segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

 




 

O QUE É MAPEAMENTO DE RISCOS E QUAL SUA IMPORTÂNCIA? 

 



A gestão de riscos auxilia os profissionais de saúde e segurança do trabalho a terem maior eficácia na redução de afastamentos e problemas que possam comprometer a integridade física e mental dos funcionários, bem como gerar prejuízos para a empresa. Dentro desse rol, temos diversas ações que podem ser tomadas para facilitar a gestão e minimizar problemas.

Um dos mais importantes é o mapeamento de riscos. Vamos falar mais sobre ele a seguir e mostrar dicas importantes de como realizá-lo. Boa leitura.

 

O que é mapeamento de risco?

O mapeamento de risco é feito para proteger os funcionários, auxiliando na visualização dos eventuais problemas que possam ocorrer e treinando-os para saber como eles podem se antecipar para, assim, evitar acidentes de trabalho.

Esse conceito chegou no Brasil nos anos 1970 e foi inicialmente trazido para o ambiente industrial, pelo seu caráter de ter um maior índice de acidentes com afastamentos. Contudo, até mesmo escritórios podem e devem contar com o mapa de riscos no dia a dia. Ele é exigido em todos os países em que há obrigatoriedade da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes).

 

Qual a importância do mapeamento de risco?

O mapeamento de risco tem a função primordial de conscientizar e informar os colaboradores sobre os riscos com os quais estão envolvidos. Assim, eles poderão identificar como prevenir problemas na realização de suas atividades. Por exemplo, quando um colaborador entra em uma sala em que há risco químico e ele está devidamente descrito, saberá quais EPI’s ele deverá utilizar para evitar acidentes e problemas, tanto para ele quanto para os demais colegas.

 

Outros benefícios do mapeamento de riscos são:

·       visualização didática dos riscos;

·       realização das tarefas com maior cuidado;

·       gestão de riscos mais eficiente;

·       maior confiança por parte dos profissionais para realização das atividades;

·       diminuição do FAP (Fator Acidentário de Prevenção).

 

Como realizar o mapeamento de riscos?

Contudo, para que o mapeamento de riscos consiga ser, de fato, eficiente, é fundamental fazê-lo de forma adequada. Caso contrário, ainda poderá expor os profissionais a problemas no dia a dia, o que poderia ter sido evitado.

 

Mas afinal, como realizá-lo minimizando erros? Confira, a seguir, algumas dicas que vão ajudá-lo nesse processo:

·       estude os tipos de riscos (físicos, químicos, mecânicos, biológicos, ergonômicos). Antes de classificá-los, você deverá aprofundar-se mais em como cada risco pode ser categorizado;

·       converse com os trabalhadores sobre a percepção deles dos riscos. Muitas vezes, há questões que não ficam tão claras para os especialistas e quem está ali, todos os dias com a mão na massa, consegue ver com maior clareza;

·       investigue e liste todos os riscos da empresa, mesmo os menores e mais sutis. Isso será fundamental para não deixar nenhum ponto de fora. Até porque, muitas vezes, pequenos problemas podem causar grandes consequências;

·       a partir disso, identifique as medidas preventivas que podem ser aplicadas tanto de forma individual quanto coletiva;

·       entenda quais são as principais queixas dos profissionais;

·       conheça o perfil dos colaboradores e como eles exercem as atividades no dia a dia;

·       tenha uma boa gestão de EPI. Ela está intimamente ligada com uma gestão de riscos eficiente. Com o mapeamento, é possível identificar quais são os riscos que exigem uso de equipamentos no dia a dia.

 

O mapeamento de riscos é um dos instrumentos fundamentais para uma boa gestão em segurança do trabalho. Por isso, não deixe de estar atento à sua elaboração. Isso pode ser o diferencial para reduzir acidentes em sua empresa.

 

 



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OS PRINCIPAIS RISCOS E LESÕES NOS PÉS NO AMBIENTE DE TRABALHO E COMO PREVENI-LOS

 

 

Os pés são uma das partes mais importantes do nosso corpo e são especialmente vulneráveis a lesões no ambiente de trabalho. Quando se trata de trabalhos em construção, indústrias, fábricas e outras áreas onde há riscos de acidentes, os trabalhadores precisam estar protegidos por meio do uso de calçados de segurança apropriados.

Os principais riscos de lesões nos pés no ambiente de trabalho incluem esmagamento, corte, perfuração e queimaduras. Esses riscos podem ser minimizados com o uso de calçados de segurança apropriados, como botas de segurança e calçados com proteção para biqueira.

Mas a proteção dos pés não para por aí. Palmilhas apropriadas, especialmente aquelas com proteção para o arco do pé, também são importantes para a proteção dos pés. Outros recursos, como solas antiderrapantes e isolamento térmico, também podem ser necessários dependendo do tipo de ambiente de trabalho.

No entanto, escolher o calçado de segurança certo não é suficiente. Os trabalhadores precisam seguir práticas seguras no local de trabalho, como manter o local limpo e organizado, e nunca colocar os pés em risco por meio de comportamentos inseguros. O treinamento adequado para o uso de calçados de segurança e outras medidas de segurança também são importantes para a prevenção de lesões nos pés.

Em resumo, os trabalhadores precisam estar cientes dos riscos e lesões nos pés no ambiente de trabalho e tomar medidas para preveni-los. Isso inclui a escolha do calçado de segurança adequado, uso de palmilhas apropriadas e práticas seguras no local de trabalho. Além disso, a educação e o treinamento dos trabalhadores sobre a proteção dos pés também são essenciais para minimizar as lesões e garantir a segurança no local de trabalho.

 





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sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

 





 

A SEGURANÇA NÃO É UM PROBLEMA DE PROCESSO, É UM PROBLEMA DE MARKETING

 



Nós tentamos a aplicação de regras punitivas, procedimentos, fluxos intermináveis de papelada e as famosas REGRAS DE OURO!

