridade física dos colaboradores contra agentes nocivos à saúde. É, portanto, um método de proteção contra acidentes de trabalho.

Assim, a ficha ou checklist de EPI é o documento responsável por guardar registros de uso dos itens, suas respectivas retiradas e entregas, bem como observações de qualidade. Esses registros são obrigatórios, pois garantem o cumprimento da NR 6, a norma regulamentadora que estabelece seu uso.

É por meio de um modelo padrão ou personalizado de ficha de EPI, ainda, que é possível comprovar ao Ministério do Trabalho que a sua empresa forneceu o EPI correto para o colaborador. 

Sendo assim, além de preservar a saúde dos profissionais, esse documento ainda evita multas e mantém a sua empresa de acordo com a lei. 

 

Como fazer um modelo de ficha de EPI?

 

O primeiro dado que deve constar é o número da ficha. Isso porque é com essa informação que se poderá rastrear quantas fichas já foram emitidas, facilitando a organização e a localização de cada documento.

Além disso, o modelo de ficha de EPI precisa trazer os dados do colaborador que receberá o EPI, tais como número de registro e cargo, e outros que o gestor julgar necessário, como data de admissão e meio de contato.

Também devem constar as descrições dos equipamentos, quantidade, datas de retirada e previsão de devolução.

É preciso separar um espaço para que o colaborador possa declarar que recebeu os itens necessários de acordo com a atividade exercida. Por fim, a ficha precisa manter um ambiente dedicado às observações caso seja necessário substituir algum modelo ou mesmo atestar perda ou falha de equipamento.

Porém, como falamos, o preenchimento manual dessas fichas já ficou no passado. Basta olhar para a operação e perceber que o controle de fichas, uma a uma, é muito mais lento e suscetível a erros que o preenchimento digital. Além dos erros que podem surgir, resultando em acidentes e até multas.

A empresa que prevê seu crescimento não pode ficar estagnada. Afinal, enquanto perde-se tempo com o preenchimento e organização manuais da ficha de EPI, os concorrentes conseguem entregar mais e melhor.

Portanto, digitalizar a operação é parte de uma estratégia para aumentar sua competitividade no mercado.

Para quem deseja otimizar tempo e garantir a eficiência da sua gestão, o checklist é a opção. 

 

Para criar um modelo de ficha de EPI

 

Como falamos, o recurso do checklist online aplicado aos modelos de fichas de EPI representa alguns avanços para a operação. Afinal, os cadastros são simplificados e é possível criar checklists para cada setor ou tipo de equipamento. Tudo por meio de um sistema em nuvem, que pode ser acessado de onde e quando quiser.

O controle deixa de ser um problema, bem como impressões e arquivos estocados que em nada agregam à empresa, e ainda comprometem as boas práticas de cuidados ao meio ambiente.

Utilizando um sistema como o Checklist Fácil, é possível personalizar a criação desses checklists, adicionando cada informação que deve ser inspecionada, tais como entregas, limpeza e armazenamento, sem comprometer a coerência e objetividade do documento.

Para entender como tudo isso funciona na prática, confira um passo a passo para criar um modelo de ficha de EPI no nosso sistema. 

 

1. Crie uma categoria de produto 

 

Organização, objetividade e clareza são palavras de ordem quando o assunto é ficha de EPI. Por isso, criar um banco de dados é o primeiro passo para manter todas as informações em seu devido lugar.

Assim, basta elaborar esse banco com a listagem dos produtos e suas respectivas descrições, separando cada um desses itens por categorias. A aplicação do checklist é feita por meio do código de barras desses produtos.

Consequentemente, é possível ter acesso à informação do banco e validar o que deve ser adotado quando necessário! Simples, não é mesmo?

 

2. Cadastre checklists por imagem

 

A fim de garantir ainda mais assertividade no monitoramento de EPI’s, é possível recorrer aos recursos visuais para aprovação e controle das fichas. Assim, o segundo passo para garantir a organização é acrescentar imagens em seus checklists.

Dessa maneira, a partir delas, o gestor pode pontuar questões que devem ser analisadas no EPI, simplificando o trabalho dos auditores. Essas perguntas são criadas dentro do checklist, na própria imagem do item que você deseja apontar qualquer problema ou observação.

Essa é a funcionalidade certa para auditores que precisam fazer checklists de EPI’s e que não os conhecem o suficiente, pois a imagem facilita a visualização e permite que dúvidas sejam esclarecidas a tempo.  

 

3. Agende os checklists

 

Para que tudo seja cumprido de acordo com os prazos determinados conforme cronograma, é importante compartilhar os avanços da operação com todos os envolvidos.