Criamos reuniões de segurança, apresentações, slides e ainda ficamos exasperados que não atingimos o engajamento que tanto almejamos.

 

Mas estes meios não engajam, me perdoe em falar isso!

Colaboradores não compram coisas que são impessoais e, especialmente, aquelas que são empurradas sobre eles.

As pessoas que nos dizem o que fazer e como fazer não criam camaradagem e confiança, por favor, mas sim, criam desconfiança e nos colocam contra elas.

Procedimentos e processos para operações seguras são mecânicos.

 

Dados, rastreamento e relatórios são mecânicos.

Formulários, inspeções e avaliações de perigos são mecânicos.

Tecnologia e aplicativos em tempo real são mecânicos.

E, claro, tudo isso é importante para medir a eficácia, mas os meios mecânicos não criam motivação ou engajamento. Tampouco inspiram melhorias.

Sério, alguém já foi inspirado para o seu desempenho de segurança porque a taxa mensal melhorou por. 004%?)

E como o marketing pode consertar isso e por que é importante para a sua Cultura de Segurança?

O engajamento em segurança requer uma nova mentalidade

Nunca antes na história houve tantos trabalhos para a melhoria de processo, procedimento, dados, rastreamento, relatórios, formulários, inspeções ou tecnologia.

 

ACIDENTES ACONTECEM!

Se todos seguissem simplesmente os processos e os procedimentos, nós reduziríamos drasticamente o número de incidentes, certo?

Então, parece claro que não precisamos de mais regras e processos mecânicos.

Precisamos de obter das pessoas voluntariamente e voluntariamente abraçar as regras existentes e processos mecânicos de forma mais consistente.

No entanto, para fazer isso requer uma abordagem muito diferente e mentalidade.

Em um evento que assisti na ONU em Adis Abeba (Etiópia) sobre o engajamento de países ricos em investir naquela região da África Oriental escutei o palestrante onde dizia:

A democracia é um problema de marketing. A saúde é um problema de marketing. A mudança climática é um problema de marketing.

Temos que fazer o mesmo para o pessoal olhar para nós nesse lado do mundo! Terminava assim sua fala e aquilo mexeu bastante comigo.

Enraizar e fortalecer uma Cultura de Segurança não são problemas de engenharia ou problemas de economia. São problemas de marketing.

Nós fazemos escolhas. Se vivemos em uma cultura onde as pessoas são livres para escolher, nós oferecemos o controle sobre o nosso futuro para os outros.

 

Quando os seres humanos fazem escolhas, isso é marketing.

Marketing não é sobre atalhos, agitação ou decepção.

O marketing é a arte (e a ciência) de servir as pessoas que você procura para servir, para fazer um melhor trabalho, encontrando e satisfazendo as necessidades.

Marketing é a prática de fazer as coisas melhor, fazendo coisas melhores.

Fazer com que as pessoas escolham os processos e procedimentos corretos consistentemente é marketing.

Fazer com que eles completem, leiam e utilizem os dados, rastreamento e relatórios é marketing.

Fazer com que as pessoas se envolvam nos formulários, inspeções e avaliações é marketing. Motivá-los a adotar e usar a nova tecnologia é o marketing.

 Em outras palavras, criar uma infraestrutura de segurança é mecânico. Conseguir que os colaboradores usem consistentemente essa infraestrutura de segurança, é marketing.

 

Você acaba confiando demais nas comunicações e não no marketing.

A diferença? Comunicação informa. Mas o marketing move as pessoas.

 Marketing cria ação. O marketing faz com que escolhas sejam feitas. Marketing cria impulso. A informação fica lá.

As comunicações são jogadas em grande quantidade, mas não criam motivação para fazer melhores escolhas.

Estatísticas e gráficos não inspiram um melhor trabalho em equipe ou uma vontade de cuidar um do outro.

A revisão das regras de segurança não inspira melhor qualidade e melhora o envolvimento. Os dados simplesmente informam seu pessoal.

O que você quer que eles façam com as informações?

Peça-lhes para fazer algo diferente. Isso é marketing. Desenvolva uma frase de chamariz para as informações. Isso é marketing.

As grandes culturas de segurança que eu conheço estão focadas em fazer com que cada membro da equipe ajude os outros membros da equipe a vencer.

Como você está pedindo ao seu pessoal para ajudar os colegas de equipe a trabalhar melhor e obter melhores resultados? Isso é marketing!

 Você está definindo novos padrões de como sua equipe trabalhará em conjunto? Isso é marketing!

Você está pedindo à sua equipe que aceite a visão e a missão de segurança e qualidade? Isso é marketing.

Você está demonstrando entusiasmo e cuidando da sua equipe e colaboradores? Isso também é marketing.

Qual é a ideia, plano ou visão que você está vendendo? O que você quer que eles façam que não estão fazendo agora? Isso é marketing.

Crie uma Cultura de Segurança muito mais envolvente e inspiradora para o funcionário.

O marketing de segurança claro e focado faz com que as pessoas queiram fazer parte de algo especial.

 

 

 

 

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AVALIAÇÃO DO POSTO DE TRABALHO – ERGONOMIA

 



O que é Ergonomia?

A International Ergonomics Association (IEA) explica que a ergonomia é uma disciplina que estuda a relação entre o ser humano e o ambiente de trabalho (sistema) e outros elementos da profissão. É uma ciência que busca aplicar teorias, princípios, dados e métodos para otimizar o bem-estar humano e melhorar o desenvolvimento de todo o sistema de trabalho. No ambiente de trabalho, está relacionado à saúde e ao bem-estar dos trabalhadores no desempenho das atividades laborais, bem como ao funcionamento normal de todos os equipamentos envolvidos no sistema de trabalho.

 

O que é Posto de Trabalho?

É um local ou espaço físico onde os trabalhadores realizam as atividades laborais e se integram ao ambiente de trabalho. Por sua vez, o ambiente de trabalho pode ser investigado de diferentes ângulos. 

 



O ponto mais importante é a análise da segurança e saúde no trabalho, preocupando-se com o bem-estar do trabalhador, capacitando-o para a realização de atividades com base nas condições básicas de saúde. 

O local de trabalho é analisado sob vários aspectos, como condições das instalações, status dos móveis e equipamentos institucionais. 

Na unidade do Ministério da Saúde de Brasília, a análise foi realizada pela Secretaria de Saúde do Servidor (Diass), responsável pelas operações de monitoramento de saúde e segurança no trabalho da Coordenação de Saúde do Servidor (Coass).

 

Mobiliário Ergonômico

A NR17, nos itens 17.3, 17.4 e 17.5, trata sobre o mobiliário ergonomicamente adequado para os ambientes de trabalho, dos equipamentos às condições ambientais nas quais devem ser cumpridas as tarefas laborais do trabalhador.

Em seu artigo 17.3.1, a Norma também estabelece os critérios a serem seguidos para o desenvolvimento do trabalho na posição sentada. O mobiliário deve possuir regulagens para que o próprio trabalhador possa adaptá-los às suas características antropométricas, como altura, peso etc.

 

Temperatura 

De acordo com a ISO 9241, a temperatura do ambiente de trabalho deve ser controlada entre 20ºC e 23ºC. 

 

Iluminação 

A iluminação natural ou artificial, geral ou complementar adequada às atividades deve ser uniformemente distribuída e difusa, o projeto e a instalação podem evitar ofuscamento, reflexos incômodos, sombras e contraste excessivo. O nível de iluminação deve ser 500- -750-1.000 lux, adequado para tarefas com requisitos de visão normal, máquinas de médio porte e trabalhos de escritório, conforme especificado na NBR Inmetro 5413.

 

Nível de ruído

De acordo com a NR MTE 17 e NBR Inmetro 10152, o nível de ruído aceitável deve ser de até 65 dB (A) para conforto. O nível de ruído acima desta frequência deve ser reavaliado.

 

Avaliação do Posto de Trabalho

Avaliação de emprego A avaliação ergonômica do posto de trabalho é realizada pela Secretaria de Saúde do Servidor (Diass / Coass / Cogep). Aqui estão algumas dicas sobre como ajustar você:

 

1) Sente-se direito. Traga os quadris para trás o mais próximo possível das costas da cadeira.

 


 

2) Ajuste a altura da cadeira em relação à mesa. Levante ou abaixe o assento para dobrar o cotovelo em 90 °.

 



3) Avalie o ângulo de seu cotovelo em relação à estação de trabalho. Sente-se bem próximo à mesa, com os braços confortavelmente paralelos à coluna. Coloque as mãos e antebraços na superfície da mesa ou no teclado do computador em que está trabalhando. Eles devem estar em um ângulo de 90 graus. Não estique os braços para a frente nem dobre os cotovelos para trás ao digitar.

 



4) Posicione o mouse próximo ao teclado. Mantenha-o em uma posição que permita alternar entre o teclado e o mouse com a menor amplitude de movimento possível, para que você possa fazer o mínimo esforço. Se houver um teclado alfanumérico do lado direito do teclado, você pode preferir usar o mouse do lado esquerdo; isso se concentrará nas partes mais usadas do teclado. Você também pode alternar entre usar o mouse com as mãos direita e esquerda para diluir os efeitos do uso repetido.

 



5) Escabelo. Como a altura da maioria das mesas é fixa, você precisa ajustar a altura da cadeira para colocar os braços e as mãos na mesa corretamente. De acordo com a medição de cada trabalhador, após o ajuste, é necessário o uso de dois apoios para os pés para manter a parte inferior das coxas encostada na borda do assento sem pressão. Os joelhos devem ficar alinhados com os quadris.

 

6) Ajuste a inclinação e altura do encosto. Caso a cadeira não possua sistema de ajuste, pode-se usar uma almofada de encosto para ajustar a adaptabilidade do encosto para maior conforto.

 


 

7) Ajuste a tela / tela. Ajuste a distância dos olhos à tela. Ao usar duas telas, tente não deixar espaço entre elas. A tela principal deve estar na sua frente e as duas telas devem ser preferencialmente do mesmo modelo. Normalmente, mantenha a tela um braço afastado da cabeça. Para o uso de óculos / correção de visão, o conforto visual precisa ser ajustado de forma adequada. 

 

8) Ajuste o brilho e o contraste do display. Ao trabalhar em frente à tela do computador por um longo período, ajuste as opções de brilho e contraste até encontrar uma configuração que deixe seus olhos mais confortáveis ao olhar para a tela. Reduza o brilho na tela fechando as cortinas.

 

9) Ajustes em geral. Arranje a disposição dos itens que você utiliza durante o trabalho próximos a você. Posicione o telefone, os itens de escrita, os livros e outros materiais frequentemente usados a uma pequena distância para que sejam alcançados enquanto assentado. Você não deve precisar se alongar para alcançar esses itens. Indicamos que evite o excesso de objetos na área de trabalho para facilitar as atividades, a mobilidade e a higiene do ambiente.

Não espere até ter problemas antes de fazer esses ajustes ergonômicos. Pode ser muito mais difícil recuperar-se de uma lesão do que a prevenir.