Nesse sentido, fazer agendamentos para aplicações do checklists estrutura a equipe para um fluxo de trabalho muito mais fluido e coerente.

 


Você ainda pode compartilhar esses agendamentos por e-mail. Esse agendamento irá para os eventos da agenda em questão se você cadastrar o usuário no momento da sua criação. 

 

4. Faça pesquisas de satisfação interna

 

Como você faz para verificar se as ações estão sendo adequadas também para os colaboradores? A melhor forma de planejar isso é por meio de pesquisas internas.

O Checklist Fácil permite a geração de questionários, que podem ser compartilhados para a equipe e respondidos digitalmente, através de um link ou QR Code. Esses questionários podem ser personalizados de acordo com a necessidade da sua operação e do seu time. 

 

5. Adote a escala índice

 

Já em termos de segurança do trabalho, uma forma de deixar a operação ainda mais confiável é configurando e coletando índices em relação a comportamentos. Com essa coleta, você pode gerar um relatório de ICS, isto é, Índice de Comportamento Seguro.

Trata-se de um dos indicadores de desempenho mais importantes para a área, que define tomadas de decisão, bem como auxiliam na criação de um histórico comparativo, a fim de saber o quanto e em quanto tempo seus processos evoluíram. 

 

6. Crie planos de ação personalizados

 

A criação de planos de ação é fundamental, a fim de fazer a correta aplicação de checklists para controle de fichas de EPI. Mas nem sempre esses planos de ação precisam obedecer ao mesmo padrão de forma imutável, o que muitas vezes acaba até comprometendo a assertividade da gestão.

Para monitorar os detalhes, você pode criar planos de ação personalizados no Checklist Fácil, pensando nas não conformidades que costumam ocorrer. Assim, elas podem ser resolvidas ainda mais rapidamente. Para isso, você pode usar o padrão 5W2H disponibilizado na solução e personalizá-lo, por exemplo.   

 

7. Gerencie os dados através de relatórios 

 

Por fim, mas não menos importante, o uso de relatórios gerenciais auxilia o monitoramento e tomadas de decisão e, por isso, podemos considerá-los uma estratégia para aumento da competitividade do negócio.

Na gestão de EPIs, esses relatórios também são importantes. No Brasil, 60% das empresas já usam data&analytics para orientar suas estratégias. Seja no desenvolvimento de produtos ou mesmo na gestão de riscos, análise de força de trabalho e otimização de custos – que são os 5 principais usos dessa tecnologia no mercado brasileiro, de acordo com a pesquisa State of Enterprise Analytics 2019.

Com o Checklist Fácil, você pode criar seus próprios painéis de indicadores, extraindo relatórios dinâmicos e diversos de acordo com seu segmento. A importação de dados é automática, o que ajuda na elaboração dos painéis que mais fazem sentido com sua operação, de acordo com número de colaboradores, EPIs utilizados, periodicidade das fichas, etc.   

 

Qual a importância de contar com um modelo de ficha de EPI?

 

Concluímos, portanto, que o modelo de ficha de EPI serve tanto para fins administrativos como para fins legais. Isso porque ele pode fornecer informações importantes para gestão da operação, prevendo itens em estoque, bem como preparando melhor o setor de compras.

Afinal, é um documento que permite o levantamento de período médio de troca de um determinado EPI, bem como monitorar a necessidade de troca de equipamentos, além dos casos de perdas ou danos.

Já a questão legal compreende os resultados de auditoria, em que o fiscal irá conferir se os trabalhadores realmente receberam os EPI’s quando foi realizada cada troca, e se o preenchimento está adequado, sem dados faltantes.

Há também os casos em que o colaborador pode recorrer à justiça alegando insalubridade por não ter tido acesso a algum EPI, requerendo indenização da empresa. Nesse momento, a ficha deve ser apresentada para comprovar o recebimento e as trocas periódicas.

Para saber qual EPI é necessário para cada função, evitando esse tipo de situação, basta conferir os sindicatos ou órgãos nacionais voltados à segurança e saúde no trabalho. Além disso, vale investir em treinamentos para que os colaboradores entendam a importância de utilização e boas práticas com os EPI’s, como guarda e conservação, por exemplo.

Também é importante que o gestor comunique ao MTE qualquer irregularidade observada ao longo de todo esse processo.

 

 

 

Gostou do conteúdo? Conte para gente nos comentários e não deixe de compartilhar nas redes sociais. 

 

Siga o Blog e Deixe seu comentário e compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre o tema.

 

 

 

 

 

 

    COMO USAR A TECNOLOGIA A FAVOR DA SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO       Quando falamos de Saúde e Segurança no Trabalho (SST), p...