 

Riscos Ergonômicos

O risco ergonômico refere-se a quaisquer fatores que possam interferir nas características psicofisiológicas do trabalhador, causar desconforto ou afetar sua saúde. Exemplos de riscos ergonômicos incluem levantamento de peso, trabalho muito rápido, monótono, repetitivo e postura inadequada. Ajustar associações importantes de forma ergonômica, colocar cada trabalhador em uma posição de trabalho adequada às suas condições físicas e mentais, reduzir o cansaço e fornecer-lhes ferramentas para realizar tarefas da maneira mais fácil, pois o risco de acidentes de trabalho é maior

 

Fortalecimento Muscular

Nos últimos anos, as pessoas entenderam mal a verdadeira importância da implementação de programas de fortalecimento muscular. A cultura atual de busca de padrões de beleza associa apenas o reforço aos benefícios estéticos do esporte. No entanto, essas atividades podem produzir benefícios mais significativos, como o fortalecimento muscular. Por exemplo, os músculos fornecem estabilidade para o funcionamento normal de nossas articulações. Essas estruturas são feitas para realizar movimento por toda a vida. Se a articulação não estiver estável, isto é, se não houver contração muscular necessária – a abrasão da estrutura envolvida será muito maior.

Além disso, o processo natural de envelhecimento envolve um declínio gradual da força muscular, especialmente após os 30 anos de idade. Portanto, a estabilidade da junta diminuirá gradualmente e o desgaste aumentará com o tempo. Esse fato é propício ao aparecimento de diversas patologias, como osteocondrose patelar, degeneração do disco intervertebral, artropatia, bursite, tendinite e assim por diante. Portanto, a fraqueza muscular é um dos principais fatores para muitas dores nas articulações e alterações patológicas. Outro benefício significativo é a melhoria de nossas capacidades funcionais. Quanto maior nossa força muscular, melhor nossa capacidade de carregar peso, caminhar, correr, subir escadas, fazer exercícios e participar de atividades recreativas.

Nesse sentido, pesquisas científicas têm mostrado que a prática da ginástica laboral tem reduzido bastante o índice de absenteísmo de algumas instituições. Esses exercícios são realizados 2 a 3 vezes por semana, com duração média de 15 minutos, e podem incluir Exercícios de alongamento, massagem, relaxamento e / ou fortalecimento muscular. Conforme mencionado acima, a postura sentada de longo prazo associada às atividades de digitação pode causar fadiga muscular no pescoço, ombros, cotovelos, punhos e mãos, bem como fadiga muscular na região inferior da coluna, o que geralmente afeta a exposição dos trabalhadores à ergonomia riscos.

Os exercícios de “trabalho” podem restaurar esses músculos e prevenir a sobrecarga e os danos musculoesqueléticos subsequentes. No entanto, não pode substituir outras atividades, como musculação ou esportes. Como o nome sugere, esse tipo de ginástica precisa ser realizado em ambiente de trabalho, permitindo que os trabalhadores se preparem para as atividades laborais ou se recuperem durante ou no final da jornada de trabalho. Além disso, auxilia na prevenção de Lesões por Esforços Repetitivos (LER), Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho (DORT), melhora a qualidade de vida dos trabalhadores e promove temperamento e bem-estar.

 

Veja o exercício abaixo:

 



 



Fonte: Ministério da Saúde: Cartilha de Ergonomia – Aspectos relacionados ao posto de trabalho

 

 



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quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

 





 

22 DOCUMENTOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO QUE TODO PROFISSIONAL SST DEVE CONHECER

 


 

Confira a lista dos mais essenciais Documentos de Segurança do Trabalho. Incluindo também documentos exigidos para prestadores de serviço.

Documentos de Segurança do Trabalho, uma das partes mais sensíveis e importantes e todo Profissional da área está acostumado com isso. Afinal, em praticamente todas as normas regulamentadoras são criadas exigências relacionadas a esses documentos.

Por isso, o Blog de Segurança do Trabalho da Escola da Prevenção criou esse post para tratar dos…

 

Documentos de segurança do trabalho mais importantes!

Segundo o Super Checklist de Documentação Obrigatória de SST, são mais de 200 documentos de segurança do trabalho considerando todas as Normas Regulamentadoras.

Mas, como nenhuma empresa precisa seguir todas as normas porque algumas são setoriais, então, o número de documentos no total acaba sendo bem menor. Nesse texto vou apresentar uma seleção de 22 documentos de segurança do trabalho.

 

NR-01 que atende pelo nome de “DISPOSIÇÕES GERAIS E GERENCIAMENTO DE RISCOS OCUPACIONAIS”, que vamos abreviar por GRO.

Essa NR traz pelo menos 5 documentos de segurança do trabalho importantes.

 

Documento 1 – Inventário de perigos e riscos do PGR

O inventário de perigos e riscos é um dos componentes do PGR, Programa de Gerenciamento de Riscos. Eu poderia considerar o PGR como um documento, mas como na verdade ele é constituído de 2 documentos, preferi colocar o inventário como um documento, e o plano de ação como outro. Os dois juntos formam o PGR.

 

Qual o conteúdo mínimo do inventário?

A estrutura do inventário pode variar muito, mas, no mínimo você precisa ter as colunas como na foto abaixo, que foi tirada do Modelo de inventário de perigos e riscos do PGR.

 


22 documentos de segurança do trabalho que todo Profissional SST deve conhecer

 

Colunas que precisam ter na sua planilha de inventário: função e atividade, perigo, lesões ou agravos, fontes ou circunstâncias, medidas de controle, severidade, probabilidade e nível de risco.

 

Em geral, as etapas do inventário do PGR contemplam:

·       identificação dos perigos do ambiente, incluindo as possíveis lesões ou agravos à saúde, além da identificação das fontes e circunstâncias.

·       levantamento das medidas de controle existentes, sejam elas administrativas, de engenharia, equipamento de proteção coletiva (EPC) ou equipamento de proteção individual (EPI).

·       avaliação dos riscos (com indicação de severidade e probabilidade)

 

Depois de cumprir as 3 etapas acima, você vai fazer o plano de ação para resolver os principais problemas indicados na etapa de avaliação, e isso nos leva ao próximo documento.

 

Documento 2 – plano de ação do PGR

Vamos seguir nossa jornada sobre documentos de segurança do trabalho?

Se o inventário é o documento 1, logicamente o plano de ação é o documento 2. Todos os perigos/riscos avaliados como tolerável, moderado ou substancial precisam ter uma ação prevista no plano. Riscos triviais não precisam de ação. Enquanto que riscos substanciais é para interditar a atividade imediatamente, ou seja, nem perca tempo fazendo plano de ação.

A avaliação de riscos incluída no modelo acima é baseada na BS 8800, que é um modelo bastante usado no Brasil, especialmente útil em empresas de pequeno e médio porte, porque é eficaz e simples de usar.

Em termos de plano de ação, eu recomendo o plano de ação 5W2H.

 

Documento 3 – plano de resposta a emergências

Muitos profissionais SST pensam que, em se tratando de documentos de segurança do trabalho, a NR-01 fala apenas de PGR. Ledo engano! Como já mostrei no post chamado os 3 filhos do GRO que coloquei na nossa página no Facebook e reproduzo aqui abaixo, são 3 os documentos de segurança do trabalho que a NR-01 manda fazer.

 



Os 3 filhos do GRO, segundo a NR-01

Também conhecido pela sigla PRE ou PAE (plano de ação de emergências). A NR-01 manda fazer 3 documentos essencialmente: PGR, PAE e AAT. No PAE ou PRE você deve descrever as ações no caso de emergências, de pequeno ou grande porte. Primeiros socorros, combate a incêndios, vazamento de químicos são exemplos de situações de emergência.

Detalhe: se a empresa possuir espaço confinado, é necessário incluir no PRE o plano de resgate nos espaços confinados.

Você deve estar se perguntando o que é AAT? Veremos agora mesmo.

 

Documento 4 – análise de acidentes de trabalho (AAT)

Para simplificar eu uso a sigla AAT. A análise de acidentes de trabalho já constava nas NR’s, como na NR-05. Entretanto, a nova NR-01 vigente desde 03/01/2022 colocou mais importância nesse tema.

Portanto, se prepare para ver cada vez mais as AAT nos seus documentos de segurança do trabalho, pois a NR-01 colocou mais ênfase nela!

Afinal de contas, as AAT são uma parte essencial do processo de gestão. Porque se houve um acidente ou adoecimento, é sinal que há um problema (falha), então é necessário rever o inventário e criar uma ação para resolver.

Outro detalhe, portanto, fica esperto: houve alguma CAT -Comunicação de Acidente de Trabalho) emitida desde 03/01/2022? Pois bem, tem que ter feito a AAT. O auditor fiscal do trabalho vai pegar dessa forma.

 

Documento 5 – Ordens de serviço

Sim, a NR-01 manteve a obrigatoriedade das OS, como costumamos chamar. As empresas são obrigadas a elaborar ordens de serviço sobre segurança e saúde no trabalho, dando ciência aos trabalhadores sobre perigos, riscos e medidas preventivas.

Muito bem, você viu que os documentos de segurança do trabalho 1 até 5 são citados na NR-01, ou seja, todas as empresas precisam ter esses documentos de segurança do trabalho.

Antes de irmos ao documento 6, só uma observação. A NR-01 chama-se “disposições gerais e gerenciamento do risco ocupacional”, que vou simplificar por GRO. Apenas quero te chamar atenção para um ponto. GRO não é documento. GRO é a norma que manda fazer 3 documentos: PGR, AAT e PRE, ok?

 

Documento 6 – Comprovante de inscrição no CNPJ

Quando você estiver trabalhando ou prestando serviço em uma nova empresa ou cliente, não esquece de dar uma olhada no site da Receita Federal. Joga lá o CNPJ (cadastro nacional da pessoa jurídica) da empresa para descobrir algumas informações essenciais, em especial, as atividades econômicas primárias e secundárias da empresa.

 


Consultar o CNPJ no site da Receita é etapa essencial na preparação de documentos de segurança do trabalho

Essas informações serão necessárias em muitos documentos de segurança do trabalho, como você irá descobrir mais adiante.

 

Documento 7 – CNAE primário e secundário

Ao consultar o CNPJ no site da Receita você vai descobrir os CNAE primário e secundário. Nem toda empresa tem o secundário, mas todas devem ter o primário. CNAE significa cadastro nacional de atividades econômicas.

Ele é muito importante na área SST porque é com ele que você vai dimensionar o SESMT. SESMT significa serviço especializado em saúde e medicina do trabalho. Falaremos disso daqui a pouco.

Com o CNAE você irá descobrir o grau de risco do estabelecimento. E, cruzando o grau de risco com a quantidade de funcionários irá descobrir quantos profissionais precisa ter no SESMT. Tudo isso é detalhado na NR-04 “SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E EM MEDICINA DO TRABALHO”.

 

Documento 8 – Registro do SESMT

O SESMT pode ser composto pelas seguintes profissões:

·       Técnico em Segurança do Trabalho

·       Engenheiro de Segurança do Trabalho

·       Auxiliar de Enfermagem do Trabalho

·       Enfermeiro do Trabalho

·       Médico do Trabalho

 

O cálculo da quantidade de cada um desses profissionais que a empresa deve contratar para montar o SESMT é chamada de “dimensionamento do SESMT”. Após montar o SESMT, é obrigatório registrá-lo, conforme prevê a NR-04:

“4.17 Os serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho de que trata esta NR deverão ser registrados no órgão regional do MTb.

4.17.1 O registro referido no item 4.17 deverá ser requerido ao órgão regional do MTb e o requerimento deverá conter os seguintes dados:
a) nome dos profissionais integrantes dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho;
b) número de registro dos profissionais na Secretaria de Segurança e Medicina do Trabalho do MTb;
c) número de empregados da requerente e grau de risco das atividades, por estabelecimento;
d) especificação dos turnos de trabalho, por estabelecimento;
e) horário de trabalho dos profissionais dos Serviços Especializados em Engenharia de
Segurança e em Medicina do Trabalho.”

 

Portanto, esse registro é um dos documentos de segurança do trabalho que considero importante. Vai que tem um erro no dimensionamento. É prudente dar uma conferida.

 

Documento 9 – Acordos ou convenções coletivas

Este documento identifica os pontos negociados entre empregador e sindicato, identificando parâmetros mínimos de atendimentos além das normas vigentes.

 


Consulte os acordos ou convenções coletivas, caso existam

Nele você identifica como são tratadas as questões de insalubridade, periculosidade, distribuição de uniforme e EPI, CIPA entre outros aspectos de segurança e saúde.

Algumas normas regulamentadoras inclusive citam os acordos ou convenções coletivas caso sejam mais restritivos. Em outras palavras, se a convenção prevê uma medida preventiva mais rígida que a NR, o que vale é a convenção. Então é essencial dar uma olhada nisso!

 

Documento 10 – Registro das inspeções de Auditores Fiscais do Trabalho

A empresa já foi inspecionada no passado? Se sim, quais foram as não conformidades detectadas pelos auditores? Tem alguma ação que precisa ser executada para resolver alguma pendência?

Analisando esses registros você observará se a empresa já sofreu fiscalização, notificação, auto de infração ou até mesmo embargo ou paralisação.

Agora vamos falar um pouco sobre CIPA, afinal estes são alguns dos documentos de segurança do trabalho importantes!

 

Documento 11 – Dimensionamento da CIPA

O dimensionamento da CIPA em 2022 ficou mais simples: basta cruzar o grau de risco (o mesmo usado para dimensionar o SESMT) e a quantidade de funcionários. A tabela de dimensionamento da CIPA anteriormente era enorme, agora se resume a uma pequena tabela, como você pode ver abaixo.

 

Tabela para dimensionamento da CIPA

 

Não se esquece. Deve-se manter uma memória do cálculo do dimensionamento da CIPA.

 

Documento 12 – Documentos do processo eleitoral da CIPA

A NR-05 exige que o processo eleitoral da CIPA siga alguns protocolos. Então, no caso de uma auditoria do Ministério do Trabalho, poderá ser exigida comprovação de que tais protocolos foram seguidos.

Por isso, eu recomendo que você mantenha um backup dito, para apresentar numa eventual fiscalização.

 

São documentos do processo eleitoral da CIPA:

·       edital de convocação,

·       comunicado ao sindicato,

·       relação de empregados inscritos na eleição,

·       lista dos funcionários eleitos ou indicados,

·       etc.

 

Documento 13 – Registros do funcionamento da CIPA

Da mesma forma, também é importante manter registros que comprovem o funcionamento da CIPA.

 

São registros que comprovam o devido funcionamento da CIPA:

·       atas de reunião,

·       revisão do processo de identificação de perigos/riscos (não precisa mais ser obrigatoriamente o mapa de riscos),

·       reuniões para organizar a SIPAT,

·       lista de presença nas reuniões, etc.

 

Documento 14 – Documentação relacionada a EPI

Chegou a hora de olharmos para os documentos de segurança do trabalho referente aos EPIs. Verifique se já existe uma tabela definindo EPI por função ou algum procedimento que especifique os mesmos. É importante que a especificação dos equipamentos de proteção não fique apenas no conhecimento do técnico.

Caso não exista tal documento, coloque em sua lista de prioridades.

 

Documentos de segurança do trabalho – EPIs

 

Verifique também como é realizada a distribuição dos equipamentos, se todas as entregas estão sendo registradas em formulário padrão, seguindo os aspectos da NR-06 ou se não existe sistemática de entrega definida.

A forma de entrega varia de empresa para empresa, caso a responsabilidade não fique com o SESMT, defina como dever ser feita e audite periodicamente.

 

Documento 15 – PCMSO e ASO

PCMSO significa programa de controle médico de saúde ocupacional e ASO é o atestado de saúde ocupacional. Ambos são documentos de segurança do trabalho previstos na NR-07.

 

O PCMSO é de responsabilidade do médico do trabalho. É imprescindível que o PCMSO esteja integrado com o PGR, veja:

 

“7.5.1 O PCMSO deve ser elaborado considerando os riscos ocupacionais identificados e
classificados pelo PGR.”

 

Eles devem apresentar os mesmos cargos avaliados e os mesmos riscos. Tenha atenção se as atividades em altura, espaço confinado, operação de máquinas motorizadas, energia elétrica, etc, apresentam exames complementares descritos no documento.

Avalie se o atestado está de acordo com o PCMSO, e se apresenta as informações básicas definidas na NR-07. Você não precisa olhar um a um. Oriente o departamento pessoal do padrão necessário e audite periodicamente para saber como está funcionando.

 

Documento 16 – Relação de máquinas e equipamentos

O inventário de máquinas e equipamentos não é mais obrigatório. Mas você há de concordar comigo que não há como fazer uma boa gestão sem uma lista minimamente organizada, indicando as máquinas presentes na empresa.

Não existe mais um modelo de inventário de máquinas, mas, caso não tenha tal lista, organize uma tabela simples no própria Excel, indicando o nome das máquinas, se tem manual ou não, em que setor está, quem é responsável pela operação, se foi treinado ou não, se está adequada a NR-12 ou não, etc.

 

Documento 17 – Análise Ergonômica

 

Segundo a Wikipédia,

“Ergonomia é a disciplina científica relacionada ao entendimento das interações entre seres humanos e outros elementos de um sistema, e também é a profissão que aplica teoria, princípios, dados e métodos para projetar a fim de otimizar o bem-estar humano e o desempenho geral de um sistema. ”

 

Portanto, nada mais coerente de termos uma norma regulamentadora para atentar para essas questões, e estamos falando da NR-17 – Ergonomia! A ergonomia baseia-se em muitas disciplinas em seu estudo dos seres humanos e seus ambientes, incluindo antropometria, biomecânica, engenharia, fisiologia e psicologia.

 



Documentos de segurança do trabalho – Análise ergonômica do trabalho

A NR-17 vigente a partir de 2022 facilitou nossa vida com o advento da Análise Ergonômica Preliminar. Ou seja, o Profissional SST pode fazer um levantamento preliminar e somente solicitar a Análise Ergonômica do Trabalho (AET) completa nos casos que julgar necessário. Uma boa fonte de informações são os registros de acidentes e adoecimentos. Veja se há registros de LER ou DORT.

 

Documento 18 – Inventário de Espaços Confinados

A NR-33 diz que é obrigatório a empresa “identificar os espaços confinados existentes no estabelecimento”. Portanto eu te pergunto: a empresa tem isso? Existem várias medidas na NR-33 que são administrativas, e, sem um inventário, fica impossível trabalhar.

E lembre-se, todos os espaços confinados precisam estar identificados com sinalização apropriada. A NR-33 inclusive apresenta um modelo de sinalização.

E voltando a falar do inventário, a NR-33 também define o que deve constar nele. Saiba mais no post “NR-33 Espaço Confinado: Um Guia Para Iniciantes“.

 

Documento 19 – inventário de produtos químicos e FISPQ

O almoxarifado deve ter uma relação de todos os produtos em estoque.

 

Este controle é essencial para:

·       avaliar se o PGR contempla todos os produtos químicos envolvidos na operação,

·       verificar se estão disponíveis as FISPQ de todos os produtos,

·       identificar aqueles que são inflamáveis, definindo procedimentos e local, forma e quantidade de armazenamento,

·       avaliar se as embalagens e rótulos utilizados estão em conformidade à norma técnica vigente,

·       auxiliar na especificação das medidas de controle e

·       elaborar treinamento sobre a manipulação dos respectivos produtos.

 

Documento 20 – Controle e Programação de Treinamentos

Uma das áreas mais rentáveis para o Profissional de Segurança do Trabalho é ministrar treinamentos. Isso ocorre porque as Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho assim determinam. E são muitos os treinamentos obrigatórios que uma empresa precisa ministrar aos trabalhadores.

Conheça nosso Cronograma de Treinamentos de Segurança do Trabalho. Com ele você terá uma planilha para melhor realizar seu planejamento anual além de vídeo aula ensinando a utilizá-la.

A área de SST deve definir todos os treinamentos obrigatórios e necessários por função e/ou por atividade, baseado na legislação vigente e necessidades da empresa. Este documento é fundamental para a gestão de SST da empresa.

Geralmente, qualquer empresa bem organizada, dispõe da matriz de treinamento entre seus documentos de segurança do trabalho.

 

Documento 21 – LTCAT

LTCAT significa laudo técnico das condições ambientais do trabalho. É o único documento da nossa lista que não está previsto na legislação trabalhista, mas sim, na previdenciária. Por isso decidi deixar por último, mas ele também é muito importante.

Porque muitas empresas acabam tendo problemas também na legislação previdenciária, por exemplo, por não emitir o PPP que é de entrega obrigatória a todos os trabalhadores no momento da recisão do contrato de trabalho.

E para fazer o PPP é necessário usar dos dados do LTCAT.

 

Obs: a partir de 28/03/2022 mudou o modelo de PPP, saiba mais no post Novo PPP

 

Por fim sua prioridade é atender a legislação trabalhista e previdenciária garantindo que além de não haver acidentes e doenças ocupacionais a empresa não terá sanções junto aos órgãos competentes.

 

Documento 22 – Formulário de entrevista para percepção de riscos

As Normas Regulamentadoras são cheias de pegadinhas. Especialmente essas que sofreram grandes modificações, como a NR-01. Tem muitos detalhes ali que podem passar despercebidos.

 

Quero chamar a atenção para um desses detalhes.

 

Veja:

“1.5.3.3 A organização deve adotar mecanismos para:
a) consultar os trabalhadores quanto à percepção de riscos ocupacionais, podendo para este fim ser adotadas as manifestações da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA, quando houver; “

 

‘’A multa por descumprir os requisitos 1.5.3.3 é de R$ 4.682,04.  ‘’

 

Dentro desse contexto de documentos de segurança do trabalho, também é muito comum que os Profissionais SST tenha a seguinte dúvida:

Quais os documentos exigidos para prestadores de serviço segurança do trabalho?

Uma lista para servir de base. Lembre-se: você deve analisar criticamente, e inserir ou excluir documentos, conforme o caso prático.

 

Documentação referente a empresa contratada:

·       Cartão CNPJ

·       Certidões negativas de débitos (tributos municipais, estaduais e federais)

·       Guias de recolhimento de tributos e encargos de cada funcionário, conforme lei

·       Contrato social

·       Comprovantes de holerites de pagamento e de benefícios previstos em Convenção Coletiva

·       No caso de serviços de segurança, Certificado de Regularidade atualizado perante a Polícia Federal

·       PCMSO

·       PGR

·       Documentação referente aos funcionários da empresa contratada:

·       ASO com exames complementares e apto para altura e espaço confinado se necessário

·       Certificados de treinamentos aplicáveis de acordo com a atividade

·       Ordem de serviço

·       Ficha de EPI com assinatura, descrição do EPI, data de entrega e CA válido (conter os EPI´s necessários para atividade que será desempenhada)

·       CTPS (foto, qualificação civil e registro) ou CTPS digital (qualificação civil e registro) ou extrato do E-social comprovando vínculo empregatício

 

Além das listas, que são genéricas, pode solicitar mais documentos quando atividades específicas forem realizadas, como por exemplo:

·       trabalho em altura;

·       espaço confinado;

·       serviços com eletricidade;

·       máquinas;

·       etc.

 

A seguir algumas exigências adicionais, de acordo com a atividade que será realizada pela empresa contratada.

 

Quando a empresa contratada vai realizar trabalhos em altura

·       Projeto da linha de vida elaborado por profissional legalmente habilitado;

·       Ficha de EPI com cinto de segurança tipo paraquedista, talabarte em Y, capacete de segurança com jugular, EPI´s básicos, etc;

·       Certificado de treinamento de NR 35 contendo o nome do trabalhador, conteúdo programático, carga horária, data, local de realização do treinamento, nome e qualificação dos instrutores e assinatura do responsável;

·       APR (Análise Preliminar de Risco);

·       PT (Permissão de Trabalho);

·       ASO com apto para altura e exames complementares de acordo com o PCMSO;

·       Certificação Abendi conforme ABNT NBR 15.475, se aplicável;

·       Projeto do andaime com ART;

·       Certificado de treinamento do montador do andaime;

·       Projeto da PTA (plataforma de trabalho aéreo) com ART;

·       Manutenções preventivas da PTA;

·       Certificado de treinamento do operador da PTA (verificar se o certificado é para o mesmo tipo de equipamento, por exemplo, articulada ou tesoura, etc);

 

Quando a empresa contratada vai realizar trabalhos em espaço confinado

·       Certificado de treinamento dos trabalhadores, vigia e supervisor do espaço confinado contendo o nome do trabalhador, o conteúdo programático, a carga horária, a data e o local de realização do treinamento, com as assinaturas dos instrutores e do responsável;

·       Certificado de treinamento da equipe de resgate de NR 33 e resgate contendo o nome do trabalhador, o conteúdo programático, a carga horária, a data e o local de realização do treinamento, com as assinaturas dos instrutores e do responsável;

·       Detector de gases disponível;

·       APR (Análise Preliminar de Risco);

·       PET (Permissão de Entrada e Trabalho);

·       ASO com apto para espaço confinado e exames complementares de acordo com o PCMSO;

 

Verificar na análise de risco o tipo de proteção respiratória necessária, para ambientes inertes utilizar ar mandado;

 

Quando a empresa contratada vai realizar serviços com eletricidade

·       Certificado de treinamento de NR 10 básico para atividade em baixa e média tensão com carga horário de 40 h contendo o nome do trabalhador, o conteúdo programático, a carga horária, a data e o local de realização do treinamento, com as assinaturas dos instrutores e do responsável, responsável técnico habilitado que deve ter formação em elétrica;

·       Certificado de treinamento de NR 10 SEP (Serviço elétrico de potência) para atividade em alta tensão com carga horário de 40 h contendo o nome do trabalhador, o conteúdo programático, a carga horária, a data e o local de realização do treinamento, com as assinaturas dos instrutores e do responsável, responsável técnico habilitado que deve ter formação em elétrica;

·       APR (Análise Preliminar de Risco);

·       PT (Permissão de Trabalho);

·       ASO com apto para serviços elétricos e exames complementares de acordo com o PCMSO;

 

Ficha de EPI deve conter além dos EPI´s básicos, uniforme (calça e camisa) contra agentes térmicos provenientes do arco elétrico, capacete de segurança classe B: Indicado para o uso com risco de choque elétrico, botina de segurança sem componentes metálicos, luva isolante de borracha, luva de couro sobreposta, manga isolante de borracha, protetor facial contra arco elétrico. Algumas atividades utilizam-se ainda tapete isolante e vara de manobra. Quando a empresa contratada vai realizar atividade com máquinas pesadas

 

Certificado de treinamento para o equipamento especifico contendo o nome do trabalhador, o conteúdo programático, a carga horária, a data e o local de realização do treinamento, com as assinaturas dos instrutores e do responsável.

·       APR (Análise Preliminar de Risco);

·       PT (Permissão de Trabalho);

·       ASO com apto e exames complementares de acordo com o PCMSO;

·       Pode ser solicitado também inspeções periódicas do veículo.

 

Quais documentos o técnico de segurança do trabalho pode assinar?

Essa pergunta é muito comum. Mas, infelizmente, não existe uma resposta simples, por vários motivos. Um deles é que a quantidade de documentos possíveis é quase infinita. O segundo motivo é que isso depende muito de cada caso. A melhor forma de pensar esse assunto é: a empresa que eu ajudo como profissional SST está precisando do documento “X”, será que eu posso ajudar a empresa? Daí a partir disso você vai investigar a legislação que trata do documento X, para ver o que ela diz sobre isso.

 

Técnico de segurança do trabalho pode assinar LTCAT?

Segundo a IN 128 do INSS somente engenheiro de segurança do trabalho e médico do trabalho podem assinar o LTCAT - Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho).

Em uma fiscalização quais são os documentos que o auditor pode solicitar para o departamento de segurança do trabalho?

 

Qualquer documento previsto nas Normas Regulamentadoras. A lista é tão grande que seria impossível fazer uma completa. Só na NR-01 temos: PGR, PCMSO, análise de acidentes de trabalho, plano de resposta a emergências, ordens de serviço, etc. E ao todo são 38 NR’s (embora nem todas se apliquem a todas as empresas).

 

Como fazer gestão de documentos de segurança do trabalho?

A dificuldade aqui vem do fato que são muitos os documentos de segurança do trabalho. A depender do tamanho da empresa, só mesmo um software de gestão poderia auxiliar. O principal problema aqui é quando documentos ficam desatualizados, e acredite, isso é muito comum. Para quem não tem sistema, vai ter que fazer um controle manual mesmo de prazos. De tempos em tempos, olhar tudo, e ver o que precisa de atualização. E também ficar de olho na mudança das NR’s.

 

 

 

 

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